Qual a verdadeira história dos humanos?

sábado, 31 de março de 2012

Civilização global a 12 mil anos. Restos mortais de gente com mais de 2,60 metros (Annunakis?). Escrita global feita em pedra encontrada em várias partes do mundo. Pirâmides espalhadas por todos os continentes. Achados arqueológicos que vão contra o paradigma vigente nestes vídeos feitos através do Projeto Camelot:







Cerco

Se você está cercado então é parte da cerca, mas talvez não tenha percebido isto, a despeito da vizinhança.

Procrastinação - parte 4

Seguindo as sugestões de don Juan com relação ao meu comportamento para com as pessoas que de algum modo me favoreceram, eu cheguei a uma conclusão que para mim era tremenda: honrar e agradecer meus amigos antes que fosse tarde demais.

Um caso específico era o meu amigo Rodrigo Cummings. Um incidente envolvendo meu amigo Rodrigo, entretanto, desmoronou meu novo paradigma do que resultou outros desmoronamentos até a destruição total.

Minha atitude para com ele mudou-se radicalmente quando eu consegui vencer minha competitividade para com ele. Descobri que era a coisa mais fácil do mundo para mim projetar-me cem por cento em qualquer coisa que Rodrigo fizesse. Eu era, de fato, exatamente igual a ele, mas só descobri isso depois que parei de competir com ele. A verdade então emergiu para mim com uma clareza enlouquecedora. Um dos desejos mais ardentes de Rodrigo era terminar o colégio. Cada semestre, ele matriculava-se no maior número permitido de matérias. Depois, quando o semestre avançava, ele desistia de cada uma das matérias, uma atrás da outra. Em algumas vezes ele até mesmo saía da escola. Em outras vezes, ele fazia um curso de três matérias durante todo o semestre até o final amargo.

Durante seu último semestre, ele fazia um curso de sociologia porque gostava da matéria. O exame final aproximava-se. Ele me disse que tinha três semanas para estudar, para ler o livro texto do curso. Ele pensava que tal quantidade de tempo era um desperdício para ler apenas seiscentas páginas do livro. Considerava-se uma espécie de leitor-relâmpago, e que retinha o que lia em um nível muito alto; em sua opinião, sua memória era cem por cento fotográfica.

Ele pensava que tinha muito tempo para o exame e por isso pediu-me para ajudá-lo no recondicionamento do seu carro no sentido de facilitar jogar papel fora.

Queria remover a porta direita para poder jogar o papel pela abertura com a mão direita, em lugar de jogar o papel sobre a capota do carro, com a esquerda. Chamei sua atenção para o fato de que era canhoto e ele então argumentou que, entre suas múltiplas habilidades, uma delas era ser ambidestro, fato que nenhum de seus amigos notara.

Tinha razão nessa parte; eu mesmo nunca notara isso. Depois que lhe ajudei a remover a porta, ele decidiu remover também o forro do teto, que estava muito estragado. Ele disse que seu carro estava em ótimas condições na parte mecânica e que iria levá-lo a Tijuana, no México, cidade que ele, como bom angelino que era, chamava de TJ, e onde trocaria o forro por alguns poucos dólares.

“Poderíamos aproveitar a viagem,” disse ele alegremente. Chegou até mesmo a escolher os amigos que iriam com ele. “Em TJ, estou certo de que você irá procurar livros usados, porque é um bobo. O restante da turma irá para algum bordel. Eu conheço uma porção deles”.

Gastamos uma semana para tirar o forro velho e lixar o teto para receber o novo.

Rodrigo então ficou com apenas duas semanas para estudar e ainda considerava esse tempo muito longo. Ele então engajou-me em ajudá-lo a pintar seu apartamento e consertar o assoalho. Levamos uma semana para pintar o apartamento e lixar o assoalho de madeira. Em um dos quartos, ele não quis pintar sobre o papel de parede que já existia. Teria que alugar uma máquina que removia o papel pela aplicação de vapor d’água. Nem eu e nem Rodrigo, naturalmente, sabia como usar devidamente a máquina, e por isso fizemos o serviço mais porco do mundo. No final, tivemos que usar um produto chamado “Topping”, uma mistura muito fina de gesso e outros produtos, que deixava a parede bastante lisa.

Depois de todo esse esforço, acabou que Rodrigo só ficou com dois dias para enfiar na cabeça as 600 páginas do livro. Ele entrou freneticamente numa maratona de leitura durante o dia e a noite, com a ajuda de anfetaminas. Rodrigo foi para a escola no dia do exame, sentou-se em sua carteira, e pegou a folha de múltipla escolha.

O que ele não conseguiu fazer foi ficar acordado para preencher a folha do exame. Seu corpo pendeu para a frente e sua cabeça bateu na carteira com um terrível baque. O exame teve que ser suspenso por um momento. O professor de sociologia ficou histérico, e o mesmo aconteceu com os alunos que estavam nas proximidades de Rodrigo. Seu corpo estava rígido e frio como gelo. A classe inteira suspeitou do pior; pensaram que ele morrera de um ataque do coração. Foram chamados paramédicos para removê-lo. Depois de um rápido exame, eles declararam que Rodrigo dormia profundamente e levaram-no para um hospital para que dormisse até passar o efeito da anfetamina.

Minha projeção em Rodrigo Cummings era tão completa que me assustou. Eu era exatamente como ele. A similitude tornou-se insustentável para mim. Num ato que considerei um aniquilamento total e suicida, aluguei um quarto num hotel dilapidado de Hollywood.

