A manipulação genética como arma biológica

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pessoal, a coisa parece extremamente grave e por isso coloco no dia de hoje mais um post , além do já colocado sobre a fraude chamada Obama, envolvendo a questão da chamada gripe dos porcos, que fede mais que chiqueiro, porque cheira a illuminati neo-nazi. Abstraiam o rótulo fácil de teoria da conspiração e olhem para os fatos.

O que você vai fazer se o seu filho (a), marido/esposa, pais, amigos morrerem por causa de uma porcaria que eles fabricaram? Gandhi lançou a desobediência civil. Temos um enorme poder na mão e não usamos. Podemos lançar a desobediência consumista e financeira e televisiva. Podemos parar de consumir os supérfluos, coisas desnecessárias que compramos, podemos retirar nosso dinheiro do banco, podemos desligar a tv. Estamos conectados em rede e podemos hoje propagar essa idéia pelo mundo... Podemos falir o sistema sem nenhuma luta ou arma, que não a inteligência e a organização. Pensem. Como fazer isso? Como disseminar essa idéia-ação?




A manipulação política ou uma mentira chamada Obama

Seguindo na trilha da manipulação eis mais um documentário do jornalista Alex Jones denunciando o poder por trás dos bastidores: o capital financeiro internacional com sua marionete da vez: Barack Obama. Basta saber que todo o staff do governo estadunidense vem de Wall Street.

Lá como aqui a NOM - Nova Ordem Mundial - parece mandar. O documentário tem a participação de especialistas em política e história, além da presença de nomes importantes da cultura americana. Marcou-me uma analogia feita por um lutador de luta livre comparando a política com sua arte pois vi com supresa previsível que em todos os países, em todas as cidades e em diferentes níveis a política tornou-se apenas uma encenação entre "situação" e "oposição". E de certa forma somos responsáveis por esse estado de coisas.

Esse link é para download via Torrent e a seguir apenas a 1ª parte para assistir direto pelo You Tube.


A manipulação da ciência ou A Historia Secreta da Raça Humana

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Em 1979, pesquisadores do sítio de Laetoli, Tanzânia, na África oriental, descobriram pegadas em depósitos de cinzas vulcânicas com mais de 3,6 milhões de anos. Mary Leakey e outros disseram que as impressões não se distinguiam daquelas deixadas por seres humanos modernos. Para esses cientistas, porém, isso significava apenas que os ancestrais humanos de 3,6 milhões de anos atrás tinham pés marcantemente modernos.

Segundo outros estudiosos, como o antropólogo R. H. Tuttle, da Universidade de Chicago, ossos fósseis dos pés de australopitecos conhecidos de 3,6 milhões de anos atrás mostram que eles tinham pés nitidamente simiescos. Logo, não eram compatíveis com as pegadas de Laetoli. Em um artigo publicado na edição de março de 1990 da Natural History, Tuttle confessou que "estamos diante de um mistério".

(...)

Esse padrão de supressão de dados tem estado ativo há muito tempo. Em 1880, J. D. Whitney, funcionário do Departamento de Geologia da Califórnia, publicou uma longa análise das avançadas ferramentas de pedra encontradas nas minas de ouro californianas. Os implementos, incluindo pontas de lanças, almofarizes e pilões de pedra, foram achados no fundo de poços de minas sob espessas camadas incólumes de lava, em formações cujas idades variavam entre, nove e mais de 55 milhões de anos. W. H. Holmes, da Smithsonian Institution, um dos mais acerbos críticos das descobertas na Califórnia, escreveu: "Se ao menos o professor Whitney tivesse levado em conta o estudo da evolução humana tal como ela é entendida hoje, teria hesitado antes de anunciar as conclusões que formulou (a de que os humanos existiram em épocas muito antigas na América do Norte), apesar do importante conjunto de testemunhos com que se defrontou".

Em outras palavras, se os fatos não batem com a teoria preferida, então esses fatos, mesmo uma série importante deles, devem ser descartados.

Isso vem ao encontro do que, em essência, estamos tentando demonstrar neste livro, ou seja, que há, na comunidade científica, um filtro do conhecimento que impede a divulgação de evidências malvistas. Esse processo de filtragem existe há mais de um século, e continua até os dias de hoje.


Além dessa filtragem do conhecimento, parece ainda que há casos de eliminação direta.

No início da década de 1950, Thomas E. Lee, do Museu Nacional do Canadá, descobriu ferramentas avançadas de pedra nos depósitos glaciais de Sheguiandah, na ilha Manitoulin, ao norte do lago Huron. Segundo John Sanford, geólogo da Wayne State University, as ferramentas mais antigas encontradas em Sheguiandah tinham pelo menos 65 mil anos, talvez até 125 mil anos. Para aqueles que se pautavam na posição convencional sobre a pré-história norte-americana, tais valores eram inaceitáveis. Supõe-se que os humanos pisaram pela primeira vez na América do Norte há cerca de doze mil anos, vindos da Sibéria.

Thomas E. Lee reclamou: "O descobridor do sítio (Lee) foi afastado de seu cargo como funcionário público, ficando um longo tempo desempregado; canais de publicação foram cortados; a evidência foi interpretada de maneira equivocada por diversos autores de renome [...]; toneladas de artefatos desapareceram em caixotes de armazenamento no Museu Nacional do Canadá; por ter se recusado a demitir o descobridor, o diretor do Museu Nacional, que tinha proposto uma monografia sobre o sítio, também foi despedido e banido; instâncias oficiais de prestígio e poder se empenharam em controlar apenas seis espécimes de Sheguiandah que não tinham sido apreendidas, e o sítio foi transformado em uma estância turística [...] Sheguiandah teria feito com que os poderosos admitissem, envergonhados, que não conheciam tudo. Teria obrigado os estudiosos a reescrever quase todos os livros que existem sobre o assunto. Precisava ser eliminado. Foi eliminado".

Download do livro AQUI!
Vejam também nosso post de 08/04 AQUI!

Obs: a foto em questão é de uma pegada encontrada no Quênia e que data de 1,7 milhão de anos.

A mídia manipuladora

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A manipulação política, religiosa, ideológica é um assunto recorrente aqui no Pistas. Assistimos a um excelente programa que discute o papel da mídia como instrumento de dominação ideológica aqui no Brasil. Esse programa certamente não passou em nenhuma grande rede de tv, trata-se de um programa de excelente qualidade que ocorreu numa tv comunitária do Paraná. Como sei que temos pelo menos três jornalistas assíduas aqui no Pistas - Claudinha, Ju e Tatá - creio que tal assunto vem bem a calhar, afinal um trabalho de despertar começa por perceber de forma crítica as ilusões nas quais querem nos enredar. Vou colocar apenas as duas primeiras partes pois as outras vocês podem assistir direto no You Tube. Visitem também:

http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/




Espaço Sagrado Feminino - agora sob nova direção :-)

Há anos escrevo sobre o Sagrado Feminino, mesmo antes dele ser assim batizado, há anos questiono o papel da mulher e sua relação com o homem, há anos que reclamo, celebro, choro e rio o fato de ter nascido mulher. No entanto, neste momento em que estou em uma conversa silenciosa com o monitor, para escrever o primeiro texto do Sagrado Feminino aqui no Pistas, parece que estou caindo no vazio.

