Documentário: racismo, eugenia e darwinismo social

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

As manifestações xenofóbicas de simpatizantes do candidato derrotado Serra contra nordestinos (ver caso Mayara Petruso) e as atitudes convenientemente homofóbicas do próprio derrotado tem sua raiz numa simples e terrível palavra: racismo. Isso por si só revela a sombra escondida por trás de um discurso aparentemente democrático. Vem então bem a calhar este documentário excelente da BBC4 para refletirmos nos perigos do preconceito, do separativismo e da discriminação racial.

Este documentário - Imperialismo, Racismo e Extermínio - demonstra com clareza a história do racismo mostrando os genocídios cometidos pelo império inglês já no século 19, o movimento eugenista nos EUA e como tal movimento, via Fundação Ford, influenciou o movimento nazista na Alemanha, revelando um triângulo fatal entre as três potências feito sob influência de uma ideologia hierarquicamente estabelecida na superioridade da raça branca. Darwinismo social, eugenia e superioridade racial formam a concepção da própria nova ordem mundial, que nada tem de nova, a não ser pelo discurso aparente para justificar práticas antigas, é o neo-nazismo encoberto pelas chamadas práticas do livre-mercado.

As manifestações xenofóbicas de simpatizantes de Serra não são casos isolados, revelam a escuridão, a negatividade oculta por trás de um verniz de aparente tolerância, verniz gasto pela derrota nas urnas e que manifestou sua cara horripilante na frustração da derrota. Nessas eleições uma batalha foi vencida contra a NOM, mas a luta não terminou. A candidatura serrista foi a incubadora de um mal que muitos julgam inexistente no Brasil. Eu mesmo pude constatar como por trás do movimento anti-NOM existem neo-nazistas camuflados, se apropriando do discurso para desenvolver seus objetivos e manterem-se "invisíveis".




3 comentários:

Blog do sem banda disse...

"manifestações xenofóbicas de simpatizantes de Serra não são casos isolados..."??

Acompanho teu blog faz um tempo, o qual sempre admirei. Achei muito saudável suas manifestações pró-Dilma, além do pensamento crítico apresentado, mas tome cuidado para isso nao virar "xiismo".

As "manifestações xenofóbicas" que presencio diariamente em simpatizantes da Dilma, nem de longe justificariam uma generalização tão simplista quanto essa.

Abra o olho, existem babacas dos 2 lados.
Eleitores que não pensam como você também merecem respeito.

Um grande abraço.

Fernando Augusto disse...

Quero entender sua manifestação:

Onde houve desrespeito?

As manifestações xenofóbicas foram indicadas através do caso Mayara assim não houve generalização, mas é curioso que você assim tenha entendido, por que será?

Por que teria que tomar cuidado com o "xiismo"? Pode ser mais claro?

O termo babaca dos dois lados significam racistas dos dois lados? Se for isto, pode dar um exemplo tal como fiz? Assim não caímos em generalizações.

No intento,

F.A.

Aldo Luiz disse...

Aloha!
Há, nos embromadores discursos, irresponsabilidade ou intencionalidade traída pelo frustrado bélico subconsciente fratricida e divisionista. Dividir, subverter, separar, jogar "vermelhos" contra "azuis", semear a desunião para confundir apresentando fictícias soluções para melhor manter o (sempre belicoso) controle e governo. Essa tem sido historicamente a milenar e certeira estratégia escravista, onde, as "forças terríveis" que enfrentam são os povos senzalados que oprimem.

Somos todos iguais, universalmente, queiramos ou não queiramos. Infinitos ressoantes espelhos uns dos outros. Assim facilmente nos doutrinam e programam os ancestrais dominadores, uma minoria aboletada no alto da pirâmide que nos oprime e explora. Mayara Petruso, entre tantos de nós, é uma vítima a mais desse milenar processo escravagista. Um processo de infantilismo (ainda) invisível aos nossos crédulos doutrinados egos "religiosos" e belicistas.

É fácil entulhar de colorido o nada no vazio bem arquitetado.

A belicosa casa grande começa sua prática escravista dentro de sua própria casa ao impedir e reprimir a autonomia de suas mulheres; as futuras angustiadas inseguras mães dos seus renovados (juvenis) exércitos. Que tipo de gente resulta dessa doméstica tremenda doutrinação totalitária e fratricida complementada por sua midiocracia corruptora e carcereira?
Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato.