Passar-se a limpo

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Para entender o presente e conhecer o futuro estude o passado.

Passar-se a limpo é o que mais importa.

O exterior é reflexo do interior.

Para conhecer uma pessoa estude suas relações. Uma pessoa é o que é suas relações, cada relação é um espelho multifacetado da alma de uma pessoa. Simples assim. Muito simples.

Não avalie ninguém sob efeito da paixão, antes tenha paixão por compreender a si e ao outro. Observe-se, seja um caçador de si, um espreitador da própria alma e comportamento.

Para conhecer a si mesmo recapitule sua própria vida sem justificativas, racionalizações, culpas ou desculpas. Seja imparcial, seja implacável e ao mesmo tempo gentil. Isto é ser capaz de desenvolver um tipo de inteligência (intra-pessoal) que é a chave para saber viver. A exigência maior aqui é: seja paciente, sobretudo consigo mesmo. Eis os princípios da espreita: implacabilidade sem ser cruel; gentileza sem ser bobo; astúcia sem ser maquiavélico e paciência sem ser passivo.

Não há livro mais interessante para alguém do que si mesmo, pois este estudo de si livra o ser de sofrer a eterna repetição de erros constituída pelo próprio ego, este conjunto de rotinas viciadas que impede qualquer mudança efetiva.

Quando o mundo virou coisa

quinta-feira, 22 de outubro de 2015


Aloha viajante entre mundos!

Convido-o a sentar-se nessa fogueira virtual para que eu possa partilhar contigo aquilo que foi partilhado comigo, o avô que me contou também um dia ouviu de seu avô que ouviu do seu e de boca para ouvido vai nas raízes da árvore da existência, até antes da palavra, antes da aurora dos tempos.

O que alerto são os limites, palavras aludem, mas tu não podes sentir o brilho do meu olhar aqui, não podes perceber o tom da minha voz, não posso partilhar a "chincha" contigo assim te acautela e lembra que será necessária uma grande intenção firme de tua parte para que aquilo que estou a declarar seja compreensível.

Não toquei meu tambor prá ti, prá que nossos corações entrassem no mesmo compasso, e com os barulhos falsos da cidade te acautela, peço que te sintonizes além da ilusão desses ritmos que nos impuseram, o ritmo das "coisas".

Não dançamos juntos nossas danças de poder para que nossos corpos reconhecessem os clãs que nos originaram.

Entretanto, apesar de todo estes limites confio que os ventos que evoco quando escrevo estas palavras nesta manhã de chuva branda na Mantiqueira nos permitirão partilhar mais que palavras e nos colocar em compreensão com o sentimento.

Para que haja compreensão e não caias apenas em interpretações.

Pois hoje em muitos lugares do mundo os homens e mulheres, entes mágicos e seres vivos que nunca se deixaram ser coisas começam a sair de seus esconderijos para o canto de guerra da Batalha da Tribo do Arco Íris.

Existe um sinal chegando, como uma poderosa trombeta de chifre do animal ancestral, tocada pelos lábios da própria vastidão da ETernidade, vem avisando: uma nova era está se aproximando. Acabou o tempo das coisas.

Quando roubaram o fogo e deixaram apenas o frio neste mundo, entes pactuaram com os Quichés: "Dêem o coração de seus prisioneiros e traremos o fogo de volta."

Os índios quichés entregaram o sangue de seus prisioneiros e se salvaram do frio.

E assim foi se repetindo, com povos diversos que vem entregando a esperança de seus filhos, o sorriso nos lábios de nossas crianças, a dignidade de nossos anciões, a vida das matas e dos rios, assim muitos povos pacturam com este inimigo coisificador, que se espalhou pelo mundo e gerou este estado de coisas que aí está : o mundo das coisas, sem gentes, sem vida, sem alegria, só coisas.

Mas alguns não aceitaram o preço. Os cakchiqueles por exemplo, não aceitaram o preço.

Os cakchiqueles, primos dos Quichés e também herdeiros dos Maias , deslizaram com os pés de pluma através da fumaça e roubaram o fogo e esconderam na cova de suas montanhas.

E então surgiram duas linhagens, os que coisificam tudo para servir ao estado que aí está e quem não se deixa dominar, pois magia viva não tem como ser contida em celas, grilhões ou conversões tacanhas.

E assim temos feitos, nós guerreiros e guerreiras da Tribo do Arco-Íris, não cedemos, astutamente continuamos sendo "magia" onde tudo virava coisa.

Não somos coisas, somos magia viva.

A proposta é partilhar informações fundamentais, para podermos falar do que vem por aí, precisamos falar dos que partiram pra entender quem está voltando.

Embora partir e voltar sejam só modos de pormos marcos num vasto caminho, no eterno aqui e agora que vivemos.

Vou falar do tempo antes desse, quando cada erva rasteira, cada animal que corre, voa ou nada, cada árvore e cada pedra tinha em si um valor e um poder reconhecido e assim como os clãs humanos viviam em seus ciclos e suas formas de interagir com a vida e com o mistério da consciência também essas outras formas de vida assim existiam, assim viviam em ritmos e segredos.

Quando nós seres humanos e animais e plantas podíamos nos comunicar de outra forma e a vida era vista como uma grande viagem da Consciência pela ETERNIDADE.

A sociedade atual substitiui tudo isso por uma interpretação que fez, nos prendeu a um conjunto de critérios validátivos e chamou isso de "realidade".

As manadas de elefantes nas savanas, os golfinhos e baleias no mar, os pássaros em migração, o urso cinzento no frio polar, todos sempre tiveram seu papel, tudo sempre teve sua importância e cada ser humano era importante, cada árvore era importante, cada animal era importante.

Para nós das tradições nativas tudo está interligado. A Existência começa num momento mágico no qual a TOTALIDADE emana de si mesma. Vejam bem, não disse "foi criada", disse 'emana'. É um conceito completamente diferente.

Uma pedra cai em tranqüilo lago, gera onda, que gera outra onda, que gera outra, assim somos nós, temos em nós uma força primordial, por isso alguns de nós são aparentados aos clãs dos animais que correm, outros dos que voam, de plantas e pedras diversas, somos faces diversas de uma mesma realidade, tudo está interligado.

Houve um tempo em que não éramos coisas, nem cercados estávamos de coisas, mas éramos mistérios e estávamos cercados de mistérios. Por isso a caça era momento mágico, onde as necessidades de um grupo eram saciadas, quer um grupo humano, quer um leão e sua família, um jaguar, um côndor.

Houve um tempo que a vida surgiu, pródiga e se espalhou. Para nós, dos caminhos nativos, isso aconteceu em vários ciclos. Todas as tradições nativas falam das várias fases da vida, dos vários ciclos de existência, dos "mundos que existiram" antes desse.

É interessante notar que a perspectiva dominante, inclusive a judaico-cristã, gera um desenvolvimento no tempo, um mundo é criado, seres são criados e então as coisas passam a se desenvolver no tempo.

Para os povos nativos a abordagem é mais forte no espaço, os Maias, Hoppes, Anassazi, os Pueblos e tantos outros povos falam de mundos anteriores a esse depois da chegada nesse mundo.

As eras não são apenas no Tempo... há mundos antes desses... Chegamos nesse mundo e agora vem o desafio: "para onde iremos?"

Cada mundo com seus seres, com a vida se manifestando.

Então temos um momento que podemos dizer "há milhares de anos atrás"... no qual na "África, na Ásia, na Europa , nas Américas e na Oceania" temos povos vivendo em harmonia com a Terra, com a vida.

Seres humanos de linhagens diferentes (o homo sapiens não dominava ainda) convivendo com entes de outros mundos, e com os animais e plantas se relacionando como realidades vivas.

Para nós que trilhamos os caminhos nativos há um momento fundamental para compreender quando a humanidade deixou de trilhar o caminho de sintonia com a Natureza e entrou nesta outra linha de ação, que resultou neste estado de total degradação.

Houve um momento, que acontece de diferentes formas para cada povo, que a maneira de se relacionar do ser humano com a natureza se transforma e a vida não é mais "VIDA", mas sim coisa. A Natureza deixa de ser parte de nós mesmos e se torna "matéria prima".

O ser humano passa a exercer o poder sobre os grupos imediatos, passa a ser "dono do rebanho", depois "dono da Terra", depois "dono dos escravos e servos", e, então, "dono" substitui o participante. A NATUREZA não é mais viva, é coisa.

Dentro de uma relação ancestral com a natureza uma lança, uma flecha, um vaso, uma cumbuca, uma panela, tudo que é usado tem um valor muito mais amplo que o utilitário, faz parte da vida, faz parte da história daquele grupo, daquela pessoa, daquela família... e isto se perdeu quase completamente hoje.

E então chegamos no momento em que tudo foi tornado coisa.

É daqui que precisamos sair, nós, herdeiros dos conquistadores, pois não podemos nos esquecer disso: somos antes de mais nada os herdeiros dos conquistadores e se vamos deixar de ser coisas, de tratar tudo como coisas, precisamos iniciar este trabalho em nós mesmos.

É o primeiro desafio.

Descoisificarmos a nós e nossas relações.

Nos coisificaram, agora nosso desafio é ir além desse estado.

Só então podemos dar os próximos passos.

Precisamos descobrir que somos mais que "o que fizeram de nós", que somos magia viva, pronta para ser desperta.

Eu, Nuvem que passa falei. Ho!

O tempo da previsão

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Chegamos aos tempos previstos pelos povos nativos, onde a vida estaria toda ameaçada, quando homens e mulheres guiados por seres perigosos iriam brigar pelo mundo, usando armas de grande poder de destruição.

Mas também chegamos aos tempos da Tribo do Arco Íris e sua batalha, pacífica, bom combate, luta em essência, para que o Ser Terra que nos abriga sobreviva, se recupere e então plenamente consciente de novo, pois está em coma agora pelas agressões que tem sofrido, se auto regulará.

Nós que seguimos os ciclos da Vida, que sentimos o pulsar da Terra e da Natureza temos um ritmo diferente de quem segue o ritmo das grandes cidades.

Pode-se viver nas grandes cidades sem estar no ritmo delas, depende muito de tua postura existencial.

Essa é a primeira manobra radical que podemos fazer no nosso surf do Zuvuya.

Estar no mundo, mas não ser dele.

"Se algo lá fora pegou fogo, deixe o fogo só onde ele está, não incendeie o seu coração."

