Siga a paixão, não o dinheiro

domingo, 28 de junho de 2015

Siga a paixão, não o dinheiro.

Procurai antes de tudo a paixão que o mais vos será dado por acréscimo. A paixão é o próprio reino do divino, é aquele sentimento que galvaniza todo o teu ser para realizar o que parecia até mesmo impossível. De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder-se daquilo que dá a própria vida a sua razão de ser? Deus é paixão, encontrar a paixão é encontrar Deus, por isto entusiasmo é sentir Deus em si.

Neste sentido enteogenia é a arte de seguir a própria paixão e alcançar o êxtase.

Neste sentido a depressão é o extravio da própria paixão, mas também um caminho de retorno, de buscar lá dentro o que parece perdido.

O Apocalipse que interessa à Matrix

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Colocar as pessoas num estado de desorientação, bombardeando-as com informações das mais diversas procedências, sem que elas estejam amparadas numa fonte fidedigna e em elementos comprováveis, submetendo-as a uma verdadeira guerra midiática, provoca a condição tão buscada pelo sistema: medo.

Como cegos perdidos num tiroteio, neste caso, tendemos a nos alinhar com o pai simbólico, a autoridade, o estado, o status quo, a igreja, a ideologia dominante por mais que saibamos que são lobos travestidos de ovelhas, pois nosso psiquismo, nosso emocional foi atacado, bombardeado e conquistado pela emoção que eles querem implantar: medo.

O estado de paranóia, medo, desorientação, angústia favorece ao sistema estabelecido, que busca através disto refundar-se e criar a malfadada nova ordem mundial.

Se é verdade que a consciência tem o poder de criar a realidade, que tipo de realidade cria o estado de medo, sofrimento psíquico, paranóia, angústia?

“O que temes sucede mais depressa do que esperas.” (Publílio Siro)

Cria a doutrina da segurança nacional, base para qualquer ditadura.

E não é verdade que aquele que teme o sofrimento já não sofre por aquilo que teme?

Então qual é a razão de temer?

É a razão dos captores, dos senhores do mundo, para manter-te aferrado, preso, aguilhoado a um estado de consciência que sustenta a realidade imposta.

“Escravo do medo: eis a pior forma de escravidão.” (G. B. Shaw)

Então se buscamos uma nova realidade temos que começar primeiro por estabelecer um estado de consciência sóbrio, equilibrado, focado e construtivo.

Todo aquele que fomenta o medo, a negatividade, a paranóia, o apocalipse no sentido pejorativo ou destrutivo é um agente em potencial da Matrix. Ver a maneira como o sistema age é ir além da Matrix e vencer os seus agentes.

Apocalipse significa isto: revelação. O medo impede que você revele a si mesmo e veja a divindade em si, com todo o seu poder de criar a realidade. A revelação é externa e interna, fora e dentro de si. O medo impede a revelação.

Quem alimenta o medo alimenta a Matrix com sua própria consciência. Despertar é ir além do medo, é encarar a realidade sem medo.

Não devo temer.
O medo é o assassino do Real,
é a pequena-morte que oblitera o Ser.
Eu enfrentarei o meu medo.
Permitirei que ele passe através de mim e quando se for,
eu olharei, com a minha visão interna, o seu rastro.
No espaço vazio que ele deixou, nada existe afinal...
Só eu permaneço!
(Frank Hebert, Duna)

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.

F.A.

Três experimentos de Física que desafiam o paradigma vigente

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Essa palestra de Gregg Braden, que não parece ser nenhum "esquisotérico" de plantão, versa sobre a nossa capacidade de moldar a realidade a partir das nossas emoções e começa pela apresentação de três experimentos cientifícos:

1 - Experimento conduzido por Vladimir Poponin sobre a capacidade de nossa DNA sincronizar fótons numa câmara à vácuo.

2 - Um experimento militar que estabelece uma curiosa realção entre o doador e parte de seu DNA que é separado do doador por diferentes distâncias e sofre a influência das alterações emocionais sem lapso de tempo (apesar da distância).

3 - A maneira como nossas emoções afetam a estrutura do DNA e o nosso sistema imunológico.

No final do post, depois dos vídeos há mais detalhes.

Assitam todo o vídeo, que está legendado em espanhol, vale a pena. Evitem pré-julgamentos, assistam os vídeos de mente aberta. Ceticismo já é uma forma de preconceito, não é uma atitude científica, nem mesmo é uma postura filosófica, é mais uma crença negativa e apriorística, quase algo do tipo não provei e não gostei.



A seguir três assombrosos experimentos com o DNA (ADN) que provam as qualidades e auto-cura do mesmo em consonância com os sentimentos da pessoa, como foi reportado recentemente por Gregg Braden em seu programa intitulado Curando Corações/Curando Nações: A Ciência da Paz e o Poder das Orações.

Gregg Braden começou como cientista e engenheiro antes que se fizesse as "grandes perguntas".

EXPERIMENTO #1

O primeiro experimento foi realizado pelo Dr. Vladimir Poponin, um biólogo quântico.

Nesta experiência começou-se por esvaziar um recipiente (quer dizer que se criou um vazio em seu interior) e o único elemento deixada dentro foram fotons (partículas de luz). Foi medida a distribuição destes fotons e descobriu-se que estavam distribuidos aleatoriamente dentro deste recipiente. Este era o resultado esperado.

Então foi colocada dentro do recipiente uma amostra de DNA e a localização dos fotons foi medida novamente. Desta vez os fotons haviam se ORGANIZADO EM LINHA com o DNA. Em outras palavras, o DNA físico produziu um efeito nos fotons não físicos.

Depois disto, a amostra de DNA foi removida do recipiente e a distribuição dos fotons foi medida novamente. Os fotons PERMANECERAM ORDENADOS e alinhados onde havia estado o DNA. A
que estão conectadas as partículas de luz?

Gregg Braden diz que estamos impelidos a aceitar a possibilidade que exista um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fotons por meio deste campo.

EXPERIMENTO #2

Este experimento foi levado a cabo pelos militares. Foram recolhidas amostras de leucócitos (células sanguíneas brancas) de um número de doadores. Estas amostras foram colocadas em um local equipado com um aparêlho de medição das mudanças elétricas.

Nesta experiência o doador era colocado em um local e submetido a "estímulos emocionais" provenientes de vídeo clips que geravam emoções ao doador. O DNA era colocado em um
lugar diferente do que se encontrava o doador, mas no mesmo edifício.

Ambos, doador e seu DNA, eram monitorados e quando o doador mostrava seus altos e baixos emocionais (medidos em ondas elétricas) o DNA expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS e AO MESMO TEMPO. Não hove lapso e retardo de tempo de transmissão. Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador.

Os militares queriam saber o quão distantes podiam ser separados o doador e seu DNA e continuarem observando este efeito.

Pararam de experimentar quando a separação atingiu 80 kilometros entre o DNA e seu doador e continuaram tendo o MESMO resultado. Sem lapso e sem retardo de transmissão.

O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo. Que significa isto? Gregg Braden diz que isto significa que as células vivas se reconhecem por uma forma de energia não reconhecida anteriormente. Esta energia não é afetada pela distância e nem pelo tempo. Esta não é uma forma de energia localizada, é uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo.

EXPERIMENTO #3

O terceiro experimento foi realizado pelo Institut Heart Math e o documento que lhe dá suporte tem este título: Efeitos locais e não locais de freqüências coerentes do coração e alterações na conformação do DNA (Não se fixem no título, a informação é incrível!).

