Regente de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Na Umbanda dizem que o ano será de Oxosse e Iemanjá.
No Candomblé a regência será de Oxalá e Iemanjá.
Na Astrologia a Lua regerá as nossas vidas.
No Horóscopo Chinês teremos o ano do Dragão.
Pela Numerologia teremos o número 5 e o 14.
No Tarot teremos como regentes do ano o Hierofante e a Temperança.

Bem, o meu desejo é que você seja o regente de sua vida aqui, agora e sempre.

Seja responsável por si e por suas ações e não delegue a regência do seu destino para mais ninguém além de você mesmo, que você possa reger sua mente, seu coração e seus atos com plena consciência, não apenas pelo ano que entra, pois este calendário é um artíficio criado por papas e imperadores para impor uma forma de escravidão sutil, a matrix do tempo, pois a vida se faz a cada dia, a cada instante, no espaço entre cada inspiração e exalação, de acordo com os movimentos reais da Natureza - F.A.

Encruzilhada

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Entre o anjo e o demônio, como humano, unifiquei todos em mim;

entre o bem e o mal tornei-me conhecedor de mim mesmo.

Tomei a espada do querubim no umbral do éden e tomei de assalto o paraíso.

Implacabilidade

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Não quero ser cruel,

mais é a vida,

pois se ela está sendo demasiadamente dura conosco é pela misericórdia

de redimir-nos de nossa própria imbecilidade.

Egoísta

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Algumas pessoas acusam de dedo em riste: - Egoísta!
Isto pelo cuidado que um tem consigo,
enquanto elas foram incapazes de cuidar de si.
Neste caso redobre o auto-cuidado
e deixe o acusador com o seu próprio veredicto.

Documentário para a sua saúde

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fast food:

é a maneira mais rápida de food_er com sua saúde e de sua família,

desencadeando câncer em si e em seus filhos.

Lembre-se disto: a proteína animal é excelente para desencadear câncer.

Veja o documentário Troque a Faca Pelo Garfo / Forks Over Knives (2011)

Amor e impecabilidade

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Universo inteiro é feito de amor, a própria matéria é feita de amor, mas esta palavra está tão emprenhada de outros significados que usá-la não é muito adequado.

Mas a substância amorosa que constitui a matéria-prima pela qual Deus criou tudo tem uma propriedade fundamental para nós humanos: ela se molda a nossa vontade e aos nossos desejos. Sim, ela é tão amorosa que permite que façamos dela aquilo que queremos e desejamos. O nosso desafio é ter um querer verdadeiro e um desejo perfeito.

Assim recebemos do Universo tudo aquilo que desejamos, isto nos faz criadores e responsáveis pela nossa própria realidade e neste sentido cada um é um rei em seu próprio mundo interior, bebendo da taça da mente seus próprios pensamentos e emoções.

Que possamos governar bem o nosso próprio coração, compreendendo o amor como a própria substância da criação divina que se amolda, que se torna alquimia no cadinho de nosso corpo de acordo com a qualidade de nossos pensamentos, emoções, palavras e atos.

Um indicador claro do poder de nossa vontade e qualidade de nossos desejos está em nossa saúde. Saúde é o que nos faz sãos, esta é a verdadeira santidade, mas este termo também está, como a palavra amor, impregnado de conotações religiosas, então os xamãs criaram o termo impecabilidade ou sobriedade, que significa o melhor uso de nossa energia e poder pessoal.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.

Livro revela a natureza da mídia no Brasil e muito mais

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Debate realizado no dia do lançamento do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr. 10/12/2011. O livro chegou às livrarias nesta sexta e já causou repercussão na blogosfera, reação oposta à da grande mídia, que ignorou o lançamento.

A Pesquisa Interdisciplinar do Ayahuasca e da DMT

domingo, 11 de dezembro de 2011

por Marcelo Bolshaw Gomes

Nos últimos anos o fenômeno social e religioso do Ayahuasca, devido a sua enorme complexidade, vem atraindo vários pesquisadores de diferentes especialidades: antropólogos, juristas, psicólogos, biólogos, farmacêuticos, entre outros. Poucas pesquisas, no entanto, alcançam uma visão interdisciplinar de conjunto, se prendendo as particularidades de seu enfoque específico. Por exemplo, há hoje pesquisas de etno-música e de lingüística sobre a poética investigando os cantos do ayahuasca sem se preocupar com sua química ou com suas interações sociais dos cultos atuais. O presente texto pretende fazer uma introdução resumida destes estudos específicos, não só para orientação dos que se iniciam neste assunto multifacetado, mas, sobretudo, para tentar sistematizar de um modo mais abrangente, os resultados dessas diferentes investigações científicas em uma perspectiva interdisciplinar comum.

A PESQUISA NA ÁREA DA ANTROPOLOGIA


A bebida conhecida como Ayahuasca ou Iagé é preparada através da infusão do cipó do Jagube ou Mariri (Banisteriopsis caapi) e da folha da Rainha ou Chacrona (Psychotria viridis) – naturais da região amazônica. A bebida teria origem do Império Inca e seu uso teria se difundido entre várias tribos indígenas, das quais se tem razoável conhecimento antropológico. Ingerindo o chá, os índios absorvem o espírito da planta e, em transe, têm experiências psíquicas e vivenciam fenômenos paranormais, tais como a telepatia, a regressão a vidas passadas, contatos com os espíritos dos seus antepassados mortos, presciência e visão à distância. Há relatos de xamãs usavam a bebida para descobrir qual era a doença de seus pacientes e saber como tratá-la. Diversos antropólogos, inclusive, tomaram o chá e descreveram seus efeitos parapsíquicos.
Ainda hoje, várias tribos praticam rituais com o uso do Ayahuasca no Brasil, como as dos Kampas e dos Kaxinawás, localizadas perto da fronteira com o Peru. Desde o início do século, nos contatos culturais entre seringueiros e índios, a Ayahuasca passou a ser usada pelos migrantes nordestinos, que colonizaram a Amazônia ocidental. Destes contatos surgiram diversos grupos que associaram o uso da bebida a um contexto religioso cristão-espírita, dos quais a União do Vegetal, no estado de Rondônia, o Santo Daime e a Barquinha, no Acre, são os maiores expoentes.

Na Internet, é possível levantar bastante informação sobre o assunto em sites especializados(2). Também é possível ler alguns importantes trabalhos científicos em arquivos pdf. Dentre as diferentes opções, indicamos a tese de doutorado de Sandra Lucia Goulart, Contrastes e Continuidades em uma Tradição Amazônica: as religiões da ayahuasca, dá uma visão panorâmica dos cultos atuais. Especificamente sobre o culto da Barquinha, há o trabalho de Marcelo Simão Mercante, Ecletismo, Caridade e Cura na Barquinha da Madrinha Chica e Ensaio sobre a cura no contexto de um grupo da Barquinha , de Rafael Guimarães dos Santos.
Sobre a história da União do Vegetal (UDV), há poucos trabalhos acadêmicos, mas, na internet, existem pelo menos dois documentos relevantes: um com a
versão oficial da entidade e outro com uma visão mais histórica.

Já sobre o Santo Daime, há muita coisa escrita e publicada, sugerimos o trabalho de Débora Carvalho Pereira Gabrich, O Trabalho oculto e exotérico de Raimundo Irineu Serra, sobre as origens do culto e de Armênio Celso de Araújo, Teodicéia Brasileira: Uma Breve História do Santo Daime sobre seu desenvolvimento. Há ainda alguns trabalhos antropológicos sobre aspectos específicos, que transversalmente alcançam patamares universais, como o de Leandro Okamoto da Silva Marachimbé veio foi para apurar. Estudo sobre o castigo simbólico, ou peia, no culto do Santo Daime(3) ou de Arneide Bandeira Cemin, O “Livro Sagrado” do Santo Daime .

Um dos trabalhos antropológicos mais significativos é o pioneiro Guiado pela Lua – Xamanismo e uso ritual da ayahuasca no culto do Santo Daime, de Edward MacRae (1992). Atualmente, há também os livros de Beatriz Caiuby Labate (4): O Uso Ritual da Ayahuasca (2002, em conjunto com Wladimyr Sena Araújo), A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos Centros Urbanos (2004) e O Uso Ritual das Plantas de Poder (2005, em conjunto com Sandra Goulart).

No âmbito internacional, destacamos o trabalho de pesquisa interdisciplinar desenvolvido por Ralph Metzner, Ayahuasca – Human Consciousness and the Spirit of Nature (Tradução Márcia Frazão: Gryphus, 2002). O livro é subdividido em quatro partes: a experiência da Ayahuasca (composta por 25 depoimentos pessoais de pesquisadores com ênfase em descobertas espirituais fora dos paradigmas religiosos tradicionais): Ayahuasca: uma história etnofarmacológica, de Denis Mckenna; A psicologia da Ayahuasca, de Charles S. Grob; e Fitoquímica e neurofarmocologia da Ayahuasca, de Jace C. Callaway. Além, da introdução e conclusão do próprio Metzner, sintetizando os resultados dos textos da coletânea, há também uma revisão histórica completa dentro de um contexto mais amplo da pesquisa da consciência e a espiritualidade.

A PESQUISA NA ÁREA DO DIREITO

Paralelamente ao crescimento dos cultos e à expansão do uso religioso da Ayahuasca, uma forte resistência dos setores conservadores da sociedade brasileira se formou, pressionando o governo para embargar o funcionamento destas instituições nos grandes centros metropolitanos. Porém, no dia dois de junho de l992, o conselho decidiu liberar definitivamente a utilização do chá para fins religiosos em todo o território nacional. Segundo a então presidente do Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), Ester Kosovsky, “a investigação, desenvolvida desde l985, baseou-se numa abordagem interdisciplinar, levando em conta o lado antropológico, sociológico, cultural e psicológico, além de análises fitoquímicas”.

O relator do processo de investigação, Domingos Carneiro de Sá, explicou que o fato fundamental para a liberação da bebida foi o comportamento dos daimistas e a seriedade dos centros que utilizam o chá em seus rituais: “Não foram observadas atitudes anti-sociais dos participantes dos cultos, ao contrário, podemos constatar os efeitos integrados e reestruturantes do Daime com indivíduos que antes de participarem dos rituais apresentavam desajustes sociais ou psicológicos”. (SILVA SÁ, Domingos Bernardo Gialluisi. Ayahuasca, a consciência da expansão, in: Discursos sediciosos. Crime, Direito e Sociedade. Rio de Janeiro, Instituto Carioca de Criminologia, 1996, pp. 145-174).

DATA / DOCUMENTO
30/07/1985 RESOLUÇÃO Nº 4 DO CONFEN
04/02/1986 RESOLUÇÃO Nº 6 DO CONFEN
31/01/1986 PARECER DO CONFEN SUBMETIDO À PLENÁRIA
17/08/1998 PORTARIA Nº 117 DO IBAMA
24/11/1991 CARTA DE PRINCÍPIOS DAS ENTIDADES
02/06/1992 ATA DA 5ª REUNIÃO ORDINÁRIA – CONFEN
16/10/2001 PORTARIA Nº 4 DO IBAMA
04/11/2004 RESOLUÇÃO Nº 5 DO CONAD
17/08/2004 PARECER DO CATC
30/05/2006 COMPOSIÇÃO DO GMT-CONAD
e 06/11/2006 RELATÓRIO FINAL DO GMT-CONAD
Fonte: ayahuascabrasil

Com a expansão do Ayahuasca para outros países, surgiram questões jurídicas internacionais referentes a utilização e transporte da bebida. Dentre os vários processos de legalização, uma referência internacional importante é o texto Religious Freedom and United States Drug Laws: Notes on the UDV-USA Legal Case (MEYER, 2005). O site do Santo Daime na Itália também disponibiliza uma página com literatura jurídica internacional, com material sobre vários países.

A PESQUISA NA ÁREA DA BIOLOGIA

O Projeto Hoasca foi uma iniciativa organizada pela União do Vegetal (UDV) sobre a toxidade do Ayahuasca do ponto de vista clínico. Durante o verão de 1993, um grupo multinacional de pesquisadores biomédicos dos Estados Unidos, Finlândia e Brasil encontrou-se em Manaus para conduzir o mais completo exame dos efeitos bioquímicos e psicológicos da bebida. Participaram desta pesquisa interdisciplinar: Grob; McKenna; Callaway; Strassman, entre outros. Mas, além dos resultados atestando a baixa toxicidade do Ayahuasca para usuários de longo prazo, o Projeto Hoasca também deslocou o foco da pesquisa interdisciplinar da bebida para neuroquímica de seus principíos psicoativos, principalmente a DMT.

N,N-DMT ou N,N-dimetiltriptamina (C12H16N2) é um psicoativo que causa intensa emergência visual quando fumado, injetado ou ingerido oralmente. Na Ayahuasca, está presente na folha Psychotria viridis e em combinação com as enzimas MAOI (harmina e harmalina) existentes no cipó Banisteriopsis caapi permite um mais efeito prolongado e potencializado do que se utilizado sozinho em altas dosagens sem inibidores. N,N-DMT é muito chamou freqüentemente só “DMT”, embora este nome cause confusão algumas vezes com seu primo químico 5-MeO-DMT. A DMT é também um neurotransmissor químico presente naturalmente no corpo humano bem como em plantas muitas e em outros mamíferos. Não há registros que ele cause dependência física ou psicológica, mas há contra-indicações: os efeitos do N,N-DMT são dramaticamente aumentado se usados em altas dosagens (fumado, por exemplo) por indivíduos usando MAOIs. MAOIs são enzimas comumente encontradas nos anti-depressivos (phenelzine, tranylcypromine, isocarboxazid, l-deprenyl e moclobemide). Indivíduos propensos à esquizofrenia, com tendências à psicose depressiva ou ainda em estado emocional vulnerável devem ter cuidado com a DMT pois ela pode funcionar como um ‘gatilho’ para a manifestação desses desequilíbrios. Hoje, na internet, encontram-se alguns sites com informação detalhada sobre a substância (http://dmt.lycaeum.org/ e http://www.erowid.org/chemicals/dmt/dmt.shtml).

A DMT e as beta-carbolinas são similares em sua estrutura molecular a Serotonina, um neurotransmissor responsável por vários processos cognitivos. Isto levou a uma série de especulações sobre qual seriam os efeitos do Ayahuasca em nosso organismo?
Para Ralph Miller(5), por exemplo, em
Ayahuasca – Universidade de Gaia:

A Pineal irá produzir DMT em grandes quantidades em pelo menos dois momentos das nossas vidas: no nascimento e na morte. Talvez ela prepare a chegada e a partida da alma. Pessoas que experimentam “situações de quase morte” – vendo luzes fortes, portais, ícones religiosos – relatam efeitos semelhantes aos das experiências com DMT. As moléculas de DMT são similares às moléculas da Serotonina e se encaixam nos mesmos receptores do cérebro. Isto é extraordinário porque, assim como a Serotonina, a DMT é uma chave específica que naturalmente se encaixa nesta “trava” do cérebro. Assim, você tem a DMT se encaixando aos receptores do cérebro, o que produz visões, enquanto as propriedades pró-Serotonina e pró-Dopamina do chá criam um estado de alerta e receptividade.

Do ponto de vista científico, há várias hipóteses sobre o papel da DMT no cérebro humano. Uma hipótese é de que esta substância estaria relacionada com a manifestação da esquizofrenia e dos distúrbios psicóticos. No entanto, ao se encontrar níveis semelhantes de DMT em sujeitos sadios e em esquizofrênicos, esta hipótese vem sendo abandonada. (FISCHMAN, 1983). Outra hipótese, postulada por Richard Strassman em seu livro, A Molécula do Espírito, diz que a DMT é produzida pela glândula Pineal e está relacionada com experiências de “pico” (nascimento, experiências de quase-morte, morte etc). Uma terceira hipótese feita por Callaway, que se relaciona com as duas primeiras, é que a DMT está relacionada com a regulação do sono, especificamente, na produção das imagens nos sonhos: o sono REM. Neste caso, se a DMT fosse produzida em excesso poderia ocasionar alucinações.

Atualmente, várias pesquisas investigam a utilização de medicamentos a base de DMT para tratamento químico de depressão, neuroses, fobias, síndromes neurológicas, bem como sua utilização como potencializador da consciência em processos terapêuticos psicológicos.

A PESQUISA NA ÁREA DA PSICOLOGIA

Enquanto os pesquisadores das áreas biológicas dão um enfoque enquadrado particularmente aos efeitos químicos da DMT no cérebro, os pesquisadores das áreas clínicas e psicológicas estudam a mudança nos estados de consciência e de percepção, distribuindo sua atenção em três fatores: a bebida, o ambiente (setting) e a intenção (set. A hipótese denominada em inglês de ‘set and setting’, formulada inicialmente por Timothy Leary com LSD nos anos 60, foi adotada pela maioria dos pesquisadores da área. A hipótese afirma que o conteúdo de uma experiência com substancia psicoativa é uma resultante da interação desses três fatores básicos.

