Incorporar-se: o culto ao Ori

sábado, 1 de outubro de 2011

Quem é médium de si mesmo, da mais alta parte de seu ser, torna-se um auto-realizado.

Jesus Cristo era um médium de seu próprio ser. Jesus, a personalidade e Cristo, o ser divino dentro de todo homem e de toda mulher.

A mais alta forma de mediunidade é incorporar a Si mesmo. Teu ser que é tu mesmo é uma entidade divina.

Incorporar a si mesmo, auto-realizar-se é a meta suprema, tornar-se Um, esta é a Yoga Suprema, a mediunidade completa, pois que medi-unidade é meio para a unidade com o próprio ser, o próprio deus dentro de cada um de nós. Por isto a palavra Orixá radica na palavra Ori, que é nada mais nada menos que deus em cada um de nós. E todo ser humano possui seu Ori.

obs: naturalmente que é necessário um exorcisar a si mesmo para que haja a incorporação de Si mesmo, mas são duas faces da mesma moeda ;-))) E nesse "exorcisar-se" o primeiro ato é uma implacável honestidade consigo mesmo onde buscamos dentro de um intento inquebrantável observar-nos e possuir apenas um único vício: a energia extraída de uma remodelação comportamental contínua, extraída de forma pragmática de nosso cotidiano e de nosso viver. Tu és o teu deus e o teu demônio, duas faces da mesma entidade que és tu.

2 comentários:

Frater Đ 875 disse...

eis o novo nagual...

NDNA disse...

O mesmo conceito de Jung para o que ele chamou de individuaçãp (SELF)- C.G. Jung "Uso a palavra ´individuação` para designar um processo através do qual um ser torna-se um ´individuum` psicológico, isto é, uma unidade autônoma e indivisível, uma totalidade."

"A individuação significa tender a tornar-se um ser realmente individual; na medida em que entendemos por individualidade a forma de nossa unicidade, a mais íntima, nossa unicidade última e irrevogável; trata-se da realização do si mesmo, no que tem de mais pessoal e de mais rebelde a toda comparação. Poder-se-ia, pois, traduzir a palavra "individuação" por "realização de si mesmo" , "realização do si mesmo".

"Constato continuamente que o processo de individuação é confundido com a tomada de consciência do eu, identificando-se, portanto, este último com o Si-mesmo, e daí resultando uma desesperadora confusão de conceitos. A individuação não passaria, então, de egocentrismo e auto erotismo. O si-mesmo, no entanto, compreende infinitamente mais do que um simples eu...
A individuação não exclui o universo, ela o inclui."