A Serpente Emplumada

sábado, 30 de junho de 2012



A verdadeira história de Judas Iscariotes ou Judas, o homem de Cariot, fiel discípulo de Jesus que teve a terrível missão de entrega-lo a morte, confira através do download gratuito do livro O vôo da Serpente Emplumada, de Armando Cosani.

Judas, discípulo de Jesus, talvez seja uma das figuras mais injustiçadas de todas a história, prova disso encontra-se no evangelho de Judas, evangelho apócrifo encontrado nos anos 70 e que narra os últimos dias de Jesus pelo ponto de vista de seu algoz, do "Traidor", daquele que vendeu o mestre por 30 moedas de prata.

O livro o Vôo da Serpente Emplumada narra a história de Judas, o homem de Cariot, discípulo querido de Jesus que recebeu a maior e mais dura de todas as missões, entregar seu mestre para que este pudesse se sacrificar pela humanidade e salvar os homens dos pecados.

Disponibilizamos para download gratuito o livro O Vôo da Serpente Emplumada, do autor Armando Cosani, escritor e correspondente Argentino que teve a grata oportunidade de encontrar um homem misterioso que o ajudou e que narrou uma história maravilhosa, sem precedentes com um único objetivo, levar Luz sobre Judas.

http://www.esoterikha.com/livro-o-voo-da-serpente-emplumada-historia-de-judas.pdf

Apaixonadamente

Hino recebido em 30/06/12, dia do Sol no Via Tarot

Entreguei-me à disciplina
Apaixonadamente
Abraçei esta doutrina
Tão devota mente
Neste sumo prazer
pétalas em todo o meu ser
Esquecido da ilusão
Vi brilhar meu coração
Minha mente floresceu
Em plena iluminação
Me trazendo o entendimento
Deste supremo momento
Estremeço em contemplação
Dentro desta união
E saúdo Deus em mim
E em todos meus irmãos.

F.A.

obs: dedicado aos irmãos e irmãs da Aurora da Vida, espaço sagrado onde se oficia o Santo Daime.

A caverna de Platão

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sair da caverna não é nada platônico, é plutônico!

F.A.

Vento, Ventania

sábado, 23 de junho de 2012

Primeiro foi a brisa.

Leve pela tarde, errante, como quem tem em si foco e objetivo, trilhando os caminhos apenas pelo prazer de trilhar.

Brisa leve, fresca, era o fim de tarde que nela cavalgava, chegando com seu poder e revelando que os quatro cantos do mundo, os quatro elementos, os quatro totens que guardam e sustentam esse céu , tem em cada ser humano, em cada mulher e homem vivente uma expressão de seus próprios poderes.

A grande aranha dourada teceu sua teia da vida de tal forma que tudo se interliga, tudo está inter-relacionado, somos uma teia viva e dinâmica de eventos, há algo que anima tudo isso, chamamos, sem entender do que falamos, essa força animadora de VIDA.

A brisa se intensifica, deixando aquela agradável sensação que temos quando o perfume da mata profunda, que tal brisa nos traz, entra com a respiração, magia, respiração, em nós.

Quando inspiramos partilhamos do sentido do mundo, nos enchemos com o AR, o vento é seu cavalo, em seu dorso cavalga o AR com seu poder , com sua magia.

Inspire e esteja aí, onde o ar entrou, dentro de si mesmo.

Sim em si mesmo está a fonte, a magia, tudo que vc pode precisar.

Segure o ar, sinta seu corpo absorvendo o ar, ele entrando nos pulmões, entrando na corrente sangüínea, fluindo por todo seu corpo.

Expire e deixe o ar ir embora, fique vazio.

Vazio, pare um pouco, fique sem ar, veja quanto tempo aguenta, treine, não seja só um leitor.

A magia do Arco-Íris, de Bifrost, não convidou apenas tua mente lendo essa mensagem.

Sua mente vai embora um dia, vc precisa de algo mais amplo.

Precisa existir em si. EI ! (imagine um grito!) Lembre de você!

A brisa sopra mais forte e agora é vento.

O vento é intenso, a brisa da tarde se tornou um vento forte que cada vez mais intenso sopra na mata.

