Sobre o período político-eleitoral

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não entendo por que as pessoas fazem campanha contra o candidato A, B ou C, não seria mais lógico fazer campanha a favor do seu candidato, já que ele é supostamente melhor? Assim evitaríamos o festival de baixarias que contamina a atmosfera mental, intelectual, através da escrita e da fala. As pessoas deixam de pensar e se tornam reativas, agressivas, brigonas, invasivas. Como donos da verdade levantam suas bandeiras e invadem caixas de email, orkut, facebook, a tv, o rádio e até o nosso telefone para falar e escrever o que só a eles interessa...

Incrível! Fascinante! Ver como as pessoas adotam um comportamento de massa ao sabor do conflito político assumindo um discurso e uma postura altamente mecânica, conduzida pelo sentimento de oposição e conflito, que beira à raiva, ao ódio, ao preconceito, à mentira.

O ego expressa então sua natureza invasiva, pois no fundo se trata de si mesmo, de projetar a sua suposta verdade ou opinião. Há aqui um claro conteúdo emocional que tem muito de fanatismo e imposição de sua própria "verdade", revelando uma insegurança profunda, que assume um caráter contra-fóbico, aquele atitude onde se ataca para prevenir um suposto ataque, uma atitude que vai do medo até a esquizofrenia paranóide. O argumento perde então todo o conteúdo intelectual e expressa as emoções mais negativas do ser humano.

O período político-eleitoral acaba por ser assim mais carregado, negativo e contaminante do que o chamado carnaval.

Carnaval pelo menos tem sacanagem, e é da boa ;-)

Se cuidem direitinho que isso pelo visto é contagioso...

A cena política revela a verdadeira doença social. Política hoje é uma questão de saúde pública nos níveis mentais e emocionais, mas o paradigma materialista não permite uma compreensão clara desse ponto. É necessário que as pessoas que compreendem esse ponto orem, meditem, rezem, atraindo um campo de cura nessa esfera do poder institucional.

Se os candidatos que aí estão não nos agradam isso nos deve fazer refletir sobre a nossa inserção como pessoas no cenário social. Se queremos que o mundo mude precisamos mudar a nós mesmos, já que somos parte de um todo e criamos a nossa realidade.

Não é a eleição do candidato A ou B que muda um país, mas a qualidade da inserção social e política de cada um, especialmente na relação com o outro.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato!

F.A.

3 comentários:

Rosane disse...

Boa noite Fernando.
Gostei do comentário sobre eleição e da foto
também.
Sou grata.
Rosane Peon

gisele disse...

Reitero suas palavras. Não vale a pena refutarmos aqueles que têm prazer em humilhar canditados da oposição, em regra, sem sequer conhecê-los de fato... apesar de que, às vezes, faz bem desabafar nossa "decepção" momentânea com determinados resultados eleitorais. Mas, no final fica tudo bem, a vida segue :))
abraços!

Fernando Augusto disse...

Oi, Rosane e Gisele!

Não parece as vezes que as pessoas estão numa guerra onde vale-tudo?

E se tudo vale onde está o verdadeiro valor?

Creio eu que está em não se envolver no próprio vale-tudo, descobrindo um caminho que não seja cínico, interesseiro ou alienado.

Me parece que esse caminho passa por mantermos a nossa própria paz, assumindo as nossas próprias responsabilidades.

O que me parece extremamente desgastante é o esforço de querer convencer a todo custo o outro de certas pretensas "verdades". Essa é uma excelente maneira de perder a qualidade de vida. Aliás já notaram como os políticos em geral rapidamente se tornam decrépitos?

Sinto muito, me perdoa, eu te amo, sou grato!

F.A.