Livro: Seth fala, de Jane Roberts

domingo, 29 de novembro de 2009

Nossas identidades não se sentem ameaçadas, por exemplo, pelas emoções fortes de outros. Podemos viajar através das emoções de uma forma que não é natural agora para você, e traduzi-las em outras facetas de criatividade que são diferentes das com que vocês têm familiaridade. Não sentimos a necessidade de esconder emoções, pois sabemos que é basicamente impossível e indesejável. Em seu sistema elas podem aparecer problemáticas porque vocês ainda não aprenderam a usá-las. Agora estamos aprendendo o completo potencial delas e os poderes da criatividade com a qual elas são conectadas. Desde que percebemos que nossa identidade não é dependente da forma, então, é claro, não tememos mudá-las, sabendo que podemos adotar qualquer forma que desejamos.

Não conhecemos a morte em seus termos. Nossa existência nos leva a muitos outros ambientes, nos misturamos a eles. Seguimos as regras das formas existentes nesses ambientes. Todos aqui somos professores, e adaptamos nossos métodos também, de forma que eles façam sentido para as personalidades com idéias variadas de realidade.

A consciência não é dependente da forma, como eu disse, e, ainda assim, ela sempre procura criar uma forma. Não existimos em qualquer estrutura temporal, como você considera. Minutos, horas, ou anos perderam seu significado e fascínio. Estamos bastante cientes da condição de tempo nos outros sistemas e precisamos levá-los em consideração em nossas comunicações. Caso contrário, o que dizemos não seria entendido.

Não há nenhuma barreira real para separar os sistemas dos quais falo. A única separação é provocada pelas variadas habilidades de personalidades a perceber e manipular. Você existe no meio de muitos outros sistemas de realidade, por exemplo, mas você não os percebe. E mesmo quando algum evento se intromete, a partir desses sistemas dentro de sua própria existência tridimensional, você não é capaz de interpretá-lo, pois ele é distorcido pelo mesmo fato da entrada [acontecimento NT].

Eu lhe disse que nós não experimentamos sua seqüência de tempo. Viajamos através de intensidades. Nosso trabalho, desenvolvimento e experiência, todos acontecem dentro do que chamo de “ponto do momento”. Aqui, dentro do ponto do momento, o menor pensamento é aproveitado, a mais leve possibilidade é explorada, as probabilidades as examinadas totalmente, o menor ou mais forte sentimento é vigorosamente considerado.

É difícil explicar isto claramente, e, ainda assim, o ponto do momento é a estrutura com a qual temos nossa experiência psicológica. Com ele, ações simultâneas seguem livremente, através de padrões associativos.

Por exemplo, finja que eu penso em você, Joseph. Ao fazer isso, imediatamente experiencio – e completamente – seu passado, presente e futuro (em seus termos) e todas aquelas emoções fortes, ou emoções determinantes, e motivações que o regeram. Posso viajar por essas experiências com você, se eu escolher isso. Podemos seguir uma consciência através de todas as suas formas, por exemplo, e em seus termos, com o lampejo de um olhar.

Agora, isso precisa de estudo, desenvolvimento e experiência antes de alguém poder aprender como manter sua própria estabilidade frente a tais estímulos constantes; e muitos de nós se perdem nisso, até mesmo esquecendo de quem fomos até que despertamos mais uma vez a nós mesmos.

Muito disto agora é bastante automático para nós. Nas infinitas variedades de consciência, ainda estamos conscientes de uma pequena porcentagem de todos os bancos de personalidades existentes. Pois, em nossas “férias” visitamos simples formas de vida e nos misturamos a elas.

A esta instância, nos viciamos em relaxar e dormir, pois podemos gastar um século como uma árvore ou como uma forma de vida descomplicada em outra realidade. Deleitamos nossa consciência com o prazer da simples existência. Podemos criar, como você vê, a floresta na qual crescemos. Normalmente, porém, somos altamente ativos, nossas energias todas se focam em nosso trabalho e em novos desafios.

Podemos formar de nós mesmos, de nossas próprias totalidades psicológicas, de outras personalidades, sempre que desejamos. Porém, estes têm que ser desenvolvidos de acordo com o próprio mérito, usando as habilidades criativas inerentes a eles. Eles são livres para fazerem o próprio caminho. Porém, não realizamos isso às cegas.

Cada leitor é uma porção de sua própria entidade e se desenvolve em direção à mesma forma de existência que conheço. Na infância e no estado de sonho, cada personalidade está, até certo ponto, consciente da verdadeira liberdade que pertence a sua própria consciência interior. Essas habilidades, das quais falo, entretanto, são características inerentes da consciência como um todo de cada personalidade.

