Calendas

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ananda é sanjaya.

Sanjaya é ananda.

Felicidade é auto-superação.

Auto-superação é felicidade.

É preciso um propósito, deste intento deriva tudo o mais.

Encontrar este propósito em si, apenas em si. Ninguém pode dar a você este propósito. Este presente está em si, redescobrindo o novo a cada momento. Não importa o calendário,  velho novo ano, é apenas uma ilusão, como as calendas gregas, pois as calendas romanas que agora se renovam são apenas o lembrete da matrix para que você pague os devidos tributos ao sórdido sistema que aí está, uma escravidão disfarçada de liberdade.

Então meu desejo é este, não importa a virada do ano fiscal, descubra o propósito em si que o pode levar para além desta matrix que aí está, perceba o presente, este eterno momento.

Ananda é sanjaya. Sanjaya é ananda.

Na presença aqui e agora, sem calendas, sem ilusões, apenas o presente em si.

F.A.

Conexão com o centro da Galáxia - 3ª parte

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Saudações Ventanias;

O tema Hunab Ku é interessante porque é um mito das origens. Aqui começa o primeiro ponto a ser bem trabalhado na nossa

abordagem do tema, para que tal abordagem não seja limitada, obliterada e até falseada pelos paradigmas ainda dominantes de

nossa cultura. Os mitos de origem que temos falam de um deus criador, que não tem começo e que cria tudo e todos e ao criar o ser

humano o faz senhor de toda criação, depois começa a escolher um tipo de humano contra outro (povo eleito), depois favorece o

povo eleito no deserto e a religião dominante foi difundida em um clima de total intolerância com morte e destruição para todos

que dela discordavam. Temos uma religião dominante que vem de um deus do deserto, interessante este dado pois como deus do

deserto ele está dissociado da vida e da natureza e onde quer que a religião do deus do deserto exista há sempre uma degradação

absurda da vida.

Hunab Ku não é um Deus criador nos mitos originais, ele é a Fonte. A Fonte é de onde tudo emana, mas a fonte em si não cria.

Quando Hunab Ku toma a lama (terra e água) e cria os seres originais estamos lendo de novo um mito recorrente em vários povos,

um momento em que as forças criadoras emanadas de Hunab Ku, seu sonhar podemos dizer, unem elementos criando vida que

além de ser a expressão da Fonte pode se tornar auto-consciente. Ir além dos conceitos limitados de Deus é fundamental na

compreensão do Xamanismo Guerreiro que aqui estudamos e na compreensão da forma de sentir e pensar o mundo destes povos

ancestrais. Estamos presos ao arquétipo do Deus judaico cristão que é "pai", "pastor", que é antropomorfizado, pois tem

"vontade", "ouve os fiéis", "castiga os infiéis" e por aí vai. A busca desse tipo de Deus é bem estudada pela psicanálise quando se

refere ao "pai psicológico". Toda criança tem sempre um adulto por perto, isso cria a ilusão que sempre haverá alguém para

"salvar do perigo", "eliminar o desconforto".

A vida revela que na realidade não temos isso, estamos expostos a uma realidade predadora que não tem por que nos proteger.

Assim a tremenda carência que surge é superada por poucos, a grande maioria recorre ao sucedâneo de um "pai psicológico" e/ou

uma "mãe psicológica", um Deus ou Deusa, um partido político, um messias, enfim, alguém a quem o crente, o (a) seguidor atribui

este papel de "cuidar" dele, esta carência não superada.

Esse verdadeiro deus tribal elevado a categoria do abstrato conceito de Divindade cria problemas demais e faz com que as pessoas

passem a vida dedicando sua energia a algo que é no fundo um conceito, pois o fato Transcendente, a real divindade que este

conceito quer aludir está bem longe do que hoje este conceito representa. No xamanismo a divindade não é feita à imagem e

semelhança do homem e assim o elege para rei da criação, no Xamanismo somos panteístas, vemos a Eternidade manifestar-se em

cada face sua, em cada sinal de vida, na natureza, no sorriso da outra pessoa que conosco interage, no pôr do sol, na chuva e no

vento forte. Mas sabemos que há algo além, um algo que é tão tremendo e transcendente que mal aludimos ao mesmo, para não

falsear com palavras. Mas existe, está lá, pronto para ser contatado, é uma consciência da Eternidade, sempre ali, sempre

mudando, a qual podemos acenar através de atos impecáveis e restabelecer nosso elo de conexão com a Totalidade.

Até hoje só conheci duas palavras que não falseiam esta realidade além das realidades, essa fonte das fontes:

Tao e Intento.

Bem... aí a pergunta 1... falou-se aqui de Hunab-Ku ser a primeira constelação de certo ciclo do universo que duraria 26.000

anos... o texto refere-se ao mesmo como um deus... alguém poderia dar uma ajuda neste ponto?

A maior parte dos mitos antropomorfiza o que em leituras mais esotéricas vamos reconhecer como princípios. Um mito do passado

hoje descrito por "pesquisadores" está para a realidade do mito vivo e presente na sua cultura de origem como uma foto em PB está

para uma pessoa viva e atuante. Alude, diz que existe, mostra até alguns contornos, mas só, nada mais. Quando falamos que Hunab

Ku gerou o primeiro homem e a primeira mulher do barro é uma forma de falar que das emanações dessa fonte vieram as forças

que levaram a energia e a consciência a se organizarem em sintonia com a força da vida até surgir o que chamamos vida humana. E

os mitos Maias são conscientes dos ciclos, pois só esta civilização dominante que nega os ciclos, para tentar criar sua própria

continuidade, todos os povos anteriores sabiam que tudo era cíclico, não se refugiavam em teorias que não funcionavam. É

interessante e seria cômico se não fossem trágicos os efeitos, ver esta civilização dominante se dizer racional e mais evoluída, mais

"instruída" e "prática". Hoje dentro de uma "universidade", centro pensante oficial do mundo oficial, se investiga a natureza da

matéria, os genes, a mente, o espaço distante, mas a verdade é que ainda "é mais difícil quebrar um preconceito que o núcleo do

átomo". Os povos ancestrais tinham um conhecimento muito prático da realidade e os calendários Maias e de outros povos devem

ser vistos assim. Cada criação de vida, cada reino, cada filo que surge, cada família, cada gênero, cada espécie é um momento de

criação, de algo novo que surge entre a interação constante da consciência com a força vital. Os (as) xamãs se interessam em

observar atentamente a vida e suas manifestações. A consciência é algo real e sensível, como o Tempo e o Espaço, para os (as)

xamãs. Interagindo com a força vital surgem formas de vida que até então não existiam. Em nossa época isso é mais raro, os grupos

que destroem formas de vida, que extinguem espécies, estes têm mais poder sobre a consciência coletiva.

Minha questão 2 vai sobre o que se disse aqui "Sexto Sol"... isso propõe outros 5... é a determinação de uma "era"? Dura ela 26.000

anos?? Eis outra questão...

Essa coisa de 26.000 anos é muito, muito relativa e não pode ser pensada em termos de anos lineares, é só um jeito de falar de

coisas que são muito complexas. O jeito de medir o tempo dessa era é por voltas da Terra ao redor do Sol. Cada volta completa é

um ano, o detalhe é que cada Kin é um período que vai do nascer ao pôr do Sol, assim sendo cada Kin é único em si e também tem

um padrão que se repete. Quando lidamos com calendários como o dos maias, vamos ter em cada dia um tom dominante, uma

força regente e por aí vai, tudo vai estar ligado a uma busca de saber quais são os tipos de energia que nos chegam e como melhor

aproveitá-los. A organização de um povo assim é completamente diferente dessa organização ainda resultante da era industrial que

temos em nossos cidades. Levantamos mais ou menos na mesma hora, comemos na mesma hora, dormimos na mesma hora, tudo

para fazer valer os princípios organizacionais que pretendiam servir a Era Industrial. Fomos padronizados. Para uma abordagem

pelos calendários mágicos dos antigos nossa relação com o tempo seria outra. Mas o fato é que estamos aqui, nesta Era

pós-industrial ainda sob paradigmas que sabemos ineficientes, que sabemos conduzir a degradação da vida em todas suas formas,

mas que ainda servimos.

Os maias marcaram 20 signos e 13 vibrações. Por que 20? Será porque contavam os dedos dos pés e das mãos? Nós só contamos das

mãos e temos 10 como base. Já o 13 é um número mais complexo, primo, não se apresenta facilmente, mas o calendário lunar tem

no 13 sua marca, são 13 luas um "ciclo lunar completo". As pessoas ficam criando "cabalas" com esses números mas eles são o que

são, marcos, medidores, revelam ciclos objetivos, de energia.

Como estariam nossas Artes e Ciências se fosse a compreensão matemática dos Maias e não a dos helenos que tivesse sido usada

como base? Os maias sabiam marcar o tempo como sabemos marcar num mapa um caminho a percorrer. Eles deixaram um rota,

uma rota de tempo para nos conectarmos a fim de escaparmos da escravidão. Tempo é uma coisa que foi muito deturpada em

nossas habilidades perceptivas. O tempo linear no qual somos forçados a acreditar é totalmente ilusório, embora dentro dele a

mandíbula das horas nos cerceie como uma armadilha para ursos. Mas a mudança de sincronização com o Tempo, que tem relação

com conectar-se a Hunab Ku, à Fonte, isto pode ser feito como forma de nos libertarmos da condição de escravos na qual fomos

colocados, podemos nos libertar percebendo que a percepção é a chave.

