O Grande Benéfico

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ontem, após um trabalho espiritual usando o sacramento conhecido como Ayahuasca, tive uma epifania com a energia de Júpiter, motivo pelo qual escrevo este texto.

Júpiter encontra-se no astral retrógrado e nos obriga a revisar nossa relação com o pai, o chefe primordial.

Júpiter retrógrado olha os próprios erros no signo do feminino - Câncer -, assim ele torna-se mais feminino e modula a sua energia.

Júpiter retrógrado nos obriga a olhar para o passado. Olhar para o passado é uma forma de dizer. Olhar para o passado é olhar
para si mesmo. Recapitular a vida. Considere que Júpiter está retrógrado em Câncer, este é o signo do passado, dos ancestrais e do feminino, regido pela Lua. Júpiter retrógrado expande internamente, pode intensificar a consciência, torna-se enteógeno, faz-nos encontrar o próprio Júpiter dentro de nós, nos tornamos um canal que ancora esta energia arquetípica em nossa própria realidade cotidiana, faz aflorar um sentimento infinito de gratidão, este imã da sorte, gerador da prosperidade, da abundância e sob sua égide estamos completamente protegidos. Júpiter retrógrado faz-nos resgatar o grande benéfico dentro de nós mesmos, pois há um sentimento positivo e grandioso dentro de nós responsável pelo nosso poder pessoal: gratidão.

Júpiter retrógrado olha para dentro para rever o próprio caminho com relação a mestres espirituais, ao nosso comportamento com relação aos superiores hierárquicos, com relação as instituições e para nos permitir ver dentro de nós aquilo que possa estar impedindo o livre fluxo da prosperidade, da abundância e da sorte em nossas vidas.

O sentimento a ser alimentado é o de gratidão.

Mas o que precisa ser cortado?

Se você observar sua relação com superiores hierárquicos você poderá perceber. Como é sua relação com eles? Como eles te tratam? Suas expectativas são atendidas e as promessas são cumpridas? Caso não, e creio que a negativa será a posição da maioria de nós, podemos ver no comportamento dos superiores hierárquicos um reflexo de um comportamento inconsciente nosso, que está radicado em nossa sombra. Assim Júpiter retrógrado é um mergulho na sombra do chefe em nós mesmos. E neste mergulho podemos descobrir que os defeitos que criticamos em nossa chefe também são nossos. Um exemplo bastante óbvio associado ao movimento retrógrado de um planeta é a questão da procrastinação. Júpiter retrógrado pode ser o chefe procrastinador, que vai empurrando tudo com a barriga ou para os outros e que resolver tudo na última hora produzindo assim erros e atrasos que nos fazem ter que refazer e refazer o trabalho. A notícia nada agradável é que se você tem um chefe assim você também tem o mesmo comportamento procrastinador, até por que se você não tivesse este comportamento das duas uma: você teria um outro tipo de chefe ou você teria se tornado o chefe de sua própria vida. Procrastinar é retardar e do ponto de vista da vida e da energia em constante fluxo é um ficar para trás, é retroagir. Logicamente, procrastinar nos leva a dependência de chefes, pois somos incapazes de tocar a própria vida e por isto nos colocamos sob o tacão de alguém que acaba por nos pressionar ao limite. Difícil reconhecer isto. Difícil e desafiante reconhecer nossa dependência emocional, nosso vício comportamental. Falo aqui de reconhecimento visceral, daquele que te faz vomitar e não um mero reconhecimento intelectual, teórico, superficial. Júpiter  fez seu pai Cronos vomitar os próprios filhos através de uma droga enteógena (deus dentro, a divindade escondida dentro do tempo, a eternidade oculta naquilo que é transitório).

Júpiter retrógrado faz-nos ver, ver com clareza, qualidade do animal de poder de Júpiter, a águia. E o que vemos? Vemos a força expansiva de Júpiter indo em todas as direções, um poder grandioso mas que pode virar dispersão se não houver foco, clareza.

Faz-se muitas e muitas coisas mas a pessoa não faz aquilo que realmente importa e acaba sobrecarregada e ainda improdutiva.

Outro ponto para perceber é a nossa capacidade de dar, de presentear, de ser generoso. Dar é uma poda, faz depois a nossa energia crescer com mais vigor. Generosidade, gerar, regenerar. É uma atitude nobre e altamente inteligente. Júpiter é dadivoso, é abundante, é prolífico. E Ele é prolífico por que sabe o que quer, tem a visão clara, atributos próprios do pai dos deuses. Júpiter nos ensina, portanto, a ser pai, a ser protetor e provedor. Qualquer Deus é uma emanação perfeita de energia e cada um de nós canaliza esta energia de acordo com o seu grau de consciência. Os mitos são a versão humana da energia divina, a maneira como os
seres humanos processam, recebem e retransmitem a energia dos deuses.

Os deuses são homens perfeitos.

Os homens são deuses imperfeitos.

E é a partir dos homens que os mitos são criados, por isto os deuses nos mitos são tão parecidos conosco. O mito torna-se uma projeção humana.

Júpiter como planeta é apenas o corpo de uma consciência divina e poderosa da mesma maneira como os xamãs consideram a Terra um ser vivo, consciente, nossa Mãe-Terra, Gaia. Ele é a força regente do ano que se anuncia, 2014, quando estará, em julho, no signo dos reis: Leão.

Todos os seres em nosso Universo se esforçam para evoluir, portanto as consciências planetárias também estão em processo de evolução e se utilizam de todos os meios e canais em afinidade com a sua energia para alcançar patamares de consciência mais elevados.

Quando aumentamos a nossa consciência adentramos no grande silêncio, o silêncio interior. Neste estado de consciência percebemos a voz do silêncio, a vibração dos elétrons, a música das esferas atômicas. Tudo vibra, há uma vibração inaudível no ar, mas que pode ser percebida quando apuramos nossos sentidos através de um estado de consciência mais elevado. Estes estados de consciência eram alcançados pelos grandes gênios da música, dentre eles Beethoven e Mozart.

Mozart concebeu obras maravilhosas dentre elas a sinfonia número 41, intitulada Júpiter, através da qual podemos ancorar esta energia em nossas vidas. Fica aqui esta pequena dica para aqueles que querem usufruir da energia do "Grande Benéfico".

Foi dito que na sinfonia número 41 Mozart revelou a existência de Deus, uma frase jupiteriana, vinda de um sagitariano chamado Woody Allen.

Mozart caracterizou a energia de Júpiter nesta música ao ter combinado cinco melodias de uma vez só, uma marca do seu gênio, algo sem igual e até hoje não alcançado por nenhum outro mestre da música. A riqueza melódica combinada em perfeita harmonia expressa muito bem a grandiosidade da energia jupiteriana, que ela possa transbordar belamente nas vidas de todos!

F.A.

Um comentário:

Rosanne disse...

gratidão pela postagem, estou vivendo este processo tendo que relembrar meu passado desde a infância , e a sincronicidade dentro do caminho vermelho

abraços fraternos

hugo