Documentário: Vida e Dívida

sábado, 23 de outubro de 2010

Documentário atualíssimo para compreendermos o valor que é hoje nao estarmos mais submissos aos ditames da Banca Internacional tal como no passado.

Entenda como funciona a Nova Velha Ordem Mundial.

Através desse documentário podemos compreender como países soberanos tornam-se escravos de políticas impostas por banqueiros internacionais através do FMI. As políticas do FMI seguem sempre a mesma cartilha em todas as partes do mundo, que é o receituário básico do neoliberalismo e do Consenso de Washington:

- privatização

- corte dos gastos públicos (educação, saúde, habitação, saneamento, etc)

- prioridade para o pagamento dos juros da dívida em prejuízo das polítcas sociais.

- desvalorização da moeda corrente, via câmbio flutuante (correção feita pelo Eduardo, ver comentários), mas que acaba por redundar em perda do valor da moeda local.

- superávits primários

- abertura para o mercado exterior: globalização

Esses princípios do FMI são os fundamentos para a escravidão de países inteiros, de povos inteiros, que tangidos pela miséria, recessão e desemprego tem o seu espírito soberano e independência atingidos em todos os seus níveis.

Nossa dívida externa cresceu gigantescamente durante a ditadura militar para patrocinar o milagre econômico, e quando houve a crise do petróleo de 79 e o aumento das taxas de juros intrnacionais tivemos que ir ao FMI em 1982, sob o governo militar do General Figueiredo. Um país inteiro de joelhos diante dos banqueiros internacionais.

Durante o governo FHC fomos três vezes ao FMI. Temos nesse documentário uma lição do que significa um governo submisso aos interesses da Banca Internacional.

No documentário a situação da Jamaica é que está em foco.

Download: Megaupload + Legendas pt-po (sem revisão) postada no opensubtitles

Fonte: Doc Verdade

11 comentários:

Eduardo disse...

Sou fã deste blog, gosto dos seus texto e os do Nuvem tambem. O blog sempre falou da NOM, mas percebi que recentemente adquiriu um viés político (com p minúsculo) que acho desnecessário.
Não é defender o comodismo, a apatia, a omissão ou a covardia. É só que algumas das fontes nas quais você está se baseando são tendenciosas, por assim dizer.
Como economista posso garantir que tem algumas incongruências nesse texto e em outros que foram colocados. O FMI e o Banco Mundial não apregoam a desvalorização cambial, mas o câmbio flutuante. Se ele vai apreciar ou desapreciar é conseqüencia do mercado e principalmente da política econômica do governo. A taxa de câmbio é determinada pelo balanço de pagamentos e pela conjuntura interna e externa, ela não é ditada pelo FMI. Aliás, o problema do Brasil hoje é o oposto: o real está valorizado e isso está ameaçando a nossa economia.
Se o governo Lula está com 82% de aprovação e o Brasil está prosperando é porque o PT quando assumiu o poder optou por dar continuidade ao modelo macroeconômico adotado pelos governos anteriores e se revelou até mais ortodoxo - para espanto de muitos. O próprio Serra andou falando que é contra o regime de metas e se eleito vai baixar a taxa de juros e permitir maior inflação, e isso deixou de cabelo em pé os grandes banqueiros internacionais, o FMI, e os editores de revistas especializadas como a The Economist. As coisas não são tão branco e preto assim, percebe meu ponto de vista?
Outra coisa que não concordo: falar que a crise de 2008/9 foi maior que a de 1929... isso não confere. A Conceição Tavares é uma das maiores economistas do Brasil, é uma autoridade, mas quando ela falou que a crise recente foi maior, ela estava falando em termos absolutos e não relativos. Em outras palavras, a Crise de 2008/9 só é "maior" se olharmos a cifras, mas isso só acontece porque existe uma diferença de 80 anos.. e estamos em 2010 e o que vemos? o mundo se recupera.
A Crise de 1929 foi um verdadeiro hecatombe, houve ondas de suicídio, desemprego histórico, depressão econômica severa. Os Estados Unidos demoraram uma década inteira para se recuperar... perto de crise de 29, essa que tivemos não foi nada.
Enfim, gosto do blog e sei que o dono posta o que bem entender e lê apenas quem quer - e eu sempre quero e volto - mas será que essa inflexão é mesmo o que você quer?

Em tempo: NÃO sou eleitor do Serra

E pra terminar, uma das muitas coisas que aprendi aqui: sinto muito, me perdoa, te amo, SOU GRATO!

Fernando Augusto disse...