Talvez seja aquela natural timidez que acontece quando entramos em um lugar cujo grupinho reunido não é o nosso. Apesar de o Pistas ter sido uma espécie de filhote do Via Tarot, criado para, dentre outras coisas, levantar assuntos que surgiam no Via, mas não estavam diretamente relacionados ao tarot, acabou acontecendo uma natural divisão: eu fiquei responsável pelo Via e o F.A. (ou "sócio", como é conhecido no Via) ficou responsável pelo Pistas, apesar de ambos darem pitacos em um e em outro, tanto nos bastidores quanto nos comentários.

Pensando nisso, percebo de forma bastante clara as diferenças de energia em um e em outro ambiente virtual. O Via Tarot é nitidamente feminino: com imagens que fogem do aspecto mais tradicional dos Arcanos e que possuem um foco claro na estética; com um texto nada acadêmico e com um tom bem-humorado, mas marcantemente voltado para as questões emocionais e, absolutamente, repleto de comentários vindos, em sua maioria, de mulheres. Em resumo, é um falatório só! rs Já o Pistas, o blog masculino, possui os belos textos do nosso querido amigo e xamã Nuvem que Passa; uma quantidade incrível de material para estudo em livros e filmes; alguns textos de livros e outros do próprio F.A. Um verdadeiro manancial de conhecimento! Um local também bem mais silencioso e discreto.

Homem e mulher são assim como estes dois blogs: dois universos completamente diferentes mas que, no entanto, se completam. E o grande desafio que precisamos superar é o convívio harmônico e cooperativo entre nós. Sem conflitos e competições. Sem uma carga enorme de condicionamentos que já fazem com que uma guerra pre-exista sem que haja ao menos um conflito concreto.

Em todos estes mais de 10 anos trabalhando com o Tarot, posso afirmar, sem medo de errar, que 90% das consultas que faço têm como foco central questões de ordem afetiva. Se considerarmos que 90% da clientela são mulheres, chegaremos a algumas (ou todas) conclusões a seguir: 1) mulheres se preocupam mais com o relacionamento afetivo do que os homens 2) mulheres buscam mais o autoconhecimento do que os homens 3) mulheres falam sobre seus conflitos emocionais mais do que os homens 4) mulheres querem saber o que passa na cabeça dos homens enquanto os homens não estão interessados em relação ao que passa na cabeça das mulheres 5) mulheres não têm vergonha de demonstrar suas inseguranças emocionais, ao contrário dos homens 6) mulheres levam em consideração que podem ser as responsáveis pelo fato de seus relacionamentos afetivos não estarem indo muito bem e querem saber que há algo que podem fazer para mudar isso, enquanto os homens acreditam que os relacionamentos dão certo ou não, sem que haja necessidade de procurar alguma orientação em relação a isso e nem que eles próprios sejam responsáveis por isso 7) os homens estão procurando tarólogos e não tarólogas para se consultarem, por isso nem eu e nem minhas amigas tarólogas sabemos sobre o que se passa com eles...rs

Já há muitos anos eu costumo dizer que existe uma grande ironia em relação ao fato de homem e mulher serem atraídos um pelo outro e para escândalo de muitas pessoas eu afirmava mesmo que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo parecia algo muito mais coerente, diante da guerra que se criou entre os sexos opostos. Na verdade, para ser totalmente sincera, e correndo o risco causar discordâncias, acredito que as mulheres deveriam refletir sobre a escolha do sexo oposto em suas relações afetivas, já que são elas que mais reclamam dos homens... Aliás, alguém já viu algum homem se queixando de sua mulher, a não ser quando ela se queixa dele antes (torturando-o mentalmente com horas de choro e reclamações)? Eu não...

Pois bem, se as mulheres não são perfeitas e os homens não erram o tempo todo, por que grande parte das mulheres, em especial as casadas há um bom tempo, reclamam tanto do seu companheiro e os homens na mesma situação parecem estar mais aborrecidos com o time de futebol que perdeu o jogo de domingo ou o cliente que deu para trás em uma negociação super-importante? Alguém tem a resposta? Alguém? Alguém? rs

Eu também não tenho a resposta final sobre isso, mas existem algumas possibilidades que devem ser avaliadas:

a mulher foi criada para servir - a família, o marido, os filhos precisam de seus cuidados, sua atenção, isso é um dom que Deus lhe deu e ela precisa honrar o dom recebido;

a mulher foi "adestrada" a ser generosa - nunca vi um homem deixar de comer uma sobremesa apetitosa porque um filho queria "mais um pedacinho"... nunca vi um homem explicar ao patrão que não iria trabalhar porque o filho estava doente... nunca vi um homem aceitar sorridente ir a uma reunião de fim de ano, onde tivesse que encontrar os colegas de trabalho chatos da esposa, para que ela não tivesse que passar por aquilo sozinha...

a mulher foi instruída a acreditar que o casamento é o ápice da sua existência - e incrivelmente, na maioria das vezes, são os homens os mais dependentes dentro de um casamento;

a mulher foi condicionada a acreditar que não existe "homem no mercado" - isto gera uma síndrome da escassez... e isso é igual à boataria da Bolsa de Valores: muita oferta, preço baixo... muita procura, preço sobe...rs

Ok, existe um algo aí que pode ser genético ou espiritual e que faz com que as mulheres sejam mais sensíveis, algo que também surge claramente através do chamado instinto maternal. Quem é mãe sabe o que é a experiência de se sentir, claramente, que existe um ser muito mais importante que o "eu" e que por ele somos capazes de dar a própria vida. Nunca ouvi falar em instinto paternal, apesar de acreditar que os pais, de fato, amem seus filhos.

No entanto, todas as coisas que citei anteriormente foram implantadas de forma cruel e absoluta na cabeça das mulheres e mesmo as mais lúcidas (e ouso me incluir no meio dessas) acabam caindo, em algum momento, em algum truque desses. Soma-se a isso tudo o pseudo-processo de libertação da mulher, vulgo feminismo, que só fez com que a coisa piorasse ainda mais. Hoje a mulher continua tendo as mesmas inseguraças e carências do passado e nem tem tempo de choramingar com as amigas, porque tem que estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, crescer na carreira profissional e muitas vezes sustentar sozinha casa e filhos. Nossa! Como "melhorou", não? rs

Entendam bem... Luto há muito tempo contra esta saída simplista de colocar a mulher como vítima e o homem como carrasco, mas por outro lado não poupo nem um e nem outro de suas responsabilidades. Também não tenho pudores de falar sobre a terrível armadilha do feminismo clássico; das mulheres que não sabem ser mulheres e homens que não sabem ser homens; do golpe de manipulação incrível para deixar todos robotizados em busca do dinheiro e da capacidade de consumo, fazendo com que o casamento vire uma sociedade que permite que homens e mulheres reduzam custos de moradia e acumulem salários, cada vez maiores... e tantas outras coisas que teremos a oportunidade de conversar aqui neste novo espaço do Pistas do Caminho. Podem chamar de espaço mulherzinha, de Sagrado Feminino, de feiticeiras em ação... A menina do Via Tarot pediu e o menino do Pistas do Caminho achou boa idéia. Então, estamos aqui!