Charles S. Grob, também participante do Projeto Hoasca, fez a mais ampla revisão bibliográfica sobre o Ayahuasca na área da psicologia clínica e neuro-psiquiatria (METZNER, 2002, p. 195) e considera a hiper-sugestionabilidade como um dos efeitos psico-químicos, detalhando o aspecto ambiental (setting) em vários fatores (o papel do líder, do grupo, do local). Ele é um dos pesquisadores que concluem que “o contexto, o roteiro e o propósito” são mais importantes do que os efeitos químicos de substância psicoativas (nos processos de “cura” e de autoconhecimento propiciados pela bebida).

Em relação às características dos estados de consciência quimicamente alterados pelo Ayahuasca, Grob aponta: a) Diminuição ou expansão da consciência reflexiva, com alterações de pensamento, mudanças subjetivas na concentração, na atenção, na memória e no julgamento podem ser induzidas voluntariamente em vários níveis de uma mesma experiência. b) Aumento da imaginação visual. Grob também identifica, dentre as experiências de milhares usuários entrevistados, várias recorrências psicológicas durante o transe: medo de perder o controle; resistência do ego (bad trip) e transcendência para estados místicos (entrega); aumento da expressão emocional – tristeza, alegria, desespero, fé; entre outras menos freqüentes.

Bastante significativa é a descrição do transe feita pelo Dr. Regis Barbier, no artigo Ayahuasca como opção espiritual (6)

A Ayahuasca revela que o conhecimento que temos do mundo, da existência, é um estado ou processo psicossomático. (…) A percepção, habitualmente embotada, permite apenas aprender e acessar uma fração distorcida de realidade; uma realidade revestida de projeções pessoais e pressuposições. (…) A Ayahuasca amplifica a capacidade psicossomática de responder a gradações mais sutis de estímulos além de muitas vezes integrar as diversas faculdades sensoriais em processos sinestésicos. Esse efeito de aumentar a capacidade de experienciar, de avaliar e apreciar por si mesmo, é central para a compreensão do seu significado. Esta amplificação, como uma lupa, permite uma (re)visitação intensiva e absorta dos conteúdos mentais – recordações, idéias, fantasias, pensamentos, emoções, medos, esperanças, sensações em gerais. Na dependência da ética e valores morais atuais do indivíduo, além de influir na intensidade e no foco das percepções, a experiência pode motivar a re-significação dos conteúdos sendo observados. Valores morais e atitudes são revistas. Aqui temos uma tecnologia que alterando a composição bioquímica do instrumento e dos meios de processamento da informação, permite a inativação temporária dos filtros culturais e psicodinâmicos que nos bastidores da mente agem determinando, formatando e hierarquizando, nossas experiências quotidianas. Pode se de fato aprender muito, crescer e liberar energia psíquica e vendo, transformando, eliminando, aceitando e se reconciliando com conteúdos incômodos. (…) O grande valor da Ayahuasca, trazidos à nossa atenção pelas sociedades indígenas, é que ela dissolve os limites da mente inconsciente; ela dá acessos aos conteúdos reprimidos e esquecidos. Ela possibilita o reconhecimento das configurações universais da psique, os arquétipos de humanidade, junto com um leque mais abrangente de conhecimentos e maneiras de conscientizar, até eventualmente a vivência dos diversos aspectos da união mística. Na medida em que o indivíduo consegue ver as coisas de uma maneira não distorcida, vendo claramente não apenas o seu passado mais também a presunção e cegueira da sua própria cultura e grupos de referencias, ele necessita, além de tolerar a decepção e o sofrimento, superar sentimentos de desamparo. Nem sempre é fácil ter de ver e aceitar que não somos assim tão vítimas, mas sim responsáveis pelas nossas vidas; aceitar ser capaz, reconhecer o seu potencial e a responsabilidade que isso requer implica coragem e determinação. Podemos até recusar crer que fazemos jus a muita beleza e alegria, bem estar profundo, sem nada ter de pagar além de ser o que já se é; apenas sendo o que já somos. O gerenciamento emocional produtivo dessa reavaliação, a reorganização psíquica, implica um grau suficiente de equilíbrio e bom senso para que se tomam atitudes judiciosas sem precipitações.

Outra grande contribuição ao estudo psicológico do Ayahuasca é o trabalho de Benny Shanon, O Conteúdo das Visões da Ayahuasca, em que além de trabalhar um levantamento das imagens das mirações e da hipótese de aceleração e desaceleração da percepção do tempo durante o transe, se discute também a pesquisa da mente através do ayahuasca (e não mais o efeito da ayahuasca na mente humana).

Shanon já havia escrito sobre o Ayahuasca como instrumento de investigação da mente (in LABATE, 2002; pág. 631), através dos parâmetros teóricos da psicologia cognitiva. Para ele, há questões fenomenológicas de primeira ordem (o que está sendo experimentado?) e de segundo ordem (Há uma ordem e um sentido no que está sendo experimentado?). Há também questões de dinâmica, de contexto e teóricas gerais a serem discutidas sobre o uso do Ayahuasca. Por exemplo, em relação às questões fenomenológicas de primeira ordem, Shanon distingue as questões de conteúdo das de domínio e de estrutura. Assim, felinos, pássaros e répteis são as imagens mais recorrentes nos transes, seguidos de perto pelos palácios, tronos e imagens arquitetônicas celestiais.

A pesquisa destaca que as imagens são ‘universais da mente’ (semelhantes ao que Jung chamou de arquétipos), pois surgem em indivíduos sociais e culturalmente diferentes. Esses conteúdos podem surgir de diferentes formas ou domínios e o encadeamento dessas formas com estes conteúdos forma estruturas narrativas paralelas aos rituais. E Shanon entrevê, através deste sistema cognitivo de conteúdos/domínios, os parâmetros estruturais da consciência e destaca pelo menos quatro aspectos relevantes em relação ao efeito do Ayahuasca: a percepção do pensamento como uma cognição coletiva, a indistinção entre o interior e o exterior, e as experiências desindentificação pessoal e de tempo não-linear. Ou seja: quando tomam Ayahuasca as pessoas percebem que seus pensamentos não são individuais, mas sim ‘recebidos em rede’ (a mente como um rádio); que não existe a distinção entre o sensorial e o sensível; podem se transformar em animais (jaguares e águias são freqüentes) ou em outras pessoas; e finalmente percebem o transcorrer do tempo de forma desigual, em que alguns segundos demoram séculos e horas se sucedem rapidamente e em que alguns momentos se experimentam a simultaneidade (ou a sensação de eternidade) temporal. Quando baixamos arquivos no computador, pode-se perceber que alguns segundos demoram mais que outros, em função do peso do arquivo e da aceleração da conexão da internet. O que Shanon suspeita é que o mesmo acontece com o cérebro, mas só é perceptível sob o efeito do Ayahuasca.

Acredito que o desenvolvimento das pesquisas na área da psicologia se dará a partir do aprofundamento neurocientífico das teses de Shanon. Ou seja: não apenas estudar o efeito químico da substância no organismo, mas, sobretudo, compreender quais dimensões de consciência que este efeito propicia (telepatia, regressões mentais a traumas infantis, visualização de imagens do inconsciente profundo, mudanças na percepção do tempo e da realidade). Além de investigar o efeito da DMT no cérebro, observando o aspecto reverso, estudar a mente através da DMT – este será o propósito central das pesquisas psicológicas da ayahuasca.

ANTEPROJETO

Além, de pesquisas psicológicas, antropológicas, jurídicas e biológicas (incluindo aqui estudos neuroquímicos, farmacêuticos e clínicos), há também várias pesquisas sobre a música das cerimônias, a poesia dos cantos, as danças do ritual, a arquitetura dos templos, enfim, toda descrição semiótica e lingüística da arte dos cultos, bem como suas concepções doutrinárias. Nosso objetivo aqui, como dissemos no começo, é o de introduzir as diferentes investigações sobre a ayahuasca, buscando observar o que cada tem de essencial em relações às demais. Mais do que uma síntese entre essas pesquisas, o que se pretende é o de estabelecer uma atualização sistemática dessas investigações e observar as suas inter-relações. Teríamos, assim, nesta perspectiva, uma pesquisa interdisciplinar do Ayahuasca cinco linhas específicas de observação e acompanhamento: Antropologia, Direito internacional, Biologia (subdividido em várias áreas), Psicologia e Comunicação Social. Cada linha de pesquisa deve ser coordenada por doutor e, na prática, consistiria na investigação e na sistematização de um aspecto específico da pesquisa inter-disciplinar.