O Lado Ativo do Infinito, de Carlos Castaneda

O perigo do fluoreto na água (cálculo renal, etc...)

quinta-feira, 29 de março de 2012


Adicionar flúor à água é um CRIME cometido pelos governos contra a população. Mais do que isto, é um ASSASSINATO PÚBLICO EM GRANDE ESCALA, conforme as palavras de INÚMEROS renomados cientistas, como o Dr. ARVID CALSSON, prêmio NOBEL em 2000. Exatamente as mesmas palavras disse o também renomado Dr. DEAN BURK, fundador do INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER dos Estados Unidos.

O Dr. Burk realizou diversos ESTUDOS CIENTÍFICOS, comparando as ESTATÍSTICAS entre cidades dos Estados Unidos onde a água é fluoretada, e cidades onde a água NÃO é fluoretada. E os resultados são ASSUSTADORES, pois em TODOS os casos, em TODOS os estudos, ocorre exatamente o MESMO RESULTADO: a partir DO MOMENTO em que foi iniciada a adição de flúor nos suprimentos de água, os ÍNDICES DE CÂNCER na população AUMENTAM DRASTICAMENTE.

Acesse http://www.cidadaoativo.com.br/agua/204-fluor-causa-cancer-e-alergias.html para ver um vídeo em que o Dr. Burk mostra os GRÁFICOS com as estatísticas de seus estudos. Os resultados são SEMPRE OS MESMOS, em TODOS os estudos, A PARTIR DO INÍCIO DA FLUORETAÇÃO, os índices de CÂNCER NA POPULAÇÃO aumentam DRASTICAMENTE.

Assine Aqui!

créditos:

http://docverdade.blogspot.com.br/2012/03/abaixo-assinado-abaixo-assinado-contra.html

Procrastinação - parte 3


O procrastinador


O tipo 3, o vômito, na classificação dos espreitadores:

Na terceira categoria estão as pessoas que não são simpáticas nem desagradáveis. Não servem e não se impõem a nin¬guém. Antes, são indiferentes. Têm uma idéia exaltada acerca de si mesmas derivada unicamente de divagações de pensamento desejoso. Se são extraordinárias em alguma coisa, é em esperar que as coisas aconteçam. Estão esperando ser descobertas e conquistadas e têm uma maravilhosa facilidade para criar a ilusão de que têm grandes coisas em suspenso, que sempre prometem liberar mas nunca fazem porque, na verdade, não dispõem de tais recursos - O poder do silêncio, de Carlos Castaneda.

Procrastinação - parte 2

"Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora "embromação" possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum."

"É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa "chata", os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas."

"O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação."

"As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva."

"Ao deixar de cumprir certas obrigações, decepcionamos alguém e perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar e na carreira profissional. Depois ficamos observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos e avançaram profissionalmente."

"Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez."

"É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos."

"Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade."

"Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos."

"A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida."

Duas das vertentes mais clássicas são:

-" A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a."

-" A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante."

Tratamento

A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.

Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:

- Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.

- Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.

- Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.

- Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.

- Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.

- Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.

- Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).

- Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.

A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.

* Alessandro Vianna é psicólogo clínico e sente um enorme prazer em estudar e entender o comportamento humano.

O tabu do despertar

quarta-feira, 28 de março de 2012



Adyashanti é um professor espiritual norte-americano. Por 14 anos ele estudou Zen com professores da linhagem de Shunryu Suzuki. Aos 25 anos ele começou a experimentar uma série de transformações de despertar espiritual. Seis anos depois ele foi convidado por sua professora, Arvis Justi, a ensinar. Desde então dá palestras e escreve livros sem estar vinculado a nenhuma tradição Zen específica.

“Como seria se você não tivesse que lutar, se você não tivesse que fazer um esforço para encontrar a paz e a felicidade? Como você se sentiria agora?”

Os ensinamentos não-duais de Adyashanti têm sido comparados aos dos antigos mestres de Zen e de Advaita Vedanta. Eles expressam, tanto a infinitude de possibilidades, quanto a simplicidade comum, de uma vida espiritualmente realizada. Adyashanti é para as pessoas que se sentem sinceramente dispostas a despertar para sua verdadeira natureza e a incorporar essa percepção transformadora da vida. Ele desafia os buscadores de paz e liberdade a levarem a sério a possibilidade de liberação.

“Você é pura consciência, já está livre, acordado e liberado. Levante-se e caminhe para fora dos seus sonhos. Eu estou aqui pra dizer que você pode fazer isso”

Adyashanti é casado com Mukti, uma professora espiritual versada nos ensinamentos de Yogananda, hatha-yoga e acupuntura. Juntos fundaram a Open Gate Sangha em 1996. A organização hoje é formada por alguns empregados, estudantes e voluntários. Eles fazem a divulgação de seus ensinamentos através de materiais de texto, vídeo e áudio, além de organizar as viagens e palestras de “Adya”, como ele é chamado carinhosamente por seus alunos.

Isto eles não permitirão que passe na sua TV

segunda-feira, 26 de março de 2012



http://docverdade.blogspot.com.br/2012/03/amazonia-toxica-toxic-amazon-2012.html

Para certos grupos econômicos e políticos no Brasil, o assassinato é ainda a melhor forma de se resolver seus problemas.

José Cláudio Ribeiro era um ativista que defendia a floresta da qual tirava seu sustento através do extrativismo da castanha. Ele e sua mulher foram brutalmente assassinados. Seus inimigos: os latifundiários, que conseguiram por fim a uma das principais lideranças sociais da região de Marabá, no Pará. Mas conseguiram acabar com o movimento contra esse modelo de exploração da Selva?