Cláudia Mello

Crime de lesa-humanidade ou a negação da evidência

sábado, 25 de abril de 2009

Sinônimos para negação de evidência: fanatismo, manipulação, medo, corrupção, arrogância, controle, matrix, mentira sob a desculpa da segurança nacional. Eis mais um vídeo, praticamente uma continuação do Disclosure Project, com legenda em espanhol, com provas e testemunhos muito bem fundamentados sobre a questão dos EBE e Fastwalkers, expondo a política de acobertamento ditada pela elite que controla os EUA e os países ali(nh)ados.

Fatswalkers são objetos capazes de voar a milhares de quilomêtros por hora realizando manobras radicais sem diminuição da velocidade com tecnologia desconhecida para a ciência.

EBE - Entidades Biológicas Extraterrestres

O pior cego é o que não quer ver, depois vem aquele que vê TV.


Aperfeiçoando a perfeição - filme

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Aperfeiçoando a perfeição é uma expressão usada no filme "A Flauta Silenciosa" ou o "Círculo de Ferro", uma dica do amigo Urubatan, que me surpreendeu agradavelmente. Tem uma série de mensagens bem interessantes e conta com David Carradine como ator e Bruce Lee como um dos roteiristas. O filme é de 1978 e pode ser considerado como um ancestral de Matrix não pelas lutas espetaculares mas pelas estórias e tiradas de natureza zen. Na verdade o filme é como uma sucessão de estórias zen-budistas encadeadas umas nas outras. Deve-se dar um desconto para o perfil do ator Jeff Cooper, ok ? ;)))) Afinal aquele cabelo estilo fim dos anos 70 num ator com pinta de guerreiro nórdico num filme de zen e artes marciais é um verdadeiro koan.


Mãos de Luz - Um guia para a Cura através do Campo de Energia Humana

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Autora: Barbara Ann Brennan - Download do livro AQUI!

Site da autora AQUI!

"Barbara Ann Brennan licenciou-se em Física, tendo posteriormente tirado um mestrado em Física Atmosférica, o que lhe possibilitou um trabalho de investigação na NASA, mais concretamente no Goddard Space Flight Center. Mais tarde, participou em inúmeros projectos ligados ao estudo do Campo de Energia Humana, projectos esses que tinham como base pressupostos científicos e materiais. Contudo, e talvez devido às suas próprias experiências enquanto criança (ela via os campos de energia à volta das árvores e dos animais, segundo é descrito no livro), ela religou-se à sua natureza espiritual e começou a estudar o fenômeno da aura de uma outra perspectiva. A sua própria teoria e experiência, apresentadas em Mãos de Luz, é o legado que ela deixou à humanidade sobre o fenômeno da aura humana."

Com a clareza de estilo de uma doutora em medicina e a compaixão de uma pessoa que se dedica à cura, com quinze anos de prática profissional observando 5000 clientes e estudantes, Barbara Ann Brennan apresenta este estudo profundo sobre o campo energético do homem.

Este livro se dirige aos que estão procurando a autocompreensão dos seus processos físicos e emocionais, que extrapolam a estrutura da medicina clássica. Concentra-se na arte de curar por meios físicos e metafísicos.

Segundo a autora, nosso corpo físico existe dentro de um "corpo" mais amplo, um campo de energia humana ou aura, através do qual criamos nossa experiência da realidade, inclusive a saúde e a doença. É através desse campo que temos o poder de curar a nós mesmos.

Esse corpo energético - pelo qual a ciência sé ultimamente vem se interessando, mas que há muito é do conhecimento de curadores e místicos - é o ponto inicial de qualquer doença. Nele ocorrem as nossas mais fortes e profundas interações, é onde podemos localizar o início e o fim de nossos distúrbios psicológicos e emocionais.

O trabalho de Barbara Ann Brennan é único porque liga a psicodinâmica ao campo da energia humana e descreve as variações do campo de energia na medida em que ele se relaciona com as funções da personalidade.

Este livro, recomendado a todos aqueles que se emocionam com o fenômeno da vida nos níveis físicos e metafísicos, oferece um material riquíssimo que pode ser explorado com vistas ao desenvolvimento da personalidade como um todo.

Mãos de Luz é uma inspiração para todos os que desejam compreender a verdadeira essência da natureza humana. Lendo-o, você estará ingressando num domínio fascinante, repleto de maravilhas.

Brennan, Barbara Ann - Mãos de Luz: um guia para a cura através do campo de energia humana (1987) - São Paulo, Ed. Pensamento, 13ª edição, 1997.

Tantrismo: uma religião do Sagrado Feminino - 5ª parte

O culto da Serpente de Fogo


Os sistemas originais de Tantra se basearam nos Cultos Draconianos ou Typhonianos do antigo Egito, conforme se pode deduzir dos resíduos de muitos termos egípcios em textos tântricos, particularmente nos da Índia. Por exemplo, Shakti, que significa ‘poder’, o conceito central do Tantra, já era conhecido no Egito eras antes sob o nome de Sekht ou Sekhmet, a consorte dos deuses. Ela tipificava o calor ígneo do sol do hemisfério sul que tinha seu correspondente biológico no calor sexual da leoa, um símbolo de origem africana. Pasht, em Sânscrito, significa ‘animal’, e no Tantra a palavra Pashu se relaciona especialmente aos modos bestiais de congresso sexual, isto é, congresso sexual não sacralizado pela tradição ortodoxa. Da mesma forma, a palavra correspondente a Pashu existia no Egito como Pasht ou Bâst, a deusa felina que agia como uma gata e que, em eras posteriores, cedeu seu nome aos bast-ardos que, originalmente, eram aquelas crianças nascidas de mães que as criavam sozinhas, numa época em que o papel do macho no processo da procriação era desconhecido ou em que a paternidade individual não era reconhecida. No Tantra, as paixões animalescas eram tipificadas pelo Pashu, isto é, alguém que desprezava os rituais tântricos na utilização das energias sexuais. Igualmente, o deus On no Egito representava o Sol e este nome foi perpetuado na religião Védica como Ong ou Om, a vibração primal do espírito criativo. Um outro exemplo interessante é o nome da deusa Sesheta, que representava o período menstrual feminino; no Hinduismo, Sesha é a serpente de mil cabeças, bem como também é um nome tântrico para a vibração lunar ou ‘serpente da escuridão’ que se manifesta periodicamente nas mulheres. Estes exemplos da origem egípcia dos conceitos Tantricos são quase infinitos.


Os cultos Ofídicos (relativos à serpente) da África foram depurados de seu conteúdo tribal durante sua fusão com a Tradição Draconiana do Egito. Entretanto, é na Divisão das Kaulas do Vama Marg [1], ou Caminho da Mão Esquerda, que a forma mais perfeita desta tradição foi continuada na Índia e no Extremo Oriente. Desta divisão, a Chandrakala [2] ou “Raio da Lua” manteve algumas das principais características dos cultos Ofídicos.


A aplicação dos processos Ofídicos ao corpo humano foi revelada em três níveis principais em que os segredos da magia sexual foram demonstrados com o uso das suvasinis ou ‘mulheres de cheiro adocicado’ que representavam a deusa primal e que formavam o Círculo da Kaula (o Círculo da Kala Suprema, Mahakala: a Chandrakala ou ‘a Deusa do Raio da Lua’).


