O Mistério da Deidade

sábado, 11 de agosto de 2012

Deus A, Deus B, Deus C.
Orixá A, Orixá B, Orixá C.
Hierarquias A, Hierarquias B, Hierarquias C.
Santos, Arcanjos, Mestres.

São apenas denominações, palavras para Aquilo que está além do alfabeto e da linguagem.

A Divindade é Impronunciável, Indefinível, Infinita, não se limita à linguagem, ao conceito, a nenhuma sintaxe ou ideologia.

A Divindade não é monopólio de nenhuma religião, de nenhuma seita, de nenhuma igreja.

Nenhum dogma, pensamento, conceito, teologia, filosofia pode conceber a Divindade.

A linguagem é paupérrima para expressar a Divindade. Acaba por criar divisão Naquilo onde há apenas União, Unidade, Êxtase, Amor. A linguagem acaba por amputar na mente Aquilo que é Indivisível. A linguagem cria a divisão, a guerra, a babel, a religião, a seita, a igreja.

Só quando o ser humano vai para além da linguagem, da sintaxe, da ideologia, do pensamento é que ele pode perceber a Divindade.

Por mais que o ser humano peça, implore, reze, ore, cante, suplique não poderá conceber a Divindade, pois a linguagem o separa, o ilude, o engana a respeito da Divindade.

A única coisa que a linguagem pode fazer é compreender seus próprios limites e assim silenciar. E neste silêncio conceber em cada um de nós a Divindade.

Foi dito que o Reino de Deus está dentro de nós. E isto deveria bastar.

Eis o Mistério da Deidade:




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