Eduardo,

com relação ao câmbio flutuante a conseqüência imediata dessa adoção aqui e na Jamaica pode ser facilmente constatada: desvalorização da moeda local. Inclusive isso é demonstrado no documentário (caso Jamaica).

O mercado não pode determinar nada por que é uma ficção, o que há são corporações empresariais e financeiras que sabem bem determinar o que querem e isso fica mascarado por essa ficção chamada mercado (livre).

Todo mundo sabe como é o mercado ao sabor do FMI e seus representantes, uma ditadura. Vale a pena tecer comentários em cima de situações concretas tais como deste documentário.

Hoje o Brasil não está mais sob o jugo do FMI.

A ortodoxia econômica do PT foi fruto da desconfiança do "mercado", lembrando que o governo Lula assumiu o governo sob efeito da incerteza de um governo tido como de esquerda e contrário aos interesses da Banca Internacional.

Pois é, o Serra fala que é contra o regime de metas, mas é só isso, uma fala.

Concordo que nada é tão preto no branco.

A crise recente a meu ver é ainda um processo em andamento, é cedo para dizer que está tudo bem, haja vista o dólar que não para de cair.

Acho perigoso falar em fontes tendenciosas quando se cita The Economist, especialmente por ser a economia uma ciência social, com diversas teorias e escolas.

Obrigado pela opinião! Escreva mais, por favor.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato!

F.A.

Eduardo disse...

Respeito a sua opinião, mas continuo discordando em alguns pontos.
É bom lembrar que o FMI não obriga ninguém a tomar empréstimos e ficar sob o seu jugo. E é natural que imponham condições para conceder o empréstimo. Todo credor acompanha e monitora quem lhe deve, isto é legítimo.
Talvez antes de demonizar o FMI fosse uma boa idéa perguntar por que o Brasil precisou recorrer ao FMI mais de uma vez e outros países - alguns dos quais já estiveram em situações bem piores que a do Brasil - não precisaram?
O FMI não chega com uma arma na cabeça do presidente e diz: tome esse empréstimo agora ou eu atiro.
Somente os países que foram historicamente irresponsáveis precisaram pedir socorro. Os empréstimos do FMI são uma medida extrema, uma colete salva-vidas para quem se atirou no mar por conta própria.
O nosso país desde que nasceu esbanja dinheiro público com CORRUPÇÃO (isso que vemos é só a ponta do iceberg) e com ineficiência. O mais grave: deixou a situação se agravar com o passar das décadas, gerando efeito um cumulativo (efeito bola de neve).
Se isso tem a ver com nossa herança colonial patrimonialista? claro que tem... mas também já se passaram alguns séculos e não dá pra ficar culpando as mazelas de nossa colonização para sempre.
Olha o caso de outros países. A Coréia do Sul, por exemplo. Olha o Japão: há 60 anos era um amontoado de escombros e conseguiu se reerguer com base em trabalho, prudência e eficiência. Veha o caso do Chile, da Colômbia, da Costa Rica...
O FMI não é santo, ele definitivamente é um instrumento de dominação política e é controlado pelos EUA, isto é fato. Contudo, só se lança nas teias da aranha quem é trouxa o suficiente e infelizmente o nosso país foi.
Então, o que eu estou querendo dizer é: apesar de haver alguns predadores lá fora - os maiores problemas do Brasil definitivamente estão DENTRO do Brasil.
Com os recursos que temos, se esse país fosse bem administrado, seria mais rico do que os EUA.
Essa tendência nossa em jogar a culpa sempre no outro, em vez de ajudar na superação dos nossos problemas, atrapalha.
Eu sou da opinião que o Brasil tem que olhar pra dentro e resolver seus problemas internos, que são IMENSOS. Temos uma tonelada de sujeira debaixo do nosso tapete. O dia em que colocarmos a casa em ordem, não vai ter força externa que nos ameace.

Sinto muito, me perdoa, te amo, SOU GRATO!

Fernando Augusto disse...

Fala, Eduardo!

Partilho da sua opinião final e foi por isso que assumi uma posição pública pela candidatura da Dilma, não por que sou petista, e sim por que vi o futuro pelo passado (governo FHC) e pelo presente desta campanha, onde o sinal de alerta para mim surgiu com o baixo nível da campanha de Serrojas, que começou com o envolvimento da esposa acusando Dilma de matar criancinhas até o episódio do "ovni" de Campo Grande, passando por acusações de aborto, terrorismo, assalto à Banco, denegrindo a imagem de quem participou da luta contra a ditadura militar ao ter feito a opção legítima pela luta armada, já que houve uma tomada violenta do poder.

A ameaça representa por Serrojas com relação a privatização e a necessidade de democratização da mídia me fazem assumir a política, nesse momento, como ela é, e não como deveria ou poderia ser.

