Mistérios da Sexualidade

quinta-feira, 31 de março de 2011

No princípio o sexo era a vida
Era o Verbo em Deus e nele jazia
E o sexo era a luz. Resplandecia
Nas trevas que no nada abriga.

O Átomo semente abriu uma ferida
Numa terra do vigor vazia.
E disse o sexo, ao vê-la estéril, fria:
"FIAT LUX" e na luz foi submergida.

Com o sexo as coisas foram feitas
E sem ele não há sementes nem colheitas:
Irmão é do viver e a ele conexo.

É certo e é verdade e sem mentira:
O matrimônio ao divino olha,
Porque Deus é Amor e Deus é sexo.

Jorge Adoum.


O Poder do Sexo - Sexualidade Sagrada


-"Não haveis lido que Aquele que criou o homem no começo do mundo, criou um homem e uma mulher e disse: os dois não serão senão uma só carne?" (Mt. 19. 4-5).

-Sim, lemos, mas não compreendemos.

Precisamente aí está o Mistério do Sexo.
No muro inacessível que separa o homem de Deus só há uma janela: o sexo. O mesmo Deus a abriu na carne do homem e a fechou de novo com carne, e unicamente por essa carne transparente, como o cristal puro de uma janela, podemos lançar uma olhadela deste mundo ao outro.

A sede sexual é a sede da ciência. A curiosidade é um veneno.

Adão conheceu Eva e morreu porque os dois não foram, nem têm sido nunca uma só carne no amor. Tudo o que nasce, morre, mas o homem será imortal no amor imortal, ressuscitador.

O sexo não é apenas a procriação, não é o nascimento e a morte. O sexo é acima de tudo ressurreição. O sexo é a força ressuscitadora e é o caminho que conduz, através da morte, à ressurreição.

No Livro dos Mortos, o falo do Deus Osíris é identificado com o próprio Deus. Por isso, todo o corpo ressuscitador é fálico, está saturado de sexo, não do sexo grosseiro, terrenal, mas do sexo sutil, espiritual, astral, cósmico, da força ressuscitadora, já que o morto tem que ressuscitar, que engendrar a si mesmo na eternidade.

Por isso Ísis encontrava todas as partes do destroçado corpo de Osíris, menos o falo: "A incrustação" e por isso não podia ressuscitá-lo. E a Deusa substitui o membro humano por um falo sobrenatural, transcendente, divino, com "a imagem sagrada" de madeira de sicômoro. Este é o símbolo da ressurreição entre os egípcios.

O "Fogo devorado" de Jehová não é senão o fogo da ânsia sexual. Mas o fogo do sexo no Egito era o Fogo Sagrado. Para nós, este Fogo Sagrado é fogo maldito. Os egípcios tinham no fogo do sexo a paz, a vida eterna e a ressurreição dos mortos, enquanto nós temos a morte, o delito e a guerra eterna. O sexo sagrado dos egípcios tinha a voz do comando "Ressuscita". O nosso sexo maldito clama "Mata".

Segundo a biologia moderna, no mundo humano como no mundo animal e vegetal não há indivíduo de um só sexo, todos são intermédio entre os dois pólos, masculino e feminino.

Em cada homem, então, esconde-se uma mulher e em cada mulher, um homem. Isto é o que significa o fato de Ísis substituir o desaparecido falo de Osíris com a imagem sagrada, com o próprio falo transcendente e divino.

Viver em Dualidade sexual é caminhar para a morte. Viver em Unidade sexual é tornar-se imortal.

A raiz da morte é a separação sexual da personalidade em duas metades. Vencer a morte, ressuscitar, é restabelecer a unidade do sexo na personalidade, é curar a ferida aberta do sexo.

A personalidade integral é selada e seu amor sexual é o caminho da ressurreição.O

A voluptuosidade do amor é a amargura, a repugnância, a vergonha e o temor. É sumo deleite é a suma dor - amor e morte.

O primeiro homem imortal, antes da caída, era Homem-Mulher, Adão-Eva, e o homem posterior, o ressuscitado, será também Homem-Mulher. Assim deve ser Naquele que triunfa sobre a morte com a morte, sobre o sexo com o sexo.

A divinização do homem cede o posto, no momento, à humanização de Deus. Atualmente os Deuses são homens - envelhecem, sofrem, morrem e ressuscitam. Os Deuses mortais da antiguidade são demasiado humanos, por isso o sacerdote antigo orava o ofício cotidiano dizendo: "Não vim para matar Deus, mas para reanimá-lo". Mas que Deus é esse e com que há que reanimá-lo? Com o sexo, porque o sexo tem o poder de matar e de reanimar os Deuses.

O sexo humanizou os Deuses, o sexo divinizará os homens.

O sexo é o meio-dia em Deus: sua aurora é o Homem-Deus, seu ocaso é o Deus-Homem. O homem antigo dizia: "Eu sou Deus", enquanto nós atualmente dizemos: "Deus não existe".

Nós temos o sexo abatido enquanto os antigos tinham o sexo transfigurado no sexo sagrado. Por isso foi dito no Evangelho: "Os filhos da ressurreição não se casam, porque são semelhantes aos anjos". (Mt. 22. 30).

O sexo tem muitos nomes figurados como são os seguintes: Energia Criadora, Energia Divina, Fogo Sagrado, o Mistério da Serpente, Kundalini, o Fogo Ígneo, e muitos outros. Nós o chamamos de "A Sarça de Horeb" porque esta sarça arde e não queima. É Luz Inefável e porque Deus chama no meio da sarça dizendo: "Não te acerques daqui: desata o calçado de teus pés, porque o lugar em que estás terra santa é".

"A Sarça de Horeb". Prólogo.

* * * * *

Os Mestres legaram ao mundo a Iniciação para tornar possível este processo no futuro imediato e não esperar o curso natural da Evolução. Os místicos chamaram isso de o Mistério do Fogo, enquanto os ocultistas chamaram de o Mistério do Sexo ou a Magia Sexual. Então, o Mistério do Fogo ou do Sexo é a segunda Chave do Reino.

Os antigos buscaram esta chave do Arcano Supremo do poder do Fogo e os modernos os imitaram embora estes deformassem as doutrinas arcaicas. O Fogo era e é a Divindade que arde no homem e no Universo. É o mistério do Espírito Santo, que com línguas de Fogo descende sobre os discípulos, com línguas de luz e inspiração no coração, altar da alma.O Poder do Sexo - Chama sagrada

Prometeu roubou e trouxe o Fogo Divino aos homens, e porque os homens o utilizaram para a destruição, ele foi acorrentado para que um abutre lhe devorasse o fígado, até que um ser humano dominasse o Fogo e o livrasse de seu aprisionamento. Esta profecia foi cumprida por Hércules, que é o Iniciado perfeito, o filho da Luz.

Prometeu é Lúcifer, Lúcifer é a estrela matutina, a Estrela matutina é a Virgem Maria: Maria é o símbolo da mulher e a mulher é o emblema da Natureza.

O Gênesis relata (cap. 3, vers. 15): "Inimizade porei entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar". O homem é a Vontade e o Poder, a mulher é a ação do Fogo. Pela união dos dois formou-se a sabedoria que modelou a terra, o Universo e todos os seres visíveis e invisíveis. O primeiro é a vida, a segunda é o movimento. Do cérebro direito cruza a vida à zona esquerda e do cérebro esquerdo cruza o movimento à zona da vida, e ambos formam a luz que é metade vida e metade ação, e formam a esfera da união.

Todo homem que trabalha para difundir a sua luz no mundo é o Iluminado Hércules que salva Prometeu acorrentado, a Natureza por meio da Espiritualização.

No homem há três sóis: o Sol-Pai na cabeça que ilumina, o Sol-Mãe ou E.S. no sexo, que alimenta e fortalece o corpo, e o Sol-Filho no coração, que desenvolve a inteligência. Em outros termos: o Sol Íntimo manifesta o seu calor no sexo, a sua vitalidade no coração e a sua luz no cérebro.

Os sacerdotes antigos empregavam substâncias, ervas, animais para atrair a luz astral ou a Alma do mundo, de uma maneira especial, mas os iluminados modernos suprimiram toda planta e todo animal para substituí-los com o magnetismo da mulher em seus trabalhos de alta magia.

Um dos significados da cruz é a fricção de dois paus cruzados para reproduzir o Fogo, um significado fálico, emblema do Fogo Cósmico.

O Poder do Sexo

O Fogo aceso pela mulher, no gasoso sangue do homem, circula pelo sistema, anima e mantém o corpo em contato com a Alma do mundo, por meio de seus raios áuricos e centros magnéticos.

