O tempo da previsão

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Chegamos aos tempos previstos pelos povos nativos, onde a vida estaria toda ameaçada, quando homens e mulheres guiados por seres perigosos iriam brigar pelo mundo, usando armas de grande poder de destruição.

Mas também chegamos aos tempos da Tribo do Arco Íris e sua batalha, pacífica, bom combate, luta em essência, para que o Ser Terra que nos abriga sobreviva, se recupere e então plenamente consciente de novo, pois está em coma agora pelas agressões que tem sofrido, se auto regulará.

Nós que seguimos os ciclos da Vida, que sentimos o pulsar da Terra e da Natureza temos um ritmo diferente de quem segue o ritmo das grandes cidades.

Pode-se viver nas grandes cidades sem estar no ritmo delas, depende muito de tua postura existencial.

Essa é a primeira manobra radical que podemos fazer no nosso surf do Zuvuya.

Estar no mundo, mas não ser dele.

"Se algo lá fora pegou fogo, deixe o fogo só onde ele está, não incendeie o seu coração."

"Se há inundação, deixe que alague apenas o que está a sua volta, não alague tua mente."

São ditos budistas, falam do desapego.

O desapego é que nos permite entrar num estado de não ressonância às programações impostas do sistema.

Respirar tranquilamente, procure prestar atenção na tua respiração, só prestar atenção, sem interferir.

O apego, a posse, o controle, o domínio sobre o exterior são bases poderosas nesse sistema que aí está.

O desapego é uma postura revolucionária porque vem de uma constatação de nossa efemeridade frente à vastidão da existência.

A tremenda importância pessoal das pessoas hoje vem do medo de assumirem o nada que somos, a efemeridade de nossa condição, por não resolverem suas carências interiores ficam com medo de sentir o absoluto vazio da ETERNIDADE desprovido de emoções, o Olho do Dragão, puro INTENTO.

E o medo leva a refugiarem-se em elaboradas imagens de importância pessoal e se alguém ameaça esta imagem podem fazer de tudo , loucuras, para salvaguardar algo que em si já é falso.

Vejam a "guerra" que hoje está acontecendo no mundo, as pessoas tidas como chaves do conflito, é patético ver personagens tão estereotipados no comando de forças tão poderosas.

A Tribo do Arco Íris vai partilhar alguns ritos especiais durante esta Primavera que visam principalmente curar a Terra.

A solicitação é que sejam o mais amplamente divulgados para outros lugares do mundo, pois a proposta é termos uma teia acontecendo e se sincronizando, via Web, para no Solstício de Verão realizarmos um trabalho sincronizado em todo o mundo.

É um desafio e um primeiro experimento usando a WEB, nossa teia, para nos auxiliar como Aranha Dourada, a tecer complexa teia, que não nos enreda, mas nos põe em contato e nos permite " comum - nick - AÇÃO ".

O mundo é resultado do estado de consciência coletivo, a maior parte das pessoas não quer a guerra e os conflitos que estão aí, eles são mantidos por forças artificiais, como as políticas internacionais que favorecem conflitos, fortalecendo diferenças e ódios, com nítidos fins de provocar conflitos e de alguma forma ganhar com isso.

Essa lógica perversa que vem alimentando o mundo conquistado não precisa ser a nossa lógica existencial.

Cada um de nós pode se trabalhar pessoalmente e deixar de expressar em si os "tiques" do sistema, estas formas de estar no mundo dominadoras, agressivas, desequilibradas e violentas.

E isso é possível em todas as esferas, mas precisamos começar isso no aqui e agora.

Esta é a proposta da Tribo do Arco Íris, aqui começa o nosso combate, não indo lutar com alguém só porque tem uma cor de pele ou uniforme diferente, só porque adora outra face da Divindade, só porque me mandaram matar.

O (a) guerreiro (a) interior que carregamos em nosso interior não pode ser corrompido(a) em mercenário(a).

Existe um abismo entre o (a) guerreiro (a) e o (a) mercenário (a).

O Dalai Lama me parece o único líder poliético de fato desse mundo tomado por guerras que acontecem apenas para continuar defendendo o direito de Roma e das Companhias das Índias Ocidentais e Orientais terem fornecedores de matéria prima barata e consumidores de seus manufaturados, agora feitos na própria colônia.

Vejam o desapego de sua luta quase solitária, enfrentando pressões internas de outras facções, pois a luta pelo poder existe em toda parte, mas ali, sereno, transmitindo suas mensagens.

Ali temos um de nós, ali está um guerreiro do Arco Íris na plenitude de seu potencial, agindo pelo não agir e a cada momento aproveitando para fazer cada um que dele se aproxima um pouco menos escravo, um pouco mais livre, sem proselitismo, como quem canta sua canção, crendo que almejando estrelas, atravessará com mais vigor o pântano lamacento das relações internacionais e levará o mundo a entender que o Tibet é livre, é inconcebível que em nossa Era a comunidade internacional ainda admita isso, obviamente por interesses econômicos.