O projeto inter-disciplinar de pesquisa do Ayahuasca e da DMT prevê ainda: a) realização de encontros anuais em diferentes universidades e centros de estudos, em que os pesquisadores, organizados em Grupos de Trabalho segundo as linhas de pesquisa, apresentarão artigos e resenhas sobre a literatura internacional sobre o tema; e b) a criação de uma publicação acadêmica nacional, impressa e na internet, com a produção científica dos pesquisadores e informações sobre as pesquisas internacionais semelhantes

Notas:

(1) Marcelo Bolshaw Gomes < marcelobolshaw@ufrnet.br> é jornalista, professor de comunicação e doutor em ciências sociais pela UFRN, mas o presente texto é resultado da interação de vários pesquisadores através da lista: http://br.groups.yahoo.com/group/pesquisadores_da_ayahuasca/.

(2) V. principalmente www.santodaime.org; www.ayahuasca.com e http://yage.net/

(3) Há um capítulo especialmente interessante: A Peia de todos e a peia de cada um.

(4) Mestre e doutoranda em Antropologia Social pela Unicamp, pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos e coordenadora do instituto Alto das Estrelas .

(5) Tradução: Sergio Garcia Paim, originalmente publicado em http://www.heartoftheinitiate.com/articles_gaia.htm

(6) Originalmente publicado no site: http://www.panhuasca.org.br

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TESES E DISSERTAÇÕES COM REGISTRO NA CAPES
Elsje Maria Lagrou. UMA ETNOGRAFIA DA CULTURA KAXINAWA ENTRE A COBRA E O INCA. – 01/06/1991
Evelyn Doering Silveira. AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DE ADOLESCENTES QUE CONSOMEM CHÁ DE AYAHUASCA EM CONTEXTO RITUAL RELIGIOSO – 01/12/2003
Laura Pérez Gil. Pelos caminhos de Yuve: conhecimento cura e poder no xamanismo Yawanawa – 01/11/1999
Alberto Groisman. “EU VENHO DA FLORESTA”: ECLETISMO E PRAXIS XAMANICA NO “CEU DO MAPIA”. – 01/01/1991
Antonio Henrique Fonseca Romero. Autopoise e Educação no Movimento do Santo Daime – 01/10/2004
Beatriz Caiuby Labate. “A reinvenção do uso da ayahuasca nos centros urbanos” – 01/04/2000
Eliseu Labigalini Júnior. O USO DE AYAHUASCA EM UM CONTEXTO RELIGIOSO POR EX-DEPENDENTES DE ÁLCOOL – UM ESTUDO QUALITATIVO – 01/06/1998
Fernando de La Rocque Couto. SANTOS E XAMAS: ESTUDOS DO USO RITUALIZADO DA AYAHUASCA POR CABOCLOS DA AMAZONIA E EM PARTICULAR NO QUE CONCERNE SUA UTILIZACAO SOCIO-TERAPEUTICA NA DOUTRINA DO SANTO DAIME – 01/06/1989
Leandro Okamoto da Silva. Marachimbé Chegou Foi Para Apurar. Estudo Sobre o Castigo Simbólico, ou Peia, no Culto do Santo Daime. – 01/09/2004
Leonor Ramos Chaves. A MULHER URBANA NO SANTO DAIME: Entre o modelo arcaico e o moderno de feminino – 01/11/2003
Maíra Teixeira Pereira. ARQUITETURA COMO UM MICROCOSMO: RELIGIOSIDADE E REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO NA COMUNIDADE DO MATUTU-MG – 01/04/2003
Mara Rosane Coelho Teixeira. EM RODA DOS MENINOS: UM ESTUDO DA VISÃO DE MUNDO CONSTRUÍDA PELAS CRIANÇAS NA COTIDIANIDADE DA DOUTRINA DO SANTO DAIME NA VILA CÉU MAPIÁ/AM -2003 – 01/06/2004
Maria Cristina Pelaez. “NO MUNDO SE CURA TUDO: INTERPRETAÇÕES SOBRE A ‘CURA ESPIRITUAL’ NO SANTO DAIME” – 01/12/1994
Maria de Fátima Henrique de Almeida. Santo Daime: a colônia cinco mil e a contracultura (1977-1983) – 01/08/2002
Paulo César Ribeiro Barbosa. Psiquiatria cultural do uso ritualizado de um alucinógeno no contexto urbano: uma investigação dos estados de consciência induzidos em moradores de São Paulo pela iniciação ao consumo da Ayahuasca no Santo Daime e União Vegetal – 01/08/2001
Rodrigo Sebastian de Moraes Abramovitz. MÚSICA E MIRAÇÃO: UMA ANÁLISE ETNOMUSICOLÓGICA DOS HINOS DO SANTO DAIME. – 01/03/2003
Rosana Martins de Oliveira. DE FOLHA E CIPÓ É A CAPELINHA DE SÃO FRANCISCO: A RELIGIOSIDADE POPULAR NA CIDADE DE RIO BRANCO – ACRE (1945-1958) – 01/08/2002
Sandra Lúcia Goulart. AS RAÍZES CULTURAIS DO SANTO DAIME – 01/05/1996

Jesus e Enteogenia: A Inquisição Farmacrática

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Inquisição Farmacrática é um filme provocativo de Gnostic Media que argumenta que virtualmente toda a mitologia, simbolismo e a história de Jesus e das tradições Cristãs estão relacionadas a dois assuntos básicos: astrologia e xamanismo. Para aqueles não familiares com as evidências que apóiam esta declaração, este filme pode ser verdadeiramente revolucionário e abrir a mente.

Muito do material do filme está apoiado no trabalho de John Allegro. Allegro foi um dos acadêmicos originalmente escolhidos para traduzir os Pergaminhos do Mar Morto, escritos Católicos antigos, descobertos em Qumran próximo ao Mar Morto no meio do século 20. Diferentemente de seus colegas, Allegro não era comprometido com a Igreja Católica e portanto foi capaz de desenvolver suas próprias teorias e interpretações, livre do dogma Católico. O resultado foi a sugestão radical de que Jesus era um cogumelo psicoativo. Em particular, Allegro argumentou que a mitologia e o simbolismo que rodeiam Jesus Cristo apontam para o cogumelo Amanita muscaria, o icônico cogumelo vermelho e branco tão comum no simbolismo e imagens Cristãs.

O cogumelo Amanita tem papel central no filme e é apresentado como base dos elementos xamânicos no Cristianismo. Existe uma história longa de uso do Amanita entre xamãs do norte europeu e da Sibéria, as próprias culturas de onde se origina a palavra "xamã". Nestas culturas, xamanismo era sinônimo do uso do Amanita e o conhecimento de suas propriedades psicoativas eram bem conhecidos em toda esta região do mundo. Portanto a influência do uso xamânico do Amanita no Cristianismo não deveria necessariamente surpreender, mas o argumento de que Jesus é o Amanita, e não um personagem histórico, é provavelmente surpresa para muitos.

O filme faz uma argumentação convincente para esta conexão entre Jesus e o Amanita, e mesmo com os cogumelos psilocibe, através da apresentação do simbolismo Católico, iconografia e imagens. Quando se olha cuidadosamente para a Igreja Católica, o simbolismo do Amanita parece abundante, das roupas dos Papas e cardinais até afrescos, arcos de passagem e arquitetura de igrejas. Mesmo os mitos, como do Santo Graal, parecem cair na categoria de simbolismo do amanita. Realmente, quando as imagens são apresentadas desta maneira, a comparação com o amanita se torna imediatamente óbvia e difícil de desbancar.

Mesmo Papai Noel recebe o tratamento amanita neste filme. Aqui o elfo bom velhinho é apresentado no contexto do xamanismo do norte europeu, onde, de acordo com a tradição, o xamã secava seus amanitas em um pinheiro e depois visitava os yurts de sua comunidade, entrando pelo buraco para fumaça trazendo de presente para as pessoas cogumelos sagrados. Não é muito estender esta visão para perceber que estes xamãs que passeavam com renas foram o modelo icônico para o velho gordo Noel vestido de vermelho e branco, ele mesmo parecendo muito com o amanita.

O filme apresenta, adicionalmente à influência do xamanismo e de cogumelos psicoativos no Cristianismo, a relação entre astrologia e astronomia com o mito Cristão. Aqui os produtores fornecem argumentos convincentes para a correlação entre o mito Cristão e o céu no Solstício de inverno, incluindo as Eras Zodiacais, demonstrando graficamente como estes contos da estrela brilhante, os três reis, a morte e ressurreição de Jesus todos se encaixam com fatos previamente conhecidos do céu noturno e a mudança das estações.

