A morte como instante de vida

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

No chamado dia dos mortos, dia 2 de novembro, segundo o calendário do norte, uma genial palestra proferida por Scarlet Martond com uma estimulante reflexão sobre a morte, sobre a arte, sobre a história da filosofia com passagens pelo paganismo, pelo cristianismo, pela etimologia através de um discurso que flui com facilidade e clareza.

Frases

O homem ocidental expulsou a morte da vida cotidiana.

A dicotomia entre vida e morte é uma criação mental da modernidade.

A morte como um fato excepcional, assim compreendido pela mentalidade moderna e ocidental, produziu o desejo de fuga da morte.

A filosofia é um aprender a morrer.

Sinopse

Por que a morte é sempre vista como uma espécie de escândalo? Por que esse acontecimento banal provoca ao mesmo tempo horror e curiosidade? Os antigos diziam que a filosofia era uma longa meditação sobre a morte; os modernos quiseram afastá-la de suas preocupações; nós, contemporâneos, procuramos bani-la de nosso mundo. Mas a morte se acha profundamente ligada à vida; esse fato bruto, esse “não sei o quê”, deixa entrever a passagem do ser ao nada. Assim a morte vem pôr em causa o sentido da existência. De modo lento ou abrupto, com violência ou suavidade, ela propõe ao homem, num instante, o desafio de pensar a sua própria condição.

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