Certeza

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O homem tomado pela certeza torna-se periculoso - F.A.

Predadores e a hipótese gótica

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sabemos que na Natureza, desde os mais minúsculos seres até os mais volumosos, todos devoram a todos. É a chamada cadeia alimentar. Toda espécie possui um predador específico que se alimenta daquela espécie. O ser humano cometeu o erro de se julgar o predador universal, a espécie que devora todas as demais espécies, pois a casuística ufológica nos alertou para o fato de que existiria um predador situado num patamar superior do que o da espécie humana, um predador específico da espécie humana. Eu enquadro esse predador na categoria dos seres góticos, que além de hematófagos seriam também biotróficos, isto é, devoradores de energia. O Prestes, por exemplo, sofreu uma ação biotrófica, toda a biovitalidade dele foi sugada ao extremo, de modo que só restaram tecidos mortos. Enquanto morria, ele dizia categoricamente que não sentia nenhuma dor, apesar de pedaços de carne estarem se desgrudando do seu corpo. Já em outros casos, a intensidade da ação foi suficiente para matar, mas não queimar ou descarnar, como no das Máscaras de Chumbo. Na Ilha dos Caranguejos, houve descarnamento apenas parcial.

Fernando Grossman, criptozoólogo e ufólogo, em entrevista

Eu vi algumas sombra pretas passageiras projetadas na folhagem das árvores. Eram ou uma sombra indo de um lado para outro ou várias sombras passageiras movendo-se da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, ou diretamente para cima no ar. Elas me pareciam um peixe preto gordo e enorme. Era como se um peixe-espada gigantesco estivesse voando no ar. Eu fui passado a limpo na visão. Então, finalmente, aquilo me assustou. Ficou muito escuro para ver a folhagem, contudo eu ainda podia ver as sombras pretas passageiras.

“O que é isso, don Juan?” eu perguntei. “Vejo sombras pretas em movimento por toda parte”.

“Ah, isso é o universo imenso lá fora”, ele disse, “incomensurável, não-linear, fora do reino de sintaxe. Os feiticeiros do México antigo foram os primeiros a ver essas sombras, assim eles estudaram seus movimentos. Eles as viram como você as está vendo, e eles as viram como energia que flui no universo. E eles descobriram algo transcendental”.

Ele parou de falar e olhou para mim. Suas pausas eram perfeitamente colocadas.

Ele sempre parava de falar quando eu estava preso por um fio.

“O que eles descobriram, Don Juan?” eu perguntei.

“Eles descobriram que nós temos companhia na vida,” ele disse, tão claramente quanto pôde. “Nós temos um predador que veio das profundezas do cosmos e assumiu o controle de nossas vidas. Os seres humanos são seus prisioneiros. O predador é nosso senhor e mestre. Nos faz dóceis e desamparados. Se queremos protestar, suprime nosso protesto. Se queremos agir independentemente, exige que não o façamos.”

Estava muito escuro ao nosso redor, e isso parecia restringir qualquer reação de minha parte. Se fosse dia, eu teria rido até cair. Na escuridão, eu me sentia totalmente inibido.

“Está um breu aqui”, don Juan disse, “mas se você olhar pelo canto do olho, você ainda verá sombras em movimento, saltando ao seu redor.”

Ele estava certo. Eu ainda podia vê-las. Seu movimento me deixou atordoado.

Dom Juan acendeu a luz, e isso pareceu dissipar tudo.

“Você chegou, por seu próprio esforço, ao que os xamãs do México antigo chamavam ‘o tópico de tópicos’”, don Juan disse. “Eu tenho usado de evasivas a esse respeito até agora, insinuando a você que algo está nos mantendo prisioneiros.

Realmente nós somos prisioneiros! Este era um fato energético para os feiticeiros de México antigo”.

“Por que este predador assumiu o controle do modo que você está descrevendo, don Juan?” eu perguntei. “Deve haver uma explicação lógica”.

“Há uma explicação”, don Juan respondeu, “que é a explicação mais simples no mundo. Eles nos dominam porque somos comida para eles, e nos apertam impiedosamente porque somos seu sustento. Da mesma maneira que nós criamos galinhas em galinheiros, gallineros, os predadores nos criam em gaiolas humanas, humaneros. Então, sua comida está sempre disponível para eles.”

Eu sentia que minha cabeça estava sacudindo violentamente de um lado para o outro. Não podia expressar meu profundo senso de desconforto e descontentamento, mas meu corpo se moveu para trazê-lo à superfície. Eu tremi da cabeça aos pés sem qualquer volição de minha parte.

“Não, não, não, não”, eu me ouvi dizendo. “Isto é absurdo, don Juan. O que você está dizendo é algo monstruoso. Simplesmente não pode ser verdade, para feiticeiros ou para homens comuns, ou para qualquer um”.

“Por que não?” don Juan calmamente perguntou. “Por que não? Porque o enfurece?”

“Sim, me enfurece,” eu repliquei. “Essas afirmações são monstruosas!”

“Bem,” ele disse, “você não ouviu todas as afirmações ainda. Espere um pouco mais e veja como você se sente. Eu vou sujeitá-lo a um ataque relâmpago. Aliás, eu vou sujeitar sua mente a tremendos assaltos, e você não pode levantar e partir porque você está preso. Não porque eu o estou prendendo, mas porque algo em você o impedirá de partir, enquanto outra parte de você ficará totalmente desarvorada. Então prepare-se!”

Havia algo em mim que estava, eu sentia, com desejo de ser castigado. Ele tinha razão.

Eu não teria ido embora por nada neste mundo. E ainda assim eu não gostava nem um pouco das coisas que ele estava dizendo.

“Eu quero atrair a sua mente analítica”, don Juan disse. “Pense por um momento, e me diga como você explica a contradição entre a inteligência do homem engenheiro e a estupidez de seus sistemas de convicções, ou a estupidez de seu comportamento contraditório. Os feiticeiros acreditam que os predadores nos deram nosso sistema de crenças, nossas idéias de bem e mal, nossos costumes sociais. Foram eles que programaram nossas esperanças e expectativas e sonhos de sucesso ou fracasso. Eles nos deram ambição, ganância, e covardia. São os predadores que nos fazem complacentes, rotineiros, e egomaníacos”.

“Mas como eles podem fazer isto, don Juan?” eu perguntei, de alguma maneira mais irritado com o que ele estava dizendo. “Eles sussurram tudo isso em nossos ouvidos enquanto estamos adormecidos?”

“Não, eles não fazem assim. Isso é idiota!” Don Juan disse, sorrindo. “Eles são infinitamente mais eficientes e organizados que isso. Para nos manter obedientes, submissos e fracos, os predadores empreenderam uma manobra estupenda — estupenda, claro, do ponto de vista de um combatente estrategista. Uma manobra horrenda do ponto de vista dos que a sofrem. Eles nos deram sua mente! Entende? Os predadores nos dão a mente deles que se torna a nossa mente. A mente dos predadores é grotesca, contraditória, taciturna e cheia de medo de ser descoberta a qualquer momento.”

“Eu sei que embora nunca tenha passado fome,” ele continuou, “você tem ansiedade por comida que não é diferente da ansiedade do predador que teme que a qualquer momento sua manobra vai ser descoberta e sua comida vai ser negada. Pela nossa mente que, afinal de contas, é a mente deles, os predadores injetam nas vidas dos seres humanos tudo que é conveniente para eles. E eles asseguram, desta maneira, um grau de segurança para agir como um pára-choque contra o medo deles.”

“Não é que eu não possa aceitar tudo isso desta forma, don Juan,” eu disse. “Eu posso, mas há algo tão odioso nisso que na verdade me repele. Me força a assumir um ponto de vista contraditório. Se é verdade que eles se alimentam de nós, como eles fazem isso?”

Don Juan deu um largo sorriso. Ele estava tão contente quanto um saltimbanco.

Ele explicou que os feiticeiros vêem as crianças como estranhas e luminosas bolas de energia, cobertas de cima a baixo com uma capa brilhante, algo como uma cobertura de plástico que é ajustada firmemente em cima de seu casulo de energia. Ele disse que aquela capa brilhante de consciência era o que os predadores consumiam, e que quando um ser humano alcançava a idade adulta, tudo que sobrava daquela capa brilhante de consciência era uma franja estreita que ia do chão ao topo dos dedos do pé. Aquela franja permitia ao gênero humano continuar vivendo, mas só de forma precária.

Como em um sonho, eu ouvi Don Juan Matus explicando que, ao que ele sabia, o homem era a única espécie que tinha a capa brilhante de consciência fora de seu casulo luminoso. Portanto, ele se tornou presa fácil para uma consciência de uma ordem diferente, como a consciência pesada do predador.