A Floresta Amazônica resistirá até que se perceba que a biodiversidade pode gerar mais benefícios que a pecuária?(Docverdade)

Documentário que todos os brasileiros deveriam ver e que a mídia nacional jamais vai querer comentar...

Procrastinação

Quando começou a escurecer, um vento frio e cortante começou a soprar nas encostas. Juntamente com as frias rajadas, vinham nevascas e cortantes cristais de gelo. Já não se via mais o quente sol da tarde e as encostas das montanhas estavam escuras e geladas, na verdade, perigosas.

Perdidas no ruído do vento uivante, duas pequenas vozes se ouviam:

- P... P... P... Puxa, está realmente frio h... hoje!

- Se ficar mais frio podemos até morrer. Podemos morrer congelados neste mesmo lugar!

- Sinto que minhas unhas estão congeladas nos meus pés. Se tivéssemos feito um ninho, à tarde, em vez de brincar o dia todo... Oh! está tão f... frio!

Essas vozes eram de dois passarinhos que, como duas bolas de penugem, aconchegavam-se no galho de uma velha árvore curtida pelo tempo, no alto da cordilheira do Himalaia.

Na altitude em que viviam, a neve dificilmente deixava a terra, mesmo em pleno verão. E durante o dia, quando o sol aparecia, esquentava tão pouco que quase não se percebia. Esse era o problema deles. Eles juraram fazer um ninho para afastar o terrível frio da noite, mas esqueciam as promessas durante o dia e esvoaçavam à procura de comida, cochilavam um pouco e brincavam sob a luz e o calor do sol. Agora, estavam amargamente arrependidos da tolice que fizeram.

- A.. Acho que v... vamos morrer desta vez. O f... frio é demais. Vamos m... morrer...

- Quando o sol vier, vamos fazer um ninho. Está bem? D... Desta vez não vamos esquecer, p... pela nossa vida.

Na realidade, era tão grande o frio naquela noite, que eles não conseguiram nem dormir. Durante a noite toda, choraram e se queixaram, prometendo fazer um ninho logo que o sol nascesse. A noite parecia durar séculos e séculos, enquanto o frio penetrava em seus ossos.

Não faltava muito para darem o último suspiro. Suas vozes enfraqueceram e os corpos caíram, ficando dependurados pelos pés que se congelaram no galho.

- Oh!... Estamos... m... morrendo!

- Logo... que... o... s... sol...

Exatamente quando parecia tarde demais, um raio dourado refletiu-se na face congelada de um penhasco e atingiu uma agulha de gelo dependurada do bico do pássaro macho. O cortante frio deve ter feito seus olhos lacrimejarem e congelado a lágrima antes que pudesse cair.

No começo não se mexeu, mas depois abriu lentamente os olhos para uma última visão neste mundo. Quando avistou o feixe dourado da luz do sol, gritou repentinamente e sacudiu-se para tirar o gelo preso nas penas.

- É o sol! Acorde! É o sol!...
- É verdade? Então não vamos morrer!
- Oh! Como é maravilhoso sentir a vida!

Seguramente, o sol subiu aos poucos pelos picos gelados das montanhas e lentamente os dois pássaros começaram a sentir o calor aquecer suas penas congeladas.

- Ah!... O sol está tão bom. Acho que vou dormir um pouco. Não conseguimos dormir a noite inteira.

- Mas... e o ninho? Conseguiremos terminá-lo se dormirmos?

- Não se preocupe com isso. Teremos muito tempo depois de dormirmos e comermos um pouco.

Assim, eles dormiram e comeram, apreciando o calor do dia. Voando pelos céus, o pássaro macho cantava:

- No conforto dos céus, nas minhas asas e canção. Quando se cansar pode sempre repousar. A vida é tão curta e o dia é longo. Quem precisa ter pressa para fazer o ninho?

Eles continuaram a brincar por várias horas até perceberem que estava começando a ficar frio. Eles olharam para o sol e perceberam horrorizados que ele estava começando a se pôr no oeste. Perceberam repentinamente que não havia mais tempo para construir o ninho antes de escurecer. Com olhares preocupados, desceram do céu e pousaram num galho.

Depois de uma pausa, o pássaro olhou para a esposa e disse com um sorriso disfarçado:

- Bem, o sol está baixando e, mesmo que comecemos, não há tempo para terminar o ninho. Vamos aproveitar o resto do sol.

Assim, eles esbanjaram o resto do dia. Não demorou muito para ficar frio outra vez.

- P... P... P... Puxa, está realmente frio h... hoje...!

- Está ainda mais f... frio que ontem!

- Se esfriar mais não v... vamos v... viver até amanhã. Oh!... está tão f... frio!

E assim, caros amigos, os dois pássaros viveram o resto de suas vidas, desperdiçando totalmente os dias e sofrendo durante as noites.

Res_sentido

domingo, 25 de março de 2012

O destino inevitável de quem tenta mudar o mundo é tornar-se ressentido. O que faz sentido é mudar a si mesmo - F.A.

Formas

Há várias formas de dizer o que se pensa a respeito de alguém:

Um rei chamou dois adivinhos de sua corte e perguntou sobre seu futuro. O primeiro disse de forma muita sincera:

- Verás a morte de todos os teus filhos.

Que terrível notícia! O rei mandou degolá-lo.

O segundo adivinho disse de forma sábia:

- Verás as gerações futuras de tua prole.

Que bela notícia! Foi promovido a primeiro-ministro.