Este Experimento relaciona-se diretamente com a situação com o antrax. Neste experimento tomou-se o DNA de placenta humana (a forma mais pristina de DNA) e colocou-se em um recipiente onde se podia medir as alterações do mesmo. 28 amostras foram distribuídas,
em tubos de ensaio, ao mesmo número de pesquisadores previamente treinados. Cada pesquisador havia sido treinado a gerar e SENTIR sentimentos, e cada um deles podia ter fortes
emoções. O que se descubriu foi que o DNA MUDOU DE FORMA de acordo com os sentimentos dos pesquisadores.

1. Quando os pesquisadores sentiram gratidão, amor e aprêço, o DNA respondeu RELAXANDO-SE e seus filamentos esticando-se.

O DNA tornou-se mais grosso.

2. Quando os pesquisadores SENTIRAM ráiva, medo ou stress, o DNA respondeu APERTANDO-SE. Tornou-se mais curto e APAGOU muitos códigos.

Já sentiu-se alguma vez "descarregado" por emoções negativas? Agora já sabe porque seu corpo também se descarrega!

Os códigos de DNA conectaram-se novamente quando os pesquisadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão e aprêço.

Esta experiência foi aplicada posteriormente a pacientes com HIV positivo.

Descobriram que os sentimentos de amor, gratidão e aprêço criaram RESPOSTAS DE IMUNIDADE 300.000 vezes maiores que a que tiveram sem eles.

Assim que temos aqui uma resposta que nos pode auxiliar a permanecermos com saúde, sem importar quão daninho seja o virus ou a bactéria que esteja flutuando ao redor. Mantendo os sentimentos de alegria, amor, grat idão e aprêço.

Estas alterações emocionais foram mais além de seus efeitos eletromagnéticos.

Os indivíduos treinados para sentirem amor profundo foram capazes de mudar a forma de seu DNA. Gregg Braden diz que isto ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Esta energia parece ser uma REDE ESTREITAMENTE TECIDA que conecta toda a matéria. Podemos influenciar essencialmente esta rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES.

RESUMO:

O que tem a ver os resultados destas experiências com nossa situação presente? Esta é a ciência que nos permite escolher uma linha de tempo que nos permite estar a salvo, não importa o que aconteça. Como Gregg explica em seu livro O EFEITO DE ISAIAS, basicamente o tempo não é apenas linear (passado, presente e futuro) mas também é profundidade. A profundidade do tempo consiste em todas as linhas de tempo e de oração que possam ser pronunciadas ou que existam. Essencialmente, suas orações já foram respondidas. Simplesmente ativamos a que estamos vivendo por meio de nossos SENTIMENTOS.

É assim que criamos nossa realidade, ao a escolhermos com nossos sentimentos. Nossos sentimentos estão ativando a linha do tempo por meio da rede de criação, que conecta a energia e a matéria do universo.

Lembre-se que a lei do Universo é que atraímos aquilo que colocamos em nosso foco. Se focas em temer qualquer coisa seja lá o que for, estás enviando uma forte mensagem ao Universo para
que te envie aquilo a que mais temes.

Em troca, se puderes manter-te com sentimentos de alegria, amor, aprêço ou gratidão e focar em trazer mais disto para tua vida, automaticamente vais afastar o negativo.

Estarias escolhendo uma LINHA DE TEMPO diferente com estes sentimentos. Podem prevenir o contágio do antrax ou qualquer outra gripe ou virus, permanecendo nestes sentimentos positivos que mantêm um sistema imune extraordinariamente forte. Sendo assim, esta é uma proteção para o que vier: Busque algo pelo qual estar alegre todos os dias, cada hora se possível, momento a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos.

Esta é a mais fácil e melhor das proteções que podes ter.

A essência da sabedoria

domingo, 21 de junho de 2015

Quando o grande místico sufi Hasan estava morrendo, alguém lhe perguntou:

"Hasan, quem foi seu mestre?".

Ele respondeu: "Tive milhares deles. Se apenas enumerasse seus nomes, levaria meses, anos, e agora é tarde demais. Mas certamente lhe contarei sobre três Mestres.

"Um deles foi um ladrão. Uma vez me perdi no deserto, e quando cheguei a uma aldeia já era muito tarde, tudo estava fechado. Mas finalmente encontrei um homem, que tentava fazer um buraco na parede de uma casa. Perguntei-lhe onde poderia ficar, e ele respondeu: " A esta hora da noite será difícil, mas pode ficar comigo se for capaz de ficar com um ladrão!".

"E o homem era tão harmonioso - fiquei por um mês! E toda noite ele dizia: "Estou indo agora a meu trabalho. Vá descansar e rezar." E quando ele voltava, eu lhe perguntava: "Conseguiu algo?, e ele respondia: "Esta noite não. Mas amanhã tentarei novamente, e se Deus quiser..." Ele nunca se desesperava, e estava sempre feliz.

"Quando eu meditava e meditava por anos a fio, e nada me acontecia, muitas vezes havia momentos em que ficava tão desesperado, tão sem esperanças, que pensava em parar com toda aquela bobagem. E de repente me lembrava do ladrão que toda noite dizia: "Se Deus quiser, amanhã vai acontecer".

"E meu segundo mestre foi um cachorro. Eu me dirigia a um rio, sedento, e um cachorro apareceu, também com sede. Olhou para o rio, vendo lá outro cachorro - sua própria imagem - ficou com medo. Ele latia e se afastava correndo, mas sua sede era tamanha que acabava voltando. Finalmente, apesar do medo, simplesmente pulou na água, e a imagem desapareceu. E eu sabia que aquela era uma mensagem de Deus para mim: devemos dar o salto, apesar de nossos receios.

"E o terceiro Mestre foi uma pequena criança. Cheguei numa cidade, e uma criança estava carregando uma vela acesa. Ela se dirigia à mesquita, para lá depositar a vela.

"Apenas por brincadeira, perguntei ao menino :"Você mesmo acendeu a vela? Ele respondeu: "Sim, senhor". E continuei: " Houve um momento em que a vela esteve apagada, depois houve outro em que ela acendeu. Você pode me mostrar a fonte da qual a luz veio?".

"E o menino riu, assoprou a vela, e disse: Agora você viu a luz indo. Para onde ela foi? Diga-me!

"Meu ego e todo o meu conhecimento ficaram despedaçados. E naquele momento senti minha própria estupidez. Desde então abandonei toda a minha erudição".

É verdade que não tive Mestre. Mas isso não significa que não fui discípulo - aceitei toda a existência como minha Mestra. Meu discipulado foi um envolvimento maior que o seu. Confiei nas nuvens, nas árvores...na existência como tal. Não tive Mestre porque tive milhares deles – aprendi de todas as fontes possíveis.

Ser discípulo é uma necessidade absoluta no caminho. O que significa ser discípulo? Significa ser capaz de aprender, estar disposto a aprender, ser vulnerável à existência. Com um Mestre você começa aprendendo a aprender...e muito lentamente você entra em sintonia e percebe que, da mesma maneira, pode entrar em sintonia com toda a existência. O Mestre é uma piscina onde você pode aprender a nadar. E quando aprende, todos os oceanos são seus.

Deus no banco dos réus - filme

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A questão religiosa está na pauta do dia por causa da política. O fundamentalismo evangélico tomou posse do Congresso Nacional com demonstrações que violam o Estado de Direito em nome de uma fé específica. A pergunta que nos cabe fazer é:

Qual a ideologia que ampara tal fundamentalismo? Ela se encontra na Bíblia, em interpretações específicas e na natureza do deus bíblico indicada no Antigo Testamento, pois é sabido que o discurso fundamentalista evangélico se ampara mais no antigo do que no novo testamento.

