Vastas Realidades

sábado, 7 de dezembro de 2013


Estamos num momento delicado e sutil. As mudanças que estão ocorrendo na sociedade "oficial" são apenas parte de uma mudança mais ampla, complexa que abrange este mundo no qual estamos inseridos.

Fomos educados dentro de paradigmas que vieram tentando dominar o mundo com uma só verdade, uma só história, um só deus. Os paradigmas citados, enfim, estiveram agindo com a esperança de só gerar um padrão civilizatório, condenando os seres humanos a manter um único conjunto de validade como verdade. Várias abordagens da realidade passaram a ser progressivamente negadas. O que hoje conhecemos como mitos nativos, existiu no alvorecer das histórias de povos ancestrais, entretanto hoje, muito pouco foi salvo sobre esses temas, a maior parte que conhecemos, são misturas de fragmentos que foram isolados de seu contato natural, misturados com as tradições impostas pelos brancos dominadores. Entretanto alguns povos,conseguiram manter tradições e conhecimentos. Muitos deles não perderam o contato direto com suas linhagens originais. Alguns, continuaram vivendo nesse mundo, muitos outros, partiram para misteriosas viagens para mundos outros que não esses.

Começa então,uma nova fase da evolução humana. Para estes povos, os seres humanos vem de outras realidades, se estabelecem nesta atualidade e depois continuam sua viagem. Essa forma de abordar a realidade está presente na maior parte dos sistemas nativos. Um conjunto de seres são chamados deuses e deusas e sua ação gera novos seres humanos, com menor poder sobre a terra. Por exemplo,os maias-quiches foram feitos em barro, sem força, desmoronaram antes de caminhar. Depois, foram feitos com madeira, andaram e falaram, mas eram secos, não tinham sangue, substância nem memória e não sabiam falar com os deuses e deusas, ou não encontraram nada para dizer. Então fizeram de milho as mães e os pais, com milho amarelo e branco amassaram suas carnes. As mulheres e os homens de milho, viam tanto como os deuses e deusas. Seu olhar se estendia sobre o mundo inteiro. Os deuses e deusas jorraram um hálito e os deixaram com os olhos nublados para sempre, porque não queriam que as pessoas vissem além dos horizontes.

Existem milhares de lendas nativas como essa espalhadas pelos povos. Note que a relação entre os povos apresenta uma complexidade muito ampla. O que temos hoje nas tradições geradas pelos povos dominadores é uma fraca, limitada e constante tentativa de afastar tais conhecimentos ancestrais. Pelo que tenho estudado, estamos entrando novamente noutra faixa de energia da existência. Parte da história que nos mantém dentro de uma abordagem da realidade insiste em se mostrar como única. Estivemos vivendo dentro de uma era, onde a nossa relação perceptiva foi progressivamente limitada e restrita.

Chamamos de "realidade absoluta" o que, na verdade, é "mais uma"realidade. A iniciação em caminhos autênticos é um trabalho complexo, implica em deixar, sob intensa atividade, o que fizeram de nós e nos tornarmos líderes singulares de nossa própria realidade. É deixar de lado tudo o que nos programaram para ser e ousarmos gerar de nós mesmos, a possibilidade que temos de morrermos para este passado e nascermos de novo aqui e agora para uma nova realidade.

Os caminhos profundos nos ensinam isso. Este é o desafio proposto pela nossa linhagem. Ter a coragem de desligar o elo com o que "fizeram de nós" e ousarmos lidar com uma nova condição existencial, que nos torna acessíveis a outro estado de possibilidades. Não é um estado fácil, não é simples. Existem muitos desafios sempre tentando nos perturbar. Precisamos começar com uma percepção clara que estamos deixando de lado tudo que tínhamos por verdade e conhecimento final. Todo esse conjunto de informações é apenas um pequeno pedaço inserido numa vastidão que vai além do que chamamos "conhecimento intelectual". Há quatro posturas fundamentais; ser implacável em todas as situações, ter paciência em todos os momentos, ser gentil em qualquer estado e lidar sempre com astúcia frente a qualquer desafio que nos seja apresentado.  É um começo.

Estamos nos aproximando de 2012, poderemos usar desta data e nos unirmos a "HUNAB KU", o centro galático, que vai estar emanando uma nova energia neste período. Podemos escolher, como no passado já foi feito por outros tantos povos. Ou ficaremos presos a visões e modos de ser que terão sido dominados e impostos por uma minoria de pessoas e que nos levarão a uma mera destruição ou poderemos dar uma "volta da cambalhota para o infinito". Este é o desafio apresentado.

Nuvem que passa

obs: a foto foi tirada aqui no quintal de casa onde um beija-flor fez seu ninho sob a amoreira.

3 comentários:

Nancy Passos disse...

Oi F.A !!

ainda não li o post mas recebi o e-mail e vi no Pitacos outra fotinha, é tão lindo de ver e sentir, como já disse para Claudinha parabêns pela maternidade no seu jardim rsrsrs...

Beijos,
Nancy

Anônimo disse...

Vamos seguindo o caminho do coracão... Verão indo embora aqui e todas as folhas indo a Terra.. a vida se encolhe para o reflorescimento ainda mais forte na primavera. :D

KALI, desesperadamente humana. disse...

Um aprendizado para toda a vida.