A chama Sagrada acesa pela mulher se traduz em fumaça no sexo. O fígado a transforma em calor no coração, e a glândula pineal em luz no cérebro. Toda esta transmutação depende da imaginação do homem. Se a imaginação dirige-se para baixo, durante a Chama, atrai matérias cerebrais para aumentar a fumaça sufocante, mas se for elevada ao coração e ao cérebro, produz o calor do amor em um e a luz no outro.

O Fogo atiçado pela mulher deve ascender pela medula espinhal até o cérebro, de onde sai pelo occipício como luz dourada, como nimbo, que os artistas clarividentes pintaram ao redor das cabeças dos santos e que significa a regeneração do homem ou a sua iluminação.

Os antigos adoravam Deus colocando sobre seus altares a figura ou a imagem de um homem. Os próprios cristãos colocam em seus altares o homem e a mulher, Jesus e Maria, José e Maria.

Sabemos de uma seita do Oriente que adora somente à Divindade sob a forma feminina e coloca em seus altares a mulher. Primitivamente esta adoração tinha por objetivo a descoberta dos mistérios da Divindade no homem. Os antigos compreendiam e sentiam perfeitamente o dito por Hermes: "Como é encima, assim é embaixo". Compreendiam que cada parte do organismo humano tinha o seu significado secreto. As medidas deste corpo e seus movimentos serviam para medir todas as partes do Cosmos e conhecer com exatidão seus movimentos. Exemplos desta sabedoria conservam a Pirâmide do Egito, a Arca de Noé, o Templo de Salomão.O Poder do Sexo - Homem e mulher

Quando o tempo jogou o véu da ignorância sobre as mentes humanas, começou o homem a adorar o símbolo em si, esquecendo a Realidade simbolizada e deu a cada ato de seus mistérios um significado objetivo. O mundo atual aprende o que lhe ditam os sentidos externos e não se detém a estudar inteligentemente o mundo interno do homem para chegar a descobrir o verdadeiro arcano da Sabedoria.

Quando o homem voltar ao reino Interno e Subjetivo então compreenderá as palavras do Divino Mestre que diz: "O Reino dos Céus está dentro de vós". Compreenderá que Adão não é um homem, mas a primeira emanação positiva do Absoluto.

Que Eva não é uma mulher, mas a segunda emanação passiva.

Que o Jardim do Éden está no corpo que reúne estas polaridades.

Que o fogo infernal arde eternamente no sexo e atormenta ao que o busca, e que Lúcifer, a Besta, está nesta parte do corpo.

Que a árvore da Vida e do Conhecimento do Bem e do Mal, no meio do Jardim do Éden, é o sexo que está no meio do corpo humano.

Que o Filho de Deus é o filho do Fogo Sagrado, enquanto o Filho do Homem é o filho dos desejos humanos, representados na Bíblia por Adão e Eva, Caim e Abel.

"As Chaves do Reino Interno". Segunda Parte. Capítulo I.

Revelações de uma Mulher: David Icke entrevista Arizona Wilder

terça-feira, 29 de março de 2011

Atualização do post graças a gentil tradução, em espanhol, do canal GuilleGantZer.





Atualização do post graças a gentil tradução, em espanhol, do canal Guillemambru.



Essa entrevista de David Icke com Arizona Wilder é extremamente interessante mas só pode ser bem compreendida se você já viu documentários como Zeitgeist 1 e 2, Anjos e Demônios (o documentário, não o filme), O Império das Cidades: Anel de Poder e leu alguns livros como o Grande Segredo (do próprio Icke), material que pode ser encontrado aqui no blog e pela internet, basta fazer uma busca.

Arizona Wilder (agradecimentos à Célia pelo link ao lado e à Tatá do canal deusmihifortis pela tradução) é uma sensitiva que foi treinada e condicionada desde O NASCIMENTO por técnicas EXTREMAMENTE INVASIVAS e violentas de controle mental para servir aos interesses dos assim chamados Illuminatis, elite global que controla o mundo faz séculos. Se você acha que isso é uma tremenda viagem, curta-a, ela é longa e vai te levar à reinos além de qualquer ficção que você já tenha lido ou visto. Encarar como ficção e com certo ceticismo pode ser uma boa, um bom início, pois depois você poderá se questionar do porquê pessoas se expõem a revelar o que estão revelando a custa mesmo de sua reputação.

Pra mim o mais incrível é ver a mulher, a guerreira Arizona Wilder, depois de tudo, passar uma mensagem extremamente forte, positiva e confiante. Ele chega a brincar com seus ex-algozes, chama-os de coitadinhos.

Icke e Wilder tocam na questão dos reptilianos várias vezes e dão diversos testemunhos. Nós também conhecemos pessoas que já viram humanos apresentar-se sob certas condições como reptilianos. Conheço duas mulheres que em situações de envolvimento sexual perceberam uma expressão quadridimensional de seus parceiros como reptiliana.

O fato de existirem híbridos humanos-reptilianos fazem com que sob certas condições pessoas que possuem uma sensibilidade percebam a face reptiliana de muitos que andam por aí como se fossem apenas humanos. Aquilo que Icke chama de reptiliano, no xamanismo tolteca é chamado de "predador", outras tradições referem-se a tal raça de outras formas. Temos que ter um certo cuidado para não satanizar tal raça, pois nem todos são manipuladores, muitos deles não participam desse jogo de manipulação que se trava dentro de certas famílias ditas "poderosas" nesse mundo. Mas isso é uma outra história...

Arizona Wilder, tal como Alex Collier e Credo Mutwa, nos fala dos sacrifícios humanos, crianças assassinadas para atender os propósitos de certos rituais illuminatis e de seus chefes reptilianos. Sim, eu sei, que isso é demais, e o é em todos os sentidos, e agora cabe a pergunta: e se isso não for mentira? Até quando permitiremos isso? Eu prefiro nesse caso passar por ridículo e não ser chamado depois de cúmplice e omisso. Assim cito, tal como fiz no último post do Alex Collier, Apocalipse 12;4:

"e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho."

A entrevista que se segue está em espanhol e não está de todo legendada. Disponibilizei as partes com as legendas tão somente. Mais sobre Arizona Wilder pode ser achado no link ao lado.















Psiquiatria e narcotráfico legal

segunda-feira, 28 de março de 2011

Que maior arma pode haver do que controlar a mente humana?

"Engolimos todo tipo de venenosas certezas alimentadas pelos nossos pais e professores. Se a raça for libertada de sua debilitante carga do bem e do mal, devem ser os psiquiatras a assumir a responsabilidade original" - G.B. Chisholm, co-fundador da federação mundial de saúde mental.

"Para obter o governo mundial, é necessário eliminar da mente do homem o seu individualismo, lealdade as tradições familiares, o patriotismo nacional e os dogmas religiosos" - autor citado.

Se depois deste documentário você ficar deprimido, revoltado, indignado, chateado, por favor, não vá ao pisquiatra, pois ele irá classificar sua emoção como algum tipo de desordem ou distúrbio mental e irá introduzi-lo no mundo do narcotráfico legal sustentado pelas farmácias e pela indústria farmacêutica.

Farmácias, igrejas e financeiras de empréstimo pessoal são os negócios que mais florescem por aí, talvez percam apenas para o setor de beleza pessoal, vulgo salão de beleza, mas cuidado, os psiquiatras podem classificar até mesmo sua vaidade como distúrbio de personalidade narcisista, e criar uma droga para tal, uma droga que não irá curá-lo, mas certamente o deixará dependente.

F.A.





Veja as outras partes no You Tube, pois estas são apenas as partes 9 e 10.

"A psiquiatria é uma pseudociência. Seus fundamentos são embasados unicamente na mentira, engodo, manipulação e falácia. Servos da multibilionária indústria dos medicamentos e a todos os envolvidos a ela. Quadrilha organizada de tenebrosos, malfeitores, tolos iludidos e equivocados, desprovidos de senso de julgamento, incapazes de contestar as idéias que lhes foram transmitidas no ambiente acadêmico e as quais tomaram por verdades. Durante séculos em nome de seus empregos e salários, posição social, ganância e arrogância, cometem crimes contra a vida, produzindo dor e desgraça. Muitos médicos são hienas da indústria farmacêutica. São comissionados. São vendedores que ganham sobre o produto que vendem e praticam uma medicina voltada para o lucro e dedicada à perpetuação da doença".

Site oficial:
http://www.cchr.pt/

Illuminatti: uma visão interna

domingo, 27 de março de 2011

Antes de voltarmos às origens deste Culto, entretanto, nós devemos primeiro examinar brevemente o passado mais imediato quando a chama da Gnose luzia secretamente no ambiente hostil de uma era ignorante.

