Religulous: quem virá nos salvar?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Religulous pode ser visto como um documentário bem humorado sobre os crentes de diferentes credos. Também pode ser visto como uma crítica mordaz ao fanatismo. Ou ainda como um ensaio sobre a loucura humana a partir da religião. Ou quem sabe como uma crítica a hipocrisia política de homens públicos que aderem a certas crenças apenas para arrebanhar votos de eleitores crentes. Pode ser visto como mais um instrumento de propaganda do ateísmo. Mas esses diferentes pontos de vista pouco me importam. O documentário particularmente mexeu comigo pois mostrou o estado geral de loucura, de alienação, de insanidade que a crença religiosa pode levar um ser humano que se deixa conduzir pela mão e que acredita ingenuamente nos maiores estapafúrdios propagados pelos sacerdotes das diferentes crenças.

Por exemplo.

Existe uma seita nos EUA onde se acredita que Deus vive com seu corpo físico numa estrela chamada Kolob e que ele transou com Maria para poder dar a luz a Jesus.

Esse documentário tem algo de Zeitgeist e também do "O Deus que não estava lá", mas como o último tem uma abordagem pessoal, só que baseada no bom-humor.

A idéia de religião - religare - assenta-se na idéia de religar o homem a Deus, mas tudo que as instituições tem feito é um verdadeiro "desligare", um desconectar do ser humano da divindade que está presente a sua volta e dentro dele a todos os momentos e em todos os lugares.

Surpreendentemente a instituição religiosa que possui alguns membros de sua hierarquia mais conscientes das incongruências da própria religião é a Igreja Católica, basta ver a entrevista com dois de seus membros que distoa bem do restante dos outros entrevistados de diferentes credos.

Sinopse

Religulous acompanha o comediante Bill Maher na sua viagem a locais de culto religioso em todo o mundo, para entrevistar um vasto espectro de crentes em Deus e na Religião. Conhecido pela sua astuta capacidade analítica e pelo seu empenhamento em não ser agressivo para ninguém, Maher aplica a sua característica de honestidade e espírito irreverente às questões da Fé, fazendo-nos entrar numa divertida e provocadora viagem espiritual. O filme não trata exatamente da existência ou não existência de Cristo e Deus, mas sim das religiões seguidas por todo mundo, em principal a cristã. Como o próprio nome indica: religião + ridículo= Religículo (título alternativo), é um filme no estilo de Zeitgeist com um tom humorístico bem peculiar.

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