A semente de luz ou o amor como construção

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma amiga cabalista me contou sobre a semente da luz. Senti que era interessante e compartilho com vocês. Segundo ela, pela Cabala, a paixão é uma semente. A intensidade da paixão é uma semente. A semente contém em si tudo aquilo que poderá ser. Quando ela surge entre um homem e uma mulher ela brilha intensamente e é chamada, essa semente, de luz da paixão. Talvez os xamãs toltecas falassem de uma vibração específica do brilho da consciência para descrever a paixão. A presença dessa semente dura por um tempo. Depois, assim como ela apareceu, ela some deixando no homem e na mulher um gosto e um desafio, construir em si mesmos aquilo que a semente de luz indicou: a possibilidade do amor.


Segundo a Cabala, a construção do amor , indicada pela semente, de luz só se torna possível quando o homem e a mulher alimentam um mesmo propósito. Esse propósito passa pelo desenvolvimento anímico do casal.


A palavra Cabala significa receber, mas seu sentido profundo implica em receber para compartilhar. O propósito do casal tocado pela semente de luz é desenvolver em si o amor para compartilhar dessa luz desenvolvida com o mundo.


Segundo essa amiga, os "links" amorosos que estabelecemos pela vida podem nos trazer sorte ou azar, a semente de luz quando real, e, não quando um mero reagir instintivo, segundo ela, nos traz sorte, mais ou menos como diz a música: "você me dá sorte, meu amor".


Assim temos aí um elemento importante para refletirmos sobre o uso responsável da energia e, também, sobre o conceito de sorte, não como algo derivado da mera fatalidade mais como algo construído através de uma leitura e escolhas de natureza consciente.


Já repararam como a cultura e seus órgãos oficiais de reprodução só falam de amor até a fase da paixão, da conquista e da cerimônia de casamento? Ou então da tragédia da separação, do divórcio, do desencontro, da traição? Poucos (ou nenhum) falam no amor como uma construção consciente do casal, que vai além da realidade cotidiana e adentra no campo da auto-realização. Por que será? Porque essa opção existencial se quer é contemplada? Será que não temos uma linguagem dentro da arte para expressar a felicidade?


Amor e sorte,

F.A.

2 comentários:

LENA disse...

Quem imagem ! dar o que sentir e pensar conscientemente!

LENA disse...

Penso que toda construção
tem estrututa
a semente está no centro do fruto
portanto o amor construído já foi semente.

Obrigada!