A ressurgência massiva de interesse no lado oculto das coisas, no aspecto numenal do mundo fenomenal, deve-se amplamente à dissolução gradual de mores sociais de longa data. Isto tornou possível retirar o selo de células dormentes da consciência através do uso do sexo, drogas, álcool e outros métodos de controle e exploração da consciência.

A gênese desta mudança ocorreu na última metade do século passado, quando Helena Blavatsky escancarou as portas do Esoterismo Oriental e tornou-o acessível ao mundo ocidental.

Também, a tendência da opinião científica mudou de curso e começou a confirmar as descobertas dos místicos e cientistas ocultistas, antigos e modernos.

Estes fios foram reunidos e concentrados em um único nó no ano de 1875, o ano no qual dois eventos de importância de longo alcance concidiram: a fundação, por Blavatsky, do Sociedade Teosófica, e o nascimento em Warwickshire, Inglaterra, de Aleister Crowley.

A fim de avaliar devidamente estas circunstâncias é necessário compreender que um evento igualmente significante estava pendente: a emergência da Ordem Hermética da Aurora Dourada, que existiu de uma forma ou de outra, e sob outros nomes, por um incalculável período de tempo.

A Aurora Dourada era a Escola de Mistério interna da Ordem que formulou a si mesma no mundo externo como a Sociedade Teosófica.
A intenção de Blavatsky em iniciar sua Sociedade era, primariamente, a destruição do
Cristianismo em sua forma “histórica” como oposta à sua forma “eterna”.
Este fato é paliado tanto quanto totalmente ignorado por muitos escritores da Sociedade e de sua fundadora, mas ele é fundamental para um entendimento da corrente vital que inspirou a Aurora Dourada, e mais fundamental ainda para aprofundar a razão de Crowley identicar a si próprio com a fórmula anti-cristã da Besta, 666.

Esta fórmula é primariamente destrutiva; ela invoca aquele poder de Hórus conhecido como Ra-Hoor-Khuit (ou Herakhaty), que necessariamente precede ao advento de seu poder gêmeo e complementar, simbolizado por aquele antigo “diabo” da raça acadiana a quem Crowley invoca sob a máscara, ou persona, de Hoor-paar-Kraat (Harpócrates, também chamado Aiwaz).

***
2
Dai, a recepção do Livro da Lei seja às vezes referida como O Trabalho do Cairo.
3
A fim de entender a natureza de Aiwaz, talvez não seja tão enganoso pensar neste Dæmon como similar aos Dhyan Chohans (Espíritos Planetários) que usaram Blavastky e outros como um canal de intercurso com a humanidade.

***

A verdadeira Ordem Oculta (às vezes chamada de Grande Fraternidade Branca, e por Crowley de A\A}11 As iniciais A}A} significam Argenteum Astrum (a Estrela de Prata). Esta é a Estrela de Set ou Sothis (Sirius) é o “sol” no sul; “prata”, para indicar que ela é de uma região lunar (ou seja, Noite); ela é a “criança” oculta de Nuit, cuja Luz ela manifesta. De acordo com a Tradição Hermética, nosso sol é senão um reflexo do Sol maior, Sothis. O sol de nosso sistema solar mantém, portanto, a relação de uma “criança” (Hórus Criança) com esta enorme Estrela.) manifestou-se no Ocidente em 1886 como a Aurora Dourada. Antes desta manifestação específica, a Fraternidade contava entre seus representantes não abertamente declarados tais autoridades como Sir Edward Bulwer-Lytton, Éliphas Lévi, Fred Hockley, Keneth Mackenzie, Gerald Massey, Fabre d’Olivet e outros. Bulwer-Lytton interliga-se historicamente com os Adeptos continentais, Éliphas Lévi, Gerard Encausse (Papus), Rudolph Steiner e Franz Hartmann æ nomes celebrados no Ocultismo ocidental. Estes elementos continentais colaterais constituíram o que foi conhecido como a Fraternidade Hermética da Luz.

Não muito depois do nascimento da Sociedade Teosófica, a Fraternidade da Luz é até então bastante esparçamente organizada æ foi, por volta de 1895, concentrada em dez graus iniciatórios sob o Dr. Karl Kellner, um Adepto austríaco que revelou o verdadeiro nome da Fraternidade como a Ordo Templi Orientis, a Ordem do Templo do Oriente, o Oriente significando o local do nascer-do-sol, a fonte de iluminação. As iniciais O.T.O. também simbolizam a energia solar-fálica da Besta, que Crowley mais tarde incorporou em seu selo mágico pessoal.

Karl Kellner foi o primeiro O.H.O.4 (Cabeça Externa da Ordem) da novamente constituída O.T.O., pois, bem antes disto, uma Ordem do Templo æ sob Jacques de Molay (1293- 1313) æ havia existido e “preparado a Renascença ao fundir os Mistérios do Oriente e do Ocidente”5, e a história externa da Ordem pode ser traçada bem anteriormente a este evento.

Esta Ordem também incluía a Irmandade Hermética conhecida como os Illuminatti, encabeçada no século dezoito pelo notório Adam Weishaupt, cuja obra, embora ainda incalculável, é de indubitável significado com relação ao atual renascimento mágico.

Jean Adam Weishaupt (1748-1830) fundou a Ordem dos Illuminati em 01 de maio de 1776. Ele adotou o símbolo do Ponto dentro do Círculo para representar a Corrente que se expressou através dele. Ele formulou os princípios básicos da Ordem em termos muito similares àqueles aos quais Crowley usa em Liber Oz (veja a ilustração).

A “Palavra Perdida” no sistema de Weishaupt é “Homem”.
A redescoberta desta Palavra requeria que o homem encontrasse a si próprio novamente; que a redenção da humanidade tem de ser efetuada através e pelo homem; que o homem governasse a si próprio e lançasse fora os grilhões dos poderes e controles alheios. Em uma palavra, ele deveria tornar-se um rei por seu próprio direito, pela virtude de sua própria herança primal.

Mais tarde, no sistema de Crowley, a idéia do “homem-rei” tornou-se fundamental; ela é sinônimo de ser um Thelemita, ou seja, alguém que descobriu sua Verdadeira Vontade (Thelema) e é capaz de fazê-la. Daí, Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.

Quando Crowley assumiu o controle da O.T.O., ele escolheu como seu motto Deus est Homo (Deus é Homem), e em Liber Oz ele declara “Não existe Deus senão o Homem”6. Era para o Homem que seu Manifesto estava endereçado, quando, no meio do Mediterrâneo em 1924, ele declarava Thelema (Vontade) como sendo a Palavra da Lei, de acordo com o que lhe havia sido revelado por Aiwaz7, no Cairo, vinte anos antes.

***

4
Preferiu-se manter as iniciais O.H.O. que formam o título inglês para “Cabeça Externa da Ordem”, em inglês Outer Head of the Order, pois em língua portuguesa não há sentido mencioná-lo como C.E.O..
5
Crowley, em seu comentário de Liber Agapé, o manual secreto dos Mistérios da O.T.O.
6
Este motto possui também um profundo significado esotérico que se tornará aparente durante o curso
desta obra.
7
Ver o Glossário: Aiwass.
O Equinócio
8, uma série de maciços volumes, que Crowley publicou periodicamente e que ele descreveu como “A enciclopédia da iniciação”, foi também chamado de “o órgão oficial da A\A\, a Revista do Iluminismo Científico”. Entre os nomes daqueles que, segundo Crowley, representaram esta Corrente no tempos passados aparecia aquele de Adam Weishaupt.

***

O Conde Cagliostro (nascido em 1743) e Anton Mesmer (1734-1815) estiveram entre aqueles que foram iniciados na Ordem dos Illuminati. Cagliostro foi iniciado em Frankfurt em 1781, sob a autoridade dos “Grandes Mestres dos Templários”, um outro nome dos Illuminati. Ele recebeu instruções e grandes somas de dinheiro de Weishaupt, que o enviou à França onde a missão especial de Cagliostro era iluminizar a maçonaria francesa.

Weishaupt, cujo primeiro treinamento foi influenciado pelos jesuítas, fundou os Illuminati æ como Blavatsky fundou a Sociedade Teosófica æ com a intenção principal de destruir os efeitos perniciosos do Cristianismo organizado. Weishaupt dizia ter usado “para bons fins os meios que os jesuítas haviam empregado para maus fins”.

Dando ouvidos a Santo Inácio de Loyola (1491-1556), Weishaupt introduziu uma obrigação de obediência incondicional na Constituição de sua Ordem. Assim, o Iluminismo æ como concebido por Weishaupt æ foi modelado na Sociedade de Jesus, embora ele propusesse um plano de campanha diametralmente oposto à ela.

