Neurônios ao Nirvana: documentário

quarta-feira, 8 de julho de 2015



Neurônios ao Nirvana é a favor da pesquisa cientifica mais profunda sobre os Psicodélicos.

Durante sete meses, em 1953, William S. Burroughs (N.T. escritor, pintor e crítico social norte-americano, fez parte da geração Beat e escrevia sob efeito de psicodélicos) viajou através das selvas da América do Sul em uma expedição para encontrar a substância quase mítica ayahuasca (“yage“, como ele prefere chamá-la). Burroughs, na esperança de largar o vício, mas também de experimentar o chamado “turismo de espaço-tempo” e as qualidades telepáticas da substância, documentou uma grande quantidade de suas aventuras e desventuras em cartas a Allen Ginsberg. As cartas, escritas em estilo sinuoso típico de Burroughs, viriam a ser publicadas como The Yage Letters pela City Lights.

Poder-se-ia quase dizer que Burroughs foi o primeiro turista ayahuasqueiro norte-americano. Sempre em uma jornada essencialmente inútil para largar heroína, Burroughs procurou quaisquer substâncias que poderiam ajudar—sendo apomorfina uma delas. Embora nenhuma tenha funcionado, Burroughs parecia ter sentido alguma coisa com a yage. Porque nos últimos anos, a investigação científica agora sugere que a ayahuasca e outras substâncias psicodélicas podem ajudar no tratamento da dependência química.

Entra o diretor Oliver Hockenhull, que discretamente foi fazendo um documentário sobre os psicodélicos como medicamentos nos últimos anos. Quando Giancarlo Canavesio, fundador da Mangusta Productions e Mangu.tv descobriu que Hockenhull estava perseguindo o projeto, ele se ofereceu para ajudar. Canavesio está ajudando com a distribuição, colocando o filme em festivais e cinemas, enquanto produtor de filmes Mikki Willis da Elevate está ajudando com o processo de edição.

O filme Neurônios ao Nirvana, lança um olhar sobre a história e o futuro da investigação científica de cinco substâncias psicodélicas: LSD, a psilocibina, a ayahuasca, MDMA, e cannabis. Nele, vários cientistas e especialistas altamente considerados no campo falam sobre o potencial medicinal dessas drogas. Os cineastas são cuidadosos em suas abordagens. Cada um deles ressaltam que estudos científicos e vocabulário, apresentados de uma forma tradicional, são necessários para educar o público sobre a medicina psicodélica. Eles perceberam que estão diante de muita desinformação governamental—para não mencionar as grandes indústrias, e paranoia sobre psicodélicos.

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