Ele fez então a declaração mais prejudicial que tinha feito até então. Ele disse que esta faixa estreita de consciência era o epicentro da auto-reflexão, onde o homem era irremediavelmente preso. Manipulando nossa auto-reflexão, que é o único ponto de consciência que nos restou, os predadores criam lampejos de consciência que eles em seguida consomem de forma cruel e predatória. Eles nos dão problemas frívolos que forçam esses lampejos de consciência a aumentar, e desta maneira nos mantêm vivos para que eles possam ser alimentados com o brilho energético de nossas pseudopreocupações.

Deve ter havido algo tão devastador no que Don Juan estava dizendo que naquele momento eu comecei a sentir ânsias de vômito.

Depois de uma pausa, longa bastante para eu me recuperar, perguntei a don Juan: “Mas por que é que os feiticeiros de México antigo e todos os feiticeiros de hoje, embora vissem os predadores, não faziam nada a respeito?”

“Não há nada que você ou eu possamos fazer sobre isso,” Don Juan disse em uma voz triste e grave. “Tudo que nós podemos fazer é disciplinar-nos até o ponto onde eles não poderão nos tocar. Como você pode pedir para os seres humanos que passem por esses rigores de disciplina? Eles rirão e farão chacota de você, e os mais agressivos irão até bater-lhe. E nem tanto porque eles não acreditem nisto. Bem fundo, nos recônditos de todo ser humano, há um conhecimento ancestral, visceral sobre a existência dos predadores”.

O Lado Ativo do Infinito, Carlos Castaneda

Não há países, mas fazendas

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Não há países, há fazendas.

Capitalismo, Socialismo, Fascismo são abordagens de administração pecuária: modos de administrar a "vida de gado" dos seres humanos.

Você pode escolher não trabalhar para o sistema?

Você pode usar o sistema em vez de ser usado por ele?

Você possui alguma coisa que pode chamar de seu mesmo sabendo que se não pagar o condomínio, o IPTU, o IPVA e os demais impostos você perde sua casa, seu carro, seus bens?

Liberdade de locomoção em seu carro novo (se você tiver um) é possível se você não tiver dinheiro para pagar o pedágio?

Liberdade de ir e vir é verdadeiramente expressa (duplo sentido) no trânsito das grandes cidades?

Democracia rima com voto obrigatório?

Você acha que você é livre?



Surpreenda!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Surpreenda:

honre a palavra,

cumpra a promessa feita,

seja grato,

seja honrado,

aja de acordo com a fala,

nisto consiste a novidade,

faça aquilo que deve ser feito

pois é o que o coração manda,

qualquer coisa diferente disto

cai no lugar comum da mediocridade estabelecida: mentira, desonra, incoerência, falsidade, engano, mas se isto já é tão comum não é, de fato, verdadeiro engano, é apenas aquilo que se espera, portanto surpreenda!

Surpreenda!

Surpreenda!

Esta surpresa será deveras apreciada e, apesar de, eventualmente, alguns te considerarem bobo você apenas quer ser surpreendido e surpreender com algo essencialmente humano.

Esta capacidade de surpreender é hoje em dia verdadeiro ato de revolução. Por isso Jesus foi surpreendente, assim como Buda, assim como Gandhi, mas grandes nomes parecem inalcançaveis, quando foram apenas isto: humanos. E todo eles disseram que a grandeza é um ato simples de honra, de amor, de verdade. Grandes mestres foram grandes apenas por estes atos. O salto de qualidade da consciência humana requer estes atos tão surpreendentes! Agora mesmo você pode surpreender e tornar-se mestre de si, ser humano. Há nisso verdadeiro poder! Surpreenda! Surpreenda-se! Seja humano.

Jurema Preta, árvore sagrada

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Sinônimos populares: calumbi, jurema braba; tepezcohuite (México)

Nome botânico: Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir.

Sinônimos botânicos: Mimosa hostilis (Mart.) Benth.; Mimosa limana Rizzini; Acacia tenuiflora Willd.

Família: Leguminosae

Subfamília: Mimosoideae

Significado dos nomes populares: De jú-r-ema, que significa espinheiro suculento.

Descrição da planta: Árvore com cerca de 5-7 m de altura, com acúleos esparsos. Caule ereto ou levemente inclinado, casca de cor castanha muito escura, às vezes acinzentada, grosseira, rugosa, fendida longitudinalmente, entrecasca vermelho-escura. Ramificação abundante e, em indivíduos normais, de crescimento sem perturbação, acima da meia-altura. Ramos castanho-avermelhados, esparsamente aculeados.

Folhas compostas, alternas, bipinadas, com 4-7 pares de pinas de 2-4 cm de comprimento. Cada pina contém 15-33 pares de foliolos brilhantes, de 5-6 mm de comprimento. Flores alvas muito pequenas, dispostas em espigas isoladas, de 4-8 cm de comprimento. O fruto é uma vagem pequena, tardiamente deiscente, de 2,5 a 5 cm de comprimento, de casca muito fina e quebradiça quando maduro. Contém 4-6 sementes pequenas (3-4 mm), ovais, achatadas, de cor castanho-claro.

A madeira tem alburno castanho-avermelhado-escuro e cerne amarelado, é muito pesada (densidade 1,12 g/cm3), de textura média, grã direita, de alta resistência mecânica e grande durabilidade natural. A planta tem raiz pivotante e também raízes superficiais, embora menos do que outras plantas da caatinga.


Jurema Preta - Inflorescências e Folhas


Como reconhecer a planta: Folíolos minúsculos, casca escura, cheiro das flores característico. Mantém a folhagem, embora em densidade reduzida, durante muitos meses da estação seca.

Ocorrência e amplitude ecológica: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, na caatinga e no carrasco. Ocorre também no México.

Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita, seletiva higrófita, pioneira, característica da caatinga, onde é bastante comum, porém com dispersão descontínua e irregular ao longo de sua área de distribuição. Ocorre preferencialmente em formações secundárias de várzeas com bom teor de umidade, de solos profundos, alcalinos e de boa fertilidade, onde chega a crescer vigorosamente. Mas viceja em terrenos diversos, inclusive nas áreas onde os solos foram decapitados, restando apenas o subsolo, em terrenos erodidos ou onde houve serviço de terraplanagem, e também em solos pedregosos ou secos.

Agüenta encharcamento periódico. As raízes têm uma alta capacidade de penetração nos terrenos compactos. A jurema-preta tem um grande potencial como planta regeneradora de solos erodidos. É uma espécie indicadora de uma sucessão secundária progressiva ou de recuperação e sua tendência ao longo do processo é de redução da densidade. No início da sucessão forma matas quase puras. Os folíolos caem e se refazem continuamente cobrindo o solo com um tênue manto que logo se decompõe formando ligeiras camadas de húmus. Além disso, ela participa na recuperação do teor de nitrogênio no solo. Dessa maneira, ela prepara o solo para o aparecimento de outras plantas mais exigentes, como, por exemplo, pau­d'árco, aroeira, cumaru, angico, juazeiro, mofumbo, etc. Espécie muito importante para a alimentação das abelhas durante muitos meses, na época seca e de transição seca-chuvosa. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.

Jurema Preta - Casca do Tronco


Fenologia: Perde uma parte da folhagem durante a estação seca, rebrotando logo com as primeiras chuvas. Floresce durante um longo período do ano, predominando, entretanto, nos meses de setembro a janeiro. Os frutos amadurecem principalmente em fevereiro-abril. O florescimento não ocorre maciçamente, nem suas flores persistem em demasia. As árvores florescem seqüenciadamente, uma após as outras, fornecendo néctar e pólen numa constância de espaço e tempo muito benéficos às abelhas. Na rebrota de indivíduos rebaixados, pode-se observar a persistência da folhagem, embora em densidade diminuída, durante a maior parte da estação seca.

Propagação: Por sementes e brotação do toco.

Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente das plantas quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida, deixá-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes.

Cultivo de mudas: Colocar as sementes para germinação logo após a colheita em canteiros a pleno sol contendo substrato arenoso. Escarificar as sementes para melhorar sua germinabilidade. A emergência ocorre em 2-4 semanas e a taxa de germinação geralmente é alta com sementes escarificadas.

Plantio: A planta é muito rústica, por isso o plantio é fácil, podendo também ser semeada diretamente nas covas ou a lanço em áreas preparadas. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo alcançar 4 a 5 m de altura dentro de cinco anos. Não há notícias de pragas ou doenças, mas deve ser protegida contra o excesso de pastagem por gado bovino e, principalmente, caprino e ovino, especialmente em plantios visando a recuperação do solo.