Embora a Ordem dos Illuminati tenha sido suprimida em 1786, Weishaupt e seu círculo interno de adeptos continuaram a operar em segredo por detrás do véu da Livre Maçonaria, com
a qual a Ordem se ligara em 1778. Weishaupt mantinha que os Illuminati era menos uma Ordem
que uma Corrente, a qual poderia operar mais efetivamente sob a cobertura de uma outra coisa:
“sob outros nomes e outras ocupações”.

Cagliostro obteve sucesso em formar um elo com a Ordem Martinista (fundada por Martinez Pasqually em 1754) com a qual Anton Mesmer estava também envolvido. Os Illuminati gradualmente ganharam o controle de todas as Ordens importantes até que uma rede iluminizada de sociedades ocultas foi criada.

Em 1880, a Ordem foi revivida em Dresden por Leopold Engel. Era com esta Corrente revivida que Rudolph Steiner estava conectado; e Franz Hartmann (fundador da Ordem da Rosa Cruz Esotérica) estava conectado tanto com os Illuminati de Engel quanto com a Sociedade Teosófica.

Em 1895, Dr. Karl Kellner deu prosseguimento ao sistema, chamando-o de Ordo Templi Orientis, revertendo assim à designação pré-weishauptiana. Na morte de Kellner, em 1905, um Teosofista alemão chamado Theodor Reuss, junto com Franz Hartmann, constitui o Conselho Interno da Ordem. Foi Reuss quem iniciou Steiner na O.T.O..

O Ponto dentro do Círculo, o símbolo dos Illuminati, é não somente o hierograma do Sol e do deus Hórus, mas no sistema de Crowley, é simbólico também da união de Nuit e Hadit, que são emblemáticos da Consciência e sua projeção como um raio de luz.

A união do Círculo (Nuit) e o do Ponto (Hadit) formula a “criança” deles, ou vontades combinadas, expressa como Ra-Hoor-Khuit. O Círculo e o Ponto também representam as expressões abstratas de Amor e Vontade, componentes gêmeos da equação mágica conhecida como a Lei de Thelema.9

Dion Fortune, em Aspectos do Ocultismo (publicado postumamente em 1962), observa que os cultos primitivos, tais como Vudu, inicia o Subconsciente; o Hinduísmo inicia o Ser Altíssimo; e o Cristianismo inicia a Personalidade, o Ser Inferior. Aqui ela se refere o verdadeiro Cristianismo Gnóstico, a “religião eterna” em oposição ao Culto do Cristo carnalizado do Cristianismo histórico. Austin Spare, Aleister Crowley e Dion Fortune desenvolveram precisamente estas três linhas de atividade.

***

8 Em inglês, The Equinox.
9
Thelema, a palavra grega para Vontade, soma 93 que é também o número de Agapé (Amor), seu
equivalente cabalístico. 93 é um número-chave no Culto de Crowley; ele é três vezes 31, o qual é ele mesmo o número do Livro da Lei no qual as fórmulas mágicas do Æon de Hórus (iniciado por Aiwaz) estão concebidas em cifras literárias e cabalísticas. O próprio Crowley não conseguiu interpretar todas elas durante sua vida. Ver em LAShTAL (Glossário).

***

A fórmula de Spare da Ressurgência Atávica (ver Capítulo 12) desenvolve a linha “vudu” por meios de um sistema de Sigilos derivando de seu Alfabeto do Desejo, cada letra do qual representa uma fase da consciência sexual. Ele usava a fórmula em conjunção com um ritual chamado de Postura da Morte (ver Capítulo 12). Ao invés dos vevers da feitiçaria africana e do Vudu da Índia Ocidental, Spare empregava várias geometrias ocultas incorporando em forma linear as vibrações sonoras peculiares aos deuses æ ou níveis de subconsciência æ a serem invocados; estas vibrações constituem os mantras dos deuses. Seu sistema deriva não somente da Aurora Dourada, mas também das tradições iniciáticas ocultas do Culto Draconiano original, operando nas dinastias escuras do antigo Egito.10

No outro extremo, o tema da obra de Crowley é seu ritual para atingir o congresso com o Ser Altíssimo, ou Sagrado Anjo Guardião. Para este fim, ele adaptou com sucesso um rito acadiano, ou sumeriano, usado pelos Iezidis æ os adoradores do “diabo” da Baixa Mesopotâmia.

Crowley identificou o “diabo” deles com Aiwaz, seu Sagrado Anjo Guardião, um estado peculiar que será explicado mais tarde. Para despertar e exaltar a consciência mágica, Crowley usava um tipo de ritual reminiscente dos Tantras.

Dion Fortune, por sua vez, desenvolveu um sistema para criar a Personalidade Mágica dos escombros da vida cotidiana. Seu trabalho envolvia o uso da Magia lunar. Ela usava as energias manifestando-se através da polaridade sexual. Sua novela, Magia da Lua (postumamente publicada em 1956), explica a mystique, se não o mecanismo real do processo. Ela enfatizava a relação íntima entre o sistema endócrino e os chacras, os centros de poder mágico no organismo humano. Sua técnica de controle do sonho deriva da “Visão Espiritual” da Aurora Dourada, e relembra aspectos dos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola que fundou a Sociedade de Jesus.

Estes aspectos de desenvolvimento espiritual formam os três maiores temas característicos do renascimento da magia dos dias atuais, e eles refletem as três maiores fases da Consciência exemplificada na mitologia como as correntes astral, lunar e solar da Grande Obra. O sistema de Crowley, particularmente, resume todas as três.

A injunção “Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei” apareceu primeiro no Livro da Lei que Crowley recebeu no Cairo em 1904 enquanto em comunicação astral direta com o Dæmon, Aiwaz.

“Faze o que tu queres” é a primeira metade de uma fórmula mágica que Crowley praticou toda sua vida. A segunda metade æ “Amor é a lei, amor sob vontade” æ é seu complemento. Isto também apareceu no Livro da Lei, ou, mais precisamente, O Livro da Lei de Thelema, pois o texto, compreendendo três breves capítulos, é um comentário sobre esta fórmula dupla.

Crowley gastou a maior parte de sua vida tentando sondar os mistérios deste Livro singular e ele disse em seus últimos anos que muito permanecia obscuro. Mas ele o sondou o suficiente para descobrir um sistema de Magiak sem rival na história do Ocultismo Ocidental.

A essência de Faze o que tu queres, e seu corolário, não é nova. Pelo contrário, ela é tão antiga e sem idade quanto o Tao e o Teh, o Yin e o Yang, Shiva e Shakti ou o imaginário tibetano do Yab-Yum. O que é novo é sua ênfase sobre a ação, sobre o fazer, ao invés da não-ação e da renúncia. Thelema é uma fórmula dinâmica, não estática, e ela requer a formulação precisa æ antes da ação æ da energia que deve ser sua mola mestra.

Do Livro Renascer da Magia, de Kenneth Grant

Sobre despertos e cegos

sábado, 26 de março de 2011

—¿Cómo podría ser de otra manera? dijo G. Imagínense dos o tres hombres despiertos entre una multitud de dormidos. Ciertamente se conocerán. Pero los que están dormidos no pueden conocerlos. ¿Cuántos son? No lo sabemos ni lo podemos saber hasta que hayamos despertado; ya hemos explicado que un hombre no puede ver nada por encima de su propio nivel de ser. En verdad doscientos hombres conscientes, si existieran y si encontraran necesaria y legítima esta intervención, podrían cambiar toda la vida sobre la tierra. Pero no existen en cantidad suficiente, o no lo quieren, o bien no ha llegado aún el tiempo, o tal vez los otros duermen demasiado profundamente.

citação extraída de Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido, de Ouspensky.


Quando saía da casa de um amigo tarde da noite, um homem cego recebeu deste uma lanterna. O cego disse, surpreso:

"Sou cego. De que me vale levar uma lanterna?"

"Sei disso, mas como vais caminhar no escuro, a lanterna evitará que outras pessoas esbarrem em vós," disse o solícito amigo, acendendo a vela dentro da lanterna.

O homem partiu levantando a lanterna à sua frente. Confiante no fato de que ela evitaria acidentes com outras pessoas, ele caminhou sem medo ou relutância ao longo da estrada. Nunca ele se sentiu tão confiante, sabendo que a lanterna era um eficiente aviso de sua presença no caminho.

Entretanto, para sua completa surpresa, de repente alguém esbarra fortemente nele, que cai ao chão. Irritado com isso, o cego grita:

"Não podeis ver uma lanterna aproximando-se?! Com certeza és mais cego do que eu!!!!"

Mas o outro homem disse confuso:

"Mas como poderia ter visto uma lanterna apagada nesta noite escura?"

