O portal estelar no golfo de Aden

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quando a realidade parece ficção?

É quando a ficção se torna realidade.

Estranha dialética da percepção. Explico.

Tive esta sensação quando assisti pela TV os aviões do 11 de setembro se chocando contra as torres gêmeas.

Parecia para mim um filme de Hollywood e, intrigado, observei a mim mesmo não nutrir um sentimento real, porque estava turvado pelo filtro da ficção que os diferentes filmes hollywoodianos de catástrofe produziram em minha mente. A realidade parecia ficção.

Perceber isto em mim foi deveras chocante, pois percebi o efeito analgésico, opiáceo da cultura da mídia corporativa sobre minha mente. Eles, os midiocratas corporativos, de fato usam a programação de TV como uma droga alienante, entorpecedora do real sentir. A velha fórmula do circo.

Assisti faz anos atrás um filme relativamente famoso de ficção científica, chama-se Stargate, produziram até várias séries de TV, fato que agora me intriga pois pode ser que a produção ficcional pode estar sendo usada sutilmente para mascarar e desacreditar eventos reais, pois diante do evento real muitos dirão: isso é coisa de TV! É uma bobagem inventada!

Lembrei-me de uma entrevista do historiador e especialista em símbolos Jordan Maxwell sobre as ligações entre CIA e Hollywood, e como esta é usada para manipular a percepção das pessoas. Na entrevista Jordan explicava de onde vem o termo Hollywood. É Holy wood. Holy é sagrada, wood é madeira. Madeira sagrada, na verdade uma alusão a vara sagrada ou mágica, a baqueta que os magos usam para manipularem e iludirem a percepção das pessoas, do público.

E eis que chega ao meu conhecimento algo sobre um possível portal dimensional no golfo de Aden, próximo ao Iêmen, onde houve este ano grande quantidade de embarcações militares concentradas, das mais diversas procedências. Tal movimentação fez alguns interpretarem isso como uma possibilidade de 3ª guerra mundial, sem se dar conta que ela já começou faz tempo e é contra nós. Por exemplo, em 2001, após o 11/09, os EUA invadiu o Afeganistão. De lá para cá a produção de ópio e heroína aumentou absurdamente e o tráfico da droga invadiu a Europa e os EUA. Hoje se produz 30% a mais de heroína do que o mercado mundial pode absorver, fazendo os preços despencarem e tornando o acesso à heroína muito fácil. Duvida? Veja isto, um documentário chamado Heroína, a droga branca do Afeganistão. O império anglo-americano é o maior traficante histórico do planeta. Mas isto é outro assunto. Segundo a versão oficial tal movimentação de embarcações se dá em função de piratas ou terroristas na região. Outra trampa.

E eis que também acesso aos vídeos do projeto Camelot que entrevistam um jovem chamado Aaron McCollum, que relata uma série de informações sobre o referido portal e sua participação em projetos secretos. Atenção para a 5ª parte onde é feita uma previsão de guerra ainda para este ano no Iêmen. Assistam e descubram se a ficção afeta a realidade e se a realidade afeta a ficção criando a dialética da percepção, que pode servir a ilusão ou a verdade. Depende de você. Precisamos vibrar intensamente pela paz e resolução harmônica do planeta.



O exterior é reflexo do interior

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Nível do Ser

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Para que vivemos? Por que vivemos?...

Inquestionavelmente, o pobre "Animal Intelectual", equivocadamente chamado homem, não só não sabe, como além disso, nem sequer sabe que não sabe...

O pior de tudo é a situação tão difícil e tão estranha em que nos encontramos: ignoramos o segredo de todas as nossas tragédias e, no entanto, estamos convencidos de que sabemos tudo...

Transporte-se um "Mamífero Racional", uma dessas pessoas que na vida se presume influente, ao centro do deserto do Saara; deixe-se-o ali, longe de qualquer oásis, e observe-se de uma nave aérea tudo o que acontece...

Os fatos falarão por si mesmos; o "Humanóide Intelectual", ainda que se presume de forte e se ache muito homem, no fundo resulta espantosamente débil...

O "Animal Racional" é cem por cento tolo; pensa o melhor de si mesmo; acredita que pode desenvolver-se maravilhosamente através do jardim de infância, manuais de etiqueta social, escolas primárias e secundária, bacharelato, universidade, do bom prestígio do papai, etc., etc., etc...

Infelizmente, por trás de tantas letras e bons modos, títulos e dinheiro, bem sabemos que qualquer dor de estômago nos entristece, e que no fundo continuamos sendo infelizes e miseráveis...

Basta ler a História Universal para saber que somos os mesmos bárbaros de outrora, e que, em vez de melhorar, nos tornamos piores...

Este século XX, com todos os seus espetáculos de guerras, prostituição, sodomia em escala mundial, degeneração sexual, drogas, álcool, crueldade exorbitante, perversidade extrema, monstruosidade, etc., etc., etc., é o espelho no qual devemos nos olhar. Não existe, pois, razão suficiente para jactar-nos de haver chegado a uma etapa superior de desenvolvimento...

Pensar que o tempo significa progresso é absurdo; desgraçadamente, os "ignorantes ilustrados" continuam engarrafados no "Dogma da Evolução"...

Em todas as páginas negras da "Negra História", encontramos sempre as mesmas horrorosas crueldades, ambições, guerras, etc...

Contudo, nossos contemporâneos "Super-Civilizados" estão convencidos de que isso de guerra é algo secundário, um acidente passageiro que nada tem a ver com sua cacarejada "Civilização Moderna".

Certamente o que importa é a maneira de ser de cada pessoa; alguns sujeitos serão bêbados, outros abstêmios, aqueles honrados e estes sem-vergonha; de tudo há na vida...

A massa é a soma dos indivíduos; o que é o indivíduo é a massa, é o governo, etc...

A massa é pois a extensão do indivíduo; não é possível a transformação das massas, dos povos, se o indivíduo, se cada pessoa, não se transforma...

Ninguém pode negar que existem distintos níveis sociais; há gentes de igreja e de prostíbulo, de comércio e de campo, etc., etc., etc.

Assim, existem também diferentes Níveis de Ser. O que internamente somos, esplêndidos ou mesquinhos, generosos ou tacanhos, violentos ou tranquilos, castos ou luxuriosos, atrai as diversas circunstâncias da vida...

Um luxurioso atrairá sempre cenas, dramas e até tragédias de lascívia, nas quais se envolverá...

Um bêbado atrairá outros bêbados, e se verá sempre em bares e cantinas, isso é óbvio.

O que atrairá o usurário? O egoísta? Quantos problemas? Prisões? Desgraças?

Entretanto, as pessoas amarguradas, cansadas de sofrer, têm ganas de mudar, passar a página de sua história...

Pobres pessoas! Querem mudar e não sabem como: não conhecem o procedimento; encontram-se em um beco sem saída...

O que lhes aconteceu ontem lhes acontece hoje e lhes acontecerá amanhã; repetem sempre os mesmos erros e não aprendem as lições da vida, nem a pauladas.

Todas as coisas se repetem em sua própria vida; dizem as mesmas coisas, fazem as mesmas coisas, lamentam as mesmas coisas...

Esta repetição aborrecedora de dramas, comédias e tragédias continuará enquanto carreguemos em nosso interior os elementos indesejáveis da Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça, Gula, etc., etc., etc...

Qual é nosso nível moral? Ou, melhor diríamos: qual é nosso Nível de Ser?

Enquanto o Nível de Ser não mudar radicalmente, continuará a repetição de todas as nossas misérias, cenas, desgraças e infortúnios...

Todas as coisas, todas as circunstâncias que acontecem fora de nós, no cenário deste mundo, são exclusivamente o reflexo do que interiormente levamos.

Com justa razão podemos afirmar solenemente que o "exterior é o reflexo do interior".

Quando alguém muda interiormente e tal mudança é radical, o exterior, as circunstâncias, a vida, transformam-se também.

Estive observando recentemente (1974) um grupo de pessoas que invadiu um terreno alheio. Aqui no México, tais pessoas recebem o curioso qualificativo de "paraquedistas".

São vizinhos da colônia campestre de Churubusco, estão muito perto de minha casa, motivo pelo qual pude estudá-los de perto...

Ser pobre jamais será um delito, mas o grave não está nisso, mas em seu Nível de Ser...

Diariamente lutam entre si, embebedam-se, insultam-se mutuamente, convertem-se em assassinos de seus próprios companheiros de infortúnio; vivem certamente em imundos casebres, dentro dos quais em vez do amor reina o ódio...

Muitas vezes pensei que, se qualquer indivíduo desses eliminasse de seu interior o ódio, a ira, a luxúria, a embriaguês, a maledicência, a crueldade, o egoísmo, a calúnia, a inveja, o amor próprio, o orgulho, etc., etc., etc., agradaria a outras pessoas e se associaria, por uma simples Lei de Afinidades Psicológicas, com pessoas mais refinadas, mais espiritualizadas; essas novas relações seriam definitivas para uma mudança econômica e social...

Seria esse o sistema que permitiria a tal indivíduo abandonar o "chiqueiro", a "cloaca" imunda...

Assim, pois, se realmente queremos uma mudança radical, o que devemos compreender primeiro é que cada um de nós (seja branco ou negro, amarelo ou vermelho, ignorante ou culto, etc.) está em tal ou qual "Nível do Ser".

Qual é o nosso Nível de Ser? Haveis refletido alguma vez sobre isso? Não seria possível passar a outro nível, se ignoramos o estado em que nos encontramos.

Samael Aun Weor


Parar, Acalmar-se, Descansar e Curar-se

Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Aonde você está indo?" e o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!" Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

Precisamos aprender a arte de fazer cessar — parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda — para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.

Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito (vashana) acaba vencendo e nos levando de roldão.

Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. "Alô força do hábito, sei que você está aí!" Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.

Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto.

Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando. Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação — shamatha — é fazer parar.

A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fôssemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buddha ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:

1. Reconhecimento: se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".

2. Aceitação: quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em

3. Acolher: abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.

4. Olhar em profundidade: quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.

5. Insight: o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.

Depois de nos acalmarmos, a terceira função da shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada — repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.

O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar. A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buddha disse: "Meu Dharma é a prática do não-fazer."1 Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.

Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

Thich Nhat Hanh

T.A.P.

domingo, 28 de novembro de 2010

Quando eu trabalhei em locadora de vídeo constatei que os filmes que mais alugavam, e ainda deve ser assim, eram filmes de terror, ação e pornografia, exatamente nesta ordem, então entendo bem por que a mídia faz o mesmo, tal como agora com a questão da violência no Rio, veiculando o terror e a ação, com uma pornografia no conteúdo jornalístico carregado (porno significa prego grosso, pesado, como aquele visto nos portos, nos ancoradouros e que, figuradamente, se expressa na mão pesada do jornalista da mídia convencional), sem quase nunca se preocupar em encontrar as reais soluções: afinal as fortes cenas dão lucro, audiência e "distraem" o público com "fortes" emoções, instituindo a cultura do medo e suas consequências políticas, sociais e psicológicas. Como num filme pornô onde há muita ação mas nenhuma profundidade existencial, variações superficiais sobre um mesmo tema, vemos a mídia desfilar as cenas da violência no Rio, cenas que já ocorreram em Sampa faz 4 anos.

Uma pergunta:

Até que ponto esta situação não reflete o estado interno de violência e tensão de cada um de nós?

Aproveitar esse situação de crise para pensar a questão da segurança pública de uma forma mais abrangente, formulando um projeto de curto, médio e longo prazo que implique em políticas não apenas de segurança, mas também de saúde, educação, cultura, emprego, reforma agrária e urbana, reforma política não é o mais importante? A questão é mais ampla. Apenas combater o tráfico na ponta não é suficiente, é preciso ir na raiz do problema: a corrupção institucional. Quando se fala em crime organizado temos que ver que crime organizado não é apenas um grupo de homens semi-nus atravessando de um morro para outro, são grupos de homens engravatados atravessando de um governo para outro e mantendo intactas suas redes de tráfico de influência, são grupos encastelados nos três poderes da República e não apenas homens encastelados no alto do morros.

Sinto muito, me perdoa, eu te amo, sou grato!

Fernando Augusto

Compromisso com a paz

DESPERTANDO A PAZ GLOBAL

Nithyananda Youth Foundation & Wisdom Tree

Juramento para a Paz Global

Nithyananda Youth Foundation (NYFa ala jovem, e Wisdom Tree (WT), a ala dos estudantes de Nithyananda Dhyanapeetam, são movimentos mundiais da juventude para o crescimento interno iluminado, transformação social saudável e geração de riqueza significativa por todo o mundo.

Os membros voluntários da NYF e WT estão engajados em uma missão internacional para mobilizar ONE CRORE (1,000,000) assinaturas – estudantes e membros jovens – para o Juramento para a Paz Global que visa à transformação pessoal.

Os cinco juramentos seguintes de transformação pessoal constituem a ação para a paz global. Entenda-os e os adote para iniciar a mudança que deseja ver em seu torno.

Juramentos para a Paz Global

1. Eu estou aumentando a saúde da terra preservando minha saúde. Eu declaro que me manterei totalmente afastado de qualquer tipo de vício e abuso. Saúde é riqueza. A saúde de cada um de nós aumenta a saúde da terra. Nosso corpo não é somente um monte de peças agrupadas, é um sistema integrado, funcionando harmoniosamente com sua inteligência inata. Você sabia que se tivéssemos que converter pão em sangue, algo que nosso corpo faz tão harmoniosamente por si mesmo, precisaríamos de uma indústria com 48Km de extensão? Se tivéssemos que substituir o cérebro humano, um processador tão pequeno, mas tão potente, por um moderno computador, ele teria o tamanho de uma sala e o barulho que faria seria o mesmo produzido por uma fábrica! Quando temos esta consciência, como podemos ser presas de vício ou abuso? Como podemos conscientemente bombear fumo ou álcool para o interior de nosso sistema? Seremos naturalmente incapazes de desrespeitar conscientemente este maravilhoso corpo-mente, um presente puro do Divino. É responsabilidade individual de cada um de nós contribuir positivamente para nossa própria saúde e desenvolvimento. Isto resultará diretamente em saúde e crescimento do planeta Terra. Logo, eu juro: Eu estou aumentando a saúde da terra preservando minha saúde. Eu declaro que me manterei totalmente afastado de qualquer tipo de vício e abuso.

2. Eu estou aumentando a paz global ao cultivar a paz em meu interior. Eu declaro que dedicarei pelo menos 21 minutos diariamente à meditação da yoga para alcançar isto. Uma série interessante de experimentos foi conduzida em Washington, EUA: Pediu-se a um grupo de pessoas que meditasse coletivamente. A taxa criminal da cidade foi rastreada antes, durante e após a meditação. Surpreendentemente, durante o tempo em que as pessoas estavam meditando, viu-se que a taxa criminal caiu. Esta série de experimentos, e muitas outras relacionadas, feitas em universidades e também em várias cidades no mundo estabelece claramente o efeito positivo da meditação como não sendo uma simples coincidência. Não estamos conectados uns aos outros apenas socialmente. A grande Verdade é que somos todos parte do Todo, uma consciência coletiva.

Não somos ilhas individuais. Nossos pensamentos, emoções e sentimentos, afetam não somente a nós, mas também ao resto do mundo. Esta simples realização de uma grande Verdade, nos mostra diretamente que cada um de nós é uma única e insubstituível parte da grande sinfonia do universo, da Existência. A meditação nos faz fluir em harmonia com a Existência e experimentar uma profunda paz e alegria em nosso interior. Quando cada um de nós sente e irradia paz, a paz global acontece de modo natural e belo. Para obter realização da paz interna e do silêncio no âmago de nosso ser, precisamos olhar para nós mesmos. Temos encontros com tantas pessoas todos os dias, seja com o chefe no trabalho ou com a mulher em casa. Mas nos encontramos com nós mesmos? A meditação é uma auto-conscientização que nos mostra quem realmente somos. Então ficamos conscientes e experimentamos nossa verdadeira natureza de êxtase. Eis alguns benefícios da meditação:

• Saúde – A meditação resulta em saúde holística. Ela proporciona boa saúde nos níveis físico, mental e emocional. Os benefícios à saúde específicos relatados por pessoas que meditam são o equilíbrio dos ritmos corpo-mente, redução da tensão muscular e fortalecimento dos ossos.

a. Secreção de Substâncias Químicas Corporais Saudáveis:

i. Os anti-depressivos naturais do corpo são aumentados. Isto tem ajudado a controlar a depressão em algumas pessoas.

ii. As endorfinas, as “substâncias químicas felizes” do corpo são secretadas durante a meditação.

b. Imunidade contra Doença – A meditação age como um remédio, fortalecendo todo o sistema e fazendo com que permaneça saudável e forte.

c. Limpeza – As toxinas e resíduos corporais são eliminados mais rapidamente. Tem-se observado uma melhoria na qualidade do sono.

d. Energia – Aumenta nossa capacidade de trabalho e trabalhamos melhor.

e. Aumento da Longevidade – As células do corpo são continuamente substituídas. Algumas morrem, enquanto outras estão nascendo. A meditação pode aumentar a longevidade das células.

Relacionamento – A meditação o coloca em sintonia consigo mesmo e com os outros. O resultado direto são relacionamento interpessoais mais profundos e significativos com a família, amigos e com qualquer pessoa que encontre em sua vida diária.

Inteligência - Para trabalhar de modo eficiente, a pessoa precisa de inteligência. A meditação aciona sua inteligência inata, que o torna mais consciente e sagaz. Um resultado natural é um desempenho melhor, mais eficiente e, aparentemente, sem esforço, em qualquer coisa que faça.

Criatividade – Cada um de nós guarda em seu interior um tesouro não descoberto de talentos e potencial. A meditação revela e o ajuda a realizar seus talentos internos e criatividade latente.

Autenticidade a meditação permite que você entre em contato com seu verdadeiro eu e faz com que obtenha realização de sua particularidade. A auto-confiança se torna então um sub-produto.

Equilíbrio – A maioria de nós vive a vida como numa volta de montanha-russa, alternando emoções como preocupação, ciúme, descontentamento, medo, raiva, culpa, etc, sobre as quais não temos controle. A meditação o capacita a ficar centrado em si mesmo, obter um sólido equilíbrio interno e ser, consequentemente, o mestre de seu próprio ser.

Relaxamento, paz, êxtase - Um sub-produto natural da meditação, então, é algo que passamos quase uma vida inteira para possivelmente obter: relaxamento interno e paz. Com a meditação você automaticamente abandona o ciclo vicioso de medo, cobiça e estresse e entra no ciclo virtuoso de êxtase e paz.

Crescimento Espiritual Holístico – Para medir o intelecto temos o QI, ou Quociente de Inteligência, que é medido por muitos testes padronizados. Ultimamente, outra medição tem ganho importância, especialmente no mundo corporativo, que é o QE, Quociente Emocional. Entretanto, o fator mais importante de nossas vidas, satisfação interna e completude, é o que importa no fim das contas. A meditação intensifica este importante fator da vida, QE (SQ, na sigla em inglês) ou Quociente Espiritual, além de intensificar QI e QE (Quociente Emocional).

Vida – No momento, nossa estrutura mental é rígida e reflete nossa personalidade. Devido à esta auto-imagem que carregamos em nossas mentes, nos deparamos com muitos problemas na vida e não somos capazes de apreciar a vida completamente. A meditação simplesmente reprograma o software da mente, de modo que possamos viver a vida de modo completo.

Potencial Máximo – Você é na verdade como um avião que pode voar, mas no momento pensa que é uma carroça, pois não percebeu seu potencial de voar. A meditação simplesmente o faz realizar quem você é e as enormes capacitações inatas, das quais está completamente inconsciente.

Logo, eu juro: Eu estou aumentando a paz global ao cultivar a paz interior. Eu declaro que dedicarei pelo menos 21 minutos à meditação da yoga para alcançar isto.

3. Eu estou aumentando a pureza da sociedade e da cultura ao elevar minha inteligência e disciplina. Eu declaro que irei me manter distante de qualquer tipo de atividade socialmente ilegal e sexo ilegal inadequado. A consciência é um fraco substituto da conscientização. Qualquer coisa feita a partir de uma sensação de moralidade é somente superficial. Quando não realizamos o espírito das leis de trânsito, por natureza, somos tentados a burlá-las, se a oportunidade surgir. Quando vemos a luz vermelha num sinal de trânsito se não houver policiamento por perto, somos tentados a burlar a lei e avançar a despeito da luz vermelha. Ao fazermos algo com compreensão, iremos naturalmente segui-lo com o coração. Não é mais uma regra que será quebrada. Hoje em dia, o HIV é uma ameaça global, consumindo milhões de vidas. Mais de 25 milhões de pessoas morreram de AIDS desde 1981. Jovens entre 15 e 24 anos respondem por metade de todas as novas infecções no mundo; em torno de 6000 são infetados com HIV todos os dias. Qual é a raiz deste problemas que surgem de sexo inadequado? É um desrespeito subjacente pelo parceiro. A pessoa é degradada a um objeto de prazer, a matéria morta. Na verdade, somos seres divinos; somos energia. Nós não somos seres humanos tendo uma experiência divina, Somos seres divinos tendo uma experiência humana. Quando realizamos nossa divindade interna, nos respeitamos. Respeitamos o maravilhoso sistema corpo-mente e o puro presente da vida. O corpo é o templo de Deus. Quando desrespeitamos a maravilhosa energia que somos, começamos a criar problemas e a interferir com a lei natural da vida. Contribuímos então diretamente para a negatividade coletiva do universo. As doenças mortais como o HIV são manifestações físicas desta coletividade negativa. Portanto, é responsabilidade de cada um de nós realizar a visão de um belo planeta Terra, nutrindo e sendo nutrido por nossa consciência coletiva positiva. Se trouxermos conscientização e inteligência, a disciplina ocorre naturalmente. Ao elevar nossa consciência, podemos enriquecer nossa sociedade e cultura.