Utilidades:

Madeira: muito resistente, empregada para obras externas, como mourões, estacas e pontes, para pequenas construções, rodas, peças de resistência, móveis rústicos. Fornece excelente lenha e carvão de alto valor energético.

Medicina caseira: o pó da casca é muito eficiente em tratamentos de queimaduras, acne, defeitos da pele e esfoladelas causadas por pressão. Tem efeito antimicrobiano, analgésico, regenerador de células, febrífugo e adstringente peitoral. As folhas são usadas com as mesmas finalidades.

PSICOATIVIDADE : A casca da raiz tem efeitos psicoativos. O principal ingrediente ativo nesta parte da planta é N,N-DMT, e há também uma pequena quantidade de beta-carbolinas (De acordo com Raetsch, 2005). Algumas fontes indicam a presença de 5-MeO-DMT.

Veterinária popular: o efeito cicatrizante serve também nos animais domésticos e a planta é usada em lavagens contra parasitas.

Restauração florestal: planta pioneira e rústica, é especialmente indicada para a recuperação do solo, combater a erosão e para a primeira fase de restauração florestal de áreas degradadas. Pode ser usada para restauração florestal de matas ciliares.

Sistemas agroflorestais: sendo a jurema-preta uma forrageira palatável para todos os animais domésticos, ela é indicada para a composição de pastos arbóreos, onde oferece forragem verde durante muito tempo na estação seca, podendo esse período ser estendido rebaixando a planta. Os galhos espinhentos servem para construção de cercas de ramo. Por manter boa parte da folhagem durante a estação seca, a jurema-preta tem um importante papel de sombreamento para animais e para o solo.

Abelhas: espécie muito importante para fornecimento de néctar e pólen para as abelhas, especialmente durante o período seco.

Forragem: as folhas e vagens são procuradas pelo gado bovino, caprino e ovino. É uma das plantas da caatinga que primeiro se revestem de verde logo depois das primeiras chuvas.

Aplicações industriais: usada em produtos cosméticos nos EUA, Itália e Alemanha, em loções para o couro cabeludo, sabonete, xampu e condicionador. A casca é empregada para curtir couros.

Importância cultural: "Muitos grupos indígenas do semi-árido pernambucano consideram a jurema preta (Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir.) uma planta sagrada, cercada de profundo respeito e de todo um cerimonial, com as populações dessa planta tendendo a ser protegidas." Das raízes, os índios preparavam uma bebida chamada ajucá ou vinho de jurema, usada por ocasião das cerimônias dos pajés. Uma bebida usada pelos caboclos, na foz do Rio São Francisco, chamada de jurubari, também usava a jurema, junto com a imburana-de-cheiro, pau-ferro e mel, tudo dissolvido na cachaça. As flores e ramas da jurema também são usadas em banhos lustrais ou de defesa, usados nos candomblés. O pó da casca era usado pelos Maias desde o século 10, em lesões cutâneas, como antiséptico natural. Foi "redescoberta" pelas instituições de saúde do México, que pesquisaram suas propriedades e a utilizavam com sucesso para tratar queimaduras em pessoas, depois de catástrofes nos anos de 1984 e 1985. A Jurema-Preta, árvore enraizada na cultura dos índios e dos habitantes atuais da região do Nordeste, poderá passar a ser uma espécie essencial para a restauração florestal de áreas muito devastadas, para recuperar o mais rápido possível o solo e ajudar o crescimento de outras plantas, inclusive madeiras nobres. Em áreas menos degradadas, ela pode ser utilizada, em manejo sustentável, como fonte de madeira, lenha e carvão, forragem, alimento apícola e remédio. Com a expansão do mercado de produtos naturais, também na área de produtos de limpeza e cosméticos, a Jurema-Preta pode servir como fornecedora de matéria-prima para tais produtos, criando uma renda adicional, na época de entressafra, para os habitantes do sertão.

FONTE: http://avisospsicodelicos.blogspot.com/

Ayahuasca e plantas de poder

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Saudações;


Tenho lido os mails sobre Ayahuasca, ou Runipan, que é um termo que também uso mais para tal planta de poder. Creio que para falarmos sobre o tema deveríamos ir mais fundo. Como sabem considero falar e escrever um ato de poder, portanto, vem por aí um texto longo e que exige um grau de foco para ser realmente compreendido, recomendo mesmo que seja impresso para ser lido.

Vamos começar pelo conceito de planta de poder. Este termo foi trazido a público pelo Doutor Carlos Castaneda, como tantos outros do xamanismo hoje utilizados.

Por que planta de poder?

A definição de uma planta de poder é dada pela sua energia.

Mirando as plantas os videntes notam que toda planta tem também um ovo luminoso ao seu redor. Por vezes esse ovo luminoso é pouco maior do que a própria planta, mas algumas plantas tem uma incrível e vasta projeção luminosa a sua volta, o que revela serem "plantas de poder". Há outro aspecto, as plantas se comunicam com a Terra de uma forma muito mais profunda do que nós, criaturas móveis, que também temos uma raiz, que se projeta na frente de nosso ovo luminoso, um fio Terra que todos temos e que sulca a energia da Terra enquanto nos movemos.

As propriedades das plantas são conhecidas há milênios. As plantas podem curar, matar e induzir a estados alterados de consciência. Várias tradições xamânicas demonstram que o caminho rumo a descoberta das potencialidades que trazemos ocultas dentro de nós aconteceu porque por sugestão de "entes" de outros mundos, ou por curiosidade e mesmo fome, alguns homens e mulheres ingeriram tais plantas, entrando em estados alterados de consciência.

Alguns deles foram mais longe e transformaram esse resultado errático em campo de estudo, sistematizando o que hoje conhecemos como tradição xamânica, nascida na alvorada dos Tempos. Não há nenhuma cultura nativa do mundo que não conheça ou deixe de fazer uso ritual das plantas de poder. E o que aconteceu a esta cultura na qual estamos inseridos, que negou e reprimiu tais procedimentos, substituindo com o insosso pão e vinho do rito cristão os antigos ritos de ingestão de plantas de poder? O vício e o desequilíbrio das drogas químicas, com o terror armado do tráfico e tudo mais que assistimos.

O ser humano necessita do êxtase, do estado promovido antes pelos grandes rituais coletivos , onde em catarse provocada por danças, sons rítmicos e beberagens várias certas substâncias eram produzidas, para os fins do Ser Terra e de todo o esquema cósmico no qual estamos inseridos.

O que se busca com a ingestão de uma planta de poder?

Ampliar o estado de consciência, entrar em outra dimensão da realidade, normalmente inacessível a nossos sentidos comuns, a nossa forma usual de sentir e perceber o mundo.

Por que usamos uma planta de poder?

Para essa ampliação de nossa consciência, pois.

Por que nos alimentamos?

Por que sem alimentação não teremos matéria prima para manter nosso corpo vivo, com a constante renovação celular exigida para tal mister, tão pouco teremos energia para executar nossos processos existenciais. Sem alimentarmo-nos não pensamos, não sentimos, não agimos. Já pararam para pensar nisso, como é uma necessidade fundamental se alimentar. Os jejuns tem várias virtudes, uma delas nos ensinar o que é sentir o corpo clamando por alimento, sua energia se findando. Tive algumas aventuras, que , entregue a mim mesmo, despido dos recursos que a vida "civilizada" nos dá, senti fome de verdade, que vem depois de mais de 36 horas sem alimentar-se.

Além do alimento sólido precisamos ingerir água. Outra necessidade fundamental quando sabemos que como o Ser mundo no qual vivemos somos predominantemente água em nossa constituição. Alimento, água, isto precisamos ter para nos mover. Em tempos e locais sem supermercados, sem entrepostos de venda, ir suprir essas necessidades fundamentais dá um certo trabalho. A relação evidente de dependência fica mais clara. Os modos confortáveis da civilização que os conquistadores instalaram nos lugares conquistados cria uma falsa relação com o meio e assim, a indolência natural é acentuada, permitindo uma leitura da realidade que entorpece o senso de urgência não ansiosa, o estado de alerta constante que caracteriza quem está desperto.

Como bem citado, Matrix é uma pálida alusão a uma realidade aterrorizante aos mais frágeis, que um (a) guerreiro encara com a mesma tranqüilidade focada com que encara a não menos assombrosa ETernidade que nos cerca , envolve , nos empresta a consciência para que a amadureçamos, a mutemos através de nossas vivências e então, a pede de volta, um pedir que não precisa ser recusado, só ser atendido de outra forma, de uma forma criativa e ousada, como tudo mais que os(as) buscadores(as) da liberdade realizam.