Folhas dançam, sol brilha forte, os rios correm, as pedras continuam seu caminho, lento, sábio.

O vento é ainda mais forte é VENTANIA!

Vento forte em uma trilha de poder, uma clareira com sua fogueira ao redor da qual aqueles e aquelas que trilham o caminho guerreiro do Xamanismo possam se encontrar.

Com foco plenitude, fazendo de cada linha escrita um exercício de implacabilidade, astúcia, paciência, gentileza.

Com sobriedade partilhar os profundos questionamentos que tomam nosso ser quando nos vislumbramos mistérios entre mistérios.

Quando de fato nos tornamos cientes do que somos e do que podemos ser.

Quando percebemos nossa efemeridade, efemeridades que incidem neste plano da realidade para um brilho rápido, que em extensão é tão curto mas que pode ganhar uma intensidade inenarrável.

Intensidade, está é a chave da diverença entre a Brisa que soprava à tarde e a VENTANIA.

Quando cai a tempestade e tem VENTANIA, o caçador raio, seu irmão trovão, irmã mais velha chuva, jogam um jogo de poder.

A tempestade apaga o fogo mas o Raio continua firme.

E é ele que pode cair novamente na Terra para reascender o fogo que foi apagado, o fogo do conselho onde antes trocávamos nosso saber.

Raio, Fohática força.

Por bites, por combinações de 0 e 1, de Silêncio e Existência nos comunicamos na dimensão virtual.

Nossa casa não tinha teto, hoje não tem paredes.

Aqueles que ainda voam e conhecem o segredo de se deslocar entre os mundos saberão se encontrar.

Os que sabem que a era da Máscara de Jade se foi. Assim como tudo que teve começo teve seu fim.

Antes o Fogo, um dos níveis de Kundala era nosso elo de contato.

Agora Fohat, eletricidade nos põem em sintonia.

Atentem para essa peculiaridade dessa nova forma de contato, ela é Fohática.

Canalizamos o Raio, para que o Fogo se acenda novamente.

Para que os Quatro Totens sejam de novo plenos em seu poder.

A lista está aberta para os que desejam restaurar Bifrost , para que os Deuses e Deusas voltem a viver entre nós.

Quiçá descubramos que somos nós mesmos tais divindades e deixemos a vida de escravos e robôs.

Liberdade é o que buscamos, no mais profundo e pleno sentido deste termo.

Um sentido que só é compreendido a quem já traz essa chama em seu peito. Que já tem esse brilho em seus olhos.

Por isso o nosso toque de tambor tem um tom e embora todos sejam bem vindos há uma nação a quem esta lista é dirigida, para ela foi criada e em seu benefício pretende agir.

A nação Arco Íris, cumprindo antiga profecia das culturas nativas:

"Quando o rio e o ar estiverem sujos, quando o ser humano houver se perdido completamente da linha da vida, quando os animais estiverem ameaçados, as ancestrais árvores cruelmente abatidas, quando a doença e a tristeza estiverem dizimando o povo vermelho virá uma nova nação, uma nova tribo.

Serão em grande número, surgiram de onde não se espera.

Virão em muitas montarias, sua magia diferente, terão artes que desafiarão a compreensão.

Serão de muitas cores, por isto essa Tribo será conhecida como Tribo do Arco-Íris, eles virão quando o fim parecer certo, eles virão e curarão a Terra."

Uma lista, uma térmica ascendente onde os urubus possamos ensinar a ir mais e mais ao alto em nosso vôo, em nossa Orubós.

Boas vindas!

Que os quatro ventos do mundo se unam aos quatro ventos cibernéticos.

Convido a soltarem sua pipas virtuais, para que os ventos com elas brinquem.

Que a Ventania seja sempre forte em seu caminho apoiando seu vôo, rumo a seus próprios e auto-definidos objetivos.

Nuvem que passa - Júlio César Guerrero

Data: Seg Abr 3, 2000 12:28 am
Assunto: Ventania

Ritos de Passagem

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A civilização na qual estamos inseridos tem algumas falhas estruturais no quesito levar cada ser humano ao atingir de sua maturidade moral e intelectual.

