A utopia da melhor idade

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mais uma palestra do Café Filosófico com uma reflexão muito interessante sobre a juventude, a beleza, a vaidade, o culto do eu, o tempo e a (falta de) consciência do aqui e agora, através de uma viagem pela história, pela cultura e pelo mito de diferentes povos.

As dicas de cinema, Retrato de Dorian Gray e o Curioso Caso de Benjamin Button, são preciosas. As dicas de livros também, como a síndrome de Peter Pan.

O humor do palestrante também é bem encantador, em terreno por vezes árido, do ponto de vista intelectual.

O culto do eu, onde as pessoas só falam de si e se colocam como referência do mundo, num verdadeiro egocentrismo, é revelado em frases curtas e bem-humoradas.

Revela-nos que tanto a juventude, como a infância e o amor materno são construções sócio-culturais próprias da época moderna.

Expressões como "no meu tempo" ou "com o tempo" revelam a nossa alienação do único tempo que temos, agora; e do único lugar para viver, aqui. Essas e outras reflexões estão presentes nessa excelente palestra, pois o tempo não para e cada tempo é a sua própria medida.


SINOPSE

Com o impacto das técnicas de manutenção da juventude artificial, qual seria o desdobramento de um corpo “sempre jovem” para uma alma que vê o envelhecimento como apodrecimento sem significado?

Neste Café Filosófico, o historiador Leandro Karnal fala sobre a utopia da idade perfeita. Karnal analisa os valores associados à juventude em diversos períodos da história e nos mostra os novos significados que juventude e velhice assumem no mundo de hoje. Essa recorrente insatisfação, em todas as idades pode ser sintoma de nossa incapacidade de viver o presente.

Quando somos jovens buscamos independência e sabedoria, mas, quando a alcançamos estamos velhos e desejamos de volta o vigor da juventude. Será que passamos a vida esperando pela idade em que seremos plenamente felizes?

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