Ambos disseram o mesmo, de forma diferente. Sinceridade é uma coisa, aspereza no falar é outra, pois revela falta de inteligência (neste caso se eu quisesse ser áspero sob a desculpa de ser sincero diria que fulano de tal é um completo energúmeno) já que a verdade não precisa agredir. O desejo de agredir alguém através de uma verdade revela algo mais do que o desejo de ser honesto, revela frustração, uma ira reprimida, que não contida se esconde hipocritamente sob a capa da sinceridade.

Certamente o primeiro adivinho invejava o rei.

A palavra sabedoria carrega o saber da dor, é preciso saber usar o poder, a palavra, a espada, pois todos aqueles que contemplam um campo de batalha olham um futuro cemitério ou um campo de cultivo.

Um médico disse a sua verdade na lata para a minha mãe combalida com o câncer:

- A senhora tem mais 6 meses de vida.

Minha mãe, graças a Deus, a fé e o amor aos filhos viveu por mais 30 anos.

Ela pediu a Deus e Deus lhe revelou uma outra verdade, destituída de arrogância e crueza.

Moral da história

Dizer o que pensa revela franqueza. Pensar sobre o que se quer dizer e moldá-lo de acordo com as circunstâncias revela sabedoria ou compaixão. Se tua língua é como espada afiada lembra que ela jaz na bainha de tua boca que é feita de carne e sangue.

E tenho escrito.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.

F.A.

Ayahuasca provoca visões “realistas”

sábado, 24 de março de 2012

Em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, 10 veteranos frequentadores do Santo Daime se reúnem para tomar Ayahuasca em grupo, como fazem há anos. Normalmente, eles usam a droga alucinógena em rituais religiosos, com cânticos e louvações. A bebida, feita a partir da mistura de um cipó e das folhas de um arbusto amazônico, produz um efeito alucinógeno e costuma causar visões e experiências místicas em seus usuários. O ritual tem origem indígena – a bebida era consumida pelos povos da floresta em cerimônias desde tempos ancestrais.

Só que, desta vez, o ritual não tem nada de ancestral. Eles estão em um laboratório científico. Ao invés das músicas, o único barulho na sala vem de uma máquina de ressonância magnética, onde os usuários são colocados antes e depois de ingerir a bebida. Enquanto sentem sua percepção se alterar e começam a ter alucinações, um grupo de cientistas analisa imagens que representam as áreas de seu cérebro. Eles notam que a droga ativa o córtex visual primário, localizado no lobo occipital, área que tem papel fundamental para a visão. Para a surpresa dos pesquisadores, essa área ficou tão ativa quando o participante encarou fotografias quanto no momento em que ele ingeriu o Ayahuasca, fechou os olhos e teve visões. A imagem também mostrou o funcionamento de áreas ligadas à recuperação de memórias biográficas e à imaginação de futuros eventos. “Ao aumentar a intensidade das imagens lembradas ao mesmo nível da percepção visual, o Ayahuasca dá status de realidade a experiências internas”, diz Draulio de Araújo, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, responsável pelo estudo. Veja a entrevista completa que a GALILEU fez com o pesquisador:

Como você teve acesso ao Ayahuasca usado na pesquisa? Outros cientistas também conseguiriam ter acesso à droga?

Antes de ter acesso à Ayahuasca para a realização de qualquer pesquisa, é necessário que se tenha aprovação por algum comitê de ética em pesquisa (CEP). No nosso caso, o projeto foi aprovado pelo CEP do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto. Uma vez tendo essa aprovação, pode-se buscar parceria com igrejas que fazem uso do Chá, como a do Santo Daime, a União do Vegetal ou a Barquinha. Há alguns grupos realizando pesquisa com a Ayahuasca no Brasil, como, por exemplo, na USP de Ribeirão Preto, a Universidade Federal do São Paulo (UNIFESP), a Universidade Federal do Ceará, a Universidade Federal de Pernambuco e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Você concorda com a classificação do Ayahuasca como droga alucinógena?

A Ayahuasca pode ser classificada como uma droga, sim, usando o entendimento de que ela contém substâncias químicas que alteram os mecanismos de neurotransmissão cerebral de forma direta. Baseado na mesma definição, também podemos incluir nesse conjunto o tabaco, o álcool, o café, e o chocolate. Como qualquer outra substância psicoativa, há algumas considerações importantes a serem feitas na avaliação dos riscos associados ao seu uso. A primeira diz respeito ao seu poder de dependência química. No caso da Ayahuasca, que age sobre o sistema serotonérgico, não há comprovação científica sobre a eventual dependência química causada pelo seu uso. O segundo, as alterações sobre o sistema nervoso autonômico. No caso da Ayahuasca, há evidências que as mudanças de pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, além da temperatura do corpo, permanecem dentro de limites considerados normais. Por outro lado, sabe-se que é importante evitar o uso da Ayahuasca nos casos em que o indivíduo esteja fazendo uso de medicamentos que alteram os níveis de serotonina, como é o caso de alguns anti-depressivos que estão baseados na inibição seletiva de recaptação de serotonina, por exemplo, o PROZAC.

Como foi feito o teste?

Realizamos duas sessões de imagem funcional por ressonância magnética (uma antes e outra após a ingestão de aproximadamente 200 ml de Ayahuasca) em 10 indivíduos experientes no uso do chá. A pergunta central desse primeiro estudo estava na compreensão da potencialização da geração de imagens mentais pelo uso da Ayahuasca. Durante as duas sessões os indivíduos permaneciam dentro de um equipamento hospitalar de imagem por ressonância magnética. Os dados desse primeiro experimento estão publicados na revista Human Brain Mapping.