Por fim, a Inquisição Farmacrática desafia muitos dos pressupostos e crenças que podemos ter sobre o Cristianismo e suas figuras centrais, mostrando evidências provocativas de que as coisas não são como parecem nesta tradição. Se for verdade, a pergunta que vem é: Será que a Igreja Católica ainda usa o amanita secretamente nos confins do Vaticano? Estariam eles realmente escondendo esta verdade fundamental por dois milênios, ou eles mesmos passaram a acreditar nos mitos que foram criados para comunicar e esconder a verdadeira identidade de Jesus Cristo? Assista este filme e tome sua decisão.

http://video.google.com/videoplay?docid=3573766842465128663&hl=en

ou acesse os links no final deste texto.

Farmaco- uma combinação significando droga, medicina, ou veneno usada na formação das seguintes palavras: farmacologia, farmacia, etc

-crat, significando regra, membro de um corpo de governo, ou defesa de uma regra particular, usado nas palvras compostas: autocrata, tecnocrata.Cf.-cracia

n. 1 uma investigação oficial, especialmente de natureza política ou religiosa, caracterizada por falta de respeito a direitos individuais, preconceito por parte dos examinadores e punições cruéis e imprudentes. 2. qualquer questionamento duro, difícil ou prolongado. 3. ato de inquirir, pesquisar. 4. uma investigação, ou processo de inquirir. 5. uma forma oficial ou jurídica de inquirir. 6. os resultados de inquirir. 7. o documento contendo os resultados de tal questionamento. 8. (cap) Igreja Católica Romana A. tribunal especial do passado, envolvido principalmente em combater e punir a heresia. Cf. Escritório Sagrado. B. ver inquisição espanhola.

Inquisição Farmacrática verb.

- A perseguição Cristã das religiões arcaicas baseadas na ingestão cerimonial de plantas enteogênicas e do consequente acesso pessoal a estados de êxtase; cuja primeira grande vitória foi a destruição dos mistérios Eleusinos no fim do quarto século; que então alcançou um clima grotesco na perseguição às bruxas na Idade Média; e que continua hoje em dia na forma do Estado Farmacrático disfarçado de saúde pública com a "Guerra as Drogas".

1994 Ott Ayahuasca Analogues, 12. Que a reforma enteogênica prevaleça sobre a Inquisição Farmacrática, levando ao renscimento espiritual da humanidade nos seios da Mãe Gaia, do qual poderá fluir para sempre a amrita, a ambrosia, a ayahuasca da vida eterna!

O fenômeno OVNI em 10 minutos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



Richard Dolan explica en 10 minutos algunos de los puntos álgidos del encubrimiento OVNI. A través de algunos documentos desclasificados por medio de la Ley de Libertad de Información de EEUU, Dolan expone el secretismo imperante en las diversas entidades gubernamentales, militares, e investigaciones científicas realizadas, desde la Segunda Guerra Mundial en adelante.

"Hay algo que está sucediendo y que va más allá de nuestras capacidades actuales, lo cual podría representar un problema a la hora de dárselo a conocer al mundo. El problema con eso, sin embargo, es que el mundo sigue avanzando muy rápidamente. El secretismo OVNI, dentro de muy pronto, será una cosa del pasado". -- Richard Dolan

Video original: http://www.youtube.com/watch?v=jaxtKeWKPBs

Una producción de Richard Dolan:
www.youtube.com/RichardMDolan
www.keyholepublishing.com
www.afterdisclosure.com

Traducción y Subtítulos por Zeta & Bala:
www.youtube.com/excretandote
sersignificaser.blogspot.com

Controle da mente e outras práticas da conspiração

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Para aqueles que acham que esta história de controle mental, lavagem cerebral, ondas ELF ou de baixa frequencia usadas para manipular a mente de multidões, HAARP e coisa e tal é tudo fruto da mente paranóica de teóricos da conspiração eis este breve documentário do History:





Sobre o Poder

sábado, 26 de novembro de 2011


A força que percorre o universo

Percorre o teu corpo.

Não pode ser diferente.

Teu corpo não é em verdade teu.

É o corpo do universo.

A manifestação do poder.

Perfeito, brilhante, pleno de saúde e luz.

A força do universo que percorre teu corpo

Te faz compreender que és um com a força

tornando-te então nenhum.

Sendo tudo não és nada.

No pináculo do poder desabrocha a flor sutil da humildade.

A plenitude que se manifesta em ti,

É apenas plenitude, presente em tudo, em todos.

Essa consciência da plenitude não pode ser contida em nenhuma palavra criada pelo homem: deus, amor, espírito, nada significam sem a consciência dessa força em si. É um imbecil aquele que olha o dedo que aponta para o céu sem olhar para o céu.

Assim não podes reverenciar ou adorar deus ou deuses, pois tal força está presente em ti, aqui e agora, não és algo distinto ou distante de tal poder. Reverencia o Poder em si através da impecabilidade.

Eu Sou. Tu És. Unos com o Poder. Sê consciente e isso é suficiente.

Se perguntam se acredito em deus digo que não, pois como posso acreditar se o vejo no sol brilhante, no céu azul, no vento suave, nas árvores frondosas, no mar revolto, nos pássaros e aves, na música vibrante , no belo sorriso da mulher amada, no olhar deslumbrado da criança, na força de vida que percorre meu corpo?

Acreditar em deuses ou deus é alienar-se da força em si para alimentar vampiros que manipulam as multidões para se fazerem o que não são.

Não preciso acreditar no que vejo e sinto presente e pulsante em tudo.

A crença é para cegos e insensíveis. A consciência dispensa a crença. A crença oblitera a mente e o coração.

Destrói a crença e deixa brilhar o sol da verdade em tua mente. Destrói toda forma de autopiedade. Destrói os ídolos, as religiões e as igrejas e bebe direto da água da vida. Já foi dito: Não há religião superior à Verdade.

Silencia e procura sentir a força em si.

F.A.

Além dos paradigmas vigentes: João de Abadiânia

terça-feira, 22 de novembro de 2011

João de Abadiânia é um curador, um médium, um paranormal que desafia a ciência médica. Operando sem anestesia, sem assepsia, faz esse trabalho de cura há 53 anos. Atua próximo a Brasília. É fazendeiro, possui 4 fazendas e 9 filhos. A seguir mais um vídeo-documentário feito pelo programa norte-americano da Oprah. O que diz a ciência médica? Porque não estuda o fenômeno e estabelece parcerias com tais curadores?













(e)Ventos

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A tranquilidade se prova de dentro para fora.

E se adquire de fora para dentro,

ao percebermos que os eventos são transitórios.

F.A.

Era uma vez um rei que disse aos sábios da corte:

_ Estou fabricando um precioso anel. Adquiri um dos melhores diamantes possíveis. Quero esconder dentro do anel uma mensagem que possa me ajudar em momentos de desespero total e que ajude meus herdeiros e os herdeiros de meus herdeiros para sempre. Tem que ser uma mensagem pequena, que caiba debaixo do diamante do anel.

Todos que escutaram eram sábios, eruditos, que poderiam escrever grandes tratados, mas, uma mensagem com não mais de duas ou três palavras que pudessem ajudar em momentos difíceis…

Eles pensaram, procuraram em livros, mas não puderam achar nada.

O rei tinha um velho criado que também tinha sido criado de seu pai. A mãe do rei morreu cedo e este criado havia cuidado dele, então era tratado como se fosse da família. O rei sentia um imenso respeito pelo velho homem, de forma que também o consultou. E este lhe falou:

_ Não sou sábio, nem erudito, nem um acadêmico, mas conheço uma mensagem. Durante minha vida no palácio, conheci todos os tipos de pessoas e, em uma ocasião, conheci um místico. Era convidado de seu pai e estava a seu serviço. Quando, com gesto de agradecimento deu-me esta mensagem, o velho homem escreveu em um pequeno papel, dobrou e entregou ao rei. _ “Mas não leia.” – disse ele – “Mantenha-o escondido no anel, somente abra quando não tiver outra saída”.

Esse momento não tardou a chegar. O seu Reino foi invadido e o rei perdeu a batalha. Estava escapando em seu cavalo e seus inimigos o perseguiam. Estava só, e seus perseguidores eram muitos. Chegou em um lugar onde o caminho havia acabado, totalmente sem saída. Na frente havia um precipício com um vale profundo, cair seria o fim. Não podia voltar, porque o inimigo havia fechado o caminho. Já se podia ouvir o barulho dos cavalos. Não podia continuar e não havia outro caminho.