De modo a transformar a energia sexual em energia mágica (ojas), a Serpente de Fogo (kundalini) adormecida na base da espinha é despertada. Ela então limpa a energia vital de tudo o que é negativo através da virtude purificadora de seu calor intenso. Assim, a função do sêmen no Tantra é construir o ‘corpo de luz’ (corpo astral), o corpo interior do ser humano. Na medida em que o fluido vital se acumula nos testículos, ele é consumido pelo calor da Serpente de Fogo e os vapores voláteis ou ‘perfumes’ deste sêmen fortalecem o corpo interior.


O culto à Shakti significa, de fato, o exercício da Serpente de Fogo, que não apenas fortifica o corpo de luz mas gradualmente queima todas as impurezas do corpo físico e o rejuvenesce. Quando o poder desperto da Serpente de Fogo chega ao plano da Lua, o fluxo de líquidos cérebro-espinais acalma os estados febris e remove todas as toxinas do corpo, refrigerando todo o sistema. Os adeptos do Tantra têm utilizado há muitos séculos vários métodos de elevação da Serpente de Fogo, e eles sabem, por exemplo, do valor mágico da urina e das essências vaginais que estão carregadas de vitalidade pois contêm as secreções das glândulas endócrinas. Estas práticas influenciam o sistema endócrino e estimulam os centros nervosos sutis ou chakras que formam uma ramificação dos centros de poder no corpo que agem como condutores das energias cósmicas.


Os Adeptos da Kaula, ao invés de dirigirem sua adoração à coroa da Deusa, preferem oferecê-la à vulva, onde está contida sua energia máxima, carregada de poder mágico.


As três gunas (os princípios sutis que eqüivalem aos elementos da Alquimia: Mercúrio, Enxofre e Sal), Sattva, Rajas e Tamas se eqüivalem à suave e fresca ambrosia, ou vinho prateado da lua, ao vinho rubro dos fluidos ígneos de Rajas e às borras espessas do vinho vermelho, ou lava negra, de Qliphoth. No plano da Serpente de Fogo, Tamas, ou Noite, caracteriza Seu primeiro estágio: o caos negro da ‘Noite do Tempo’ e a ‘Serpente do Lodo’. Quando a Serpente de Fogo desperta, Ela então derrama o pó vermelho, ou perfumes, associados ao Rajas. Este é o pó dos Pés da Mãe, que se manifesta no fluxo menstrual em seu segundo e terceiro dias. Finalmente, Ela atinge a pureza calma de sua essência lunar à medida em que chega ao cérebro, acima da zona de poder do visuddha (Chakra da garganta). É nesta jornada de volta que Ela reúne estas essências num Supremo Elixir e o descarrega através do Olho Secreto da Sacerdotisa. A Lua Cheia, portanto, representa a Deusa 15, uma lunação, pois Ela é o símbolo do ponto de retorno, criando, assim, a 16a. Kala ou Dígito do Supremo Elixir: a Parakala.


Rajas, Tamas e Sattva são representados na Tradição Oculta Ocidental pelos princípios alquímicos do Enxofre, Sal e Mercúrio, assim revelando que a arte da Alquimia não tinha outra provável intenção além daquela que tem sido objeto da preocupação dos místicos e dos magos, isto é, a obtenção da consciência cósmica através dos Mistérios psicossexuais da Serpente de Fogo. Esta trindade, Rajas, Tamas e Sattva ou Enxofre, Sal e Mercúrio, aparece no Tantra sob o nome de tribindu (três sementes; kamakala, literalmente, a flor ou essência do desejo). De acordo com o Varivasya Rahasya, estas três essências são conhecidas como shanti, Shakti e shambhu, ou paz, poder e abundância, e elas fluem dos pés da Deusa. É por isto que o tribindu está situado, diagramàticamente, na trikona ou triângulo invertido (yoni ou vagina) que simboliza Kali. Sattva, Rajas e Tamas são, assim, as três gunas ou princípios representados um em cada vértice do triângulo pelas letras do alfabeto Sânscrito que contém as vibrações de seus poderes relevantes. Conforme orientação específica do Culto, uma ou outra guna é exaltada; na prática, a disposição das letras não faz muita diferença. É a coleta das essências dos pés da Deusa que deu seu nome ao Vama Marg ou Caminho da Mão Esquerda, pois, neste contexto, Vama significa tanto ‘gerar’ como ‘botar para fora’. Os praticantes deste Caminho trabalham com as secreções que fluem da genitália feminina e não com a mera pronúncia das letras do alfabeto que, apesar de sua utilização mântrica para carregar e direcionar os fluidos, têm pouca ou nenhuma outra utilidade além desta.


De acordo com o Tantra, a Serpente de Fogo é em si o mantra criativo OM. A reverberação deste mantra, conforme ensinado no Culto da Kaula, alcança o poder enrodilhado na base da coluna vertebral e faz com que este se erga, inundando o corpo físico de luz. E, pela veneração Tântrica da Serpente de Fogo através da vagina da mulher escolhida para representar a Deusa, a kundalini relampeja para cima e, finalmente, se une em êxtase ao seu Senhor Shiva no Local da lótus de Mil Pétalas.


Tantrismo Homossexual Feminino


O amor Erótico entre as mulheres pode ser uma celebração de uma iniciação dentro o espírito criativo feminino, os mistérios femininos. Quando nós nos abrimos aos grandes segredos femininos, o espaço sagrado que é a fundação do mundo, fazendo amor torna-se sagrado. Lésbicas seguram a dimensão da força da mulher em seu mais profundo significado. Muitas lésbicas procuram identificar a nós mesmos de uma ótica interior de sabedoria feminina. Com cada ato de amar nós podemos abraçar este espaço interior profundo e explorar as possibilidades de voltar para nossa perfeição original. A Mulher amorosa pode ser considerada um processo alquímico alcançado dentro nossas muitas células. Através da pureza desta energia nós podemos reconhecer a integridade essencial da natureza. Nós sabemos que nós mesmos trazemos em nosso interior uma parte da "virgem", que significa um-em-ela mesma, não pertencendo a nenhum homem. O Lésbico amor sexual sagrado tem o potencial de acordar e nos reunir com a fonte divina de nossa existência. Não Importando Se nós temos companheiros sexuais que contam com muitos fatores, incluindo nossas circunstâncias, nosso karma e nosso propósito de vida. Sexo é sexo. Isto não está no gênero de nosso companheiro que faz nosso sexo tornar-se sagrado. Somente o conhecimento que nos é passado em nossos atos sexuais é que fazem com que eles tornem-se sagrados, seja quando nós fazemos amor para nós mesmos ou com um companheiro. Amor Lésbico é sagrado quando isto é visionário, interconectado e transformacional. Através da força do amor nós podemos descobrir ambas como mães/ criadoras de nossas vidas e como filhas / vigias da terra. Nossas vidas e nosso trabalho podem tornar-se expressões desta sabedoria e força.


