Uma análise do nome Tarô pela Numerologia

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O que a Numerologia pode nos dizer do Tarô?

A própria palavra Tarô é um enigma, sua origem é misteriosa, vamos ver o que a Numerologia nos diz sobre esse enigma da palavra Tarô.

Analisando a palavra Tarô, decompondo-a numerologicamente, temos como vibrações numéricas os seguintes números:

2 1 9 6

T A R Ô

Eis a palavra TARÔ em números

Dois, referente a letra T, nos remete a interação com o outro, o diálogo, o estabelecer uma comunicação entre nós e o poder do qual emana o Tarô. Dois é um número de relação, de união, do feminino, da receptividade. É como se o Tarô nos dissesse que está ali para nos ouvir e nos intrigar, nos escutar e nos receber, ouvir nossas questões e estabelecer um diálogo. No início esse diálogo é enigmático, cercado de mistérios, afinal a linguagem simbólica do Tarô precisa ser apreendida por nós, estudantes do Tarô desejosos de mergulhar em seus mistérios. E um atributo do 2 - dois -, e do próprio mistério, é nos convidar, nos atrair, nos seduzir. O 2 - dois - é feminino e não é à toa que a maioria daqueles que estudam o Tarô são mulheres, ou homens que tem o seu lado feminino, intuitivo e emocional bem aguçado.

O homem que estuda o Tarô é de certa forma por ele seduzido, é como se a energia feminina do Tarô se deixasse fecundar pela energia masculina, atraindo-a, já a mulher que estuda o Tarô aumenta por ele a sua sedução, não no sentido sexual, mas no sentido do encantamento mesmo, pois ela é a energia feminina do mistério aumentando a si mesma pela energia do Tarot.

Percebe-se que o 2 na Numerologia guarda certas correspondências com o arcano 2 do Tarô, a Sacerdotisa.

A própria grafia da letra T nos lembra uma encruzilhada em T, espaço símbólico das entidades femininas conhecidas na Umbanda como Pomba-Giras. E na Magia, que tem por base a mitologia grega e a Bruxaria, o espaço ritual de Hécate, a deusa tríplice dos caminhos.

Segue-se então o número 1, na vogal A, trazendo os valores masculinos, individuais, daquele que deve sustentar a sua vontade para revelar os mistérios do Tarô para si mesmo. Na palavra Tarô o mistério precede a sua tentativa de desvelamento contida no 1, o feminino precede o masculino. Quase parafraseando o Evangelho de São João que diz:

No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus.

Podemos dizer:

No princípio era o mistério
E nós estávamos no mistério
E nós mesmos somos o mistério

O um representa o indivíduo, nós mesmos, unos em nós mesmos e também unos com o mistério. O um é o Mago, mas o Mago só o é pela existência da Magia que é uma decorrência do Mistério da Existência, o dois. Não foi o Mago que engendrou o Mistério, foi o Mistério que gerou ao Mago, pois sem Mistério não há Magia nem Mago. Assim o dois precede ao Um, na palavra Tarô.

Nós nos tornamos Magos pela força de atração do Mistério e porque sendo parte desse Mistério nós queremos desvelá-lo em nós mesmos.

Surge assim a vibração da letra R, o 9, número representativo do homem que se volta para si, para compreender a natureza do próprio mistério, o número máximo que possui em si a vibração de todos os outros e que por isso os transcende e assim busca a própria transcedência no interior de si. Graficamente o 9 é o homem voltado sobre si. É também o número do homem, porque nove meses demora o homem para nascer. Nove também é o número do Iniciado, o homem que nasce de si mesmo, tal como diz o mestre gnóstico Jesus, através de João, capítulo 3:

3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Assim, na palavra TARÔ, a fêmea e o macho, o 2 e o 1, a água e o espírito da qual falou o mestre gnóstico Jesus, unem-se para gerar, gerar o próprio homem, o homem iniciado, representado no Nove, porque nove é medida de anjo e de homem, como diz o Apocalipse de São João, capítulo 21;17:

Também mediu o seu muro,
e era de cento e quarenta e quatro côvados,
segundo a medida de homem, isto é, de anjo.

144 resulta por soma cabalística em nove. 144 é o número dos eleitos, dos iniciados, dos homens verdadeiros que realizaram em si o mistério da união do T e do A, do 2 e do 1, da fêmea e do macho.

O mistério da união da fêmea e do macho também está simbolizado no hexagrama, a estrela de seis pontas, onde ocorre a interação de dois triângulos equiláteros de sentido oposto. E aí temos a letra O, de valor seis, presente na palavra Tarô, ao final.



A soma do valor numérico de cada letra resulta em 18, o arcano da Lua, Lua que preside os ciclos de nascimento do homem, que por derivação resulta em nove. Podemos concluir então que o Tarô é uma arte e uma ciência misteriosa que visa a produzir iniciados, irmãos mais velhos da humanidade. Foi criado por eles para gerar a outros homens e mulheres capazes de adentrarem aos mistérios de si mesmos.

Vemos então que a dualidade que principia a palavra Taro é a combinação de duas forças (2-T)que visam produzir, gerar, um iniciado (1-A), um ser humano capaz de compreender o mistério que há em si mesmo(9-R) para lograr a verdadeira consciência de si(6-O) como expressão divina e humana, feminina e masculina.

Se adicionarmos o T (=2) ao fim da palavra Tarô - Tarot - teremos a vibração do dois, do feminino, do início ao fim, e essa mesma vibração será a resultante da nova composição. Então a Sacerdotisa do Tarot poderá dizer: Eu sou o Alfa e o Ômega.

Fernando Augusto

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