Meu ambiente, como eu disse, muda constantemente, assim como o seu. Você racionaliza de forma bastante autêntica e com a percepção intuitiva nessas ocasiões. Por exemplo, se um quarto, de repente, parece pequeno e apertado para você, você tem certeza de que essa mudança de dimensão é imaginativa e de que o quarto não mudou, independente de seus sentimentos.

O fato é que o quarto, sob tais condições, terá mudado e em aspectos importantes, muito embora as dimensões físicas ainda meçam o mesmo. Todo o impacto psicológico do quarto terá sido alterado. Esse efeito será sentido por outros ao seu lado. E ele atrairá, certamente, outros tipos de eventos, mais do que outros e alterará sua própria estrutura psicológica e produção hormonal. Você reagirá ao estado alterado do quarto de muitas formas físicas, embora sua largura ou comprimento, ou centímetros, possam parecer não terem mudado.

Pedi a nosso bom amigo Joseph para sublinhar a palavra "parecer" porque seus instrumentos não mostrariam nenhuma alteração física – já que os instrumentos dentro do quarto já teriam sido alterados para o mesmo nível. Você está mudando constantemente de forma, tamanho, contorno e o significado de seu corpo físico e do mais íntimo ambiente, embora você faça seu melhor para ignorar essas constantes alterações. Por outro lado, nós os permitimos completamente, sabendo que somos motivados por uma estabilidade interior que pode muito bem suster a espontaneidade e criação, e percebendo que as identidades espiritual e psicológica são dependentes da mudança criativa.

Nosso ambiente é composto de desequilíbrios primorosos, onde a mudança tem permissão completa. Sua própria estrutura de tempo o engana em suas idéias de permanência relativa a assuntos físicos e você fecha seus olhos às constantes alterações nele. Seus sentidos físicos o limitam – fazendo o melhor que consegue – à percepção de uma realidade altamente formalizada. Apenas através do uso das intuições, e nos estados de sono e sonho, como regra, você pode perceber o prazer de sua própria mutação e de qualquer consciência.

Um de meus deveres é o de instruí-los em tais assuntos. Precisamos usar conceitos que são, no mínimo, bastante familiarizados a vocês. Ao fazer isso, usamos porções de nossas próprias personalidades, com as quais vocês possam, até certo ponto, fazer relações. Não há fim em nosso ambiente. Em seus termos não haveria nenhuma falta de espaço ou tempo com os quais operar. Agora, isso traria tremenda pressão para qualquer consciência sem um desenvolvimento ou histórico apropriado. Não temos um universo simples, confortável, no qual possamos nos esconder.

Ainda estamos alertas a outros sistemas bastante estrangeiros de realidade que lampejam nos mesmos arredores de consciência como a conhecemos. Há vários tipos de consciências do que há de formas físicas, cada uma com seus próprios padrões de percepção, habitando seus próprios sistemas de camuflagem. Ainda, todos esses têm conhecimento íntimo da realidade que existe em todas as camuflagens e que compõem qualquer realidade, não importa por qual nome seja chamado.

Agora, muitas destas liberdades são bastante naturais a você no estado de sonho, e você forma, freqüentemente, ambientes de sonho para exercitar tais potenciais. Depois, terei ao menos algumas observações a fazer em relação às maneiras pelas quais você pode aprender a reconhecer suas próprias proezas, para compará-las com sua proficiência na vida física diária.

Você pode aprendera mudar seu ambiente físico aprendendo a mudar e manipular seu ambiente no sonho. Você também pode se sugerir sonhos específicos, nos quais uma mudança desejada é vista e sob certas condições, elas irão aparecer em sua realidade física. Agora, normalmente, você faz isso sem perceber.

Toda consciência adota várias formas. Não é necessário sempre estar dentro de uma forma. Todas as formas não são formas físicas. Algumas personalidades nunca foram físicas. Elas evoluíram ao longo de linhas diferentes e suas estruturas psicológicas seriam estrangeiras para vocês.

De certa forma, eu também viajo através de tais ambientes. A consciência precisa mostrar-se, entretanto. Ela não pode “não ser”. Ela não é física, precisa, então, mostrar sua radiação de outras formas. Em alguns sistemas, por exemplo, ela forma padrões altamente integrados matemática e musicalmente, que são elas mesmas estímulos para outros sistemas universais. Não estou bem informado sobre essas, porém, e não posso falar delas com grande familiaridade.

Se meu ambiente não é permanentemente estruturado, então, como falei, também não é o seu. Se eu estiver consciente na comunicação através de Ruburt, de formas diferentes cada um de vocês, telepaticamente, se comunica com e através de outras personalidades, embora com pouco conhecimento dessa realização.

