Uma outra visão de 2012

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sem me comprometer com nenhuma das diferentes visões a respeito de 2012, porque há muitas, das mais incríveis e disparatadas até as mais aterrorizantes e catastróficas, fazemos bem em manter nossa mente aberta e em nos preparar espiritualmente, mas não em função de uma data específica, mas sim por que este é o nosso propósito existencial, afinal a realidade desta matrix perceptiva é evidente e a necessidade de escapar desta prisão dimensional é um objetivo antigo de diferentes tradições xamânicas e esotéricas em geral.

11 comentários:

beijamim disse...

Meu caro Fê, achei bem coerente a visão do moço, parece bem plausível, sob muitos pontos de vista. Cheguei a intuir algo assim também, mas ainda acho que o futuro está em aberto, a certeza que se pode ter não pertence ao futuro.

beijamim disse...

Meu caro Fê, achei bem coerente a visão do moço, parece bem plausível, sob muitos pontos de vista. Cheguei a intuir algo assim também, mas ainda acho que o futuro está em aberto, a certeza que se pode ter não pertence ao futuro.

Eduardo disse...

Ainda que seja disparate, a visão do David Wilcock é mto melhor.
Saber que nossos semelhantes e principalmente os familiares vivem uma farsa manipulada por répteis malignos não é exatamente bom para a alma. Eu lembro dos illuminati toda vez que abro a geladeira, passo em frente à farmácia, banco e igreja e isso me entristece, parece que exaure as energias através do estresse e da vigilia constante, ficar imaginando onde o inimigo pretende atacar.

Por isso gostei tb da visao do Eckart Tolle, muito libertadora... remove o panico.

Melhor ainda é imaginar que a melhora das coisas é inevitável, isso dá um relaxamento e restaura as energias.
Além do mais, essa visão do Wilcock bate com o que dizia o Nuvem sobre as emanações de HUNAB KU.. ou vcs se esquecera? :)

torcendo muito para o Nuvem estar certo,

E.

Fernando Augusto disse...

Quando conheci o Nuvem num restaurante do Rio ele fez uma pergunta muito estranha e curiosa para cada um de nós:

- Você gostaria de partir de vez desta realidade ou de retornar à ela?

Vou disponibilizar um material mais profundo sobre o trabalho de David Wilcock.

Vos amo, sou grato.

F.A.

Eduardo disse...

Mais uma coisa que chama bastante a atenção: essa coisa do arrebatamento ou "transmutação para outra dimensão", como ele coloca.
Eu tenho lido demais sobre o tema e buscado as mais variadas fontes. O que eu percebo como ponto de convergência é que quase todas falam de uma separação da humanidade em pelo menos dois grupos e sempre colocam 1 destino como desejável e outro como indesejável.

Agora, a diferença é que muitos colocam o melhor caminho (novo mundo, ascenção, 4D ou outro nome qualquer) como o dos que vão permanecer aqui, em vez de ser levados por Nibiru ou seja lá o que..

A outra metade das fontes coloca o inverso: quem ficar estará condenado, sendo que somente os escolhidos e preparados vão partir para um mundo melhor.

Isso sim me parece interessante !!

Maimônides disse...