Se entendermos a natureza do deus bíblico do a.t., Javé, se conhecermos sua história mítica, se entendermos que se trata de um deus tribal, e não o verdadeiro deus (dentro de uma visão religiosa), mas uma divindade menor que por questões de diversas naturezas usurpou a condição de verdadeiro deus, veremos também que todo o evangelismo fundamentalista que hoje ocupa o Congresso é de natureza usurpadora, violenta e falsa, desejosa apenas de uma coisa: impor o seu ponto de vista e isto é a essência do autoritarismo, portanto, vemos um golpe disfarçado, o golpe político dos saduceus e fariseus, que possuem um projeto de poder que tem por objetivo dar fim à diversidade de opiniões, visões, opções e religiões em nome de um deus que é um muito questionável como mostra o excelente filme Deus no Banco dos Réus:




                                          

"No campo de concentração nazista de Auschwitz, um grupo de judeus coloca Deus no banco dos réus, sob a acusação de romper sua aliança com o povo judeu. Excerto do filme "God on Trial", da BBC escocesa".

A natureza de deus revelando a natureza do homem e a natureza do homem revelando a si mesma num filme que questiona a mais arraigada crença da cultura judaico-cristã: deus.

Este é um filme excelente! No estilo de 12 homens e uma sentença! O que muda é a natureza do réu. Judeus prestes a serem assassinados num campo de concentração alemão, em plena 2ª guerra mundial, colocam o seu deus em questão, por descumprimento do contrato com aquele que é tido como o povo escolhido. Colocar deus em questão é colocar a justiça divina em xeque e o filme é brilhante neste sentido, com diálogos primorosos, argumentações bem embasadas e um desfecho inesperado.

Não é um filme para quem tem crenças arraigadas ou profundo apego religioso. É um filme profundamente humano, onde na verdade quem está em questão não é deus, mas o homem e suas crenças, sua ideologia, sua visão de mundo diante dos fatos. Imperdível este filme!

Uma observação importante. A palavra deus como usada no contexto da cultura religiosa judaico-cristã é apenas um conceito, uma crença, devidamente estruturada através de um processo histórico que começa dentro de um culto tribal. A palavra portanto não pode expressar Aquilo que é por sua própria natureza indescritível. É como dissem os taoístas:

O Tao que pode ser pronunciado não é o verdadeiro Tao.


O ponto de mutação - filme

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Um filme interessante de quase duas horas sobre os novos paradigmas da ciência, usando poucos efeitos especiais, baseado no diálogo entre três personagens, tendo como fonte de inspiração um livro escrito por um físico chamado Frijot Capra e tendo como pano de fundo a crise de nossa civilização que alcançou um Ponto de Mutação.

Ponto de Mutação ou Mindwalk, baseado na obra do físico Frijot Capra, apresenta a física quântica e uma nova visão de mundo baseada na junção da ciência e de uma compreensão orgânica do universo. O filme acontece através de um diálogo maravilhoso entre uma cientista, um poeta e um político.




Liv Ullmann .......... Sonia Hoffman
Sam Waterston ... Jack Edwards
John Heard .......... Thomas Harriman
Ione Skye .............. Kit Hoffman

http://www.imdb.com/title/tt0100151/

Genre: ........... Drama / Cult / Intellectual / Philosophical / Independent
Country: ........ US
Language: .... English
Rating: .......... Rated PG
Source: ........ TV-Rip (No DVD was ever made)
Runtime: ...... 112 Minutes Approx
Video: ........... XviD/NTSC
Audio: .......... 160Kbps MP3
Res: .............. 640x480
Size: ............. 900Mb(AVI file)
IMDB: ........... 7.4/10 (847 votes)

Documentário maravilhoso: Baraka

domingo, 14 de junho de 2015

Ficha técnica:

Diretor: Ron Fricke
Elenco: - documentário
Produção: Mark Magidson, Michael Stearns
Roteiro: Ron Fricke, Mark Magidson
Fotografia: Ron Fricke
Trilha Sonora: Dead Can Dance, Michael Stearns, L. Subramaniam.
Duração: 96 min.
Ano: 1992 País: EUA
Gênero: Documentário
Cor: Cor
Estúdio: Magidson/ Magidson Films
Classificação: Livre

Sinopse:

Filmado em 24 países, Baraka desperta a curiosidade sobre as diferentes culturas, mostrando rituais religiosos e fenômenos da natureza. O filme ficou pronto depois de 11 anos. Baraka é uma palavra Sufi que significa "o fôlego da vida". Baraka é uma antiga palavra com significados em várias línguas que pode ser traduzida como benção ou como o sopro ou a essência da vida de onde se desencadeia o processo da evolução. Baraka, através de uma turnê poética e transcedental em 24 países, em seis continentes do globo, é de tirar o fôlego. Ambientado ao som de ritmos vívidos de vários rituais religiosos e ao próprio som da natureza, Baraka é a reprodução visual da ligação humana com a Terra. Ao visitar lugares tão diversificados como China, Brasil, Kwait e a maior parte das paisagens dos EUA e da Europa, dentre outros países, Baraka captura não só a harmonia, mas também a calamidade existente na humanidade e na natureza. Entretanto, meras palavras não fazem jus ao filme - Baraka deve ser visto, sentido e vivido para ser compreendido.


Usando Psicodélicos Sabiamente

domingo, 7 de junho de 2015



Minha esposa Jean e eu dirigimos várias milhas até as montanhas, a uma altitude de 6.000 pés algumas milhas ao sul de Mount Whitney, na Califórnia. Estávamos prestes a conhecer Franklin Merrell-Wolff, autor do livro “Pathways through to Space”, uma descrição impressionantemente articulada e detalhada de uma pessoa que entra em um estado de iluminação e saboreia este estado ao longo de vários meses.

Quando chegamos ao seu escritório particular, nos percebemos diante de uma figura que se destacava, que irradiavam um brilho maravilhoso. Quando nós conversamos por alguns minutos e me senti confortável o bastante, eu falei de nosso trabalho de pesquisa, dizendo a ele que tinha passado três anos administrando LSD, às vezes em conjunto com a mescalina, a 350 voluntários de pesquisa e havia publicado nossos resultados em revistas médicas.

“Oh meu deus!” ele disse, olhando para nós consternado. “Eu espero que vocês não tenham usado essas drogas em vocês.”

Afirmamos que usamos. Ele continuou: “De acordo com X” (aqui ele mencionou um sábio indiano, cujo nome não me lembro), “levará sete encarnações para se recuperar dos danos de tomar tais substâncias!”

Naturalmente, eu estava chateado, mas eu não pensei na resposta apropriada até que nós já estivéssemos descendo a montanha de volta: “Nunca subestime a graça de Deus”

tumblr_n3hen1ilji1sjouwmo1_500Não há dúvida de que as substâncias psicodélicas são graças notáveis. Quanto mais longe se pode chegar na vastidão a ser explorada, mais se percebe o quão poderosos esses materiais são. Parece não haver fim para os níveis de consciência que podem ser percebidos por aqueles que os utilizam para explorar suas psiques com integridade e coragem.