De repente lembrou-se do anel. Abriu-o, tirou o papel e lá encontrou a mensagem pequena, tremendamente valiosa, que, simplesmente, dizia:

“Isto também passará”.

Enquanto lia a mensagem, sentia que caía sobre ele um silêncio. Os inimigos que o perseguiam deveriam ter se perdido na floresta ou se enganado de caminho. O certo é que pouco a pouco deixou de escutar os cavalos.

O rei sentia-se profundamente grato ao criado e ao místico desconhecido. Aquelas palavras eram milagrosas. Dobrou o papel, pôs novamente no anel, juntou seus exércitos e reconquistou o Reino.

No dia em que entrou novamente vitorioso no palácio, tinha uma grande celebração, com músicas, danças… e ele sentia muito orgulho de si mesmo.

O velho criado estava ao seu lado na carruagem e falou:

_ Este momento também é adequado, olhe novamente para a mensagem.
_ Por quê? Agora eu sou vitorioso, as pessoas celebram minha volta, eu não estou desesperado, não estou em uma situação sem saída.

_ Escute-me – disse o velho criado – “Esta mensagem não é só para situações desesperadoras, mas também prazerosas. Não é só para quando estiver derrotado, mas para quando estiver vitorioso. Não só para quando for o último, mas para quando for o primeiro”.

O rei abriu o anel e leu a mensagem:

“Isto também passará”.

Novamente sentia a mesma coisa, o mesmo silêncio em meio a multidão que celebrava e dançava, mas o orgulho e o ego haviam desaparecido. O rei pôde compreender a mensagem. Tinha sido iluminado.

Então o velho homem falou:

_ Recorda-se de tudo o que você passou? Nenhuma coisa ou emoção é permanente. Como o dia e a noite, há momentos de felicidades e momentos de tristezas. Aceite-os como parte natural das coisas, porque eles fazem parte da natureza de sua vida.

Malba Tahan

História das sociedades secretas - Illuminati versus Vaticano

sábado, 19 de novembro de 2011

É possível que um grupo de tradicionais sociedades secretas tenha se imiscuído no aparato governamental, em instituições religiosas e em agências de inteligência com a finalidade de dominar o mundo? Megalômanos sempre existiram e a própria estupidez humana nos diz que a resposta pode ser sim. Esse documentário muito bem articulado e narrado mostra indícios provocantes a respeito de uma manobra histórica que em muitos pontos é bastante plausível, especialmente em relação ao assassinato de dois papas e a utilização das maletas atômicas que sumiram do arsenal nuclear russo. Onde estariam?

Que forças estão por trás da elite que impede que o nosso mundo que já possui condições tecnológicas de acabar com a fome e desenvolver uma matriz energética limpa o faça? Que jogo joga quem está no poder? Bestas lutando contra bestas, instituições tradicionais em luta pelo poder. O documentário Anjos e Demônios revela mais do que uma luta do bem contra o mal, parece mais um filme do Tarantino, revelando uma luta de bandidos contra marginais, ou seja, tudo farinha do mesmo saco. Assim o nosso título seria Bestas contra Bestas ou Predador contra Alien (risos), ou ainda, Illuminati versus Vaticano, e essa é a nossa sorte, pois, como está escrito, casa dividida contra si mesmo não poderá subsistir.

É necessário, para que você não ache que a idéia essencial desse documentário seja apenas mais uma teoria da conspiração, que você assista ao discurso do presidente John Kennedy no dia do seu assassinato, pois nesse discurso réquiem ele denuncia as sociedades secretas. Sua denúncia corajosa foi seu testamento e sua carta de sentença. É nosso dever apresentá-la e divulgá-la.

























Um exemplo de intelectualidade e simplicidade: Noam Chomsky

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Entrevista antiga, mas atual, de Noam Chomsky no programa Roda Viva. Um exemplo de pensar verdadeiro, lúcido, com o brilho da simplicidade e do entendimento:

A Família da Luz: Mensageiros do Amanhecer

terça-feira, 1 de novembro de 2011


Qual é o vosso papel nesta história? Vocês são membros da Família da Luz. O simples fato de estarem lendo este livro mostra que fazem parte da Família da Luz. Para alguns isto é como um sonho. Estamos lembrando o que vocês no vosso íntimo, já sabem. Viemos a este planeta para ativar os arquivos da vossa memória - inspirar a raça humana através da faixa de luz para que comecem a se lembrar quem são, a criar a vossa própria realidade, alterar a frequência do planeta e reclamar o direito de posse sobre si mesmos e sobre este território. Nós, como Pleiadianos, voltamos no tempo - para o que poderia talvez ser chamado de nosso passado – procurando resquícios de representantes da luz.

Voltamos para compartilhar uma frequência com vocês, uma frequência que cada um concordou partilhar neste planeta para mudar o DNA da raça humana remodelada. Esta é uma história importante. Os Planejadores Originais não querem perder seu território. Vocês acham que eles iam desistir assim tão fácil? Começaram a chamar os membros da Família da Luz para virem infiltrar-se no projeto, encarnando-se um a um para trazer a luz - como informação através de raios cósmicos - de volta ao local que a havia perdido.

A Família da Luz começou a trabalhar aqui, vindo a um planeta privado de luz e de informação. Através de mutações nas leis da humanidade, estes raios cósmicos criativos começaram a perpassar os corpos das pessoas, indivíduo por indivíduo, depois grupo por grupo, em diminutas quantidades, através dos eons, as freqüências de informação foram sendo trazidas para este planeta. Às vezes grandes batalhas eram travadas com o objetivo de eliminar a luz, ou informação, que estava sempre procurando uma forma de expressão. Os Planejadores Originais sabiam que, cosmicamente falando, esta era uma lição para eles - permitir compreender os deuses criadores que tomaram o seu projeto.

Os Planejadores Originais então dispuseram-se a introduzir a sua própria versão de um plano que coincidisse com a época em que a frequência da Terra seria alterada, uma época em que os proprietários pereceriam se não mudassem sua própria frequência. Emoções são fonte de alimento. Existem seres cuja fonte de alimento é o amor, e os Planejadores Originais pretendem alterar a frequência da Terra para a frequência do amor. A fonte de alimento dos atuais proprietários, que é o medo, ansiedade, caos, fome e desânimo precisa ser removida. Adivinhem quem está removendo esta fonte de alimento?

Vocês!

Como membros da Família da Luz, vocês são renegados. São demolidores de sistemas, estão aqui para conquistar seus próprios medos e mostrar ao resto do planeta que não há razão para temer nada.


Adoram chegar e causar confusão. É famoso este ramo da Família da Luz. Vocês são conhecidos por chegarem em determinados sistemas de realidade e alterar a sua frequência, trazendo informação. Não é vossa tarefa, como membros da Família da Luz, converter os outros, mas entrar nos sistemas e agir como receptáculos; isto é, receber os raios cósmicos criativos em vossos corpos, os corpos que estão ocupando como humanos. Estão disfarçados de humanos para permitirem que o processo aconteça.

Vocês estão codificados e, à medida que suas lembranças começam a aflorar, irão responder ao plano do qual vieram participar para alterar as frequências. Começarão por receber e manter uma determinada frequência e depois passarão a vivê-la. A identidade como frequência é a soma total da irradiação das pulsações elétricas dos vossos corpos físico, mental, emocional e espiritual. À medida que vivem a sua frequência, afetam todas as pessoas e todos os lugares para onde forem. É isso que estão fazendo agora. Existe muita gente que já compreendeu sua missão, e em muitas pessoas as lembranças estão começando a aflorar.

O plano de mudar a modulação da frequência que afeta a espécie humana, permite o reagrupamento do seu DNA e dos filamentos de códigos-luminosos. Desta vez, o plano é gigantesco. A Terra está ajudando, à sua maneira, a evolução do universo. É na Terra que as coisas estão acontecendo, é o lugar quente, o lugar para se estar. É onde o plano começa a desabrochar. O que ocorrer na Terra irá afetar muitos e muitos mundos. Como membros da Família da Luz, vocês concordaram em vir à Terra diversas vezes de várias formas e em épocas diferentes para se ambientar, descobrir as características treinar-se.

Precisavam experimentar a Terra e preparar-se para o tempo em que a alteração da frequência começaria a ocorrer. Todos se comprometeram a encarnar o número de vezes necessário para colocar o plano em ação.