O mesmo acontece com os povos nativos, que continuam tendo seus direitos violados, suas terras invadidas, culturas sofisticadas, com respostas para muitos de nossos questionamentos, desde os surgidos nos aceleradores de partículas até os de saúde e qualidade de vida, estão sendo dizimadas, por mineradores, criadores de gado e madeireiras, principalmente.

Este modelo de destruição, de tomar lugares, matar quem está ali, destruir culturas para colocar as "pessoas que estão sobrando" dentro do país é um método que precisa ser repensado.

É irônico que tal ato vil seja realizado na ancestral China, a China que viu Confúcio e Lao Tsé nascerem e manifestarem sua sabedoria.

A China do Taoísmo, da Acupuntura, das Artes Marciais, a China que descobriu a pólvora, mas quando os navios ingleses a tomaram com a força dos canhões, tinha apenas fogos de artifício para responder, a China onde uma mulher, mestra em Shao Lin, um dia disse: Quando criaram as armas, os covardes tomaram o mundo".

Estas forças que dominam o mundo são herdeiras diretas das que invadiram estas terras que hoje vivemos e destruíram as culturas que aqui existiam, quase completamente.

Nós somos herdeiros dos Conquistadores, é muito séria a resposta efetiva, isto é em atos, que vamos dar nesse momento histórico.

A questão é simples, com quem vão se alinhar?

Com quem vão ser "sócios da descrição da realidade"?

É uma pergunta profunda, porque podemos nos alinhar justamente com este sistema que criticamos e sabemos ser destruidor da Vida.

E o pior é que a destruição continua agora e o que estamos fazendo por isso?

Checamos se nossos deputados e senadores no Congresso tem ajudado na questão da demarcação das Terras indígenas?

Algo tão mínimo, mas vital, é como separar lixo orgânico de inorgânico em sua casa, cada postura do dia a dia é um ato significativo nessa rebelião.

Essa é a sutileza e a força da ação proposta pela Tribo do Arco Íris.

Não precisamos brigar com os que são pagos para defender o SISTEMA, entrar em luta armada é tolice, só vamos dar capital para os "senhores do progresso" que tem na fábrica de armas um de seus grandes negócios lucrativos.

Cada míssil lançado é comemorado na industria de armas, vai ser reposto, devem ter ouvido falar dos preços desses mísseis.

Todo esse capital destinado à produção de armas para destruir pessoas, cada vez mais fortes, mais perigosas a todos nós.

Todo esse capital destinado a industria de armas é sangrado de países como o Brasil, nos eternos juros das dívidas que continua fazendo, vejam quantos empréstimos a FMI e tal.

Estamos preparados para uma contaminação global com vírus ou bactérias mutadas , algo que pode acontecer, já aconteceu vazamento de material biológico mutado para fins militares matando dezenas de civis?

E o mundo podia estar investindo isso na pesquisa cientifica, no sanar das necessidades fundamentais , mas está investindo em guerra.

Frente a total falência do sistema político, que em todos os países revela suas mazelas, corrupção e malversação do dinheiro público, frente a falência da sociedade como um todo para administrar suas crises sociais, políticas, econômicas e ecológicas, falência constatável pelo simples observar da situação do mundo nos últimos 5 anos.

Observe sua situação de vida nestes últimos 5 anos?

Até quando o Brasil vai estar exposto ao jogo internacional comandado pelo G7?

As crises geradas na Ásia e outros mercados desestabilizaram o que era um plano razoável de equilíbrio monetário interno, assim continuamos na tal crise, que torna o dinheiro o foco das pessoas e a vida é entregue, cada gota de suor, para alguns lágrimas e sangue, tudo para ter dinheiro, para poder sobreviver.

De que forma resolve essa questão?

Como vivemos?

É uma questão fundamental, pois a forma que vivemos declara muito sobre como estamos respondendo ao desafio da vida dentro deste contexto social.

Um contexto que é francamente desfavorável a vida, só permitindo a sobrevivência, para que as pessoas sirvam de extensões biológicas das máquinas e sistemas organizacionais que dominam objetivamente o mundo.

Os povos nativos têm outra abordagem da realidade.

As lendas e tradições dos povos nativos tem uma característica interessante, são histórias muito ancestrais, que caminharam com alto grau de fidelidade até nossos tempos.

Parte dessas histórias só podem mesmo ser compreendidas se nos tornarmos "sócios" da visão de mundo que têm.

Nuvem que passa

obs: este texto foi escrito há 10 anos.

10 comentários:

Sartriani disse...

Acredito que a existência de países imperialistas como os EUA e outros países pacifistas como Tibet seguram a balança, cada um do seu lado, cada um imperfeito por não estar no caminho do meio. Então um serve de sustento ao outro, pois a polaridade tem que ser mantida.
Transportando essa visão para o caminho do guerreiro talvez o caminho do meio seja praticar a espreita e o ensonho.
No mais são só palavras que a mente vomita, sabemos que do lado de lá, no comnhecimento silencioso isso é lixo, o tonal se auto-enrrolando.
Intento!
L.'.P.'.A.'.