Todo aquele tempo o cego carregava a lanterna inutilmente, pois o vento tinha apagado a vela há muito...

Contra-informação e a questão alienígena

sexta-feira, 25 de março de 2011



Documentário revelador: Trabalho Interno

segunda-feira, 21 de março de 2011

Este documentário revela com clareza como os bancos internacionais compram empresas de rating ou de avaliação de riscos, como possuem o lobby mais poderoso junto a políticos, como compram economistas para justificar a ideologia que sustenta um discurso de total liberdade e libertinagem financeira - desregulamentação - e mostra como a crise de 2008 tornou os grandes bancos internacionais ainda mais fortes e coesos para continuar fazendo o que sempre fizeram desde o século 20: ganhar dinheiro a custa dos outros sem gerar nenhuma riqueza, aumentando ainda mais a concentração do capital financeiro e fazendo com que a chamada grande potência mundial destrua a sua classe média produzindo uma enorme concentração de renda.

É interessante ver a cara de pau de economistas, banqueiros, lobistas, políticos e a maneira cínica como sustentam um discurso completamente mentiroso e falacioso - F.A.

(EUA, 2010, 104min. - Direção: Charles Fergunson)

Conheça os bastidores da maior crise financeira de nossos tempos. Depoimentos surpreendentes, que revelam como a corrupção está intimamente ligada ao fatos que levaram milhões de pessoas a perderem seus empregos e até mesmo quase tudo o que juntaram na vida. (docverdade).

Torrent

Legendas pt-br

Três anos depois da crise, bancos americanos criam novo sistema de abusos

domingo, 20 de março de 2011

Estou entre aqueles que ficaram felizes em ver o documentário “Trabalho Interno” receber um Oscar. O filme nos lembrou que a crise financeira de 2008, cujos efeitos ainda estão afligindo as vidas de milhões de americanos, não aconteceu por acaso – ela ocorreu devido ao mau comportamento por parte dos banqueiros, reguladores e, sim, os economistas.

O que o filme não apontou, entretanto, é que a crise gerou todo um novo conjunto de abusos, muitos deles tanto ilegais quanto imorais. E importantes figuras políticas estão, finalmente, demonstrando algum ultraje. Infelizmente, este ultraje é direcionado não contra os abusos dos bancos, mas contra aqueles que tentam fazerem os bancos responderem por esses abusos.

O ponto crítico imediato é o acordo proposto entre os procuradores-gerais estaduais e o setor hipotecário. Esse acordo é uma “sacudida”, diz o senador Richard Shelby, do Alabama. O dinheiro que os bancos seriam obrigados a alocar para modificação de hipotecas seria “extorquido”, como declara o “Wall Street Journal”. E os banqueiros alertam que qualquer ação contra eles colocaria a recuperação econômica em risco.

Tudo isso apenas confirma que os ricos são diferentes de nós: quando eles infringem a lei, são os promotores que vão a julgamento.

Para se ter uma ideia do que estamos falando aqui, veja a queixa impetrada pelo procurador-geral de Nevada contra o Bank of America. A queixa acusa o banco de atrair famílias para seu programa de refinanciamento de hipoteca – supostamente para ajudá-las a manter suas casas– usando falsos pretextos; dando informações falsas sobre as exigências do programa (por exemplo, dizendo que devem dar calote em suas hipotecas antes de receberem o refinanciamento); burlando as famílias com promessas de ação, depois “enviando notificações de execução hipotecária, marcando datas de leilão e até mesmo vendendo as casas dos clientes enquanto estes aguardam por decisões” e, em geral, explorando o programa para se enriquecerem às custas dessas famílias.

O resultado final, acusa a queixa, é de que “muitos consumidores de Nevada continuam pagando hipotecas acima de sua renda, esgotando suas economias, seus fundos de aposentadoria ou os fundos de educação dos filhos. Além disso, devido às garantias enganadoras do Bank of America, os consumidores aceitam vendas a descoberto e deixam passar outras opções para minimizar suas perdas. E aguardam ansiosamente, mês após mês, ligando para o Bank of America e apresentando a documentação repetidas vezes, sem saber se ou quando perderão suas casas”.

Ainda assim, coisas como essas só acontecem com perdedores que não conseguem pagar suas hipotecas, não é? Errado. Recentemente, Dana Milbank, o colunista do “Washington Post”, escreveu sobre sua própria experiência: um refinanciamento rotineiro de hipoteca junto ao Citibank de alguma forma se transformou em um pesadelo de taxas cotadas erroneamente, cobrança indevida de juros e congelamento de contas bancárias. E todas as evidências sugerem que a experiência de Milbank não foi incomum.

Note que não estamos falando sobre práticas de negócios de operadores irresponsáveis; nós estamos falando sobre duas de nossas três maiores empresas financeiras, com aproximadamente US$ 2 trilhões em ativos cada. Mas os políticos querem que você acredite que qualquer tentativa para fazer com que esses gigantes bancários abusivos façam uma restituição modesta é uma “extorsão”. A única dúvida real é se o acordo proposto sai barato demais para os bancos.

E quanto ao argumento de que cobrar dos bancos ameaçaria a recuperação? Há muito que ser dito sobre esse argumento, mas nada de bom. Mas permita-me enfatizar dois pontos.

Primeiro, o acordo proposto apenas pede por modificações de empréstimos que resultem em um maior “valor líquido presente” do que a execução hipotecária – isto é, oferecendo acordos que são de interesse tanto para os proprietários de imóveis quanto para os investidores. A verdade ultrajante é que, em muitos casos, os bancos estão bloqueando esses acordos mutuamente benéficos para que possam continuar cobrando taxas. Como acabar com esse assalto pode ser ruim para a economia?

Segundo, o maior obstáculo para a recuperação não é a condição financeira dos grandes bancos, que já foram resgatados uma vez e agora estão lucrando com a percepção de que serão resgatados se alguma coisa der errado, mas sim o excesso de endividamento dos lares somado à paralisia do mercado imobiliário. Fazer os bancos solucionarem as dívidas hipotecárias – em vez de enganar as famílias para extrair alguns poucos dólares a mais – ajudaria, e não prejudicaria, a economia.

Nos próximos dias e semanas, nós veremos muitos políticos pró-bancos condenando o acordo proposto, afirmando que é uma questão de defesa do Estado de direito. Mas o que estão de fato defendendo é o oposto –um sistema no qual apenas os pequenos têm que obedecer à lei, enquanto os ricos, especialmente os banqueiros, podem enganar e trapacear sem consequências.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Paul Krugman

Professor de Princeton e colunista do New York Times desde 1999, Krugman venceu o prêmio Nobel de economia em 2008

Por que Obama se transformou num zumbi da esperança progressista norte-americana?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a visita de Obama ao Brasil, a situação dos Estados Unidos e da economia mundial. Para ela, a convalescença internacional será longa e dolorosa. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, diz. E acrescenta: "a sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”.

Quando estourou a crise de 2007/2008, ela desabafou ao Presidente Lula no seu linguajar espontâneo e desabrido: “Que merda, nasci numa crise, vou morrer em outra”. Perto de completar 81 anos – veio ao mundo numa aldeia portuguesa em 24 de abril de 1930 - Maria da Conceição Tavares, felizmente, errou. Continua bem viva, com a língua tão afiada quanto o seu raciocínio, ambos notáveis e notados dentro e fora da academia e esquerda brasileira. A crise perdura, mas o Brasil, ressalta com um sorriso maroto, ao contrário dos desastres anteriores nos anos 90, ‘saiu-se bem desta vez, graças às iniciativas do governo Lula’.

A convalescença internacional, porém, será longa, adverte. “E dolorosa”. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, dispara Conceição que não se deixa contagiar pelo entusiasmo da mídia nativa com a visita do Presidente Barack Obama, que chega o país neste final de semana.

Um esforço narrativo enorme tenta caracterizar essa viagem como um ponto de ruptura entre a ‘política externa de esquerda’ do Itamaraty – leia-se de Lula , Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães - e o suposto empenho da Presidenta Dilma em uma reaproximação ‘estratégica’ com o aliado do Norte. Conceição põe os pingos nos is. Obama, segundo ela, não consegue arrancar concessões do establishment americano nem para si, quanto mais para o Brasil. ‘Quase nada depende da vontade de Obama, ou dito melhor, a vontade de Obama quase não pesa nas questões cruciais. A sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”. O entusiasmo inicial dos negros e dos jovens com o presidente, no entender da decana dos economistas brasileiros, não tem contrapartida nas instâncias onde se decide o poder americano. “O que esse Obama de carne e osso poderia oferecer ao Brasil se não consegue concessões nem para si próprio?”, questiona e responde em seguida: ‘Ele vem cuidar dos interesses americanos. Petróleo, certamente. No mais, fará gestos de cortesia que cabem a um visitante educado’.