Assim um kin em 787 a.c. Séc X e 1976 são tempos muito diferentes. Em 1976 o Tonal dos tempos, a forma fundamental da

realidade era similar a nossa, já no século X estávamos em outro tonal dos tempos, ali, sem muito trabalho, poderia entrar numa

névoa e sair num mundo paralelo, já no ano 787 a.c. dependendo da área do mundo que estivesse estaria entre os reis sacerdotes,

as rainhas magistas que sabiam ser condors e serpentes, que sabiam ir e vir entre os mundos, poderia estar entre uma das tribos

que estava ali começando sua jornada a outros mundos, sabendo que a conexão com Hunab Ku estava frágil demais para lidar com

os Conquistadores que em alguns katuns chegariam.

O desaparecimento "misterioso" dos Maias está muito mais ligado a sua migração consciente para outras realidades, já que

estavam cientes dos perigos que se aproximavam. O fato que suas cidades, seus livros de pedras, deixados para serem lidos por um

futuro então distante, hoje presente, o fato que essas cidades foram depois ocupadas por outros povos faz com que muitos queiram

ter "descoberto" nos achados dos restos, desses povos ocupando os locais, pistas do "fim dos maias". Aconteceu uma mudança na

realidade, como a primavera prenuncia à fartura do verão, que tempos de escassez se fazem visíveis no horizonte, e assim quem

sabia foi, quem entendeu migrou e quando veio a destruição puderam escapar.

Foi um ciclo, esse ciclo se encerra em algum momento de 2012, o momento exato é fruto de cálculos muito sutis, ainda sendo

determinados, porque o tempo flui "aparentemente" de forma uniforme, mas tem dia que passa mais depressa, tem dia que passa

mais devagar, tem dia que tem mais tempo nele, tem dia que tem menos tempo nele. Tudo isso interfere até o momento cósmico no

qual o sistema solar vai entrar noutro feixe de vibrações oriundas de Hunab Ku.

O que os (as) xamãs perceberam é que tudo está em sintonia com tudo, algo que nossos cientistas mais arrojados tem percebido

também, estamos dentro de sistemas que se inserem em sistemas mais amplos e temos uma teia de interconexões inenarrável em

sua complexidade. Fazemos parte disso, portanto temos que saber que cada rito que os ancestrais criaram, cada momento do

xamanismo é um processo complexo, relacionado com o Todo. Acessar o animal de poder, aprender um caminho de trabalho

mágico, tudo isto faz parte de restabelecer conexões muito complexas com a Totalidade. Os Maias sabiam que tem Kin (período do

nascer ao por do sol) que tem níveis e tipos de tempo diferentes de outros. Tem Kins que são portões, tem kins que são dias em que

certos tipos de emanações chegam na Terra e em certas regiões da Terra que mexem com o tempo de forma muito própria. O poder

de um Kin no qual ocorre um solstício ou um equinócio é diferente de um outro kin, assim cada kin tem sua vibração própria, tem

sua "onda" e sua harmônica" que são palavras que aludem a estados diferentes de diferentes energias em momentos planetários

diferentes.

Vou parar esse mail por aqui que tá armando a maior tempestade, vem vindo forte, nuvens cinzas e vento de noroeste, ainda tá sol

aqui onde estou, mas vejo as nuvens cinzas chegando, fortes.

Voltando agora depois da Tempestade.

O que seria um erro agora seria virarmos "maistas", isto é, seguidores dos maias. Temos que recuperar o paradigma maia, este é

interessante, esse calendário lunar que trabalha sincronicamente com pulsos da vida, da vida telúrica e da vida emanada de Hunab

Ku. Mas os Maias vieram e tiveram seu tempo, deixaram seus relatos e sinais como um farol, para que escapemos dos rochedos e

voltemos a navegar no vasto mar escuro da consciência e não apenas nos laguinhos perceptivos precários que nos prenderam.

Agora vai quanto ao sonho de mil gatos... (3) Teria esta história toda a ver com os 144 mil ditos por Crowley? E com os veneráveis

da Blavatsky?

A idéia dos 144 mil está em vários tipos diferentes de tradição, 144, 144 mil, tem várias idéias sobre esse número, o "numero de

eleitos" ou algo assim. Não creio que seja um número exato, creio que é aproximado e é uma noção de algo. Precisamos atingir

certa massa crítica, temos que conseguir gerar um padrão de consciência coletiva que vibre em tal freqüência, que nos coloque em

sintonia com Hunab Ku. Tem gente que vale por dois, tem dois que não vale um , em termos de consciência esse número 144 deve

ser a somatória de seres com um nível desperto no mínimo, cujo poder de sonho pode ajudar a humanidade a sair desse pesadelo

onde está presa e ir para um outro sonho.

Existe um exemplo, podemos dizer que Hunab Ku vai soltar uns tentáculos, uns tubos em direção a Eternidade, estamos no

caminho desses tubos, mas temos que criar um lugar para esse tubo se fixar, criar uma "rugosidade" no tecido da realidade, que

está liso e sem um lugar onde o filamento enviado por Hunab Ku possa se enganchar. Temos que mudar nossa compreensão do

espaço, existem modelos da astronomia contemporânea que podem nos ser úteis, como aqueles que comparam o universo a um

vasto colchão d’água e os planetas e astros em geral são bolas que curvam esse espaço da superfície do colchão, criando curvaturas

dimensionais. Podemos dizer que os fluxos que queremos conectar em Hunab Ku vão passar a certa distância de nossa posição,

mas se "curvarmos" o espaço e o tempo de forma suficiente esses fluxos virão fluindo até onde estamos.

A "AMORC" (prefiro chamar de "R+" dá menos trabalho...) fechará suas portas em 2012 tb... Tem algo a ver? Em sumo a pergunta

seria: Até onde isto para no Xamanismo e até onde outros grupos "detectaram" isto espontaneamente e até onde outros grupos

souberam disto por estudos e têm planos para tal??

Se tu estudas os movimentos do sol e dos planetas vai perceber as mesmas coisas que outros que fazem o mesmo estudo,

independente do nome que de ao sol e aos planetas. Da mesma forma grupos diversos herdeiros de tradições ancestrais sabem

quando algo realmente importante vai acontecer no planeta e se preparam para isso.

As idéias que quero tirar da ultima pergunta são duas:


1 - O que há "por trás da gramática"?

Isso foi um koan?

2 - Possíveis grupos "misticos" (guiados por entes ou não) agindo contra a reconexão.

"Qualquer um que não foi libertado da Matrix é um agente em potencial " - Morpheus.

Eu, Nuvem que passa falei, passo o bastão para que o assunto prossiga, enquanto com meu cocar espero nova mensagem.

Data: Seg Jan 8, 2001 11:53 pm

Assunto: Re: [ventania] Hunab Ku, Sexto Sol, "144" mil gatos

Conexão com o centro da Galáxia - 2ª parte

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Olá, Maria!

Vamos as tuas questões;

Primeiro sobre as "trilhas energéticas na cidade".

Uma cidade também é um organismo coletivo. Hoje nossas cidades são amontoados de casas, feitas de acordo com o "gosto" pessoal de cada um, de acordo com as "posses" e tal. Mas nem sempre foi assim, entre os antigos caldeus e babilônios, por exemplo, uma cidade era uma "flor" que era construída para que os deuses e deusas, como "beija-flores" se sentissem por ela atraídos e viessem de seu vôo nos céus até a mesma. Uma cidade é composta pela somatória da energia de todos que nela vivem e tem uma freqüência energética. Nós deixamos rastros na energia da cidade quando nos locomovemos por ela. Os caminhos que usamos,os lugares que vamos, todos ficam impregnados de nossa energia e, é claro, dos outros que usam o lugar também.

Assim temos "trilhas" de energia numa cidade, lugares que tem a ver conosco e lugares que tem energia danosa a nossa realidade, não são "lugares ruins" apenas lugares não harmônicos a nossa realidade, como uma pessoa com rinite alérgica vai achar ruim uma estante de livros toda empoeirada na biblioteca, enquanto que outra sem problemas vai ficar ali e até achar o lugar "aconchegante". Um dos treinamentos do xamanismo urbano é reconhecer essas trilhas e aprender a quebrar as trilhas que fazemos mecanicamente, que nos prendem e nos ligarmos a outras trilhas que podem nos energizar.

"Vivemos essa batalha, pois existem os que desejam que não ocorra a conexão com o centro galáctico no momento certo." > Por quê? O que é que eles ganham? Eu me sinto extremamente ingênua perguntando isso, mas tenho que perguntar ... Por quê?

Eu trabalho com cursos em empresas e uma das frases que é quase um bordão é: não existe pergunta boba, existe a bobeira de não fazer perguntas. Esse assunto é muito sério e poucos sentem a real seriedade e complexidade desse tema. Existem interesses de diversos grupos em impedir que a espécie humana restabeleça o contato com o centro da Galáxia, Hunab Ku.

