Ciência Exata e Matemágica

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Uma afirmação aparentemente correta referente as ciências divinatórias como o Tarot, a Numerologia e a Cartomancia em geral é a de que elas não são ciências exatas, tais como a Matemática, portanto não são algo que possamos nos basear para tomar decisões.

Há alguns problemas nessa formulação que parece tão exata e precisa na sua conclusão.

A Matemática não é uma ciência exata, precisa, como se diz. Peguemos a teoria dos conjuntos. Começa que é uma teoria, e como teoria é uma aproximação da realidade, e sendo uma aproximação não pode ser exata. Agora peguemos o conceito de número real e perguntemos:

- Quantos números reais há de zero a um?

- Dentro do conceito de número real há infinitos números de 0 a 1.

- Não há uma quantidade precisa, exata, nesse caso.

Boa parte das formulações matemáticas são formulações abstratas da mente. Tal como o conceito de infinito.

Hoje a Física Moderna se depara com conceitos e formulações que também não são exatos, nem precisos. Exemplo: o princípio de incerteza de Heisenberg.

Se não há certeza nem na Matemática nem na Física Moderna não se pode esperar uma certeza absoluta, precisa e exata de uma ciência humana tal como são o Tarot, a Numerologia e a Cartomancia, que contudo espantam todos os praticantes com sua capacidade de precisão em função das diversas variáveis que afetam a vida de uma pessoa.

A nossa busca por certezas num universo de incertezas pode refletir apenas o nosso medo de deparar-se com algumas verdades básicas sobre nós mesmos.

A religião não é mais um amortecedor para o nosso medo diante do Infinito.

A ciência, com toda a sua lógica também, não. A lógica parece fazer para algumas pessoas o mesmo efeito da religião: a tentativa de aplacar a nossa ansiedade e medo pela razão.

Aí surgem ciências estranhas e mágicas como o Tarot, a Numerologia, a Astrologia, a Cartomancia que desafiam a nossa religião e a nossa lógica, pelo simples fato de produzirem resultados e previsões que são precisos. E, contudo, nem sempre, porque se partirmos da idéia fundamental do princípio de Heisenberg de que a medição da posição de uma partícula influencia o seu posicionamento, podemos dizer também que a efetiva conscientização de nosso destino pode efetivamente alterá-lo. E isso é muito bom, afinal não somos máquinas, apenas humanos, como disse um dos agentes no filme Matrix.

E indo além do campo da previsão tais ciências estranhas e mágicas adentram na esfera da alma, do auto-conhecimento, podendo revelar verdades psíquicas que revelam mais do que a mera lógica convencional poderia fazê-lo.

Se olharmos para os nossos sonhos não perceberemos ali nem lógica e nem precisão, e contudo ali estão mensagens cifradas de nós mesmos, verdades escondidas de nós mesmos, que apesar de toda a nossa lógica e religião estarão sempre a nos desafiar, sempre a nos surpreender com o mistério que há em nós.

A linguagem dos sonhos, que é a linguagem de nossa alma, se aproxima muito mais do Tarot e de outras ciências mágicas do que da Física ou da Matemática, que funcionam muito bem num certo nível.

Podemos dizer que essas ciências mágicas são técnicas de comunicação com a nossa alma, métodos de construção de significados, sistemas de investigação da alma, tal como a Psicologia e a Psicanálise.

Qual a medida de nossa alma?

Essa é uma pergunta para tais ciências, tão estranhas. E elas o são porque muito de nós é estranho para nós mesmos.

Nós, humanos, somos definitivamente inexatos, imprevisíveis, imprecisos.

Nós somos "matemágicos".

Tarot, Numerologia e Cartomancia são "matemágicas" ciências do destino.

A Matemática e outras ciências exatas são ótimas para construir pontes para carros mas quem constrói as pontes para as almas que somos?

Tirar a sorte parece ser algo regido pelo acaso apenas porque não compreendemos um princípio fundamental dos Antigos, e que hoje a Física Moderna, começa a perceber: tudo está conectado por sutis fios de energia que vibram incessantemente. Em Física elaboraram uma teoria para isto: a teoria das super-cordas.

Assim até mesmo coisas e seres estão interligados e fazem parte da Vida. Assim a consciência pode influenciar as coisas, e as coisas podem ter a sua própria consciência, e coisa e consciência no mundo da energia são apenas distinções ilusórias.

Assim a sorte de uma pessoa pode ser vista através da "coisas". Sorte = destino, nesse sentido.

Mas a sorte pode ser expressa num outro sentido quando tomamos consciência de nosso próprio destino. Então a sorte não é mais mero destino, pura fatalidade, torna-se um poder, um poder dado pela consciência. A isso os xamãs definem como poder pessoal.

Partindo desse raciocínio pode ser dito o seguinte.

A sorte é dada pela consciência do destino.

Quando estamos conscientes de nosso destino podemos nos preparar melhor para as oportunidades que o destino oferece.

A consciência do destino pode ser dada pelo auto-conhecimento e pelas técnicas de auto-conhecimento.

A combinação entre preparação e oportunidade define a sorte (no sentido de poder pessoal).

Assim sorte pode ser definida como a consciência do destino.

Não é mais uma loteria onde a probabilidade matemática, como uma prostituta da ciência, segue os interesses da banca para enganar o milhões que jogam com o acaso.

FACS

Nenhum comentário: