PONHAM OS MIOLOS A FUNCIONAR E MEXAM-SE, PORRA!

domingo, 30 de junho de 2013

Pelo visto entendemos o recado de David Icke.

Mistérios

terça-feira, 25 de junho de 2013



Os "Mistérios" lidavam com conhecimentos que não eram acessíveis aos que não fossem iniciados. Eram divididos em "Mistérios Menores", estes acessíveis, ao menos superficialmente as pessoas em geral e os "Mistérios Maiores" estes só acessíveis aos (às) iniciados (as), isto é, àquelas pessoas que houvessem passado por provas e ritos iniciáticos que lhe permitiam ter acesso a informações e conhecimentos que não estavam a disposição de todos.

Vamos a esse tema dos Mistérios.

Para isso temos que rever alguns conceitos históricos que temos por finais. Para a história oficial a civilização surgiu subitamente, do "nada" em alguns pontos da Mesopotâmia, do Egito e em outros lugares do Mundo. Subitamente, povos caçadores e coletores, vivendo em bandos e de forma nômade se estabelecem em alguns pontos do planeta e do mesmo nada surgem monumentos que ainda hoje desafiam as descrições de como foram feitos. Nossa visão do tempo é de um tempo linear, que vai avançando inexoravelmente e nosso senso comum diz que vivemos na cultura mais sofisticada e desenvolvida que já pisou sobre a Terra.

Mas existe outra abordagem da realidade.

Uma abordagem que diz que o tempo é cíclico e que outras civilizações já atingiram o apogeu e caíram, algumas delas sumindo até mesmo da história, quer por causas "naturais" que por "eliminação proposital", com a destruição sistemática de toda a evidência de sua existência.

Sabemos que a história oficial é totalmente manipulada pelos grupos sequiosos de poder.

Vejam a farsa sobre o "Descobrimento do Brasil", a forma como os ditadores tentam dar ares "missionários" a seus crimes, enfim, todo tipo de deturpação é possível.

As sociedades antigas tinham uma instituição muito interessante.

Eram chamados "Mistérios".

Os "Mistérios" lidavam com conhecimentos que não eram acessíveis aos que não fossem iniciados.

Eram divididos em "Mistérios Menores", estes acessíveis, ao menos superficialmente as pessoas em geral e os "Mistérios Maiores" estes só acessíveis aos (às) iniciados (as) isto é, àquelas pessoas que houvessem passado por provas e ritos iniciáticos que lhe permitiam ter acesso a informações e conhecimentos que não estavam a disposição de todos.

O primeiro ponto a compreender para evitar fantasias desnecessárias aqui é que a "Iniciação" à qual os Mistérios se referem nada tem de "elitismo" ou de "classe eleita" ou algo igualmente equivocado.

Iniciar-se, no contexto que estamos colocando, queria dizer desenvolver outras habilidades, outras capacidades para poder de fato estudar a Existência e tudo que nela está inserido.

Assim como no mundo cotidiano, os que pretendem estudar Física têm antes que estudar matemática e outras tantas matérias, tem que se familiarizar com os meios pelos quais as pesquisas são feitas, coisa diferente não acontece aos que pretendem estudar o que já foi chamado de "Ciência das Idades", o saber acumulado por gerações de homens e mulheres que sondaram sistematicamente o desconhecido em busca de respostas a questões fundamentais.

A Religião das massas sempre foi um pálido reflexo deste outro conhecimento mais profundo e transcendente.
Enquanto as religiões abertas procuravam dar respostas simples aos anseios das pessoas, criar uma moral que permitisse uma vida social minimamente equilibrada, os mistérios eram destinados aqueles (as) que sentiam um chamado mais profundo.

Já usei a analogia da Orquestra aqui e torno a utilizá-la.

A platéia que lota a sala de concertos deseja apenas ouvir aquela música que é executada, sente-se "alimentada" e "inspirada" por esta música. Alguns dos(as) ouvintes pode até se interessar por um estudo da música, das complexidades da harmonia, do som e do ritmo. Mas bem poucos vão se dedicar ao estudo disciplinado e de grande dedicação necessário ao tornar-se instrumentista, iniciado nos "Mistérios" da música que executam.

Para um não-iniciado a cifra musical é linguagem secreta, o fato que bolinhas com hastes em cinco linhas dispostas possam transmitir toda a riqueza do universo sonoro é magia pura. A música é um bom exemplo de linguagem secreta, só acessível aos iniciados, isto é, aqueles (as) que tiveram chance e dedicação de estudar o que significam.

Já houve tempo que qualquer tipo de escrita era só dominado por uma pequena classe, como os escribas no antigo Egito, criando assim, toda uma classe que só partilhava entre si o significado de seus símbolos, constituindo de certa forma uma sociedade de Mistérios.

