Formas

domingo, 25 de março de 2012

Há várias formas de dizer o que se pensa a respeito de alguém:

Um rei chamou dois adivinhos de sua corte e perguntou sobre seu futuro. O primeiro disse de forma muita sincera:

- Verás a morte de todos os teus filhos.

Que terrível notícia! O rei mandou degolá-lo.

O segundo adivinho disse de forma sábia:

- Verás as gerações futuras de tua prole.

Que bela notícia! Foi promovido a primeiro-ministro.

Ambos disseram o mesmo, de forma diferente. Sinceridade é uma coisa, aspereza no falar é outra, pois revela falta de inteligência (neste caso se eu quisesse ser áspero sob a desculpa de ser sincero diria que fulano de tal é um completo energúmeno) já que a verdade não precisa agredir. O desejo de agredir alguém através de uma verdade revela algo mais do que o desejo de ser honesto, revela frustração, uma ira reprimida, que não contida se esconde hipocritamente sob a capa da sinceridade.

Certamente o primeiro adivinho invejava o rei.

A palavra sabedoria carrega o saber da dor, é preciso saber usar o poder, a palavra, a espada, pois todos aqueles que contemplam um campo de batalha olham um futuro cemitério ou um campo de cultivo.

Um médico disse a sua verdade na lata para a minha mãe combalida com o câncer:

- A senhora tem mais 6 meses de vida.

Minha mãe, graças a Deus, a fé e o amor aos filhos viveu por mais 30 anos.

Ela pediu a Deus e Deus lhe revelou uma outra verdade, destituída de arrogância e crueza.

Moral da história

Dizer o que pensa revela franqueza. Pensar sobre o que se quer dizer e moldá-lo de acordo com as circunstâncias revela sabedoria ou compaixão. Se tua língua é como espada afiada lembra que ela jaz na bainha de tua boca que é feita de carne e sangue.

E tenho escrito.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.

F.A.

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