O grande valor nestas substâncias é que, de alguma forma ainda não explicada cientificamente, elas dissolvem as fronteiras para a mente inconsciente. Elas nos dão acesso ao nosso material reprimido e esquecido, à ‘Sombra’ que Jung tão eficazmente tratou, aos arquétipos da humanidade, a uma enorme gama de níveis de pensamento, e para a fonte de criatividade e experiência mística que Jung chamou de inconsciente coletivo.

O coração do inconsciente é o que muitos experimentam como a fonte da vida em si, que alguns chamam de Deus. Aqueles que experimentaram este estado, o descrevem como uma maravilhosa fonte, inefável de luz e energia que infunde toda a criação, abrangendo toda a sabedoria e irradiando um vasto, interminável, e sempre constante amor. A Imersão nesta fonte é a essência da experiência mística e produz o que os grandes místicos têm descrito como o “estado de unidade” ou “unicidade”. Essa união é o ponto culminante de toda busca, todo o desejo; É a mais querida de todas as experiências de que o homem é capaz.

Não são todos os que ingerem essas substâncias e podem contar tais revelações. Na verdade, os psicodélicos são poderosas ferramentas e podem ser mal utilizadas. Deve ser lembrado que eles ajudam a revelar o inconsciente, e a maioria de nós tem construído conteúdos inconscientes muito específicos. Nós podemos não gostar do aparecimento de conteúdos reprimidos, sentimentos dolorosos, ou de evidências de que os nossos valores e estilos de vida podem ser melhorados consideravelmente. E nem sempre é fácil aceitar a imensidão do nosso ser, o nosso imenso potencial, e a responsabilidade que tal fato implica. Nós também podemos nos recusar a acreditar que temos o direito de tanta beleza e alegria, sem pagar qualquer preço além de ser nós mesmos!

Para assegurar um resultado gratificante, vamos observar alguns fatores que devem ser levados em consideração ao usar esses materiais. Devo acrescentar aqui que de nenhuma maneira que eu estou incentivando o uso de substâncias ilegais. Espero, no entanto, que uma maior compreensão destes materiais vá ajudar a restaurar uma política inteligente que faça a maior investigação possível. Aqui estão algumas coisas que ajudarão a garantir resultados benéficos:

SET AND SETTING

Set and Setting é um termo cunhado por Normam Zimberg e difundido por Timothy Leary para descrever a relação entre o estado mental do usuário e o ambiente em uma esperiência psicodélica. “Set” é o estado mental que a pessoa traz à experiência, como pensamentos, humor e expectativas. “Setting” é o ambiente físico e social. Estes fatores têm sido amplamente reconhecidos como os dois mais importantes na realização de uma experiência psicodélica.

Como a droga abre a porta para o inconsciente, enormes espectros de possibilidades de experiência se apresentam. Como cada um lida com este vasto labirinto depende em grande parte do próprio estado mental. O “Set” inclui os conteúdos do inconsciente pessoal, que são essencialmente o registro da experiência de toda uma vida. Ele também inclui muros de condicionamento, que determinam a liberdade com a qual cada um se move através das várias perspectivas. Outro aspecto importante do “set” consiste nos valores, atitudes e aspirações de cada um. Estes irão influenciar a direção da atenção e determinar como cada um vai lidar com o material psíquico encontrado.

Na verdade, pode-se aprender muita coisa aceitando e se reconciliando com o material desconfortável. Resistir a este desconforto, por outro lado, pode intensificar significativamente o nível de dor, levando à experiências perturbadoras, insatisfatórias, ou mesmo psicóticas tentativas de fuga. Esta última dinâmica é em grande parte responsável pela antiga visão da medicina que estas substâncias seriam psicotomiméticas (que imitam psicoses). Por outro lado, a rendição, aceitação, gratidão e apreço pode resultar em abertura contínua, expansão e realização.

O “Setting”, ou o ambiente em que a experiência ocorre, também pode influenciar muito a experiência, uma vez que o usuário estará frequentemente muito sugestionável em um estado psicodélico. Temas de inspiração, um belo cenário natural, obras de arte estimulantes e objetos interessantes para examinar podem concentrar a atenção em áreas gratificantes. O mais importante de tudo é um guia experiente, compassivo e que esteja familiarizado com o processo. Sua mera presença estabelece um campo de energia estável, que ajuda o sujeito permanecer centrado. O guia pode ser muito útil no caso do sujeito ficar “preso” em lugares desconfortáveis da experiência, e pode fazer perguntas inteligentes que ajudarão a resolver as dificuldades, bem como sugerindo direções frutíferas de exploração que o experimentador pode ter negligenciado de alguma forma. O usuário também pode achar que simplesmente compartilhar o que está acontecendo com um ouvinte que o entenda vai produzir maior clareza e conforto. Finalmente, um bom companheiro sabe que o melhor guia é o próprio ser interior, e que os indivíduos em estado visionáro não devem ser perturbados a menos que a ajuda seja realmente necessária e procurada.

INTENTO

PillIsto é extremamente importante. Aqueles que buscam com afinco o conhecimento e apreciam profundamente a vida em todas as suas formas se sairão bem. Além disso certas características das drogas psicodélicas as tornam muito populares para um uso recreativo. A mais atraente delas é o seu grande aumento de respostas sensoriais, que oferecem percepção mais aguçada, a amplificação da beleza e do significado, e a intensificada gratificação sensorial. Psicodélicos também podem gerar um grande senso de proximidade entre os participantes, especialmente em um ambiente de grupo. Mas, mesmo que eu esteja convencido de que um dos grandes mandamentos cósmicos é “Aproveite”, há armadilhas no uso dessas substâncias exclusivamente para a recreação. A primeira é que uma pessoa que procura as delícias dos sentidos pode encontrar-se oprimida pela erupção do material inconsciente reprimido sem saber como lidar com ele. Outro perigo é que a constante busca do prazer sem dar nada de volta à vida pode distorcer a personalidade e, finalmente, produzir mais desconforto. A maneira segura de obter bons resutados com psicodélicos é através do uso inteligente e bem informado.

HONESTIDADE

Para o buscador espiritual sério, ou para quem importa a busca pelo conhecimento, a única característica mais importante é a honestidade. Isto significa a coragem de olhar para tudo o que é apresentado pela mente profunda, a capacidade de admitir os próprios defeitos quando eles se tornam aparentes, e a determinação de mudar de comportamento e se alinhar com a verdade que se experimentou.

DISCIPLINA OU PRÁTICA

Especialistas atuais da área geralmente concordam que é prudente realizar explorações psicodélicas no âmbito de uma disciplina ou um programa de crescimento espiritual que continuamente chame a atenção para os valores e objetivos fundamentais. Uma boa disciplina irá delinear um corpo de ética para o comportamento pessoal que irá apoiar as mudanças necessárias. Boa ética também nos ajudará a ter claros os nossos objetivos, e manterá a porta aberta para aumentar a profundidade das experiências. Além disso, há evidências que sugerem que quanto mais estamos dispostos a transmitir aos outros quaisquer bagagens espirituais que acumulamos, mais nos será transmitido.

Quanto a mim, eu achei na prática da meditação do budismo tibetano um complemento poderoso para exploração psicodélica. Aprendendo a manter minha mente vazia, eu me tornei consciente de que outros níveis de realidade poderiam ser manifestos legíveis. Foi somente em silêncio absoluto, acompanhado por uma qualidade especialmente desenvolvida de música, que muitas nuances sutis, mas extremamente valiosas da realidade apareceram. Uma vez que eu alcançava isso em certa medida, na prática comum, eu encontrei este efeito muito mais ampliado, sob a influência de uma substância psicodélica. Por sua vez, intensificou a minha prática diária de meditação.