"Se há inundação, deixe que alague apenas o que está a sua volta, não alague tua mente."

São ditos budistas, falam do desapego.

O desapego é que nos permite entrar num estado de não ressonância às programações impostas do sistema.

Respirar tranquilamente, procure prestar atenção na tua respiração, só prestar atenção, sem interferir.

O apego, a posse, o controle, o domínio sobre o exterior são bases poderosas nesse sistema que aí está.

O desapego é uma postura revolucionária porque vem de uma constatação de nossa efemeridade frente à vastidão da existência.

A tremenda importância pessoal das pessoas hoje vem do medo de assumirem o nada que somos, a efemeridade de nossa condição, por não resolverem suas carências interiores ficam com medo de sentir o absoluto vazio da ETERNIDADE desprovido de emoções, o Olho do Dragão, puro INTENTO.

E o medo leva a refugiarem-se em elaboradas imagens de importância pessoal e se alguém ameaça esta imagem podem fazer de tudo , loucuras, para salvaguardar algo que em si já é falso.

Vejam a "guerra" que hoje está acontecendo no mundo, as pessoas tidas como chaves do conflito, é patético ver personagens tão estereotipados no comando de forças tão poderosas.

A Tribo do Arco Íris vai partilhar alguns ritos especiais durante esta Primavera que visam principalmente curar a Terra.

A solicitação é que sejam o mais amplamente divulgados para outros lugares do mundo, pois a proposta é termos uma teia acontecendo e se sincronizando, via Web, para no Solstício de Verão realizarmos um trabalho sincronizado em todo o mundo.

É um desafio e um primeiro experimento usando a WEB, nossa teia, para nos auxiliar como Aranha Dourada, a tecer complexa teia, que não nos enreda, mas nos põe em contato e nos permite " comum - nick - AÇÃO ".

O mundo é resultado do estado de consciência coletivo, a maior parte das pessoas não quer a guerra e os conflitos que estão aí, eles são mantidos por forças artificiais, como as políticas internacionais que favorecem conflitos, fortalecendo diferenças e ódios, com nítidos fins de provocar conflitos e de alguma forma ganhar com isso.

Essa lógica perversa que vem alimentando o mundo conquistado não precisa ser a nossa lógica existencial.

Cada um de nós pode se trabalhar pessoalmente e deixar de expressar em si os "tiques" do sistema, estas formas de estar no mundo dominadoras, agressivas, desequilibradas e violentas.

E isso é possível em todas as esferas, mas precisamos começar isso no aqui e agora.

Esta é a proposta da Tribo do Arco Íris, aqui começa o nosso combate, não indo lutar com alguém só porque tem uma cor de pele ou uniforme diferente, só porque adora outra face da Divindade, só porque me mandaram matar.

O (a) guerreiro (a) interior que carregamos em nosso interior não pode ser corrompido(a) em mercenário(a).

Existe um abismo entre o (a) guerreiro (a) e o (a) mercenário (a).

O Dalai Lama me parece o único líder poliético de fato desse mundo tomado por guerras que acontecem apenas para continuar defendendo o direito de Roma e das Companhias das Índias Ocidentais e Orientais terem fornecedores de matéria prima barata e consumidores de seus manufaturados, agora feitos na própria colônia.

Vejam o desapego de sua luta quase solitária, enfrentando pressões internas de outras facções, pois a luta pelo poder existe em toda parte, mas ali, sereno, transmitindo suas mensagens.

Ali temos um de nós, ali está um guerreiro do Arco Íris na plenitude de seu potencial, agindo pelo não agir e a cada momento aproveitando para fazer cada um que dele se aproxima um pouco menos escravo, um pouco mais livre, sem proselitismo, como quem canta sua canção, crendo que almejando estrelas, atravessará com mais vigor o pântano lamacento das relações internacionais e levará o mundo a entender que o Tibet é livre, é inconcebível que em nossa Era a comunidade internacional ainda admita isso, obviamente por interesses econômicos.

O mesmo acontece com os povos nativos, que continuam tendo seus direitos violados, suas terras invadidas, culturas sofisticadas, com respostas para muitos de nossos questionamentos, desde os surgidos nos aceleradores de partículas até os de saúde e qualidade de vida, estão sendo dizimadas, por mineradores, criadores de gado e madeireiras, principalmente.

Este modelo de destruição, de tomar lugares, matar quem está ali, destruir culturas para colocar as "pessoas que estão sobrando" dentro do país é um método que precisa ser repensado.

É irônico que tal ato vil seja realizado na ancestral China, a China que viu Confúcio e Lao Tsé nascerem e manifestarem sua sabedoria.

A China do Taoísmo, da Acupuntura, das Artes Marciais, a China que descobriu a pólvora, mas quando os navios ingleses a tomaram com a força dos canhões, tinha apenas fogos de artifício para responder, a China onde uma mulher, mestra em Shao Lin, um dia disse: Quando criaram as armas, os covardes tomaram o mundo".

Estas forças que dominam o mundo são herdeiras diretas das que invadiram estas terras que hoje vivemos e destruíram as culturas que aqui existiam, quase completamente.

Nós somos herdeiros dos Conquistadores, é muito séria a resposta efetiva, isto é em atos, que vamos dar nesse momento histórico.

A questão é simples, com quem vão se alinhar?

Com quem vão ser "sócios da descrição da realidade"?

É uma pergunta profunda, porque podemos nos alinhar justamente com este sistema que criticamos e sabemos ser destruidor da Vida.

E o pior é que a destruição continua agora e o que estamos fazendo por isso?

Checamos se nossos deputados e senadores no Congresso tem ajudado na questão da demarcação das Terras indígenas?

Algo tão mínimo, mas vital, é como separar lixo orgânico de inorgânico em sua casa, cada postura do dia a dia é um ato significativo nessa rebelião.

Essa é a sutileza e a força da ação proposta pela Tribo do Arco Íris.

Não precisamos brigar com os que são pagos para defender o SISTEMA, entrar em luta armada é tolice, só vamos dar capital para os "senhores do progresso" que tem na fábrica de armas um de seus grandes negócios lucrativos.

Cada míssil lançado é comemorado na industria de armas, vai ser reposto, devem ter ouvido falar dos preços desses mísseis.

Todo esse capital destinado à produção de armas para destruir pessoas, cada vez mais fortes, mais perigosas a todos nós.

Todo esse capital destinado a industria de armas é sangrado de países como o Brasil, nos eternos juros das dívidas que continua fazendo, vejam quantos empréstimos a FMI e tal.

Estamos preparados para uma contaminação global com vírus ou bactérias mutadas , algo que pode acontecer, já aconteceu vazamento de material biológico mutado para fins militares matando dezenas de civis?

E o mundo podia estar investindo isso na pesquisa cientifica, no sanar das necessidades fundamentais , mas está investindo em guerra.

Frente a total falência do sistema político, que em todos os países revela suas mazelas, corrupção e malversação do dinheiro público, frente a falência da sociedade como um todo para administrar suas crises sociais, políticas, econômicas e ecológicas, falência constatável pelo simples observar da situação do mundo nos últimos 5 anos.

Observe sua situação de vida nestes últimos 5 anos?

Até quando o Brasil vai estar exposto ao jogo internacional comandado pelo G7?

As crises geradas na Ásia e outros mercados desestabilizaram o que era um plano razoável de equilíbrio monetário interno, assim continuamos na tal crise, que torna o dinheiro o foco das pessoas e a vida é entregue, cada gota de suor, para alguns lágrimas e sangue, tudo para ter dinheiro, para poder sobreviver.

De que forma resolve essa questão?

Como vivemos?

É uma questão fundamental, pois a forma que vivemos declara muito sobre como estamos respondendo ao desafio da vida dentro deste contexto social.

Um contexto que é francamente desfavorável a vida, só permitindo a sobrevivência, para que as pessoas sirvam de extensões biológicas das máquinas e sistemas organizacionais que dominam objetivamente o mundo.

Os povos nativos têm outra abordagem da realidade.

As lendas e tradições dos povos nativos tem uma característica interessante, são histórias muito ancestrais, que caminharam com alto grau de fidelidade até nossos tempos.

Parte dessas histórias só podem mesmo ser compreendidas se nos tornarmos "sócios" da visão de mundo que têm.

Nuvem que passa

obs: este texto foi escrito há 10 anos.

Deus em si

O alvo é deus em si mesmo.

Mas quem aponta também é deus.

Tudo é deus. O único pecado é disto esquecer.

Deus em tudo, tudo em Deus.

A felicidade suprema é a suprema realização de deus em si.

Quando se tem consciência disto todos as realizações carecem de sentido se não estiverem subjulgadas a suprema realização.

A diferença fundamental entre uma pessoa adormecida e uma desperta é apenas o esquecimento e a lembrança sobre a divindade dentro de si.

Mas lembrança aqui é um conhecimento visceral de deus em si, presente em todo o teu ser, a partir mesmo do teu corpo, teu sangue, tua coluna, teu respirar até abranger tudo o mais.

Há níveis diferentes de despertar, mas o despertar começa pelo corpo mesmo, por isto Kundalini-Shakti encontra-se em Mooladhara, o chacra básico.

Levar esta lembrança-consciência de si para dentro do cotidiano e mantê-la é a realização das realizações.

Até lá você deve começar pelo começo, ir adquirindo mais e mais flashs destas lembranças de si até que elas atinjam um ponto crítico que promova uma mudança do ser.

Cuide-se das armadilhas do ego que irá querer fazer com que você pense que já alcançou algo. Lembre-se que o ego não pode alcançar nada, ele precisa ser dissolvido na força do amor divino ou êxtase para que este possa coagular o ser verdadeiro.

F.A.

Dica de filme: O Caminho do Guerreiro Pacífico

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O caminho do guerreiro pacífico ou Poder além da Vida é um filme excelente, baseado em história real e que tem tudo a ver com os ensinamentos do caminho do guerreiro tal como ele foi apresentado ao mundo por Carlos Castaneda. Vemos também elementos do Budismo Zen. A história é sensível, engraçada e prenhe de ensinamentos sobre o Caminho.

O ensinamento aqui é o ensinamento sobre aquilo que poderia ser chamado de "a maneira correta de viver" ou a melhor forma de viver ou sobre o conceito de impecabilidade tendo como essência a prática de viver sintonizado no aqui e no agora. Sobre isto uma história:

PENEIRA CHEIA DE ÁGUA

Cinco discípulos viajaram por muitos dias para receberem os ensinamentos de um Mestre a respeito de vida.