Por quê?

Creio que os porquês dessa resposta vão muito além da nossa compreensão, estamos falando entre outras coisas da ação direta de entes alienígenas nesse conluio entre forças humanas e não humanas para manter o mundo no estado desequilibrado que está. O que sei é que restabelecendo o contato com Hunb Ku teríamos mais energia harmônica no organismo Terra, que seria como um corpo tomado por parasitas, por vermes, por exemplo, que de repente se restabelecesse e com seus próprios meios poderia então se libertar dos vermes.

O corpo da Terra está doente, se nós humanos recuperarmos a sintonia com Hunab Ku trazemos de volta um tipo de energia que ajuda a Terra se curar, curada a Terra expurga certos entes parasitas que só estão aqui porque conseguiram desestabilizar a força da vida, não é à toa que a presente civilização, totalmente escrava desses grupos, tenha em todas suas atividades chaves ações de destruição completa da natureza.

"Os Zuwias correspondem aos Zinor da Árvore da Vida dos ancestrais povos do deserto, cuja leitura seccionada está entre os cabalistas." Quais povos do deserto ? Que Zinor da Árvore da Vida?

Esta resposta fugiria ao tema da lista, vou ver se acho algo aqui prá te enviar em pvt, mas aí eu teria que ir prá cabala e história dos antigos povos que habitavam o hoje chamado oriente médio.

O xamanismo que estudo parte do principio que existiu uma civilização planetária na antiguidade, os monumentos astronômicos de vários povos apontam para 10.500 anos atrás o auge dessa civilização. Ai vem seu tema sobre "continuar vivo". Os xamãs dizem que tem dois tipos de "desafiantes da morte".

Os (as) que o fazem por medo da morte e os (as) que o fazem pelo amor a vida. Em cada caminho a resposta é diferente. Eu amo a vida, amo o mistério e os leves vislumbres que tive da Eternidade, mesmo fria e assombrosa, me levam a buscar e a continuar enquanto ente singular para ir mais longe nestas descobertas. Mas respostas aqui existem muitas.


Nuvem que passa
Data: Dom Jan 7, 2001 10:27 pm
Assunto: Re: [ventania] Hunab Ku - mais perguntas

Conexão com o Centro da Galáxia - 1ª PARTE

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Existem alguns temas que são muito importantes num certo momento. Os temas que tu levantaste são muito importantes neste momento da história planetária, podemos afirmar que toda essa campanha de brutalização e mediocrização que os grupos no poder encenam para condicionar a humanidade a funcionar abaixo de seus patamares mínimos é um trabalho destinado a impedir a tomada de consciência do momento incrível que estamos vivendo. O condicionamento humano que assistimos ser imposto tem como um de seus propósitos chaves impedir a reconexão de parte significativa da humanidade com Hunab Ku.

Os Maias, entre outros povos que perdemos o contato até mesmo com a mais leve idéia de sua existência, ou outros ainda que só sabemos que existiram mas nada compreendemos de seus modos de ser, como os Mazatecas, os Olmecas e outros contemporâneos dos Toltecas, que desenvolveram sofisticadas culturas e complexas abordagens da realidade a sua volta, todos esses povos tinham culturas sofisticadas e estavam envolvidos em pesquisas similares as que hoje são consideradas o sinal de "avanço" na nossa cultura.

O detalhe que tinham conhecimento do corpo de energia e de canais sutis de energia no corpo humano, reconhecendo a matéria em níveis mais sutis e assim traçando modelos de organismos que respeitavam outra disposição que a mera distribuição de funções primárias, como digestão, circulação etc. Também investigavam outros mundos e como não eram mineradores nem mercantilistas não pretendiam ir a outros mundos em busca de "matéria prima", podendo assim realizar tais viagens exploratórias em seu corpo de energia, que era desenvolvido em complexos métodos de treinamento, onde clãs diferentes tinham métodos diferentes de treinamento, como universidades diferentes hoje tem suas peculiaridades no preparar de quem vai lidar como conhecimento oficial. Em escolas estes(as) antigos xamãs também se organizavam e sistematicamente também exploravam a realidade, indo com outros poderes, indo com instrumentos diferentes, ao mesmo cerne da realidade que hoje nossos biólogos, químicos e físicos procuram encontrar. Como os fisicos contemporâneos em certo momento o(as)s antigos (as) xamãs também se defrontaram com enigmas que os(as) forçaram a mudar completamente os paradigmas fundamentais sobre os quais assentavam suas descobertas.

Mas toda essa sofisticada cultura ancestral foi até mesmo apagada da história e o mito deu lugar ao estereótipo e os povos supersticiosos, sem sofisticação nenhuma, os brutais que matavam por prazer, que queriam fazer da vida uma "coisa", os tristes e sujos estes estão descritos como civilizados e heróis, os povos nativos, que viviam em harmonia profunda com a natureza, entre si e principalmente consigo mesmos, os povos que tinham a sofisticada cultura como a dos Maias e outros tantos que a falsa história apagou, esses povos tiveram que desaparecer, ou migraram para outras condições da realidade, ou foram destruídos completamente, mortos de forma cruel e traiçoeira, muitas vezes dilacerados por cães que ainda assim pareciam ter mais humanidade que seus donos que sob força da destruição pelas armas e com as doenças que trouxeram, conseguiram dizimar quase completamente o povo nativo.

A arrogante cultura dominante quer vender o mito que é a mais sofisticada forma de organização social que já se apresentou nesse planeta. Num neo darwinismo social se fez ápice da evolução e os povos nativos são tidos, até por " esoteristas", como povos mais "atrasados". Uma sociedade que vive no meio do caos urbano, na violência, guerra, pestes, fome , miséria, competição desumana onde seres humanos são transformados em objetos para servir a interesses de outros, onde se ganha com guerras, onde saúde é um artigo de comércio, nessa sociedade que vive mal e porcamente escondendo suas próprias incapacidades e irresoluções. Tem que se estar bem equivocado e condicionado para acreditar que a conquista de uma tecnologia, ainda em grande parte poluente e degradante ao meio ambiente, à saúde de quem a produz e acessível apenas a uma parcela mínima da população, represente de fato evolução. Nos refastelamos em brinquedos tecnológicos, em confortos gerados a custa da miséria e da degradação do meio, da extinção de ecosistemas, da agressão a vida e julgamos, como os crentes, que Deus fez o mundo para nos servir, que podemos esgotar esse mundo, que coisificamos, pois depois ganharemos outro.

O paganismo, o xamanismo está a eons luz de distância de tais idéias.

A Terra é um ser vivo e não podemos coisificá-la, "explorá-la".

Essa mentalidade oriunda dos povos que desenvolveram uma relação com uma divindade extra cósmica, antropomorfizada, que está fora da vida, fora da existência, que se preocupa com o comportamento moral de suas "ovelhas", que "testa", "premia" e "castiga" suas "criaturas" leva a uma alienação tão grande das delicadas teias de equilíbrio que toda a vida mantém entre suas formas de manifestação que não é de se estranhar que foi este tipo de ideologia que gerou o modo de produção de riquezas que é totalmente degradante à natureza e ao ser humano: a Era Industrial. E os países mais destruidores da natureza e com tecnologia de armamentos mais mortíferas são os países que adotaram filosofias dos grupos que consideram a Terra e a Vida como "coisas" que podem usar para manter seu status. Não são os EUA, exemplo do branco, anglo saxão, protestante, também um exemplo de um povo completamente a parte das necessidades sistêmicas do planeta, gerando o caos no mundo apenas para manter seu status quo?

Vejam o que fizeram aos povos nativos. Existe um livro chamado "Enterrem meu coração na curva do Rio" que vale a pena ler para aprender sobre a verdadeira história do invasor, cruel e saqueador, que invadiu e destruiu quase completamente a sofisticada cultura dos povos nativos da América do Norte. Que rezava nos cultos para que o Senhor dos Exércitos os abençoasse para dizimar os "infiéis" da Terra, o povo solidário e pacífico que estava em suas terras, onde as cinzas de seus avós repousa, invadida e saqueada por aqueles da cruz e da espada.

Os povos nativos de todo o continente continuam hoje sofrendo o mesmo tipo de opressão, e com a desculpa de combate ao narcotráfico os grupos que mandam nos EUA agora vão criar bases na Amazônia colombiana, para melhor administrar a exploração das riquezas que já realizam ali, em toda a Amazônia, degradando nichos ambientais complexíssimos, que levaram milhares de anos para se formar e que podem ser destruídos em dias de queimada, moto-serra, ou pelas infinitas formas que o ser humano é capaz de desenvolver para destruir a vida em nome do progresso.

