A Revolução Silenciosa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Por hábito, há anos desde que me tornei "free lancer" e montei minha própria empresa de consultoria, não trabalho nas segundas de manhã. Não é apenas "síndrome de Garfield" como alegava uma namorada, que também detestava minhas lasanhas, naquela loucura pré anorexa que toma conta de certas mulheres de nosso tempo, profundamente preocupadas com a silhueta, esquecidas da essência, preferindo passar fome que queimar calorias em saudáveis caminhadas e ginástica...

Segunda de manhã, especialmente nos grandes centros, é o dia que as pessoas estão mais irritadas e menos receptivas. Creio que é na segunda de manhã que a maioria dos seres humanos percebe que muito bem disfarçado, o sistema tenta nos fazer escravos, rouba nossas vidas, tenta nos colocar como graxa de suas engrenagens. Após a semi liberdade do fim de semana, voltar ao trabalho que para a quase maioria é sacrifício, raramente "sacro oficio", é algo que incomoda, no mínimo sub-conscientemente.

Consultor já é visto com reticências seguida de interrogação, chegar ainda na segunda de manhã é ter muito pouco senso estratégico. Desde o natal estou de férias e como minha vida é viajar de um lado para o outro, férias, depois de dois anos sem, está sendo ficar no sul de Minas, sem pegar um avião, sem relógio, sem relatórios (quase, sempre tem um ou outro processo em andamento que precisa de avaliação) passeando entre uma cidade e outra, lentamente, tendo tempo para por leitura em dia, visitar velhos conhecidos, comer quitandas e quitutes de tias mineiras e dar os retoques finais no livro que pretendo em breve entregar.

Entre outras atividades tenho tido tempo para esta interessante troca de correspondência via net, com as listas de debate as quais estou ligado e com alguns grupos de estudo, com os quais mantenho contato regular, via palestras, cursos ou artigos publicados em seus periódicos.

Muito temos falado e citado o filme Matrix, com certeza uma história iniciática de nosso tempo. Alguns reclamam da violência do filme, mas como retratar esta época? Com bucólicas cenas?... Aliás, as novelas de cavalaria como as do Graal, novelas iniciáticas de seu tempo, estavam isentas de batalhas e sangue?

Vivemos um momento interessante na nossa civilização. Dentro da história conhecida pela primeira vez atingimos o nível de uma civilização global. Pela primeira vez nos reconhecemos habitantes do mesmo planeta.

Os nacionalistas que sempre tiveram na divisão dos povos seu poder se incomodam com isto. Ainda temos os extremistas, gritando pela pureza da raça, gente que nunca criou galinha com certeza, ou saberia que é o híbrido que é forte e resistente, e nada mais fraco que a tal raça pura, vejam os cuidados com um cão ou gato de raça e o vigor de seus pares vira-latas" pelas ruas.

Acreditar que o outro é mal por ter cor do uniforme, pele ou olhos diferente, por chamar Deus por outro nome, sempre foi o grande trunfo dos que seguem velha divisa: Dividir para governar. E sempre encontrarão frustados para segui-los.

Mas pouco a pouco, estamos percebendo que fazemos parte do mesmo planeta azul que, como num aquário, o que fazem de um lado do planeta, atinge todos os outros.

Em países como o nosso vivemos o mito da liberdade, da democracia, da independência.

Somos independentes, mas somos soberanos?


Não há roda de conversa onde as soluções para o Brasil não sejam apontadas, onde não se pregue o incentivo à educação, saúde, onde não se proteste contra a fome num país que tem supersafras de grãos que se superam ano após ano, onde não se concorde que o mal desse país é a classe política com seus modos coloniais, crendo que o povo é a Metrópole que deve ser sempre roubada.

Mas saber disso resolve algo?

Os meios de comunicação para a massa manipulam com facilidade a opinião pública e alguns devem ter visto recentes declarações do falecido General Figueiredo, afirmando, ele ex-chefe do ex-SNI , ele ex-presidente e ex-ditador, que a Globo põe e tira do poder quem quer, manipula a opinião pública como quer.