Antes de começar, gostaria de frisar que em minha opinião manter a mente aberta é importante e necessário ao Caminho de qualquer buscador. Admitir que nada sabe é humildade. No entanto, apenas absorver, deixar entrar todo tipo de opinião e teoria se torna negligência espiritual quando não é seguido de discernimento, clareza de espírito e razoabilidade. No fim, você terá que saber em que acredita e terá que fazer algo com isso.
O caminho espiritual é árduo, cheio de desvios, obstáculos e assaltantes, assaltantes como David Wilcock.
Mesmo sabendo que pessoas inteligentes, argumentadoras, astutas e amorais não são problema exclusivo de instituições religiosas e políticas mas sim de todo e qualquer agrupamento humano onde possa haver formação de hierarquia (velada ou não) e acúmulo de valores e status, ainda me assusto com pessoas como David Wilcock. Minha intenção aqui, porém, não é chamar atenção para o que é dito por ele e por tantos outros, que dizem que “alguma coisa grande vai acontecer” em 2012, ou em torno de 2012, ou a partir de 2012, etc. Não acho válido discutir isso porque sempre é assim. Planos se estendem sobre planos bem embaixo dos nossos narizes. Forças além da nossa compreensão criando movimentos impensáveis de transformação. Em alguns, você é chamado a participar com orações, meditação e energias positivas. Em outros, é preciso preparar-se para o que vem. E outros... são só para você saber. Bom, uma nota sobre isso: há um momento único para todos nós, e é o aqui e o agora. Há um juízo final para todos nós, e é a morte. Acredito na conscientização de massas, em agir, fazer parte. Mas para isso é preciso saber, saber de verdade. O que sabemos realmente e o que é possível saber?
Me preocupo com todos aqueles que buscam. Tenho vocês como irmãos. E é sobre o Caminho que eu quero falar.
Não seja irresponsável com o seu Caminho. Não permita que usem a sua fé. Acreditar é uma força a ser preservada. Imagine como se sente alguém que descobre que aquilo em que acreditou e que o guiou por anos foi criado por um (ou mais) indivíduo inteligente, bom pesquisador, extremamente criativo e profundamente esquizofrênico; que sua criação ganhou impulso próprio, adeptos e propagadores que não puseram à prova ao máximo a teoria antes de acreditarem nela (porque quando postas à luz, a verdade se revela em si mesma e a farsa desmorona por si mesma, como dito por Jesus). Não pense que é possível sair incólume de uma frustração dessas quando se investe a força de acreditar. Quando Castaneda diz que a morte é uma conselheira, que manter uma história pessoal é desgastante e aprisionador e que ser responsável por nossos atos é pedra fundamental do caminho do guerreiro, isso é demonstrável. Você pode ver por si mesmo. A idéia já estava lá, mas você não tinha clareza para percebê-la. Quando Castaneda fala em Desafiador da Morte, batedor azul e antigos videntes enterrados e ainda vivos no deserto, isso não é demonstrável. Difícil admitir (e eu sei bem), mas crer nisso é exercer fé, como fazem todos aqueles que exercem fé: fazendo a inversão da Verdade legitimando a Autoridade, ou ainda, “se ele disse é porque deve ser, porque ele sabe”. Sabe quando um conhecimento é verdadeiro? Quando podemos fazer algo com ele. Quando nos traz poder pessoal. Quando nos prepara. Todo o resto só nos afasta, nos faz regredir. Pense por si mesmo e veja como suas questões pessoais mais básicas ainda estão pendentes, diluídas entre tantas questões sobre NOM, alienígenas e 2012. Concentre-se nisso, volte ao começo, reveja tudo.

Maimônides disse...

Não subestime os pensadores “não espirituais” (para mim, tudo se volta ao espírito). Afie sua capacidade de discernimento racional com filósofos como Kant e Spinoza, afie seu senso crítico com as dinamites de Nietzsche ou a visão ampla de Foucault. Investigue as artimanhas do ego a nível pessoal e coletivo, como ele permeia o que fazemos. Conheça a estrutura econômica da sua sociedade, saiba como é impossível uma transformação verdadeira em um sistema regido pelo dinheiro. Problematize em um primeiro momento a atual situação da humanidade somente a nível sócio-político-econômico; em seguida analise as possíveis lacunas com o que achar mais apropriado. Isto é um princípio de análise séria e um possibilitador de verdadeiros juízos sintáticos de valor e de condição. Vejam só o que está acontecendo, os ditos conhecimentos ocultos estão se transformando em uma cultura de grupo, isolada em sua torre de marfim como fazem os cientistas e os religiosos! Analise com cuidado uma tentativa de levar esses conhecimentos para fora do círculo fechado de “iniciados”. Será que tudo aquilo em que você acredita pode ser demonstrado? Não seria um tipo de fé onde provas se misturam a afirmações arbitrárias e não verificáveis que se repetem de palestrante para palestrante? Sua boa fé talvez lhe diga: essas pessoas não podem estar enganadas, ou não podem estar mentindo, não podem estar se aproveitando do impulso de uma ficção crescente. Eu lhe digo então: você sabe muito pouco sobre o que as pessoas são capazes.

Fernando Augusto disse...

Maimônides,

sou grato pela sua preocupação.

É importante ter uma visão crítica sobre esta questão de 2012.

Mas é importante que você não se preocupe, apenas por que isto lhe tira daquilo que é fundamental: a consciência do aqui e do agora.

Seu comentário é de muito valor pois nos abre as portas para refletir em alguns conceitos do nagual, tal como você citou. Destaco dois conceitos do caminho:

Ter de acreditar

Não se preocupar

Mais a frente farei postagens destas idéias chaves do caminho do guerreiro.