Existem conhecimentos que no passado foram Mistérios e que hoje são de conhecimento público, como a forma da Terra, sua localização orbitando ao redor de um sol e não no centro do universo, conhecimentos sobre as glândulas endócrinas dos seres humanos e sua importante função na manutenção do equilíbrio orgânico.

Enfim, muita coisa hoje "descoberta" pela ciência já era de conhecimento dos antigos, mas em outra roupagem.

Todo sistema ancestral tem uma parte aberta e outra secreta.

Vejam por exemplo o Candomblé.

Existem ritos abertos, que podem se assistidos por qualquer turista interessado. Mas a arte de como realizar os ritos e muitos outros ritos só são acessíveis aos iniciados, que aprofundaram seus estudos na doutrina "secreta" do caminho. Para os não-iniciados tais conhecimentos fazem parte dos "Mistérios".

E aqui podemos dizer que existem conhecimentos acessíveis aos que apenas freqüentam os Terreiros, conhecimentos que podem ser chamados de Mistérios Menores e outros conhecimentos só acessíveis aos que atravessam complexos rituais de iniciação, conhecimentos internos ao culto que podemos chamar de Mistérios Maiores.

Para ser iniciado além da predisposição existem os sinais e o próprio talento da pessoa que determina até onde vai ser iniciada, isto é, até que nível dos "Mistérios" do culto vai chegar.

Volto a insistir, não se trata de elitismo ou pseudo nobreza, como mais tarde, na mixórdia de "sociedades secretas" e "grupos de eleitos" que vai contaminar a Europa fazendo a coisa vai degringolar.

Não.

Estamos falando em desenvolvimento de habilidades que permitem ao (a) iniciado(a) realmente investigar por si mesmo(a) os conhecimentos que lhe serão apresentados.

Os Mistérios eram respeitados e reconhecidos pela sociedade então existente e só vamos encontrar perseguição aos Mistérios, nos momentos que grupos políticos, aliados a grupos armados e setores do clero vão desejar apenas para si o conhecimento, para dominar e reinar sobre outros.

Existe uma ilusão hoje no Ocidente que os "Mistérios" estão revelados, que não há nada mais oculto, que tudo está aberto para quem procura. Confundiu-se o Esoterismo, saber oculto, com Ocultismo, essa colcha de retalhos construída sobre achismos e opiniões de pessoas que captaram fragmentos e impuseram tais fragmentos, muitas vezes deturpados, como verdade final, sem falar nos que confundiram suas presunções com revelações. Até mesmo aqui na lista vi essas colocações. Nada mais distante da realidade.

O fato de o Ocidente ter estado muito mergulhado numa superstição grosseira por séculos e depois ter mergulhado na armadilha oposta do positivismo materialista, faz com que alguns conhecimentos e práticas simples e básicos pareçam ser todo o conteúdo dos mistérios que já existiram.

Alguns acreditam que os mistérios eram as informações que vamos encontrar em livros dos Teosofistas, de Papus, de Levi e de alguns outros que bordejaram o oculto em suas pesquisas.

Basta lembrar que países como a Índia nunca deixaram de crer na reencarnação, que lugares como o Tibet sempre tiveram uma forte tradição espiritual (até sua conquista violenta) e ainda assim, nestes países, os Mistérios Maiores também existem e são inacessíveis a quem não passou pela iniciação.

Os mistérios que envolvem o estudo da Existência, das Leis que regem essa existência, das Artes Mágicas e tudo mais relacionado as mesmas existem, estão bem vivos e guardados pelos que juraram lealdade e segredo.
Notem que no passado conhecer o momento de um eclipse, conhecer certas reações químicas, certos elixires e remédios estavam dentro dos Mistérios, hoje estes conhecimentos, em parte, vieram até a ciência comum.

Quando ouvimos falar no perigo nuclear, nas armas bacteriológicas e virais, no controle das populações por sofisticados meios de engenharia social e religiosa, que manipulam grupos de pessoas para seus próprios fins, podemos ter uma pálida idéia do porquê são ciosos do segredo os(as) antigos(as) guardiães dos Mistérios.

O conhecimento das correntes de energia que fluem pela Terra, por exemplo, é algo muito poderoso. O Feng Shui, o estudo dos "Leys" como são conhecidos em certas regiões da Europa, são uma abordagem ainda iniciante para um saber que permitiu aos antigos construírem seus templos e lugares de operação mágica nos pontos corretos onde a energia recebia sua máxima ativação.

Esses caminhos de energia se cruzam em certos lugares.

Tais "encruzilhadas" de poder são portas naturais para outras realidades.

