Dividir para conquistar

terça-feira, 8 de março de 2016

Indo na contra-mão e fazendo um contra-ponto as datas que o próprio sistema desumano - A ONU oficializou a data, justo a ONU que é um organismo internacional sob o comando das grandes potências - cria para manter a família humana dividida, mas sem negar a violência que há contra mulheres, mas que existe contra todos os humanos, de diferentes maneiras.

Hoje esta data como tantas outras adquiriu um caráter festivo e comercial, quando sua origem está no movimento de 130 mulheres tecelãs por melhores condições de trabalho que morreram incendiadas numa fábrica em Nova York no ano de 1832.

É interessante como o sistema cria e se apropria de datas específicas para segmentar, fatiar, separar e dividir o humano, impedindo-nos que nos levantemos como uma só raça, um só povo, uma só humanidade.

Todo o dia é dia do ser humano. Mas o sistema encobre esta percepção e assim oculta a natureza desumana do próprio sistema, fragmentando a percepção humana em diferentes categorias, criando assim uma luta interna dentro da própria família humana.

Isto prova a natureza alienígena deste sistema que explora o ser humano seja ele homem, mulher, branca, negra, da religião A, B, C... O que nos falta é uma compreensão de nossa própria humanidade em meio as diferenças, unidade na diversidade.

Enquanto isto eles, ocultos nas sombras de um falso conflito, continuam a sustentar a sua bandeira:

Dividir para conquistar.

F.A.

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.

Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

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