A grande maioria dos seres humanos é levada a viver num estado que nem mesmo imaturo podemos chamar, pois é tal a anulação das vontades individuais, tal a inexistência de propósitos gerados a partir da singularidade que somos, é tão rara a nossa presença no aqui e agora, tal nossa dissolução em passados frustados ou futuros ansiosos, que chamar de imaturo este estado é muito, pois máquinas robotizadas e hipnotizadas nem mesmo imaturas são.

Os seres humanos foram tornados peças de uma vasta engrenagem, onde atuam como extensão biológica das máquinas diversas, geradas para manter o poder de poucos sobre muitos.

A liberdade fundamental acessível aos seres humanos, a liberdade de realizar sua singularidade existencial é negada aos seres humanos de formas diversas e agora, com o poder tecnológico existente, está sendo negada a outras espécies, com a crescente ação destruidora sobre o meio que esta civilização realiza.

Experimentem observar mapas de vegetação em várias áreas do mundo e observar como a destruição das matas nativas aumenta neste último ciclo, chamado de Era Industrial.

Notem o exemplo da Mata Atlântica.

Os animais extintos, agora enquanto escrevo estas linhas, mais tarde, nos vários tempos e espaços que estas linhas estarão sendo lidas, extinção de espécies poderão estar acontecendo.

Procure sentir o mundo a sua volta, não apenas racionalizar sobre ele, mas sentir.

Quando estamos sensíveis a natureza percebemos que ela tem ciclos, que as flores e os frutos, as folhas em certas árvores, vem e vão, num ciclo.

Há momentos que marcam essas mudanças.

Nos equinócios e solstícios sabemos que um ciclo atingiu seu apogeu e depois ele irá visitar sua outra condição, como no Tao quando o Yin chega ao seu máximo mergulha na semente do Yang que traz em si, da qual também brotará quando o Yang atingir seu clímax.

Sabemos que após o solstício de inverno o frio chegou ao limite, a noite mais longa do ano depois começa de novo a volta da luz solar.

Para nós neste país tropical é bem mais a luminosidade que nos toca, mas em países mais afastados do equador o calor também é algo que fica bem claro em sua volta.

No equinócio o dia e a noite ficam iguais, o momento de equilíbrio, é a primavera chegando depois do inverno.

Noto que em grande parte da região sul e sudeste do Brasil a chegada da primavera é principalmente a chegada das águas, mais que a ausência de frio, que marca a volta da Vida.

Notem que este dado é de grande importância para estudarmos os ritos de passagem.

Onde estamos, nos nossos ciclos naturais, a Terra, o Ser consciente no qual vivemos, sente a volta da primavera como a volta da umidade, que alimenta e o calor desperta a semente que dorme no seio da Terra.

Então, dia após dia, a claridade chega mais cedo e vai embora mais tarde.

Os dias são maiores.

Os tuns, como chamavam os Maias cada ciclo do nascer ao pôr do sol.

Sinto que o dia se abre com o sol nascendo e se fecha ao pôr do Sol.

Sentir durante o dia o caminho do Sol é uma prática que aumenta muito nossa energia existencial.

Somos o amálgama do poder do Sol e da Terra em nosso corpo sensível.

Assim como o corpo de energia é feito em primeira estância com matéria oriunda das emanações dos astros, por isso corpo ASTRAL na literatura de certas escolas alquímicas e mágicas.

O tema foi depois adulterado, ficando astral para um nível, um orbital do todo que é o corpo de energia.

A idéia de sete corpos e sete planos da Teosofia, em sua versão original era de uma sutileza ímpar.

Depois se tornou adulterada, quando passou a ser lida dentro de paradigmas estranhos a sua essência, oriundos desta civilização que linhas atrás citávamos como robotizante e limitante do nosso potencial perceptivo.

Portanto para meditarmos sobre ritos de passagem precisamos evocar a idéia de passagem, de transformações, como estávamos fazendo agora, tecendo comentários sobre os ciclos.

Nossa vida também é marcada por ciclos.