Quanto aos resultados da pesquisa, o que significa o fato de as imagens mentais serem percebidas na mesma área cerebral que processa as imagens visuais? É isso que torna as visões tão realistas?

Esse é o tipo de especulação que pode ser feita: que a realidade das imagens geradas mentalmente seja a mesma das percebidas pela modulação do sistema visual. Porém, o nosso estudo não fornece elementos suficientes para garantir essa relação.

A atividade de áreas cerebrais relacionadas à memória pode explicar porque muitas dessas visões são tão significativas para os usuários do Ayahuasca?

Mais uma vez, essa é uma possível especulação, que o nosso trabalho não fornece elementos de garantia necessários. Uma frase do nosso artigo que traduz todas essas perspectivas é: “As visões induzidas pela Ayahuasca têm sido usadas tradicionalmente em contextos religiosos para dar acesso um mundo interno muito significativo. Nossos resultados indicam que essas visões vêm da ativação de uma rede de áreas cerebrais envolvidas com a visão, a memória e a intenção. Ao aumentar a intensidade das imagens relembradas ao mesmo nível da visão, o Ayahuasca dá um status de realidade a experiências internas. A partir disso, é possível entender por que o Ayahuasca foi selecionado culturalmente ao longo dos séculos pelos xamãs das florestas para facilitar revelações místicas de natureza visual.”

Antes de sua pesquisa ser feita, qual era o nível das pesquisas brasileiras estudando o Ayahusca?

Estudos com Ayahuasca no Brasil vêm sendo conduzidos há muito tempo, envolvendo principalmente aspectos farmacológicos e antropológicos do seu uso. Boa parte desses estudos deram contribuições significativas para a compreensão mais geral sobre a Ayahuasca e foram conduzidos em parcerias importantes com outros grupos no exterior. O nosso grupo tem abordagem que agrega técnicas da neurociência, em especial a imagem funcional por ressonância magnética. Outros estudos, envolvendo outras técnicas, como por exemplo a Eletroencefalografia, já haviam sido conduzidos, por pesquisadores de Florianópolis em conjunto com pesquisadores americanos.

O que o estudo dos efeitos de uma droga pode nos ensinar?

Esse estudo em particular pode ter várias implicações, além de ampliar a compreensão do nosso cérebro. Por exemplo, há bastante tempo temos argumentos e indícios de que a compreensão da consciência como um todo passa necessariamente por estudos envolvendo estados alterados de consciência.

fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI299550-17770,00-AYAHUASCA+PROVOCA+VISOES+REALISTAS.html

Novas evidências indicam que a meditação fortalece o cérebro

quarta-feira, 21 de março de 2012




O texto abaixo, da BBC, descreve os resultados de uma pesquisa da Universidade da Califórnia. O que está entre parênteses é comentário meu (Regis Mesquita).

Pesquisadores americanos descobriram mais evidências de que meditar fortalece o cérebro.

Estudos anteriores feitos pela Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, já haviam sugerido que meditar durante anos torna o cérebro mais espesso e fortalece conexões entre células cerebrais.

As novas pesquisas feitas pela mesma equipe californiana revelaram ainda mais benefícios associados à prática. Os resultados foram publicados pela revista Frontiers in Human Neuroscience.

O cientista Eileen Luders e seus colegas do Laboratory of Neuro Imaging da UCLA dizem ter encontrado indícios de que pessoas que meditam durante muitos anos têm quantidades maiores de dobras no córtex cerebral do que pessoas que não meditam. Isso poderia acelerar o processamento de informações.

A equipe também encontrou uma relação direta entre a quantidade de dobras e o número de anos durante os quais a pessoa meditou.

Isso pode talvez ser mais uma prova da neuroplasticidade do cérebro - a habilidade do órgão de se alterar, ou se adaptar, em resposta a estímulos externos. (o cérebro é altamente adaptável. Desenvolve o que é estimulado. Por outro lado, o que não é estimulado regride).

Córtex

O córtex é a camada externa do cérebro e tem papel fundamental na memória, atenção, pensamento e consciência.

Os dobramentos corticais são o processo pelo qual a superfície do cérebro se altera para criar sulcos e dobras. Sua formação pode promover e melhorar os processos nervosos.

Presume-se, portanto, que quanto mais dobras se formam, maior a capacidade do cérebro de processar informações, tomar decisões e formar memórias.

"Em vez de simplesmente comparar pessoas que meditam com as que não meditam, queríamos ver se havia uma relação entre a quantidade de prática da meditação e o grau de alteração do cérebro", disse Luders. "Quer dizer, associar o número de anos de meditação com a incidência das dobras".

Testes

Os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética em 50 praticantes de meditação - 28 homens e 22 mulheres. Esse grupo foi comparado a outro, de não praticantes, com idade e sexo equivalentes.

Os praticantes haviam meditado em média 20 anos. Os tipos de meditação eram variados, entre eles, Zen e Vipassana.

A equipe disse ter encontrado grandes diferenças na incidência das dobras em participantes que praticavam meditação.

Para os pesquisadores, a revelação mais interessante foi a correlação positiva entre o número de anos de meditação e a quantidade de dobras, especialmente em uma estrutura do cérebro conhecida como ínsula.

Sabe-se que essa estrutura está associada às emoções humanas. E que lesões na ínsula podem resultar em apatia, perda de libido e alterações na memória.

"Talvez (a descoberta) mais interessante tenha sido a relação positiva entre o número de anos de meditação e a quantidade de dobramentos insulares".