Este mundo alucinado e desequilibrado que estamos vivendo não surgiu à toa. Ele vem de um contexto histórico, ele é resultante de um conjunto de fatores que se desenvolveram para dar nisso que deu. Nestes últimos séculos grupos diversos trabalharam para "moldar" esse mundo, o que chamamos de realidade hoje, que acreditamos ser a "forma" natural do mundo, o "jeito de ser" resultante de um "processo evolutivo" é, para nós xamãs, o resultado de um desenvolvimento artificial arquitetado por grupos diversos que tinham em mente o "poder" sobre outros. Existem bons estudos que mostram como até os gostos e as artes atuais foram habilmente impostas a humanidade contemporânea, sugiro a leitura do livro: " The Cultural Cold War", de Frances Stonor Sanunders, que conta a ação de organismos como a CIA agindo para determinar o que o mundo devia gostar, o que deveria ser "moda", quais os tipos de "Arte" deviam fazer sucesso, quais não, enfim, além de dominar o mundo econômica e militarmente os organismos que realmente têm o poder nos EUA sabiam que o poder só se mantem quando se controla também o mundo simbólico, os sonhos e perspectivas das pessoas.

Descobriram que não deveriam agir como seus antecessores, que reprimiam modos de pensar diferente, criar mártires é perigoso para quem quer dominar. Descobriram como dominar melhor, se ao invés de reprimir moldassem o modo de pensar das pessoas. É isto que vem ocorrendo a muito tempo, várias "visões de mundo" estiveram em luta e a "realidade" que hoje vivemos só existe porque a visão de mundo que a determina como fato venceu até agora. Verdadeira Matrix, o sistema dominante tem uma de suas bases de poder na total ignorância dos escravizados quanto a sua real condição, no fato que as pessoas levam vidas completamente medíocres mas não percebem isso, que o dom da vida é gasto em produzir futilidades e consumir também e isto é tido como "vida".

Somos seres mágicos, capazes de coisas incríveis, mas nos isolaram dessa consciência. Os(as) xamãs toltecas dizem que estamos rodando feito peão, dentro de um rodamoinho e julgamos que estamos indo a algum lugar. Giramos num rodamoinho que nos traga para o fundo do vasto mar escuro da consciência e nos iludimos acreditando que estamos navegando para novos lugares, novos momentos existenciais. Esta a armadilha na qual nossa espécie esta presa desde o ínicio desta era.

Esta é a primeira e mais sutil diferença entre as diversas tradições de xamãs que hoje atuam no mundo. Existem homens e mulheres Xamãs que tem o "Poder" , tem a "Força" em si, agem e conseguem resultados, mas seu modo de lidar com a realidade ainda é dentro dos contratos dos que vieram após a dominação. Xamãs que agem dentro dos paradigmas do mundo dominado, que "rezam a "deuses e deusas", que servem a seres outros, que tem uma postura de dominados perante o dominador, eles e elas tem em si o poder, curam, afastam pragas, auxiliam, mas o fazem a partir de um ponto de agir que está preso aos paradigmas do mundo dominado.

Existem outros clãs que não concordam, não aceitam a dominação e agem a partir de outros referenciais, não se curvaram aos deuses e deusas impostos, quer pelos conquistadores íberos-crististas, quer pelos conquistadores anteriores que já vinham também com a mesma semente da escravidão e da deturpação do ser humano, reduzindo uma criatura mágica, que é nossa realidade profunda, a um mendicante.

Existe tanta fantasia no caminho do xamanismo como vamos encontrar nos esoterismos de outros povos. O Taoismo tem interpretações fantasiosas e supersticiosas, o Budismo tem seitas que chegam a "adorar o dente de budha", o Cristianismo , o Islamismo, o Judaísmo, em todos os caminhos vamos encontrar segmentos que buscam manter um contato com a essência profunda e transcendente dos ensinamentos e segmentos que repetem a forma sem entender o conteúdo, que imitam fórmulas sem operar com a verdadeira essência do que é acessível.

O xamanismo passa pelo mesmo problema e quando vamos falar de Hunab Ku, do centro galáctico, da sincronização com as energias que vem deste centro, da data mágica de 2012, que é aproximada, pois essa medida que usamos foi propositadamente deturpada, justamente para evitar qualquer possibilidade das pessoas se resincronizarem a esta " fonte" perdida.

O mundo que vivemos é uma completa ilusão, um mitote, um jeito de viver que foi desenvolvido e imposto para que pudéssemos ser escravos eficientes. A medicina, por exemplo. A medicina é um grande comércio e nos vendem a idéia que a medicina é muito mais eficiente que os velhos "yayés" e suas ervas. Mas vivemos numa civilização saudável? Os hospitais estão vazios? Farmácias quase não se encontram? Os planos de saúde , as políticas de saúde dos governos, tudo é um grande comércio. E a saúde psiquíca da população? E a saúde psiquíca das cidades? Sabemos curar resfriado? Temos mitos, temos crendices e uma das crendices modernas é o poder da ciência e quando levamos as teorias da ciência tão a sério como levavam os antigos as "leis da igreja" ou coisas similares. O mais interessante é vendo gente tentar pegar o saber das idades e querendo limitar esse saber para "provar" que ele é científico.

Existem muitos mundos coexistindo. Por exemplo, esses dias estava andando no centro da cidade onde fico aqui em Minas com uma amiga ligada a prática do Xamanismo também. Ela tinha voltado de umas práticas que a Melina fez com as mulheres e estava cheia de energia. Nosso passeio pela cidade era prá ver os campos de energia das pessoas e estudar sobre uma coisa que a Melina começou a ensinar prá gente, sobre as "trilhas de energia" que se formam nas cidades, trilhas que entramos sem perceber e muitas vezes nos impregnamos da energia delas sem nem notar.

Depois volto no tema em si, mas o que quero mostrar é, naquele instante, a quase totalidade das pessoas a nossa volta estava indo ou voltando de algum lugar, estava tendo relação com um tipo de mundo, agindo de um certo modo padrão no mundo e, no entanto, sem que ninguém percebesse, vestidos não de plumas nem dançando ao redor de um fogo, estávamos lá, presentes, olhando o mundo usando um "jeito" ancestral, oriundo de civilizações que a maior parte das pessoas a nossa volta com certeza sequer ouviram falar. Para nós dois a realidade era completamente diferente da realidade que as pessoas a nossa volta percebiam. Aqui voltamos no caso dos portais. Existem pontos na terra que facilitam a passagem de um plano para o outro, mas quem determina isso é a posição do nosso ponto de aglutinação, aí vale aquela frase que Don Juan Matus diz ao jovem nagual quando Genaro vai sumir desse mundo, alinhando outro: "Esta rua como qualquer outra conduz a Eternidade".

Vivemos numa cultura padronizada e queremos estender esse modo limitado de ser a outros tempos e culturas. Fico pasmo quando leio certos relatos que pretendem dizer como eram as coisas entre os maias ou entre outros povos querendo fazer crer que o "tempo" e a "forma de existir" eram iguais a deste tempo. Temos uma visão cinematográfica do passado, ficamos presos a ver o passado como se fosse só um presente com outras roupas, mas isso é falso. A realidade, a "textura" da realidade era outra em outros tempos.

E aí chegamos (finalmente) em Hunab Ku. Os antigos tinham vários calendários. Tinham calendários para agricultura, calendários para estar em sintonia com as forças cósmicas e telúricas. Os antigos, entre eles os Maias, tinham uma sintonia natural com o centro galáctico, de onde chega um tipo de energia especial. O que os modernos meios de dominação não vão te deixar facilmente aceitar é que o tempo dos Maias e sua civilização não acabaram. Eles continuam existindo, em outras dimensões da realidade. Nada de "dimensões espirituais", nada de "planos mais elevados", apenas outra camada da cebola, os Maias e muitos outros povos continuaram a aventura da vida, aventura que muitos de nós fomos apartados, presos nesta estreita "realidade" que temos por única.

Nos trancaram em celas perceptivas e nos contam que as matas e a vida está extinta, mas nós é que estamos apartados delas. Nos limitaram a um mundo dessincronizado, onde se comemora a "passagem de ano" num dia qualquer, onde se coloca toda a energia das pessoas numa busca ansiosa por "dinheiro", algo que em si não tem valor nenhum. Hunab Ku faz parte das coisas que tentam nos fazer esquecer.

Quando nos sintonizamos com o poder dos (as) xamãs da ancestralidade eles (as) também focam seu poder em nós.

O tempo é uma ilusão e estamos presos a esta ilusão de várias formas. A noção que temos de "história" é uma das formas dessa prisão, pois só consideramos o tempo enquanto ele se afasta de nós, não consideramos o tempo "chegando". Para dar uma leve idéia disso, vamos usar a analogia do tempo com uma árvore, onde o presente é o tronco, o passado as raízes e o futuro a copa. O futuro, a copa, é tão responsável pelo presente (tronco) existir como o passado(raízes). Percebem que é outra abordagem, falamos do Tempo passando e cada um de nós interagindo com o tempo. E o quanto sabemos de "nós", este "nós" que só existe no Aqui e Agora, local e tempo do qual estamos quase sempre ausentes?

Em outros tempos a sintonia dos seres humanos com as forças telúricas e cósmicas era outra, de outra intensidade, resultando assim num tempo que só conseguimos aludir como "mítico" e povoado por seres que eram semi-deuses e deuses, por entes fantásticos e maravilhas mil, mundo que foi perseguido parte por parte e aqui, fora dos livros, Moldor parece vencer sobre os reinos Élficos (referência a mitologia criada em o Senhor dos Anéis). Mas ainda temos esperança e trabalhamos ativamente neste caminho, ainda existem xamãs , ainda se cantam as antigas canções, as velhas histórias ainda são mantidas e se os lugares naturais ainda existem impertubáveis em alguns pontos do planeta, destes nichos podemos recomeçar, destes centros de vida podemos voltar a espalhar a vida. Vivemos essa batalha, pois existem os que desejam que não ocorra a conexão com centro galáctico no momento certo. Lembrem-se que muitos povos nativos do continente previram com exatidão a chegada dos conquistadores e sua consequente destruição enquanto cultura.

