Sinal Pirata 004: Censura na internet e Voto Impresso

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Novamente o senador Eduardo Azeredo volta a atacar. Responsável pelo projeto que cria a censura na internet e também por termos um sistema eleitoral cego que não pode ser recontado e auditado, o referido senador apronta mais esta, até porque sendo o voto impresso e ficando disponível na urna para recontagem muitos políticos não iriam poder se eleger no país, pois não haveria o voto correspondente para tal político, e isso poderia ser atestado revelando a possível divergência entre a votação virtual e a impressa. Acompanhei já vários casos de fraude pelo país e já fiz denúncias no Ministério Público mas eles se encontram mentalmente blindados pela propaganda do TSE.

O voto impresso conferido pelo eleitor seria mais um elemento de segurança num sistema que é manipulado dentro da Justiça Eleitoral.

Como vocês acham que certas figuras se elegem?

Quando votava no Estado do Rio de Janeiro não conhecia ninguém que tivesse votado em Roberto Jefferson, por exemplo, aquele do mensalão. Tais pessoas só se elegem por que há uma máfia da fraude nesse país, dentro da máquina do Estado, que elege quem eles querem, ao se aproveitarem de um sistema que não pode ser auditado e não dá garantias ao eleitor. Só o Brasil tem um sistema cego como esse no mundo. Nem no Paraguai nossas urnas foram aceitas e isso é mérito paraguaio!

Todas as justificativas que esse senador dá contra o voto impresso são simplesmente absurdas, pois se assim fosse ninguém compraria com cartão de crédito ou débito em grandes lojas devido as filas e aos atrasos que a impressão do boleto provocaria. E em se tratando de voto é melhor esperar um pouco e votar com segurança do que padecer por 4 anos com políticos eleitos de forma fraudulenta. O custo para o país é infinitamente maior!

O coronelismo não acabou, ele se tornou digital.

Para maiores informações técnicas sobre a condição fraudulenta de nossas urnas visitem: http://votoseguro.org/

VALOR ECONÔMICO, Caderno Política, do dia 06 de agosto de 2009

Relator opõe-se ao voto impresso
Raquel Ulhôa, de Brasília

O primeiro relator do projeto da minirreforma eleitoral no Senado Federal, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), quer retirar do texto aprovado na Câmara dos Deputados o dispositivo que cria o voto impresso a partir das eleições de 2014. Para ele, além de ser um "retrocesso", o voto em papel vai provocar atrasos na votação, trazer riscos ao processo e tornar a eleição mais cara.

Azeredo é relator do projeto na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), por onde o texto passará primeiro.

Aprovada em junho na Câmara por acordo partidário e votada diretamente no plenário, a proposta começou a tramitar ontem no Senado, onde será submetida também à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Marco Maciel (DEM-PE) será o relator na CCJ.

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