Segundo muitos estudiosos que conheço são estas encruzilhadas de linhas de poder que os primeiros magistas africanos usavam em sua ligação com Exús, mais tarde simplificadas a extremo, passando a valer qualquer encruzilhada de ruas, estas últimas com sentido simbólico, não mais mágico efetivo.

Preparar poções, remédios sempre fez parte dos mistérios menores.

Por inferência de dados poderíamos nos arriscar dizer que certas poções que promovem alterações do estado de consciência assim como efeitos mais profundos e transformadores no metabolismo humano, eram já parte do ensinado nos Mistérios Maiores.

Sabemos também que em certos templos do Egito e de vários povos da Mesopotâmia, como em povos da América nativa, o (a) iniciado ao entrar nos testes dos Mistérios Maiores, se falhasse, podia perder sua liberdade, ficando a servir, recluso, como escravo nos templos, ou mesmo perder sua vida de acordo com a natureza da prova.

A questão chave era que o conhecimento já absorvido podia ser perigoso se mal usado, assim, se não atingisse condições para o seu pleno desenvolvimento, não poderia também retornar ao convívio dos seus com o "semi-conhecimento" que possuía.

Para os antigos o ser humano tinha um papel cósmico a desempenhar, como catalizador de processos cósmicos, como captador e transmutador de energias que vinham da Eternidade e que na sua forma original não seriam "metabolizáveis" pelo Ser Terra.

Assim os ritos sazonais, que eram bem específicos em cada momento do ano, serviam , entre outros fins, a este mister, isto é, captar e trabalhar energias que se manifestavam naquele momento.

O ser Terra também elaborava diferentes energias em cada momento, em cada estação e o organismo humano, como parte do organismo Terra, devia se sintonizar e harmonizar-se com tais energias.

Esta é a função do trabalho de muitos ritos abertos, de ritos dos mistérios menores. Trabalhar ativamente o transito das energias telúricas e cósmicas. Tais ritos eram coordenados por sacerdotes e sacerdotisas iniciados(as) nos Mistérios Maiores, isto é, eles operavam a energia que era gerada nos rituais e a potencializavam e a canalizavam, de acordo com conhecimentos muito amplos e profundos.

Para os que participavam era um momento de celebração e de trabalho pessoal ou coletivo. Mais tarde e ainda hoje, grande parte dos que ritualizam conhecem apenas a forma dos ritos, seguindo sua intuição ou as tradições que herdaram, sem terem penetrado nos véus profundos do Mistério, ritualizam de acordo com a forma que aprenderam, muitas vezes ignorando completamente a complexa ciência que gerou seus rituais.

É por isso que tantos rituais são apenas catarses grupais, são apenas emocionalmente intensos, com poucos efeitos profundos e transmutadores, pois a ciência profunda para se elaborar e levar a realização um rito não é coisa simples, nem que se faça por improvisação.

Lidar com a força da Natureza em todos seus aspectos, lidar com a energia dos quatro elementos, com a força das estações e dos astros é algo que exige muito foco, muito conhecimento e muito poder pessoal.

Novamente insisto que estou falando de ritos reais, com a ação efetiva da energia em processos transmutadores, quer pessoais, quer do organismo social, quer da Terra e não de cerimônias que apenas executam simbolismos psicológicos, que até tem seu valor, pois o psicológico é um aspecto da Magia, mas não abarca toda sua potente realidade.

Houve momentos nos quais os ritos menores e as escolas a eles ligados entraram em decadência.

Pitágoras e uma misteriosa irmandade que o circundava, foi um dos que trabalhou arduamente para recuperar o nível efetivo de tais escolas e irmandades, tendo percorrido santuários vários do antigo mundo, inclusive o famoso local do oráculo de Delfos, reintroduzindo o elo perdido com a TRADIÇÃO nesses lugares.

Aí chegamos num ponto complexo. Existiria uma Irmandade de homens e mulheres que velariam pela continuidade desse saber tradicional e iniciático?

Em algumas culturas são chamados(as) PILARES.

São guardiões (ãs) ciosos, que cuidam para que o SABER das IDADES não se perca nesta ERA de grandes deturpações.

Vivem discreta e secretamente entre a humanidade e embora saibam se reconhecer entre si, nada deixam transparecer aos que com eles convivem de sua condição.

São várias as menções a estes homens e mulheres através dos tempos e as Irmandades as quais fariam parte.
Todas as ordens e escolas iniciáticas conhecidas seriam reflexo e projeções desse grupo que zela criteriosamente para que o desequilíbrio não atinja proporções irreversíveis.

