O Sol a partir do teu sorriso

segunda-feira, 8 de agosto de 2011



— A vaidade não é algo simples e ingênuo — explicou. — De um lado, é o núcleo de tudo que é bom em nós e, por outro, o núcleo de tudo que não presta. Livrar-se da vaidade que não presta requer prodígios de estratégia. Através dos tempos, os videntes renderam homenagens àqueles que conseguiram - Fogo Interior, de Carlos Castaneda

4 comentários:

beijamim disse...

Bonito filme, pode parecer ingênuo, mas ingênuos somos nós.
Quando era mais jovem, tive uma namorada que sorria como o sol, me apaixonei por ela por este motivo. A gente nunca mais esquece essas coisas, elas nos marcam, definem boa parte de nossa futura auto-estima. Sincronicidade, estava meditando nisso ontem, no quanto é importante para um ser humano encontrar a contra-parte que o valide e lhe dê afeto e referências para ele continuar acreditando em si mesmo em meio a tantas dificuldades internas e externas.
Mas a gente também tem que saber viver quando isso não existe ou não está disponível num outro, entender que não precisamos ser dependentes da alegria e da resolução de ninguém para nos respeitarmos, acalentarmos nossos planos e conhecer a força do próprio amor. Somos muito condicionados a ver sempre num outro amoroso a resolução de nossas piores crises, mas o outro não pode dar conta disso, ele sempre terá suas próprias demandas.

beijamim disse...

Na questão da vaidade, eu diria que ela sempre é um recurso de quem se desconhece. Geralmente, é uma forma de auto-validação baseada em características superexpostas e pouco compreendidas.
Gostar de si mesmo tem mais a ver em acalentar e participar de movimentos criativos e enriquecedores,onde vivemos e aplicamos as forças de que dispomos, num movimento que tenha sentido e significação.
O homem se reelabora e se alegra onde vê e participa da construção de significados válidos para ele mesmo.

Fernando Augusto disse...

Temos que nos livrar da vaidade que não presta, como diz Castaneda.

Isso está bem exemplificado no curta naqueles que são dependentes do elogio.

Repare que no final o personagem principal diz que nunca ninguém disse para ele que ele era o máximo - ele nunca foi validado - e isso não o impedia de fazer sorrir toda a gente, esse desprendimento de si é um detalhe importante num curta aparentemente ingênuo.

beijamim disse...

Em resumo, dava sem esperar receber, dava o que já era dele, e expandia o seu ser assim, através das conexões que sua atitude gerava.
O verdadeiro cristianismo procura esclarecer a mesma coisa, a famosa oração de S.Francisco de Assis nos coloca a mesma perspectiva: "onde houver ódio que leve o amor, onde houver ofensa que eu leve o perdão... e assim vai equilibrando a ignorância com o seu oposto dado, sem esperar contrapartida. Mas é preciso uma ccompreensão, uma consciência atuante antes mesmo do ato, porque senão torna-se só imitação e "querer ser bonzinho" pros outros, e isso não funciona, acarreta mais ignorância.
Creio que esses e outros caras (estou falando de S.Frnacisco e outros chamados iluminados) chegaram nessa compreensão porque possuíam o sentimento inequívoco da compaixão, é é preciso sofrer e se desiludir um bocado para adquirir isso, acompreensão de que o sofrimento do outro também é teu, já passou por ti, gerando uma identificação amorosa.