PSICODÉLICOS COMO REVELADORES DE CAMINHOS

O papel dos psicodélicos é muitas vezes incompreendido. Muitos sentem que tendo tido experiências maravilhosas, agora eles têm as respostas e estão de alguma forma alterados. E, sem dúvida, em muitos aspectos eles estão. Mas os usuários muitas vezes ignoram o fato de que geralmente há muros pesados de condicionamento e ignorância que separam a mente superficial do núcleo do nosso ser. É uma bênção que psicodélicos possam anular essas barreiras e dar acesso ao nossos verdadeiros “eus”. Mas a menos que o indivíduo esteja comprometido com as alterações indicadas, velhos hábitos de personalidade podem rapidamente se restabelecer.

Neste ponto, muitos sentem que repetir a experiência irá manter o estado elevado. Pode ser, mas na maioria das vezes uma mudança real requer trabalho duro e esforço dedicado. Infelizmente isso nem sempre é claro durante a própria experiência; ela simplesmente aponta o caminho e mostra que é possível. Se nós gostamos do que vemos, agora cabe a nós executar as mudanças indicadas.

Gyan_Mudra_poster_1Há um estado de graça nas profundas experiências psicodélicas quando as alterações podem acontecer. Neste momento o indivíduo é infundido com a maravilha e o poder da nova informação. Mais além, e esta é uma área em que algumas pesquisas valiosas podem ser feitas, a experiência da substância libera uma grande quantidade de blindagem corporal e psíquica que está ligada às nossas neuroses. Este rejuvenescimento é bastante perceptível após uma boa experiência psicodélica, quando, sem o peso de arrastar padrões de hábitos físicos, o comportamento pode ser mais facilmente alterado.

Por outro lado, se você não faz nenhum esforço para mudar, hábitos antigos se reafirmam rapidamente, e você pode se encontrar deslizando de volta para o seu estado anterior. Na verdade, ele pode ser pior do que antes, porque agora você sabe que as coisas podem ser melhores e poderá ficar decepcionado ao encontrar-se perdendo tempo com mesmo velho lixo.

Outro fator faz deste processo ainda mais desconfortável. Uma boa parte da energia anteriormente presa em material reprimido é agora liberada. Esta energia pode ser usada de forma bastante frutífera para expandir as fronteiras do seu ser para as novas dimensões que você experimentou. Mas se você voltar aos velhos padrões de comportamento, você terá agora mais energia para reforçá-los, tornando a vida ainda mais difícil. Por esta razão, estas experiências não devem ser iniciadas de forma leviana, mas com intenção séria.

LIDANDO COM A “SOMBRA”

Como Jung indicou, a ‘Sombra’ detém todo o material que deixamos de lado para que possamos nos esconder de nós mesmos. Infelizmente, ela também contém grande parte da nossa energia, e enquanto ela está inconsciente, exerce uma poderosa influência sobre o nosso comportamento sem o nosso saber. Além disso, o conteúdo da Sombra é responsável pela maioria das dificuldades que os seres humanos criam no mundo. Nós projetamos nossa Sombra nos outros, acreditando que são essas outras pessoas a fonte de nossas dificuldades, e buscamos refúgio a partir dessa projeção, em vez de assumir a responsabilidade em nossas próprias mãos. Por conseguinte, devemos compreender e conhecer nosso material de Sombra, se quisermos evoluir. Se isto fosse realizado de forma generalizada, seria um grande benefício para o mundo.

Jung descreve o desenvolvimento humano como o processo de “tornar consciente o inconsciente”. Psicodélicos, especialmente em doses baixas, podem ser ferramentas extremamente eficazes neste processo. A maior parte da minha experiência é com os compostos da fenetilamina, que permaneceram legais por mais tempo que os psicodélicos padrão como o LSD, mescalina, psilocibina. Considerando que uma dose completa de uma fenetilamina, como a 2C-T-2 ou 2C-T-7 pode ser de 20 mg, uma dose baixa seria dez ou doze miligramas, ou mais ou menos equivalente a 25-50 microgramas de LSD.

O guia mais infalível para alcançarmos nosso material de sombra são os nossos sentimentos desconfortáveis. Muitos não gostam de usar doses baixas porque esses sentimentos vêm à tona. Em vez de experimentá-los, eles usam doses maiores para transcendê-los. Mas esses sentimentos desconfortáveis são precisamente o que temos de resolver para nos libertar da sombra, ganhar força e energia, e funcionar de forma mais confortável e competente no mundo. Ao usar quantidades menores e estarmos dispostos a concentrar toda a nossa atenção sobre quaisquer sentimentos que surjam e respirar através deles, descobrimos que esses sentimentos, eventualmente, se dissolvem, e muitas vezes geram uma compreensão e perspectivas renovadas da nossa dinâmica pessoal. A liberação desse material permite uma expansão da consciência e da energia. Se trabalharmos persistentemente para limpar áreas reprimidas, podemos alcançar os mesmos estados sublimes que estão disponíveis com doses maiores – e com um importante ganho adicional. Tendo resolvido os nossos sentimentos desconfortáveis, estamos em uma posição muito melhor para manter um elevado estado de clareza operante no dia-a-dia.

Eu também gostaria de acrescentar umas palavras sobre frequência: Os indivíduos variam muito em sua frequência de utilização destes materiais. Alguns estão satisfeitos com uma experiência avassaladora que eles sentem ser boa para toda a vida. Outros desejam renovar sua familiaridade com essas áreas uma vez ou duas vezes por ano. Ainda outros estão interessados em explorações frequentes para empurrar continuamente os seus conhecimentos para a frente. Independentemente da frequência, é sábio se certificar de que a experiência anterior foi bem integrada e ‘digerida’ antes de embarcar na próxima. No início de um contato com essas substâncias, onde há uma riqueza de novas experiências, isto pode levar vários meses. Conforme uma pessoa vai se tornando mais experiente, o tempo de integração fica mais curto, e o intervalo entre as experiências pode ser encurtado.

Muitos interrompem o uso de psicodélicos quando sentem que aprenderam o que queriam. Mas, muitas vezes, é provável que eles parem porque atingiram uma área profundamente reprimida, dolorosa e que é fortemente defendida. A questão vai além do conteúdo do carácter puramente pessoal, no entanto. É improvável que um indivíduo alcance plena realização sem obter a consciência, não apenas da própria dor e sofrimento, mas de toda a humanidade. Isso pode ajudar a explicar a “Noite Escura da Alma”, que é a barreira final à união mística descrita por Evelyn Underhill em seu livro clássico “Mysticism” . Partindo do princípio que somos um, devemos não só enfrentar a sombra pessoal, mas a sombra de toda a humanidade. Podemos fazer isso mais facilmente quando descobrimos a ampla vastidão de amor que está disponível para dissolver todo o material da Sombra.

LIBERANDO ÁREAS REPRIMIDAS

Há uma outra maneira em que psicodélicos podem beneficiar o entusiasta sério. Muitas vezes acontece que aqueles que perseguem disciplinas espirituais rigorosas alcançam estados elevados, deixando de lado ou compartimentando certos aspectos do comportamento. Com o uso honesto, os psicodélicos não permitirão que tais áreas permaneçam escondidas, e ainda vão insistir na sua emergência. O indivíduo então experimenta o grande alívio de estar em contato com todos os aspectos do próprio ser. A alegria e a emoção de estar totalmente vivo vem de ter acesso completo a todos os sentimentos.

