Crise política e auto-conhecimento

terça-feira, 5 de abril de 2016

A crise política de certa forma nos empurra a um engajamento, nem que seja pelo estudo mais aprofundado da situação, levando-nos para além das querelas pessoais e das adjetivações fúteis e partidárias, para compreender o que ocorre, de fato, para além do bombardeio midiático, da seletividade questionável de alguns juízes e do jogo mais amplo no campo geopolítico.

É nesses momentos que aqueles dedicados ao auto-conhecimento e a espiritualidade se revelam, pois espiritualidade não implica em afastamento das questões desse mundo, mas em usar as próprias situações como um treinamento e uma forma de aperfeiçoar-se, mantendo o seu norte, o seu foco, o seu centro, não propagando mentiras, não entrando em brigas inúteis, refinando a sua vibração no meio da confusão e checando a própria fonte da informação.

Deixo estes pensamentos de um político chamado Ghandi, que lutou pela independência da Índia frente ao império inglês em seu tempo e por isso foi chamado de Mahatma ou Grande Espírito.


Nunca país algum se elevou sem se ter purificado no fogo do sofrimento.
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Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza.
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O mundo está farto de ódio.
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Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.
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Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.
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O amor é a força mais sutil do mundo.
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A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita.
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A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.
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A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível.
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Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.

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