Os sentidos que você usa, de uma maneira muito real, cria o ambiente que você percebe. Seus sentidos físicos necessitam da percepção de uma realidade tridimensional. A consciência é equipada com alguns perceptores internos. Eles são inerentes a todas as consciências, em relação a seu desenvolvimento. Esses perceptores operam de forma bastante independente daqueles que podem ser assumidos quando uma consciência adota uma forma especializada, como um corpo físico, de forma a operar em um sistema particular.

Cada leitor, no entanto, tem seus sentidos internos, e até certo ponto os usa constantemente, embora não consciente de estar fazendo isso num nível egotista. Agora, nós usamos os sentidos internos muito consciente e livremente. Se você fizesse isso, você perceberia o mesmo tipo de ambiente no qual eu tenho minha existência. Você veria uma situação não camuflada, na qual os eventos e formas fossem livres sem prendê-lo nos moldes do tempo. Por exemplo, você veria seu quarto atual não apenas como um conglomerado de mobília que parece permanente, mas mudaria seu foco e veria a imensa e constante dança das moléculas e outras partículas que compõem os vários objetos.

Você poderia ver um a fosforescência incandescente da aura, a aura das estruturas eletromagnéticas que compõe as moléculas em si mesmas. Você poderia, se quisesse, condensar sua consciência até que fosse pequeno o bastante para viajar através de uma única molécula e, do mundo da molécula, ter uma visão ocular do universo do quarto e da galáxia gigantesca das formas inter-relacionadas, movendo-se continuamente como as formas estelares. Agora, todas essas possibilidades representam uma realidade legítima. A sua não é mais legítima do que qualquer outra, mas é a única que você percebe.

Usando os sentidos interiores, nos tornamos criadores conscientes, co-criadores. Mas vocês são co-criadores inconscientes, saiba disso ou não. Se seu ambiente parece desestruturado para você, é apenas porque você não entende a verdadeira natureza da ordem, que não tem nada a ver com a forma permanente, mas apenas parece ter forma a partir de sua perspectiva.

Não há nenhuma quatro horas da tarde, ou nove horas da manhã em meu ambiente. Com isso, quero dizer que não estou restrito à seqüência do tempo. Não há nada me impedindo de experienciar tais seqüências, se escolho. Experienciamos tempo, ou o que você chama de equivalente disso na natureza, em termos de intensidades de experiência – um tempo psicológico com suas próprias variações.

Isso é algo similar à suas próprias sensações quando o tempo parece ir muito rápido ou muito devagar, mas é vastamente diferente em alguns detalhes. Nosso tempo psicológico poderia ser comparado, em termos de ambiente, às paredes de um quarto, mas em nosso caso as paredes estariam mudando constantemente em termos de cores, tamanho, altura, profundidade e largura.

Nossas estruturas psicológicas são diferentes, falando em termos práticos, nelas nós utilizamos conscientemente uma realidade psicológica multidimensional que vocês inerentemente possuem, mas com a qual não tem familiaridade num nível egotista. É natural, então, que seu ambiente não tenha as qualidades multidimensionais que os sentidos físicos nunca perceberiam.

Agora, projeto uma porção de minha realidade, conforme dito esse livro, para um nível não discriminado entre os sistemas, relativamente livre de camuflagem. É uma área inativa, comparativamente falando. Se você estivesse pensando em termos de realidade física, então essa área seria ligada à outra imediatamente acima da atmosfera de sua terra. No entanto, estou falando de atmosferas psicológicas e psíquicas, e essa área está suficientemente distante do eu fisicamente orientado de Ruburt, assim as comunicações pode ser relativamente compreendidas.

Também está, de certa forma, distante de meu próprio ambiente, pois em meu próprio ambiente eu teria algumas dificuldades em relacionar informações, em termos fisicamente orientados. Você deve entender que, por distância, não estou me referindo a espaço.

Criação e percepção estão muito mais intimamente conectadas do que qualquer um de seus cientistas pode perceber.

É bastante verdade que seus sentidos físicos criam a realidade que percebem. Uma árvore é algo bem diferente para um micróbio, um pássaro, um inseto, e um homem que se põe abaixo dela. Não estou dizendo que a árvore apenas parece ser diferente. É diferente. Você percebe sua realidade através de um conjunto de sentidos altamente especializados. Isso não significa que sua realidade existe mais naquela forma básica do que no formato percebido pelo micróbio, inseto ou pássaro. Você não pode perceber a realidade válida da árvore em qualquer contexto, exceto no seu mexo. Isso se aplica a qualquer coisa no sistema físico que você conhece.

Não é que a realidade física é falsa. É que a imagem física é simplesmente uma do infinito grupo de possibilidades de formas perceptivas, através da qual consciência se expressa. Os sentidos físicos lhe forçam a traduzir a experiência sob a percepção física. Os sentidos interiores lhe abrem a extensão da percepção, lhe permitindo interpretar a experiência de uma maneira muito mais livre e a criar novas formas e novos canais através dos quais você, ou qualquer consciência, possa conhecê-la.