Tudo isto, claro, mostrado pela própria Globo. Ironia ou crença no sono robótico das massas?

Estamos, nós livres pensadores, pasmos e atentos ao crescimento dos evangélicos fundamentalistas, não sem razão, pois eles representam o sectarismo e o dogma absoluto.

Todo fundamentalismo é perigoso pois trás consigo a idéia de exclusividade, da única verdade, a deles claro. Todos os demais devem ser convertidos, ou "eliminados" com as graças e bênçãos de deus. Um deus que estranhamente tem sua vontade similar aos desejos de seus “verdadeiros” representantes aqui na terra.

O interessante é que os grandes mitos dessa época caíram.

O sonho de uma sociedade comunista, igualitária foi lentamente destruído, principalmente devido a farsa das ditaduras estabelecidas que arrogaram-se o título de comunistas e criaram regimes de terror piores que os por elas derrubados.

Confundiram igualdade de condições, que é uma coisa, com nivelar tudo e todos, esquecendo que se nós seres humanos temos algo em comum é nossa singularidade.

Singularidade tão profícua que nos permite crescer por troca e complementação quando somos maduros, tão temida pelos que querem uma massa útil e manobrável, amorfa, que não questiona, apenas obedece.

As religiões tradicionais perderam seu apelo, o Papa fala contra o sexo antes do casamento, as pessoas sorriem como quem ouve um avô meio caduco, respeitado pelo carisma da velhice , mas cada um faz o que quer. Neste caso, feliz queda.

A ciência materialista, positivista do século passado, prometia objetivar todos os campos do saber. "Consciência, sentimento, mente são conceitos fantasiosos" bradam os behavioristas, "a pura psicologia cientifica vai aposentar tais termos".

Físicos modernos dizem agora: "só foi possível chegar a modelos plausíveis da realidade quando incluímos a consciência como co-construtora da realidade".

Embora ainda mal compreendida e usada para fantasias sem fim por misticóides, a física quântica deu um golpe fatal no materialismo racionalista positivista.

O mundo está em total mudança, vertiginosa mudança, vivemos uma revolução tecno-cultural a cada 5 anos. A vanguarda de hoje é o obsoleto de amanhã.

As empresas perseguem projetos de qualidade, os profissionais de qualquer área não podem mais se acomodar com aquilo que aprendem na universidade, tem que se atualizar, curso de pós graduação, mestrado, doutorado e ler, ler, se informar. Não basta ter QI, agora temos que ter QE. As escolas ainda tentam se adequar a esta revolução e só agora percebem que não adiante mandar alguém decorar matérias, de conteúdo questionável, que o importante é aprender a aprender. Nunca foi tão atual a definição de Piaget para a educação:

"Fornecer meios para o indivíduo atingir sua autonomia moral e intelectual".

Pois só um ser capaz de tomar suas próprias decisões morais e intelectuais pode viver bem num mundo onde tudo muda vertiginosamente e uma sociedade multicultural, multiétnica está surgindo. A mesma era industrial que criou as escolas padronizadas onde se aprendia basicamente a cumprir horários, aceitar a autoridade do professor, memorizar dados e tornar-se um técnico eficiente, agora está noutro desafio. Os cursos para funcionários de todos os escalões das empresas pregam:criatividade, co-participação criativa; imaginação; sonho!

Empregos desaparecem, não se trata de mera "crise de mercado". As revoluções tecnológicas sucessivas que estamos vivendo estão mesmo acabando com alguns empregos, eles não vão voltar. Sistemas previdenciários, saúde pública, em crise. Mas o sistema reinante está preso a um mito. Que vai crescer eternamente, mais e mais e os deserdados da sorte, a grande massa de miseráveis que sobrevive hoje na periferia do sistema, só tem que esperar pois em um certo momento o crescimento vai atingi-los, que venha o progresso desenfreado a destruição do meio ambiente, o ser humano transformado em objeto.