Hoje estamos do outro lado do árduo túnel, hoje estamos próximos ao momento no qual os mesmos calendários, que eram mais mapas de navegação que meros marcadores de tempo. Assim como marcamos num mapa nossa posiçào num espaço, os Maias e outros povos da ancestralidade também sabiam marcar no Tempo onde estavam, eles usavam o Tempo, que é bem mais que o contar de horas ou o mero acumular de memórias que nossa interação com a Eternidade a nossa volta produz. São outros paradigmas, por isso ir ao calendário Maia não é "rezar" pra Pacal Votan voltar ou ficar preso a isto , é entender essa Arte-Ciência de lidar com o Tempo como ele realmente é.

E a energia necessária para isso pode ser absorvida do centro galáctico, chamado entre alguns de Hunab Ku. Hunab Ku tem suas emanções fluindo por "canais", por feixes de ondas, por "camadas" de realidade, por "frequências" diferentes. Alguns chamam essas ondas de Zuwuia. Os Zuwuias correspondem aos Zinor da Árvore da Vida dos ancestrais povos do deserto, cuja leitura seccionada está entre os cabalistas.

Entender a forma de sentir o mundo dos povos nativos exige energia e flexibilidade perceptual. Não há nenhum meio de usar o intelecto com sucesso aqui. O intelecto é resultante da atual posição do ponto de aglutinação, assim quando o ponto de aglutinação se desloca, em direção a outras condições de alinhamento, temos ao mesmo tempo uma invalidação da efetividade do intelecto.

Por isso treinar o SENTIR é tão importante. Porque o SENTIR é uma condição diferente de sensibilidade e interpretação das emanações da ETERNIDADE que nos toca. Pensar é mais que o intelecto, o intelecto serve para treinar o pensar, mas só a vivência torna o Pensar intelectual o real PENSAR que é criativo e sem limites, PENSAR é uma forma muito sofisticada de usar o Tonal, dizem os(as) xamãs toltecas que PENSAR é nosso único escudo efetivo contra os ataques da ETERNIDADE.

SENTIR é outra forma de se relacionar com a realidade a nossa volta. Há algo que nos toca, nos sensibiliza, mas o que interpretamos como esse algo é fruto de nossa socialização. Nossa socialização foi desenvolvida num mundo de escravos, portanto quando estamos em nossa condição "natural" , não "cultivada" estamos na condição de escravos(as) inconscientes do sistema dominante, quer por atos, quer por omissão operamos para perpetuar o estado de coisas que muitas vezes criticamos verbalmente. Por isso Morpheus conta a Neo que todo aquele que não é livre é um agente em potencial da Matrix.

É fato.

Estar coligado a Hunab Ku é voltar a sentir o Zuwuia , o campo sem fim das emanações da Eternidade, suas correntezas, seus ventos, velejar pelo Mar Escuro da Consciência novamente livre, não rodopiar indo ao fundo num rodamoinho crendo ir a algum lugar.

> 1- O que ou quem é ao certo Hunab Ku?

Hunab Ku é o nome dado a concentração de energia do centro da galáxia, somos uma galáxia espiralada, girando para dentro, indo em direção ao centro, onde existem dois gigantescos buracos negros além de vários outros tipos de astros que nossa astronomia nem imagina, pois só pode ver imagens que saíram das fontes num passado distante, pois observa a realidade nos limites da velocidade da luz. O fato é que a distância em milhares de anos luz que estamos do centro galático não permite a astronomia oficial saber o que está acontecendo agora no centro galático.

Mas existem outras formas de medição, os Maias deixaram calendários precisos para lidar com mensurações de energia realmente relacionadas com as emanações desse centro galáctico, pois embora a luz tenha seu limite de deslocamento existem outros tipos de radiações, (podemos chamar de Taquiônicas) que são transluminares, ao contrário das que captamos, seu limite mínimo é a velocidade da luz, assim, nunca vem abaixo desse limite e nos escapam cognitivamente. Sintonizar-se com Hunab Ku é recuperar a habilidade de estar sintonizado com emanações muito mais amplas da realidade.

> 2- Quando e como ocorre esta reconexão?

Há Há Há Há (risos)

> 3- O que deve ser feito até lá?

Tu quer receita de bolo, guri? Não existe isso de fazer algo até lá e tal, isso tudo é velho paradigma, a questão fundamental está em outro ponto neste momento, a questão fundamental está em existir um "alguém" que faça ou não, que esteja ou não presente no momento da reconexão planetária. O primeiro segredo é que nós enquanto entidades singulares podemos nos ligar individualmente a Hunab Ku, cada um de nós, por sua própria força e intento. Este o primeiro ponto que deve ficar claro, só precisamos da chance mínima que é saber possível essa reconexão, depois é só termos o firme intento de nos reconectarmos a FONTE. A FONTE sentirá nosso intento e virá em nossa direção com o mesmo ímpeto que a Ela dedicarmos.

> 4- E depois desta reconexão... Como fica??????

Essa é a pergunta mais comum quando se quer usar o intelecto para entrar num campo que não é dele. Tu queres ir a FONTE atemporal e me pergunta do depois? Não tem depois, só o aqui e agora, quem sabe depois da reconexão alguns, a massa crítica, os mil gatos, conseguem sonhar um mundo menos desequilibrado, do contrário seremos apenas um mundo desequilibrado e ainda ligado a uma fonte de energia tremenda que irá potencializar nossas próprias mediocridades. Como fica? O que ganho com isso? O que serei? Tudo isso implica a prisão num modelo conceitual da realidade que difere completamente da abordagem xamânica. O Xamanismo leva ao agir sem se preocupar com os "depois" , é outro conceito estratégico. Isso não quer dizer que xamãs sejam irresponsáveis, claro que não, a essência mesmo do xamanismo é a responsabilidade, pois um(a) xamã guerreiro(a) começa seu caminho assumindo total responsabilidade por sua vida e pelos seus atos no mundo onde estiver, sabendo que é ele (a) pelas suas atitudes que revela a si mesmo uma vida de Poder ou de entrega e indulgência.
Nuvem que passa

À Mãe de todos

sábado, 15 de dezembro de 2012


O poder que percorre meu corpo percorre o teu.
O amor que flui aqui, flui ai.
A diferença entre nós, nos une,
Os opostos se abraçam
Para formar o mistério da união.
O Amor envolve tudo,
É Mãe de todos,
A sempre Virgem Maria,
De onde veio o Pai,
O Filho e o Espírito.
Se assim não fosse
Vão seria o Amém
Que só existe pelo Amor.

F.A.

Os limites do destino não são os limites do ser

http://viatarot.blogspot.com.br/2012/12/roda-da-fortuna.html

Tanto o tema do Pendurado, quanto da Morte e agora o da Roda do Destino falam de situações onde o controle da situação não pertence mais ao ego e por isto mesmo ele deve ser transcendido, através do desapego, já que a natureza do universo é a constante inconstância, a permanente mudança.

E, contudo, cada um de nós é responsável, 100 % responsável pelo próprio destino. Nossos pensamentos, sentimentos e ações colocam em ação forças tais que superam a nossa individualidade e nos fazem perceber que há três forças fundamentais em nosso destino: a ação presente, a resultante dos atos passados e a intervenção divina.

Os gregos viam de forma diferente, através da ação das Moiras tecelãs, temidas até pelos deuses olímpicos.

Se queremos realmente afetar o destino temos que assumir integralmente a responsabilidade e iniciar o processo de mudança a partir de nós mesmos, pois é a partir de nós que o destino dança, gira e roda:

Se queres prever o futuro, estuda o passado - Confúcio.

Temos aqui a chance de aprender sobre nós mesmos, as lições se repetem, mas nós mesmos podemos não nos repetir.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.

F.A.

Petição Pública: investigação federal para a urna eletrônica brasileira

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

http://www.avaaz.org/po/petition/Investigacao_da_Policia_Federal_para_a_denuncia_de_fraude_eleitoral/?fspQYbb&pv=0


Há anos ocorrem fraudes eleitorais na urna eletrônica brasileira e a Justiça Eleitoral nega-se a apurar estas denuncias considerando que o sistema do voto eletrônico é absolutamente à prova de fraudes, a ponto de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil dizer que duvidar da urna eletrônica no Brasil é litigância de má fé. A continuar do jeito que está o Brasil continuará a ser vítima de um golpe de Estado através das urnas eletrônicas. Eis que agora surge mais uma denúncia que prova de maneira factual a fragilidade da urna eletrônica brasileira, revelando que a Justiça Eleitoral no Brasil não merece o nome de Justiça, por não poder dar ao cidadão a necessária segurança para a auditoria e recontagem dos votos em caso de dúvidas. Investigação da polícia federal já para mais esta denúncia:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/voto-eletronico-hacker-de-19-anos-revela-no-rio-como-fraudou-eleicao.html

12/12/2012

Só poderemos entrar numa era de luz se revelarmos as trevas que existem dentro e fora de nós, em todos os níveis, agindo em todas as realidades. O alinhamento é sobretudo um processo de dentro para fora, cada um precisa estar comprometido com a luz, a verdade e a justiça.