O desafio maior que essa discípula de Celso Furtado enxerga é controlar “a nuvem atômica de dinheiro podre” que escapou com a desregulação neoliberal – “e agora apodrece tudo o que toca”. A economista não compartilha do otimismo de Paul Krugman que enxerga na catástrofe japonesa um ponto de fuga capaz, talvez, de exercer na etapa da reconstrução o mesmo efeito reordenador que a Segunda Guerra teve sobre o capitalismo colapsado dos anos 30. “O quadro é tão complicado que dá margem a isso: supor que uma nuvem de dinheiro atômico poderá corrigir o estrago causado por uma nuvem nuclear verdadeira. Respeito Krugman, mas é mais que isso: trata-se de devolver o dinheiro contagioso para dentro do reator, ou seja, regular a banca. Não há atalho salvador’.

Leia a seguir a entrevista exclusiva de Maria da Conceição Tavares à Carta Maior.

Por que Obama se transformou num zumbi da esperança progressista norte-americana?

Os EUA se tornaram um país politicamente complicado... o caso americano é pior que o nosso. Não adianta boas idéias. Obama até que as têm, algumas. Mas não tem o principal: não tem poder, o poder real; não tem bases sociais compatíveis com as suas idéias. A estrutura da sociedade americana hoje é muito, muito conservadora –a mais conservadora da sua história. E depois, Obama, convenhamos, não chega a ser um iluminado. Mas nem o Lula daria certo lá.

Mas ele foi eleito a partir de uma mobilização real da sociedade....

Exerce um presidencialismo muito vulnerável, descarnado de base efetiva. Obama foi eleito pela juventude e pelos negros. Na urna, cada cidadão é um voto. Mas a juventude e os negros não tem presença institucional, veja bem, institucional que digo é no desenho democrático de lá. Eles não tem assento em postos chaves onde se decide o poder americano. Na hora do vamos ver, a base de Obama não está localizada em lugar nenhum. Não está no Congresso, não tem o comando das finanças, enfim, grita, mas não decide.

O deslocamento de fábricas para a China, a erosão da classe trabalhadora nos anos 80/90 inviabilizaram o surgimento de um novo Roosevelt nos EUA?

Os EUA estão congelados por baixo. Há uma camada espessa de gelo que dissocia o poder do Presidente do poder real hoje exercido, em grande parte, pela finança. Os bancos continuam incontroláveis; o FED (o Banco Central americano) não manda, não controla. O essencial é que estamos diante de uma sociedade congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada...

É uma decadência reversível?

É forçoso lembrar, ainda que seja desagradável, que os EUA chegaram a isso guiados, uma boa parte do caminho, pelas mãos dos democratas de Obama. Foram os anos Clinton que consolidaram a desregulação dos mercados financeiros autorizando a farra que redundou em bolhas, crise e, por fim, na pasmaceira conservadora.

Esse colapso foi pedagógico; o poder financeiro ficou nu, por que a reação tarda?

A sociedade americana sofreu um golpe violento. No apogeu, vendia-se a ilusão de uma riqueza baseada no crédito e no endividamento descontrolados. Criou-se uma sensação de prosperidade sobre alicerces fundados em ‘papagaios’ e pirâmides especulativas. A reversão foi dramática do ponto de vista do imaginário social. Um despencar sem chão. A classe média teve massacrados seus sonhos do dia para noite. A resposta do desespero nunca é uma boa resposta. A resposta americana à crise não foi uma resposta progressista. Na verdade, está sendo de um conservadorismo apavorante. Forças e interesses poderosos alimentam essa regressividade. A tecnocracia do governo Obama teme tomar qualquer iniciativa que possa piorar o que já é muito ruim. Quanto vai durar essa agonia? Pode ser que a sociedade americana reaja daqui a alguns anos. Pode ser. Eles ainda são o país mais poderoso do mundo, diferente da Europa que perdeu tudo, dinheiro, poder, auto-estima... Mas vejo uma longa e penosa convalescença. Nesse vazio criado pelo dinheiro podre Obama flutua e viaja para o Brasil.

Uma viagem cercada de efeitos especiais; a mídia quer demarcá-la como um divisor de águas de repactuação entre os dois países, depois do ‘estremecimento com Lula’. O que ela pode significar de fato para o futuro das relações bilaterais?

Obama vem, sobretudo, tratar dos interesses norte-americanos. Petróleo, claramente, já que dependem de uma região rebelada, cada vez mais complexa e querem se livrar da dependência em relação ao óleo do Chávez. A política externa é um pouco o que sobrou para ele agir, ao menos simbolicamente.

E o assento brasileiro no Conselho de Segurança?

Obama poderá fazer uma cortesia de visitante, manifestar simpatia ao pleito brasileiro, mas, de novo, está acima do seu poder. Não depende dele. O Congresso republicano vetaria. Quase nada depende da vontade de Obama, ou dito melhor, a vontade de Obama quase não pesa nas questões cruciais.

Lula também enfrentou essa resistência esfericamente blindada, mas ganhou espaço e poder...

Obama não é Lula e não tem as bases sociais que permitiriam a Lula negociar uma pax acomodatícia para avançar em várias direções. A base equivalente na sociedade americana, os imigrantes, os pobres, os latinos, os negros, em sua maioria nem votam e acima de tudo estão desorganizados. Não há contraponto à altura do bloco conservador, ao contrário do caso brasileiro. O que esse Obama de carne e osso poderia oferecer ao Brasil se não consegue concessões nem para si próprio?

A reconstrução japonesa, após a tragédia ainda inconclusa, poderia destravar a armadilha da liquidez que corrói a própria sociedade americana ? Sugar capitais promovendo um reordenamento capitalista, como especula Paul Krugman?

A situação da economia mundial é tão complicada que dá margem a esse tipo de especulação. Como se uma nuvem atômica de dinheiro pudesse consertar uma nuvem atômica verdadeira. Não creio. Respeito o Krugman, mas não creio. O caminho é mais difícil. Trata-se de devolver a nuvem atômica de dinheiro para dentro do reator; é preciso regular o sistema, colocar freios na especulação, restringir o poder do dinheiro, da alta finança que hoje campeia hegemônica. É mais difícil do que um choque entre as duas nuvens. Ademais, o Japão eu conheço um pouco como funciona, sempre se reergueu com base em poupança própria; será assim também desta vez tão trágica. Os EUA por sua vez, ao contrário do que ocorreu na Segunda Guerra, quando eram os credores do mundo, hoje estão pendurados em papagaios com o resto do mundo –o Japão inclusive. O que eles poderiam fazer pela reconstrução se devem ao país devastado?

Muitos economistas discordam que essa nuvem atômica de dinheiro seja responsável pela especulação, motivo de índices recordes de fome e de preços de alimentos em pleno século XXI. Qual a sua opinião?

A economia mundial não está crescendo a ponto de justificar esses preços. Isso tem nome: o nome é especulação. Não se pode subestimar a capacidade da finança podre de engendra desordem. Não estamos falando de emissão primária de moeda por bancos centrais. Não é disso que se trata. É um avatar de moeda sem nenhum controle. Derivam de coisa nenhuma; derivativos de coisa nenhuma representam a morte da economia; uma nuvem nuclear de dinheiro contaminado e fora de controle da sociedade provoca tragédia onde toca. Isso descarnou Obama.

É o motor do conservadorismo americano atual. Semeou na America do Norte uma sociedade mais conservadora do que a própria Inglaterra, algo inimaginável para alguém da minha idade. É um conservadorismo de bordel, que não conserva coisa nenhuma. É isso a aliança entre o moralismo republicano e a farra da finança especulativa. Os EUA se tornaram um gigante de barro podre. De pé causam desastres; se tombar faz mais estrago ainda. Então a convalescença será longa, longa e longa.

Esse horizonte ameaça o Brasil?

Quando estourou a crise de 2007/2008, falei para o Lula: - Que merda, nasci numa crise mundial, vou morrer em outra... Felizmente, o Brasil, graças ao poder de iniciativa do governo saiu-se muito bem. Estou moderadamente otimista quanto ao futuro do país. Mais otimista hoje do que no começo do próprio governo Lula, que herdou condições extremas, ao contrário da Dilma. Se não houver um acidente de percurso na cena externa, podemos ter um bom ciclo adiante.

A inflação é a pedra no meio do caminho da Dilma, como dizem os ortodoxos?