A causa é justa, pregam, o fim justificará os meios. Chegaremos na utopia e todos terão a casa dos sonhos, carros na garagem, eletrodomésticos e tudo mais que faz de nossa civilização consumista a destruidora que é, como se peixes enlouquecessem e passassem a poluir a água do aquário onde vivem. Nunca vimos os "primitivos e involuídos" peixes fazerem isso. Só o ser humano , na sua arrogância de ápice da evolução assim age.

O buraco na camada de ozônio causa degelo no pólo, o nível do mar sobe, as ilhas que primeiro viram o ano dois mil chegar sabem que não verão muitos mais pois o nível do mar subindo as ameaça, como a todas cidades costeiras do planeta.

A destruição do meio ambiente atinge níveis nunca vistos. Extinção quase diária de espécies animais e vegetais, algumas extintas sem nem serem conhecidas.

E a ciência de nosso tempo, produtora de comodidades e armas está de posse de uma tecnologia que pode fazer do homem um semi deus.

Mas estará a humanidade pronta para este status de semideuses?

No excelente livro de Paul Radin: "Ciclo heróico dos Winnebagos" o autor faz uma interessante avaliação: Ele detecta quatro ciclos, no primeiro chamado ciclo Trickster o herói é dominado por seus apetites, mentalidade imatura, só se preocupa em satisfazer suas próprias necessidades. No segundo ciclo, chamado Hare (a lebre) é o fundador da cultura, o transformador, é um personagem que corrige os impulsos imaturos do ciclo Trickster. Temos esses dois arquétipos em nossa sociedade, infelizmente os tipo Tricksters estão no centro do poder.

Há o ciclo Red Horn um herói que vence provas e desafios e tem um companheiro vigoroso, um pássaro chamado "Storms was he walks" ( há tempestades quando ele passa). Este ciclo é de pouco sentido para nossa atual cultura. Apenas tem sentido para aqueles(as) de nós que lidam com a magia, com a bruxaria. Aqueles(as) de nós que não caíram na arrogância de superioridade a natureza e suas forças mágicas e sempre buscam a parceria na Natureza, não seu domínio.

É o quarto ciclo os Twins (gêmeos) que interessa sobremaneira. Um só ser dividido em dois ao nascer. Eles juntos são invencíveis, originalmente um só, foram divididos. É necessário, mas extremamente difícil reuni-los.

Flesh- Conciliador, brando, mas sem iniciativa.

Stump - Dinâmico, vigoroso, extremamente rebelde.

Juntos tem tanta força que tudo atacam, tudo destroem. Buscam o poder sobre tudo e todos e em sua cegueira do poder atacam um dos quatro animais pilares e criam uma "reação cósmica". A própria existência está ameaçada.

Aqui assemelham-se a tantos outros mitos heróicos de outros povos. A hybris, o orgulho cego, a violência desmesurada, o uso sem equilíbrio do poder resulta na morte ou sacrifício do herói para restabelecer o equilíbrio cósmico rompido.

Mas entre os Winnebagos, como entre os Navajos e outros povos nativos há outra resolução.

Cientes de sua própria força e da destruição que quase provocaram concordam em entrarem em um estado de equilíbrio. Este abrir mão do poder absoluto, do perceber limites em beneficio da sobrevivência da vida é o tema que trago para análise.

A arrogância da ciência moderna não admite limites. O consumismo desenfreado de nossa época não admite limites. Conquistar sem limites é o mito dessa civilização. Ir além de nossos próprios limites, crescer enquanto seres, superar todas as barreiras de nosso caminho existencial foram sempre metas existenciais.

A civilização atual aplicou tais propostas ao mundo cotidiano, esquecendo que cada plano tem suas leis, suas características. Aí é que a filosofia implícita no caminho da Deusa surge como opção ao caminho patriarcal dominante que tem alimentado nossa ciência e a guerra em todos seus fronts.

O mito do crescimento infinito, do desenvolvimento material infinito é um de nossos grandes inimigos. Como todo conceito pleno em si que é aplicado em campo equivocado.