A consciência é, entre outras coisas, um exercício espontâneo da criatividade. Você está aprendendo agora, num contexto tridimensional, as formas pelas quais sua existência emocional e psíquica podem criar variedades de formas físicas. Você manipula, com o ambiente físico, e essas manipulações são automaticamente impressas no molde físico. Agora nosso ambiente está na própria criatividade de maneira diferente do seu.

Seu ambiente é criativo em relação às arvores carregadas de frutas, há um principio auto-sustentável, que faz a terra alimentar-se a si mesma, por exemplo. Os aspectos naturalmente criativos são as materializações das inclinações psíquicas, espirituais, e físicas mais profundas das espécies, organizadas, em seus termos, há eras atrás, e uma parte do banco racial de conhecimento psíquico.

Nós doamos os elementos de nosso ambiente com uma grande criatividade, que é difícil de explicar. Não temos flores que crescem, por exemplo. Mas a intensidade, a força psíquica condensada de nossas naturezas psicológicas forma novas dimensões de atividade. Se você pintar um quadro dentro de existência tridimensional, então a pintura deve estar em uma superfície plana.

Simplesmente indicando a experiência tridimensional que você não pode inserir nela. Em nosso ambiente, porém, nós poderíamos criar qualquer efeito dimensional que desejamos. Todas estas habilidades não são apenas nossas. Elas são sua herança. Como você verá depois neste livro, você exercita seus próprios sentidos internos, e habilidades multidimensionais, mais freqüentemente do que poderia parecer, em outros estados de consciência que o normal, do que o desperto.

Considerando que meu próprio ambiente não tem elementos físicos definidos, você será capaz de entender sua natureza pela inferência, como explico em alguns tópicos relacionados ao longo deste livro.

Seu próprio ambiente físico parece como parece a você por causa de sua própria estrutura psicológica.

Se você tivesse ganho seu senso de continuidade pessoal através de processos primários associativos, ao invés de ser um resultado da familiaridade do eu se movendo através do tempo, então você experienciaria a realidade física de uma forma completamente diferente. Os objetivos do passado e do presente poderiam ser percebidos de uma vez, suas presenças justificadas através de conexões associativas. Digamos que seu pai, através da vida dele, acumulou oito cadeiras favoritas. Se seu mecanismo de percepção fosse primariamente estruturado como um resultado da associação intuitiva, ao invés da seqüência do tema, então você perceberia todas essas cadeiras de uma única vez; ou vendo uma, você estaria ciente das outras. Assim, o ambiente não é uma coisa separada em si mesma, mas o resultado de padrões de percepção e, esses, são determinados pela estrutura psicológica.

Assim, se você quer saber como é meu ambiente, você terá que entender o que eu sou. De forma a explicar, devo falar sobre a natureza da consciência em geral. Ao fazer isso, devo terminar dizendo-lhe bastante a respeito de você mesmo. As porções interiores de sua identidade já estão conscientes do muito que lhe direi. Parte de meu propósito é familiarizar seu eu egotista com o conhecimento que já é conhecido em uma enorme porção por sua própria consciência, que você tem ignorado há muito.

Você olha para o universo físico e interpreta a realidade de acordo com a informação recebida por seus sentidos externos. Estarei de pé, figurativamente falando, na realidade física e olharei para dentro de você e descreverei essas realidades de consciência e experiências que você está fascinado por ver. Pois você está fascinado com a realidade física e em transe tão profundo agora como a mulher através de quem escrevo esse livro.

Toda a sua atenção está focada de uma forma altamente especializada sobre uma luz, um ponto brilhante que você chama de realidade. Há outras realidades, todas sobre você, mas você ignora suas existências, e você destrói todos os estímulos que vêm delas. Há uma razão para tal transe, como você descobrirá, mas pouco a pouco você tem que acordar. Meu propósito é abrir seus olhos internos.

Meu ambiente inclui, é claro, aquelas outras personalidades com as quais entro em contato. Comunicação, percepção e ambiente podem ser arduamente separados. Entretanto, o tipo de comunicação que é levada adiante, por mim e por meus associados é extremamente importante em qualquer discussão de seu ambiente.

No capítulo seguinte, espero lhe dar uma idéia, bastante simples, de nossa existência, do trabalho no qual estamos envolvidos, da dimensão na qual existimos, do propósito que mantemos amorosamente; e, mais que tudo, das preocupações que compõem nossa experiência.


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Um comentário:

Helio disse...

Obrigado por postar este texto maravilhoso de Seth.