Lembrar

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Foi a partir do erro que encontrei o caminho. Abençoado erro! Minha tarefa, portanto, requer uma atitude fundamental: lembrar de mim mesmo para não repetir-me, para não repetir o erro.

Abençoado seja o erro que se sabe!

Em meio ao mundo, em meio as pessoas e as máquinas-humanas devo lembrar de mim mesmo, não me repetir, só assim terei alguma chance de escapar do sistema que transforma humanos em máquinas.

Esta é uma tarefa pessoal, única, intransferível, diária, perpassada pela solitude, pois trata-se de sair da massa e cultivar a lembrança que conduz à consciência. A solitude não implica numa atitude anti-social, antes é o cultivo de uma autêntica individualidade, aquela individualidade que culmina na criação de uma alma de verdade.

Quando apesar de todo o burburinho a mente brilhar em paz, suspenso de todo o julgamento e com o corpo perfeitamente relaxado, saberei que tornei-me eu mesmo, uma alma, chama alimentada pela calma mesmo diante do vento, o templo da presença Eu Sou.

Tudo já foi dito.
Basta agora continuar repetindo.
Não para que me ouçam.
Mas para que eu me lembre.

F.A.

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