Logo, eu juro que: Eu estou aumentando a pureza da sociedade e da cultura ao elevar minha inteligência e disciplina. Eu declaro que irei me manter distante de qualquer tipo de atividade socialmente ilegal e de sexo ilegal inadequado.

4. Eu estou aumentando a positividade do meu país, do mundo e do universo ao eliminar a negatividade.

Viver só é possível ao se amar. O silêncio só é possível pela não-violência. O êxtase só é possível pela celebração. Uma vez que entendo o que foi dito, eu declaro que me tornarei mais e mais amoroso, praticarei a não-violência e celebrarei os momentos da vida. Nós todos somos ondas no oceano da Existência, que é Energia inteligente pura. Quando realizamos isto, pudemos simplesmente abandonar nossos medos, desejos, ciúmes, dores e depressões e podemos relaxar nos braços amorosos da Existência. No momento, caso aceitemos isto ou não, cada um de nós está tentando estabelecer nossa identidade individual no universo. Estamos nos separando do Todo e lutando contra a Existência. Por este motivo, não conseguimos fazer nada com completo envolvimento e entusiasmo. Você já experimentou isto em sua própria vida? Você se levanta pela manhã; enquanto escova os dentes, fica pensando no que precisa fazer no escritório. Ao chegar no escritório e começar a trabalhar, você começa a pensar nos seus filhos na escola e imagina onde poderá levá-los nas férias. Finalmente, chegam aquelas tão esperadas férias na praia e lá está você, pensando nos compromissos do escritório. Preocupar-se em casa é trabalho de casa; preocupar-se no escritório é trabalho do escritório; sentar e se preocupar na praia são férias! Nós nos pegamos brigando com nós mesmos. Chega um desejo e logo depois um outro desejo que diretamente contradiz o primeiro também surge. A natureza da mente é um dilema. Nossos pensamentos auto-contraditórios são a raiz de todo o nosso sofrimento. Por meio da yoga e da meditação, podemos intelectual e experimentalmente compreender que todo o sofrimento surge da ignorância da Verdade. A Verdade é que somos êxtase por natureza porque somos parte da Existência que é êxtase. Então, poderemos ver nossos pensamentos auto-contraditórios serrem substituídos por pensamentos de auto-cura.

Quando infundimos estes pensamentos de cura em nosso sistema, repetidamente damos poder a estas palavras e pensamentos positivos. Eles ficam gravados em nossa própria memória muscular. Então, nos momentos de mau humor e depressão, estes pensamentos curativos surgem automaticamente em nosso espaço interior e nos tiram do mau humor. Podemos nos reerguer por nós mesmos de sentimentos negativos que surgem puramente da ignorância de nossa verdadeira natureza de êxtase.

A Existência amorosa da qual somos parte, quer que sejamos bem sucedidos e experimentemos completude na vida. Toque a canção da Existência e aprecie a grande orquestra da vida! Portanto eu juro que: Eu estou aumentando a positividade do meu país, do mundo e do universo ao eliminar a negatividade.

Viver só é possível ao se amar. O silêncio só é possível pela não-violência. O êxtase só é possível pela celebração. Uma vez que entendo o que foi dito, eu declaro que me tornarei mais e mais amoroso, praticarei a não-violência e celebrarei os momentos da vida

5. Eu estou aumentando a riqueza do planeta Terra ao aumentar minha riqueza interior. Eu declaro que me livrarei de todas as minhas inibições, preguiça e ineficiências. Eu me tornarei uma pessoa produtiva e alcançarei o objetivo máximo de me tornar um CEO iluminado para salvar o planeta Terra. Um CEO iluminado é aquele que alcançou o máximo no mundo interno e no mundo externo. Há uma concepção equivocada muito comum de que a pessoa pode ser ou espiritual ou material. De que ela pode ser bem sucedida somente em uma área, ou em espiritualidade ou perseguindo uma vida material, mas não nos dois. Porém esta idéia é completamente descartada por Nithyananda. Ele diz que não é preciso viajar em um só caminho e estar constantemente num dilema. Pode-se simplesmente explodir em 360 graus, isto é o que ele chama de Espiritualidade Quântica. Quando pensa em escolher entre uma vida material e espiritual, você está escolhendo entre viajar ao longo de uma linha horizontal e uma linha vertical. Somente ao compreender que pode viajar tanto horizontal quanto verticalmente e até mesmo explodir em todas as direções você entende que não há contradições. Até lá você viverá em conflito.

Minha visão é a de criar um homem da nova era, que realiza que é êxtase puro; que vive com uma saudável força espiritual no mundo material; que abraça todas as coisas com totalidade; que é total e não somente perfeito; que compreende que este universo é um caos maravilhoso com uma ordem assombrosa; que luta para se mover em sintonia com ele e se torna uma mera testemunha dos eventos. Ele viverá como um Paramahamsa – um ser iluminado! Sua própria vida será meditativa, profundamente enraizada na Consciência Universal; movendo-se em sincronia com o poder da coincidência, servindo a si e aos outros e produzindo contínuos resultados.

- Nithyananda

A responsabilidade não é nada além da habilidade de responder espontaneamente a qualquer situação. Responsabilidade é crescimento, responsabilidade é expansão. Ao aceitarmos responsabilidades, nos tornamos líderes.

Quando trabalhamos sem sentimento de responsabilidade, trabalharemos e nos sentiremos como escravos. Quando trabalhamos com responsabilidade, seremos líderes. Quando nos iluminamos, podemos aceitar responsabilidade pelo mundo. A energia divina irá simplesmente fluir por nós.

Quando aceitamos responsabilidade por tudo à nossa volta, nos tornamos automaticamente socialmente conscientes. Todas as nossas ações estão em sintonia com a natureza ou a existência. E a organização que criamos como CEOs iluminados também serão socialmente responsáveis como um sub-produto natural. Não iremos criar mais nenhuma corporação que desrespeite e despreze vidas humanas, a mãe Terra e trate a natureza como somente lucro ou perda. Riqueza não será criada às custas dos pobres pela exploração dos pobres. Em vez de criar mais problemas sociais, econômicos e ambientais, tais negócios terão um tremendo impacto positivo e transformarão o mundo num lugar melhor para todos.

Logo, eu juro que: Eu estou aumentando a riqueza do planeta Terra ao aumentar minha riqueza interior. Eu declaro que me livrarei de todas as minhas inibições, preguiça e ineficiências. Eu me tornarei uma pessoa produtiva e alcançarei o objetivo máximo de me tornar um CEO iluminado para salvar o planeta Terra.

Eu aceito os 5 Juramentos para a Paz Global

Meditação no combate à violência?

sábado, 27 de novembro de 2010

Reduzir a violência não exige a atuação de policiais com o dedo no gatilho. Técnicas de meditação podem baixar consideravelmente os índices de crimes e de outras formas de conflito


Revista Planeta, Editora Três, Edição 431
Por Eduardo Araia

Violência é um tema tão onipresente no noticiário mundial que dificilmente se consegue ficar à margem dele. No Brasil, por exemplo, são raras as pessoas que não passaram ou não conhecem quem passou por uma experiência do gênero. Como o problema atinge proporções planetárias, talvez seja recomendável revisitar alguns conceitos propostos há cerca de 40 anos por Maharishi Mahesh Yogi. Para quem não se lembra, esse controvertido guru indiano, que morreu em fevereiro, aos 91 anos, ficou mundialmente famoso por criar a meditação transcendental e associar - interesseiramente, diria John Lennon - sua imagem à dos Beatles, de quem foi instrutor espiritual por um curto espaço de tempo.

Maharishi declarou nos anos 1960 que se 1% da população mundial praticasse sua forma de meditação, as guerras desapareceriam da face da Terra. Como naquela época não havia meditadores suficientes para testar essa afirmação, a idéia pareceu mais uma bravata. Por volta de 1974, porém, mais de 250 mil norte-americanos já praticavam a meditação transcendental, e em muitas pequenas cidades o número de adeptos atingia 1% da população local. Foi a senha para o início dos estudos.

O primeiro deles foi realizado em dezembro de 1974. Os pesquisadores mediram indicadores da qualidade de vida em quatro das cidades que se encaixavam no perfil delineado pelo guru. Foram reunidos índices como estatísticas de crimes, taxas de acidentes e admissões em hospitais, comparados em seguida com os de outras quatro cidades que serviram como controle. Os números mostraram diferenças significativas: as taxas de crimes caíram nas cidades com 1% de meditadores e subiram nas outras (a tendência observada nos Estados Unidos como um todo).

O estudo foi então ampliado para 11 cidades com 1% de meditadores e 11 cidades-controle. As primeiras tiveram índices de crime 16,6% menores do que as últimas. Nova ampliação, com 48 cidades de cada lado, mostrou resultados semelhantes, abordados no estudo "The Transcendental Meditation Program and Crime Rate Change in a Sample of Forty- Eight Cities", publicado no Journal of Crime and Justice (Vol. IV, 1981). Os números obtidos foram considerados a evidência de um "Efeito Maharishi" sobre a violência.

A partir daí, a pesquisa se diversificou, sempre procurando conservar o rigor científico. Segundo o físico quântico John Hagelin, presidente da Universidade Central Maharishi, em Fairfield (Estado de Iowa), um dos estudos mais interessantes nesse aspecto foi desenvolvido em 1983, durante o auge da guerra entre Líbano e Israel. "Descobrimos que nos dias em que o grupo de meditadores teve o máximo de participantes (e também no dia seguinte a eles), os níveis de conflito tiveram redução de cerca de 80%", afirmou Hagelin numa palestra realizada em 2007 para o Instituto de Ciências Noéticas (Ions, na sigla em inglês). "Isso se tornou um efeito estatisticamente significativo e surpreendente, porque havia apenas entre 600 e 800 pessoas meditando no meio desse conflito inteiro e da altamente estressada população circundante."