O USUÁRIO TREINADO

Parece haver uma lei cósmica que diz que dar nossa total atenção a um objeto, imagem ou idéia com constância, paciência e aceitação, permitirá que seus atributos mais particulares se revelem. Psicodélicos aceleram enormemente esse processo. Para operar de forma mais eficaz, o observador deve ter desenvolvido a capacidade de manter a sua mente firme para que ele possa ver o processo se desenvolver. Grandes doses podem empurrar alguém com tanta força que pode ser mais difícil realizar isso. Portanto, os melhores resultados serão obtidos por um “usuário treinado” – a pessoa que aprendeu a gerenciar altas doses de drogas psicodélicas, ou que aprendeu a manter sua mente firme o suficiente para observar o seu processo interno com competência. Conforme o usuário vai limpando o seu “conteúdo interior”, ele ganha mais liberdade para dirigir sua própria experiência. Nesta fase, as doses mais elevadas podem ser proveitosamente utilizadas para penetrar mais profundamente na natureza da Realidade.

Curiosamente, este conceito de “usuário treinado” costuma não aparecer na literatura. Mas é precisamente o usuário treinado, que pode tirar melhor proveito do intervalo insondável da sabedoria e entendimento contido nos confins da mente. Não parece haver nenhum limite para as dimensões de compreensão que podem ser experimentadas pelo explorador que tem a coragem, integridade e habilidade para navegar por elas. Com integridade e com o apoio de disciplinas e amigos adequados, pode-se trazer de volta benefícios reais para a melhoria de si mesmo e da humanidade.

Os psicodélicos são necessários? Não é possível que essas mesmas explorações sejam conduzida por aqueles que dominam as habilidades de meditação? Sem dúvida, eles podem, com um enorme investimento de tempo e esforço. Mas é improvável que muitos ocidentais estarão dispostos a assumir tal compromisso. Para os candidatos ocidentais, cuja prática espiritual deve normalmente ser integrada com o “ganhar a vida”, o uso adequado dos psicodélicos pode acelerar consideravelmente o processo. No entanto, não é um caminho para todos. Escolha deve ser baseada no conhecimento dos fatores envolvidos.

Psicodélicos não são um atalho, como é dito para despistar da neessidade de experimentos importantes. Se a iluminação requer a resolução do material inconsciente (e minha experiência pessoal indica que os psicodélicos ajudam nisso), aqueles que aspiram a tal conquista devem considerar cuidadosamente o ritmo e a intensidade com que eles estão dispostos a encontrar esse vasta gama de dinâmicas. O caminho psicodélico, uma vez que é muito mais intenso do que muitas outras disciplinas, é em certo sentido mais fácil, porque muitas vezes proporciona um contato mais cedo e mais profundo com o numinoso. Tal contato inspira comprometimento e abre a porta para mais graças na superação de material interior desconfortável.

Se o nosso compromisso é verdadeiramente para o bem-estar e felicidade de todos os seres sencientes, então é razoável estudar a fundo todos os instrumentos úteis para realizar esses fins. Psicodélicos, se usados com um bom intento, habilidade e integridade, podem contribuir em muito para aliviar a dor e o sofrimento do mundo, uma vez que dão acesso à sabedoria e compaixão para o desenvolvimento espiritual.

Traduzido do Original de Myron J. Stolaroff
Um Pesquisador veterano explica como psicodélicos podem ser usados de forma a produzir benefícios. Publicado na revista GNOSIS, No. 26, winter 1993.

Sobre o intento

sábado, 6 de junho de 2015


A unidade da consciência da vida é um fato e um poder. Mas é um fato ainda a ser descoberto por muitos e muitos. A descoberta deste fato podemos chamar de iluminação ou despertar da consciência.

O sentimento perfeito, claro e arrebatador da interdependência de todos os seres como um só ser. O vazio iluminador. Shunyata. Um nada prenhe de tudo e a não-forma mãe de todas as formas.

Amor sem objeto e Divindade para além da religião.

Uma consciência que não se sabe, pois envolta em mistério, para além de qualquer palavra ou conceito.

A fonte do carma e do darma. A prática incessante, a luz que não produz sombra.

O micélio das almas, a conexão do espírito, o poder abstrato além do desejo. Intento.

***

Para os xamãs do México antigo, o intento era uma força que eles podiam visualizar quando viam a energia enquanto ela fluía no universo. Eles o consideravam uma força que permeava tudo e intervinha em todos os aspectos do tempo e do espaço. Era um ímpeto por trás de tudo; mas o que era de valor inconcebível para esses xamãs era que esse intento — uma abstração pura — estava intimamente ligado ao homem.
O homem podia manipulá-lo sempre.
Os xamãs do México antigo perceberam ainda que a única maneira de afetar essa força era por meio de um comportamento impecável. Só o praticante mais disciplinado podia tentar tal feito.

O intento não é um pensamento, ou um objeto, ou um desejo. O intento é o que pode fazer um homem vencer, quando todos os seus pensamentos lhe dizem que ele está derrotado. Opera a despeito da indulgência do guerreiro. O intento é o que o torna invulnerável. O intento é o que envia o xamã através da parede, através do espaço, para o infinito.

O próprio Dom Juan enfatizou para mim, falando sobre aqueles antigos xamãs, que o aspecto do seu mundo que era de supremo interesse aos praticantes modernos era a consciência aguda que esses xamãs desenvolveram sobre a força universal, que chamavam de intento. Eles explicavam que o elo que cada um desses homens tinha com tal força era tão nítido e claro que eles podiam modificar as coisas à vontade. Dom Juan disse que o intento desses xamãs, desenvolvido com uma intensidade penetrante, era a única ajuda que os praticantes modernos tinham. Ele se expressou em termos mais mundanos, dizendo que os praticantes modernos, se fossem honestos consigo mesmos, pagariam qualquer preço para viver sob o guarda-chuva de tal intento.

Dom Juan assegurou que qualquer um que mostrasse o mais fugaz interesse no mundo dos xamãs da antigüidade era imediatamente trazido para o círculo pelo afiado intento deles. Seu intento era, para Dom Juan, algo incomensurável que nenhum de nós poderia enfrentar. Além disso, ele argumentava que não havia necessidade de enfrentar tal intento, porque era a única coisa que importava; era a essência do mundo desses xamãs, o mundo que os praticantes modernos almejavam acima de qualquer coisa imaginável.

— O intento desses xamãs — disse Dom Juan — era tão agudo, tão poderoso, que podia solidificar a estrutura do guerreiro em qualquer um que tocasse, mesmo que eles não tivessem consciência disso.

Em suma, o guerreiro era, para os xamãs do México antigo, uma unidade de combate tão sintonizada com a luta em volta dele, tão extraordinariamente alerta na sua forma mais pura, que ele não precisava de nada supérfluo para sobreviver. Não havia necessidade de dar presentes para um guerreiro, ou apoiá-lo com palavras ou ações, ou tentar dar-lhe consolo ou incentivo. Todas essas coisas já estavam incluídas na estrutura do próprio guerreiro. Desde que essa estrutura fosse determinada pelo intento dos xamãs do México antigo, eles se asseguravam de que qualquer coisa previsível estaria incluída. O resultado final era um lutador que lutava só e que tirava de suas próprias convicções silenciosas todo o impulso que necessitava para avançar, sem queixas, sem a necessidade de ser elogiado.