Temos ciclos nos quais estamos diluídos na existência e pouco a pouco vamos adquirindo uma singularidade, que pode brotar de nosso próprio interior ou ser apenas resultado da programação exercida pelo meio.

Os ritos de passagem eram uma forma que várias civilizações usavam para marcar certos momentos de profunda transformação na jornada de um ser humano.

Homens e mulheres tem uma longa trilha até atingirem a completude de seus seres.

A lagarta brota do ovo, recolhe-se no casulo e então surge borboleta.

Profunda em si, plena, a tensão sutil do casulo fortalece as asas que dele brotam.

Também nós brotamos de nós mesmos várias vezes numa vida, mas pouco disso percebemos pois faz parte do aparato que restringe a percepção humana prender todos (as) numa abordagem linear da realidade.

A complexidade da vida quando deixamos de ter uma participação linear e nos tornamos co- participativos, co-criativos frente a realidade com a qual interagimos dinamicamente.

Esta forma de lidar com o mundo muda nosso senso de identidade.

Deixamos de nos identificar com os modelos prontos que nos deram para interpretar a realidade.

Podemos usar esses modelos prontos, a dita cuja realidade e nela treinarmos nossas habilidades fundamentais.

Assim usando a realidade na qual já estamos "travados" como campo de treino no desenvolver de uma atenção plena, de um estar aqui e agora sem nenhum medo ou culpa, no presente, inteiros (as), sentindo a música da vida, dançando a dança do existir, a Eternidade por parceira.

Celebrar os momentos nos quais nos transformamos é uma forma de fortalecer os momentos nos quais agimos com foco, consciência, presença no aqui e agora, num aqui e agora que marcou uma alteração profunda na forma de interagir com a realidade.

Os ritos de passagem entram nessa categoria de celebração que nada adoram, nada suplicam, nada "dominam".

Os ritos de passagem são momentos de celebração, de uma fase que se vai, de uma vitória existencial e de uma fase que se inicia, um desafio existencial.

E num estado de espírito de harmonia com a fase que se foi, um desgrudar-se de toda e qualquer energia que os eventos e pessoas envolvidos nesta fase podem ter deixado em ti, recuperar toda a tua própria energia que ficou dissipada em pessoas e eventos e com integridade seguir em frente, rumo ao desafio.

Celebrar esses ritos é afinar a consciência individual com a totalidade da qual faz parte, mas ressaltando também sua singularidade.

A questão de sermos singularidades, imersas e túrgidas da Eternidade que nos faz existir e ainda assim, singulares.

A pretensa singularidade do conceito de "eu" hoje vigente é uma singularidade apartada da vida e da natureza, o que gera seres sem visão sistêmica, capazes de levar a Vida ao desequilíbrio e ameaça de destruição total que é realidade pouco percebida pelos(as) hipnotizados(as) que se chamam civilizados(as).

A singularidade a qual me refiro é outra, é uma singularidade que se sabe existente, uma percepção que tem consciência de si como ente perceptivo.

Assim sendo, como um ente perceptivo, um núcleo partícula/onda de percepção pura pode de alguma forma crer-se apartado de qualquer coisa que seja que está a sua volta.

Sensível, ressonante, quando estamos neste eixo, que como o da roda da carroça se revela em cada ponto do aro da roda que toca no solo.

O caminho rumo ao despertar, desabrochar e o entrar em plena atividade destas dimensões outras de nossa realidade interior, a qual tivemos por esta era que se finda, o acesso negado é um caminho árduo, mas não sofrido, como um artista ou atleta dedica-se com afinco, sem sofrer com isso, pois o fato de ter metas faz de quem trilha um caminho, um treino e não algo que lhe acontece apenas agitando uma paranóica vida de ansiedades.

Os ritos de passagem surgem como ritos que reatualizam o mito, pois viver miticamente sua própria existência é algo que nos coloca sobre efeito de leis bem mais amplas e interessantes que as geradas por sistemas que buscaram pelos últimos séculos apenas dominar, subjugar, converter e escravizar.

Nossos sistemas "oficiais" de pensar e sentir a realidade estão impregnados dessas travas, que limitam e condicionam as pessoas a serem menos que elas mesmas, a não mais fazer história, apenas sofrer a história.