Quando vamos acordar para perceber que antes de dar "carro, casa e eletrodomésticos" antes de colocar o "modo norte americano de vida" acessível aos mais de 8 bilhões de habitantes deste planeta nossas reservas naturais já terão se esgotado? Estamos há apenas uma geração da já prevista “era das guerras pela água".

Quando vamos voltar a respeitar a natureza, a buscar a harmonia com ela?

Quando voltaremos a buscar a superação de nossos limites em linhas de ação que nos levem a expansão de nossa consciência, de nosso ser? É isto que o paganismo propõe, por isso é temido por vários segmentos que agem em duas frentes.

Combatendo-o frontalmente como "obra do demônio" ou minando sua força corrompendo sua filosofia, criando o paganismo fast food do modismo.

Assim como a visão igualitária do socialismo, igualdade de oportunidades bem dito, foi deturpada na opressão das ditaduras , o paganismo corre o risco de ter seu nome usado para justificar movimentos inexpressivos, alienadores, que nada fazem de real pela preservação da natureza e uma nova postura frente a existência.

Ecologia, feminismo, reciclagem, ação holística, terapias alternativas, desenvolvimento sustentável, são algumas das muitas áreas que buscam uma resposta mais criativa ao desafio de impedir a crise e derrocada completa dessa civilização.

Podemos dar uma resposta criativa e ao invés de apenas sofrermos a histórias, podemos co-participar criativamente de um novo ciclo. Ao invés de ficar esperando que os "ets" venham nos salvar, que o apocalipse se apresente, que o planeta intruso passe e 2/3 da população morram, podemos agir conscientemente, em cada ato checar de que lado estamos.

Consciência ou inconsciência?

Cada ato conta, cada mínimo ato. É a somatória destes atos que pode gerar a massa critica que pode nos lançar a outro estado de consciência. Pois os saltos de consciência são processos quânticos, como um elétron saltando para um orbital de maior energia.

Temos que atingir essa quantidade de energia e só nossos atos conscientes e focados poderão gerá-la. Não adianta o quase, só o valor inteiro provocará o salto.

É isto que o paganismo propõe, que cada um recupere seu elo de conexão com a Totalidade, sem intermediários e descubra que somos seres vivos imersos na vida.

Então, quando sentirmos que cada vida é sagrada e misteriosa, talvez sintamos a magia que foi perdida. Perda que faz essa era caminhar apática nesse suicídio lento que chamam "vida civilizada".

Este o desafio de nosso tempo. A revolução silenciosa que está ocorrendo.

Você pode não saber, mas do seu lado pode estar um (a) magista que fala com as plantas, que tem um animal de poder como aliado, com ele visitando mundos outros que não este, que cultua a Deusa, que mantém viva milenar tradição, que estuda os mistérios do Tarot e I Ching, que faz magias em seu caldeirão.

Você pode nem saber mas aquela pessoa que vê dançando na festa da sua amiga pode ser herdeiro (a) espiritual de povos milenares como Maias ou Celtas.

Aquela quieta bibliotecária que você quase nem nota, pode estar conversando regularmente com seres de Órion ou das Plêiades.

Aquele menino tímido, aquela garota assanhada, podem ser sacerdotes da Deusa, aprendendo a mesma arte que fez de Merlim atemporal, que pela ponte do Arco Íris ainda liga Asgard a este mundo.

Sim, é dessa forma que a revolução silenciosa está ocorrendo. De forma tranqüila, mas intensa.

Como as flores desabrocham na primavera e sem que ninguém lhes mande, sem mesmo terem estudado para isso, apenas seguindo seu interior, se tornam frutos na plenitude do verão.


Nuvem que passa

12 comentários:

oanonimo disse...

Muito bom texto! Esse blog me serve de guia para assuntos que nunca tinha explorado! Hoje, mesmo vivendo do outro lado do mundo, tenho acesso a assuntos muitos mais interessantes que "Jornais"! Obrigado!

