A natureza do conhecimento ou a pílula vermelha - 5ª parte

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O poder da fé ou da crença não está naquilo que se crê, está na própria fé vista como um poder interior. O conceito dominante de fé é o conceito de fé em algo ou em alguém, mas o poder real está dentro daquele que crê, assim o que importa é tornar-se consciente deste poder. Chamá-lo de fé ou crença o distorce devido a associação alienante que projeta o poder interior para algo ou alguém. O efeito placebo já demonstrou isto e o próprio Jesus disse: a TUA fé te curou e isto está em várias passagens, exemplo Lucas 8:48. As religiões dominantes projetam o poder interior para algo fora do indivíduo e assim manipulam o poder interior em nome da fé em algo ou em alguém. Desta forma um ateu pode ter mais fé que um crente se reconhece o seu poder interior.

Fé não é uma palavra adequada para este poder interior porque ela, a fé, tornou-se uma referência de coisas exteriores: deus, jesus, um dogma, uma religião, etc. É assim que Paulo define fé em Romanos 10:17: Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.

Entre a fé expressa em Lucas 8:48 e a fé expressa por Paulo em Romanos 10:17 há grande diferença. O conceito dominante de fé está em Paulo, muito citado, isto fica claro em Hebreus 11:6: Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

Se a fé é para agradar Deus então o poder interior não pode usar a palavra fé, precisa de outro termo, inclusive para expressar outra idéia de Jesus sobre o poder interior: o reino de Deus está dentro de vós.

Por que não se consegue acessar este reino interior?

Justamente por causa da fé projetada para fora, para coisas ou seres externos.

F.A.

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