EM SUA EDIÇÃO de dezembro de 1988, o Journal of Conflict Resolution da Universidade Yale publicou esses resultados e uma carta na qual convocava outras instituições, colaboradores e grupos a replicar o estudo. A sugestão foi aceita, e nos 821 dias seguintes sete experimentos foram conduzidos, com grupos baseados em Israel, no próprio Líbano e em países do Oriente Médio, da Europa e de outras partes do mundo. Mais uma vez, os resultados chamaram a atenção dos estudiosos: quedas de 71% no número de mortos na guerra, de 68% nos casos de feridos e de 48% no nível geral de conflito, enquanto a cooperação entre os antagonistas aumentou em 66%.

Cada um dos grupos ia agregando cada vez mais meditadores e, quando chegava ao limite previamente calculado para produzir o efeito desejado, ocorria uma sensível redução da violência. Estudos anteriores já haviam mostrado, aliás, que, para se obter um efeito repetível e demonstravelmente mensurável em relação à violência, não era necessária nem mesmo uma quantidade de meditadores correspondente a 1% da população; bastava o equivalente à raiz quadrada desse número.

Hagelin salientou um dado curioso observado: as pessoas instaladas na vizinhança geográfica dos grupos também apresentaram mudanças, tal como se elas também estivessem meditando. Esses indivíduos registraram aumento na coerência em eletroencefalograma (um sofisticado método de análise quantitativa que fornece evidências sobre a microestrutura do cérebro, sua fiação e seus circuitos), redução de cortisol no plasma e níveis mais elevados de serotonina no sangue, além de alterações bioquímicas e neurofisiológicas. "Quando juntamos todos esses estudos", afirmou Hagelin, "a possibilidade de que as reduções dos índices de violência observadas representassem simplesmente uma coincidência - um feliz acaso estatístico - foi de menos de um em 10 milhões de milhões de milhões (1019)".

Em 1993, Hagelin e os pesquisadores ligados à Universidade Maharishi tiveram a oportunidade de testar a afirmação do guru indiano numa grande cidade com índices preocupantes de violência: Washington, a capital norte-americana. Estudos anteriores mostraram que, durante um período de seis meses em que a temperatura subia na cidade, os níveis de criminalidade também se elevavam - um fenômeno explicado pelo fato de as pessoas ficarem mais tempo nas ruas, agitadas e irritadiças. Um grupo de meditadores foi criado no início do semestre observado e gradativamente ampliado, até atingir 2.500 membros - o número previsto para conseguir o efeito positivo desejado, equivalente a algo em torno de 0,17% da população da capital (no final, o grupo chegou a 4 mil praticantes). Nesse momento, registrou- se uma queda expressiva nos índices de crimes, mesmo levando-se em conta todos os fatores que poderiam interferir nisso, como a meteorologia, fins de semana e feriados.

Segundo Hagelin, o trabalho foi desenvolvido com a polícia de Washington, o FBI e 24 cientistas sociais e criminologistas ligados a instituições como as universidades Temple, do Texas e de Maryland. "Previmos uma queda de 20% no índice de crimes e conseguimos 25%", conta o físico. Entre os surpreendidos com o resultado estava o chefe de polícia de Washington, que, antes do estudo, dissera à televisão algo como 'precisam cair uns 30 centímetros de neve em junho (mês quente em Washington - N. da R.) para reduzir o índice de crimes em 20%'. No fim, seu departamento dobrou- se às evidências e assinou como co-autor uma monografia a respeito do caso ("Effects of Group Practice of the Transcendental Meditation Program on Preventing Violent Crime in Washington, D.C.: Results of the National Demonstration Project, June-July 1993", na edição de junho-julho de 1999 da revista Social Indicators Research).

Já existem mais de 60 experiências nas quais um número pequeno de pessoas, usando a meditação transcendental, conseguiu influenciar cidades e até países a reduzir sua violência. Como se explica isso? Hagelin arrisca uma resposta baseada na física quântica. Segundo ele, o fenômeno está ligado à vanguardista Teoria das Supercordas (que representaria a unificação das quatro forças fundamentais da natureza: a gravitação, o eletromagnetismo e as interações forte e fraca). Ela coloca um único e universal campo de inteligência na base de todas as formas e fenômenos conhecidos do universo.

"Experiências regulares do campo unificado relacionadas à técnica de meditação transcendental têm mostrado que dissolvem condições arraigadas de estresse no indivíduo, acarretando reduções marcantes em hipertensão, derrame cerebral, problemas do coração e outras doenças ligadas ao estresse", afirma Hagelin. "Quando praticado coletivamente em grupos, esse mesmo programa tem registrado uma redução efetiva do estresse e das tensões sociais."

Ele explica que, segundo a física, o acesso e o estímulo ao campo unificado promovido pelos grupos de meditadores da paz criam poderosas ondas de unidade e coerência que permeiam a consciência coletiva da população. O resultado imediato disso é uma sensível redução dos índices de crimes e de violência social, além do aprimoramento de tendências positivas entre a sociedade.

"Felizmente, esses benefícios do programa de meditação transcendental vêm natural e automaticamente, e não requerem crença ou compreensão intelectual de sua mecânica", ressaltou Hagelin na palestra no Ions. "É tão simples quanto acionar um interruptor e apreciar a luz. Um grupo de meditação alivia o estresse social agudo e cria calma e coerência em toda a população."

O cientista vê fenômeno da meditação aplicada à violência uma evidência de uma nova ramificação da física, ligada ao pensamento, que propicia mecanismos adicionais para interações de longo alcance entre as pessoas. "Ela sugere que vivemos num espaço predominantemente plano, cruzado por atalhos que oferecem rotas de comunicação instantânea através de vastas distâncias, e até para o passado ou para o futuro", afirma. "Se assumimos que em nosso nível essencial de ser estamos todos intimamente conectados em um campo unificado no qual somos todos um, tornase muito fácil entender como influenciamos uns aos outros. Quando contatamos esse campo unificado do ser, estimulamos aquela unidade, aquela harmonia e aquela coerência na consciência coletiva da sociedade. E, ao fazer isso, todo mundo parece fluir mais harmoniosamente junto."

Maharishi e seus adeptos mostraram uma trilha promissora no combate à violência. Cabe agora a outros estudiosos e voluntários alargála, verificando, por exemplo, se os mesmos resultados podem ser obtidos usando-se outras formas de meditação. Lugares para testar essas hipóteses não faltam - e a expectativa de retorno certamente vale o investimento.

Porque a mudança mais importante é a da consciência.

Quando a mente olha para a mente

As Últimas Instruções
Machig Labdrön, (1055-1153)


Por noventa e nove anos, eu trabalhei pelo benefício dos seres.

Agora este trabalho está quase completo.

Eu não nascerei novamente neste reino humano em uma forma física,

Nem deixarei para trás quaisquer restos ou relíquias.

Mas as minhas emanações no mundo serão inumeráveis;

E muitos irão reconhecê-las.

Elas serão percebidas de diferentes modos,

Dependendo do karma, puro ou impuro.

Compreendam isto, meus filhos.

Filhos afortunados, mantenham isto em seus corações.

Minhas instruções sobre o Chöd

São os ensinamentos autênticos do Mahamudra [tib. Cha gya chen po].

Este Mahamudra não pode ser explicado em palavras.

Ele não pode ser explicado, mas é como isto:

Chag; é a natureza da vacuidade [da mente].

Gya; é a liberação da vastidão [das aparências] do samsara.

Chenpo; é a união inseparável [das aparências e da vacuidade].

Primordialmente co-emergente, [esta inseparabilidade] como o espaço

Não faz nada, não é dependente de qualquer coisa.

Do mesmo modo, a mente em si, [natural e co-emergente,]

Não tem suporte, não tem objeto:

Deixem-na descansar em sua expansão natural sem qualquer fabricação.

Quando os vínculos [dos pensamentos negativos] forem liberados,

Vocês serão livres, não há dúvida.

Quando se olha para o espaço,

Todos os outros objetos visuais desaparecem;

Também é assim para a mente em si.

Quando a mente está olhando para a mente,

Todos os pensamentos discursivos cessam

E a iluminação é atingida.

No céu, todas as nuvens desaparecem no próprio céu:

Para onde quer que elas vão, elas não vão a nenhum lugar;

Onde quer que elas estejam, elas não estão em nenhum lugar.

É o mesmo para os pensamentos na mente:

Quando a mente olha para a mente,

As ondas do pensamento conceitual desaparecem.

Do mesmo modo que o espaço vazio

É destituído de forma, cor ou imagem,

Assim também a mente em si

É livre de forma, cor ou imagem.

Assim como o coração do sol

Não pode ser velado por uma eternidade de escuridão,

Do mesmo modo a realização da natureza última da mente

Não pode ser velada por uma eternidade de samsara.

Mesmo que o espaço vazio

Seja nomeado ou convencionalmente definido,

É impossível apontá-lo como sendo "isto".

É o mesmo para a claridade da mente em si:

Apesar de suas características poderem ser expressas,

Ela não pode ser apontada como sendo "isto".

A característica definidora da mente

É ser primordialmente vazia como o espaço;

A realização da natureza da mente

Inclui todos os fenômenos sem exceção.

Uma vez que os pensamentos discursivos sejam totalmente abandonados,

O dharmakaya nada mais é do que isso.

Uma vez que os cinco venenos sejam totalmente abandonados,

As cinco sabedorias nada mais são do que isso.

Uma vez que os três venenos sejam totalmente abandonados,

Os três kayas nada mais são que do que isso.

Uma vez que a mente convencional seja totalmente abandonada,

O estado búddhico nada mais é do que isso.

Uma vez que o samsara seja totalmente abandonado,

O nirvana nada mais é do que isso.

Uma vez que a agitação mental seja totalmente abandonada,

Os meios hábeis nada mais são do que isso.

Uma vez que a vacuidade seja totalmente abandonada,

A sabedoria diferenciadora nada mais é do que isso.

Uma vez que a mente seja totalmente abandonada,

Os lugares tenebrosos nada mais são do que isso.

Uma vez que a virtude e a não-virtude sejam totalmente abandonadas,

Os deuses e demônios nada mais são do que isso.

Uma vez que as seis consciências sejam totalmente abandonadas,

As seis classes de seres nada mais são do que isso.

Uma vez que as oito consciências sejam totalmente abandonadas,

Os oito exércitos dos demônios nada mais são do que isso.