Vos amo, sou grato.

F.A.

beijamim disse...

Realmente, essa análise do Maimônides está muito boa.
Passei por uma experiência assim recentemente, de ter que reavaliar muitos "saberes" que na verdade eram crenças.
Essas crenças fazem a gente agir de forma incoerente e nos exigem sacrifícios inúteis, na verdade nos afastam dos resultados objetivos positivos da busca.

Maimônides disse...

Incrível como o espírito nos move sutilmente. Em meu texto original eu escrevi sobre ter de acreditar e sobre “abandonar-se”, não se preocupar. Achei o texto muito extenso e retirei exatamente esses dois tópicos. Mas é como se diz: começou, termine.

Ter de acreditar e não se preocupar se referem à mesma coisa. Não é sobre aceitar passivamente o que se apresenta, mas sobre entender que tudo o que nós temos são as nossas decisões e que as consequências delas não podem ser controladas.
Sou cuidadoso ao lançar mão de citações, pois muitas vezes parece algo dogmático. Mas aqui se fazem necessárias duas citações de Castaneda:

“Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o quantas vezes julgar necessário. Então, faça apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, ele não tem a menor importância.”

“Um guerreiro é um caçador. Calcula tudo. Isso é controle. Mas, uma vez terminado seus cálculos, ele age. Entrega-se. Isso é abandono. Um guerreiro não é uma folha mercê do vento. Ninguém pode empurrá-lo; ninguém pode obrigá-lo a fazer coisas contra si mesmo ou contra o que ele acha certo. Um guerreiro está preparado para sobreviver, e ele sobrevive da melhor maneira possível.”

Concordo com o que o Beijamim disse, principalmente ao dizer que “essas crenças fazem a gente agir de forma incoerente e nos exigem sacrifícios inúteis, na verdade nos afastam dos resultados objetivos positivos da busca.” Como um adendo, acho válida também esta outra citação do Castaneda:

“O poder está no tipo de conhecimento que se tem. De que adianta saber coisas inúteis? Elas não vão nos preparar para o encontro inevitável com o desconhecido.”

beijamim disse...

"Sabe quando um conhecimento é verdadeiro? Quando podemos fazer algo com ele. Quando nos traz poder pessoal. Quando nos prepara. Todo o resto só nos afasta, nos faz regredir."
“Investigue as artimanhas do ego a nível pessoal e coletivo, como ele permeia o que fazemos. Conheça a estrutura econômica da sua sociedade, saiba como é impossível uma transformação verdadeira em um sistema regido pelo dinheiro.”
“Problematize em um primeiro momento a atual situação da humanidade somente a nível sócio-político-econômico; em seguida analise as possíveis lacunas com o que achar mais apropriado”.

Concordo absolutamente com esta análise, tem três pontos-chave aqui. O primeiro deveria estar na entrada das igrejas e das academias de ciências, (porque a universidade, ao mesmo tempo que nos informa sobre a verdade, também é muito eficaz em nos ocultar e distorcer o cerne da mesma, seja adequando-a à conveniência de mercados e governos, seja restringindo a verdade àquilo que seus métodos de investigação permitem).
O segundo, depende realmente de você ser um verdadeiro iniciado, e isso não se refere a escolas e títulos e graus, mas da sinceridade e força da tua busca. A maior parte da grandes idéias e projetos não são aplicáveis por que as pessoas não se conhecem, são dominadas pelo próprio ego (medo e carência), tornando-se incapazes de perceber e portanto realizar qualquer coisa em profundidade suficiente para ser durável e eficiente. O espírito das coisas lhes escapam e seus egos se enroscam em fatores que acabam por inutilizar e eclipsar a força original de qualquer idéia benigna.
Em nível sócio-político-econômico, o problema não é o dinheiro, que é meramente um instrumento de troca, mas a acumulação do mesmo - o egoísmo novamente - a concentração de renda, a exploração do homem pelo homem, o infantil e tolo sentimento de superioridade, a arrogância no julgar qualquer situação, a competividade que é digna dos animais.
Então, pra concluir a pequena análise, a questão toda é ter ou não ter uma consciência desperta, é possuir ou não um centro de percepção realmente aberto e ciente de como a verdade se manifesta. E isso se mede pelo grau de influência de teu ego sobre você mesmo - o que te impede de ser você mesmo - por mais que pareça o contrário.