Carma e Sexo


A compreensão e aceitação do conceito oriental de carma é particularmente importante para todas as pessoas que desejam aplicar os ensinamentos Tântricos em sua vida. A atuação do carma na vida diária deve ser constantemente estudada. As causas dos acontecimentos quase sempre nos parecem misteriosas, porém, se olharmos cuidadosamente o jogo de forças de um ponto de vista cármico, podemos mais facilmente compreender os trabalhos sutis do destino. Embora a idéia geral do carma, a lei da ação e reação, tenha sido aceita pelo pensamento ocidental contemporâneo, dificilmente é encontrada uma intuição altamente desenvolvida de seu preciso funcionamento. De acordo com a visão oriental, o carma dá forma a realidade; os acontecimentos que estamos no momento experimentando são um resultado direto das nossas ações passadas, seja nesta vida ou em vidas anteriores. E, da mesma forma, nossas atuais atitudes e ações determinam nosso futuro. Este princípio é tão verdadeiro para o mundo da física quanto para o drama da vida individual e coletiva. De acordo com os ensinamentos Tântricos, as forças do Carma permeiam todo o mundo. Os desejos agarram e acompanham a alma individual (Jiva) através de suas varias encarnações. Jiva sofre ou se delicia com os frutos de nossas ações; atado as correntes da matéria por seu carma, Jiva encarna seguidamente, recebendo vários nomes e identidades. Finalmente, quando todo o seu carma e extinto, Jiva e absorvido por sua Origem, a qual os textos sânscritos referem-se como Parabrahma (alem de Brahma); a divindade universal.

Os carmas migram, como pássaros, de vida a vida, prendendo-se a força vital.

Estas forças cármicas são modificadas pela ação consciente durante vidas sucessivas, 0 Prana Upanishad declara que: “Seja o que for que se pense no momento da morte, une a pessoa com seu Prana primário; então, o Prana se une com a alma e leva o indivíduo a renascer em algum lugar adequado”. Vocês já devem ter lido citações sobre as vitalidades ascendentes e descendentes do corpo, e também sobre o conceito dos portais superiores e inferiores do nosso templo do corpo. Estes são os portais através dos quais o Prana (força vital, respiração) e o carma entram e deixam o corpo; sem uma combinação destes dois, o indivíduo não reencarnaria, 0 Prana Upanishad, um antigo texto hindu, nos diz: “0 Prana entra no corpo na hora do nascimento, de forma que os desejos da mente, continuando de vidas anteriores, possam ser realizados.” As motivações pessoais são os “desejos da mente”; geralmente estas motivações inconscientes aparecem em horas de agonia ou êxtase. Os Tantras explicam que uma pessoa pode aprender a dissolver o carma pela ação do fogo interior, pela abstração dos sentidos, pela meditação e absoluta quietude interior, e participando das mesmas atividades que criam o carma, apenas com um cuidado e uma consciência tais que os desejos originais passados são transcendidos. Além disso, se uma pessoa pode viver dinamicamente “no presente”, as influências passadas podem ser transcendidas. As forças cármicas movem-se através dos canais do Corpo Sutil e também se encontram espalhadas no mundo exterior, manifestando-se em acontecimentos diários. Cada momento é uma experiência cármicas; contemplando e correlacionando estes momentos, podemos redescobrir o Eterno Agora dentro de nos mesmos.


0 Brihadaranyaka Upanishad, outro texto antigo, apresenta esta interessante visão do carma: “0 homem que tem uma relação sexual enquanto ciente da fórmula do carma e de sua ação agrega a si o carma positivo acumulado da mulher; aquele que faz amor sem conhecer esta formula corre o risco de perder o próprio carma positivo acumulado para ela.” Durante o ato de amor, as forças vitais do casal se misturam; seus carmas individuais convergem e processa-se uma troca que pode afetar seus destinos individuais ou conjuntos. O que ocorre na verdade depende do grau de conscientização do casal. Se um é mais consciente do que o outro, o egoísmo resultará em uma troca cármica negativa. Por outro lado, se o que domina é um compartilhamento amoroso, uma troca cármica positiva e criada. Este e um dos propósitos sutis por trás das iniciações sexuais, uma prática muito comum a maioria dos ensinamentos místicos. Uma lenda tibetana fala de um professor chamado Gandapa (ou Ghantapa) que inadvertidamente ofendeu o rei do país ao recusar-se a iniciá-lo. O rei decidiu preparar uma armadilha para o iogue, com a esperança de ridicularizá-lo publicamente. Sabendo que Gandapa estava praticando uma disciplina de celibato, pagou a uma prostituta grande quantidade de dinheiro para que ela seduzisse o iogue. A prostituta treinou a filha mais nova para a tarefa e mandou uma mensagem para o iogue dizendo que era uma viúva e desejava ganhar mérito, preparando um banquete em honra do iogue, conforme o costume. 0 nome da filha era Darima, bela em todos os aspectos. Sua mãe preparou um grande banquete que foi trazido a Gandapa por alguns servos e Darima, a qual deveria servir as iguarias. Quando terminaram de trazer os pratos, os servos retiraram-se, conforme instruções da prostituta. Gandapa sentiu-se um pouco surpreso de ver-se servido por uma virgem tão jovem e bela; entretanto, não queria causar nenhuma ofensa fazendo qualquer protesto. Assim que acabou de comer, mandou que Darima partisse; porém, seguindo as instruções recebidas, ela falou: “Vai chover, vou esperar um pouco, se não for incômodo.” Ficou até o anoitecer, e então disse: “Tenho medo de escuro. Minha mãe prometeu mandar-me uma escolta; não sei quando eles chegarão.” Mais tarde, Gandapa disse-lhe que ela poderia passar a noite do lado de fora de sua cabana e deu-1he cobertores e um travesseiro. Entretanto, durante a noite, Darima fingiu ter medo de demônios e começou a chorar. Gandapa então disse-lhe para entrar e dividir com ele o lugar onde dormia. A cabana era tão pequena que, inevitavelmente, seus corpos se aproximaram e se entrelaçaram. Espontaneamente, Gandapa uniu-se a Darima e fizeram amor apaixonadamente. Passarão juntos pelos quatro estágios de êxtase erótico e juntos trilharam até o fim o Caminho para a Libertação. Através de seus serviços amorosos para Gandapa, Darima anulou os próprios obstáculos cármicos e tornou-se totalmente liberta. Mais tarde, quando o rei chegou com seu séquito, ao invés de ser capaz de expor Gandapa como um hipócrita, testemunhou uma serie de milagres que o fizeram reavaliar seu ponto de vista. Assim, a troca cármica sutil entre Darima e Gandapa trouxe uma mudança completa no destino de Darima e também no do rei. Esta história é, na realidade, uma alegoria, ilustrando como um único ato sexual pode, em circunstancias corretas, alterar o curso do destino. Uma motivação egoísta não deve estar presente durante o ato de amor, e sim um desejo de beneficiar o amado e alcançar ideais espirituais, desta forma, a relação entre carma e sexo é mais bem servida. Dedique sua união ao enriquecimento de seu amante. Tal troca acontece espontânea e naturalmente, quando duas pessoas se encontram em um estado de amor total, entretanto, uma percepção consciente das energias entremeadas do carma e do sexo muito ajudará na evolução do casal, pois 0 sexo promíscuo faz com que o carma seja rapidamente acumulado, o que pode, por sua vez, causar mudanças de caráter totalmente estranho a natureza básica do ser. Um outro modo de troca cármica negativa toma a forma de um tipo de vampirismo, no qual o carma positivo e deliberadamente drenado no parceiro e substituído por carma negativo. Os ritos sexuais promíscuos da magia negra fazem uso deste tipo de vampirismo para exaltar um indivíduo em detrimento de outro. Tais práticas, felizmente, são autolimitadoras e levam a desilusão e a corrupção. As trocas cármicas ocorrem quando a força vital caminha pelo Grande Eixo (Sushumna) do Corpo Sutil. Em geral, são as emoções que causam este movimento. Os textos Tântricos declaram que, quando a pessoa esta verdadeiramente zangada, a força vital comumente entra pelo Eixo Central e invariavelmente resulta uma troca cármica com a pessoa para a qual a raiva e dirigida. 0 medo pode do mesmo modo forçar a energia vital para o Grande Eixo e criar condições para uma troca cármica. A raiva e o medo são facetas de uma experiência similar, e quando estas emoções ocorrem, as trocas cármicas acontecem. As relações sado-masoquistas giram em torno deste tipo de troca; lampejos de tranqüilidade transcendental podem ser alcançados através de um comportamento dominante/submisso, porém o resultado a longo prazo e um desequilíbrio cármico não resolvido que tende a se manifestar em autodestruição.