A Família da Luz de todos os lugares está começando a se unir. Precisam concentrar-se no que possuem em comum, não no que deixam de ter em comum. Como membros da Família da Luz vocês trazem informação ao planeta de formula totalmente neutra para estimular o vosso próprio crescimento. Precisam fazer isso - porque o crescimento de cada um de vocês afeta o crescimento de todo o planeta.

O vosso DNA vai evoluir de duas para doze hélices Estas doze hélices correspondem aos centros de energia ou chakras, dentro e fora do vosso corpo. Agora, aqui no planeta, milhões de vocês estão em missão e concordaram em manter a vibração para realizar esta missão. Grupos de vocês estão se tornando impecáveis e estes grupos estão afetando os outros Em breve começarão a perceber claramente quem são e qual é a vossa missão.

Este processo é um incrível salto evolucionário pare. os que participam e ocorrerá num ritmo muito acelerado nos próximos vinte anos (o livro foi publicado no início dos anos 90) existem algumas pessoa que já receberão o realinhamento das doze fitas de DNA, as doze hélices. Estas doze fitas espiraladas de DNA interagem dentro e fora do corpo. A conexão das doze espirais significa que os doze centros de informação podem começar a funcionar e enyiar informação entre si para a frente e para trás. Tradicionalmente, sete destes centros estão localizados no corpo, e cinco fora do corpo. São normalmente conhecidos como chakras e estão alinhados com o movimento rotatório dos doze corpos celestes do sistema solar que vocês conhecem os doze corpos celestes que vibram da maneira que vocês os percebem em três dimensões.

Estes doze corpos celestes giram com informação: giram com o sistema de chakras que chega ao fim do universo e giram com o DNA girando dentro do vosso corpo. Quando o DNA humano começar a se unir formando um sistema de doze hélices e agir de acordo com esta informação, haverá uma força incrível. Os indivíduos, ao simplesmente se agruparem e projetarem um desejo juntos – tornando-se um receptáculo telepático de energias de todo o cosmos - irão modificar a face do universo. Nós chamamos o processo de reagrupamento do vosso DNA de mutação.

Quando vocês, como membros da Família da Luz, forem capazes de assimilar essa mutação dentro dos vos¬sos corpos, serão capazes de integrar os vossos doze centros de informação. Começarão a compreender que vocês criam as vossas experiências e aprenderão a ser criadores conscientes. Mais do que isso, tornar-se-ão recordadores conscientes de quem vocês são. Com a abertura dos vossos décimo, décimo-primeiro e décimo-segundo chakras, muitas energias extraterrestres irão aparecer em vossas vidas. Estas energias se intensificarão com o aumento do número de pessoas que conseguirem sustentar frequências mais altas. O décimo chakra liga-se ao sistema solar, o décimo-primeiro à galáxia e o décimo-segundo a um lugar do universo. Com a sustentação destas frequências, a informação que será trazida para o planeta irá assombrar e chocar a maior parte do mundo.

Haverá uma fusão de identidades, uma fusão de culturas, uma incidência de várias “ordens do novo mundo” e haverá muito caos e confusão. Como membros da Família da Luz, vocês podem simplesmente observar isto, sabendo que o caos e a confusão devem vir para quebrar o sistema para que ele possa ser reconstruído com luz. Como membros Família da Luz, vocês compreendem que existe um processo evolucionário ocorrendo e, quem conseguir suportar a mudança de frequência, evoluirá. A Terra é um lugar emocionante para se estar nesta época.

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Pathwork, livro para download

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Introdução

I. Eu, você e o mal

A natureza humana é capaz de um mal infinito. Hoje, como nunca dantes, é importante que os seres humanos não subestimem o perigo representado pelo mal que espreita dentro deles. Ele é, infelizmente, bastante real, e é por essa razão que a psicologia deve insistir na realidade do mal e deve rejeitar qualquer definição que o considere insignificante ou na verdade inexistente - C. G. Jung.

Quando o mal é compreendido como sendo intrinsecamente um fluxo de energia divina momentaneamente distorcido devido a idéias errôneas, a conceitos e imperfeições específicos, então ele não é mais rejeitado na sua essência.

“O significado do mal e a sua transcendência.”

Você não é uma pessoa má. Eu não sou uma pessoa má. Contudo, o mal existe no mundo. De onde ele vem?

As coisas más que são feitas sobre a terra são praticadas por seres humanos. Nós não podemos pôr a culpa nas plantas ou nos animais, numa doença infecciosa ou em influências nefastas do espaço sideral. Mas, se você e eu não somos maus, quem o é? Será que o mal reside apenas em outros lugares tais como a Alemanha nazista ou o “império maligno” da União Soviética stalinista? Ou será que ele habita somente os corações dos criminosos e dos barões das drogas, mas não os das pessoas que conhecemos?

Será ainda possível que ninguém seja mau, mas apenas desorientado? Podemos nós realmente retribuir o horror do Holocausto, ou o sadismo de Idi Amin, ou a tortura sancionada pelo governo, que acontece exatamente agora em muitos países do mundo, a uma mera desorientação? Essa palavra parece inconsistente e não basta como explicação.

Onde reside o mal? De onde ele surge?

O Pathwork ensina que o mal reside em cada um de nós e em toda alma humana. Ou, em outras palavras: o mal que existe no mundo nada mais é que a soma do mal que existe em todos os seres humanos.

“Mau” é um adjetivo muito forte. A maioria das pessoas quer reservá-lo para os Hitlers e para os criminosos e se nega a aplicá-lo a elas mesmas. Será ele aplicável a você e a mim?

A primeira definição de “mau” dada pelo meu dicionário é: “moralmente repreensível, pecaminoso, maléfico”. Essa definição torna claro que não é apropriado o uso da palavra para falar “dos males da doença e da morte”. Doença e morte são aspectos dolorosos da experiência humana, mas decerto não são “moralmente repreensíveis”. Por outro lado, é correto usar tal adjetivo para falar da “maléfica instituição da escravidão”.

Eu já fiz coisas que são moralmente repreensíveis e tenho fortes suspeitas de que você também fez. Todos nós temos falhas de caráter, todos somos mais ou menos egocêntricos, egoístas e mesquinhos. E essas falhas de caráter levaram-me, muitas vezes, a ser antipático, rancoroso, ciumento, e agir de formas que só contribuem para aumentar o sofrimento no mundo. Mas isso faz de mim uma pessoa má?

Você e eu certamente não somos maus em nossa totalidade, ou em nossa essência, mas temos o mal dentro de nós. Portanto, a palavra “mal” pode descrever um contínuo de comportamento que vai desde a simples mesquinhez e o egocentrismo, num extremo, até o sadismo genocida do nazismo no outro. Aqueles de nós que habitam um extremo inferior do espectro podem ter o desejo de dizer que nada tem em comum com os assassinos do extremo oposto; contudo, será que não temos nada em comum com eles? Para usar o segundo daqueles sinônimos oferecidos pelo dicionário, não somos todos nós pecadores?

Há trinta ou quarenta anos atrás, a palavra “pecado” ainda era de uso comum, mas hoje (a não ser entre os fundamentalistas) ela praticamente não é mais empregada. Agora preferimos usar a terminologia da Psicologia que fala antes dos defeitos e falhas humanos, mas normalmente de uma maneira que põe a culpa alhures – nos pais ou na sociedade – por fazerem de nós o que nós somos. A mudança pessoal então ocorre quando compreendemos a origem da programação negativa que os outros nos infligiram, vivenciamos todos os sentimentos envolvidos (fundamentalmente raiva e pesar) e então perdoamos a fonte externa da nossa negatividade, da qual ainda sofremos. E isso é uma parte crucial do processo de transformação.

“Contudo, na visão da Psicologia nós perdemos algo que a velha idéia religiosa do pecado nos deu. A saber, que somos responsáveis pela nossa negatividade, pelos nossos atos e omissões. Ser responsável é muito diferente de ser culpado. Significa simplesmente reconhecermos-nos às vezes como a origem da dor, da injustiça e do descaso para conosco mesmos, para com os outros e para com o mundo”.

Se eu posso admitir esse grau de responsabilidade – admitir que não sou apenas uma vítima do mal que existe no mundo, mas que sou, da minha própria pequena maneira, um iniciador de negatividade – então, o que devo fazer a respeito? Como posso transformar o mal que existe em mim?

A religião tradicional nos dá preceitos a serem seguidos, tais como: “Faça aos outros o que desejaria que eles fizessem a ti” e “Ama a teu próximo como a ti mesmo”. Certamente nós podemos concordar que, se todos pautassem a sua existência por essas regras áureas, o mundo seria um lugar mais agradável de se viver. Eu não o faço e você não o faz. Se aceitamos o princípio como válido, porque é tão difícil seguí-lo? Como posso mudar o meu comportamento? O que preciso fazer para tornar-me mais amoroso? Com demasiada freqüência a resposta da religião tradicional parece ser apenas: esforce-se mais.