Emoção e raciocínio

Luders mencionou estudos anteriores que indicam que a ínsula funcionaria como um integrador entre a emoção e o raciocínio. (a meditação e outras práticas mentais conseguem diminuir o stress o que gera menos tensão na mente. Outro fator relevante é o descanso que a mente obtém durante a meditação.)

"Pessoas que meditam são conhecidas por serem mestras em introspecção e consciência, assim como em controle emocional e autorregulação, então os resultados fazem sentido - quanto mais tempo alguém medita, maior a a incidência das dobras na ínsula". (Por outro lado quem cultiva a agressividade, pensamentos de conflito desenvolve outras características na mente).

Luders adverte que fatores genéticos e ambientais podem ter contribuído para os efeitos observados.

Ainda assim, "a relação positiva entre as dobras e o número de anos de prática dá suporte à ideia de que a meditação aumenta a incidência das dobras".

(Quem medita com frequência relata aumento da energia vital. A meditação é energizante, portanto faz com que o corpo seja melhor "restaurado" durante o sono e a meditação. Esta característica serve para diminuir o desgaste do corpo e da mente. Os resultados benéficos da meditação estão espalhados por todo o corpo humano, não apenas o cérebro).

Documentário: A Mente Zen



Canção da Realização da Vacuidade

Escute-me, homem afortunado!
Por acaso esta vida não é incerta e ilusória?
Por acaso seus prazeres e alegrias não são como miragens?
Por acaso há alguma paz neste samsara?
Por acaso a sua falsa felicidade não é irreal como um sonho?
Por acaso o elogio e a reprovação não são tão vazios quanto um eco?
Por acaso a mente e o Buddha não são idênticos?
E o Buddha, não é o mesmo que o dharmakaya?
E o dharmakaya, não é idêntico à verdade?

Os iluminados sabem que todas as coisas são da mente;
Portanto, deve-se observar a mente, dia e noite.
Se observá-la, ainda sim nada verá.
Então, fixe sua mente nesse estado, que transcende toda visão.

Não há qualquer entidade própria na mente de Milarepa.
Eu, eu mesmo, sou o Mahamudra,
Porque não há diferença alguma entre a meditação estática e a ativa;
Não tenho necessidade de estados diferentes no caminho.
De qualquer modo que se manifestem, sua essência é a vacuidade.
Não há atenção nem desatenção em minha contemplação.

Experiencie a realização da vacuidade;
Comparado com outros ensinamentos, este é o melhor.
A prática yógica dos canais, ventos e gotas,
Os ensinamentos do karma-mudra e do mantra-yoga,
As práticas de visualização do Buddha e das quatro posições puras
São apenas os primeiros passos do Mahayana.
Praticá-los não erradica o desejo nem o ódio.

Guarde isto que canto firmemente em sua mente;
Todas as coisas são da própria mente, que é vazia.
Quem nunca se separa da experiência e da realização da vacuidade
Realiza, sem esforço, toda a prática de veneração e disciplina.
É nisto que se baseia todo mérito e todo prodígio.

Milarepa, 1040-1123

O Crepúsculo do Estado

sábado, 17 de março de 2012

O mundo está despertando

Este filme traduz aquilo que venho indicando nos últimos 4 anos através de textos, vídeos, documentários envolvendo energia livre, limpa e gratuita, extraterrestres, secretismo, campanha do medo, interesses corporativos, illuminatis, elite financeira, nova ordem mundial, dominação global, extermínio em massa e a necessidade de despertarmos, de tirarmos energia desta matrix sócio-cultural imposta e promover uma revoluçao da percepção.

O mar escuro da consciência pela Física Moderna

sexta-feira, 9 de março de 2012

A física Patricia Burchat elucida dois ingredientes básicos de nosso universo: a matéria escura e a energia escura. Formando 96% do universo, elas não podem ser medidas diretamente, mas sua influência é imensa.




“Você já sabe”, iniciou ele, “que existe no universo uma força perene, a qual era conhecida pelos feiticeiros do México antigo como mar escuro da consciência.

Enquanto eles encontravam-se como o máximo de seu poder de percepção, eles viram algo que os fizeram tremer dentro de suas calças, se é que estivessem usando alguma. Eles viram que o mar escuro da consciência é não apenas responsável pela consciência dos organismos, mas também pela consciência de entidades que não possuem um organismo.”

Ele havia definido o conceito de guerreiros-viajantes, dizendo que ele referia-se aos feiticeiros que, pelo fato de serem guerreiros, viajavam no mar escuro da consciência. Disse mais que os seres humanos eram viajantes do mar escuro da consciência, e que a Terra nada mais era que uma estação de tal viagem; por razões extrínsecas, que ele não tinha interesse na época em divulgar, os viajantes tinham interrompido sua viagem. Disse que os seres humanos foram apanhados numa espécie de redemoinho, numa corrente que movia-se em círculos, dando aos homens a impressão que se moviam, enquanto na realidade estavam, em essência, estacionários.

Ele afirmava que os feiticeiros eram os únicos que opunham-se à força, qualquer que fosse, que mantinha os homens prisioneiros, e que por meio de sua disciplina os feiticeiros desvencilharam-se de suas garras e continuavam sua viagem da consciência.

Citações do Lado Ativo do Infinito, de Carlos Castaneda

Sobre o animal de poder

Tenho visto alguns comentários sobre animal de poder e xamanismo em geral, e creio que seria interessante tecer alguns comentários sobre o Tema.


Primeiro é importante compreender o que é o xamanismo, pois desde algum tempo este tema entrou para o clube dos assuntos: "da moda" que se tem um lado positivo de ser mais divulgado e conhecido, tem o lado ruim de ser abordado com muito superficialismo.


