Sobre despertos e cegos

sábado, 26 de março de 2011

—¿Cómo podría ser de otra manera? dijo G. Imagínense dos o tres hombres despiertos entre una multitud de dormidos. Ciertamente se conocerán. Pero los que están dormidos no pueden conocerlos. ¿Cuántos son? No lo sabemos ni lo podemos saber hasta que hayamos despertado; ya hemos explicado que un hombre no puede ver nada por encima de su propio nivel de ser. En verdad doscientos hombres conscientes, si existieran y si encontraran necesaria y legítima esta intervención, podrían cambiar toda la vida sobre la tierra. Pero no existen en cantidad suficiente, o no lo quieren, o bien no ha llegado aún el tiempo, o tal vez los otros duermen demasiado profundamente.

citação extraída de Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido, de Ouspensky.


Quando saía da casa de um amigo tarde da noite, um homem cego recebeu deste uma lanterna. O cego disse, surpreso:

"Sou cego. De que me vale levar uma lanterna?"

"Sei disso, mas como vais caminhar no escuro, a lanterna evitará que outras pessoas esbarrem em vós," disse o solícito amigo, acendendo a vela dentro da lanterna.

O homem partiu levantando a lanterna à sua frente. Confiante no fato de que ela evitaria acidentes com outras pessoas, ele caminhou sem medo ou relutância ao longo da estrada. Nunca ele se sentiu tão confiante, sabendo que a lanterna era um eficiente aviso de sua presença no caminho.

Entretanto, para sua completa surpresa, de repente alguém esbarra fortemente nele, que cai ao chão. Irritado com isso, o cego grita:

"Não podeis ver uma lanterna aproximando-se?! Com certeza és mais cego do que eu!!!!"

Mas o outro homem disse confuso:

"Mas como poderia ter visto uma lanterna apagada nesta noite escura?"

Todo aquele tempo o cego carregava a lanterna inutilmente, pois o vento tinha apagado a vela há muito...

Um comentário:

Rafael F.C. disse...

Salve Fernando!

Aqui tem o desenho do cego

http://winstonsmith.free.fr/__/library/chih_chung/zq-1.html

Agradeço!