Pessoalmente, achei fascinante o conceito do guerreiro e, ao mesmo tempo, era uma das coisas mais amedrontadoras que jamais tinha encontrado. Pensava que era um conceito que, uma vez que eu o adotasse, me manteria preso numa servidão e não me daria nem tempo nem disposição para protestar, criticar ou me queixar. A queixa foi um hábito de toda a minha vida; para ser sincero, eu teria lutado com unhas e dentes para não deixá-la. Achava que a queixa era um sinal do homem sensível, corajoso e direto que não tem escrúpulos em admitir do que gosta e do que não gosta. Se tudo isso ia se transformar num organismo de luta, eu achava que ia perder mais do que podia me permitir.

Eram esses meus pensamentos profundos. E, contudo, eu cobiçava a direção, a paz, a eficiência do guerreiro. Um dos grandes auxílios que os xamãs do México antigo usaram ao estabelecer o conceito de guerreiro era a idéia de tomar a morte como uma companheira, uma testemunha de nossos atos. Dom Juan disse que, uma vez aceita essa premissa, mesmo numa forma mitigada, se forma uma ponte que se estende sobre o vazio entre o mundo de nossos afazeres mundanos e alguma coisa que está diante de nós, embora não tenha nome; alguma coisa que está perdida na neblina e não parece existir; alguma coisa tão terrivelmente obscura que não pode ser usada como ponto de referência e, no entanto, está aí, inegavelmente presente.

Dom Juan argumentava que o único ser na terra capaz de cruzar essa ponte era o guerreiro: silencioso em sua luta, ele é um homem que não pode ser detido porque não tem nada a perder; e um homem funcional e eficiente porque tem tudo a ganhar.

A vantagem oculta dos seres luminosos é que eles têm algo que nunca é usado: intento. A manobra dos xamãs é a mesma do homem comum. Ambos têm uma descrição do mundo. O homem comum a sustenta com sua razão; o xamã a sustenta com seu intento. Ambas as descrições têm suas regras; mas a vantagem do xamã é que o intento é mais abrangente do que a razão.

Um guerreiro não pode deixar nada ao acaso. Ele interfere no resultado dos acontecimentos através da força de sua consciência e de seu intento inflexível.

A impecabilidade começa com um único ato, que tem de ser deliberado, preciso e fundamentado. Se esse ato é repetido pelo tempo suficiente, adquire-se o senso de um intento inflexível, que pode ser aplicado a qualquer outra coisa. Se isso é realizado, o caminho é claro. Uma coisa leva à outra até que o guerreiro perceba todo o seu potencial.

Há no universo uma força incomensurável e indescritível que os xamãs chamam intento, e absolutamente tudo o que existe em todo o cosmo é ligado ao intento por uma conexão. Os xamãs estão interessados em discutir, compreender e usar essa conexão. Estão especialmente interessadas em limpá-la dos efeitos paralisantes que resultam das preocupações comuns com a vida cotidiana.
O xamanismo, neste nível, pode ser definido como um procedimento de limpeza da conexão com o intento.
A conexão do homem comum com o intento está praticamente morta, e os guerreiros começam com uma conexão que é inútil, porque não responde voluntariamente. Com o objetivo de revitalizar essa conexão, os guerreiros precisam de um propósito rigoroso e feroz — um estado especial da mente chamado intento inflexível.

O poder do homem é incalculável; a morte existe somente porque a intentamos desde o momento de nosso nascimento. O intento da morte pode ser cancelado fazendo-se o ponto de aglutinação mudar de posição.

O conhecimento silencioso nada mais é do que o contato direto com o intento.

Citações extraídas da Roda do Tempo, de Carlos Castaneda.

A verdade como mulher ou o sol como lua

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Allahur Akbar! Allahur Akbar! (Deus é grande! Deus é grande!).

Quando Deus criou a mulher criou também a fantasia. Um dia a Verdade resolveu visitar um grande palácio. E havia de ser o próprio palácio em que morava o sultão Harun Al-Raschid.

Envolta em lindas formas num véu claro e transparente, foi ela bater à porta do rico palácio em que vivia o glorioso senhor das terras mulçumanas. Ao ver aquela formosa mulher, quase nua, o chefe dos guardas perguntou-lhe:

- Quem és?

- Sou a Verdade! - respondeu ela, com voz firme. - Quero falar ao vosso amo e senhor, o sultão Harun Al-Raschid, o Cheique do Islã! O chefe dos guardas, zeloso da segurança do palácio, apressou-se em levar a nova ao grão-vizir:

- Senhor, - disse, inclinando-se humilde, - uma mulher desconhecida, quase nua, quer falar ao nosso soberano, o sultão Harun Al-Raschid, Príncipe dos Crentes.- Como se chama?

- Chama-se a Verdade!

- A Verdade! - exclamou o grão-vizir, subitamente assaltado de grande espanto.

- A Verdade quer penetrar neste palácio! Não! Nunca! Que seria de mim, que seria de todos nós, se a Verdade aqui entrasse? A perdição, a desgraça nossa! Dize-lhe que uma mulher nua, despudorada, não entra aqui!

Voltou o chefe dos guardas com o recado do grão-vizir e disse à Verdade:

- Não podes entrar, minha filha. A tua nudez iria ofender o nosso Califa. Com esses ares impúdicos não poderás ir à presença do Príncipe dos Crentes, o nosso glorioso sultão Harun Al-Raschid. Volta, pois, pelos caminhos de Allah! Vendo que não conseguiria realizar o seu intento, ficou muito triste a Verdade, e afastou-se lentamente do grande palácio do magnânimo sultão Harun Al-Raschid, cujas portas se lhe fecharam à diáfana formosura!

Mas...

Allahur Akbar! Allahur Akbar!

Quando Deus criou a mulher, criou também a Obstinação. E a Verdade continuou a alimentar o propósito de visitar um grande palácio. E havia de ser o próprio palácio em que morava o sultão Harun Al-Raschid...

Cobriu as peregrinas formas de um couro grosseiro como os que usam os pastores e foi novamente bater à porta do suntuoso palácio em que vivia o glorioso senhor das terras mulçumanas. Ao ver aquela formosa mulher grosseiramente vestida com peles, o chefe dos guardas perguntou-lhe:

- Quem és?

- Sou a Acusação! - respondeu ela, em tom severo. - Quero falar ao vosso amo e senhor, o sultão Harun Al-Raschid, Comendador dos Crentes!

O chefe dos guardas, zeloso da segurança do palácio, correu a entender-se como o grão-vizir.

- Senhor - disse, inclinando-se humilde, - uma mulher desconhecida, o corpo envolto em grosseiras peles, deseja falar ao nosso soberano, o sultão Harun Al-Raschid.

- Como se chama?

- A Acusação!

- A Acusação? - repetiu o grão-vizir, aterrorizado. - A Acusação quer entrar nesse palácio? Não! Nunca! Que seria de mim, que seria de todos nós, se a Acusação aqui entrasse! A perdição, a desgraça nossa! Dize-lhe que não, que não pode entrar! Dize-lhe que uma mulher, sob as vestes grosseiras de um zagal, não pode falar ao Califa, nosso amo e senhor!

Voltou o chefe dos guardas com a proibição do grão-vizir e disse à Verdade.

- Não podes entrar, minha filha. Com essas vestes grosseiras, próprias de um beduíno rude e pobre, não poderás falar ao nosso amo e senhor, o sultão Harun Al-Raschid. Volta, pois, em paz, pelos caminhos de Allah!

Vendo quem não conseguiria realizar o seu intento, ficou ainda mais triste a Verdade e afastou-se vagarosamente do grande palácio do poderoso Harun Al-Raschid, cuja cúpula cintilava aos últimos clarões do sol poente.