Uma vez que os pensamentos errantes sejam totalmente abandonados,

As exibições mágicas nada mais são do que isso,

A absorção meditativa nada mais é do que isso,

A prática das quatro sessões diárias nada mais é do que isso.

Uma vez que os pensamentos discursivos sejam totalmente abandonados,

A prática do Chöd nada mais é do que isso.

Uma vez que a atenção seja alcançada,

O nível de realização final nada mais é do que isso.

Uma vez que [a natureza última] da mente seja realizada,

O sinal definitivo da realização nada mais é do que isso.

Abandonando todas as atividades corporais,

Permaneçam como um feixe de palha cortada.

Abandonando todas as expressões verbais da fala,

Permaneçam como uma viola com as cordas completamente cortadas.

Abandonando toda atividade mental,

Isso é o Mahamudra.

Na tradição do Dharma desta velha senhora,

Nada há a ser feito além disto.

Ah, filhos afortunados e discípulos reunidos aqui,

Estes seus corpos são vazios e claros como as profundezas do espaço.

Relaxem nesse estado natural, livre de fabricação.

Quando a mente está sem qualquer suporte, isso é o Mahamudra.

Tornando-se familiar com isto, misturem suas mentes com isso -

Isto é o estado búddhico.

Vocês podem recitar mantras, ser diligentes na oferenda de formas,

Ser versados nos ensinamentos de todo o Tripitaka,

Incluindo o Vinaya e as escolas filosóficas com seus respectivos dogmas,

Mas isso não os fará realizar o Mahamudra, a natureza da mente.

Apegados aos seus próprios pontos de vista,

Vocês meramente obscurecem a clara luz de suas mentes.

A proteção aos votos que são meramente conceituais,

Prejudica o samaya no sentido último.

Permaneçam livres das fabricações mentais,

Livres de consideração por vocês mesmos,

Como as ondas na água, naturalmente surgidas, naturalmente acalmadas,

Sem conceitualizações, sem permanecer nas [visões] extremas.

Na pureza primordial da mente,

Não há transgressão aos seus samayas.

Livres do desejo e do apego, e livres das [visões] extremas,

Como uma única luz que elimina a escuridão,

Vocês realizam de uma só vez os ensinamentos do sutra,

Do tantra e de todas as outras escrituras.

Se você aspirarem a este caminho, vocês serão livres da infinidade do samsara.

Se vocês entrarem neste caminho,

vocês eliminarão todas as aflições mentais sem exceção.

Se vocês atingirem este caminho, vocês atingirão a mais alta iluminação.

Aqueles que não visam isto estão todos deludidos.

Aqueles que não entram neste caminho estão na escuridão como os cegos

E certamente serão levados pelo rio de sofrimento do samsara.

Este sofrimento é insuportável - tenham compaixão por estes tolos.

Se vocês quiserem ser livres do sofrimento do samsara,

Em todos os momentos confiem em um mestre qualificado,

um amigo espiritual erudito e realizado.

Rezem ao mestre com respeito e devoção,

Sirvam-no bem e peçam as instruções orais.

Tendo analisado as palavras do mestre, pratiquem de acordo com elas.

Uma vez que a bênção tenha entrado nos seus corações,

Vocês virão a reconhecer [a natureza] de suas mentes.

Alas, os fenômenos do samsara não têm essência.

Eles são a causa do sofrimento que experienciamos,

Que aumenta e permanece.

Vocês não perceberam que esta vida é gasta na agitação?

Se vocês acham que irão praticar o Dharma quando tiverem o lazer,

Vocês perderão esta oportunidade.

A vida humana é gasta no pensamento de que

"Eu vou praticar o Dharma depois".

O que aconteceria se vocês morressem em um acidente?

Se vocês não meditarem com perseverança agora,

E se vocês morrerem amanhã, quem então poderá fornecer-lhes o Dharma autêntico?

Se vocês não fizerem por vocês mesmos,

Quem bem terá a prática de Dharma dos outros?

É como o sonho de um mendigo,

No qual ele é rico em esplendor, em comida e em riqueza.

Ao acordar, tudo isto é perdido sem deixar pistas,

Como a passagem de um pássaro no céu.

Todos os fenômenos compostos no mundo são assim.

Bem agora, vocês têm a oportunidade.

Procurem pela essência da mente - isto é significativo.

Quando vocês olham para a mente, nada há a ser visto.

Neste próprio não-ver, você vê o significado definitivo.

A visão suprema está além de toda dualidade de sujeito e objeto.

A meditação suprema é sem distração.

A atividade suprema é sem esforço.

A fruição suprema é sem esperança e medo.

A visão suprema é livre do ponto de referência.

A meditação suprema está além da mente conceitual.

A atividade suprema é a prática sem fazer.

A fruição suprema está além de todos os extremos.

Se vocês realizarem isto, a iluminação é atingida.

Se vocês entrarem no caminho [do Mahamudra],

Vocês alcançarão a natureza essencial,

Vocês cortarão os conceitos errôneos sobre o interno, o externo e o meio,

Vocês entenderão todos os ensinamentos dos caminhos superiores e inferiores,

Vocês derrotarão os oitenta e quatro mil venenos,

Vocês aperfeiçoarão simultaneamente os sintomas,

O sinal [de realização] e o nível de realização final,

E vocês atravessarão o oceano do samsara.

Este velha senhora não tem instruções mais profundas do que estas para dar a vocês.

(...)

Meu ensinamento autêntico, a doutrina única do não-nascido,

É o maior de todos os sistemas de instruções profundas.

Esta separação do corpo e mente e de suas bênçãos

É a maior de todas as transferências de consciência.

Esta oferenda dos agregados corporais

É o maior de todos os banquetes.

Esta vagueação nas solidões das montanhas e nos lugares tenebrosos

É o maior de todos os monastérios.

Esta companhia de deuses e demônios ilusórios

É o maior de todos os benfeitores.

Esta prática livre dos extremos da esperança e do medo

É a maior de todas as atividades virtuosas.

Esta ação, a experiência não-obscurecida de um único sabor

É o maior de todos os caminhos de ação.

Esta essência de significado último, além do pensamento e da expressão,

É a maior de todas as práticas do Dharma.

Entrevista com Carlos Castaneda - Janeiro de 1997

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fiz a tradução desta Conferência do nagual Carlos Castaneda mas mantive o texto original para sanar qualquer tipo de dúvida relativa a tradução, que certamente deixa a desejar. O que quero destacar nessa entrevista é:


1 - é uma das últimas entrevistas do Nagual.


2 - ela ressalta a importância da mulher no processo de revolução da percepção.


3 - ele coloca a Tensegridade como um movimento de geração de energia que deve chegar ao seu auge em 2012.


4 - os seminários tem um design apropriado para o local e tempo onde são realizados.


5 - o alerta sobre o nível de energia sexual do homem extremamente baixo. Sabemos que tal energia é fundamental para romper a barreira da percepção.


Intento!


¿En dónde estaríamos si todo se hubiera podido probar?


Onde estaríamos se tudo tivesse que ser provado?


Entrevista a Carlos Castaneda por Kala Ruiz


"La Jornada" Enero de 1997 – A Jornada, Janeiro de 1997


“El 26 de enero de 1997 ocurrió lo inesperado: Castaneda apareció ante miles de personas, reunidas en un seminario, para confirmar que el camino del guerrero existe, que es una experiencia posible y puede ser practicada por cualquier persona mediante la tensegridad, palabra que resume las enseñanzas de su maestro. Grande era la expectativa y, de pronto, un gran silencio. Ahí estaba el pintoresco personaje, el nagual brujo. Chaparrito (rechonchudo) y delgado (franzino), con ojos de águila, riendo festivo, jugando a inventar instantes, rompiendo la formalidad con inteligentes chistes.


Em 26 de Janeiro de 1997 aconteceu o inesperado: Castaneda apareceu diante de centenas de pessoas, reunidas em um seminário, para confirmar que o caminho do guerreiro existe, que é uma experiencia possível e que pode ser praticada por qualquer pessoa mediante a tensegridade, palavra que resume os ensinamentos do velho nagual. Grande era a expectativa e, de repente, um grande silêncio. Ali estava o pitoresco personagem, o nagual. Chaparrito (reconchudo?!) e delgado (franzino), com olhos de águia, risonho e festivo, criando situações e rompendo com a formalidade através de tiradas inteligentes.


--¿Cómo definiría a don Juan Matus, su maestro y amigo? --Era una chaman, aunque él me decía: no soy chaman, pendejo, soy un brujo... era re mal hablado. --¿Qué es la brujería? --Es el arte de interrumpir el flujo del sistema de interpretación... es otra manera de interpretar. En el México antiguo hubo un género entero que se dedicaba a engrandecer los límites de percepción. Pasan cosas increíbles para la mente normal. Eran seres rituales para poder esconder cosas de tremendo valor.


- Como você definiria a Don Juan Matus, seu mestre e amigo?


- Era um xamã, ainda que me dissesse: Não sou xamã, porém sou um bruxo.


- O que é a bruxaria?


- É a arte de interromper o fluxo do sistema de interpretação… é outra maneira de interpretar. No México Antigo havia um grupos de pessoas completamente dedicadas a ampliar os limites da percepção. Aconteceram coisas incríveis para a mente normal. Eram seres que usavam do ritual para ocultar coisas de tremendo valor.


--¿Cómo se manifiesta esa brujería o magia? --Podemos percibir la energía como fluye, el poder ver la energía tan sólo un momento, da reintegración, se reagrupa algo inaudito, no tenemos práctica. Se reagrupa en otra percepción y estamos frente a otro universo. Hay brujos capaces de hacer cosas inaudibles. Pero estamos siempre con ideas que no nos han permitido desarrollar el potencial humano, como la ciencia. A mí me han dicho: ``esto no es científico, Carlos, esto es pura superstición''--. ¿Pero dónde estaríamos si todo se hubiera podido probar? --¿Cuáles fueron los factores, en su infancia, que le llevaron a ser el personaje que hoy es?


- Como se manifesta essa bruxaria ou magia?


- Podemos perceber a energia como ela flui, o poder de ver a energia em um só momento, da reintegração, se reagrupa algo inusitado, da qual não temos experiência (ou referência). Reagrupa-se numa outra forma de percepção e nos descobrimos diante de um outro universo. Existem bruxos capazes de fazer coisas extraordinárias. Porém estamos sempre com idéias que não nos tem permitido desenvolver o nosso potencial humano, como a ciência. As pessoas me tem dito: “Isto não é científico, Carlos, é pura superstição”. – Porém onde estaríamos se tudo tivesse que ser provado?