Um novo pensar, um novo sentir é o que urge desenvolver não só no organismo coletivo da humanidade como, antes de mais nada e como caminho para tal meta, em nós mesmos.

Os ritos de passagem apresentam outra forma de lidar com nossa vida.

Ao invés de ficarmos contando anos, obedecendo calendários propositadamente deturpados, podemos sentir o fluxo da Vida de uma forma mais ampla e real em nossa existência.

Os ritos de passagem fazem parte dos paradigmas fundamentais dos povos que estiveram como guardiães desta antiga sabedoria, de ancestral cultura global que existiu, que soçobrou há inexatos 10.000 anos atrás.

Sempre lembrando que este conceito de tempo tem mais da sua fantasia e imaginação que de realidade quando o interpreta.

Vou enviar uma seqüência de mails sobre esta questão dos ritos de passagem para meditarmos em conjunto sobre o Tema.

Nuvem que passa

Entrevista com Bob Dean e Clifford Stone - 4ª parte

segunda-feira, 18 de junho de 2012

4ª parte de interessante entrevista de dois ex-militares estadunidenses, dada ao Projeto Camelot, abordando o tema da tecnologia secreta, das experiências tecnológicas levadas a cabo por humanos (elite no poder) e extraterrestres, enquanto a humanidade ainda fica presa a tecnologia do século passado de natureza poluente e destruidora do meio-ambiente.

Como a massa da humanidade é fascinada por entretenimento barato e pelo circo repetitivo da mídia corporativa temas como este são vistos como especulação fantástica quando a realidade torna-se mais incrível que a própria ficção no testemunho de dois grandes homens:

Uma Guardiã da Tradição Maia

VOVÓ MARGARITA – Uma Guardiã da Tradição Maia

Entrevista a Vovó Margarita: “A morte nao existe”… “Quando quero algo peço a mim mesma”

Entrevista a uma sábia guardiã da tradição maia, faço a tradução para o português.
Ima Sanchez. Publicado em ‘La Contra’, jornal La Vanguardia(Espanhol)

A Vovó Margarita, curandeira e guardiã da tradição maia, se criou com sua bisavó, que era curandeira e milagrera. Pratica e conhece os círculos de dança do sol, da terra, da lua e a busca de visão. Pertence ao conselho de idosos indígenas e se dedica a semear saúde e conhecimento em troca da alegria que isso produz, porque para sustentar-se segue cultivando a terra. Quando viaja de avião e as aeromoças lhe dão um novo copo de plástico, ela se aferra ao primeiro: ‘Não jovem, que isto irá parar a Mãe Terra’. Resume sabedoria e poder, é algo que se percebe com nitidez. Seus rituais, como gritar a terra o nome do recém nascido para que reconheça e proteja seu fruto, são explosões de energia que faz bem a quem presencia; e quando te olha aos olhos e te diz que somos sagrados, algo profundo se agita.

Ela nos diz: ‘Tenho 71 anos. Nascí no campo, no estado de Jalisco (México), e vivo na montanha. Sou viúva, tenho duas filhas e dois netos de minhas filhas, mas tenho milhes com os que pude aprender o amor sem apego. Nossa origem é a Mãe Terra e o Pai Sol. Vim a Feira da Terra(no dia da Terra) para recordar o que tem dentro de cada um.’

-Onde vamos depois desta vida?

-Ui minha filha, ao desfrute! A morte não existe. As morte simplesmente é deixar o corpo físico, se quer.

-Como que se quer…?

-Te pode levar. Minha bisavó era chichimeca, me criei com ela até os 14 anos, era uma mulher prodigiosa, uma curandeira, mágica, milagrosa. Aprendi muito dela.
-Já se vê em Você sabia, avó.

-O poder do cosmos, da terra e do grande espírito está aí para todos, basta tomar-lo. Os curandeiros valorizamos e queremos muito os quatro elementos (fogo, água, ar e terra), os chamamos avôs. A questão é que estava uma vez em Espanha cuidando de um fogo, e nos pusemos a conversar.

-Com quem?

