Não há certezas absolutas, apenas aprendizado infinito.

sábado, 15 de outubro de 2016

Quando uma postagem feita aqui questiona certezas muito bem estabelecidas a contra-argumentação que ela produz, as vezes, vem de uma maneira muito reativa, uma tentativa por vezes agressiva de defender seus próprios pontos de vista, o que revela que um pilar de sustentação do ego foi abalado.

Como o nosso ego, estruturado em certezas que lhe são próprias foi abalado nos tornamos generosos com adjetivos e não conseguimos fugir da lógica de nossas próprias certezas, queremos manter a nossa zona de conforto intelectual, mental e ideológica.

Mas o fato é que o balanço foi sentido e ocorreu um terremoto interno. Ficamos felizes por isso, pois é como sempre escrevemos aqui: não há certezas absolutas, apenas aprendizado infinito.

Foi dito que a verdade nos libertará. Mas a verdade que liberta não é justamente aquela que questiona as nossas crenças, os nossos dogmas, as nossas falsas certezas e revela a nossa ignorância fundamental. Esta verdade libertadora não é justamente a tomada de consciência socrática sobre a nossa ignorância fundamental?

Viver sem certezas absolutas exige uma coragem e um desapego que é para poucos, afinal o medo sempre se apega fortemente a objetos, sejam eles materiais ou mentais.

E como diria Nietzche: derrubar ídolos é o meu ofício.

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