F.A.

O Apocalipse da Urna: Voto eletrônico: Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição

Apio Gomes , portal do PDT, via Amilcar Brunazzo Filho



Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.
 
Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades –  foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras –  mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque  ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.

A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.

Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são “ultrapassadas e inseguras”. Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis,  especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.
Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro – hoje inseguro, na sua opinião.

O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.
Peregrino informou que o seminário  será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto – ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a trasnparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM)

fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/voto-eletronico-hacker-de-19-anos-revela-no-rio-como-fraudou-eleicao.html

A Engrenagem

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

"No Brasil há mais bois do que pessoas".

E ambos vivem mal, sendo explorados como meros produtos de consumo.

Qualquer semelhança com o filme Matrix não é mera coincidência.

O poeta já cantou Vida de Gado - http://youtu.be/V25dmbvf4p4



Para entender o processo e o impacto do consumo de produtos animais em nossa sociedade. Vídeo didático e bem feito que deveria ser passado em escolas.

A discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação
de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.

Numa linguagem descontraída, o filme tem a participação voluntária da modelo e apresentadora Ellen Jabour e do ator Eduardo Pires, ambos vegetarianos, e tem o objetivo de alertar e levantar algumas questões como "Você já se perguntou de onde vem nossa comida? Quais os impactos que ela nos traz? A Engrenagem responde.

Para a Beta

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quando a morte passa perto de nós
Ela acaba por nos levar algo
E quando todas as partes se vão
O que fica é a saudade
Pois nunca se parte por inteiro
Entende-se então o amor
Como o que junta as partes num só.

F.A.

Oração de um guerreiro (a)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu não quero cargos, nem posições, nem reconhecimento, nem gratidão; não desejo justiça, não pretendo ser visto pelos homens como alguém especial, meu único desejo é o domínio da mente, sem nenhuma esperança ou expectativa de alcançá-la. Não dependo de nada e nem de ninguém para realizar este domínio mental, antes toda a adversidade é minha benção e meu presente. Neste sentido este mundo é perfeito tal como é.

A Revolução Silenciosa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Por hábito, há anos desde que me tornei "free lancer" e montei minha própria empresa de consultoria, não trabalho nas segundas de manhã. Não é apenas "síndrome de Garfield" como alegava uma namorada, que também detestava minhas lasanhas, naquela loucura pré anorexa que toma conta de certas mulheres de nosso tempo, profundamente preocupadas com a silhueta, esquecidas da essência, preferindo passar fome que queimar calorias em saudáveis caminhadas e ginástica...

Segunda de manhã, especialmente nos grandes centros, é o dia que as pessoas estão mais irritadas e menos receptivas. Creio que é na segunda de manhã que a maioria dos seres humanos percebe que muito bem disfarçado, o sistema tenta nos fazer escravos, rouba nossas vidas, tenta nos colocar como graxa de suas engrenagens. Após a semi liberdade do fim de semana, voltar ao trabalho que para a quase maioria é sacrifício, raramente "sacro oficio", é algo que incomoda, no mínimo sub-conscientemente.

Consultor já é visto com reticências seguida de interrogação, chegar ainda na segunda de manhã é ter muito pouco senso estratégico. Desde o natal estou de férias e como minha vida é viajar de um lado para o outro, férias, depois de dois anos sem, está sendo ficar no sul de Minas, sem pegar um avião, sem relógio, sem relatórios (quase, sempre tem um ou outro processo em andamento que precisa de avaliação) passeando entre uma cidade e outra, lentamente, tendo tempo para por leitura em dia, visitar velhos conhecidos, comer quitandas e quitutes de tias mineiras e dar os retoques finais no livro que pretendo em breve entregar.

Entre outras atividades tenho tido tempo para esta interessante troca de correspondência via net, com as listas de debate as quais estou ligado e com alguns grupos de estudo, com os quais mantenho contato regular, via palestras, cursos ou artigos publicados em seus periódicos.

Muito temos falado e citado o filme Matrix, com certeza uma história iniciática de nosso tempo. Alguns reclamam da violência do filme, mas como retratar esta época? Com bucólicas cenas?... Aliás, as novelas de cavalaria como as do Graal, novelas iniciáticas de seu tempo, estavam isentas de batalhas e sangue?

Vivemos um momento interessante na nossa civilização. Dentro da história conhecida pela primeira vez atingimos o nível de uma civilização global. Pela primeira vez nos reconhecemos habitantes do mesmo planeta.

Os nacionalistas que sempre tiveram na divisão dos povos seu poder se incomodam com isto. Ainda temos os extremistas, gritando pela pureza da raça, gente que nunca criou galinha com certeza, ou saberia que é o híbrido que é forte e resistente, e nada mais fraco que a tal raça pura, vejam os cuidados com um cão ou gato de raça e o vigor de seus pares vira-latas" pelas ruas.

Acreditar que o outro é mal por ter cor do uniforme, pele ou olhos diferente, por chamar Deus por outro nome, sempre foi o grande trunfo dos que seguem velha divisa: Dividir para governar. E sempre encontrarão frustados para segui-los.

Mas pouco a pouco, estamos percebendo que fazemos parte do mesmo planeta azul que, como num aquário, o que fazem de um lado do planeta, atinge todos os outros.

Em países como o nosso vivemos o mito da liberdade, da democracia, da independência.

Somos independentes, mas somos soberanos?


Não há roda de conversa onde as soluções para o Brasil não sejam apontadas, onde não se pregue o incentivo à educação, saúde, onde não se proteste contra a fome num país que tem supersafras de grãos que se superam ano após ano, onde não se concorde que o mal desse país é a classe política com seus modos coloniais, crendo que o povo é a Metrópole que deve ser sempre roubada.

Mas saber disso resolve algo?

Os meios de comunicação para a massa manipulam com facilidade a opinião pública e alguns devem ter visto recentes declarações do falecido General Figueiredo, afirmando, ele ex-chefe do ex-SNI , ele ex-presidente e ex-ditador, que a Globo põe e tira do poder quem quer, manipula a opinião pública como quer.

Tudo isto, claro, mostrado pela própria Globo. Ironia ou crença no sono robótico das massas?

Estamos, nós livres pensadores, pasmos e atentos ao crescimento dos evangélicos fundamentalistas, não sem razão, pois eles representam o sectarismo e o dogma absoluto.

Todo fundamentalismo é perigoso pois trás consigo a idéia de exclusividade, da única verdade, a deles claro. Todos os demais devem ser convertidos, ou "eliminados" com as graças e bênçãos de deus. Um deus que estranhamente tem sua vontade similar aos desejos de seus “verdadeiros” representantes aqui na terra.

O interessante é que os grandes mitos dessa época caíram.

O sonho de uma sociedade comunista, igualitária foi lentamente destruído, principalmente devido a farsa das ditaduras estabelecidas que arrogaram-se o título de comunistas e criaram regimes de terror piores que os por elas derrubados.

Confundiram igualdade de condições, que é uma coisa, com nivelar tudo e todos, esquecendo que se nós seres humanos temos algo em comum é nossa singularidade.

Singularidade tão profícua que nos permite crescer por troca e complementação quando somos maduros, tão temida pelos que querem uma massa útil e manobrável, amorfa, que não questiona, apenas obedece.

As religiões tradicionais perderam seu apelo, o Papa fala contra o sexo antes do casamento, as pessoas sorriem como quem ouve um avô meio caduco, respeitado pelo carisma da velhice , mas cada um faz o que quer. Neste caso, feliz queda.

A ciência materialista, positivista do século passado, prometia objetivar todos os campos do saber. "Consciência, sentimento, mente são conceitos fantasiosos" bradam os behavioristas, "a pura psicologia cientifica vai aposentar tais termos".

Físicos modernos dizem agora: "só foi possível chegar a modelos plausíveis da realidade quando incluímos a consciência como co-construtora da realidade".

Embora ainda mal compreendida e usada para fantasias sem fim por misticóides, a física quântica deu um golpe fatal no materialismo racionalista positivista.

O mundo está em total mudança, vertiginosa mudança, vivemos uma revolução tecno-cultural a cada 5 anos. A vanguarda de hoje é o obsoleto de amanhã.

As empresas perseguem projetos de qualidade, os profissionais de qualquer área não podem mais se acomodar com aquilo que aprendem na universidade, tem que se atualizar, curso de pós graduação, mestrado, doutorado e ler, ler, se informar. Não basta ter QI, agora temos que ter QE. As escolas ainda tentam se adequar a esta revolução e só agora percebem que não adiante mandar alguém decorar matérias, de conteúdo questionável, que o importante é aprender a aprender. Nunca foi tão atual a definição de Piaget para a educação:

"Fornecer meios para o indivíduo atingir sua autonomia moral e intelectual".