-Com o fogo. ‘Eu estou em ti’, me disse. ‘Já sei’, respondi. ‘Quando decida morrer retornará ao espírito, por que não te levará o corpo?’, disse. ‘Como faço?’, perguntei.

-Interessante conversação.

-’Todo teu corpo está cheio de fogo e também de espírito – me disse -, ocupamos o cem por cem dentro de ti. O ar são tuas maneiras de pensar e ascendem se é ligeiro. De água temos mais de 80%, que são os sentimentos e se evaporaram. E terra somos menos de 20%, que te custa carregar com isso?’.

-E para que quer o corpo?

-Pois para desfrutar, porque mantém os cinco sentidos e já não sofres apegos. Agora mesmo estão aqui conosco os espíritos de meu marido e de minha filha.

-Olá.

-O morto mais recente de minha família é meu sogro, que se foi com mais de 90 anos. Três meses antes de morrer decidiu o dia. ‘Se eu me esqueço -nos disse-, me recordem’. Chegou o dia e lhe recordamos. Tomou um banho, colocou uma roupa nova e nos disse: ‘Agora me vou a descansar’. Se deitou na cama e morreu. Isso o mesmo posso contar de minha bisavó, de meus pais, de minhas tias…

-E você, avó, como quer morrer?

-Como meu mestre Martínez Paredes, um maia poderoso. Se foi a montanha: ‘Ao anoitecer venham por meu corpo’. Se ouviu cantar todo o dia e quando foram a buscar, a terra estava cheia de pisadas. Assim quero eu morrer, dançando e cantando. Sabe o que fez meu pai?

-Que fez?

-Uma semana antes de morrer se foi a recolher seus passos. Recolheu os lugares que amava e a gente que amava e se deu o luxo de despedir-se. A morte não é morte, é o medo que temos a mudança. Minha filha me está dizendo: ‘Fala de mim’, assim que vou a falar dela.

-Sua filha, também decidiu morrer?

-Sim. Tem muita juventude que não pode realizar-se, e ninguém quer viver sem sentido.
-Que merece a pena?

-Quando olha aos olhos e deixa entrar ao outro em ti e você entra no outro e te faz UM. Essa relação de amor é para sempre, aí não tem aborrecimento. Devemos entender que SOMOS SERES SAGRADOS, que a Terra É NOSSA MÃE E O SOL NOSSO PAI. Até há pouco tempo os huicholes não aceitavam escrituras de propriedade da terra. ‘Como vou a ser proprietário da Mãe Terra?’, diziam.

-Aqui a terra se explota, não se venera.

-A felicidade é tão simples!, consiste em respeitar o que somos, e somos terra, cosmos e grande espírito. E quando falamos da mãe terra, também falamos da mulher que deve OCUPAR SEU LUGAR DE EDUCADORA.

-Qual é a missão da mulher?

-Ensinar ao homem a amar. Quando aprendam, terão outra maneira de comportar-se com a mulher e com a mãe terra. Devemos ver nosso CORPO COMO SAGRADO e saber que o sexo é um ato sagrado, essa é a maneira de que seja agradável e nos encha de sentido. A vida chega através desse ato de amor. Se banaliza isso, o que ficará? Devolver o poder sagrado a sexualidade muda nossa atitude ante a vida. Quando a MENTE SE UNE AO CORAÇÃO TUDO É POSSÍVEL. Eu quero dizer algo a todo o mundo…

-…?

-Que podem usar o poder do GRANDE ESPÍRITO no momento que queiram. Quando entenda quem é, teus pensamentos se farão realidade. Eu, quando necessito algo, peço a mim mesma. E funciona.

-Tem muitos crentes que rogam a Deus, e Deus não o concede.

-Porque uma coisa é ser “pedinte” e outra, ordenar-te a ti mesmo, saber que é o que necessita. Muitos crentes se voltam dependentes, e o espírito é totalmente livre; isso se tem que assumir-lo. Nos ensinaram a adorar imagens em lugar de adorar-nos a nos mesmos e entre nos.

-Enquanto não te harte de ti mesmo.