CHÎNÅ .3Ө disse...

quanta sincronicidade real e virtual.
parabens.

e a luta continua.

Shin Tau disse...

Simplesmente maravilhoso! Já há algum tempo que não tinha disponibilidade para vir aqui, mas hoje consegui e fico grata!

Sinto-me ainda mais inspirada a continuar as pequenas acções que faço.

Boa continuação de férias ;)

Beijocas

F.A. disse...

Oi, Shin Tau!

Tava com saudades da sua presença por aqui, mas nós quando cruzamos certos caminhos num certo momento e encontramos ali algo que nos fala ao coração é por que tínhamos um "encontro marcado", não é mesmo?

Nosso amigo Nuvem que escreveu o texto e já realizou a grande viagem da morte certamente agradece suas palavras.

Com carinho,

Fernando Augusto

Decat disse...

Saudades desse louco viajante do infinito!

F.A. disse...

A saudade é um dos filamentos do Universo, um filamento legitimamente humano.

Saudades,

Fernando Augusto

Shin Tau disse...

Olá F.A.

Também já tinha saudades das tuas palavras, sempre muito intensas e que me inspiram e levam para caminhos interessantíssimos.

Concordo sim, encontro marcado para fortalecer a alma.

hehehehe não sabia que o Nuvem já estava noutra dimensão :) Mas mesmo lá há-de ter ficado contente pelo que despertou em mim, sim!

Beijoca

F.A. disse...

Oi, Shin Tau!

Grato pelas tuas palavras carinhosas.

O Nuvem possuía um corpo de energia, pelo pouco que pude ver, ativo, funcional, operante em outras realidades ou dimensões, já quando estava andando conosco por aqui. Na verdade tenho a sensação de que o encontrei mais "lá" do que "aqui".

Isso nos coloca como sonhadores potenciais diante de uma situação existencial muito interessante quando chegamos num certo ponto do caminho:

o fato de percebermos que temos uma existência multidimensional que opera num aqui e agora do Universo (ou devo dizer Multiverso?).

Ficar consciente dessa multidimensionalidade é uma das tarefas do xamanismo. Desenvolver em vida o corpo de energia ou de sonho é outra.

Tenho a impressão de que o nosso ser é muito mais vasto, vasto como uma árvore, e que isso que chamamos de morte é apenas uma folha caindo dessa árvore ou como bananeiras que crescem juntas e que vão morrendo e renascendo dentro de um mesmo bananal.

Escrevo isso por causa da expressão "outra dimensão" que usastes, por vezes tenho, assim como outros sonhadores que conheço, a sensação de que estas dimensões se interpenetram aqui e agora, de uma tal maneira que lembra a fantástica história do sonho de Pao Yu. Vou postá-lo depois...

Isso me faz pensar também que a despeito da distância muito de nós se encontram no espaço do sonho e nesse espaço são geradas as sincronias que vemos acontecer nas nossas vidas aqui.

Beijos,

No intento,

F.A.

Cláudia Mello disse...

Que saudade do "tio"!!
Há quanto tempo não sonho com ele...
Pelo menos no sonhar é possível encurtar a distância.

Marcito, queridíssimo! Saudade de vc tb! bom te ver por aqui!

beijos

http://faroldobuscador.blogspot.com disse...

Caro Nuvem Que Passa,

É gratificante e confortador encontrar expressões de um ser sobre o grande quebra-cabeças que avança além das fronteiras dimensionais, mesmo que formatadas com a limitação das palavras, mas pela energia amorosa, intrínseca às vibrações que você deve ter suado quando escalou os picos da alma.

Paz e Luz,

Um buscador.

Fernando Augusto disse...

Nosso amigo Nuvem já transpôs o umbral dessa realidade, navega pelo infinito, e creio que ficas feliz ao perceber a fibra de gratidão que tu como buscador fazes vibrar.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato!

F.A.

Sibila disse...

Há algum tempo acompanho o blog... e me sinto muito feliz por ter acesso a estas preciosidades... Muito obrigada
Shanti