Pois só um ser capaz de tomar suas próprias decisões morais e intelectuais pode viver bem num mundo onde tudo muda vertiginosamente e uma sociedade multicultural, multiétnica está surgindo. A mesma era industrial que criou as escolas padronizadas onde se aprendia basicamente a cumprir horários, aceitar a autoridade do professor, memorizar dados e tornar-se um técnico eficiente, agora está noutro desafio. Os cursos para funcionários de todos os escalões das empresas pregam:criatividade, co-participação criativa; imaginação; sonho!

Empregos desaparecem, não se trata de mera "crise de mercado". As revoluções tecnológicas sucessivas que estamos vivendo estão mesmo acabando com alguns empregos, eles não vão voltar. Sistemas previdenciários, saúde pública, em crise. Mas o sistema reinante está preso a um mito. Que vai crescer eternamente, mais e mais e os deserdados da sorte, a grande massa de miseráveis que sobrevive hoje na periferia do sistema, só tem que esperar pois em um certo momento o crescimento vai atingi-los, que venha o progresso desenfreado a destruição do meio ambiente, o ser humano transformado em objeto.

A causa é justa, pregam, o fim justificará os meios. Chegaremos na utopia e todos terão a casa dos sonhos, carros na garagem, eletrodomésticos e tudo mais que faz de nossa civilização consumista a destruidora que é, como se peixes enlouquecessem e passassem a poluir a água do aquário onde vivem. Nunca vimos os "primitivos e involuídos" peixes fazerem isso. Só o ser humano , na sua arrogância de ápice da evolução assim age.

O buraco na camada de ozônio causa degelo no pólo, o nível do mar sobe, as ilhas que primeiro viram o ano dois mil chegar sabem que não verão muitos mais pois o nível do mar subindo as ameaça, como a todas cidades costeiras do planeta.

A destruição do meio ambiente atinge níveis nunca vistos. Extinção quase diária de espécies animais e vegetais, algumas extintas sem nem serem conhecidas.

E a ciência de nosso tempo, produtora de comodidades e armas está de posse de uma tecnologia que pode fazer do homem um semi deus.

Mas estará a humanidade pronta para este status de semideuses?

No excelente livro de Paul Radin: "Ciclo heróico dos Winnebagos" o autor faz uma interessante avaliação: Ele detecta quatro ciclos, no primeiro chamado ciclo Trickster o herói é dominado por seus apetites, mentalidade imatura, só se preocupa em satisfazer suas próprias necessidades. No segundo ciclo, chamado Hare (a lebre) é o fundador da cultura, o transformador, é um personagem que corrige os impulsos imaturos do ciclo Trickster. Temos esses dois arquétipos em nossa sociedade, infelizmente os tipo Tricksters estão no centro do poder.

Há o ciclo Red Horn um herói que vence provas e desafios e tem um companheiro vigoroso, um pássaro chamado "Storms was he walks" ( há tempestades quando ele passa). Este ciclo é de pouco sentido para nossa atual cultura. Apenas tem sentido para aqueles(as) de nós que lidam com a magia, com a bruxaria. Aqueles(as) de nós que não caíram na arrogância de superioridade a natureza e suas forças mágicas e sempre buscam a parceria na Natureza, não seu domínio.

É o quarto ciclo os Twins (gêmeos) que interessa sobremaneira. Um só ser dividido em dois ao nascer. Eles juntos são invencíveis, originalmente um só, foram divididos. É necessário, mas extremamente difícil reuni-los.

Flesh- Conciliador, brando, mas sem iniciativa.

Stump - Dinâmico, vigoroso, extremamente rebelde.

Juntos tem tanta força que tudo atacam, tudo destroem. Buscam o poder sobre tudo e todos e em sua cegueira do poder atacam um dos quatro animais pilares e criam uma "reação cósmica". A própria existência está ameaçada.

Aqui assemelham-se a tantos outros mitos heróicos de outros povos. A hybris, o orgulho cego, a violência desmesurada, o uso sem equilíbrio do poder resulta na morte ou sacrifício do herói para restabelecer o equilíbrio cósmico rompido.

Mas entre os Winnebagos, como entre os Navajos e outros povos nativos há outra resolução.

Cientes de sua própria força e da destruição que quase provocaram concordam em entrarem em um estado de equilíbrio. Este abrir mão do poder absoluto, do perceber limites em beneficio da sobrevivência da vida é o tema que trago para análise.

A arrogância da ciência moderna não admite limites. O consumismo desenfreado de nossa época não admite limites. Conquistar sem limites é o mito dessa civilização. Ir além de nossos próprios limites, crescer enquanto seres, superar todas as barreiras de nosso caminho existencial foram sempre metas existenciais.

A civilização atual aplicou tais propostas ao mundo cotidiano, esquecendo que cada plano tem suas leis, suas características. Aí é que a filosofia implícita no caminho da Deusa surge como opção ao caminho patriarcal dominante que tem alimentado nossa ciência e a guerra em todos seus fronts.

O mito do crescimento infinito, do desenvolvimento material infinito é um de nossos grandes inimigos. Como todo conceito pleno em si que é aplicado em campo equivocado.

Quando vamos acordar para perceber que antes de dar "carro, casa e eletrodomésticos" antes de colocar o "modo norte americano de vida" acessível aos mais de 8 bilhões de habitantes deste planeta nossas reservas naturais já terão se esgotado? Estamos há apenas uma geração da já prevista “era das guerras pela água".

Quando vamos voltar a respeitar a natureza, a buscar a harmonia com ela?

Quando voltaremos a buscar a superação de nossos limites em linhas de ação que nos levem a expansão de nossa consciência, de nosso ser? É isto que o paganismo propõe, por isso é temido por vários segmentos que agem em duas frentes.

Combatendo-o frontalmente como "obra do demônio" ou minando sua força corrompendo sua filosofia, criando o paganismo fast food do modismo.

Assim como a visão igualitária do socialismo, igualdade de oportunidades bem dito, foi deturpada na opressão das ditaduras , o paganismo corre o risco de ter seu nome usado para justificar movimentos inexpressivos, alienadores, que nada fazem de real pela preservação da natureza e uma nova postura frente a existência.

Ecologia, feminismo, reciclagem, ação holística, terapias alternativas, desenvolvimento sustentável, são algumas das muitas áreas que buscam uma resposta mais criativa ao desafio de impedir a crise e derrocada completa dessa civilização.

Podemos dar uma resposta criativa e ao invés de apenas sofrermos a histórias, podemos co-participar criativamente de um novo ciclo. Ao invés de ficar esperando que os "ets" venham nos salvar, que o apocalipse se apresente, que o planeta intruso passe e 2/3 da população morram, podemos agir conscientemente, em cada ato checar de que lado estamos.

Consciência ou inconsciência?

Cada ato conta, cada mínimo ato. É a somatória destes atos que pode gerar a massa critica que pode nos lançar a outro estado de consciência. Pois os saltos de consciência são processos quânticos, como um elétron saltando para um orbital de maior energia.

Temos que atingir essa quantidade de energia e só nossos atos conscientes e focados poderão gerá-la. Não adianta o quase, só o valor inteiro provocará o salto.

É isto que o paganismo propõe, que cada um recupere seu elo de conexão com a Totalidade, sem intermediários e descubra que somos seres vivos imersos na vida.

Então, quando sentirmos que cada vida é sagrada e misteriosa, talvez sintamos a magia que foi perdida. Perda que faz essa era caminhar apática nesse suicídio lento que chamam "vida civilizada".

Este o desafio de nosso tempo. A revolução silenciosa que está ocorrendo.

Você pode não saber, mas do seu lado pode estar um (a) magista que fala com as plantas, que tem um animal de poder como aliado, com ele visitando mundos outros que não este, que cultua a Deusa, que mantém viva milenar tradição, que estuda os mistérios do Tarot e I Ching, que faz magias em seu caldeirão.

Você pode nem saber mas aquela pessoa que vê dançando na festa da sua amiga pode ser herdeiro (a) espiritual de povos milenares como Maias ou Celtas.

Aquela quieta bibliotecária que você quase nem nota, pode estar conversando regularmente com seres de Órion ou das Plêiades.

Aquele menino tímido, aquela garota assanhada, podem ser sacerdotes da Deusa, aprendendo a mesma arte que fez de Merlim atemporal, que pela ponte do Arco Íris ainda liga Asgard a este mundo.

Sim, é dessa forma que a revolução silenciosa está ocorrendo. De forma tranqüila, mas intensa.

Como as flores desabrocham na primavera e sem que ninguém lhes mande, sem mesmo terem estudado para isso, apenas seguindo seu interior, se tornam frutos na plenitude do verão.


Nuvem que passa

Utilidade pública: água e refrigerante: alerta!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Néctar

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Em todas as culturas espirituais sempre existiu a presença de uma bebida sagrada com poderes de cura, de êxtase, de iluminação e de imortalidade (nos diferentes sentidos que esta palavra pode alcançar: do corpo, da alma, dos atos).

Entre os deuses da mitologia grega esta bebida era chamada de NÉCTAR.

Curiosamente a palavra NÉCTAR vem de NEKTAR, do indo-europeu, e significa NEK - morte e TAR - vencer. Néctar é a bebida que vence a morte.