Desenvolvendo uma percepção do funcionamento do carma no destino humano, criamos uma estrutura de referência para entendermos os aparentemente irregulares acontecimentos da vida diária. Muitos relacionamentos fracassam sem que os parceiros saibam a causa real. Não adianta nada culpar um ou outro, em vez disso, o casal deve compartilhar e discutir suas esperanças e receios, observando como os seus carmas entrelaçados moldam os acontecimentos. Através da canalização consciente de seus desejos, o casal pode tornar-se mestre de seus próprios destinos.


O Carma conduz, o Carma movimenta-se, o Carma toma, o Carma segue; o Carma une, o Carma liberta, o Carma dá, o Carma nunca descansa. 0 Iogue inteligente observa o Carma e aprende com ele; enato, através do poder da espiritualidade, afasta-se do Carma - VARAHI TANTRA.


Dizem que quando uma pessoa espera muito ansiosamente pelo comando de outras, com a firme resolução de que tudo que é comandado deve ser feito, então esta pessoa, através da intensidade de sua vontade e resolução, atingirá um estado de equilíbrio interior. Através de tal estado da mente, o ar inspirado e expirado entra no Grande Eixo central. Ai então, todos os estados mentais desaparecem e emerge uma consciência tranqüila - SPANDA KARIKA.


Se uma pessoa é falsamente acusada de alguma coisa, então o mérito do acusador é transferido para esta pessoa e o Carma negativo do acusado passa para o acusador. Não se deve nunca maltratar um convidado, porque o convidado então fica com o Carma positivo do anfitrião e deixa o seu Carma negativo com ele - PASHUPATA SUTRA/SHIVA PURANA.


A.D.


[1] Vama significa ‘mulher’. Ela era tipificada pela lua, o néter, o fundo, ou inferno, em contraposição ao éter, o topo, o superior; a esquerda em contraste com a direita. Marg significa ‘caminho’; daí o termo Vama Marg denotar o Caminho que envolve a utilização da mulher, a corrente lunar ou seus poderes infernais.

[2] Chandra = lua, Kala = raio ou essência.

A 6ª extinção

terça-feira, 21 de abril de 2009

"No momento em que as abelhas desaparecerem a nós restará muito pouco" - Einstein.

Se as abelhas desaparecem do planeta a vida vegetal e conseqüentemente nós mesmos seremos extintos. Por outro lado, se nós - espécie humana - desaparecermos do planeta a Vida agradece e respira aliviada. E as abelhas podem prosseguir seu trabalho. De onde vem a arrogância humana? Segundo alguns cientistas estamos a beira da extinção e as provas são apresentadas nos vídeos a seguir.








Patch Adams - filme e entrevista

domingo, 19 de abril de 2009

Download do filme e da legenda AQUI!

obs: tem-se a impressão que em face da entrevista dada no Roda Viva a entrevista dada a Veja foi devidamente editada.

Quem vê o médico americano Patch Adams com nariz de palhaço e cabelos coloridos pode achar que ele acabou de sair de um circo. É quase isso. Há três décadas, Adams transforma os quartos dos hospitais que visita em um verdadeiro picadeiro. Sua especialidade é animar pacientes com brincadeiras para reduzir o sofrimento deles. A vida de Adams foi retratada em 1998 no filme O Amor É Contagioso, com o ator Robin Williams no papel principal, e serviu de inspiração para o surgimento de vários grupos doutores da alegria, espalhados pelo mundo. O médico é autor de três livros, dois deles publicados no Brasil. Neles, Adams defende sentimentos como humor, compaixão, alegria e esperança no tratamento de pacientes e diz que o medo que os médicos têm de cometer erros destrói a relação médico-paciente. Aos 58 anos, Adams dirige o Instituto Gesundheit (saúde, em alemão), nos Estados Unidos, que atende pacientes de graça. Também dá palestras e cursos em vários países. De Arlington, cidade onde mora com a mulher e dois filhos, Adams concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

Veja – O filme O Amor É Contagioso mostra o senhor como um médico que se preocupa muito com os sentimentos dos pacientes. O senhor sempre foi assim?

Adams – Nem sempre. No fim da adolescência, não me preocupava com ninguém. Devido à morte de meu pai, ao suicídio de um tio muito querido e ao fim de um namoro, comecei a ficar obcecado pela idéia de morrer. Cheguei a tomar vinte aspirinas de uma só vez, tentei pular de um precipício. Até que um dia pedi a minha mãe que me internasse em um sanatório mental. Lá, conheci gente que estava tão pior que eu que fez minha dor parecer trivial. Eram pessoas que sempre viveram com raiva e desespero. Essa experiência me fez perceber quanto as emoções podem influenciar em nossa vida, seja de forma positiva ou negativa. A partir de então, comecei a dar mais importância aos sentimentos das pessoas.

Veja – Estudos mostram que emoções como o perdão, a alegria e a esperança podem acelerar o processo de cura. Mesmo assim, muitos médicos não se preocupam com isso. Por que eles são tão resistentes a essa idéia?

Adams – Os médicos tendem a esconder os sentimentos porque acham que ficarão vulneráveis se demonstrarem qualquer tipo de emoção. Antigamente existia o médico da família, que ia até a casa de seus pacientes, ouvia com atenção os problemas de cada um e conhecia cada integrante da família pelo nome. Hoje, o paciente é tratado como cliente de loja, que paga para obter o serviço. O amor passou a não ter espaço na área médica. Se o médico gasta tempo com amor, não tem retorno financeiro algum. Só ganha dinheiro se dá um remédio ao paciente ou faz alguma intervenção cirúrgica.

Veja – Em seu livro A Terapia do Amor, o senhor diz que os médicos, em sua maioria, se sentem como se fossem deuses.

Adams – Na verdade, é a sociedade que exige do médico que ele aja como se fosse um Deus. Espera-se que ele faça milagres e não erre nunca. Isso é impossível. Como todo ser humano, o médico pode errar. Essa idéia de que o médico tem de ser perfeito também prejudica a relação com o paciente. Faz com que este coloque toda a responsabilidade do que ocorre com ele nas mãos do médico. E isso é errado. O paciente é mais responsável pela própria recuperação do que o médico que o está tratando.

Veja – Como assim?

Adams – A maioria dos problemas de saúde ocorre por causa do estilo de vida inadequado do paciente, pelo sedentarismo e pela má alimentação. O médico geralmente só é procurado quando a doença já está em estágio avançado. O grande problema é acreditar que a medicina e a ciência têm a resposta para todos os nossos problemas. Não é verdade. Muitas vezes, a solução está em casa, nos pequenos hábitos do dia-a-dia.