Comida, água.

Necessidades básicas, dependências.

Pouco paramos para pensar como temos dependências fundamentais em nossa vida.

Alimentar-se e beber água.

Tudo que você leu até aqui só o fez porque se alimentou.

A qualidade de sua alimentação determina muito a qualidade do tipo de substâncias que você vai gerar como matéria prima para a reconstrução celular constante que existe em nosso organismo, como também fornece energia para que tudo isso ocorra. Pois se está havendo uma regeneração celular constante, nossas células estão morrendo e nascendo, estamos sempre mutando também a nível corporal. A ilusão da solidez nos impede de ver isso, mas somos eventos dinâmicos, não pontos estáticos num contexto artificialmente gerado, aceito por convenção.

O alimento entra no corpo. É mastigado, deglutido, vai para o estômago, sofre ali uma digestão mecânica e enzimática. Usando substâncias várias produzidas pelo corpo as enzimas decompõe os elementos ingeridos em estruturas absorvíveis pelo organismo. Um exemplo da importância das enzimas é nossa incapacidade de digerir celulose. Nosso organismo não produz esse tipo de enzima. Assim a celulose entra e sai com a mesma natureza química, tendo sofrido apenas alterações de natureza física (mastigada, etc.) O alimento vai para as células, via circulação. Vejam os importantes glóbulos vermelhos, cheio do real material mágico da Alquimia, não o ouro, usado como símbolo e mais tarde distração. Mas o Ferro, o elemento mais abundante do planeta. Com a hemoglobina vai o terceiro alimento, o terceiro fator fundamental para nossa vida, além do que comemos e bebemos.

O AR.

Bem mais que o Oxigênio, que no entanto cumpre fundamental função para a vida e também é, paradoxalmente, fator de entropia no organismo (as oxidações , fatores como radicais livres, etc.). Dentro da célula é a combinação de certas substâncias tiradas dos alimentos com o Oxigênio é que vai gerar energia para todos os processos que resultam no que chamamos de vida. O alimento está absorvido pelo organismo. Agora não há mais alimento e corpo, há só corpo com toda a matéria absorvida integrada em si. O ar se mistura com outros elementos. Respondemos a cada inspiração com uma expiração. Se o oxigênio é o que buscamos quando inspiramos, é gás carbônico que devolvemos quando expiramos. As plantas expiram oxigênio, na fotossíntesse, e inspiram gás carbônico. Podemos nos tornar grandes amigos das árvores, algo difícil em nossos tempos pelo estado de guerra que nossa espécie declarou a estas belas companheiras.

Isso é um processo simbiótico, como em simbiose vivem certas bactérias em nosso intestino, nos ajudando em processos digestivos e se alimentando enquanto isso. A simbiose com o mundo das plantas é muito profícuo. Mas da mesma forma que tiramos a vida no mundo animal para nos alimentar, tiramos a vida no mundo vegetal. Pois nos alimentamos de plantas também. Cada pé de alface que arrancamos, tem o mesmo sentido quando atiramos uma flecha ou armamos uma armadilha para capturar uma caça. Aquele pé de alface sentia o tempo, sentia as estrelas e as noites de luar, sentia o sol quando nasce e se põe, sentia a vida em toda sua expressão. Suas raízes vinham da mãe terra, onde nascera de semente, onde tivera que abrir seu espaço e uma dia surpreso se viu irrompendo num outro nível da realidade e da terra , seu útero seguro, que lhe alimentava e protegia, vinha agora o desafio dos ventos, das chuvas de pedra, dos estranhos seres que se moviam de outra forma. Pois mesmo uma alface sabe que mobilidade e repouso são conceitos muito relativos. Essa alface, tanto quanto um porco do mato, uma galinha , uma capivara, tinham o prazer da vida em suas veias, quer por ela corresse o sangue ou a seiva. Mas como muitos perderam o Sentir e lhes restou apenas raciocinar, que é bem menos que pensar, esta percepção foi perdida.

Quando compreendemos que as plantas tem esse nível de poder e consciência podemos entender o que é uma planta de poder, o que é convidar Runipan para partilhar conosco seu poder. Em um animal fica mais claro isso. Um(a) caçador(a) quando vai pela mata sabe que também somos caça. O vento que trás os cheiros também leva o seu. Quem já esteve em mata sabe que a gente sente o cheiro da onça de longe, ela exala um cheiro forte. Um caçador está preparado, ele vai a caça. Isto permite que ele estabeleça uma relação diferente com seu alimento. Quando o pega ele foi a face da Morte para sua caça.

Se for sábio vai reconhecer que um dia a Morte poderá se mostrar da mesma forma para ele e na impossibilidade de saber mesmo o que vai lhe acontecer e quando, vive cada instante na plenitude de si. Quando aquele animal for comido a qualidade daquela carne, a força que ali estava, o poder, vai se impregnar na substância orgânica. Cada naco daquela caça, quer cru, quer assado ao fogo, vai ter consigo um pouco do poder daquela caça que correu livre, que viveu e metabolizou um aspecto da consciência da Eternidade, como todo ser vivo e consciente faz.

Em um de seus aspectos a Vida é consciência. Sintam a diferença entre este alimento, em termos de poder e energia contidas e transmitidas a quem dela ingere, se comparado a um bife feito num restaurante, por um cozinheiro com raiva da gerência e com medo de perder seu emprego, servido por alguém que também está "mals" consigo, num lugar fechado, sem luz do sol, cheio de pessoas que fazem da refeição um momento de ansiedade e confusão a mais. Veja como esta civilização se alimenta mal, com vegetais e animais criados em grande quantidade, sem energia selvagem, por isso criando uma perigosa tendência a sermos nós também, domesticados servilmente.

Esta diferença também ocorre no uso das plantas de poder.

Primeiro o que é uma planta de poder?

É uma planta que tem muita consciência e algumas de suas fibras de consciência tem paralelo com as nossas de forma acentuada. A planta de poder carrega em si uma energia peculiar. Como toda energia orgânica tem sua densificação num ponto do organismo é nos chamados "alcalóides" que essa energia peculiar se assenta nas plantas de poder. A composição química não é o único segredo. É na fórmula espacial das moléculas que está a força desses alcalóides. Eles tem tal conformação espacial que formam certas cadeias, tem padrões de ressonância os quais uma vez dentro do organismo ativam partes do corpo que estão adormecidas há milênios, falando em termos de espécie.

Partes de nosso ser que ressonam a outras realidades, que nos permitem ver, ouvir, sentir, degustar e cheirar de formas completamente novas, além de levar a outros estados perceptivos que a partir de certo limiar já não mais estão no corpo denso, mas no corpo de energia, contra parte deste que conhecemos.

Para todas essas manobras porém não basta apenas a ingestão da planta de poder, há que se ter energia.

Quando os predadores chegaram e começaram a dominar a espécie humana, pouco a pouco, certas habilidades antes naturais foram sendo perdidas. Com a energia sendo consumida pelos predadores certas habilidades deixaram de ser atingidas enquanto potência realizada. Ficamos só com certa lembrança, certa intuição de que somos capazes, mas sem a condição energética para realizar. Por isso há tanta ênfase em reduzir nossa preocupação conosco mesmo, com nossa importância pessoal.

Pois o que julgamos ser nós mesmos, nosso "eu" é tão somente um aglomerado de jeitos de pensar, sentir e agir, que nos deram e que nós absorvemos, por imitação ou imposição. Ë neste aglomerado travestido de "eu" que estão as grades de nossas celas, onde somos mantidos ignorantes de nós mesmos e de nossa real condição. Fomos condicionados a agir de tal ou qual forma. E assim respondemos aos estímulos, raramente agimos. Reagimos, mas raramente agimos. Estes estilos de agir, pensar e sentir não são a nossa "essência perceptiva". Somos o percebedor, mas estamos identificados com o percebido e parte desse percebido é um conjunto de estilos de agir, de pensar e de sentir que chamamos "eu". Se formos mais fundo na observação de nós mesmos teremos que reconhecer que nem é pensar, nem é sentir, nem é agir o que acontece.

Raramente pensamos, na maior parte do tempo o que fazemos é raciocinar, que é um treino válido, mas limitado apenas a esta realidade convencional na qual vivemos. Raciocinar é operar apenas numa condição de memória interpretando os dados recebidos a partir de um repertório. Uma condição de secundidade no dizer de C.Pierce. Pensar é mais amplo. Raciocinamos para treinar nossas habilidades a mergulhar no pensar, que entre outras coisas é criativo, realmente criativo, no sentido xamânico do termo.