Existem dois momentos no xamanismo. Você pode estudar o xamanismo, participar de cursos e vivências onde o conhecimento xamânico lhe dá ferramentas para melhor viver, lhe ajuda a lidar melhor com essa instigante e complexa aventura chamada vida. É como uma pessoa fazendo um curso com um nutricionista. Vai aprender a usar melhor o alimento, a descobrir uma dieta adequada a sua realidade orgânica e aos gastos que tem com seu estilo de vida. Mas ao fazer um curso desses a pessoa não sai formada em nutrição, ela está aproveitando dos conhecimentos dessa área para viver melhor. Da mesma forma ninguém se torna xamã porque fez um curso.


Não existem cursos de formação de xamãs, se você fez algum ou foi convidado para fazer muito provavelmente está sendo grosseiramente enganado.


O xamanismo é um caminho e como todo caminho não pode ser plenamente definido e compreendido a menos que seja trilhado. E tornar alguém xamã é trazer essa pessoa para dentro de uma egrégora, uma egrégora milenar , pois o xamanismo é uma tradição milenar que de forma direta e ininterrupta veio até nossos dias. Assim o trabalho árduo de tornar-se um xamã é algo que exige anos de dedicação, só possível por um contato pessoal e constante com a tradição e seus guardiães.


Menos de 30 anos direto de estudo e práticas não criam a mudança necessária para um xamã pleno. Por isso sempre digo que sou um aprendiz de xamanismo, não um xamã pleno, que é outro estágio bem mais complexo. Pois há uma diferença muito grande entre estudar um caminho, conhecer um caminho e trilhar um caminho. Existem dois ramos do xamanismo quanto a iniciação de novos membros da linhagem. Em um deles o iniciador escolhe ou aceita quem lhe procura por seus próprios critérios. Noutro, do qual faço parte, só é aceito um nova aprendiz se "sinais", "augúrios" confirmam que a pessoa está de fato pronta para trilhar o árduo caminho do xamanismo.


Antes de mais nada temos que lembrar que o xamanismo é oriundo de povos nativos, que viviam em estreita relação com a natureza, logo o primeiro passo para lidar com o xamanismo é recuperar esse elo com a Vida e com a Natureza, especialmente com a Mãe Terra, elo esse que está enferrujado, atrofiado na maioria dos seres urbanos de nosso tempo. Existem muito meios de se iniciar a senda do xamanismo. Existem visões fortes ou acontecimentos incomuns que marcam alguém e revelam a um xamã já iniciado que a Fonte de Tudo está apontando aquela pessoa para ser um aprendiz. Este método é considerado o mais adequado pois evita que preferências pessoais interfiram no processo e garantem que a continuidade do conhecimento está sendo determinada por um estância de força superior, que vai portanto "cuidar" e " auxiliar " o aprendiz.


Outra forma comum de se aproximar do caminho xamânico é chamado de "doença do xamã". Sem nenhuma causa detectável uma pessoa adoece ou cai em depressão profunda, perde a vontade de viver. Então descobre-se que ela tem a doença do xamã. Ela encontra um xamã e então este tem algum sinal que deve, não apenas curar, mas também fazer daquela pessoa herdeira e continuadora de seus conhecimentos. Um processo inciático tem início então e um ser humano vai começar a fascinante aventura de abandonar os limites da condição humana e partilhar com entes e deuses, com seres de outras linhagens de evolução vivências que o levarão a ser de fato "além do humano". Um xamã pode ser um curador, um contador de história, um guerreiro ou um caçador. Pode dançar para expressar o poder, cantar e tantos outros aspectos da arte, alguns inclusive impossíveis de serem descritos ao ocidental civilizado que desconhece a riqueza do mundo no qual os nativos viviam.


Existe uma diferença entre um curandeiro e um xamã curandeiro. Lidar com ervas por exemplo. Um curandeiro lida com ervas por ter herdado este saber de outro herbolário, ele "estudou" o saber que domina. Um xamã "fala" com o espírito das plantas, ele pode entrar em qualquer mata ou floresta e vai saber para que cada planta serve, mesmo que nunca tenha aprendido nada sobre elas, as plantas lhe contam sobre suas virtudes terapêuticas. Um xamã é um intermediário. Ele vive simultaneamente neste mundo e em mundos outros que não este. Tornar-se um xamã é ampliar de forma incompreensível ao civilizado, as capacidades perceptivas normais.


Vivemos num mundo muito vasto, como uma grande cebola, cada camada é um mundo diferente, com seres diferentes, com forças diferentes atuando. Em nosso mundo temos 3 reinos principais perceptíveis (não vou considerar aqui reinos como o monera ou fungi da biologia moderna deixando os mesmos na classificação geral de animais e plantas, mas num estudo mais profundo precisaríamos estudar o vírus, inclusive porque alguns xamãs atribuem um papel importante no desequilíbrio da raça humana pelo contato e domínio desses seres, para alguns xamãs nos tornamos vetores de vírus e nosso comportamento é virótico e não de mamíferos, isto foi brilhantemente colocado no filme Matrix, mas é tema para outro momento.)


O reino mineral é para nós, em nosso estado "normal" de consciência inerte e chega-se a dizer que não está vivo.


Dentro do conceito orgânico de vida deveríamos dizer, mas o fato é que pedras, minerais tem seu nível de consciência próprio e podem ser "acessados" pelo xamã em seu trabalho.