Veja – Que conselhos o senhor daria para os médicos se tornarem melhores profissionais?

Adams – Medicina envolve relacionamento entre médico e paciente. Um bom médico é aquele que sabe cultivar essa relação por meio da troca de experiências, amizade, humor, confiança. Se existe desconfiança de um dos lados, essa relação vai por água abaixo. O grande problema da medicina é que os profissionais da saúde se sentem cobrados demais, acumulam várias funções e acham que não são devidamente recompensados por isso. A possibilidade de haver processos contra erros apavora os médicos, e a desconfiança destrói a relação médico-paciente.

Veja – Qual é o papel dos pacientes nessa relação médico-paciente?

Adams – O paciente precisa ter um sentimento amável e verdadeiro em relação a si mesmo. Não há nada pior que um comportamento autodestrutivo no processo de recuperação. É necessário ser um paciente paciente. A medicina não é como um sistema fast food, em que todas as necessidades são rapidamente resolvidas. Por isso, é importante escolher bem o médico, porque é preciso ter confiança nele. O médico demora muito para atender? Peça a ele que agende menos consultas. O paciente tem esse direito.

Veja – Qual é a importância da fé na cura de um paciente?

Adams – Em muitos casos, é mais importante que qualquer pílula ou intervenção cirúrgica. O paciente com fé tem uma capacidade maior de entrega, o que lhe traz conforto em todas as situações. Isso também vale para os familiares de doentes terminais. Quando comecei a trabalhar como plantonista em hospitais, descobri que as famílias que seguiam alguma religião se sentiam mais calmas quando rezavam do que quando tomavam algum tranqüilizante. A partir daí, procurei sempre descobrir se os familiares do paciente seguiam alguma religião. Em muitos casos, até rezava com eles.

Veja – Em sua opinião, é necessário seguir alguma religião para ter fé?

Adams – De forma alguma. Eu, por exemplo, tenho fé, mas não sigo nenhuma religião. A religião é uma instituição, e a espiritualidade é amor e ação. Eu acredito mais na espiritualidade.

Veja – O senhor acredita em Deus?

Adams – Não. Eu acredito na serventia do amor para todas as pessoas.

Veja – Em seus livros, o senhor diz que as pessoas não deveriam ter medo da morte. Pelo contrário, poderiam fazer dela uma diversão. Mas lidar com a morte quase nunca é fácil. Como é possível lidar com a morte com menos sofrimento?

Adams – Na vida, temos de fazer escolhas. Se não há como mudar o rumo dos acontecimentos, podemos optar por vivenciar cada momento de uma forma alegre, agradecendo por tudo de bom que tivemos durante a vida, por nossa família e nossos amigos. Ou, então, achar que a vida não valeu nada, ver só o lado negativo das coisas, esquecer tudo de bom que nos aconteceu até hoje e morrer de forma miserável. Morrer é uma das poucas coisas que ocorrem com todo mundo, mas quase ninguém suporta pensar nisso. O que estou sugerindo é que a morte não precisa ser exatamente uma experiência horrenda.

Veja – Não é difícil fazer palhaçadas para um paciente que vai morrer no dia seguinte?

Adams – Não, porque é o próprio paciente que opta por isso. Eu sempre pergunto: "O que você quer? Você quer ser miserável ou você gostaria de se divertir e ter momentos de alegria?" Se ele quer se sentir miserável no leito de morte, que seja miserável. Se ele não quer ser miserável, nós podemos brincar e rir com ele. É gratificante poder fazer algo de positivo para os pacientes, mesmo os terminais.

Veja – Nos hospitais, é mais fácil fazer brincadeiras com crianças que com adultos?

Adams – Isso varia muito de um paciente para outro, mas em geral as crianças são mais fáceis de lidar, porque, diferentemente dos adultos, elas não param para pensar e refletir sobre o que fazemos. Apenas vivenciam a experiência.

Veja – As escolas de medicina reconhecem hoje a eficiência de sua forma de tratar os pacientes?

Adams – Eu acho que a maioria não dá importância a isso. Grande parte dos médicos, infelizmente, ainda está mais preocupada em garantir seu salário no fim do mês. Eles não gostam da roupa que usam, não gostam de seus pacientes.

Veja – Suas idéias, que não eram aceitas no passado, são divulgadas hoje na maioria dos livros de auto-ajuda. O senhor considera isso uma vitória?

Adams – A verdade é que não criei nada disso. Tudo o que digo já era falado ao longo dos séculos. Palavras de solidariedade, de conforto, conselhos a quem se ama sempre foram passados de mãe para filho, de avó para neto desde que o mundo é mundo. O fato é que as pessoas só começaram a se interessar mais por isso recentemente.

Veja – O senhor costuma dizer que é mais palhaço do que médico. Por quê?

Adams – Porque, como médico, só posso tratar os pacientes quando eles têm algum problema de saúde. Já como palhaço posso alegrar as pessoas em qualquer lugar e a qualquer hora, independentemente de estarem elas doentes ou não. Além disso, ser palhaço é mais divertido.

Veja – O que o senhor achou do filme sobre sua vida?

Adams – Eu gostei do filme, mas achei que poderia ter tido mais emoção, ter sido menos morno.

Veja – Por quê?

Adams – Bem, porque o diretor não teve muita imaginação...

Veja – E da atuação de Robin Williams, o senhor gostou?

Adams – Sim, ele é uma excelente pessoa e um ótimo ator. Ele fez um trabalho fabuloso, todos os meus amigos acharam que ele conseguiu passar a minha essência de forma correta.

Veja – Há semelhanças entre o senhor e Robin Williams?

Adams – Nós somos parecidos em muitas coisas. Ele é muito generoso, tem compaixão pelas pessoas e é muito divertido. Mas também temos algumas diferenças de personalidade.

Veja – Que diferenças?

Adams – Ele é muito mais tímido que eu.

Veja – O filme mudou sua vida?

Adams – Mudou minha vida para sempre. O que não consegui arrecadar em três décadas para a construção do hospital do Instituto Gesundheit obtive em seis semanas. Mas continuei e continuo sendo a mesma pessoa de antes.

Veja – Então, o filme foi positivo para o senhor.

Adams – Ah, sim, sem dúvida. O filme rodou o mundo e fez com que as pessoas conhecessem meu trabalho. Em vários lugares, mesmo os que eu já havia visitado antes, as coisas se tornaram mais fáceis. Consigo falar com as pessoas mais rápido, elas sempre atendem aos meus telefonemas.

Veja – O senhor conhece os Doutores da Alegria do Brasil?

Adams – Sim, encontrei alguns palhaços que fazem um trabalho semelhante ao meu quando estive no Brasil, há alguns anos.

Veja – E o senhor gostou do trabalho deles?

Adams – Sim, muito. São bons colegas de profissão.

Veja – Seu nome verdadeiro é Hunter. Como surgiu o Patch?

Adams – Hunter é meu nome legal. Nem me lembro mais de como surgiu o Patch, foi há quarenta anos, já faz parte de mim. Como surgiu não tem mais importância.

Veja – Há algum sonho que o senhor ainda não realizou e gostaria que se concretizasse?