- A Vida é uma peneira cheia de água.

Ouviram o Mestre mansamente dizer já no seu primeiro encontro. Muito confusos e até decepcionados com esse ensinamento, arriscaram uma pergunta:

- E o que deveremos fazer para vivermos intensamente e sem restrições?

- Ora, é muito simples: encham as suas peneiras de água, respondeu-lhes o Mestre em tom categórico. Dois deles, visivelmente insatisfeitos com o Mestre, decidiram partir imediatamente, lamentando terem vindo de tão longe para ouvirem tamanha baboseira.

Outros dois também regressaram logo, convictos de que havia um significado oculto nas palavras do Mestre, que eles deveriam descobrir através de um pormenorizado estudo dos Textos Sagrados.

Apenas um deles resolveu por em prática o ensinamento do Mestre.
Apanhou, pois, uma peneira e foi para a beira do rio, onde, pacientemente, hora após hora, dia após dia, tentou de todas as maneiras enchê-la de água, como o mestre havia recomendado. Reconhecendo o esforço e a humildade do discípulo, o Mestre aproximou-se dele e tomando a peneira da sua mão, disse:

- Apanhando um pouquinho de água de cada vez e despejando dentro da peneira, você nunca conseguirá enchê-la de água.

E num gesto rápido, lançou a peneira na correnteza do rio. Ao ver sua peneira encher-se de água sem parar, num caudaloso, regular, intenso, infinito e contínuo movimento, constatou que para viver a vida intensamente é preciso que se entregue à ela, por inteiro.

É necessário render-se ao aqui e agora, sem os conflitos de certo e errado, bom e mau ou, seja lá do que for. Inútil tentar fugir ou buscar significados ocultos para os fatos da vida. Só mergulhando nela poderemos saber o que a vida é e desfrutá-la integralmente, sem julgamentos de qualquer espécie. Por desatenção ao presente, o que se percebe da vida e consequentemente dela recebemos são apenas migalhas, gotículas insignificantes que passam sem deixar seqüelas, lances esparsos e não raro confusos do que está ocorrendo dentro e fora de nós.

Enquanto isso, a vida não pára de viver, conosco ausentes ou presentes. Daí brota a incômoda sensação de que algo está sempre nos faltando, de  que a nossa peneira continua vazia, a despeito de todos os nossos humildes, resignados e constantes esforços.

Ver on line no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=ffCWX6aJvv4



Livro: Kundalini Tantra

sábado, 17 de outubro de 2015

Download do livro AQUI.

A vida sexual tem sido sempre um problema para a humanidade. Desde o começo da história, a energia primal tem sido mal compreendida. Professores religiosos e moralistas têm denunciado isto. Mas a vida sexual continua, não porque o homem a respeite, mas porque ele necessita dela. Ele talvez a renuncie, mas ele não pode removê-la de sua mente, porque ela é um de seus mais poderosos impulsos.

No contexto do yoga e do tantra, a comum definição de vida sexual não tem relevância. É absolutamente não científico e incorreto. Essa definição tem criado uma sociedade e uma nação de hipócritas. Tem conduzido milhares de pessoas jovens para dentro de um asilo mental. Quando você quer algo o qual você pensa que é mal, todos os tipos de complexos de culpa surgem. Isto é o início da esquizofrenia, e todos nós somos esquizofrênicos em certa extensão.

Entretanto, os yoguis têm tentado dar uma direção correta para o impulso sexual. Yoga não interfere com a vida sexual. A vida sexual normal nem é espiritual ou não espiritual. Mas se você pratica yoga e domina certas técnicas, então a vida sexual se torna espiritual. Naturalmente, se você segue uma vida celibatária, isto é também espiritual.

Tantra da mão esquerda

A ciência do tantra tem dois principais ramos, os quais são conhecidos como vama marga e dakshina marga. Vama marga é o caminho esquerdo o qual combina vida sexual com práticas de yoga para despertar os centros de energia adormecidos. Dakshina marga é o caminho da direita das práticas de yoga sem lei sexual. Previamente, devido as barreiras na vida sexual, o caminho mais largamente seguido foi o dakshina marga. Hoje, entretanto, estas barreiras estão sendo rapidamente quebradas, e o caminho mais procurado pelas pessoas em todos lugares é vama marga, a qual utiliza a vida sexual para o desenvolvimento espiritual.

De acordo com o tantra, a vida sexual tem uma proposta tríplice. Alguns praticam-na para procriação, outros por prazer, mas as práticas tântricas são para o samadhi. Ele não mantém nenhuma visão negativa sobre isto. Ele a faz como uma parte de sua sadhana. Mas, ao mesmo tempo, ele se dá conta que para propostas espirituais, a experiência deve ser mantida. Ordinariamente, esta experiência é perdida antes que alguém possa aprofundar-se nela. Dominando certas técnicas, entretanto, esta experiência pode tornar-se contínua mesmo em todas as parte da vida diária. Então os centros silenciosos do cérebro são despertados e começam a funcionar todo o tempo.

A energia principal

A alegação do vama marga é que o despertar de kundalini é possível por meio da interação sexual entre o homem e a mulher. O conceito atrás disso segue as mesmas linhas que o processo de fissão e fusão descritos na física moderna. O homem e a mulher representam a energia positiva e negativa. Em um nível mental eles representam tempo e espaço. Ordinariamente, estas duas forças permanecem em pólos opostos. Durante a interação sexual, entretanto, eles movem-se para fora de suas posições de polaridade, em direção ao centro. Quando eles vem juntos ao núcleo ou ponto central, uma explosão ocorre e a matéria torna-se manifesta. Este é o tema básico da iniciação tântrica.

O evento natural que toma lugar entre o homem e a mulher é considerado como a explosão do centro de energia. Em todo pontinho da vida, ela é a união entre os pólos positivo e negativo que é responsável pela iluminação, e a experiência que ocorre neste momento de união é um vislumbre da alta experiência.

Este assunto tem sido cuidadosamente discutido em todas as antigas escrituras do tantra. Verdadeiramente mais importante do que as ondas de energia que são criadas durante a união mútua, é o processo de direcionamento dessa energia para os centros mais altos. Todos sabem como esta energia é criada, mas ninguém sabe como dirigi-la para os centros mais altos. De fato, muito poucas pessoas tem completo entendimento positivo desse evento natural o qual quase todas pessoas no mundo experienciam. Se a experiência conjugal, a qual é geralmente muito transitória, pudesse ser extendida por um período de tempo, então a experiência de iluminação poderia ocorrer.

Os elementos que são trazidos juntos nesse processo de união são conhecidos como Shiva e Shakti. Shiva representa o purusha ou consciência e Shakti representa prakriti ou energia. Shakti, de diferentes formas, é representada em toda a criação. Ambos a energia material e espiritual são conhecidos como Shakti. Quando a energia move-se externamente, ela é a energia material e quando ela é dirigida interiormente é a energia espiritual. Entretanto, quando a união entre homem e mulher é praticada de uma forma correta, ela tem uma influência muito positiva no desenvolvimento da consciência espiritual.

Mantendo o bindu

Bindu significa um ponto ou uma gota. No tantra, bindu é considerado o núcleo, ou domicílio da matéria, o ponto do qual toda criação torna-se manifesta.

Verdadeiramente, a fonte do bindu são os mais altos centros do cérebro. Mas devido ao desenvolvimento das emoções e paixões, o bindu cai para uma região mais baixa onde é transformado em esperma e óvulo. No nível mais alto, bindu é um ponto. No nível mais baixo, ele é a gota de líquido, a qual goteja do organismo masculino e feminino.

De acordo com o tantra, a preservação do bindu é absolutamente necessária por duas razões. Primeiramente, o processo de regeneração pode unicamente ser executado com a ajuda do bindu. Em segundo lugar, todas as experiências espirituais ocorrem quando existe uma explosão do bindu. Esta explosão pode resultar na criação de tudo ou de nada. Entretanto, no tantra, certas práticas são recomendadas através das quais o parceiro masculino pode parar a ejaculação e manter o bindu.

De acordo com o tantra, a ejaculação não deveria ocorrer. Alguém deveria ensinar como interrompê-la. Para este fim, o parceiro homem deveria ter aperfeiçoado as práticas de vajroli mudra tão bem quanto mula bhanda e uddiyana bandha. Quando estas três kriyas estão perfeitas, a pessoa está apta a parar a ejaculação completamente em qualquer ponto da experiência.

O ato sexual culmina em uma particular experiência a qual é alcançada somente no ponto de explosão da energia. A menos que a energia exploda, a experiência pode não ocorrer. Mas esta experiência tem de ser mantida, assim que o nível da energia mantem-se alto. Quando o nível da energia cai a ejaculação ocorre. Entretanto, a ejaculação é evitada, não tanto para preservar o sêmen, mas porque isto causa a depressão no nível de energia.

Para fazer esta energia viajar para cima através da espinha, certas kriyas do hatha yoga tem sido dominadas. A experiência a qual é concomitante de energia tem que ser elevada para os centros mais altos. Isto somente é possível fazer se você pode prolongar e manter esta experiência. À medida que a experiência continua, você pode dirigi-la para os centros mais altos. Mas tão logo o nível de energia sofra uma depressão, a ejaculação ocorre.

A ejaculação baixa a temperatura do corpo e ao mesmo tempo, o sistema nervoso sofre uma depressão. Quando o sistema nervoso simpático e parassimpático sofrem uma depressão, isto afeta o cérebro. Isto é o que faz muitas pessoas terem problemas mentais. Quando você pode manter o sêmem sem absolutamente ejacular, a energia no sistema nervoso e a temperatura em todo corpo são mantidas. Ao mesmo tempo, você está livre do sentido de perda, depressão, frustração e culpa. A retenção também ajudará você a aumentar a freqüência sexual, e isto é melhor para ambos os parceiros. O ato sexual não cria fraqueza ou dissipa a energia, pelo contrário, ele pode tornar-se um meio de expansão da energia. Entretanto, o valor de manter o bindu não deveria ser subestimado.

No Hatha yoga existem certas práticas as quais devem ser aperfeiçoadas para este fim. Você deveria começar com asanas tal como paschimottanasana, shalabhasana, vajrasana, supta vajrasana e siddhasana. Estas são benéficas conforme elas determinam uma automática contração nos centros mais baixos. Shirshasana é também importante porque ventila o cérebro assim que toda a experiência de uma pessoa será saudavelmente vivenciada. Quando estas posturas tiverem sido dominadas, shambhavi mudra é aperfeiçoada a fim de segurar a concentração firmemente no bhrumadhya. A prática de kumbhaka é necessária enquanto a ejaculação está sendo retida.

Retenção do fôlego e o bindu seguem de mãos dadas. A perda da kumbhaka é a perda do bindu, e a perda do bindu é a perda da kumbhaka.

Durante a kumbhaka, quando você está mantendo a experiência, você deveria poder direcionar isto para os centros mais altos. Se você pode criar um arquétipo desta experiência, talvez na forma de uma serpente ou de uma continuidade luminosa, seqüêncial, então o resultado será fantástico. Assim, na vida espiritual, o bindu deve ser preservado a todo custo.

A experiência feminina

No corpo da mulher, o ponto de concentração é o muladhara chakra, o qual está situado no cervix, justamente atrás da abertura do útero. Este é o ponto onde espaço e tempo unem-se e explodem na forma de uma experiência. Esta experiência é conhecida como orgasmo na linguagem ordinária, mas na linguagem do tantra ela é chamada um despertar. Para manter a continuidade da experiência, é necessário que o desenvolvimento da energia ocorra em um particular bindu ou ponto. Usualmente isso não acontece, porque a explosão de energia dissipa o corpo totalmente através do sexo médio, moderado. Para evitar isto, a mulher deve poder segurar sua mente em concentração absoluta neste ponto particular. Para isto, a prática é conhecida como sahajoli.

Verdadeiramente, sahajoli é a concentração no bindu, mas isto é muito difícil. Entretanto, a prática de sahajoli, a qual é a contração da vagina tanto quanto dos músculos do útero, deveria ser praticada por um longo período de tempo.

Se as meninas são ensinadas a fazer uddiyana bandha cedo, elas aperfeiçoarão sahajoli muito naturalmente com o tempo. Uddiyana bandha é sempre praticado com retenção externa. É importante poder faze-la em qualquer posição. Usualmente, ela é praticada em siddha yoni asana, mas a pessoa deveria poder faze-la em vajrasana ou na várias outras posturas também. Quando você pratica uddiyana bandha, as outras duas bandhas – jalandhara e mula bandha ocorrem espontaneamente.

Anos desta prática criarão um aguçado senso de concentração no correto ponto no corpo. Esta concentração é de natureza mais mental, mas ao mesmo tempo, desde que não seja possível faze-la mentalmente, a pessoa tem que começar de algum ponto físico. Se uma mulher é capaz de concentrar e manter a continuidade da experiência, ela pode despertar sua energia para um alto nível.

De acordo com o tantra, existem duas diferentes áreas de orgasmo. Uma é na zona nervosa, a qual é a experiência comum da maioria das mulheres, e a outra é no muladhara chakra. Quando sahajoli é praticado durante o maithuna (o ato de união sexual ), o muladhara chakra desperta e o orgasmo espiritual ou tântrico ocorre.

Quando a yogui mulher pode praticar sahajoli por digamos 5 a 15 minutos, ela pode manter o orgasmo tântrico pelo mesmo período de tempo. Mantendo essa experiência, o fluxo de energia é revertido. A circulação do sangue e as forças simpáticas e parassimpáticas movem-se para cima.
Neste ponto, ela transcende a consciência normal e vê as luzes. É como se ela entrasse em um estado mais profundo de dhyana. A menos que a mulher possa praticar sahajoli, ela não poderá manter os impulsos necessários para o orgasmo tântrico, e conseqüentemente ela terá o orgasmo nervoso, o qual tem uma vida curta e é seguido por insatisfação e exaustão.

Esta é a mais freqüente causa de histeria e depressão nas mulheres. Assim, sahajoli é uma prática extremamente importante para a mulher. Em uddiyana, nauli, naukasana, vajrasana e siddha yoni asana, sahajoli vem naturalmente.

A prática de amaroli é também muito importante para a mulher casada. A palavra amaroli significa “imortal” e por esta prática a pessoa é liberta de muitas doenças.

A prática de amaroli após um prolongado período também produz um importante hormônio conhecido como prostaglandina a qual destrói o óvulo e previne a concepção.

Guru tântrico

Justamente como no esquema da criação, Shakti é a criadora e Shiva a testemunha de todo jogo, no tantra a mulher tem o status de guru e o homem de discípulo. A tradição tântrica é verdadeiramente passada da mulher para o homem. Na prática tântrica, é a mulher que dá a iniciação.

É somente por seu poder que o ato de maithuna ocorre. Todas as preliminares são feitas por ela. Ela coloca a marca na testa do homem e conta-lhe onde meditar. Na interação comum, o homem toma o papel agressivo e a mulher participa. Mas no tantra, eles trocam de papéis. A mulher torna-se a operadora e o homem o seu mediador. Ela tem que poder despertá-lo. Então, neste mesmo momento, ela deve criar o bindu assim ele pode praticar sahajoli. Se o homem perde seu bindu, significa que a mulher falhou em desempenhar suas funções com propriedade.

No tantra é dito que Shiva é incapaz sem Shakti. Shakti é a sacerdotisa. Entretanto, quando vama tantra é praticado, o homem deve ter uma absoluta atitude tântrica em direção à mulher. Ele não pode comportar-se com ela como os homens geralmente fazem com outras mulheres. Ordinariamente, quando um homem olha uma mulher ele torna-se apaixonado, mas durante o maithuna ele não deveria. Ele deveria olha-la como a mãe divina, Devi, e desenvolver com ela uma atitude de devoção e rendição, não com luxúria.

De acordo com o conceito tântrico, as mulheres são mais dotadas de qualidades espirituais e seria uma coisa sábia se a elas fosse permitido assumir posições elevadas nas questões sociais. Então, existiria maior beleza, compaixão, amor e compreensão em todas as esferas da vida.

O que nós estamos discutindo aqui não é uma sociedade patriarcal versus uma sociedade matriarcal, mas tantra, particularmente tantra da mão esquerda.

O caminho dos yoguis não bhogis

No tantra, a prática do maithuna é dita ser o mais fácil modo de despertar o sushumna, porque ele envolve um ato o qual a maioria das pessoas já estão acostumadas. Mas, francamente falando, muito poucas estão preparadas para este caminho. A interação sexual ordinária não é maithuna. O ato físico talvez seja o mesmo, mas o conhecimento trazido é totalmente diferente.

No relacionamento entre marido e esposa, por exemplo, existe dependência e posse, mas no tantra cada parceiro é independente, cada um com si mesmo. Outra coisa difícil na sadhana tântrica é cultivar a atitude de não apaixonado. O homem tem que virtualmente tornar-se brahmacharya para poder libertar a mente e as emoções dos pensamentos sexuais e de paixão os quais normalmente despertam na presença de uma mulher.

Ambos parceiros devem ser absolutamente purificados e possuir auto-controle tanto interna e externamente, antes de praticarem o maithuna. Isto é difícil para as pessoas comuns compreenderem porque para a maioria das pessoas, a interação sexual é o resultado de paixão e atração física e emocional, também para procriação ou prazer.

É somente quando você está purificado que estes impulsos instintivos são ausentes. Isto é porque, de acordo com a tradição, o caminho do dakshina marga deve ser seguido por muitos anos antes de poder entrar no caminho do vama marga. Então a interação do maithuna não ocorre para a gratificação física. A proposta é muito clara – despertar do sushumna, a subida da energia de kundalini do muladhara chakra, e a explosão das áreas inconscientes do cérebro.

Se isto não está claro quando você pratica os kriyas e sushumna se torna ativo, você não poderá encarar o despertar. Sua cabeça ficará quente e você não poderá controlar a paixão e excitação porque você não terá traquilizado seu cérebro.

Entretanto, em minha opinião somente aqueles que são adeptos do yoga estão qualificados para o vama marga. Este caminho não deve ser usado indiscriminadamente como um pretexto para auto-indulgência. Ele é referido para maduros e sérios sadhakas chefes de família cuidadosos para despertar a energia potencial e obter o samadhi.

Eles devem utilizar este caminho como um veículo do despertar, de outra forma ele torna-se um caminho de queda.

Texto retirado do livro: Kundalini Tantra escrito por Swami Satyananda Saraswati
Tradução: Teresa Cristina Muniz

HAARP - arma secreta para guerras silenciosas

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Esclareçam seus amigos sobre isto.

Em 1966, o professor Gordon Mac Donald (membro da comissão científica) iria conduzir um comentário perturbador:

"A chave para a guerra geofísica é identificar instabilidade ambiental, juntamente com uma pequena quantidade de energia liberaria quantidades massivas dos mesmos.

O professor McDonald é Diretor associado do Instituto de Geofísica e Física Planetária da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ele foi membro da comissão consultiva científica do presidente Johnson e FOI ELE QUE DESENVOLVEU A GUERRA TECTÔNICA.

A medida que cresce a competição econômica entre várias nações avançadas pode ser vantajoso para um país assegurar um ambiente natural pacífico para si e um ambiente conturbado para o seus competidores.

As operações que produzem tais condições podem ser realizadas secretamente, uma vez que a grande irregularidade da Natureza permite a utilização de tempestades, inundações, secas, sismos e tsunamis e que sejam encarados como incomuns mas não inesperados.

Tal guerra secreta não precisa de ser alguma vez declarada ou mesmo conhecida pelas populações afetadas, poderia durar anos apenas com o conhecimento das forças se segurança envolvidas. E posso garantir-lhes que todas as forças de segurança colaboram e trocam informações entre si.

Os anos de seca e tempestade serão atribuídos à rude Natureza e só após uma nação ficar completamente arrasada é que será tentado o controle armado.

Adicionalmente, devido a sua natureza secreta, uma característica comum a vários sistemas de modificação é a sua capacidade de afetar a Terra como um todo.

Isto agora são guerras globais, a partir de instalações de informática e antenas que podem alcançar qualquer local neste planeta.

O meio ambiente não conhece fronteiras políticas, é independente de instituições baseadas em geografia e os efeitos da modificação podem ser projetados a partir de um local para qualquer outro na Terra.

Isto é uma forma de guerra completamente nova.

As consequências políticas, jurídicas, econômicas e sociológicas da modificação ambiental deliberada,  mesmo com propósitos pacíficos, serão de tal complexidade que, talvez, todo o nosso atual envolvimento em questões nucleares pareçam simples.