Nos Emocionamos, para treinar o sentir. Emocionar-se é responder a estímulos, dos mais diversos, mas é resposta. A singularidade humana se manifesta em nós quando somos capazes de formular nossas próprias perguntas, ao invés de apenas repetir as respostas que nos fizeram decorar. Em todos os níveis e sentidos. E como tem demonstrado os behavioristas, para ira de muitos que se enamoraram da maquinaria mental, como dizia Skinner, os seres reagem, raras vezes agem, embora a natureza do estímulo está na maioria das vezes fora de seu espectro de percepção consciente.

Mas podemos ir além. Podemos de fato sentir, pensar e agir. Para isso precisamos expandir nossa consciência, abarcar novos e mais complexos paradigmas sobre os quais construir nossa abordagem da realidade. Mas expandir consciência implica em tê-la. Como dizia Gurdjieff não se pode expandir a consciência inconscientemente. E aqui entra o ponto chave da questão das plantas de poder, como também da nossa relação com seres de outras realidades, tema de outro mail que estou mandando.

Se usarmos as plantas de poder, a partir de nosso "eu normal", se usarmos as plantas de poder sem antes encontrarmos aquele lugar silencioso em nós, onde podemos ouvir a voz de nossa testemunha interior, estaremos usando o tremendo poder das mesmas, sua consciência intensificada que ingerimos, para apenas alimentar as projeções do que chamo "falsa personalidade", conjunto de formas de agir, pensar e sentir (que na realidade é reagir, raciocinar e emocionar-se) que apenas desejam que tudo fique como está, que é vaidosa, que é indolente, que tem medo e disfarça seu medo com arrogância, que é covarde e disfarça sua covardia com imprudência. Sem um claro trabalho sobre si mesmo o uso de plantas de poder tem efeitos sempre questionáveis.

Foi essa a queda dos Antigos Videntes, alertam os Toltecas deste ciclo, encontraram maravilhas, mas o fizeram a partir de seu "eu" não cultivado. Expandir-se em estados estáticos de contemplação confusa dos mundos que existem além disso tem uma utilidade duvidosa para quem busca o viver estratégico e a compreensão efetiva daquilo que está a sua volta.

Há outro detalhe.

Existem pessoas que após certa idade param de produzir a enzima que digerem o leite. Assim sendo se ingerirem o leite terão vários problemas , como alergias, doenças respiratórias. Mas para outras essa enzima continua ativa pela vida toda e assim, podem beber leite como bezerros até o fim da vida, quando a Terra os beberá também. Da mesma forma as plantas de poder podem ser inócuas, debilitantes dentro de graus toleráveis ou intensamente debilitantes de acordo com cada pessoa. Existem pessoas que tem a habilidade de metabolizar os alcalóides, outras não. Por isso vamos encontrar pessoas que podem ter acesso às plantas de poder sem nenhum dano a sua estrutura física e outras não. E não só isso.

Há também a questão da energia pessoal fundamental. Alguns tem essa energia em grande quantidade. Outros em pequena, alguns quase nenhuma. Essa energia que é determinada pelo grau de tesão com que a relação entre nossos pais aconteceu quando nos gerou, determina de forma inequívoca, quem pode e quem não pode trilhar certos caminhos. E por certo o caminho das plantas de poder não é único, muito menos o mais recomendado para quem busca a sobriedade.

Atenção: Não quis dizer que o caminho das plantas de poder não pode ser trilhado com sobriedade. Disse que é um caminho que facilita a ausência de sobriedade. A planta de poder solta seu ponto de aglutinação. Ele pode sair errático e cair em qualquer novo alinhamento. Como os sonhos antes de serem controlados. E podemos nos arriscar a cair em mundos além de nossas possibilidades energéticas. Por isso, como tudo que se refere ao Conhecimento não pode ser trilhado como diletantismo. Há que se saber por que e como está fazendo isto.

Segundo ponto importante, o uso em grupo. Todo trabalho coletivo usando plantas de poder exige a presença de um(a) condutor (a) preparado, alguém capaz de auxiliar no conduzir dos estados de consciência alterada que vão se produzir ali. Tem que saber usar da voz, dos tons, da energia do ambiente, tem que sentir cada um dos que estão ali para auxiliá-los se necessário. O limite de um grupo de trabalho é o limite da capacidade do guia, do que conduz a canoa com os que trabalham juntos.

Um efeito colateral de um trabalho grupal com plantas de poder é a entrada em ressonância entre os campos de energia dos participantes. Por isso se misturar a qualquer grupo de pessoas para usar qualquer tipo de plantas de poder é no mínimo imprudente. Se isso for feito de forma sóbria e focada os participantes terão uma energia extra gerada pelo propósito grupal. Acima de oito rompem uma barreira energética importante, a barreira da personalidade. Mas tudo isso deve ser lido com uma mente muito diferente da mente usual.

E aí entramos no foco desse tema: Os predadores, que nos deram sua mente, e agora temos essa forma de pensar que não é natural a nossa espécie. Temos duas mentes, uma nossa mesma, fruto da somatória de nossas experiências. E uma outra, que os xamãs Toltecas chamam de "instalação alienígena". Ambas tem suas peculiaridades. Mas a mente do predador que está acoplada a nossa tem uma forma de ser que nos desequilibra e limita, para que sirvamos aos seus propósitos. A melhor analogia à isso foi dada por Matrix. O ser humano deixou a condição de mamífero e se tornou destruidor como um vírus. Essa segunda natureza destruidora que temos não é realmente nossa. Foi implantada em nós. Um condicionamento. Como nos piores filmes classe B de ficção cientifica somos um grupo de escravos, mantidos numa sofisticada prisão, a prisão chamada "realidade". A realidade que vemos lá fora é mais sutil que mostrada em Matrix porém. Ali era uma simulação criada por máquinas. Aqui, há algo sim lá fora, vivemos num mundo gerador de energia, não num mundo espectro. As árvores, as pedras, tudo que nos cerca são itens geradores de energia. Vivemos num mundo que está doente com nossas agressões, mas ainda vivo e com energia. Nós processamos essa energia, como células, como enzimas do Ser Terra. Somos tipos de enzimas do Ser Terra, metabolizamos substâncias que na sua forma original o Ser Terra não poderia absorver.

Não só substâncias físicas que metabolizamos, como as energéticas, vindas da eternidade que metabolizamos de tantas formas em nosso sentir, pensar e agir, mesmo quando ele é mero emocionar, raciocinar e reagir, atitudes mecânicas. Portanto, temos que tomar cuidado com este detalhe para não nos limitarmos a uma dupla prisão. Somos células da Terra, somos parte do sistema orgânico que lhe possibilita existir e além disso estamos há alguns milênios escravizados por uma espécie de seres inorgânicos, isto é sem organismo, que vindos de alhures da Eternidade, nos pastoreiam agora, consumindo nossa energia, como os Massari fazem com seu gado (os Massari, povo da África, não matam o gado, tiram sangue deles e preparam sua comida com esse sangue. Sangram o gado pela vida toda do animal sem matá-lo.).

Mas a prisão ao Ser Terra não é uma prisão. Só o ser humano da civilização industrial pensaria assim. Nossa ligação com o Ser Terra é simbiótica. Como organelas (mitocôndria, por exemplo) que migraram para dentro das células, mas eram seres independentes, que entraram em processo simbiótico para melhorar suas condições de vida e continuidade podemos nos sentir ligados ao SER Terra e aí passamos a uma troca justa onde metabolizamos energias para o Ser Terra e em resposta temos condições mais amplas para nossa sobrevivência e tempo para investigarmos os desafios que nos esperam. Condições de lutar pela Liberdade . Mas a resposta predadora existe em todo a ETernidade. A condição predadora da Realidade é algo que escapa aos(as) que estão escravizados(as). Por isso qualquer contato com seres de outra realidade devem ser conduzidos com o máximo de sobriedade e bom senso. Nessa nossa ligação simbiótica com o SER Terra podemos recuperar uma condição de ação disciplinada e focada, um estilo de vida que nos coloca vibracionalmente além do alcance destes seres que escravizam os humanos. E uma vez tendo alcançado esta primeira liberdade, teremos condição de seguir no Caminho e trabalhar pela segunda liberdade, a liberdade da condição de célula da Terra, que tem a consciência como empréstimo, que um dia vai ser tomado de volta.

