A verdade vos aterrorizará

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"Nosso medo mais profundo não é o de não sermos bons o suficiente.

O nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além das medidas.

É a nossa luz, e não a nossa escuridão, o que mais tememos.

Por isso nos perguntamos:

Quem somos para nos considerarmos brilhantes, maravilhosos, talentosos, fabulosos?

Nós somos crianças de Deus.

A nossa falsa humildade não vai servir o mundo.

Não há nada de iluminado nesse encolher-se para que outros não se sintam inseguros à nossa volta.

Estamos todos aqui para irradiar como fazem as crianças e a medida em que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros permissão para que brilhem também.

A medida que nos liberamos do nosso próprio medo, a nossa presença, automaticamente libera outros para que façam o mesmo."

Nelson Mandela

10 comentários:

a.mar disse...

Olá! Bom Dia!

Enfrentamos o desconhecido e a mudança como coisas terríveis que nos vão tirar a terra debaixo dos pés, nem reparamos que assim podemos estar a voar, leves, sem a acção da gravidade.

Ainda agora uma mãe conseguiu enervar de tal maneira a filha que é deficiente e estava na fila do supermercado, que a deixou a chorar.
Começou com aquele discurso acusador do coitadinho mal tratado pelos outros todos.
Ainda não tínhamos visto que a senhora na cadeira de rodas estava na fila na caixa prioritária. Aparece a mãe a reclamar com muito maus modos, de tal maneira que a filha foi a chorar, triste e envergonhada com a cena que a mãe ali armou.
Como as pessoas estão escuras e fazem por apagar todas as luzes que estejam ali à volta.

É bem verdade que nos assusta o facto de sermos os responsáveis pelos nossos actos, pela nossa vida, pela força que tem a nossa energia.

Hoje é dia de eleições para o Parlamento Europeu.
A maioria das pessoas não vai votar, não acredita na política e já não se lembra da altura em que a ditadura imperava e só votavam os amigos.
Não estão satisfeitos, votam em branco, mas exercem o direito/dever de votar.
Este Homem, O Nelson Mandela, a quem mando um grande ABRAÇO, e a minha cruz no bolhetim de voto são uma estrela na bandeira das nações.
As pessoas têm o poder nas mãos, mas preferem discursos de dizer mal que ouvem dizer em todo o lado e perdem a oportunidade de dar luz à sua opinião.
Pode ser uma gota no oceano ou uma estrela na imensidão, mas está lá.

Rapha disse...

Esse blog hein? Sensacional!
Continue a irradiar essa LUZ tao boa!
Beijos

Nana Odara disse...

Fantástico... é isso mesmo... acho q estou aprendendo com meu filho a me sentir o "máximo" e ser uma criança travessa e brilhante...
tô adorando!!!

F.A. disse...

Aloha, Nana Odara e Rapha!

Agradeço por partilharem a sua luz conosco!

No intento,

F.A.

F.A. disse...

Aloha, A.Mar!

Esse enfrentamento do desconhecido é o enfrentamento da morte, essa misteriosa mulher, de rosto descarnado, pele lisa, sorriso eterno e olhar profundo.

E quando ela vem, e todos sabemos que essa maravilhosa senhora vem, ela nos surpreende, como no vôo do 447 que levou 228 pessoas. Nossa fragilidade exposta apavora, então se celebra missa na Igreja da Candelária, Rio, e em Notre Dame, Paris, com a presença das hierarquias deste mundo e os holofotes da imprensa mundial, como abutres a alimentarem-se da rica carniça, pois as 5.000 crianças que morrem todos os dias por falta de água potável não votam, nem dão audiência, ferem a sensibilidade de classe dos 2% que controlam a maior parte da riqueza mundial, porque a desgraça do desgraçado é a sua redenção, que não merece missa, mas a desgraça do privilegiado vira tragédia estampada na TV de plasma. Desde o 11 de setembro que as tragédias áreas adquiriram um poder de catarse na grande mídia extremamente poderoso.

E por não assumirmos a nossa responsabilidade diante da morte nos colocamos como coitados nas mãos de um deus ou dos "poderosos".

Assim achei perfeita tua descrição, pois ela mostra a ligação entre a morte, o coitadinho de mim e a questão da responsabilidade.

Interessante como a mãe tomou as dores da filha porque na verdade para aquela mãe a sua filha era a sua dor e ela precisava gritar isso de alguma forma.

Tomamos a dor do outro porque queremos expressar a nossa dor de forma disfarçada. No fundo nos sentimos coitados e não queremos assumir a responsabilidade da escolha e então não votamos, lavamos as mãos num mudo protesto, que é apenas um consentimento omisso aos “poderosos”.