Haarp: controle climático e mental: matéria da CBC News

Atualização de postagem com novo link.

Mais do mesmo para que não continuemos a ser os mesmos dentro da mesmice midiática... é isso aí, "mermão", é isso "mermu" ;-) Os anjos não tocam esta harpa...



O mais importante não é manter-se vivo, mas manter-se humano - 1984.

Esse filme, baseado no famoso livro de George Orwell, é mais atual do que nunca: 1984.

A frase título do post é de George Orwell, escritor, e, para nós, profeta.

Download do filme, via Torrent, legendado, AQUI!

A cena inicial é genial. Demonstra uma catarse alienante que quase se compara a final do campeonato mundial de futebol do Falengo, Curintias ou seleção amarelada. Eu gosto de futebol como esporte, mas dispenso a manipulação da galera.

Ainda mais se formos fazer uma releitura do momento atual através de 1984 e a teoria da conspiração que só se torna a cada dia menos teórica quando vemos a agenda da Nova Velha Ordem Mundial avançando nas palavras de um secretário da ONU, dos últimos presidentes estadunidenses, de banqueiros internacionais, de intelectuais que servem ao status quo. Dêem uma olhadinha nesse vídeo, a 1ª parte da Queda da República.

A obra é um clássico que vai além da crítica à ideologia A ou B, capitalista ou comunista, e atinge o cerne de todo e qualquer sistema totalitário onde há uma elite que não quer perder o poder e cria um falso inimigo para distrair e direcionar a agressividade da sociedade.

" O grande irmão não é real. É pura ficção, criado pelo Partido" - 1984 (mas pode ser 2010).

No filme, essa verdade é dita na programação controlada pelo partido, mas a manipulação da informação é feita de maneira tal que as pessoas não percebem a verdade como tal.

A obra de Orwell é um exemlo de mentira-ficção que se torna verdade-profecia. Mas que a profecia não seja tanto uma realidade quanto um alerta. Depende de despertarmos.

Hoje, os chamados reality shows da tv são chamados de reais mas não passam de farsa encenada. A encenação da verdade é apenas mentira. Um deles chama-se até Big Brother e parece com isso fazer chacota de quem o assiste.

Lembro-me de uma fala da senadora do filme G.I. Jane: - Só é "real" quando passa na CNN.

Seguem frases da obra de Orwell, 1984, escrita em 1948. Vejam como ela é atual!

"Os verdadeiros governantes do Estado são desconhecidos, manipuladores sem rosto, que por isso detêm o poder sem pressão nem impedimentos."

"Povo de Oceania vocês são suas vítimas".

"O Partido não serve ao povo, só serve a si mesmo."

"O partido lança bombas contra os seus próprios cidadãos."

"Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é Força."

"A mentira torna-se verdade e logo torna-se mentira de novo."

"A verdadeira traição não é confessar, é deixar de sentir."

"A guerra não é para ser vencida. É para ser contínua."

"O essencial da guerra moderna é a destruição da produção do trabalho humano".

"A sociedade hierárquica só é possível na pobreza e na ignorância."

"Por princípio o esforço bélico é planejado para manter a sociedade permanentemente em inanição."

"A guerra é feita pelos dirigentes contra os seus cidadãos."

O mistério reina soberano

terça-feira, 13 de outubro de 2015


Olhando para a imensidão do Universo a maior parte dele é feito de luz ou de escuridão?

Olhando para dentro de nossa mente a maior parte dela é consciente ou inconsciente?

Olhando para o nosso corpo a maior parte dele está revelado ou escondido?

Mesmo a lua quando cheia só o é por pouco tempo e por um tempo maior ela é vazia, escura, negra.

Aquilo que sabemos é nada diante do que não sabemos.

E quanto mais aumenta o conhecimento mais temos noção da ignorância, eis o paradoxo de Sócrates.

Aquilo de que temos ciência nada é diante do mistério.

O mistério reina soberano desde sempre. Essa compreensão é a fonte da humildade.

E por temer o mistério projetamos nossos fantasmas nele. Assim o mistério, a escuridão, as trevas tornaram-se o reino do mal e a luz a força do bem, que fez e ainda faz arder muitas bruxas na luminosa fogueira da inquisição.

Mas poucos param para pensar que se Deus disse "Faça-se a luz", ele o fez a partir das trevas.

Há no Universo pontos de uma tal densidade que atraem para si a própria luz, os cientistas o chamam de buracos negros.

Mesmo quando nasce um ser se diz que a mãe deu a luz, mas essa doação de luz saiu de dentro da escuridão do útero.

Assim frente a luz as trevas reinam soberanas, e não há nenhum mal nisso, a não ser quando pela própria ignorância nós criamos o mal. Então o mal é uma criação da mente humana ignara. O mal é a ignorância.

O mal é uma criação da mente humana religiosa. Religião vem do latim religare, religar o homem ao divino, mas na verdade nada está separado, o homem não pode separar-se da divindade.

Assim religião é ignorância também, pois não estamos separados da Divindade, isso é impossível, pois se o homem tivesse esse poder ele seria mais forte que Deus e, portanto, o próprio Deus.

Vender a idéia da separação é conveniente para os sacerdotes religiosos que se arrogam de intermediários.

Para quem tem sede da Divindade: silencie a mente, mergulhe em seu silêncio interior e você encontrará o que procura.

Quando a mente religiosa crê que sua religião é a única e o seu deus é o único, então, essa mente religiosa considera todas as demais religiões e seus deuses como representantes do mal. O mal surge da projeção de uma mente religiosa fanática.

Mas de onde veio o fanatismo, como surgiu o fanatismo?

Da idéia de que a Divindade é uma exclusividade de um indivíduo, de um grupo, de um povo.

O fanatismo surge da possessividade, da apropriação do divino por um grupo de humanos.

O fanatismo deriva do ciúme religioso, portanto é uma forma de paixão altamente possessiva: meu deus, minha religião, meu senhor.

Mas a divindade não pode ser posse de ninguém. Deus não é propriedade privada de nenhuma religião.

Assim o mal surge da apropriação do divino pelo humano, obviamente uma ilusão. E de onde surge o desejo de posse? Do medo de perder o objeto da nossa crença.

Ora, qualquer coisa que ameaçe a crença tem que ser combatida ou negada. E aquilo que ameaça a crença, a fé, é visto como o mal, as trevas, a escuridão.

Assim apegados a uma pequena percepção queremos crer que ela é toda a verdade, e isso é o absurdo provocado pelo medo diante da imensidão, do infinito, pois por mais que amemos a luz quando olhamos as estrelas, a lua e o sol, o universo é feito em sua maior parte de trevas.

Amemos as trevas porque elas são luzes que ainda não compreendemos.

Amemos ao mistério, ele é a fonte da humildade.

Assim escuridão e luz são apenas um dualismo criado pela nossa mente limitada.

Não tenhamos medo de mergulhar na escuridão de nós mesmos. Quando desejamos luz o que ocorre é que a Divindade nos leva a perceber aquilo que não queremos ver, que tememos ver, mas que precisa ser resgatado em nós mesmos.

Nosso lado escuro é muito maior, muito mais poderoso, uma fonte infinita de energia, mas o nosso mal é considerá-lo como tal, pois aí nos alienamos de nós mesmos.

Lidar com a magia é ser capaz de lidar com o mistério que há em nós, compreendê-lo mais do que explicá-lo, pois explicá-lo é afastá-lo, é torná-lo uma assombração de nós mesmos.

Quando pesadelos e sonhos estranhos nos invadem é por certo essa parte de nós que grita por redenção, por compreensão, por reintegração ao espaço de nosso próprio ser.

F. A.

Gênio, visionário e vidente: a história do maior cientista do século XX: Nicola Tesla.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Um filme raro, que dificilmente você verá na TV!

Gênio, visionário e vidente: a história do maior cientista do século XX: Nicola Tesla.



"Secret of Nikola Tesla O filme 1980 é um filme que relata as invenções e a vida de Nicola Tesla, além da construção de um prédio de geração de energia gratuita (ainda de pé) e uma torre de transmissão de cerca de 55 metros de altura (dinamitada durante a Primeira Guerra Mundial, sob o dúbio pretexto de ser uma referência potencial para a navegação de barcos alemães, os U-boats), o suporte financeiro para o projeto foi repentinamente cortado pelo banqueiro J. P. Morgan, quando tornou-se manifesto que tal projeto de fornecimento de energia não poderia ser medido e nem cobrado.

MUITOS AINDA NÃO ENTENDEM QUE COM ENERGIA O SEU TRABALHO DEVE DIMINUIR E SUA FORÇA AUMENTA.
Nicola Tesla fez mais que os outros no setor de Energia porque era acima de tudo um experimentalista, alias essa palavra deveria substituir a palavra cientista, talvez a sociedade entendesse melhor a importância em descobrir e saber.

Este filme foi produzido originalmente em 1980, pelo diretor húngaro Krsto Papic".

O Elixir da Vida

sábado, 10 de outubro de 2015

Embora eu tenha sido admitido no trigésimo terceiro e último grau da Maçonaria tanto tempo atrás em 1900, até o verão de 1912 não havia sido confirmada minha suspeita. Falo de minha crença de que por trás das frivolidades e socialidades de nossa maior instituição jaz na verdade, um segredo inefável e miraculoso, potente para controlar as forças da natureza e não apenas para fazer os homens irmãos, mas para fazê-los divinos. Mas no momento em que falo um homem veio até a mim, um homem daqueles que são mestres misteriosos da Maçonaria esotérica, semelhantemente seus olhos e seu cérebro, e que existe na névoa - desconhecido, frequentemente, até mesmo para seus chefes reconhecidos. Este homem esteve observando por alguns anos minha carreira no ocultismo e declarou-me agora merecedor de partilhar dos Mistérios Maiores.

Com estes ele prosseguiu a me informar, e minha vida desde então tornou-se devota principalmente em seu estudo e prática.

Eu digo prática, não como mera obtenção intelectual, pelo contrário, seria simples para mim comunicar o conhecimento do segredo principal em três palavras, se eu não estivesse atado por meu juramento e por meu natural bom-senso.

É a aplicação prática do segredo que demanda labor, inteligência e algo mais.

