Escravidão financeira

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Para entender que o buraco da crise é muito mais fundo e não basta trocar um nome por outro, uma partido por outro, um governo pelo outro. É preciso ir na raiz do problema: a escravidão financeira.

"Assassinos econômicos" (AEs) são profissionais altamente remunerados cujo trabalho é lesar países ao redor do mundo em golpes que se contam aos trilhões de dólares. Manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USA1D), além de outras organizações americanas de "ajuda" ao exterior, eles os canalizam para os cofres de enormes corporações e para os bolsos de algumas famílias abastadas que controlam os recursos naturais do planeta. Entre os seus instrumentos de trabalho incluem-se relatórios financeiros adulterados, pleitos eleitorais fraudulentos, extorsão, sexo e assassinato. Eles praticam o velho jogo do imperialismo, mas um tipo de jogo que assumiu novas e aterradoras dimensões durante este tempo de globalização. Eu sei do que estou f alando; eu fui um AE.

Escrevi este texto em 1982 como as palavras iniciais para um livro ao qual atribuí o título provisório de Conscience of an Economic Hit Man.  * O livro era dedicado aos presidentes de dois países, homens que haviam sido meus clientes, a quem eu respeitava e considerava como consciências semelhantes à minha — Jaime Roídos, presidente do Equador, e Ornar Torrijos, presidente do Panamá. Ambos acabavam de morrer em desastres aéreos. A morte deles não foi acidental. Eles foram assassinados porque se opunham àquela fraternidade de chefes de corporações, de governos e de bancos cuja meta é o império mundial. Nós, os AEs, fracassamos no nosso trabalho de cooptar Roídos e Torrijos, e os outros tipos de matadores, os chacais a serviço da CIA que vinham imediatamente depois de nós, entraram em ação.


2 comentários:

Plaz Mendes disse...

Boa noite
Gostaria de pedir permissão de colocar esse video no meu blog?
e segundo no final parecia que havia uma continuação do vídeo
isso é válido?



Sois Gratos

Fernando Augusto disse...

Oi, Plaz. Fique à vontade para usar o vídeo e o que mais quiseres aqui no blog. De fato este vídeo é parte de um documentário chamado Zeitgeist Addendum que você encontra aqui no blog ou pela internet.

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