No mito judaico-cristão fomos expulsos do paraíso para que não pudéssemos provar do fruto da árvore da vida, tornando-nos iguais aos deuses, imortais, depois de ter provado do fruto da árvore do conhecimento. A tradição judaico-cristã em seu aspecto exotérico nega o poder das plantas de poder. Felizmente uma compreensão mais profunda destes ensinos nos permite perceber que plantas de poder como a Jurema ou a Acácia eram usadas na confecção do próprio tabernáculo do templo e a própria Divindade apresentou-se para Moisés através da sarça ardente de Horeb.

Na mitologia hindu temos o famoso SOMA védico, a bebida que personifica o Deus dos Deuses.

Na Umbanda temos a Jurema, árvore sagrada, objeto de culto de Maias e outros povos nativos, que possui 10 a 20 vezes mais DMT que a Chacrona ou Rainha que compõe o Daime, a Ayahuasca, o Runipan e outros tantos nomes pelos quais esta sagrada bebida é conhecida.

No Yoga este NÉCTAR pode ser produzido no próprio corpo humano através da disciplina da meditação e de outras práticas da Yoga. Este néctar na Yoga é chamado de AMRITA.

Assim podemos dizer que o Daime é o Néctar da Floresta Amazônica, uma bebida sagrada que nos permite acessar o divino em nós mesmos e nos permite compreender a imortalidade do espírito humano. Utilizando-o com sabedoria poderemos alcançar o intento de tantos buscadores espirituais: a realização da divindade em nós mesmos.

F.A.

A essência do poder é o amor.

A essência do poder é o amor. E há um Ser que expressa perfeitamente esta verdade.

Como já foi dito o poder do amor e o "amor" ao poder são inteiramente diferentes.

O poder só é poder se pode criar, e só o amor cria.

O poder que explora, violenta, mata e destrói não é poder. Desde o início da era atômica que o homem detém a condição de destruir o planeta inteiro milhares de vezes, então pergunto: se isto fosse realmente um poder de que serviria se a tudo destruiria?

O poder de criar, de gerar, de amar é poder.

Destruir é a afirmação da impotência de amar.

Só uma sociedade profundamente doente separa poder e amor, reverenciando o "amor" ao poder.

Não é curioso que vivamos sobre um planeta inseminado com milhares de bombas atômicas e ainda assim estejamos aqui, flutuando entre a graça e a desgraça?

Paradoxal é o viver, em meio a tanta riqueza e tanta miséria! É o Amor açambarcando a tudo e a todos, misterioso, incompreensível, misericordioso, implacável, verdadeiro poder.

O amor que emana deste Ser maravilhoso sobre o qual vivemos - Terra - é verdadeiro poder. Ela é o Poder Real, presente, efetivo, existente em cada respiração, alimento e impressão vital.

Ela e só Ela nos abraça infinitamente pelo espaço: Mãe, Terra.

Taoísmo e Xamanismo

sábado, 24 de novembro de 2012



"Podes fazer o corpo e o espírito se harmonizarem a ponto de se tornarem inseparáveis?

Podes tornar tua respiração terna e suave como de uma criança?

Podes anular os pensamentos até purificar toda tua energia?

Podes governar o império beneficiando a humanidade por meio da não ação?

Podes ser totalmente passivo, vendo abrirem-se e cerrarem-se as portas da Eternidade?

Compreendendo estas coisas podes permanecer como se não compreendesses nada?"

O trecho acima é do Tao Te King, o livro deixado por Lao Tsé ao deixar a China, quando da instauração de um estado de coisas nos quais ele percebeu uma era de deterioração e resolveu deixar o local. Conta a tradição que, ao atingir as muralhas, um dos guardas, admirado de sua sabedoria, pediu-lhe que deixasse algo escrito, para quando o período ruim passasse e novamente as pessoas buscassem o conhecimento essencial. Deixou-nos então o sábio, graças a este misterioso guarda de fronteira, cujo nome não sabemos, o livro, repleto de textos como o que está escrito acima.

O Taoísmo é de natureza Xamânica, ou, se quiserem, o Xamanismo é de natureza taoística.

Antropologicamente vamos encontrar em estudos sobre o taoísmo essa afirmação, é uma tradição que se enquadra no Xamanismo.

Ambas as escolas são caminhos que prezam valores e lidam com paradigmas que fazem da natureza algo vivo e dinâmico, que permeiam a realidade a nossa volta com mundos e seres e que trabalham com o desenvolvimento pleno do ser humano.

Quando chegamos no caminho temos muitas fantasias em nós, muitas projeções que nos iludem e podem mesmo nos confundir a tal ponto que podemos perder o elo com um Caminho e nos conectarmos a coisas fantasiosas apenas porque satisfazem e compensam nossas carências e medos.

A estrutura de um Caminho é complexa e o melhor é não se iludir, pois agir a cada instante como se fosse o último, ter foco no momento, ter um estilo de ação que expressem atitudes implacáveis, astutas, pacientes e gentis, tudo isso com sobriedade e desapego, não são palavras vazias, mas estilos comportamentais que são como katás (katis), treinos onde fazemos os movimentos para ensinar o corpo a agir por si e com eficiência quando necessário.

Artes Marciais diversas emanam do Taoísmo, os Hsiens taoístas das montanhas, eremitas ou vivendo em pequenos grupos em cavernas nas faldas do Himalaia são exemplos de taoístas quer têm também a imagem que temos de um(a) xamã: alguém que cavalga o poder.

As pessoas com as quais estudei tinham uma profunda influência do Taoísmo. Oomoto é da região do Cantão, na China. Por isso tenho trabalhado bastante nessa interface entre a abordagem taoísta do mundo, originário de uma cultura complexa e ancestral e o Xamanismo, que também é, em seus vários ramos, originário dos povos nativos, em conexão ampla com a ancestralidade.

O Taoísmo aborda a realidade com grande similitude ao Caminho dos (as) guerreiros (as) Xamãs. Diferenças apenas no sentido de usar uma outra linguagem, uma linguagem que se afasta mais do ocidente e se parece mais com a linguagem que os antigos Maias, Toltecas, Olmecs e outros usavam.

Cada ideograma da língua chinesa é muito rico em conteúdo. Por isso ler uma tradução do Tao Te King é sempre uma aproximação da expressão original, como ler Nietzsche traduzido é sempre uma aproximação em compreender esse homem que antes de filósofo era um poeta.

Meditar sobre um texto desse permite conexões sutis.

O corpo e o espírito se harmonizarem.

Esta é uma proposta do Xamanismo Guerreiro, se considerarmos o termo espírito aqui como o corpo de energia. Considerando ainda espírito como a energia da Totalidade, podemos levar nosso corpo a harmonizar-se com a realidade a nossa volta.

O Xamanismo trabalha com esta idéia e o Taoísmo também, levar o corpo a despertar, a eliminar de si todas as impurezas e toxicidades que possam ter nele se impregnado e então começar uma trilha de poder em direção a plenitude do contato com a energia viva que nos circunda em várias instâncias, uma força polar, uma força que ora opera num espectro, ora noutro, que flui e em seu fluir solve e coagula, criando e destruindo com isso, tudo que existe. Entramos no meio desse fluxo e começamos a aprender como usar desses fluxos para nossos fins, para atingirmos nossas metas.

No Taoísmo, temos um caminho similar e em ambos o que espera o (a) viajante é o frio olho do dragão que mira a ETERNIDADE.

Nuvem que passa

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dois tipos de pessoas não possuem fé em Deus:

Os ateus e os que realizaram Deus em si.

F.A.

Vitamina D e outras informações importantes para aumento da saúde

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Você sabia que 10 minutos de exposição à luz do sol em horários no início da manhã ou ao final da tarde produzem no corpo 20.000 UI de vitamina D, quando a dosagem oficial é de 200 à 400 UI? Ou seja, o sol produz em 10 minutos mais vitamina D do que a dosagem recomendada pela medicina oficial. Curioso, não? Dá o que pensar. Será que querem nos manter fragilizados para sermos mais sujeitos às doenças? Por que há tanta insistência, por exemplo, no uso dos tais protetores solares? E você sabia que a vitamina D é fundamental para o fortalecimento do seu sistema imunológico, ainda mais nessa época de ataque velado à população por parte do Estado invadido pelo lobby das indústrias farmacêutcas. Vejam essa interessante entrevista com o neurologista Cícero Coimbra, divulgue-na pela sua família e amigos.


Dica: O Livro de Ouro da Mitologia

sábado, 17 de novembro de 2012

De um país venho pelo sol banhado,

De jardins reluzentes,

Onde o vento do norte jaz domado

E os uivos estridentes.

 Lendo o Livro de Ouro da Mitologia que disponibilizei aqui fica claríssimo como o Cristianismo e outras religiões da atualidade são apenas reatualizações de mitos, histórias e ensinamentos antigos, distorcidos ou não para servir aos propósito da elite dominante. Recomendo!

Júpiter = Jove = Javé 

Prometeu = Jesus

Pandora = Eva e por aí vai.... Imperdível!

http://filosofianreapucarana.pbworks.com/f/O+LIVRO+DE+OURO+DA+MITOLOGIA.pdf