Na religião tradicional, segundo as palavras de Carl Jung: “Todos os esforços são feitos para ensinar crenças ou condutas idealistas às quais as pessoas sabem em seus corações que jamais poderão corresponder, e esses ideais são pregados por pessoas que sabem que eles mesmos nunca corresponderam, e nunca corresponderão a esses elevados padrões. E mais: ninguém jamais questiona o valor desse tipo de ensinamento”.

As respostas da religião tradicional têm sido tão decepcionantes que muitas pessoas que antes teriam consultado um clérigo agora consultam um psicoterapeuta. A moderna Psicologia tem sido bem sucedida ao tratar com o problema do mal?

Um recente artigo sobre Abraham Maslow, o pai da psicologia humanista, afirma: “Ao final da sua vida, Maslow estava lidando com a natureza da maldade humana. ... [Ele] expressou apreensão quanto à incapacidade da Psicologia humanista e transpessoal em assimilar o nosso lado ‘escuro’(aquilo que Jung denominou sombra) em uma teoria abrangente da natureza humana. O próprio Maslow considerava esse tema preocupante e, na ocasião da sua morte, não havia chegado a qualquer conclusão final sobre ele”.

Aqueles dentre nós que estudaram e praticaram o Pathwork descobriram, com um sentimento de alívio, que esses ensinamentos fornecem o elo perdido crucial que tem até aqui escapado à religião e à psicologia.

A vasta maioria das transmissões espirituais da atualidade, ou material canalizado, concentra-se na bondade essencial dos seres humanos, na nossa natureza divina final. E essa é uma mensagem valiosa para nosso tempo. Mas o que faremos com o nosso “lado Escuro”? de onde ele vem, porque é tão intratável e como devemos lidar com ele?

É nas respostas a essas questões que repousa o valor único do Pathwork. A transmissão que veio através de Eva Pierrakos ensina-nos que o mal pode ser encontrado de alguma forma no coração de cada ser humano, mas que ele não precisa ser temido e negado. Um método é oferecido para que possamos ver claramente o nosso “lado escuro”, compreender suas raízes e causas e, o que é mais importante, transformá-lo. O resultado dessa transformação será paz no coração humano, e só depois que esta for alcançada haverá paz na terra.

II. Eva, o Guia, o Pathwork

O material que se encontra reunido aqui foi originalmente transmitido por via oral e não por escrito. Eva Pierrakos não é sua autora; ela é apenas o canal através do qual ele foi enviado. O verdadeiro autor é um ser desencarnado, que falava através de Eva quando ela entrava em um estado alterado de consciência. Esse ser nada nos diz dele mesmo – nenhum traço de personalidade, nenhuma história, nenhum glamour. Ele nem ao menos deu a si mesmo um nome, mas veio a ser conhecido como “O Guia”. O material que foi transmitido ficou conhecido como “as Palestras do Guia”, e o processo de transformação pessoal exposto nos ensinamentos é conhecido como “O Pathwork”.

O Guia colocou toda a ênfase no material exposto e nenhuma sobre a sua fonte. Ele disse, em uma de suas últimas transmissões: “não se preocupe com o fenômeno desta comunicação em si. A única coisa que importa compreender no início de uma aventura como esta é que existem níveis de realidade que vocês ainda não exploraram e experimentaram e sobre os quais podem, no máximo, teorizar”. “A Teoria não é o mesmo que a experiência, e deixar as coisas como estão no momento será bem melhor que tentar forçar uma conclusão definitiva. Lembrem-se de que esta voz não exprime a mente consciente do instrumento humano através do qual eu falo. Além do mais, levem em consideração que cada personalidade tem uma profundidade da qual ela mesma pode ainda não ter consciência. Nessa profundidade, todos possuem os meios para transcender os estreitos limites da sua personalidade e receber acesso a outros reinos e entidades dotadas de um conhecimento mais amplo e mais profundo”.

De 1957 a 1979, o Guia proferiu, através de Eva, 258 palestras sobre a natureza da realidade psicológica e espiritual, e sobre o processo de desenvolvimento espiritual pessoal. Uma amostragem de dezessete dessas palestras foi publicada em um volume anterior intitulado The Pathwork of Self-Transformatiom.* O presente volume vai concentrar-se no método de autotransformação que o Guia apresentou. Não é um método simples, mas ele promete, caso seja seguido fiel e corajosamente, resultados de enorme alcance.

“Este caminho exige de um indivíduo aquilo que a maioria das pessoas está menos disposta a dar: verdade para consigo mesmo, exposição daquilo que existe agora, eliminação de máscaras e fingimentos e a experiência da sua vulnerabilidade nua. Isso é muito, e contudo é o único caminho que conduz à verdadeira paz e integridade”.

No decorrer dos dez primeiros anos das transmissões do Guia, um grupo de pessoas reuniu-se em torno de Eva, aprendendo os princípios que o Guia expunha e tentando colocá-los em prática. Em 1967 Eva conheceu o Dr. John Pierrakos, psiquiatria e co-criador de uma escola de terapia conhecida como Bioenergética. Eles se casaram alguns anos depois e a fusão dos seus trabalhos individuais conduziu a uma grande expansão da comunidade Pathwork.

A rede de pessoas que praticam e ensinam o Pathwork inclui agora duas escolas que ensinam o Pathwork (em Phoenicia, Nova York e Madison, Virgínia) e grupos de estudos em muitas áreas urbanas nos EUA e Europa.

Durante a vida de Eva (ela morreu em 1979), a comunidade Pathwork reunia-se todos os meses em um local da cidade de Nova York. Eva entrava num estado que descrevia como um leve transe e o Guia falava através dela por cerca de 45 minutos. As palestras eram gravadas, transcritas e então distribuídas aos membros da comunidade.

A apresentação verbal do material levou a um certo grau de repetição em cada palestra. Ao longo dos 22 anos da sua transmissão, muitos temas também foram repetidos e elaborados. Na preparação deste livro algumas das repetições do Guia foram retiradas, porém, dado o nosso desejo de manter o sabor original, algo delas foi mantido. Ao final de cada palestra havia uma série de perguntas e respostas. Omitimos a maior parte desse material, mas optamos por manter vários exemplos desse intercâmbio entre os membros e o Guia.

III. Como usar este livro

Recomendamos com insistência que você não tente sentar-se e ler este volume de uma só vez. O material nele contido foi originalmente apresentado com a expectativa de que cada palestra fosse lida e então discutida por um me inteiro antes que a próxima palestra fosse proferida. Muito desse material é demasiado denso e requer releitura e profundas tentativas de aplicá-lo à sua vida. Caso existam outras pessoas com as quais você possa compartilhar este livro, considerando-o juntos e discutindo-o à medida que avançam, esse seria o ideal. Caso contrário, recomendamos que você leia cada palestra uma vez, aguarde alguns dias e então a leia novamente, reservando algum tempo para a melhor aplicação dos princípios em si mesmo e na sua própria vida antes de passar à leitura da próxima palestra.

A seleção das palestras e partes de palestras que aparecem aqui constituem uma amostra das 258 que foram proferidas. Elas são apresentadas cronologicamente e dão melhor resultado se forem lidas nessa ordem. Contudo, se você achar alguma seção deste livro muito difícil, recomendamos que, em vez de deixá-lo de lado, salte adiante para outra palestra com um título que o interesse.

Estas palestras apresentam um método de auto-observação e uma estrutura teórica que você pode usar para organizar e compreender aquilo que observa. O Trabalho então requer diligentes esforços para remover as suas máscaras e defesas e para entrar em contato e reconhecer os verdadeiros sentimentos que você reprimiu e negou. Uma parte desse trabalho pode ser feita individualmente, mas, para a maioria das pessoas que atingiu esse estágio de Pathwork, fica muito difícil continuar o trabalho sozinho. Você precisará de amigos e conselheiros, companheiros de viagem, para ajudá-lo a ver certos aspectos de si mesmo que você prefere manter na sombra.

Uma vez que tenha aprendido a verdadeira auto-observação – e então tenha tido a coragem de trazer a sua sombra, o seu Eu Inferior, para a luz -, você estará pronto e apto a iniciar a prática da verdadeira autotransformação. O trabalho não é rápido nem fácil, mas ele vai realmente mudar a sua vida.

D.T.

Download do livro Não temas o mal AQUI