Adams – A paz mundial. Não haver mais crianças de rua. Ver as pessoas se ajudando mutualmente, todas as famílias se auto-sustentando. Tudo isso são sonhos. Pode parecer utópico, mas acredito que seja possível. É por isso que faço o que faço. Eu trabalho o tempo todo para concretizar meus sonhos. É por essa razão que estou concedendo esta entrevista. Se eu não acreditasse, não faria nada disso.

Uma aula de espreita em filme

A Justiça é cega.

Olhando o mundo e vendo como ele é muitas vezes dizemos que não há Justiça.

Mas não nos perguntamos se temos condições para dizer isso em função de um senso de justiça que surge de nosso eu. Quem sou eu?

A Justiça é cega. Ela não me vê, não vê você, não nos vê.

Não seremos nós os cegos para a Justiça?

A Justiça cega não é uma metáfora e um símbolo para a nossa incapacidade de não ver mesmo tendo olhos?

Soube da história de um iniciado que diante da Justiça Divina disse:

- Paguem-me o que me devem!

Foi desencarnado na hora. Não havia crédito, apenas dívida.

Há os que não crêem na Justiça Divina. Há os que crêem Nela. Não faz diferença pois Ela é para todos do mesmo jeito.

Há uma beleza, há uma harmonia, há um justiça no mundo e nas coisas (por mais absurdas que sejam) que nele ocorrem. Pressinto isso em relances de percepção, por isso me ponho a escrever, porque sei que essa percepção fugidia logo é obliterada pelo auto-julgamento. Loucura? Talvez.

Vi a Justiça perambulando por aí como um samurai cego, espalhando morte, sangue, beleza, simplicidade, implacabilidade, humor, esperteza, terror, sem desejar nada para si.

Disfarçada de homem ela andava por aí ocultando sua lâmina numa bengala.

Zatoichi, o samurai cego. Belo filme. Retrato perfeito do mundo. Belo final. Merece ser visto. Uma aula de espreita - F.A.


Download do filme e da legenda AQUI!


Estar apaixonado

sábado, 18 de abril de 2009

"Não olhem para mim! Melhor, tomem o que há em minhas mãos."

"A ciência se aprende com palavras, a arte pela prática, o desapego com o companheirismo."


Mevlana Rumi


Quando um dervixe saúda a outro, ele não diz "Como estás?"
O derviche faz uma leve reverência e logo diz: "que maravilhoso ver a Deus manifesto em teus olhos!"
Logo, o segundo dervixe poderia responder: "Ah! Se não fora pelo Amor em teu coração, não seria possível a você ver a Deus em meus olhos."
Ah! Poderia dizer de novo o primeiro dervixe "porém se não fora pelo Amor Divino, mostrado através de ti, não seria possível para ti dizer o que disseste, que o Amor estava mostrando-se no meu coração."
Ah! poderia dizer o segundo dervixe "se não fora pela Presença Divina não poderíamos ser conscientes um do outro."
Eles logo se abraçariam e seguiriam seus caminhos.
A Presença Divina está sempre, em todo o lugar, ao mesmo tempo.
Assim tem sido sempre e assim sempre será.
Nada se perde no Absoluto, está sempre ali.
Quando somos conscientes, estamos apaixonados.


Trecho de "Passos Até a Liberdade", de Reshad Feild.

Roda Vida - Entrevista Patch Adams:

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Essa entrevista de 2007 é algo que ninguém deve deixar de ver. Simplesmente maravilhosa, nunca tinha visto e recomendo fortemente!!!

Patch Adams concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva (TV Cultura), a qual, segundo a produção do mesmo, foi uma das de maior repercussão na história do programa, com 4 reprises do mesmo até o momento (o habitual é apenas 1 reprise), número recorde de e-mails recebidos elogiando a entrevista, e o DVD com a gravação do programa está entre os primeiros na lista dos mais vendidos pela TV Cultura.

Eis os links para download via Rapidshare e pelo Youtube:

http://rapidshare.com/files/211336844/TV_Cultura_-_Roda_Viva_-_20070904_Patch_Adams.part1.rar.html

http://rapidshare.com/files/211336783/TV_Cultura_-_Roda_Viva_-_20070904_Patch_Adams.part2.rar.html

http://rapidshare.com/files/211336762/TV_Cultura_-_Roda_Viva_-_20070904_Patch_Adams.part3.rar.html

http://rapidshare.com/files/211336770/TV_Cultura_-_Roda_Viva_-_20070904_Patch_Adams.part4.rar.html


http://rapidshare.com/files/211336775/TV_Cultura_-_Roda_Viva_-_20070904_Patch_Adams.part5.rar.html


ou


http://www.youtube.com/watch?v=8Q7aqa-G0l8 - 1ª parte


Sempre fui fã do filme, mas ontem, do nada, liguei a televisão e, com grande surpresa, no progra- ma da TV Cultura - Roda Viva - estava o Patch Adams em pessoa, sendo entrevistado.

Nunca imaginei que a pessoa fosse tão superior ao filme. A entrevista, palestra, bom, nem sei o que devo chamar ao programa de ontem, simplesmente fantástico!

Nunca vi uma pessoa tão sincera. Disse que tinha vergonha de ser americano e que, seu presidente, deveria responder por crime de genocídio. Disse também que, uma de suas grandes tristezas é o capitalismo, que reduz o ser humano a um irrefreável consumidor.

Os jornalistas que estavam presentes na Roda, também não sairam ilesos. Para Patch, não existe mais jornalismo no mundo, esta profissão, em sua grande e significante parte, está toda voltada aos interesses do capital. Esqueceram de veicular que existe sentimento no ser humano, que é o amor.

A medicina, não obstante, para esse nobre pensador, nunca foi uma ciência voltada para a cura. Sempre esteve e está interessada no cuidado com o paciente. Nas faculdades de medicina, não se ensina a ter saúde, tão somente a cuidar das doenças, disse com tremenda indignação! E mais, não se ensina nas faculdades que além da ciência, pode-se cuidar também com amor. E o que seria o amor? Fez esta pergunta e, antes de ouvir respostas, disse que por mais que saibamos o que é o amor, às vezes nos faltam palavras. Isso é devido à falta de prática em falar e lidar cotidianamente com o amor.

Com sábias palavras, explicitou que o Brasil não mais é dono da Amazônia, esta pertence às indústrias farmacológicas. Essas multinacionais que não devotam nenhum sentimento ao ser humano, somente vislumbram a fria ganância de sempre lucrar, lucrar e lucrar. Não estão interessados em buscar a cura de nenhuma doença.

Ante uma pergunta de uma jornalista sobre a força do pensamento positivo, muito trabalhado hoje nas grandes empresas, respondeu com total ceticismo, ou seja, disse que só de pensar as pessoas já estão com pensamento positivo, haja vista que pensar é uma árdua tarefa e, envolve tão somente aspectos agradáveis. Pensamento negativo é o que as pessoas têm constantemente frente aos aparelhos de televisão, em que são manipuladas por informações e programas que alimentam ferozmente suas inações e passividade. Talvez o grande mal seja esses pérfidos programas veiculados na televisão e disse, com satisfação, que somente aceitou o convite para ir à TV Cultura, após ter conhecimento do seu significativo e difícil papel de cidadania.

Pois bem, querer transpor em palavras o que sentimentalmente me ocorreu, quiçá, seja um dos possíveis reflexos de que realmente aquele ser é mesmo contagiante, chegando a ser sublime.


Clovis Rodrigues Filho