Voto eletrônico sem impressão: a fraude da década no Brasil

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pessoal,

assim como um brasileiro denunciou através de um processo a utilização do HAARP para fins de manipulação do clima (mas esse não é o único uso do HAARP), há um grupo de brasileiros que faz 10 anos está denunciando corajosamente aquela que é uma das maiores, se não a maior manipulação que há em nosso país, e que se refere ao sistema de votação eletrônica das eleições brasileiras. Para que não digam que isso é "viagem" ou teoria da conspiração sugiro que leiam com atenção e imparcialidade a notícia sobre a possibilidade de manipulação das urnas eletrônicas na Índia, que são semelhantes as nossas.

É importante denunciar isso porque vejo muita gente com olhos para o que ocorre lá fora e passa completamente batido pelas artimanhas de quem está no poder, de fato, aqui no Brasil. Vamos acordar, e vamos acordar quem está do nosso lado, sobre coisas que nos afetam diretamente.

Façam-se a seguinte pergunta:

O que me garante enquanto eleitor que meu voto vai para quem eu escolhi (mesmo que seja nulo ou em branco)?

Quando faço essa pergunta para as pessoas ele são acossadas por um leve estertor corporal e balbuciam entre trêmulas e indignadas:

Nada!

Maiores informações sobre a manipulação política-eleitoral que você sofre sem perceber como ela ocorre sugiro uma pesquisa profunda no fórum do votoseguro.org.

O texto que se segue foi extraído do blog Fraude Urnas Eletrônicas

As máquinas de votação na Índia e a possibilidade de controle via celular

O Portal G1 publicou hoje, 30 de abril de 2010, reportagem sobre o estudo realizado por grupo internacional de especialistas em informática e votação eletrônica que comprovaram a insegurança das urnas eletrônicas indianas.

Os especialistas demonstraram que é possível alterar os resultados de uma eleição e até mesmo instalar um componente que permitiria o controle da máquina por meio de um CELULAR.

Abaixo segue a reportagem do G1 na íntegra. Ela foi escrita pelo Altieres Rohr. Ele é especialista em segurança de computadores, criador e editor do Linha Defensiva, um importante fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades.

Todos os comentários em vermelho foram inseridos pela equipe [Fraude UE].

Teste mostra que urna eletrônica da Índia poderia ser controlada via celular

Um estudo realizado por um grupo internacional de especialistas em informática e votação eletrônica considerou as urnas eletrônicas indianas inseguras. Os especialistas demonstraram como é possível alterar os resultados de uma eleição e até como instalar um componente que permitiria o controle da máquina por meio de um celular. A solução proposta é a existência de um voto impresso que deve ser confirmado pelo eleitor [As urnas eletrônicas indianas são semelhantes às brasileiras: possui registro virtual do voto, ou seja, não imprimem comprovante de votação].

Diversos pesquisadores da Holanda, da Índia e dos Estados Unidos trabalharam juntos em um projeto de pesquisa cuja conclusão foi a de que as urnas eletrônicas usadas na Índia são vulneráveis a adulterações. Segundo os especialistas, alguém com a intenção de mudar os resultados das eleições só precisaria de pouco tempo para instalar um componente na urna que seria difícil de detectar e poderia mudar os votos dos eleitores. [Existem pessoas mal intencionadas em todas as partes do mundo, seja na Índia ou no Brasil, sempre existem aqueles que querem obter vantagens por vias obscuras]

O estudo foi organizado e liderado por Hari Prasad, um indiano que foi desafiado a mostrar que as urnas poderiam ser alteradas. Mas a comissão eleitoral indiana decidiu não permitir o teste e não cedeu a Prasad uma urna para que pudesse conduzir sua pesquisa. Os pesquisadores afirmaram que obtiveram a urna por meio de uma fonte anônima, já que o governo indiano não cede o equipamento para testes independentes. [O Brasil também NUNCA permitiu a auditoria independente dos softwares utilizada nas urnas eletrônicas brasileiras – quem acompanha nosso site sabe que o “Caso dos Hackers” foi história para “boi dormir”]

O componente criado pelos pesquisadores permite que um criminoso controle como a urna contará os votos remotamente usando um telefone celular. Prasad contou com o auxílio de Alex Halderman, professor da Universidade de Michigan com experiência em urnas eletrônicas e de Rop Gonggrijp, um ativista que foi responsável por urnas eletrônicas serem banidas nos Países Baixos. [As urnas eletrônicas tipo às brasileiras, ou seja, sem a impressão do voto, são inconstitucionais na Holanda, na Alemanha e em vários estados norte-americanos.]

Os pesquisadores alegam que sistemas de armazenamento eletrônico direto, sem um papel para verificação do eleitor e para viabilizar uma recontagem dos votos (são vulneráveis). Essa é a solução proposta pelos especialistas - o voto impresso -, cuja pesquisa incluiu diversas medidas de proteção possíveis que são “ineficazes”.

No Brasil, o TSE também não cede urnas para testes independentes. O máximo que se fez até agora foi permitir que especialistas analisassem o equipamento por apenas quatro dias. Já a impressão do voto será obrigatória no Brasil a partir das eleições de 2014. [Vitória da democracia: a partir de 2014 TODAS as urnas eletrônicas brasileiras serão obrigadas, por força de lei, a IMPRIMIR um comprovante de votação.]

Os pesquisadores citados pelo Altieres Rohr possuem um site de divulgação do estudo científico independente sobre o segurança das urnas eletrônicas (EVMs) utilizada na Índia. Quem se interessar poderá acessar o http://indiaevm.org/.

É deste site que retiramos o filme abaixo. Infelizmente ele está em inglês e ainda não conseguimos tradutor disposto a se engajar neste trabalho. Para o momento deixamos o sugestivo título: India´s Eletronic Voting Machines are vulnerable to fraud, em português – Máquinas de Votação Eletrônica da Índia são vulneráveis à fraudes.





Se você se interessou pelo assunto e deseja saber mais detalhes sobre as urnas eletrônicas utilizadas na Índia, país com mais de 600 milhões de eleitores, sugerimos que leia também os seguintes textos:

Entenda as Urnas Eletrônicas Indianas

Urnas Eletrônicas da Índia

1. Unidade de Controle: possui botão para liberar o voto de cada eleitor que entra na cabine de votação. Existe também o botão “fechar”, que pressionado, impede qualquer possibilidade de alguém votar.

2. Equivalente à uma unidade de votação: é o local com os nomes dos candidatos.

3. No momento da votação, o eleitor aperta o botão ao lado do nome do candidato. Na hora da contagem, é ele que informa quantos votos cada candidato teve.

Por fim, deixamos para reflexão a frase de conclusão dos pesquisadores:

“Estes ataques não são nem complicados nem difíceis de executar, mas seria difícil de detectar ou defender. A melhor maneira de preveni-los é a contagem de votos usando cédulas de papel que os eleitores possam ver.”

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