Vivemos num mundo de homens.

"Há um mundo de felicidade onde não há diferença entre as coisas, porque não há ninguém lá para perguntar sobre a diferença. Mas esse não é o mundo dos homens. Alguns homens têm a vaidade de acreditar que vivem em dois mundos, mas isso é apenas a sua vaidade. Só existe um único mundo para nós. Somos homens, e temos de seguir o mundo dos homens satisfeitos" - Roda do Tempo.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato!

F.A.

Eduardo disse...

Eu achei legal que vc assumiu uma posição. Eu votei 45 no primeiro turno porque estava preocupado com o aparelhamento do Estado por parte do PT, o abuso da maquina pública para fins eleitorais, as intervenções excessivas de Lula, pra mencionar só alguns problemas.
As propostas do Serra para a economia estavam melhores e ponderei que depois de 8 anos de PT no poder, uma mudança de ares seria bem-vinda. A nossa democracia ainda é incipiente.

Depois do primeiro turno me parece que o Serra passou a ser movido por desespero... uma atuação até meio esquisofrênica. Ora queria passar por continuador do Lula, tentando colar sua imagem na do presidente. Depois resolveu contrariar suas próprias convicções e a do seu partido ao defender queda da taxa de juros e relaxamento das metas de inflação (como vc colocou, isso é difícil de acreditar).

Mas o que para mim marcou a "virada" foi quando ele resolveu leiloar a já frágil a laicidade do Estado brasileiro para poder angariar votos dos fundamentalistas religiosos, notadamente os neopentecostais.

Qual foi o resultado disso? O PT se viu obrigado a retirar o programa nacional de direitos humanos e em 2011 nós teremos um país um pouquinho menos parecido com Canadá, Portugal, Argentina e Espanha e um pouquinho mais próximo de Uganda, Irã, Paquistão e Rússia.

A opção de Serra em se aliar com o fundamentalismo religioso (este sim, representa uma ameaça ao nosso país desde a base, se multiplicando de forma virótica) me embrulhou o estômago. A estratégia desesperada pode ter sido um tiro no pé na medida em que muitos militantes dos direitos humanos, feministas, homossexuais (somos muitos), ateus e cidadãos favoráveis a um Estado laico passaram a enxergar no Serra essa figura opressiva que agora transparece.
Dia 31 meu voto é 13.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato

Fernando Augusto disse...

Bom dia, Eduardo.

Muita lúcida a sua análise e a explicação de sua tomada de posição. Minha oção no 1º turno era o voto nulo, mudei quando vi a campanha do Serra adquirir esse caráter que você relata acima.

Gostei tanto do seu comentário que estou disposto a divulgá-lo, mantendo o anonimato, com o seguinte título:

No 1º turno votei em Serra e no 2º turno votarei em Dilma, entenda por quê.

Naturalmente se você autorizar.

A esquizofrênia do Serrojas é praticamente um eufemismo de sua parte considerando que quando prefeito de São Paulo ele prometeu cumprir os 4 anos de mandato, assumiu esse compromisso publicamente num debate do SBT em set/1994 e assinou um documento também dizendo que se saísse candidato ao governo de Sampa era para não votar nele. Adivinha o que ele fez? Saiu candidato o governo de Sampa dois anos depois.

Essa mesma esquizofrenia metafórica manifestou-se no caso Paulo Preto quando ele diz no dia 11/10 não conhecer o cara e no dia 12/10 desmente a si mesmo.

E essa esquizofrenia tornou-se paranóide com o evento da bolinha que é uma vergonha total para Serrojas, lembrando o caso do Lacerda que deu um tiro no próprio pé. Serra fez o mesmo de outra forma e ai gente boa como você tem que rever a posição inicial.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato!

F.A.

Eduardo disse...

Manda ver. Acho que faltou citar os adeptos de religiões não cristãs (candomblé, etc) e os agnósticos na lista dos descontentes.

Fernando Augusto disse...

Saravà, Eduardo!

Esta é a minha turma: Umbandistas, Candomblecistas e Xamãs.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato!

F.A.

Fernando Augusto disse...

Interessante ver Delfim Neto escrevendo um texto comparando o New Deal de Roosevelt com o PAC e o Bolsa Família de Lula.

http://www.cartacapital.com.br/politica/similitudes

Rogério Floripa (Pra não homenagear Floriano) disse...

Download do Documentário - Vida e Dívida - http://twixar.com/fTlhaPFlIq

brunabora disse...

Baixar o Documentário - Vida e Dívida - [Life + Debt] - http://goo.gl/fbPcx