Documentário: Democracia Hackeada

domingo, 27 de setembro de 2009

Esse documentário é mais um elemento para demonstrar o risco que corremos ao aceitarmos passivamente uma sistema de votação eletrônica que não permite auditoria independente do processo de contagem e nem mesmo a recontagem dos votos em caso de dúvida, e isso porque não há a materialização do voto através de sua impressão, tal como ocorre em qualquer transação de cartão de crédito ou débito, ou num caixa eletrônico, sendo que no caso do voto a impressão não fica com o eleitor, mas é depositado numa urna à parte, seguindo certos critérios que respeitem o sigilo do voto. A seguir a sinopse desse importante documentário.

Foram constatadas fraudes nas eleições presidenciais norte-americanas em 2000 e 2004, amplamente divulgadas por todas as mídias internacionais. Hacking Democracy, documentário produzido por Simon Ardizzone, Robert Carrillo Cohen e Russell Michaels, lançado pela HBO.

Filmado durante três anos documenta as anomalias e irregularidades com os sistemas “e-voting” (voto eletrônico) que ocorreram durante os anos acima mencionados nas eleições americanas, especialmente no condado de Volusia, Florida. O documentário investiga possíveis violações à integridade das máquinas da empresa Diebold usadas nas votações. Além de muitos outros incidentes como a curiosa interrupção de uma eleição transmitida ao vivo na Flórida.

Via Rapidshare, clique AQUI.

Via Torrent, clique AQUI.

Ajuda para download, AQUI.

obs: o Torrent está lento para baixar por enquanto pois tem poucos "seeds".


2 comentários:

abrunazo disse...

Parabéns pelo artigo.
Mas, infelizmente, parece que o Lula vai vetar, com o apoio da Dilma, o art. 5º da minirreforma eleitoral que cria a Auditoria Independente do Software das urnas eletrônicas.
Continuaremos com um sistema eleitoral cujo resultado não pode ser conferido. Isto sim é retrocesso.

FACS disse...

Oi, Amilcar!

Também me pergunto se não cabe um mandado de segurança individual e/ou coletivo pelo direito de votar com segurança, considerando que a cidadania está ameaçada em sua expressão, já que não há garantia para o eleitor/candidato de que o seu voto vai para quem ele escolheu. Considerando todas as denúncias, irregularidades e anomalias constatadas pelos cidadãos e pela imprensa ao longo dos anos, além de situações similares em vários outros países, pelo uso de máquinas de votação eletrônica que não materializam o voto.

Pelo menos tal iniciativa teria o efeito de criar um debate público e pode ser feito por qualquer partido político ou organização interessada na bandeira da transparência eleitoral.

Será que a impressão de recibos em caixas eletrônicos e máquinas de cartão de crédito, débito também são um atraso, um retrocesso?

Gostaria de ouvir a opinião do TSE, do Jobim e do Azeredo, apesar de considerá-los profundamente suspeitos pelo lobby que fazem contra a auditoria eleitoral independente.

No intento,

FACS