Ciência versus Religião

sábado, 1 de agosto de 2009

O embate ciência versus religião é um falso embate. Quando religiosos e cientistas discutem as validades de suas proposições tenho a nítida sensação de um debate envolvendo a fé, muda apenas o objeto da fé. Se foi Deus ou o Big Bang que criou o Universo fica sempre a pergunta: quem criou o Bing Bang? Quem criou Deus? E aí entramos pela filosofia e saímos do campo prático para um campo totalmente abstrato. Cientistas e religiosos devem provar suas teses no campo prático da vida. Os primeiros pela honestidade intelectual ao lidar com fenômenos que desafiam seus paradigmas. Os religiosos pela honestidade consigo mesmo ao lidar com as próprias fraquezas que desafiam sua fé.

Cada um tem que provar a sua verdade para si mesmo diante dos desafios da realidade.

Os cientistas com paixão quase religiosa por desafiar os próprios paradigmas.

Os religiosos com rigor científico no esquadrinhar a própria alma.

Quem se confessaria com um padre pedófilo ou se consultaria com um pneumologista viciado em cigarro?

F.A.

4 comentários:

infinitoaldoluiz disse...

F.A. Sou grato pelo mote! Penso isso assim:
Enquanto pensarmos o DEUS QUE É O TUDO, lá; e, nós cá...
Esta questão permanecerá para o deleite dos "aproveitadores" de plantão. Este estado fracionado é, segundo meu ponto de vista, utilizado há milênios pelos controladores governantes de plantão de todos os matizes.
Esconde de nós com programas e memórias repetentes de escassez de tudo nossa essência divina e perfeita.
Se retirarmos este lixo, imposto, que nos entulha a visão, a DIVISÃO SE DESFAZ, e a percepção do TODO divino em tudo e em nós por redundância e ressonância nos mostrará em nossa verdadeira identidade própria o fluir infinito e em expansão do UM pacífico e amoroso para o bem de todos. Só então começaremos a grande emocionante viagem da existência plena.
Contribuí?
Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!

F.A. disse...

Aloha, Aldo!

Muitos de nós não tem noção do estado unificado de si para termos a consciência do estado fracionado que vivemos.

Por vezes temos vislumbres desse estado unificado:

- quando nasce um filho.

- quando entramos em êxtase amoroso.

- quando numa situação de risco de vida agimos com o corpo inteiro sem pensar.

- quando na meditação nos unificamos ao todo do qual somos parte e do qual nunca estamos separados, a não ser pela ilusão do ego.

E em diversas outras situações onde rompemos os limites perceptivos do ego, em especial por um estado de profunda amorosidade.

E por causa disso nos colocamos no Caminho da Auto-Realização. Por essa vislumbre avassalador que é o estado unificado, diferente do estado fracionado, como bem escrevestes.

O que nos coloca no caminho da unificação é o fato de em algum momento ou em alguns momentos de nossas vidas termos tido a experiência direta de unificação, onde somos partes conscientes de um Todo infinitamente vasto, amoroso e assustador. Ficamos então a buscar de novo tal estado, tal realização.

A fragmentação do conhecimento, da ciência e da religião, é um sintoma, um reflexo de nossa fragmentação, da fragmentação de nossa alma.

Por isso gosto tanto do ALOHA como saudação, porque ele traz a idéia de compartilhar o conhecimento para que possamos crescer todos juntos.

Assim sua contribuição é uma condição inerente e inevitável.

O próprio Ho'oponopono é uma prática simples, direta, que se assenta no princípio unificado da existência. Mas disso você sabe melhor do que eu.

De qualquer forma há um estado de unificação onde há uma perfeita confluência entre eu e nós, permitindo uma dança mágica da consciência individual com a consciência do Todo.

Chegaremos lá quando nos desfizermos da ilusão da separatividade.

No intento,

F.A.

infinitoaldoluiz disse...

Aloha! Voltei porque lembrei que a situação "esquizofrênica", fragmentação da personalidade, entre outras frações, (Aproveitei para consultar o dicionário Aurélio só para ter certeza de não estar cometendo engano), e demais desajustes estão ligados segundo os "especialistas" a justamente este estado FRACIONADO permanente em que nos relacionamos dentro deste "sistema" milenar... Nós já chegamos, não há o que evoluir; há que usufruir, mas como não sabemos isso... Continuamos procurando o DEUS lá fora.
Te amo, sou grato! Sou grato por esta oportunidade de limpeza, permanente. A PAZ DO EU para você e todos nós!

Rafael Garcez disse...

Querem ver ciência e religião juntas? Leiam o Livro Evolução em 2 mundos de Francisco Candido Xavier pelo espirito Emannuel.
Boa leitura