Missô, um milagre da Natureza

quarta-feira, 26 de março de 2014

MISSÔ - UM AGENTE ANTI-RADIOATIVO -  Lucette Morais - CRF/RS 3628
O missô é uma pasta de soja fermentada, muito utilizada na culinária japonesa. Sua origem é dividida pela China e pela Península Coreana, e há mais de uma teoria a respeito das modificações sofridas por esse alimento ao longo do tempo. Foram encontrados em sítios arqueológicos da Era Jomon um alimento feito de donguri (fruto do carvalho), que poderíamos chamar de jomon missô. Apesar disso, a palavra missô tem seu primeiro registro conhecido no ano de 901, na Era Heian.
Dizem que existem centenas de variedades de missô em todo o Japão, que podem ser classificadas pela cor (vermelha, branca ou cores claras), sabor (doce, adocicado ou salgado) e as diferentes combinações de ingredientes (soja com arroz, soja com trigo ou somente a soja), sempre tendo a soja como base. Apesar desta variedade, o processo de produção é semelhante: a soja é cozida no vapor, acrescida de sal e de um cereal fermentado (arroz, trigo, cevada ou ainda a própria soja) e colocada para fermentar, passando por um longo período de “maturação”, dando origem ao missô avermelhado. Para fabricar o missô branco, a soja é cozida diretamente na água e o período de maturação é menor.
Médicos e cientistas japoneses, há algum tempo, consideram a possibilidade de utilizar um alimento fermentando feito à base de soja e sal - “missô” como efetivo agente preventivo de doenças causadas pelas radiações. Em 1945, quando a bomba atômica foi jogada sobre Nagasaki, o hospital do Dr. Shinichiro, localizado a apenas uma milha do epicentro da explosão – ficou em ruínas. Felizmente, ele, suas enfermeiras e coajudantes não estavam no prédio e não foram atingidos. Durante os dois anos seguintes o Dr. Shinichiro e seu “staff” trabalharam diariamente, em contato íntimo com as vítimas do bombardeio em várias áreas de Nagasaki, pesadamente danificadas e com altos índices de radioatividade. Apesar disso, nem ele nem seus ajudantes sofreram os efeitos normais, previstos e esperados da radioatividade. Ele tornou-se extremamente interessado do fenômeno, encontrando evidências experimentais de que os óleos naturais  e o sal do “missô” e do tofu frito poderiam ter sido parcialmente responsáveis pelo efeito. Mesmo assim ele sentia que somente um completo estudo científico do fenômeno poderia vir a dar a resposta definitiva.
Em 1972, alguns cientistas japoneses trabalhando em pesquisas agrícolas, descobriram uma substância no “missô”, que denominaram Zybicolin. Produzido pelo “missô” e pela fermentação natural. Zybicolin tem a capacidade de atrair, absorver e descarregar elementos radioativos – como o estrôncio do corpo humano. Esta pesquisa foi estimulada pelos escritos do Dr. Sinichiro e a descoberta recebeu ampla publicidade de primeira página em todos os maiores jornais do Japão.
Existe um ditado sobre o missô que diz: “isha ni okane o harau yorimo, missoya ni harae” (do que pagar dinheiro a um médico, pague ao fabricante/vendedor de missô). Isso demonstra o grande valor nutritivo desse alimento. Uma colher de sopa de missô (19 g), contém cerca de 30 kcal, 2 g de carboidratos e proteínas e cerca de 15 mg de cálcio. Estão presentes também as vitaminas B2, B12 e E e enzimas que auxiliam na digestão, além de todos os nutrientes inerentes à soja.
Efeitos benéficos : Prevenção do câncer do estômago e de doenças gástricas, prevenção do envelhecimento, aceleração do metabolismo, eliminação das toxinas encontradas no corpo e proteção contra os males do cigarro e poluição do ar.

3 comentários:

del carvalho disse...

artigo interessante
mesmo a soja transgénica?
deixei de comer milho e soja,pois não há como saber a origem da planta (semente)
grata

Fernando Augusto disse...

Del, compramos o missô na feira de orgânicos e confiamos que ele seja natural ;-)

Bruno Marugan disse...

Perfeito! Por isso eu não troco meu Ades por nada! :D