Meu temor não é a inflação, é o câmbio. Aliás, eu não entendo porque o nosso Banco Central continua subindo os juros, ainda que agora acene com alguma moderação. Mas foram subindo logo de cara! Num mundo encharcado de liquidez por todos os lados, o Brasil saiu na frente do planeta... Subimos os juros antes dos ricos, eles sim, em algum momento talvez tenham que enfrentar esse dilema inflacionário. Mas nós? Por que continuam a falar em subir os juros se não temos inflação fora de controle e a prioridade número um é o câmbio? Não entendo...

Seria o caso de baixar as taxas?

Baixar agora já não é mais suficiente. Nosso problema cambial não se resolve mais só com inteligência monetária. Meu medo é que a situação favorável aqui dentro e a super oferta de liquidez externa leve a um novo ciclo de endividamento. Não endividamento do setor público, como nos anos 80. Mas do setor privado que busca lá fora os recursos fartos e baratos, aumentando sua exposição ao risco externo. E quando os EUA subirem as taxas de juros, como ficam os endividados aqui?

Por que o governo hesita tanto em adotar algum controle cambial?

Porque não é fácil. Você tem um tsunami de liquidez externa. Como impedir as empresas de pegarem dinheiro barato lá fora? Vai proibir? Isso acaba entrando por outros meios. Talvez tenhamos que implantar uma trava chilena. O ingresso de novos recursos fica vinculado a uma permanência mínima, que refreie a exposição e o endividamento. Mas isso não é matéria para discutir pelos jornais. É para ser feito. Decidir e fazer.

A senhora tem conversado com a Presidenta Dilma, com Lula?

O governo está começando; é preciso dar um tempo ao tempo. Falei com Lula recentemente quando veio ao Rio. Acho que o Instituto dele está no rumo certo. Deve se debruçar sobre dois eixos fundamentais da nossa construção: a questão da democracia e a questão das políticas públicas. Torço para que o braço das políticas públicas tenha sede no Rio. O PT local precisa desse empurrão. E fica mais perto para participar.

Ver

quarta-feira, 16 de março de 2011

A verdade é que é mentira é necessária, imagina o que seria da maioria dos relacionamentos se a verdade sobre o outro fosse sabida de antemão?

Isso me faz pensar que a mentira é parte da verdade, pois se não houvesse mentira a verdade mesma como conceito nem existiria.

A paixão tornou-se assim uma mentira que todo mundo quer e precisa acreditar ao chamá-la de amor. Ai quando descobrimos a verdade surge a prova do amor.

A verdade é que a paixão é o melhor símbolo para o efêmero e a marca do nosso apego pela vida, dando-lhe o sentido, expressando-se pelos sentidos, nos fazendo crer na mentira porque a verdade mesma dispensa a fé.

A verdade por si não tem graça, sua graça está na mentira descoberta.

A verdade enamora-se pela mentira para se reconhecer.

Não saber a verdade cria o espaço do mistério, nesse campo projetamos nossos desejos, então a mentira é fruto inevitável, e, no princípio, delicioso.

F.A.

O céu e o inferno, por Nasrudim

terça-feira, 15 de março de 2011

Mullá Nasrudin sonhou que estava no céu e que tudo a sua volta era muito bonito e fácil. Só encontrava beleza e não precisava fazer esforço para nada, bastava desejar uma coisa - qualquer coisa - e ela aparecia.

Nasrudin tinha tudo o que queria e estava super-satisfeito, os milagres aconteciam sempre que desejava. Foi bom demais por algum tempo, até que ele começou a se entediar, deixou de achar graça naquela vida. Aí resolveu procurar algum problema, qualquer situação que lhe aborrecesse ou até lhe fizesse ficar deprimido, porque já não suportava mais tanta maravilha. Não encontrou nada que lhe perturbasse. Passou a procurar um trabalho para fazer, uma responsabilidade qualquer e não havia nada, porque era perfeito.

No seu sonho Mulla Nasrudin gritou: - Não agüento mais! Estou cheio de não fazer nada e de ter tudo! Preferiria estar no inferno!

E uma voz lhe respondeu: - E onde é que você pensa que está?

Por isso é que é isso: o céu e o inferno não são localizados geograficamente; mas emocional e psicologicamente. Cada um faz seu céu ou inferno no seu espaço interior. No momento em que você compreender que o céu ou o inferno estão somente dentro de você, poderá mudar inteiramente a sua vida. Enquanto não compreender, não haverá transformação.

Verdade

domingo, 13 de março de 2011

Verdade é aquilo que você precisa ouvir quando não quer (compreender).

É aquilo que precisa ouvir quando ainda não pode (compreender).

É aquilo que é,
assim o problema está em nós,
porque não somos (aquilo que somos: o ser).

A verdade tem uma caráter incômodo para quem ainda não é (a sua própria verdade).

F.A.

Quem são os vossos deuses?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Assim como vocês descobriram a verdade sobre o Coelhinho da Páscoa, Papai Noel e a Fadinha do Dente de Lei­te, vão descobrir que existe um cenário, uma história, uma versão idealizada em torno de muitas destas energias que têm vindo a cultuar como deuses.

A energia predominante neste planeta sifona (drena) os vossos sistemas religiosos segundo a sua própria vontade. Ela extrai fluxos de energia incríveis, e esta energia está viva.

Foi dito a vocês que todos os vossos pensamentos criam mundos: eles são reais - eles vão para algum lugar.

Existem cinco bilhões e meio de pessoas pensando neste instante. Toda esta energia está viva na Terra.

Qual é o sentimento predominante dentro dessa energia e o que pode convencer ou coagir a sua exibição? Não estamos aqui para dizer quem está certo ou erra­do, ou quem é quem dentro da hierarquia. Queremos sim­plesmente desfazer as vossas ilusões, alertá-los para aquilo que foram induzidos a acreditar.


A nossa intenção é sugerir que pensem maior. Sintam a, importância da perda que ocorrerá dentro desta energia predominante, quando um número cada vez maior de vocês deixar de vibrar de acordo com este plano. Pensem o que podem fazer quando vencerem esta modulação de freqüência, ou a insistência da vossa mente lógica e, impe­cavelmente, permanecerem límpidos como Portadores de Freqüência.


Lembrem-se que identidade como freqüência é a soma total da irradiação como pulsações eletromagnéticas dos vossos corpos físico, mental, emocional e espiritual. Todas as vezes que possuírem o que alguém estava sifonando (drenando) e culti­varem isso de acordo com a vossa vontade própria, vocês mudam a vibração do planeta. Como destruidores de sistemas, esta é uma das tarefas que desempenham com mais habilidade. Nós não queremos depreciar ou desprezar o que usaram até agora como instru­mentos, queremos apenas que se desfaçam de seus velhos ins­trumentos.


Vocês estão dedicando reverência e lealdade a sistemas de crenças que já não lhes servem mais, da mesma forma que vai chegar o dia em que cada um de vocês terá ultrapassado os ensinamentos que estamos ministrando ago­ra. Outra energia será capaz de dizer: "Bem, quando os Pleiadianos estavam lhes mostrando isto, era muito bom. Eles dirigiram vocês até aqui. Deixem-nos levá-los adiante. A evo­lução não para, nem há nada que tenha sido ensinado neste planeta que represente a verdade suprema. Na medida em que forem recuperando a história de vos­so passado reptiliano, perceberão que muitas características que influenciaram o sistema patriarcal da história faziam, na verdade, parte da família dos répteis (predadores, reptilianos, raça alienígena que num passado remoto assenhorou-se da raça humana. Tal raça é descrita por diversos autores a partir dos anos 90. São eles: Carlos Castaneda, Miguel Ruiz, Bárbara Marciniak, William Bramley, Alex Collier, David Icke, Credo Mutuwa, dentre outros).


Assim, como os humanos não são maus, o mesmo ocorre com os répteis. Eles não contêm menos parte do Criador Primordial que vocês, nem sua aparência ou fisiologia são inferiores. Os mestres geneticistas são capazes de ocupar muitas formas diferentes. É compreensível que parte da dificuldade de se trabalhar com uma espécie isolada seja o choque que pode ocorrer com a revelação completa da verdade. Existiram e existem muitos outros deuses criadores, mas apenas alguns possuem a forma humana. Atualmente, a inquie­tação e o desconforto que vocês sentem em relação à aparência dos répteis advém de sua forma, que lhes é muito estranha.


Os deuses criadores estão voltando para a Terra, é por isso que o planeta está passando por perturbações tão gran­des. Conforme forem aprendendo a sustentar as freqüência vindas dos raios cósmicos criativos, vocês estarão, cada vez mais, preparados para encontrar estes deuses. Como já disse­mos, alguns deles já estão aqui. Andam pelas ruas, vão a suas academias, participam do vosso governo e dos vossos locais de trabalho. Estão aqui para observar e para dirigir energia. Alguns deles vieram para os ajudar, outros estão aqui para aprender e evoluir. Existem ainda outros que não possuem intenções tão elevadas.