--Cuando yo fui concebido no hubo excitación sexual, por eso salí estrafalario (extravagante). Don Juan me decía: ``Yo veo que tu mamá ni supo lo que le pasó; no sintió nada. A tu papá no le gustaba el acto sexual y te concibieron detrás de la puerta, por eso saliste chaparro (gorducho) y nervioso. Obsérvate: siempre estás como si te estuvieran correteando. Vas en busca por el mundo con esa ansiedad porque tu concepción fue civilizada; eso le pasa a casi todo el mundo. Es por eso que se te dificulta saltar al intento de los brujos. Si quieres estar a la par de la gente que fue concebida sabrosamente y son capaces de todo, de una tremenda energía que no se puede desperdiciar, disipar... va a estar difícil, porque eres el producto de una cogida aburrida. Vas a tener que hacer una tremenda labor para poner en su lugar todos los pedazos energéticos para poder saltar a las otras dimensiones.


- Quais foram os fatores em sua infância que o levaram a ser o personagem que és hoje?


- Quando fui concebido não houve excitação sexual por isso saí assim “extravagante” (com baixo nível de energia). Don Juan me dizia: “Eu vejo que tua mamãe nem soube o que se passou; não sentiu nada. Teu papai não gostava de sexo e te conceberam atrás da porta, as pressas, por isso saíste mirrado e ansioso. Observa-te: sempre estás como se estivesses vagabundeando, como um errante. Vais em busca pelo mundo com essa ansiedade porque tua concepção foi civilizada; isso acontece com quase todo mundo. É isso que te atrapalha para poder te atirares no intento dos bruxos. Se queres estar como as pessoas que foram concebidas prazeirosamente e que são capazes de tudo, de uma tremenda energia que não se pode desperdiçar, dissipar… vai ser difícil, porque és o produto de uma transa sem prazer., aborrecida Terás que realizar um tremendo trabalho para por em seu lugar todos os pedaços energéticos para poder saltar para as outras dimensões.


--¿Por qué fueron tan pocos los alumnos de don Juan? --Don Juan no quería alumnos que estuvieran en candilejas porque se agotarían demasiado rápido. Pero por eso yo, las tres brujas: Florinda, Taisha y Carol, y Chakmoles, estamos tratando de enseñar y transmitir todas sus enseñanzas.


- Por que foram tão poucos os alunos de Don Juan?


- Don Juan não queria alunos que estivessem encadeados de alguna forma porque se esgotariam muito rapidamente. Por isso mesmo eu, as três bruxas: Florinda, Taisha e Carol, e as Chacmols estamos tratando de ensinar e transmitir todos os seus ensinamentos.


--Sabemos que Carol Tiggs desapareció durante algunos años de esta realidad, ¿nos puede comentar algo al respecto? --Carol Tiggs... un ser bastante extraordinario. Se fue... desapareció como persona del mundo cotidiano. Puede sonar como una estupidez, pero si seguimos el raciocinio de don Juan, es de lo más natural. El mar de la conciencia para los brujos y, a través de ella, usándola como medio... pueden pasar cosas irracionales. Desaparecerse es natural en nuestro mundo cognitivo. Carol Tiggs estuvo ausente por 10 años. Pero un día estaba yo en una librería, curioseando, cuando de pronto... veo un manchón ambarino, el color de la disciplina del brujo. ``El color ambarino no es natural... me acerqué al manchón, y se empezó a distinguir como un túnel del cual una silueta avanzaba hacia donde yo estaba... ¡era Carol Tiggs! No supo dónde había estado 10 años. Fue tanta nuestra añoranza por ella, de los tres que nos quedamos, que no podíamos hablar de ella, ni pensar en ella; era muy peligroso. Pero ahora ella está aquí y parece como de 25 años. Anduvo navegando en otra realidad''.


- Sabemos que Carol Tiggs desapareceu durante alguns anos desta realidade, pode nos dizer algo a respeito?


- Carol Tiggs… um ser bastante extraordinário. Se foi… desapareceu como pessoa do mundo cotidiano. Pode soar como se fosse uma estupidez, porém se seguimos o raciocínio de Don Juan é algo bastante natural. O mar da consciência para os bruxos é um meio para viagens de percepção e podem acontecer coisas irracionais do ponto de vista comum. Desaparecer é totalmente comum em nosso mundo cognitivo. Carol Tiggs estve ausente por 10 anos. Porém estava eu um dia em uma livraria, espiando, quando de repente… vejo um brilho ambarino, a cor da disciplina dos bruxos. “A cor ambarina não é natural… me aproximei do brilho e ele começou a formar como um túnel do qual surgia uma silueta avançando em minha direção… era carol Tiggs! Não fazia idéia por onde podia estar durante aqueles 10 anos. Era tanta a nossa saudade por ela que nós três que ficamos aquí não podíamos falar dela ou pensar nela; era muito perigoso. Porém ela agora está aquí e é como se tivesse 25 anos. Esteve navegando em outra realidade.


--¿Somos herederos del conocimiento del antiguo México? --En verdad no, no nos interesa; tenemos otras prioridades. No, no es su México ni mío, pero sí podemos tener acceso a él.


--¿Cuál es la barrera, qué es lo que nos detiene? --Muchas cosas. Pero somos los poseedores de un sistema extraordinario. ¿Pero que hacemos? Nos emborrachamos (embebedamos), nos metemos por el pico todo: comida, pastillas... ¿Eso es amor personal? Son los más egomaniáticos, están regidos por idealidades que no tienen sentido. ¿Cómo contribuimos al conocimiento, qué queremos de la vida? ¡Pucha, qué cosa bruta! Soy old age, decía.


- Somos herdeiros do conhecimento do antigo México?


- Em verdade não, não nos interessa; temos outras prioridades. Não, não é seu México ou meu, mas poderemos sim ter acesso a ele.


- Qual é a barreira, o que é que nos detêm?


- Muitas coisas. Somos possuidores de um sistema extraordinário. Mas o que fazemos? Nos embebedamos, engulimos indiscriminadamente tudo: comidas, comprimidos… Isso é amor próprio? Somos os mais egomaníacos, estamos regidos por idealizações que não tem sentido. Como contribuímos para o conhecimento? O que queremos da vida? Puxa, que coisa brutal! Sou da Velha Era!


Sigue Carlos Castaneda contando, envuelto en su propio humo, sin cigarro. Mirando sin ser él, sabiendo que es otro. Nosotros. --¿Qué más desearía hacer en esta vida? --Yo tengo que encontrar todo lo que pueda mientras tenga esta conciencia. Don Juan decía: ``Yo no estoy de acuerdo con los acuerdos en los que yo no participé. Por ejemplo: la vejez; yo no acepté ser viejo. Por eso estoy joven; es mi deber rehusarlo''. --¿Qué piensa del ego, del yo? --Don Juan decía que no hay que hacer alarde de la egomanía, del yo, yo, yo. No se puede estar en las candilejas (nos palcos, a exibir-se) todo el tiempo. El me decía que yo era un egomaniático: ``entre más chaparro, más maniático''. Yo era para él el señor pesadilla (pesadelo). --Pero qué saca usted, don Juan, de su relación conmigo; él decía: ``muchísimo, siempre que te veo me dan náuseas; me quiero vomitar; ¿y alguna vez lo has notado?, ¿lo ves?... me renuevas''. Le di años de felicidad, porque se moría de risa de mí.


Segue Carlos Castaneda contando, envolto em sua própria fumaça sem cigarro. Observando sem ser ele, sabendo que é outro.


- Que mais desejaria fazer nesta vida?


- Eu tenho que encontrar tudo que possa enquanto tenho esta consciência. Don Juan dizia:


“Eu não honro acordos dos quais não participei.”


Por exemplo, a vwlhice; eu não aceito ser velho. Por isto estou vigoroso; é meu dever recusá-lo.


- Que pensas do ego, do eu?


- Don Juan dizia que não precisamos fazer alarde sobre a egomania, do eu,eu,eu. Não se pode estar nos palcos, a exibir-se todo o tempo. Ele me dizia que eu era um egomaníaco: “quanto mais gorducho mais neurótico.” Eu era para ele o señor pesadelo, o senhor pesadelo.


Uma vez perguntei:


- O que ganha você, Don Juan, de nossa relação?


- Muitíssimo! Sempre que te vejo me dá ânsias de vômito, sinto-me enjoado e alguna vez tu notastes? Como podes comprender tu me renovas! Dei-lhe anos de felicidade porque tu sempres morria de rir de mim.


El no dejaba pasar ni una sola oportunidad para enseñarme algo; además, siempre se veía tan joven y yo tan viejo, porque bien que le daba al vino y al cigarro, andaba medio mareadito (enjoado, entorpecido) para darme valor. Entonces don Juan me dijo: ``Nos vamos a ir al monte por 10 días, ¿cuántos paquetes de cigarros necesitas?''. ``Como 10'', contesté. ``Muy bien'', dijo; ``entonces empácalos muy bien con cinta adhesiva y compáctalos perfectamente para que los coyotes no los huelan''. De inmediato me puse a preparar el paquete dándole varias vueltas con la cinta adhesiva; hasta inventé un mecanismo donde dejé un agujero por donde cupiera mi mano, sacara una cajetilla, y al sacarla volviera a quedar el paquete otra vez sellado, ¡una maravilla de la inventiva! Nos fuimos al monte. Al segundo día por la mañana mi paquete de cigarros había desaparecido; sólo se veían las huellas de los coyotes y del paquete arrastrado. --¡Ah!, no te preocupes --dijo don Juan--; no creo que lo hayan arrastrado muy lejos. Vamos a buscar tu paquete de cigarros. ``Durante ocho días anduvimos buscando el dichoso paquete de cigarrillos; loma arriba, loma abajo; cuesta arriba, cuesta abajo. Mi precaria condición física me estaba matando, ahí andaba yo con la lengua de fuera, hasta que me tiré al piso y le dije: ``me rindo, ya no puedo más''. ``¿Ya no quieres buscar tus cigarrillos?'', preguntó. ``No'' --contesté-- lo que quiero es sobrevivir (con la garganta seca tosiendo la nicotina). ``Muy bien'', dijo, ``entonces aquí se acabó el viaje''. Abrió unos matorrales y ahí enfrente de mis narices apareció su casa. Esa era su manera de transmitir lo ininterpretativo. Ahí se me acabó el vicio del cigarro y el vino para siempre.


Ele não deixava passar uma só oportunidade para ensinar-me algo; ademais, sempre se encontrava tão jovem e eu tão velho, porque me aprazia o cigarro e o vinho e andava meio bêbado para dar a mim mesmo valor. Então Don Juan me disse:


- “Vamos até as montanhas por 10 dias, quantos pacotes de cigarros necessitas?”


