O vento

sábado, 12 de setembro de 2015

O vento que abre as portas

O vento que escancara as janelas

O vento que desfaz nossos abrigos

O vento que traz a tempestade

O vento que nos leva embora desse mundo

O vento que sempre está de passagem

O vento que não tem começo e nem fim


Esteja pronto pois um dia ele virá

E lá estava eu dormindo

Agarrado na imensa noite de minha cegueira

Foi quando, em meus pequenos delírios

Eu o chamei

E ele veio

E me levou embora

Feito folha desgarrada

À mercê de um suspiro do Infinito

Assim eu fui

E o que voltou já não é mais o mesmo

Hoje vislumbro outras possibilidades

Apesar que apenas uma realmente importa

Hoje tenho muitos nomes

E por isso não tenho nenhum

Hoje posso escolher

Apesar de não ter mais escolha

Pois o vento está sempre indo e vindo

Logo estará chegando

Esteja pronto pois um dia ele virá.


(Grande abraço à todos! - Jean).

A imagem veio DAQUI.

4 comentários:

Nancy Passos disse...

Salve F.A !!!

parece que meu amigo VENTO me trouxe até hoje rs...

AMEI !!!

Fernando A. disse...

Bom dia, Nancy!

A pessoa que escreveu o poema é para mim como o vento, nunca a vi, apenas pude senti-la pelas palavras. Não é engraçado como o sentir nos guia de uma forma mágica, além do visual?

Amor,

Fernando

Nancy Passos disse...

Bom dia, Fernando !

sim, sentir nos guia de uma forma mágica, também pude sentir o poeta e me lembrei de uma ventania que enfrentei semana passada(registrada lá no Via e você deve ter visto rs...)na verdade não enfrentei, apenas senti que havia algo mais além da força era um cuidado também, depois percebi o significado e ontem lendo o poema me emocionei de verdade ! Que delícia !

Amor,

Nancy

Fernando A. disse...

É isso, Nancy!

No Xamanismo é lugar-(in)comum o contato com certas forças e poderes que por serem desconhecidas para a nossa percepção apresentam-se de uma forma que nos permite acessá-las.

Vento pode ser apenas a manifestação de uma força consicnete e misteriosa que nos é totalmente desconhecida, mas que de alguma maneira sentimos.

Amor,

Fernando