Da mesma forma haveria grupos de seres interessados justamente no contrário, interessados na permanência do desequilíbrio e na progressiva imbecilização do ser humano, para ter a humanidade cada vez mais servil a seus propósitos mesquinhos e de dominação.

Como tudo que está ligado a essas áreas hoje existe uma fantasia enorme sobre tais PILARES e muita fantasia tem sido escrita a seu respeito.

O tema é amplo, isto é só uma pequena e discreta abordagem de algo que é em si mesmo muito difícil de citar, pois o termo Mistério já deixa claro que não é algo aberto ou claro.

Só devemos dispensar fantasias desnecessárias a tema já em si tão abstrato.

Nuvem que Passa

Enamorado

quarta-feira, 19 de junho de 2013

As vezes a ânsia é tanta que nubla a análise da própria realidade.

Cada um de nós querendo no fundo ser convencido pelos seus próprios desejos.

E assim sucumbimos a nós mesmos.

Auto-enamorados.

Eros se ferindo na própria flecha e ficando apaixonado por Psique.

A maioria insistindo no erro e alguns poucos, raros, raríssimos escapando do sonho.

Feliz daquele que erra e reconhece seus erros.

Este desperta para novos erros.

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.

F.A.

Mulher

terça-feira, 11 de junho de 2013

A mulher é a divina arte que nada imita mas explica a Divindade com símbolos. A mulher representa a mais elevada beleza de Deus. O amor a manifesta, o desejo mata-a. A mulher é o mais formoso pensamento do Absoluto que deve ser captado pela inteligência e não pelos olhos.

A mulher é a lei da Beleza e a lei deve ser obedecida, não infringida. A mulher é a religião da Natureza, cuja moral deve ser sentida e não murmurada. Deus é uma palavra misteriosa e a mulher seu significado.

Para conhecer a Deus é preciso conhecer-se a si mesmo. Para estudar sua Natureza é preciso estudar a mulher. O Absoluto só se manifesta através da Natureza. O homem só se manifesta através da mulher.

O homem precisa da mulher para sua liberdade. A mulher é o ponto de apoio sobre o qual o homem pode levantar o mundo. O homem em Deus é a Justiça; a mulher n'Ele é a misericórdia.

A mulher é a Árvore da Ciência do Bem e do Mal cujos frutos causam a morte ao libertino e vida aos parcimoniosos e prudentes. Ninguém se atreve a divulgar este segredo porque dele emana a morte.

Muitas vezes, porém, a ignorância é pior que a morte. Pode ser que o conhecimento conduza à loucura, na Sabedoria, produz o gênio. Existem cores e sons, o Amor é o segredo que os combina. Quem não sabe combiná-los é um morto-vivo e quem os combina ignorantemente estoura sua retorta.

Jorge Adoum (Mago Jefa)

Qual a sua religião?

domingo, 9 de junho de 2013

Um fanático religioso me perguntou ansioso por realizar seu discurso de conversão:

- Qual a sua religião?

- É Deus, e se Ele tiver alguma religião esta é a minha.

Pensar

Pensar demais é a pior maneira de não fazer nada - F.A.

O melhor da música nativa: flauta

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Para quem quer apreciar uma bela música!

Consciência e obediência: a experiência Milgram

A experiência Milgram revela como nós, humanos, fomos domesticados a tal ponto para seguir a autoridade que acabamos por renunciar a nossa própria responsabilidade frente ao sofrimento que podemos causar ao outros com justificativas do tipo:

"Desculpe, mas não é pessoal"

"Estou apenas seguindo ordens"

"Deus mandou que eu fizesse isto"

"Se o governo aceita isto então não pode ser para o nosso mal"

A obediência é o ato de seguir a própria consciência e não a ação de alinhar-se a uma autoridade que se arroga superior e com isto usurpa a nossa responsabilidade.

Nós somos responsáveis pelo nossos atos e não um deus, uma entidade, uma instituição ou alguém bem posicionado na escala sócio-política.

Obediência à consciência e não a outrem. Isto é autonomia existencial e liberdade pessoal.

"Mais crimes são cometidos em nome da obediência do que da desobediência. O perigo real são as pessoas que obedecem cegamente qualquer autoridade"

Banksy

O que você vê?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tem gente que olha um monte de rochas e vê apenas rochas.

Tem gente que olha um monte de rochas e vê uma catedral.

Tem gente que olha uma pedra e vê uma pedra.

Tem gente que olha uma pedra e vê uma escultura.

Tem gente que olha um obstáculo e vê um problema.

Tem gente que olha um obstáculo e vê um desafio.

Tem gente que olha uma mulher e vê uma mulher.

Tem gente que olha uma mulher e vê uma guerreira.

O artista, o sonhador e o gênio intentam aquilo que é por trás das aparências.

F.A.