Precisam aprender como discernir entre as energias ex­traterrestres. Este é um universo de livre-arbítrio, portanto todas as formas de vida são permitidas aqui. Se uma energia procura amedrontá-los, manipulá-los, controlá-los, não é uma energia interessante para se trabalhar com ela. Vocês esco­lhem com quem trabalhar. O fato de uma entidade ter desen­volvido capacidades fantásticas e aparentemente mágicas, não significa necessariamente que ela seja desenvolvida espiri­tualmente. Aprendam a discernir.Vocês estão vivendo uma época importantíssima em que a energia está chegando viva. Tudo o que estão sentindo é o resultado de estarem despertando os vossos potenciais ador­mecidos. Um vendaval está soprando, mostrando-Ihes que há muita agitação rolando no ar.

Os deuses estão aqui. Vocês são estes deuses.

À medida que forem despertando para a vossa história, os vossos olhos da antiguidade abrir-se-ão. São os olhos de Hórus, que enxergam através dos olhos do ser humano, mas da perspectiva de um deus. Eles vêem a conexão e o pro­pósito de todas as coisas, pois são capazes de enxergar diver­sas realidades e unificá-las num quadro global revelando a história inteira. Quando forem abertos dentro de vocês os olhos da antiguidade, serão capazes de conectar-se com a história pessoal de cada um, com a história planetária, a história galáctica e a história universal. Aí, então, vocês vão descobrir quem são os vossos deuses.

Bárbara Marciniak - Mensageiros do Amanhecer - baixe o livro AQUI!


A cura está no doente, diz médico

terça-feira, 1 de março de 2011

Há nesta entrevista pelo menos uma lição. Como criar palavras novas para coisas antigas para lidar com velhos preconceitos.

Se o que interessa é a saúde, e não o lucro de uma corporação ou a ideologia de um segmento profissional formado para servir a indústria farmacêutica e aos laboratórios, cabe a nós retomar a responsabilidade por nós mesmos e pelo nosso bem-estar.

É interessante ver um médico dizer o óbvio como se não fosse. Toda a medicina real é integrativa. Isso é o que os kahunas, xamãs havaianos dizem em seu sétimo princípio.

"Pono: A verdade é medida por sua efetividade. Corolário: Existe sempre outra forma de se fazer algo. Utilização do poder da flexibilidade. Cor lilás. Sempre faça o que funciona. Se você fizer algo que não funcione, faça diferente! É necessário aprender a diferença entre persistência e teimosia!"

Paz na terra aos homens de boa vontade.

F.A.

Entrevista: Paulo de Tarso Lima - 27 de janeiro de 2010

Por Luiz De França

Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein:


Energia e religião no caminho da cura


Não é habitual ouvir um médico respeitável, de uma instituição de saúde modelar, falar sobre o papel da energia do corpo humano e da religião no caminho para a cura. É justamente o caso do cirurgião Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A medicina integrativa é uma prática em ascensão. Surgida nos Estados Unidos na década de 1970, une a medicina tradicional oriental, com sua abordagem holística, e a ocidental, apoiada na produção científica e na tecnologia. A reunião tem revolucionado a busca pela cura de doenças como o câncer.
"A ideia não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença"
, afirma Lima, que estudou a medicina interativa na Universidade do Arizona (EUA) e cursa o primeiro ano da Barbara Brenner School of Healing, na Flórida, onde a cura é perseguida a partir do estudo da energia humana. O médico é também autor do livro Medicina Integrativa - A Cura pelo Equilíbrio (MG Editores, 139 págs., 32,20 reais). Na entrevista a seguir, ele explica os fundamentos da medicina integrativa e aposta que a prática vai se espraiar por aqui por razões econômicas - por ora, apenas alguns hospitais e somente cinco universidades brasileiros se dedicam ao assunto.

Afinal, o que é medicina integrativa?

É um movimento que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e que começou a ser organizado com mais rigor na década de 1980, quando entrou para as faculdades de medicina. Hoje, existem 44 universidades americanas ligadas à pratica, que traz uma visão mais holística da pessoa no seu todo: corpo, mente e espírito. O que buscamos é oferecer uma assistência com informação e terapias que vão além da medicina convencional para ajudá-la a se conectar com a promoção de saúde. Eu não tenho a menor dúvida de que a medicina convencional é extremamente efetiva em se tratando de doença, mas saúde não é apenas ausência de doença.

Que terapias são essas?

Sistemas tradicionais como a medicina chinesa e indiana nos oferecem uma gama de alternativas, como acupuntura, reiki, yoga, entre outras, que trabalham a energia do nosso corpo, estimulando uma reação aos sintomas das doenças. A ideia desse movimento não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença. Isso é uma mudança de paradigma, porque a possibilidade de voltar ao estado saudável não é algo dado à pessoa, mas é algo inato a ela.

Qual a explicação para só agora a medicina integrativa despertar interesse de médicos convencionais?

Há duas razões: a demanda dos pacientes e a produção acadêmica, que cresce a uma velocidade muito alta. Se entendemos como as coisas funcionam, sabemos que é seguro.

Qual a situação da prática no Brasil?

Estamos em uma situação de dualidade. Os alinhados à prática muitas vezes não usam a medicina convencional de maneira integrada, e os convencionais não usam a medicina integrativa. Temos no Brasil um movimento diferente dos Estados Unidos, menos acadêmico, mas que vem crescendo graças a uma portaria de 2006 que autorizou procedimentos de acupuntura, homeopatia, uso de plantas medicinais e fitoterapias no Sistema Único de Saúde (SUS).

E por que a resistência dos médicos convencionais?

Eu não entendo. Estamos falando de energia e não precisamos ir muito longe para provar que energia corporal existe. A partir do momento que temos uma mitocôndria que produz energia dentro de cada célula, e isso é ensinado no primeiro ano de medicina, não há o que discutir. Temos energia no corpo, e pronto. O curioso é que muitos exames hospitalares rotineiros são baseados em mensuração do campo energético do corpo, como a ressonância magnética, o eletroencefalograma e outros mais sofisticados. Mas se você falar para um neurologista sobre a manipulação da energia do corpo, ele pira.

Por quê?

Porque entramos em um outro ponto da discussão sobre a energia humana, que é a interface com a religião. Estamos vivendo em uma nova fronteira em que se tenta entender essa energia, como ela é produzida, como pode ser manipulada e conduzida. E isso tem um impacto importante na questão da espiritualidade. Por isso, se algum paciente meu acha conforto na religião, se ele se sente bem assim, eu o estimulo a praticá-la.

E como se medem os resultados da medicina integrativa?

Começamos a medir os resultados pelas questões econômicas. A Prefeitura de Campinas, em São Paulo, registrou uma redução substancial de uso de analgésico dentro do SUS ao oferecer terapias ligadas à medicina chinesa focadas na questão ósseo-muscular. Além disso, tem uma série de trabalhos acadêmicos ligados à genética provando que a qualidade de vida produz efeitos na expressão genética da doença. E uma nova fase de trabalho investiga se uma gestante, cujo feto apresenta uma expressão genética de determinada doença, pode ajudar seu bebê se tiver uma gestação muito cuidadosa.

Como isso seria possível?

O homem carrega no seu código genético informações de doenças que podem ser a causa de sua morte. Isso já é provado. Só que você pode ter a característica genética da doença e não desenvolvê-la, ou tê-la precocemente. Isso vai depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, praticar atividades físicas, lúdicas e contemplativas são fatores muito importantes ligados à qualidade de vida e que vão provocar um impacto no nosso bem-estar e, consequentemente, na resposta do corpo às doenças já estabelecidas e àquelas que estão programadas para acontecer. O Prêmio Nobel do ano passado de Medicina (dividido entre os pesquisadores Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak) mostra que, se há uma importante mudança nutricional e de práticas contemplativas, há uma diminuição da expressão de câncer de próstata em determinados grupos de homens.

As pessoas, em geral, estão mais abertas para as práticas alternativas?

No Brasil, entre 45% e 80% dos pacientes diagnosticadas com câncer utilizam algum tipo terapia "alternativa" em conjunto com o tratamento. Nos Estados Unidos, 13% das crianças e 55% dos adultos saudáveis utilizam tais práticas.

O senhor acredita que essa corrente ganhará espaço no futuro?

Acredito. Não por razões humanitárias, mas por uma questão econômica. Afinal, a forma como a medicina é praticada atualmente implica altos custos. Não posso prever, porém, quanto tempo isso vai demorar, porque o convencimento dos profissionais a respeito do assunto exigirá um longo trabalho.