- Uns dez, respondi.


- Muito bem, disse, então empacote-os muito bem com fita adesiva e compacte-os perfeitamente para que os coiotes não o roubem”.


De imediato me pus a preparar o pacote dando várias voltas com a fita adesiva e até inventei um mecanismo onde deixei uma pequena abertura por onde podia passar a mão e sacar um maço e ao retirá-lo o pacote voltaria a fechar-se, uma maravilha da criatividade! Fomos para as montanhas. No segundo dia pela manhã meu pacote de cigarros havia desaparecido; apenas se viam os rastros do coiotes e do pacote arrastado.


– Ah, não te preocupes – disse Don Juan -; não acredito que tenham arrastado para muito longe. Vamos procurar teu pacote de cigarros.


Durante oito dias andamos buscando o desejado pacote de cigarros; encosta acima, encosta abaixo; ladeira acima, ladeira abaixo; Minha precária condição física estava me matando, estava completamente exaurido até que me atirei no chão e disse:


- Desisto, não aguento mais!


- Já não queres procurar teus cigarros? perguntou.


- Não, contestei, o que quero é sobreviver (com a garganta seca tossindo a nicotina).


- Muito bem - disse – então aquí acabou a viagem.


Abriu alguns matagais e ali em frente de meu nariz apareceu sua casa. Era essa a sua maneira de trasmitir aquilo que não se podia interpretar. Ali terminou o vício do cigarro e do vinho para sempre.


El hacía esas cosas... como deshilacharme mis suéteres de Dinamarca y entregarme la bola de hilo. ¿Para qué?, para que interrumpiera mi sistema interpretativo, para dejarme en libertad, sin información y sintaxis. --¿Cómo es la vida de un brujo? --Si lo que haces no tiene influencia en tu vida, no sirve. Para un brujo es una aberración. No puedes ser erudito de 9:00 a 15:00 horas y ser un piojo en el resto del tiempo. Tienes que ser un guerrero impecable de tiempo completo. Después de saber lo que uno sabe, debes comportarte con impecabilidad. Don Juan decía que no se puede insistir en las cosas, salen de una manera natural, si insistes, ¡zas!, se acaba la magia.


Ele fazia esse tipo de coisas…como desfiar meus suéteres da Dinamarca e entregar-me a bola de fio. Para quê? Para interromper meu sistema de interpretação, para deixar-me livre, sem informação ou sintaxe.


- Como é a vida de um bruxo?


Se o que fazes não tem influência em tua vida, não presta. Para um bruxo isso é uma aberração. Não podes ser um erudito de 9:00 às 15:00 horas e ser alguém que não aplica o que sabe em sua vida, um irresponsável. Tens que ser um guerreiro impecável o tempo todo. Depois de saber aquilo que precisas saber deves te comportar com impecabilidade. Don Juan dizia que não se pode insistir com as situações, acontecem de uma maneira natural, se insistes, zás”, acaba-se a magia.


--¿Qué piensa de esta ola de descontento hacia el new age (nueva era)? --De qué me preocupo, si a mi edad yo soy old age (vieja era). Brujería es ser viejo y joven; new age es estupidez. Yo no me puedo permitir lujos de egomanía. Don Juan me lo quitó. El me dijo: ``Tu ego es como un clavo, te va a doler un poquito, pero te lo voy a quitar''. Y... ¡pum!, me lo sacó. Le dije: ``gracias, me siento bien''. ``No te preocupes... tienes 13 clavos''. A veces yo le decía: ``Sáqueme otro clavo'', y él contestaba: ``no, hoy no''.


- Que pensas desta onda de descontentamente que produz a nova era?


- Não tenho que me preocupar pois na minha idade sou da velha era. Bruxaria é ser velho e ser jovem; Nova Era é estupidez. Eu não posso me permitir luxos de egomania. Don Juan me disse:


Teu ego é como um cravo, vai te doer um pouquinho, mas vou tirá-lo.” E… pum! Extraiu-me! Eu disse:


- Graças! Sinto-me bem!” Não te preocupes… ainda tens 13 cravos.”


As vezes eu dizia: Retire-me outro cravo”, e ele respondia: “Não, hoje não”.


¿Dejó la antropología por el camino del nagual? --Dejé la antropología y todo lo que incumbe al mundo cotidiano, pero me dio algo inaudito: la lucha, la batalla... el objetivo está en el horizonte, no aquí.


- Deixastes a antropología pelo caminho do nagual?


- Deixei a antropología e tudo o que diz respeito ao mundo cotidiano, porém sucedeu algo indizível: a luta, a batalha… o objetivo está no horizonte, não aqui.


Deja de ser hombre, macho latino, deja las riendas. Tu madre te hizo creer que eras extraordinario, porque eres hombre de chile. Te enseñaron que las mujeres son para tu uso, como decía Aristóteles: las mujeres son hombres lisiados. El que muchas de las mujeres y Carol Tiggs sean mejores que yo, eso es revolución.


Deixa de ser homem, o macho latino, deixa de ser mandão. Tua mãe te fez crer que és extraordinário porque és um homem do Chile. Te ensinaram que as mulheres são para o teu uso, como dizia Aristóteles: as mulheres são homens aleijados. O fato de que muitas mulheres e Carol Tiggs sejam melhores do que eu, isso é revolução.


--¿Cuál era el propósito de don Juan al transmitir sus conocimientos? --Don Juan no era un maestro ni un gurú; él quería perpetuar su linaje. Y cayó sobre mí esa tremenda responsabilidad. Pero yo no soy como él, no lo puedo perpetuar. Más bien estoy aquí para cerrar el círculo del linaje... pero con una gran elegancia exquisita. Y con los pases mágicos de la tensegridad que son una fuerza aglutinante.


- Qual era o propósito de Don Juan ao transmitir seus ensinamentos?


- Don Juan não era um mestre nem um guru; ele queria apenas perpetuar sua linhagem. E recaiu sobre mim essa tremenda responsabilidade. Porém eu não sou como ele, não posso perpetuar sua linhagem. Na verdade estou aquí para fechar o círculo da linhagem… porém com um grande elegância deliciosa. E com os passes mágicos da Tensegridade que são uma força aglutinante.


Nos enseñaron 41 líneas enteras de pases mágicos. Yo no tengo secretos, quiero causar conmoción cerebral para que se muevan a una revolución energética. Nada de old o new age (vieja o nueva era), religión ni nada... pero sí tenemos el interés de usar esos pases mágicos de miles de años; no se pueden quedar nada más con nosotros. Los amalgamamos, tenemos 15 años haciéndolo para ver si se puede hacer un aglomerado de campos energéticos todos juntos. Cerrar el linaje con una gran explosión, que ustedes me dejen tocarlos, revelar, transmitir los conocimientos.


Nos ensinaram 41 séries inteiras de passes mágicos. Eu não tenho segredos, quero causar uma comoção cerebral para que se movam a uma revolução energética. Nada de velha ou nova era, religião nem nada disso… porém temos sim interesse em usar esses passes mágicos de millares de anos; não pode restar nada mais comigo. Organizamos os passes,

temos 15 anos para ver se conseguimos produzir um aglomerado de campos energéticos em massa.

Fechar a linhagem com uma grande explosão, que vocês me deixem tocá-los, revelar, transmitir os conhecimentos.


En 1973, don Juan se transformó en luz, la serpiente emplumada. El y sus congéneres dieron una vuelta final. Llega un momento en que la tierra te dice: estás libre... ¡vete! ¡Una existencia tan enorme que esté consciente de un microbio como yo! (casi llorando) ¡Me descompone!.. como una madre amorosísima. --¿Cómo tratar a un egomaniático? --Don Juan decía: a la gente le puedes decir el peor de los insultos, pero si se lo dices en tono de adulación... quedan encantados. Para poder ser un guerrero, lo primero es desligarse del yo personal. Para qué andar con enojos; la batalla no está aquí, está en el horizonte.


Em 1973, Don Juanse transformou em luz, a serpente emplumada. Ele e seus congêneres deram uma volta final. Chega um momento que a Terra te diz: estás livre… parte! Uma existência tão enorme está consciente de um micróbio como eu! (quase chorando!) Me desmonta… como uma mãe amoróssima.


- Como tratar a um egomaníaco?


- Don Jun dizia: para as pessoas você pode expresar o pior dos insultos, porém se o falas em tom de adulação… ficam encantadas. Para poder ser um guerreiro o primeiro é desligar-se do eu pessoal. Para que andar nervoso, irritado? A batalha não está aquí, está no horizonte.


--¿Se le puede robar a alguien su energía? --Nadie te roba energía, te la dispersan.


- Alguém pode roubar nossa energia?


- Ninguém rouba tua energia, a dispersam.


--¿En que partes del cuerpo se almacena la energía? --En la vesícula, vaso, páncreas, hígado y adrenales. El huevo luminoso que está alrededor de todo el cuerpo capta la energía y la encarga en estos órganos. Las mujeres tienen otro centro energético: el útero.


- Em que partes do corpo se armazena energia?


- Na vesícula, rins, pâncreas, fígado e supra-renais. O ovo luminoso que está ao redor do corpo capta a energia e a direciona para esses órgãos. As mulheres tem outro centro energético: o útero.


--¿Qué hay de la genética? --El comando genético ya no puede ser la reproducción; el comando genético ahora debe ser la evolución. El semen masculino está muy bajo; estamos a punto de extinguirnos y seguimos envueltos en imbecilidades.


- O que dizes da genética?


- O comando genético já não pode ser a reprodução; o comando genético agora debe ser a evolução. O sêmen masculino está muito baixo; estamos a ponto de nos extinguirmos e seguimos envolvimos em imbecilidades.


--¿El diálogo interno es bueno o malo para un guerrero? --Siempre está a favor del yo. Hay que parar el diálogo a patadas, perder la importancia personal. ¿Cómo?, como puedas.


- O diálogo interno é bom ou mau para um guerreiro?


- Sempre está a favor do eu. Temos que parar o diálogo interno a pontapés, perder a importância pessoal. Como? Como puderes.


--¿Por qué es tan importante la secuencia de ejercicios de tensegridad que van a enseñar en este seminario? --Porque están diseñados especialmente para el valle de México.


- Por quê é tão importante a seqüência de exercícios de Tensegridade que vão ensinar nesse seminário?


- Por que estão projetados especialmente para o Vale do México.