-Devemos utilizar nossa sombra, ser más ligeiros, afinar as capacidades, entender. Então é fácil curar, ter telepatia e comunicar-se com os outros, as plantas, os animais. Se decide viver todas tuas capacidades para fazer o bem, a vida é deleite.

-Desde quando sabe?

-Momentos antes de morrer minha filha, ela me disse: ‘Mamãe, carga teu sagrado cachimbo, tem que compartir tua sabedoria e vai viajar muito. Não tema, eu te acompanharé’. Eu vi com muito assombro como ela se incorporava ao cosmos.
Experimenté que a morte não existe. O horizonte se ampliou e as percepções perderam os limites, por isso agora posso ver-la e escutar-la, crê possível?

-Sim.

-Meus antepassados nos deixaram aos avós a custodia do conhecimento: ‘Chegará o dia em que se voltará a compartir em círculos abertos’. Creio que esse tempo chegou.

fonte: http://templodecura.wordpress.com/2012/05/25/a-sabedoria/

A Estrela da Manhã

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Exu que até hoje crucificam
Como Jesus que muitos glorificam
Não sabem o que estão fazendo
Falam de Exu, lhe maldizendo

O mestre foi crucificado
por nós a quem foi destinado
Pilatos, Judas, Caifás
Distorceram Exu em Satanás

Nosso Divino Pai Eterno
É um Fogo Devorador
Seu Axé foi quem criou
Laroiê, Sagrado Defensor

O Seu nome tem um mistério
Da cruz de Santo André
Onde EU fui purificado
Por amor de Jesus de Nazaré

Exu, rei-senhor da encruzilhada
Sem Exu não se pode fazer nada
Magia entre a luz e a escuridão
Tu és nosso nobre guardião

Divino encanto que seduz
Com braço forte nos conduz
Tu és o mistério do Astral
Além do bem ou do mal

Portador do fogo-luz
Orixá, mensageiro de Jesus
Nos permita despertar
A Serpente Sagrada de Oxalá

É Mojubá, Laroiê, estrela do amanhecer.

F.A.

Em Apocalipse 22:16

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente ESTRELA DA MANHÃ.

Mateus 13

9 Quem tem ouvidos, ouça.
10 E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
11 Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
12 pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.
14 E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis.
15 Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.
16 Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

Humanas ânsias

terça-feira, 12 de junho de 2012

Não deve ser à toa que de todas as humanas ânsias a arrogância e a petulância façam rima com a ignorância - F.A.

Transformar

A morte é a companheira,

dizem os naguais.

É um relacionamento difícil,

como soa ser todos os demais,

pois se morre um pouco de mim,

nasce um pouco de outro,

e acabo sem me reconhecer,

pois só me reconheço no outro,

neste morrer.

F.A.

Fazer

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Não tem a menor importância o quanto se sabe, o que importa é fazer o que deve ser feito com o que se sabe, mesmo que seja quase nada. Isto é tudo, pois confere aquilo que os xamãs guerreiros chamaram de poder pessoal - F.A.

O poder surpreendente dos homens bons!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os antigos alquimistas possuem uma frase hermética:

A água é o habitáculo do fogo.

Um homem chamado John Kanzius prova isto e descobre uma fonte inesgotável de energia.

Um cientista procurando a cura para o câncer através do uso de frequencias específicas sem prejudicar o corpo, descobre como produzir energia através da água salgada do mar, abrindo a possibilidade, e esta é mais uma descoberta entre outras tantas, de termos combustível abundante, barato e não poluente. Homens como esse deveriam ganhar milhões através de patrocínios públicos e privados em lugar de atletas que a despeito de seu talento não podem dar a contribuição criativa que um invento deste naipe é capaz de oferecer para o bem de todo o planeta. Homens como esse merecem ser aplaudidos de pé por toda a humanidade num grito uníssono de triunfo! Mas os interesses corporativos deste mundo poderão ser superados em prol de um bem maior?

Tempo

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A dor é filha do tempo
Ansiedade é a dor do tempo que vem
Remorso é a dor do tempo que vai
Saudade é a dor-prazer do que tempo que foi
Paixão é a dor-prazer do tempo que é
Na felicidade não há tempo.
No nirvana não há tempo – F.A.