Mas...

Allahur Akbar! Allahur Akbar! Quando Deus criou a mulher, criou também o Capricho.

E a Verdade entrou-se do vivo desejo de visitar um grande palácio. E havia de ser o próprio palácio em que morava o sultão Harun Al-Raschid.

Vestiu-se com riquíssimos trajos, cobriu-se com jóias e adornos, envolveu o rosto em um manto diáfano de seda e foi bater à porta do palácio em que vivia o glorioso senhor dos Árabes.

Ao ver aquela encantadora mulher, linda como a quarta lua do mês de Ramadã, o chefe dos guardas perguntou-lhe:

- Quem és?

- Sou a Fábula - respondeu ela, em tom meigo e mavioso. - Quero falar ao vosso amo e senhor, o generoso sultão Harun Al-Raschid, Emir dos Árabes!

O chefe dos guardas, zeloso da segurança do palácio, correu, radiante, a falar com o grão-vizir:

- Senhor, - disse, inclinando-se, humilde - uma linda e encantadora mulher, vestida como uma princesa, solicita audiência de nosso amo e senhor, o sultão Harun Al-Raschid, Emir dos Crentes.

- Como se chama?

- Chama-se a Fábula!

- A Fábula! - exclamou o grão-vizir, cheio de alegria. - A Fábula quer entrar neste palácio! Allah seja louvado! Que entre! Benvinda seja a encantadora Fábula: Cem formosas escravas irão recebê-la com flores e perfumes! Quero que a Fábula tenha, neste palácio, o acolhimento digno de uma verdadeira rainha!

E abertas de par em par as portas do grande palácio de Bagdá, a formosa peregrina entrou.

E foi assim, sob o aspecto de Fábula, que a Verdade conseguiu aparecer ao poderoso califa de Bagdá, o sultão Harun Al-Raschid, Vigário de Allah e senhor do grande império mulçumano!

Dica de filme: O Buda

quinta-feira, 4 de junho de 2015

“O Buda” é a história de um jovem que vive numa cidade grande e luta para fugir de sua profunda necessidade espiritual: a de descobrir quem ele é. Perdas, desilusões e tragédias, o levam a severas práticas espirituais, abandonando completamente sua vida, seu mundo, sua alimentação e afetando profundamente o mundo das pessoas que o rodeiam. Seu irmão, professor universitário de filosofia, sua noiva, atriz e filha de uma empresária do ramo televisivo, serão os interlocutores de sua exótica viagem em busca por seu mestre em um templo Zen nas montanhas. Ele o encontra, mas nem tudo acaba como se poderia esperar...

Muitas e muitas vezes adentramos ao caminho pelo caminho do erro, é assim mesmo, uma viagem de auto-descoberta, desilusão e prazer pelo conhecimento de si.

Uma estória


Quando Bankei realizava seus retiro semanais de meditação, discípulos de muitas partes do Japão vinham participar. Durante um destes Sesshins um discípulo foi pego roubando. O caso foi reportado a Bankei com a solicitação para que o culpado fosse expulso.

Bankei ignorou o caso.

Mais tarde o discípulo foi surpreendido na mesma falta, e novamente Bankei desdenhou o acontecimento. Isto aborreceu os outros pupilos, que enviaram uma petição pedindo a dispensa do ladrão, e declarando que se tal não fosse feito eles todos iriam deixar o retiro.

Quando Bankei leu a petição ele reuniu todos diante de si.

"Vocês são sábios," ele disse aos discípulos. "Vocês sabem o que é certo e o que é errado. Vocês podem ir para qualquer outro lugar para estudar e praticar, mas este pobre irmão não percebe nem mesmo o que significa o certo e o errado. Quem irá ensiná-lo se eu não o fizer? Eu vou mantê-lo aqui mesmo se o resto de vocês partirem."

Uma torrente de lágrimas foram derramadas pelo monge que roubara. Todo seu desejo de roubar tinha se esvaecido.

Para baixar via torrent: AQUI

Legendas AQUI

Filme em espanhol (abaixo):


Documentário - Out of the blue

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"A descoberta que estamos sendo visitados por extraterrestres seria uma das maiores da história da humanidade. Mudaria profundamente a percepção que temos de nós mesmos e do nosso lugar no universo". Seria uma descoberta da América ao avesso, onde nós seríamos os "selvagens", talvez por isso mesmo a simples idéia de ETs incomode tanto. Ainda mais se esses ETs não fossem ETs, e sim outra coisa que está profundamente ligada ao nosso passado.

No Brasil, com exclusividade, o documentário em DVD mais premiado dos últimos tempos. Destino Terra [Out of the Blue] é uma produção que contém informações e imagens surpreendentes, fornecidas por cientistas, astronautas, militares, pilotos, agentes secretos e até políticos. Nunca um documentário ufológico contou com tantas personalidades. Você verá os presidentes dos EUA Jimmy Carter, Gerald Ford, Bill Clinton e Ronald Reagan fazerem impressionantes declarações, raramente veiculadas antes. Narrado por Peter Coyote, o DVD mostra os astronautas Edgar Mitchell e Gordon Cooper descrevendo ocorrências com UFOs na Terra e no espaço, e o cosmonauta Pavel Popovich relatando o avistamento de um disco voador durante o vôo da estação espacial Mir.
***
"Mas tais sinais são deturpados pelos conquistadores e histórias despropositadas substituem a real origem de tais sinais. Nossos ancestrais não foram destruídos, partiram e nos acenam de outras ilhas de realidade entre o vasto Mar da Consciência. Os carcereiros tentam iludir, não é nada, é Vênus brilhando, é um balão meteorológico, estais louco, vamos te dar remédios para que voltes ao "normal", estas e outras formas são meios efetivos de impedir que percebamos a realidade, os sinais estão sendo mandados. Ficamos aqui, nascemos aqui, neste mundo onde nossos ancestrais foram escravizados, ambos, tanto o conquistador como os conquistados eram escravos do mesmo sistema que usa os conquistadores para estender seus domínios onde ainda se é livre. E da fusão do conquistador com o conquistado surgimos nós, aqui, híbridos, cheios de potencial, mas em grande parte ignorando tudo isso" - Extraído do texto do Nuvem que passa sobre Xamanismo, Bruxaria e Magia - 4ª parte.


A salvação da Terra virá da própria Terra e não de fora Dela

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pensar a solução para os desafios do Planeta a partir da própria Terra é a solução mais natural, simples e lógica, sem viagens "esquizotéricas" e falsos profetas.


O ateu

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Há uma estória indiana de um homem que era um ateu e agnóstico, um raríssimo tipo de postura na Índia. Ele era uma pessoa que desejava livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da direta experiência da Verdade. Ele atraiu discípulos que costumavam se reunir a seu redor toda semana, quando ele falava a todos sobre seus princípios. Após algum tempo eles começaram a se juntar antes do mestre aparecer, porque eles gostavam de estar em grupo e cantar juntos.

Eventualmente foi construída uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o mestre agnóstico. Após sua morte, tornou-se uma prática entre seus seguidores fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em uma mesa especial a imagem do mestre era mostrada em uma moldura de ouro, e as pessoas deixavam flores e incenso lá, em respeito ao mestre.

Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem, que em vida não praticava nada disso, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava freqüentemente a pessoa a se iludir no caminho da Verdade.

“Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.

Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.

Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.

Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.

Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.

Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.

Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.

Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.

Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.”