Os múltiplos rostos de Jesus Cristo e o movimento religioso conservador

Importante texto, em espanhol, que demonstra pela prática as conexões entre setores conservadores da religião, secretismo e uma visão de mundo elitista e sutilmente nazi-fascista, que se utiliza do ensinamento sagrado de uma forma distorcida tal como Hitler fez com relação a mitologia, a certas tradições, ao paganismo e ao cristianismo.

C-STREET WASHINGTON

Por Federico Rampini – La Repubblica – 21 de novembre 2010

Es en esta calle, en la capital de los Estados Unidos, donde tiene la sede “The Fellowship” - A Irmandade -, una misteriosa organización de matriz religiosa que desde los años Treinta influencia la política de los EEUU en sentido ultrareaccionario. Ahora, por primera vez, un reportero ha logrado develar quienes son, lo que piensan y lo que hacen los miembros de la “Familia” (termo também mafioso) más potente de América. Las relaciones:

“No trabajamos para despertar a las masas sino, a través de relaciones privadas con los reyes, a los líderes de nuestro mundo”.

La moral: “También el Rey David es un pecador, pero es un elegido del Señor. La voluntad de Dios va más allá de la moral”.

Las reglas: “La primera regla de C Street es que no debes hablar de C Street” - secretismo.

El lema: “Jesús por encima de ti”.

El reino: “Jesús nos enseña que debemos poner el nuevo reino por encima de nuestra madre y de nuestro hermano. Y es lo que Hitler, Lenin, Mao enseñaron a sus chicos” - elitismo, visão do salvador.

“La primera regla de C Street –explica Bart Stupak- es que no debes hablar de C Street”. Stupak es el diputado democrático de Michigan célebre por haber tenido como rehén en el Congreso la reforma sanitaria de Barack Obama, hasta que socavó la enmienda que prohíbe las financiaciones federales a los hospitales que practican el aborto. “Es una cuestión de eficiencia –explica el gran maestro de C Street, Doug Coe - cuanto más la organización es invisible, más fuerte es su influencia”.

C Street es el nombre de la calle de Washington donde The Fellowship tiene su sede. La Compañía. La misteriosa organización de matriz religiosa, influencia los altos cargos de los Estados Unidos para imponer su visión reaccionaria. En la sede de C Street la Compañía administra un “albergue”. Es la pensión reservada a una élite muy seleccionada de senadores y diputados. Por pocos centenares de dólares al mes tienen derecho a pensión completa, cursos de formación, sesiones de oración, asistencia espiritual. Y protección contra los adversarios. Sus secretos han sido revelados por primera vez por un reportero del New York Times, Jeff Sharlett, experto en sectas fundamentalistas. Siendo el único “infiltrado” externo, Sharlet habla sobre el más exclusivo club de la capital. Su viaje en ese mundo es el punto central del libro-investigación C Street (Little, Brown and Company), recién publicado en los Estados Unidos. Revela una realidad estupefaciente, que supera las más paranoicas “teorías del complot”. El sistema desarrollado por la Fellowship no se identifica con fenómenos como el fundamentalismo religioso predicado a las masas. Ella vuela mucho más alto. Si acaso intenta pilotear los integralismos de las poblaciones hacia sus propios fines. Su historia tiene orígenes anteriores respecto de los neocon y de los teoco, del Tea Party. Sus afiliados están por todas partes, en puestos de mando.

La Compañía tiene una misión divina pero sabe ser ecuménica a su manera: acoge miembros de las más diferentes iglesias protestantes. Tiene un fuerte matiz de derecha y sin embargo cuenta con republicanos y democráticos. Ha frecuentado sus Oraciones de la Mañana incluso la democrática Hillary Clinton, Secretaria de Estado. El proselitismo de la compañía impregna las fuerzas armadas, influencia al general David Petraeus comandante en jefe en Afganistán. La tutela que ofrece es valiosa. Dos de sus miembros, ultraconservadores, moralistas y puritanos, recientemente, han estado en el centro de escándalos sexuales que habrían destruído a cualquier político americano. Mark Sanford, gobernador de South Carolina, desaparecido oficialmente “por un peregrinaje de meditación espiritual en los Montes Apalaches”, estaba en realidad con su amante clandestina en Buenos Aires. John Ensign, senador republicano de Nevada, tenía una relación extraconyugal con la mujer de su más fiel asistente. Para ellos ha partido la red de defensa de la Fellowship: Ensign y Sanford están todavía en sus puestos. Para los huéspedes de la C Street no valen las reglas normales.
“También el Rey David en la biblia es un gran pecador – explica Doug Coe- pero es un elegido del Señor. La voluntad de Dios va más allá de la moral”.

Jeff Sharlet tropieza con la Compañía casi por casualidad. Era autor de Killing the Buddha en el 2004, un viaje entre las sectas más excéntricas de los Estados Unidos, el reportero del New York Times consigue penetrar en una comunidad cristiana llamada Ivanwald, un convento laico en un suburbio de Washington. Participando en las prácticas espirituales, descubre que detrás de Ivanwald hay otra organización. Los adeptos la llaman The Family. Ivanwald es uno de los tantos centros-satélite que sirven para seleccionar nuevos reclutas que insertar en la “estructura más secreta del poder conservador americano”. Sólo los mejores, encaminados en la carrera política, entran en la sede central en C Street. La Compañía “les asiste y les ayuda a comprender mejor las enseñanzas de Cristo, para que las apliquen en su trabajo”.

En la pensión de C Street alojan regularmente, durante las asambleas del Congreso, peces gordos del partido republicano como los senadores Tom Coburn y Jim Inhofe de Oklahoma. “Compiten –escribe Sharlett- a ver quien sobrepasa al otro en la extrema derecha del espectro político.

Coburn ha propuesto la pena de muerte para los médicos que practican el aborto. Inhofe ha defendido a los torturadores de la cárcel de Abu Ghraib”. Ambos militan en el ejército de los “negacionistas” que protestan contra el hecho de que las emisiones carbónicas en el ambiente causen efectos. En el mismo club vive Jim De Mint, el senador republicano de South Carolina según quien “la Biblia nos enseña que no podemos servir al mismo tiempo a Dios y al Estado”. La Fellowship ofrece una formación que trasciende las cuestiones ético-religiosas. En la sede de C Street tienen lugar los seminarios que preparan la legislación en el campo energético, las votaciones en el Congreso sobre la política extranjera, las estrategias que aplicar a nivel mundial en el “conflicto de civilizaciones” contra el Islam. Va a beber de estas doctrinas el juez más reaccionario de la Corte Suprema, Clarence Thomas –también él se ha salvado milagrosamente de las denuncias de abusos sexuales de su asistente Anita Hill. En el ejército la organización gemela se llama Officers’ Christian Fellowship, cuyo objetivo según el coronel Dick Kail es “conquistar para Jesús Cristo un territorio dentro de las fuerzas armadas”. Posee un manual de campo, justamente titulado “Bajo las órdenes (Under Orders: A Spiritual Handbook for Military Personnel). Escrito por el coronel William Mccoy, teoriza que “
la fe religiosa es esencial para la eficiencia bélica”
Ese manual lleva en la portada un elogio acreditado: “Under Orders debería estar en la mochila de cada soldado, para esos momentos en los que se necesita la energía espiritual”. Firmado: general David Petraeus.

The Fellowship tiene características que la distinguen de otras congregaciones de potentes. No reconoce autoridades religiosas que sean superiores a ella (lo contrario del Opus Dey hacia el papa). No pretende el secreto completo de ciertas logias masónicas, más que clandestina prefiere ser “discreta”. En su documento más reciente titulado “Ocho aspectos fundamentales de visiones y de método” está citado un pasaje de los Actos de los Apóstoles: “Este hombre es el instrumento que he elegido para defender mi nombre entre los Gentiles y su rey”. La Familia lo interpreta así: “No trabajamos para despertar las masas sino, a través de relaciones privadas con los reyes, a los líderes de nuestro mundo”. El jefe de la Fellowship Doug Coe, con un eclecticismo sorprendente, cita entre sus modelos a Adolf Hitler y a Mao Zedong. “Jesús nos enseña que debemos merecerle por encima de nuestra madre y de nuestro hermano –dice Coe- y es lo que Hitler, Lenin, Mao enseñaban a los niños. Mao logró convencer a jóvenes Guardias rojas a que ajusticiaran a sus padres. No era homicidio, era la construcción de una nueva nación. El nuevo reino”.

Lo que Sharlett considera desconcertante es que ningún periodista antes que él haya indagado hasta el fondo sobre esta organización, cuya historia no es para nada reciente. La génesis de la Fellowship se remonta nada menos que a los años Treinta. La funda Abraham Vereide, que teoriza un “capitalismo bíblico” impregnado de simpatías hacia el fascismo. Entre sus adeptos está Henry Ford, quien recibe ánimos desde la Fellowship para reprimir luchas obreras. En la posguerra, ayudado por el tele-evangelista Billy Graham, Vereide crea el National Prayer Breakfast. A esa Oración de la Mañana se adhieren presidentes republicanos como Gerald Ford, Ronald Reagan, George W. Bush, a menudo con el ejecutivo, completo. Ocasionalmente, fragmentos de verdades aparecen en los periódicos. En 1952 el Washington Post revela que el ministro de Defensa pone a disposición aviones militares para los traslados de la Familia. Después del escándalo del Watergate el New York Times cita una Oración de la Mañana que ofició Gerald Ford en la Casa Blanca para decidir el perdón presidencial a Richard Nixon. En 1975 Playboy publica un reportaje que describe la Fellowship como un banco-sombra que eroga préstamos a parlamentarios amigos. El rol de la Compañía aflora detrás de la ayuda dada a algunos “hermanos extranjeros” como el dictador Suharto en Indonesia, Ferdinando Marcos en Filipinas, la ley anti-gay en Uganda. Pero nadie antes de ahora había puesto juntas las piezas del mosaico. La curiosidad de los medios de comunicación no había cruzado el portón en la C Street. Ahora que Sharlett ha roto el velo otros han decidido moverse. La Unión de las Iglesias metodistas ha presentado una denuncia. “En el corazón de la capital –se lee en el documento- una residencia para políticos potentes se hace pasar por una iglesia y se beneficia abusivamente de esenciones fiscales reservadas a los verdaderos lugares de culto”. La Internal Revenue Service, la agencia federal de hacienda, ha abierto una investigación. ¿Después de setenta años de conjuras sin molestia alguna, esta venerable red de poder puede de verdad resbalar sobre un delito banal de evasión fiscal? Con el viento político que sopla de nuevo hacia la derecha y el Tea Party en guerra contra todo lo que tenga sabor de impuestos, se puede apostar que La Fellowship tiene todavía un futuro suyo por delante.

http://ca.wikipedia.org/wiki/La_Fam%C3%ADlia