As plantas tem outro nível de consciência e é interessante como o fato de tal nível de consciência não ser tão perceptivo aos seres humanos encontramos certas linhas que defendem um vegetarianismo como algo "superior" ao regime carnívoro. O fato de não ouvirmos os lamentos de uma planta ao ter sua vida ceifada apenas permite que não percebamos que o fato de que sempre há uma vida sendo sacrificada para que outra continue.


Fosse uma alface ou um boi, ambos sonhavam em ter mais um por do sol, mais uma chuva, mais um céu estrelado e a forma de honrar a vida que se foi para que a nossa fosse alimentada é usando nosso dom da vida de forma plena e recompensadora.


Assim um(a) xamã tem aliados na natureza, pois ele (a) é parte da natureza e tem em si todas as forças , está ligado(a) a todas as forças circundantes.


Um (a) xamã tem um mineral ou pedra de poder, um tipo de pedra ou mineral que serve de "base" para seu trabalho, que o energiza, onde seu poder se "assenta".


Tem também uma planta de poder, uma planta que é sua "companheira e apoio" no mundo da magia.


Um xamã que tenha um eucalipto como planta de poder, por exemplo, vai poder sempre restaurar a energia gasta em seus trabalhos ou ampliar a sua ainda mais quando dormir encostado ou dependurado numa árvore dessa. Se tiver seu poder bem desenvolvido quando chegar numa região receberá informações que precisar sobre a mesma, dos seus "aliados" eucaliptos.


Se se perder num lugar, precisar passar a noite num ponto desconhecido, basta encontrar uma árvore da mesma espécie da sua de poder e ela o guardará eprotegerá.


E então chegamos no animal de poder.


Este tema é muito importante, mas mais importante é entender que numa iniciação xamânica completa o (a) aprendiz começa descobrindo seu mineral ou pedra de poder, que lhe dá base, depois sua planta de poder, que vai lhe "religar " a Terra, vai ajudar a nós, seres móveis, encontrar um enraizamento não estático em relação a mãe Terra e só então poderá encontrar plenamente seu animal de poder.


Encontros fortuitos podem ocorrer antes por diversas razões, mas apenas ver e saber qual é seu animal de poder não quer dizer que ele esteja integrado a sua realidade existencial plena.


Sabemos intelectualmente de tantas potencialidades nossas e no entanto isso não quer dizer que as tenhamos plenamente manifestas em nossas vidas e atuantes.


Hoje é moda ir a uma jornada xamânica de fim de semana ou menos que isso e ter "viagens" onde o animal de poder se apresenta.


Eu vejo que nisso pode existir fantasia sem fim se não for corretamente desenvolvido.


O trabalho de aproximação do animal de poder exige um rito, pois não é a mente que vai atrair o animal de poder e a mente aqui pode fantasiar, não captar a realidade.


Vejam que tais práticas vem de um povo com outros paradigmas culturais, assim temos que ter cuidado para compreender o que é realmente um animal de poder.


Um animal de poder é a expressão da força de um xamã dentro de outro reino.


Assim como nós "temos " um animal de poder ele nos "têm" .


É uma troca justa , há um equilíbrio de poder aqui e a partir do momento que nós despertamos este elo ambas as partes passam a ter um grande responsabilidade.


Pois assim como podemos evocar nosso animal de poder para certas "ajudas" ele também pode nos chamar para auxiliá-lo em sua esfera.


O ocidental civilizado se aproxima da idéia de animal de poder com sentimento de posse e uso como faz com tudo.


Pensa que o animal de poder é mais um item, mais um acessório que ele tem para usar, que ele pode comprar como tenta comprar tudo a sua volta.


Mas não tem nada disso nessa relação é outro caminho outra abordagem que leva ao reino do animal de poder.


Um animal de poder é um batedor e um guia do (a) xamã em outros mundos, é uma fonte de força constante para o (a) xamã.


A relação entre um xamã e um animal de poder é muito complexa para ser descrita em palavras e deve ser abordada com todo cuidado e discernimento, pois muitos xamãs chegam a morrer quando seu animal de poder é ferido ou morto.


O mais importante, nada mais tolo que revelar aos quatro ventos seu animal de poder. Entre os xamãs isso é um segredo muito bem guardado só partilhado dentro de seu clã.


O xamanismo é um campo feroz, onde verdadeiros combates podem ser travados e assim como um homem pode prender e escravizar outro homem um xamã deturpado pode também capturar o animal de poder de outro resultando em desequilíbrio e doença para a vítima.


Aí vem a questão: pessoas não xamãs tem animais de poder?


Sim e podem aprender a se sintonizar com os mesmos e usufruir de todo poder que isto representa, principalmente em termos de saúde e força de decisão.


O importante é que a abordagem seja feita de forma sensata e dentro de uma prática efetiva para evitar fantasias que só atrapalham o processo.


Só pode ajudar alguém a achar seu animal de poder quem tem o seu bem estabelecido e forte.


Pode-se chegar sozinho ao animal de poder?


Sim, é possível.


O animal de poder pode inclusive te procurar antes de vc procurá-lo o que é considerado um presságio forte para quem isso ocorre que a condição de xamã lhe é acessível.


Todos(as) podem ser xamãs?


Eu respondo perguntando:


Todos podem ser artistas?


Todos podem estudar violão, piano, canto, pintura, mas uns tem as habilidades e outros não o que não impede que todos usufruam da arte, para o xamanismo vale o mesmo.


Assim o tema animal de poder é vasto e está ligado a outros correlatos dentro desse campo vasto e complexo que é o xamanismo.


Espero ter deixado alguns temas para meditação.


Nuvem que passa