O homem-aranha versus a indústria farmacêutica

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vou fazer uma daquelas perguntas de criança, de tão ingênua que irá soar e que pelo menos pode ter o valor de não estar presa a nenhum paradigma vigente.


Uma pessoa pode ajudar a si mesma ou essa ajuda depende de alguém que não a própria pessoa?


Digamos que essa nossa pessoa é uma pessoa que tem um nível de orgulho normal, que não chega a ser doentio, que é independente mas não chega ao absurdo de morrer afogada só por vergonha de pedir socorro. Essa pessoa pode ajudar a si mesma? Pergunta boba, né?


Hoje em dia é comum os famosos serviços de “self service” ou auto-serviço ou sirva você mesmo. Parece algo moderno e que valoriza o auto-atendimento, a capacidade de se resolver. E o sistema parece dar muito valor a isso. Vemos isso nos Bancos, nos caixas eletrônicos. Não precisamos mais depender da interface humana e tiramos o nosso dinheiro direto na máquina. Legal.


Mas se é tão legal assim valorizar o auto-atendimento, o self service, porque há um preconceito com relação ao termo auto-ajuda?


Tenho reparado como isso é criticado de diferentes maneiras pelo sistema, até em seriados de tv. Pô, não é uma coisa legal a pessoa própria se ajudar? Não é legal a pessoa ter condição de se auto-avaliar, cuidar de si, prevenir-se, auto-curar-se, tratar-se, mantendo uma qualidade de vida excelente? Parece que para alguns não. Parece que para alguns que aparentemente se preocupam conosco é perigoso nós cuidarmos de nós mesmos.


E confesso que sou um desses que se amarra num auto-cuidado, numa auto-ajuda, tanto que a um tempo atrás resolvi eu mesmo tratar um problema que eu tinha decorrente de uma alimentação passada exageradamente protéica: uma verruga. Sim, uma enorme verruga vermelha sobre o peito direito. As cenas que se seguem são um pouco fortes, assim recomendo que os estômagos mais fracos não prossigam, pois vou apresentar o tratamento que fiz ao vivo e a cores usando uma teia de aranha, uma simples teia, dica da medicina oriental que peguei no livro Autocuraterapia, do Tomio Kikuchi, da Musso Publicações 1983.


Esse foi o primeiro efeito da teia da aranha quando enrolei ela em torno da base da verruga. A verruga inchou um pouco, comecou a perder o tom vermelho vivo e começou a ficar escura. Sentia uma sutil formigação no local e quando acordava, devido aos movimentos noturnos, sempre saía uma quantidade ínfima de sangue coagulado. Nessa fase cheguei a ter um sonho onde a aranha se apresentava envolvida no processo de cura.



Tudo bem se de repente o apelido de spiderman pegar, ok?;))) Mais de uma semana depois a verruga começou a murchar e a escurecer cada vez mais, a teia tinha apertado completamente a base, fechando o canal por onde o sangue fluía. Ainda saia um pouco de sangue coagulado que eu limpava sempre com cotonete embebido em álcool. Sentia o contato muito sensível e evitava abraçar por aquele lado do corpo.




No início da terceira semana a verruga começou a desprender e a parte branca que vemos é a teia da aranha que usei, usei a teia de uma aranha que fica aqui na varanda do quarto. Quando tirei a teia pedi licença a aranha, no bom estilo xamânico, e pedi que ela me auxiliasse no processo de cura. Hoje a pele está perfeita e não há mesmo marca de cicatriz. Marca que existiria caso fosse ao médico dermatologista para operar.



Eis a nossa indústria farmacêutica, a aranha. Fiz esse exibicionismo "verrugoso" para mostrar como através de atos simples de auto-cuidado e de auto-ajuda podemos resgatar para nós mesmos o dom de cura que todos possuímos quando trabalhamos em harmonia com a Natureza, permitindo assim que sejamos autônomos com relação a um sistema médico que está governado por uma indústria farmacêutica que não está interessado em você como ser humano, está interessado na sua doença como uma fonte de lucro. E é por isso que o conceito de auto-ajuda, que eles associam com as chamadas terapias alternativas ou complementares ou holísticas tem que ser reavaliado por nós e valorizado num contexto de auto-cuidado, auto-estima, eficácia, tradição (como a xamânica, a oriental) e medicina preventiva (homeopatia, acunpuntura, reiki, etc).

Vamos cuidar de nós mesmos e de nosso planeta, isso é a melhor ajuda que damos aos outros.


obs: esse post faz hum ano e foi reeditado.

2 comentários:

Caillean disse...

Ola

Fiquei impressionada com a cura xamânica pela teia de aranha. Obrigada por compartilhar :) Amo o xamanismo e a magia e vou vir sempre aqui para aprender mais.

Muita LUZ

)0(

Rodrigo disse...

Fala ae Fernando - Homem aranha!...rs...

Muito interessante realmente essa experiencia que vc fez...O que mais me chamou a atenção nem foi o fato de usar a teia no tratamento, mas o COMO vc "solicitou" educadamente essa teia à aranha...É isso que eu acho que falta nos seres humanos, esse resgate ao respeito com a natureza, com o meio ambiente, com os animais e óbvio conosco mesmo... Parabéns Fernando!!!

Um abraço...PAZ