No meu caso os dois anos e meio de pesquisa por estas linhas não foram suficientes  para me fazer perfeito, apenas para fazer-me pronto para apostar por volta de três contra um em qualquer operação a que eu suceda.

No manifesto da mais secreta Ordem da qual o meu mestre é o líder está escrito :

“Em seu (da Ordem) seio repousam os Mistérios Maiores, seu cérebro resolveu todos os problemas da filosofia e da vida. Possui o segredo da Pedra dos Sábios, o Elixir da Imortalidade e da Panacéia Universal. Mais ainda, possui um segredo capaz de realizar os velhos sonhos do mundo da Irmandade do homem.”

Justo nesta conjuntura seus adeptos estão ocupados no último trabalho mencionado acima; eles querem dar uma mão na reconstrução do velho mundo e fazer outra catástrofe tal como a presente guerra, impossível. Ao mesmo tempo eles dão boas-vindas à guerra por lhes ter dado uma oportunidade.

Mas agora meu propósito é falar do Elixir da Vida.

Na natureza não há nada ‘a priori’ impossível a menos que seja, em termos, uma contradição. Não há nada impossível, então, na idéia de prolongar a vida e a juventude. A mera higiene já fez um grandissíssimo avanço no curso de uma geração, e as companhias de seguro tem feito fortuna em consequência. Vamos, entretanto, examinar de perto a natureza do problema. Considere o corpo humano, o porquê ele decai. Cada célula no corpo é teoricamente imortal no sentido biológico. Pode reproduzir-se sem perda. As próprias leis da conservação da matéria e da energia mostram que assim deve ser. Toda mudança no universo é compensada por outra mudança.

Huxley mostra que organismos mais simples são de fato, imortais. Eles crescem, reproduzem-se por divisão, crescem novamente, dividem-se, dividem-se de novo e por aí vai pelos tempos a menos que algum acidente interfira.

Agora o organismo muito mais complexo, o ser humano, pode por tudo que sabemos, ser imune ao tempo. Pelo menos, sabemos isto, a carreira deste ser humano é marcada por chances infelizes e que a soma destas é a causa da morte. Muito poucos morrem de velhice, pura e simples. Titian pintava com a idade de 99 e pegou uma epidemia de cólera que o matou.

Pode ser facilmente que um homem, apartado de todo acidente possa viver até uma idade além do atual. Mas mesmo como as coisas são temos diversos casos de pessoas que chegaram aos 150.

Contudo, perguntemos o que produz a senilidade. Nenhum acidente maior como a febre tifóide é requerido. É a vagarosa degeneração pelo envenenamento, diminuto, imperceptível, que trabalha o dano.

É a doença, longamente preparada no sistema, tal como Diabetes, Gota, Reumatismo, Artério Esclerose, que conta. E logo, devo pedir ao leitor para considerar cada depósito de veneno no sistema como um acidente, um dos menores acidentes cuja soma é a morte.

Isto é agora novo, embora Metchnikoff e outros tenham proposto a obtenção da imortalidade aperfeiçoando o sistema excretor. Eles acreditam, e eu parcialmente mantenho contraditório, que se apenas nutrição pura entrasse no organismo, este renovaria-se em perfeição ao invés de naquela suave imperfeição, o que faz sua história uma lenta mas certa tragédia.

Há portanto dois problemas a serem resolvidos.

1. Remover do corpo cada substância que tende a injuriá-lo; e
2. Nutrir o corpo com uma substância tão pura, tão quintessencialmente vital, que possa inundar o homem com vida, ao mesmo tempo não colocando empecilho aos órgãos.

Esta substância é conhecida.

Sobre ela os sábios de outrora escreveram em muitos símbolos. Hermes Trismegistus na sua Tábua de Esmeralda gravou que “O Sol é seu Pai, a Lua sua Mãe: é nascido do vento e a Terra é sua nutridora.” Todo mundo tem parte dela, ninguém tem toda ela, morre a seu nascimento, e vive em sua morte. Eliphas Levi a chamou de “Eletricidade Magnetizada.” Na Bíblia é perguntada concernindo “O que é mais doce que mel e mais forte que um leão?”. É feita dissolvendo Enxofre no Sal. É feita do orvalho sobre uma rosa ou a pérola de qualquer ostra.

Todas essas charadas têm apenas uma resposta, e o que puder lhe dar a melhor solução é o mais sábio homem da terra.

Esta substância é não apenas a coisa mais forte da terra, mas a mais sensível, é mestre da humanidade, e ainda assim perfeitamente obediente à vontade do homem. Diga a ela ‘Traga dinheiro’ e ela obedece, peça para curar os enfermos e estritamente eles são curados. Acredito que não há evento dentro da gama de possiblidades que não possam ser realizados por seu uso.

Tão grandes são as potencialidades desta substância que o conhecimento dela só é confiado a altos iniciados e então apenas após anos de serviço à Ordem. Tão rara e preciosa é essa substância, que se seu valor fosse conhecido desta raça de lunáticos dos quais somos ornamentos instantaneamente eles começariam a se matar para obtê-la. Não é apenas o Elixir da Vida, mas também da Morte.

O trabalho específico de rejuvenescimento é um processo longo e dificultoso e eu nunca tive tempo disponível para realizá-lo. Ainda, como efeito colateral dos experimentos eu vi minha vitalidade aumentar, minha saúde se aprimorar, minha aparência mudou...estou propondo curtamente realizar um retiro em companhia de outro iniciado, para levar a cabo o processo completo, e delimitar os limites de seu poder. Não imagino que o relógio possa ser girado para trás além do ponto crítico do Equilíbrio com Vantagem, que a adolescência possa substituir a maturidade, mas estou certo de que tanto quanto o corpo esteja sem danos, pode tornar-se um meio perfeito para a plena corrente da vida e vigor e não só a decadência possa ser interrompida, mas sua própria semente esterilizada.

É proibido agora como sempre foi revelar a operação ou mesmo chamar a atenção pública para seus resultados. Apenas para interessar e encorajar aqueles que sejam merecedores de uma medida completa de conhecimento é permitido exibir um assunto menor. Possuímos uma certa substância que tem a propriedade de despertar um homem, ainda que exausto, para sua mais alta atividade por uma noite inteira, pela manhã ele estará tão repousado quanto se ele tivesse tido um longo sono. Apenas na noite seguinte ele deve retirar-se cedo e dormir bastante, pois a ação desta substância é apenas temporária e não é sábio renovar sua aplicação a menos em casos de urgência.

Isto eu estou preparado para demonstrar. Não garanto sucesso instantâneo em todos os casos, pois esta substância é sutil em sua ação e a dose adequada para qualquer homem deve ser determinada pela experiência. E minha experiência ela variava de 50 a 450 gotas e sou inapto a julgar o que qualquer dada pessoa necessita. A maior tolerância de suas ações que eu já vi foi no caso de uma garota de 20. Contudo, dois ou três experimentos são normalmente suficientes e daí se tem a melhor “razão de emergência” já descoberta.

Aleister Crowley

Dica de filme: Energia Pura ou Powder

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Powder encarna o mito de um homem que está muito além do comum porque capaz de manifestar uma inteligência e qualidades sem precedentes. Podemos associá-lo com o mito de Oxalá e também com outros mitos. Como se fosse uma mutação, um homem muito superior em termos físicos, intelectuais e morais, apesar do estigma da pele branca, albina.

Sinopse

"Ao investigar a morte de um velho em uma propriedade rural, Barnum (Lance Henriksen), o xerife local, descobre Powder (Sean Patrick Flanery) - seu verdadeiro nome é Jeremy Reed -, um adolescente que era neto do falecido e que tinha passado toda a sua vida conhecendo o mundo através dos livros, sem nunca ter deixado a fazenda da família, tudo isto por ter uma aparê
ncia estranha (é totalmente branco). Powder é levado para um orfanato, mas é hostilizado pelos outros internos em virtude do seu aspecto. Ele demonstra ter dons particulares além de ter o intelecto mais elevado que qualquer ser humano jamais teve, passando a alterar a vida de todos que estão ao seu redor."

Download via Torrent AQUI ou AQUI!

Legendas AQUI! Recomendamos ver no player de vídeo BsPlayer.

Saiba AQUI o que é Torrent e como fazer para baixar sem ir a um terreiro.

Ascensão - 2ª parte - Efeitos da Ascensão

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Todo o processo de ascensão e elevação envolve esforço, sacrifício e energia. Imagine-se escalando uma montanha, subindo uma íngreme ladeira, galgando um patamar mais alto, indo passo a passo pela escadaria de um alto prédio até a cobertura e, então, compreenderás que a ascensão não é um processo fácil, a não ser que tenhas treinamento prévio através de uma disciplina árdua. Como um carro que precisa fazer uma viagem em direção à Serra precisamos de motor potente, de combustível suficiente, manutenção adequada, revisão em dia e uma direção segura.

A ascensão é um vôo do espírito, precisamos ter asas para tal vôo. Serpenteamos pela Terra e agora precisamos alçar vôo revivendo o mito de Quetzalcoatl, o pássaro-serpente ou a serpente emplumada dos mitos dos povos pré-colombianos: olmecas, toltecas, maias e astecas.

Velhas formas de ser precisam ser abandonadas no processo de ascensão e o apego a estas antigas formas podem gerar alguns efeitos e/ou problemas: de saúde (por exemplo, resfriados, fraquezas), no campo emocional (tristeza, angústia), no campo mental (ansiedade, depressão, diálogo interior exacerbado). A natureza da mudança é a incerteza e isto coloca o “status quo” do nosso ego em xeque, assim o processo de ascensão é um processo de abandono do eu, então, o ego luta para manter a situação tal como está, mesmo que ela seja uma situação questionável, mas a fricção entre o desejo de manter-se tal e qual e a pressão da energia da ascensão gera um processo dialético e de crise que pede uma solução.

O processo de ascensão é um imperativo evolutivo e um desafio existencial para cada ser envolvido neste campo de energia. Trata-se de nosso primeiro vôo, a saída do ninho, a escapada da matrix, a grande desilusão.

O campo de energia da ascensão é a novidade deste momento cósmico. Ele atua no plano pessoal mostrando nossos enganos e no coletivo mostrando as consequências de nossas opções sociais e políticas. Ele atua na área política e econômica trazendo à tona os escândalos de corrupção. Ele atua na área científica estimulando a criatividade que gera descobertas em prol do bem comum. Ele atua no campo espiritual aumentando a sensibilidade e a percepção.