Ou, então, nos iludimos de que ao votarmos estamos escolhendo um representante, dentro de um processo democrático. Mas depois de eleito nada nos garante que as promessas serão cumpridas. Nada. Ainda mais aqui no Brasil, onde o sistema de votação eletrônica não oferece ao cidadão NENHUMA garantia de que o seu voto vai para quem ele escolheu. NENHUMA. No Paraguai nossas urnas que foram doadas foram jogadas no LIXO.

Imagina que vais ao Banco depositar um dinheiro no caixa eletrônico e a máquina não emite para você nenhum comprovante de depósito e você sai do Banco feliz e satisfeita porque os banqueiros e o presidente do Banco Central disseram para você que o sistema é confiável e a prova de fraude. Eles dizem, confia, pois eu garanto. "La garantia soy yo". Tu ias acreditar? Pois é isso que ocorre no Brasil, os cidadãos votam e o presidente do Supremo Tribunal Eleitoral diz que o sistema é a prova de fraude mas não oferece nenhuma garantia ao eleitor. E depois nós ainda fazemos piadas com os portugueses...risos.

Aqui, no Brasil, nós temos uma ditadura disfarçada de democracia, sustentada pela fraude eleitoral eletrônica que corre solta, sob o discurso da modernidade. Já escrevi sobre isso em 11/01/2009:

http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/01/o-medo-e-mentira-como-arma-de-dominao.htmlhttp://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/01/o-medo-e-mentira-como-arma-de-dominao.html

Nós como vocês aí em Portugal saímos de uma ditadura e deveríamos valorizar o voto mas não o fazemos por pelo menos duas razões:

1 – houve uma mediocrização da política de uma forma intencional para que o povo reagisse com total descrédito, não gostando de política e deixando o poder na mão de poucos. E nós engolimos isso.

2 – Nós saímos da ditadura, mas a ditadura não saiu de nós.

Ainda acreditamos soluções fáceis e em contos da carochinha, pois acreditamos que uma urna eletrônica que não nos dá garantias de que o nosso voto foi para quem escolhemos e que é capaz de apurar como nenhuma outra urna no mundo em tempo recorde é totalmente segura e a prova de fraudes.

F.A. disse...

E como esse é um assunto pesado deixo-vos uma piada sobre política, espero que gostes, apesar do baixo calão:

Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola!
Posso te fazer uma pergunta?
- Claro, meu filho, Qual é a pergunta?
- O que é política, pai?
- Bem, ...... Política envolve:
1. povo;
2. governo;
3. poder econômico;
4. classe trabalhadora;
5. futuro do país.

- Não entendi. Dá para explicar?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz dinheiro para
casa, então eu sou o poder econômico. Sua mãe administra, gasta o dinheiro,
então ela é o governo.

Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo. Seu irmãozinho é o
futuro do país e a Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora. Entendeu,
filho?

- Mais ou menos, pai. Vou pensar.

- Naquela noite, acordado pelo choro do irmão neném, o menino, foi ver o que
havia de errado. Descobriu que o neném tinha sujado a fralda e estava todo
emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e sua mãe estava num sono muito pesado.
Foi ao quarto da babá e viu, através da fechadura, o pai na cama transando
com ela. Como os dois nem percebiam a batidas que o menino dava na porta,
ele voltou para o quarto e dormiu.

Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é política.
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico fode a classe
trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e
o futuro do país fica na merda!!!

No intento,

F.A.

a.mar disse...

O dinheiro é que manda.
Por isso é que vão todos para a praia e a abstenção anda pelos 65%.

oanonimo disse...

Eu não acredito em política. Um motivo é não conseguir entender como posso ser representado por alguém, para mim as minhas opiniões são própria e apenas eu posso expressa-las de forma correta. A política dos países pseudos desenvolvidos é um teatro, direita e esquerda que brigam em público e se encontram a noite para decidir o próximo passo da agenda. No Brasil, nem essa coordenação teatral da política existe, só querem roubar! e se der algum problema o nosso STF resolve.
Mas agora os exploradores tem algo na cabeça: Maldita internet! hehehehe... vai começar a caça as bruxas, ops... caça aos ciberativistas!

na paz!

F.A. disse...

Aloha, OAnônimo!

Entendo o que queres dizer mas deixo essas questões apenas para esclarecer alguns conceitos, ok? ;)))

Ciberativismo não é um tipo de política?

Ciberativistas não são políticos que fazem política de uma outra forma?

Desmascarar a manipulação política de uns poucos em nome de muitos não é a nossa política?

Inevitavelmente, não somos todos políticos de uma forma ou de outra, mas, no nosso caso, apenas não participamos da estrutura institucional da política?

No intento,

F.A.

oanonimo disse...

Aloha FA,

Talvez a minha revolta não sejá pela política, mas pela estrutura institucional da política!

no intento