F.A. disse...

Oi, Sartriani!

Esse mundo maravilhoso (e aterrorizante) é o nosso campo de treino.

No intento,

F.A.

guerreiro disse...

Eu teria uma pergunta ate quando o aparentemente não parece o correto e justo continuara a acontecer? acredito que as "as coisas" acontecem obedecendo a parametros maiores que com certeza não e de nossa percepção.
Tem momentos que realmente e desalentadora a situação do panorama global, a unica reposta que encontro é a fé!!! esta deve ser inabalavel seja de que origem for, alimente-a dia a dia, seja um guerreiro de luz no meio desta trevas de igonorância, o verdadeiro guerreiro e forjado no campo de batalha, trazendo luz e esperança seguindo o caminho do coração.

F.A. disse...

Saudações, guerreiro!

O termo fé faz parte de uma sintaxe diferente da sintaxe dos xamãs-guerreiros. Vem das ideologias religiosas tais como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. O Budismo mesmo, por exemplo, não utiliza tal conceito.

Mas os guerreiros utilizam-se de um conceito que foi definido pelo nagual Carlos Castaneda como "ter de acreditar".

"Ter de acreditar" é uma escolha intencional dentre uma série de possibilidades que nos conduz a criar a nossa realidade a partir de nós mesmos.

Assim "ter de acreditar" é uma forma de (re)criar a realidade.

O panorama global é uma realidade criada pela manipulação da fé, digamos assim, de muitos por uns poucos.

"Ter de acreditar" é assumir a responsabilidade pela criação da própria realidade a partir de uma decisão apoiada na razão, na prática e na intenção. Teria que me estender muito mais para explicar esse ponto. Se não me engano há uma passagem no Porta para o Infinito que fala sobre isso e que vou postar no Pistas.

Como o panorama global é a realidade do consenso social, os guerreiros através de "ter de acreditar" afirmam que "não honram acordos dos quais não participaram", assim eles não contribuem para a manutenção do panorama global porque retiram sua intenção dele e intentam sonhar um novo sonho onde operam através de uma outra sintaxe, uma outra ideologia, uma outra visão de mundo.

A questão toda é simplesmente intentar a nossa própria mudança interior, operando em nós a revolução que queremos no mundo, como disse Gandhi, e ao mesmo tempo saber que o tempo de uma era terminará quando nós nos sintonizarmos numa nova intenção.

Estamos aqui, juntos, e junto com a Terra sonhando esse novo sonho.

Ao seguirmos o caminho com o coração realizamos uma série de ações práticas em nossa vida que contribuirão para a realização de um novo sonho e uma nova intenção.

No intento,

F.A.

beijamim disse...

Muito necessária e lógica tua proposta da corrente na mudança de estação. Assim, podemos congregar várias pessoas de diferentes tendências e inclinações para o objetivo proposto. É preciso elaborar a data e horário (de Brasília) para que façamos isso juntos, não importa a distância. Você pode elaborar também um sinal ou oração inicial (pode ser a da mãe terra exposta aqui no site, por exemplo) e o sentido claro de nossa reunião. Assim, vamos vibrar de forma análoga para conjurar as forças que pretendemos materializar.
No intento.

Tigr4o disse...

Seu texto me levou a outro, que acabei de postar.www.espiritoreto.blogspot.com

Vento que sussurra disse...

O alinhamento com o mundo talvez seja a forma, uma das formas que o mundo usa para nos aprisionar. Penso, e sinto que quando nos envolvemos em questões sociais, nos alinhamos para manter a realidade, de uma forma ou de outra. Uns criticam, outros apoiam mas a energia gerada é a mesma, a da manutenção do sistema. Núvem que passa sempre me deixa uma sensação de nostalgia em seus textos, uma pessoa consciente, mágica, e agradeço a ti Fernando, por compartilhar desta sabedoria aqui, mesmo escrito há dez anos, super atual. Isso só mostra que nada evoluímos nesta caminhada de 10 anos, e quanto mais estudo nossa história, mais vejo a involução que sofremos.

Agradeço por ser a ponte Fernando, agradeço pelo intento na transformação global.

Intento

Fernando Augusto disse...

Olá, Vento que sussurra.

Este feitiço aprisionante do mundo é o esquecimento de nós mesmos, se pudermos lembrar que a despeito de nosso envolvimento com as questões sociais ou do tonal a morte como companheira está ali, à esquerda, a um braço de distância, então poderemos ter a flexibilidade para de repente nos alinharmos de outras formas. O exercício precisa ser contínuo e a lembrança permanente. Intento ser esta lembrança. Gratidão.

No intento,

F.A.

Márcio Spada disse...

O texto é alentador e iluminante, mais atual do que nunca. Sinceras saudações e gratidão amigo.

Roger Monteiro disse...

Ei Fernando A., poderia postar textos sobre a disciplina do guerreiro? Ainda é um assunto obscuro, visto que não tem muito a ver com a disciplina que conhecemos.
No intento.