Tal campo acirra a luta entre as forças de ascensão e descenso, de evolução e involução, é um momento de revelação, luta e escolha. Este é o significado da palavra apocalipse, revelação. Do Grego APOKALYPSIS, de APOKALYPTEIN, “desvendar, descobrir, revelar”, de APO-, “sobre”, mais KALYPTEIN, “cobrir, esconder”.

A batalha é vibracional, em essência, e se dá por dentro e por fora do ser. Tudo é vibração, nos diz a lei hermética no seu 3º princípio:

"Nada está parado; tudo se move; tudo vibra”.

"Aquele que compreende o princípio de vibração alcançou o cetro do poder".

Este cetro do poder está em nós mesmos, é a nossa coluna central e o canal de energia sutil conhecido na Ioga como Sushumna, por onde se expressa em nós a energia da ascensão: Kundalini-Shakti.

F.A.

Ascensão - 1ª parte - Introdução

quarta-feira, 7 de outubro de 2015



Como é esta história de ascensão para a 5ª dimensão? Vamos meter a mão nessa cumbuca.

O que é ascensão?

É um processo de elevação da consciência. Aparentemente, simples assim, mas complexo.

 O que é 5ª dimensão?

Esta é a parte mais difícil de entender, pois é controversa na própria ciência humana.

É um conceito da Física teórica, ainda não foi provado. Como conceito serve para explicar a presença de gravidade excessiva no universo observável (http://mundoestranho.abril.com.br/materia/existe-uma-quinta-dimensao).

Pessoas interessadas em Metafísica entendem a 5ª dimensão como a eternidade, considerando que as outras variáveis seriam altura, comprimento, largura e tempo. Mas não vamos aqui no momento nos aprofundar, pois isto poderia gerar uma certa complicação.

Mas vamos partir do pressuposto que aceitamos esta possibilidade, trabalhando ela como uma hipótese e que ela em tese está ocorrendo, ou seja, está havendo uma elevação em massa da consciência humana. Então cabe a pergunta:

Quais os seus efeitos? Onde podemos perceber esta elevação da consciência? Em quem podemos perceber esta elevação da consciência?

Comecemos por nós mesmos, comecemos olhando a nós mesmos e a nossa vida. Quais as evidências disto em nós mesmos? Aqui é preciso uma honestidade com nós mesmos e manter o espírito livre de preconceitos para realizar esta investigação.

Outro ponto, a partir de quando vamos buscar por estas evidências? Final de setembro de 2015 foi considerado um dos momentos-chaves deste processo de ascensão, então, vamos buscar evidências em nós mesmos a partir deste período.

Se a consciência do planeta em si, Gaia, considerando o planeta como um ser vivo e consciente, está se elevando o que aconteceria com os humanos que não acompanhassem tal movimento? É de se supor que haveria um choque, um atrito, uma dissonância entre a consciência do planeta e a consciência dos humanos que não estivessem em sintonia com este processo de ascensão. Quais seriam os efeitos?

Esta informação sobre a ascensão é uma informação que não é acessível para todos apesar de estar na internet, pois para compreendê-la é preciso ter algumas noções básicas sobre o ensinamento dos chamados mestres ascensionados. A própria idéia de ascensão deriva de canalizações e mensagens vindas de tais seres que tem sua origem em meados do século XX. Portanto, só as pessoas que tem acesso a estas informações tem uma consciência do processo de ascensão, outras pessoas podem até sentir os efeitos, mas por falta de informação podem ter uma interpretação inadequada do processo.

E você que me lê sentiu ou sente algo relativo ao processo de ascensão? Se a resposta for sim, como isto pode estar ligado ao processo de ascensão em si e não a outros fatores de nossas vidas?

F.A.

Linhagem Xamânica

terça-feira, 6 de outubro de 2015


Pelo que aprendi, há milhares de anos atrás florescia no mundo outro tipo de civilização, com outros tipos de valores, com outra forma de abordar a realidade e com outra forma de existir mesmo. É importante entender que era outra Era, outro mundo e não cair na armadilha de imaginar este mesmo conceito de civilização que hoje temos apenas adaptado com roupas para o passado, como fazem os filmes.

Tem muita gente que pensa no passado através de imagens cinematográficas quando o passado na realidade possui uma "textura" diferente.

Tempos diferentes possuem estruturas energéticas completamente diferentes. Na antiga Bagdá tapetes voavam, gênios serviam a seus amos, assim como na antiga Yucatã reis e rainhas feiticeiros viravam jaguares, voavam nas noites e entregavam pessoas aos fossos mágicos, no fundo dos quais os sacrificados nunca chegavam, mudando de dimensão e indo para outros mundos. Conta-se que, imitando a forma, sem entender o conteúdo, muitos dos sacrifícios de sangue nasceram e atraíram então outros tipos de seres que se imiscuindo entre os herdeiros e usurpadores do antigo saber criaram uma imitação precária daquele antigo tempo de glórias e poder.

Segundo as tradições essa antiga cultura tinha contato com outras dimensões da realidade e com outros mundos. Pelo que sabemos povos de estrelas distantes podiam ir e vir pelos canais que ligam os mundos, canais que hoje estão ainda obstruídos em parte. Nesta época floresceram civilizações com grande arrojo. Imaginem a que nível de conhecimento e poder chegavam povos que tinham nos seus líderes, sábios e magistas poderosos que educavam e treinavam as crianças e jovens para serem também ricos em sabedoria e poder.

A ação acumulada deste tipo de atitude por gerações gerou civilizações que nem tem como a elas nos referirmos ou descrevermos, a não ser como mito e lenda. O mundo era diferente então, a Terra estava em outra era e as energias cósmicas que aqui chegavam eram de outra natureza. Algo aconteceu, esse algo é obscuro ou aconteceu num nível que na tacanha capacidade de abrangência dessa civilização não pode ser descrito. Então contam que eles e elas partiram, se foram. Os que ficaram reuniram o saber deixado e criaram uma tradição. Uma tradição viva de homens e mulheres estudando a existência e seus mistérios.

Irmandades como a do Escudo, do Jaguar e tantas outras ficaram encarregadas de zelar pelo uso do saber herdado. Cada grupo ou tradição seguiu um caminho. O contato entre os povos foi diminuindo, algo estava acontecendo. Cada povo desenvolveu sua "leitura" do conhecimento antes partilhado por todo o globo. Como em todos os povos existiam os praticantes profundos da ARTE e os que apenas imitavam, os que herdaram o saber pleno e os que praticavam um tipo "exotérico", mistura de superstições e alguma prática. E desenvolveram poderes, desenvolveram habilidades, aprenderam a sondar o mundo a sua volta, aprenderam a sondar as outras realidades, entraram em contato e pactuaram com os mais diversos seres dos diversos mundos que visitavam, ou com seres que nos visitavam vindos de mundos desconhecidos. Novos momentos surgiram, a civilização renascia para outra fase.

Mas algo estava acontecendo. O mundo estava mudando. Era outra Era, uma Era isolada dos fluxos da Vida. As profecias haviam alertado dessa Era, por isso os (as) que sabiam eram agora mais cuidadosos em não se expor. Havia uma classe de conquistadores que tinha interesse em apagar as lembranças do passado, apagar a lembrança antiga para construir uma nova história, que fortalecesse seu próprio poder. Os cultos não eram apenas para sintonizar os seres com a Terra, ser vivo com a Eternidade e os Astros, eram agora também instrumentos de uma classe sacerdotal que queria o poder e estava se mancomunando com castas guerreiras para garantir a extensão desse poder. E eles começaram a crescer. Em muitos lugares do mundo os Impérios começavam a se formar e agora se caçava outros humanos para escravizá-los e pô-los a trabalhar para que alguns poucos pudessem se dedicar a outros afazeres. Pouco tem se falado como a escravidão nos povos nativos veio sempre com os Impérios dos reis e rainhas feiticeiros, que escravizavam seus pares para que tivessem pessoas trabalhando nos campos ou em outros lugares, a fim de sustentar os que se dedicavam apenas a magia. O contato de povos com certos seres criou essa necessidade terrível de ter escravos, de humano dominar humano. E a ARTE foi usada para vários fins. Fins dos mais diversos.

O poder desses homens e mulheres feiticeiros foi crescendo, se tornando enorme. Dominavam vastas regiões, obrigavam povos a serem seus vassalos. Outros encontraram no poder e no saber meios de ajudarem seus povos a viverem em total saúde e prosperidade. Povos inteiros começaram a deixar essa realidade guiados por estes xamãs antigos e, ainda hoje, vagam em outros mundos.

Então vieram os primeiros atacantes. Os que deixaram de viver como mamíferos, se integrando ao meio e passaram a viver como vírus, explorando ao máximo o meio, destruindo as reservas e depois indo destruir outras áreas. Os impérios conquistadores, fazedores de escravos. Destruíram o que puderam dos antigos. E os antigos perplexos descobriram que sua aparente invulnerabilidade funcionava apenas com os de seu clã, aqueles outros nativos pareciam imunes ao poder da maioria dos feiticeiros e feiticeiras. Imaginem como se sentiram os poderosos feiticeiros e feiticeiras quando viram que seu poder não funcionava com os invasores, quando seus jaguares mágicos, quando seus entes aliados nada conseguiam para salvá-los dos atacantes...E foram mortos, escravizados, suas civilizações caíram e os Impérios tomaram seu lugar. Mas alguns sobreviveram.

Alguns homens e mulheres que conseguiram se salvar usando seus poderes. E quando se reagruparam, quando se reencontraram como fugitivos se questionaram:

"Por que o poder nos auxiliou e aos outros não?"

Dessa questão nasce um novo ramo do xamanismo, pois muitos dos sobreviventes descobriram-se dos ramos guerreiros. Perceberam que parte do segredo de sua sobrevivência estava no fato de por mais fundo que houvessem mergulhado no transcendente, nos mundos outros que não esse, nunca deixaram de trabalhar também este mundo, este corpo, a força de vontade e a disciplina consigo mesmo necessárias a um guerreiro (cuidado para não confundir o termo guerreiro como os mercenários de hoje em dia). Pouco a pouco reestruturaram seu saber frente à evidência que em sua forma original não serviu para salvar os seus possuidores. E quando os herdeiros desses homens e mulheres, e alguns deles mesmos, segundo as lendas, estavam criando uma nova linha de saber e trabalho com esse saber chegaram os facínoras, muito piores que qualquer invasor nativo: Os civilizados.

A praga civilizada já havia destruído a maior parte dos herdeiros da antiga era em seu próprio continente. Celtas, Gauleses e tantos outros povos nativos já haviam sido dizimados, os Mouros, com sua cultura e arte sofisticadas já estavam sendo expulsos da Península Ibérica pelos supersticiosos, violentos, sujos e traiçoeiros cristãos. A Europa cedia, finalmente, após a longa destruição, por séculos, de todos os elos diretos com a TRADIÇÃO da antiga Era. Após destruir o ramo cátaro, albiginense, templário e celta, entre outros, os cristãos romanos dominavam a Europa e lançavam suas forças agora ao até então protegido mundo nativo.

Agora estes mesmos destruidores vinham para o mundo perdido, onde os povos nativos ainda viviam em paz e harmonia com a VIDA. E os herdeiros de certas linhagens observavam. Já estão ocultos nos Impérios nascentes, que imitam a forma dos antigos xamãs sem entender o conteúdo, que deturparam em sacrifícios cada vez mais sangrentos o uso de um sangue antes cerimonial e voltado para outros fins. Esses homens e mulheres que trazem em seus corpos e seres a herança viva da era anterior assistem a chegada dos mórbidos conquistadores. Morrem muitos, de forma atroz. Mas sob tal teste, sob tal pressão são forjadas linhagens de homens e mulheres xamãs que não tem a mínima ilusão quanto ao fato da natureza predadora da realidade, quanto aos riscos que todos corremos e quanto à necessidade de um treinamento completo e pleno para que as armadilhas dos outros mundos não prendam o viajante desavisado que ousa lançar-se a Eternidade.

Alguns povos sobrevivem, fogem, algumas tribos ainda hoje estão lutando bravamente para sobreviverem, para terem seu espaço existencial. O Xamanismo é a forma dos povos nativos se contatarem com a Eternidade que nos cerca. É um caminho e como todo caminho só pode ser compreendido por quem o trilha. Como todo caminho não pode ser definido, só experimentado. E é totalmente diferente estudar um caminho e trilhar um caminho. Há pelo menos dois tipos de xamanismo. O que vem dos que imitaram a forma sem entender o conteúdo e se prendem mais no rito que no mito e os que compreendem que o rito reatualiza o mito, que cada um de nós ritualizamos o xamanismo em nossas vidas, reatualizando o mito.

Existem muitas trilhas na mata. Existem muitas formas de trilhar o xamanismo. Mas como ponto comum podemos considerar a ligação com a VIDA, com a Natureza e conosco mesmo. A liberdade íntima e plena e a capacidade de ir além dos conceitos limitantes desta era de sombras. O xamanismo está dentro dos "modismos" desse momento e após roubarem as terras e as vidas dos povos indígenas a medíocre civilização dominante quer agora roubar a tradição dos povos nativos, reduzindo a beleza e complexidade do xamanismo a este esoterismo fast-food que grassa por aí. Cursos de final de semana prometem lhe colocar em contato com seu animal de poder, vivências de um dia promete lhe levar ao mundo dos xamãs, iniciações pagas e bem pagas prometem fazer de qualquer um "xamã".

Sob a árvore do início do mundo nossos antepassados espirituais bebem chocolate e riem. Pois podem ter destruído seus códices, podem ter derrubado monumentos e ocultado peças que revelariam outra história, bem diferente da oficial, podem ter dizimado grande parte do povo natural, mas a mesma profecia que descreveu com detalhes essa era de trevas também previu que outra era viria, quando uma tribo formada por pessoas de várias cores se uniria para o grande combate entre consciência e inconsciência, quando a Tribo do Arco-Íris surgiria com seu trabalho em prol da vida. E aqui estamos nós, cumprindo a antiga profecia com a força de nossas vidas.

"Nuvem que passa"
Júlio César Guerrero - Membro da Tribo do Arco Íris

Para entender o que é socialização

segunda-feira, 5 de outubro de 2015


Fênix

domingo, 4 de outubro de 2015








De mim só vêem a luz, mas em mim contemplo apenas a escuridão. Sou semente,  o fruto e a flor, em direção ao sol e ao solo cresço, floresço e enraizo, abraço o mundo por inteiro. Assim o céu e o inferno tornam-se um só em mim. Mas só revelo a luz e me fundamento nas trevas, todos vêem em mim a luz de São Miguel, mas sou também o fogo do Dragão, assim sou a brasa e as cinzas, fênix que renasce de si mesma, pois tudo é chama que incendeia, queima, apaga e renasce de si. Uma única chama faz arder o mundo inteiro: Cristo assim disse no Evangelho Gnóstico de Tomé: - Eu lancei fogo sobre a terra – e eis que o vigio até que arda.

F.A.

***

A fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança de a continuidade da vida após a morte, a reencarnação. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causavam em outros animais chegava a provocar a morte destes últimos.

Segundo a lenda, apenas uma fênix poderia viver de cada vez em uma região, pois era a rainha de todos os animais para os habitantes da Europa e do Oriente Médio, apesar de ninguém nunca tê-la visto, somente reinando em boatos.

Hesíodo, poeta grego do século oitavo antes de Cristo, afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que já tem uma vida longa; portanto, uma fênix viveria, em média, 500 anos. Outros cálculos de contemporâneos de Hesíodo apontam que essa ave especial vivia por até 97 mil anos, entre uma ressurreição e outra.

Diz a lenda que quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de árvore de canela, em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas de aroma agradável erguia-se, então, uma nova fênix que colocava piedosamente os restos da anterior em um ovo de mirra e voava com ele rumo à cidade egípcia de Heliópolis, onde o colocava no altar dedicado ao Sol.

No Oriente Médio, acreditava-se que a mirra e o incenso fossem restos mortais de fênix recolhidos em recantos dos oásis do deserto. Na Europa, dizia-se que essas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O tresloucado imperador romano Heliogábalo, por volta de 220 a.C., decidiu comer carne de fênix para conseguir a tão sonhada imortalidade. Seus serviçais serviram-lhe faisão, uma vez que, por questões mais do que óbvias, não encontraram uma fênix para ser caçada e cozida. O governante acreditou no que havia comido, mesmo assim foi assassinado dois anos mais tarde.

Atualmente, etnólogos e folcloristas acreditam que a lenda tenha surgido no Egito e adotada pelos sacerdotes adoradores do sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei e do faraó. Na cristandade primitiva, a fênix chegou a ser simbolizada como a ave de Jesus, por causa da Sua ressurreição no tempo de Páscoa.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do quinto século antes de Cristo, considerado “o pai da história”. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erradamente designado por fênix (“phoenix”) a palmeira (“foienix”, em grego) sobre a qual a ave era nessa época habitualmente representada.

*** http://fatoefarsa.blogspot.com.br/2012/09/fenix-historia-de-um-mito-mais-do-que.html

Toltequidade e Nagualismo

Os ensinamentos de Don Juan Matus são uma reatualização da toltequidade?

Carlos Castaneda é o mensageiro da antiga sabedoria de Quetzalcoatl?

O profeta de Quetzalcoatl que arde em seu fogo interior no alto da montanha é uma fonte de inspiração do Nagualismo e sua própria expressão?

Há na história religiosa e cultural da Meso-América a fonte original dos ensinos do Nagualismo?

As respostas podem estar neste interessante documentário sobre os olmecas, os toltecas e os primeiros maias, povos que desenvolveram uma cultura que não deixa nada a dever para as culturas que deram origem ao Hinduísmo, ao Budismo e ao Taoísmo.

Mil anos antes dos europeus eles já tinham formulado, por exemplo, o conceito matemático do zero.

Seria a própria obra de Castaneda o meio para o retorno de Quetzalcoatl?

A Kundalini e o tempo em espiral

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Documentário (para estudo) em espanhol muito bem feito sobre a Kundalini da Terra, sobre a mudança energética na Terra - Tibete para os Andes - sobre a manipulação dos humanos, sobre a energia sexual e sobre o modo prisioneiro da energia: circular e o modo libertador: em espiral, adicionando-se a isto a importância da Ayahuasca e a conexão que Ela promove com Pachamama para nos libertar da Matrix instituída por seres que são predadores da humanidade, intitulados no vídeo como Annunakis.




Hijos del Setimo Sol Nagual
La kundalini en la Pachamama cada 13.000 años se desplaza transforma las nuevas energías y ahora entramos el 3 de Junio del 2012 en el TIEMPO ESPIRAL.

El movimiento es similar al movimiento en el cuerpo humano, está conectada con los corazones de toda la humanidad.

Esta energía lo que hace es surgir por toda la Pachamama a los buscadores espirituales, la gente común, quienes, a su manera, también están buscando a Dios, ya no existen los Maestros, Tu eres Tú propio Maestro siendo honesto con TU REAL SER.

Te gusta el Tiempo Circular entonces se feliz con los políticos banqueros médicos jueces corruptos y delincuentes, etc. es muy diferente si quieres cambiar tu destino y salir de esta 3era Dimensión conociéndote tu TÚ MISMO busca quien eres de dónde vienes y comprenderás las diferentes Dimensiones que existen.

Esta energía de la Kundalini salió del Tibet hacia la India, luego se fue moviendo por casi todos los países del mundo hasta que llegó a Chile, el nuevo hogar de la nutrición y expansión de la Luz del mundo es un desplazamiento del poder espiritual desde lo masculino a lo femenino.

Un nuevo reino acaba de comenzar en EL TIEMPO ESPIRAL en Los Andes de Chile, Perú, Bolivia, Argentina, Paraguay, Colombia y el Océano Pacífico y pronto afectará a los corazones de toda la humanidad.

en el aquí y ahora del TIEMPO ESPIRAL y comprendemos que Todo es un juego y que el miedo no existe.

Incluso los científicos se vuelven Chamanes demostrando que el agua la mamita cocha tiene memoria unen lo científico con lo sagrado y tu hasta cuando estarás dormido despierta del Tiempo Circular.

Deja de ser un esclavo moderno, aprende como los annunakis manipularon en la Matrix de la 3era Dimensión desde el origen de las palabras para desconectarte del subconsciente al consiente y tenerte en el olvido de tu REAL SER.

Recuerda el ALMA Original todo lo sabe fluyendo fluyendo amando amando un Abrazo LUMINOSO a TODOS los NORBIENES Paz Espiral JAYAYA