O segredo de tudo está na energia vital, que temos junto com a consciência. A consciência precisa ser devolvida, a energia vital não. E todo o treino de certas escolas visa isso, "despertarmos" isto é tornar a energia vital consciente de si mesma. E este trabalho pode ser auxiliado ou retardado pelo uso das plantas de poder. Tudo depende da forma que fazemos esse uso.

Um último adendo.

As mulheres raramente precisam de plantas de poder. Elas já tem um órgão que faz o papel que as plantas de poder tem para os homens. O útero na mulher é um órgão mágico por excelência. O assunto é amplo, mas creio que alguns pontos fundamentais foram expressos.


Nuvem que passa

obs: texto publicado na lista Ventania em 29/05/2000

USP usa maconha para tratar fobia social

Agradecimentos à Iôrrane pela dica da reportagem.


Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto realiza testes com componentes da planta que mostram redução da ansiedade nos pacientes.

por Andrezza Czech, da Revista Época

Uma das mais de 400 substâncias que compõem a maconha pode ajudar pacientes que sofrem de transtorno de ansiedade social. Segundo estudo feito pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), voluntários submetidos a testes com cápsulas de canabidiol apresentaram menos ansiedade do que aqueles que foram tratados com placebo.

“O transtorno conhecido como fobia social caracteriza-se pela ansiedade exagerada durante exposição a situações sociais, o que impõe limitações à vida da pessoa”, afirma o professor Antonio Zuardi, do departamento de neurociências e ciências do comportamento da faculdade da USP. “Esta ansiedade é manifestada fisicamente por meio de taquicardia, sudorese, aumento de pressão arterial, falta de ar e tremores.”

A pesquisa feita pelos departamentos da universidade se dividiu em dois trabalhos. O primeiro estudo submeteu a um exame dez estudantes universitários que sofrem de fobia social. Os voluntários tiveram suas atividades cerebrais monitoradas em uma espécie de tomografia por duas vezes: ao tomar uma cápsula placebo e outra com canabidiol. “O que se verificou por meio das imagens foi que quando eles tomavam o placebo o nível de ansiedade era maior”, diz Zuardi. Ao consumir o remédio, as áreas normalmente hiperativadas naqueles que sofrem de fobia social tiveram atividade reduzida.

O segundo estudo foi feito com três grupos de doze pessoas cada. Um com pacientes com fobia social que receberam placebo, outro com pacientes que tomaram a cápsula de canabidiol e um terceiro grupo com voluntários que não sofrem do transtorno. “Foi feito um teste que reproduz um sintoma muito comum na fobia social, o medo de falar em público. Durante o experimento, os voluntários receberam a orientação de preparar um discurso de 4 minutos em frente a uma câmera de vídeo”, afirma Zuardi. “O que se verificou é que os que tomaram placebo tiveram aumento de ansiedade, enquanto os voluntários que tinham fobia social e tomaram canabidiol tiveram nível de ansiedade semelhante àqueles que não sofrem do transtorno.”

Segundo Zuardi, o canabidiol está sendo estudado desde a década de 1970, mas ainda não se sabe exatamente como a ação da substância no sistema nervoso central está relacionada com seus efeitos terapêuticos. O professor ressalta que para compreender os efeitos da droga sobre os pacientes de fobia social seriam necessários testes de uso contínuo da substância. Este transtorno de ansiedade pode ser tratado com psicoterapia e remédios, mas, segundo Zuardi, se a hipótese da utilidade do canabidiol se confirmar, haverá vantagens. “Entre as drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença as principais são os antidepressivos, que demoram de 15 dias a um mês pra começar a fazer efeito. Esse experimento mostrou resultados com uma única dose”, diz.

No Brasil, o uso desta substância também tem sido estudada com a finalidade de auxiliar pacientes do mal de Parkinson. Caso os efeitos sejam confirmados, o Brasil necessitaria de autorização para o uso medicinal da maconha. “Seria necessária uma agência reguladora. Não adianta ter uma lei que autoriza se não há como regulamentar esse uso”, diz Zuardi. O professor afirma que o Canadá e o Reino Unido são os únicos países com medicamento liberado com a substância, o remédio Sativex, usado para amenizar a dor de quem sofre de esclerose múltipla.

Após a prisão do baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, Pedro Caetano, acusado de tráfico de drogas por cultivar dez pés de maconha e oito mudas da planta em sua casa, um grupo de neurocientistas escreveu uma carta pública sobre o tema. No texto, afirmam que no congresso da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), em setembro, será realizado “um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os usuários”.

Documentário: Vença o câncer com Cannabis e Verdade

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Esse documentário é uma distribuição gratuita para o mundo todo, realizado por Rick Simpson, que distribuía de forma gratuita uma medicina que curava e cura o câncer e outras doenças.

O que é realmente ilegal nesse nosso mundo: Cannabis ou o direito a vida pela cura de doenças tais como o câncer?

Se você tiver um ente querido ameaçado de câncer e que pode ser curado com Cannabis onde estaria a maior ilegalidade: no uso do óleo essencial de Cannabis ou na violação do direito fundamental a vida e a saúde?

Pense. Como uma planta feita por Deus pode não ser boa?

Veja, os resultados divulgados nesse vídeo são evidentes por si só.




http://www.youtube.com/watch?v=NbhCIxDvMAY

http://www.youtube.com/watch?v=rFtEGSF3U70

http://www.youtube.com/watch?v=cYxnMj7mAMY

http://www.youtube.com/watch?v=7gDFOCPdOGk

http://www.youtube.com/watch?v=34PnNSS5Ll4

O "esperma" dos deuses astronautas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Caraiii...o agente Molder já dizia: a verdade está lá fora! X

Aos poucos eles aquecem a fervura do sapo para a aceitação de um fato que já é evidente por si mesmo.

http://ultimosegundo.ig.com.br​/ciencia/nasa+descobre+no+espa​co+substancias+que+compoem+dna​/n1597126003292.html

Na ilustração, meteorito apresenta grande variedade de substâncias de DNA

Pesquisadores da agência espacial americana acharam provas de substâncias de DNA em meteoritos que foram criados no espaço. Os pesquisadores defendem a teoria de que um “kit” de partes prontas e criadas no espaço vieram parar na Terra por meio de meteoritos e cometas.

“Componentes de DNA vêm sendo descobertos em meteoritos desde os anos 1960, mas pesquisadores tinham dúvidas se eles eram realmente criados no espaço ou se vinham por contaminação de vida terrestre”, disse Michael Callahan do Centro Espacial Goddard, da Nasa. “Pela primeira vez, temos provas nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço”, disse Callahan, autor do estudo publicado nesta segunda-feira (8) no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com a Nasa, a descoberta contribui para o número crescente de provas de que a química dentro de asteroides e cometas é capaz de trazer componentes de moléculas biológicas essenciais. Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2 da Nasa, além de vários meteoritos ricos em carbono. Vale destacar que aminoácidos formam proteínas, moléculas essenciais à vida. Eles estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas - catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas.

A arrogância deles não tem limites?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/956227-tempestades-em-sp-e-no-rj-vao-ate-triplicar-nos-proximos-60-anos.shtml

No link acima é feita uma previsão de 60 anos em termos de clima para São Paulo e Rio, usando o aquecimento global como base desta previsão.

Pergunta:

Os caras erram em previsão diária e vão fazer previsão pros próximos 60 anos? A arrogância humana (?!) é fascinante!

Outra pergunta:

Quem disse que o aquecimento global é consenso na comunidade científica? Pois é, vejam a seguir.

Nada melhor para o dia de hoje do que colocar em pauta uma das muitas mentiras que nos contam. E são tantas que não sabemos mais o que é o que. Segundo esse documentário o aquecimento global é um fato, mas que tem sua causa principal não na emissão de CO2, mas sim na influência do Sol, sua atividade eletromagnética, os ventos solares e os raios cósmicos. A emissão de CO2 não é descartada como fator de contribuição, mas ela é bem diminuta segundo uma série de estudos científicos apresentados. Abaixo a carta de um grupo de cientistas sobre o tema.

Download do documentário AQUI!
ou AQUI!

Carta aberta de 60 cientistas a convidar o primeiro-ministro do Canadá a reflectir sobre a teoria aquecimento global.

Debate acerca do Protocolo de Quioto

Carta aberta de 60 cientistas a convidar o primeiro-ministro do Canadá a reflectir sobre a teoria aquecimento global
pelos signatários [*]

Estimado Primeiro-ministro,

Como especialistas reconhecidos em Climatologia e disciplinas científicas relacionadas, vimos propor a realização de debates públicos, abertos, para analisar o fundamento científico dos planos do Governo federal sobre alterações climáticas. Isto seria inteiramente consistente com os seu recente compromisso de conduzir uma revisão do Protocolo de Quioto. Embora muitos de nós tenham feito a mesma sugestão aos então primeiros-ministros, Martin e Chretien, nenhum deles respondeu e, até à data, nenhuma revisão formal e independente foi efectuada no Canadá. Grande parte dos milhares de milhões de dólares destinados à implementação do protocolo no Canadá serão desperdiçados sem uma avaliação adequada dos desenvolvimentos recentes da ciência do clima.

A prova das observações não suporta os resultados dos actuais modelos climáticos informatizados, pelo que existem poucas razões para confiar nas predições do futuro realizadas com esses modelos. Contudo, isto foi precisamente o que fez as Nações Unidas ao criar e promover Quioto, e ainda continua a fazê-lo com previsões alarmistas sobre as quais são baseadas as políticas climáticas do Canadá. Mesmo que os modelos climáticos fossem realistas, o impacto ambiental do Canadá ao protelar a implementação do Protocolo, ou de quaisquer outros esquemas de redução de gases com efeito de estufa, pendente do término de consultas, seria insignificante. Levar o seu governo a promover audiências mais equilibradas e abertas, tão logo quanto possível, seria uma rota de acção mais prudente e responsável.

Enquanto as afirmações confiantes de grupos ambientalistas cientificamente não qualificados podem proporcionar manchetes sensacionais, elas não servem de base para a formulação de uma política ponderada. O estudo das alterações climáticas é, como V. Exa. disse, uma "ciência emergente", uma vez que é talvez a mais complexa alguma vez abordada. Poderão ser necessários ainda muitos anos de estudo até que possamos compreender correctamente o sistema climático da Terra. Não obstante, avanços significativos têm sido alcançados desde que o Protocolo foi assinado, muitos dos quais nos conduziram a afastar preocupações acerca das consequências do crescimento das emissões dos gases com efeito de estufa. Se, regredindo a meados dos anos 1990, soubéssemos o que sabemos hoje acerca do clima, o Protocolo de Quioto quase certamente não existiria porque teríamos de concluir que era desnecessário.

Compreendemos as dificuldades que qualquer governo tem para formular uma política científica inteligente quando as vozes mais ruidosas parecem sempre empurrar no sentido oposto. Entretanto, num debate aberto, com consultas imparciais, aos canadianos seria permitido ouvir os especialistas de ambos os lados do debate da comunidade científica do clima. Quando o público começar a compreender que não há nenhum "consenso" entre cientistas climáticos acerca da importância relativa das várias causas de alterações climáticas globais, o governo estará numa posição muito melhor para tomar medidas que reflictam a realidade e assim beneficiem tanto o ambiente como a economia.

"As alterações climáticas são reais" é uma frase sem sentido utilizada repetidamente por activistas para convencer o público que está iminente uma catástrofe climática e de que o homem é o responsável. Nenhum destes temores se justifica. Alterações climáticas verificam-se a todo momento devido a causas naturais e o impacto provocado pelo homem ainda permanece impossível de distinguir dentro deste "ruído" natural. O compromisso do novo governo canadiano para reduzir a poluição do ar, da terra e da água é recomendável, mas a afectação de recursos financeiros para "lutar contra as alterações climáticas" seria irracional. É necessário continuar a investigação intensiva das causas reais das alterações climáticas e ajudar os nossos concidadãos mais vulneráveis a adaptarem-se a quaisquer condições que a Natureza nos apresente no futuro.

Nós acreditamos que o público e os decisores governamentais canadianos precisam e merecem ouvir todo o conjunto de opiniões referentes a esta questão muito complexa. Há apenas 30 anos muitos dos alarmistas do aquecimento global estavam a dizer-nos que o mundo estaria em meio de uma catástrofe de arrefecimento global. Mas a ciência continuou a evoluir e, ainda o faz, embora muitos prefiram ignorá-la quando ela não se ajusta a agendas políticas predeterminadas.

Esperamos que V. Exa. examine a nossa proposta cuidadosamente e ficamos inteiramente à disposição para fornecer mais informação sobre este tópico crucialmente importante.

C/C ao ministro do Ambiente, Rona Ambrose, e ao ministro dos Recursos Naturais, Gary Lunn.

Sinceramente,

- Dr. Ian D. Clark, Prof., Isotope Hydrogeology and Paleoclimatology, Dept. of Earth Science, University of Ottawa
- Dr. Tad Murty, former Senior Research Scientist, Dpt. Of Fisheries and Oceans, forme Director of Australia's National Tidal Facility and Prof. of Earth Sciernces, Flinders University, Adelaide, currently adjunct Prof., Dept. of Civil Engineering and Earth , University of Ottwa
- Dr. R. Timothy Patterson, professor, Dept. of Earth Sciences (paleoclimatology), Carleton University, Ottawa
- Dr. Fred Michel, director, Institute of Environmental Science and associate professor, Dept. of Earth Sciences, Carleton University, Ottawa
- Dr. Madhav Khandekar, former research scientist, Environment Canada. Member of editorial board of Climate Research and Natural Hazards
- Dr. Paul Copper, FRSC, professor emeritus, Dept. of Earth Sciences, Laurentian University, Sudbury, Ont.
- Dr. Ross McKitrick, associate professor, Dept. of Economics, University of Guelph, Ont.
- Dr. Tim Ball, former professor of climatology, University of Winnipeg; environmental consultant
-Dr. Andreas Prokoph, adjunct professor of earth sciences, University of Ottawa; consultant in statistics and geology
-Mr. David Nowell, M.Sc. (Meteorology), fellow of the Royal Meteorological Society, Canadian member and past chairman of the NATO Meteorological Group, Ottawa
- Dr. Christopher Essex, professor of applied mathematics and associate director of the Program in Theoretical Physics, University of Western Ontario, London, Ont.
- Dr. Gordon E. Swaters, professor of applied mathematics, Dept. of Mathematical Sciences, and member, Geophysical Fluid Dynamics Research Group, University of Alberta
- Dr. L. Graham Smith, associate professor, Dept. of Geography, University of Western Ontario, London, Ont.
- Dr. G. Cornelis van Kooten, professor and Canada Research Chair in environmental studies and climate change, Dept. of Economics, University of Victoria
- Dr. Petr Chylek, adjunct professor, Dept. of Physics and Atmospheric Science, Dalhousie University, Halifax
- Dr./Cdr. M. R. Morgan, FRMS, climate consultant, former meteorology advisor to the World Meteorological Organization. Previously research scientist in climatology at University of Exeter, U.K.
- Dr. Keith D. Hage, climate consultant and professor emeritus of Meteorology, University of Alberta
- Dr. David E. Wojick, P.Eng., energy consultant, Star Tannery, Va., and Sioux Lookout, Ont.
- Rob Scagel, M.Sc., forest microclimate specialist, principal consultant, Pacific Phytometric Consultants, Surrey, B.C.
- Dr. Douglas Leahey, meteorologist and air-quality consultant, Calgary
- Paavo Siitam, M.Sc., agronomist, chemist, Cobourg, Ont.
- Dr. Chris de Freitas, climate scientist, associate professor, The University of Auckland, N.Z.
- Dr. Richard S. Lindzen, Alfred P. Sloan professor of meteorology, Dept. of Earth, Atmospheric and Planetary Sciences, Massachusetts Institute of Technology
- Dr. Freeman J. Dyson, emeritus professor of physics, Institute for Advanced Studies, Princeton, N.J.
- Mr. George Taylor, Dept. of Meteorology, Oregon State University; Oregon State climatologist; past president, American Association of State Climatologists
- Dr. Ian Plimer, professor of geology, School of Earth and Environmental Sciences, University of Adelaide; emeritus professor of earth sciences, University of Melbourne, Australia
- Dr. R.M. Carter, professor, Marine Geophysical Laboratory, James Cook University, Townsville, Australia
- Mr. William Kininmonth, Australasian Climate Research, former Head National Climate Centre, Australian Bureau of Meteorology; former Australian delegate to World Meteorological Organization Commission for Climatology, Scientific and Technical Review
- Dr. Hendrik Tennekes, former director of research, Royal Netherlands Meteorological Institute
- Dr. Gerrit J. van der Lingen, geologist/paleoclimatologist, Climate Change Consultant, Geoscience Research and Investigations, New Zealand
- Dr. Patrick J. Michaels, professor of environmental sciences, University of Virginia
- Dr. Nils-Axel Morner, emeritus professor of paleogeophysics & geodynamics, Stockholm University, Stockholm, Sweden
- Dr. Gary D. Sharp, Center for Climate/Ocean Resources Study, Salinas, Calif.
- Dr. Roy W. Spencer, principal research scientist, Earth System Science Center, The University of Alabama, Huntsville
- Dr. Al Pekarek, associate professor of geology, Earth and Atmospheric Sciences Dept., St. Cloud State University, St. Cloud, Minn.
- Dr. Marcel Leroux , professor emeritus of climatology, University of Lyon, France; former director of Laboratory of Climatology, Risks and Environment, CNRS
- Dr. Paul Reiter, professor, Institut Pasteur, Unit of Insects and Infectious Diseases, Paris, France. Expert reviewer, IPCC Working group II, chapter 8 (human health)
- Dr. Zbigniew Jaworowski, physicist and chairman, Scientific Council of Central Laboratory for Radiological Protection, Warsaw, Poland
- Dr. Sonja Boehmer-Christiansen, reader, Dept. of Geography, University of Hull, U.K.; editor, Energy & Environment
- Dr. Hans H.J. Labohm, former advisor to the executive board, Clingendael Institute (The Netherlands Institute of International Relations) and an economist who has focused on climate change
- Dr. Lee C. Gerhard, senior scientist emeritus, University of Kansas, past director and state geologist, Kansas Geological Survey
- Dr. Asmunn Moene, past head of the Forecasting Centre, Meteorological Institute, Norway
- Dr. August H. Auer, past professor of atmospheric science, University of Wyoming; previously chief meteorologist, Meteorological Service (MetService) of New Zealand
- Dr. Vincent Gray, expert reviewer for the IPCC and author of The Greenhouse Delusion: A Critique of 'Climate Change 2001,' Wellington, N.Z.
- Dr. Howard Hayden, emeritus professor of physics, University of Connecticut
- Dr Benny Peiser, professor of social anthropology, Faculty of Science, Liverpool John Moores University, U.K.
- Dr. Jack Barrett, chemist and spectroscopist, formerly with Imperial College London, U.K.
- Dr. William J.R. Alexander, professor emeritus, Dept. of Civil and Biosystems Engineering, University of Pretoria, South Africa. Member, United Nations Scientific and Technical Committee on Natural Disasters, 1994-2000
- Dr. S. Fred Singer, professor emeritus of environmental sciences, University of Virginia; former director, U.S. Weather Satellite Servisse
- Dr. Harry N.A. Priem, emeritus professor of planetary geology and isotope geophysics, Utrecht University; former director of the Netherlands Institute for Isotope Geosciences; past president of the Royal Netherlands Geological & Mining Society
- Dr. Robert H. Essenhigh, E.G. Bailey professor of energy conversion, Dept. of Mechanical Engineering, The Ohio State University
- Dr. Sallie Baliunas, astrophysicist and climate researcher, Boston, Mass.
- Douglas Hoyt, senior scientist at Raytheon (retired) and co-author of the book The Role of the Sun in Climate Change; previously with NCAR, NOAA, and the World Radiation Center, Davos, Switzerland
- Dipl.-Ing. Peter Dietze, independent energy advisor and scientific climate and carbon modeller, official IPCC reviewer, Bavaria, Germany
- Dr. Boris Winterhalter, senior marine researcher (retired), Geological Survey of Finland, former professor in marine geology, University of Helsinki, Finland
- Dr. Wibjorn Karlen, emeritus professor, Dept. of Physical Geography and Quaternary Geology, Stockholm University, Sweden
- Dr. Hugh W. Ellsaesser, physicist/meteorologist, previously with the Lawrence Livermore National Laboratory, Calif.; atmospheric consultant.
- Dr. Art Robinson, founder, Oregon Institute of Science and Medicine, Cave Junction, Ore.
- Dr. Arthur Rorsch, emeritus professor of molecular genetics, Leiden University, The Netherlands; past board member, Netherlands organization for applied research (TNO) in environmental, food and public health
- Dr. Alister McFarquhar, Downing College, Cambridge, U.K.; international economist
- Dr. Richard S. Courtney, climate and atmospheric science consultant, IPCC expert reviewer, U.K.

18/Fevereiro/2007

O original encontra-se em Financial Post

Esta carta aberta encontra-se em http://resistir.info/

Indizível

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

É tanta claridade que vertê-la em palavras não é apenas impossível, não é desejável, mas disse Goethe, em agonia de morte e de êxtase: “Luz, mais luz!”

F.A.

O Sol a partir do teu sorriso



— A vaidade não é algo simples e ingênuo — explicou. — De um lado, é o núcleo de tudo que é bom em nós e, por outro, o núcleo de tudo que não presta. Livrar-se da vaidade que não presta requer prodígios de estratégia. Através dos tempos, os videntes renderam homenagens àqueles que conseguiram - Fogo Interior, de Carlos Castaneda

Documentário: O veneno está na mesa

domingo, 7 de agosto de 2011

O peixe morre pela boca, diziam os antigos.

Documentário da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, realizado pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler.







O primeiro cerne abstrato no Xamanismo


O espírito manifesta-se ao guerreiro a cada momento.
Entretanto, essa não é a verdade total.
A verdade total é que o espírito revela-se para todos
com a mesma intensidade e consistência,
mas só os guerreiros estão sintonizados,
de maneira consistente, com tais revelações.

— A primeira história de feitiçaria que vou lhe contar é chamada “As manifestações do espírito”— começou Don Juan —, mas não deixe que o título o mistifique. As manifestações do espírito são apenas o primeiro cerne abstrato ao redor do qual a primeira história de feitiçaria está construída.

“Esse primeiro cerne abstrato é uma história em si mesma. A história diz que tempos atrás houve um homem, um homem comum sem quaisquer atributos especiais. Era, como todos os demais, um conduto para o espírito. E em virtude disso, como todos os demais, era parte do espírito, parte do abstrato. Mas não sabia disso. O mundo mantinha-o tão ocupado que ele real¬mente não tinha o tempo nem a inclinação para examinar o assunto.

“O espírito tentou, sem sucesso, revelar sua conexão. Usando uma voz interior, o espírito revelou seus segredos, mas o homem era incapaz de compreender as revelações. Naturalmente, ouvia a voz interior, mas acreditava que fossem seus próprios sentimentos que estava sentindo e seus próprios pensamentos que estava pensando.

“O espírito, para sacudi-lo de sua modorra, deu-lhe três sinais, três manifestações sucessivas. O espírito cruzou fisicamente o caminho do homem da maneira mais óbvia. Mas o homem estava alheio a qualquer coisa a não ser a preocupação consigo mesmo.

Don Juan parou e olhou para mim, como fazia sempre que estava à espera de meus comentários e perguntas. Eu não tinha nada a dizer. Não compreendia o ponto que estava tentando demonstrar.

— Acabei de contar-lhe o primeiro cerne abstrato — continuou. — A única outra coisa que poderia acrescentar é que por causa da absoluta relutância do homem em compreender, o espírito foi forçado a usar de artimanhas. E as artimanhas tornaram-se a essência do caminho dos feiticeiros. Mas isso é outra história.

Don Juan explicou que os feiticeiros compreendiam este cerne abstrato como uma planta dos acontecimentos, ou um padrão recorrente que aparecia todas as vezes em que o intento estivesse dando uma indicação de algo significativo. Cernes abstratos, assim, eram plantas de cadeias completas de eventos.

Assegurou-me que, por meios além da compreensão, cada detalhe de cada cerne abstrato recorria para cada aprendiz de nagual. Assegurou-me, mais, que havia ajudado o intento a envolver-me em todos os cernes abstratos da feitiçaria da mesma maneira como seu benfeitor, o nagual Julian, e todos os naguais antes dele haviam envolvido seus aprendizes. O processo pelo qual cada aprendiz de nagual encontrava os cernes abstratos criava uma série de histórias tecidas ao redor desses cernes abs¬tratos, incorporando os detalhes particulares da personalidade de cada aprendiz e das circunstâncias.

Falou, por exemplo, que eu tinha minha própria história sobre as manifestações do espírito, ele tinha a dele, seu benfeitor tinha suas próprias, assim como o nagual que o precedera, e assim por diante.

— Qual é a minha história sobre as manifestações do espírito? — perguntei, algo incrédulo.

— Se algum guerreiro está consciente de suas histórias, é você — replicou ele. — Afinal, você tem escrito a respeito de¬las durante anos. Mas não percebeu os cernes abstratos porque é um homem prático. Você faz tudo apenas com o propósito de aumentar sua praticabilidade. Embora tenha manipulado suas histórias à exaustão, não fazia idéia de que havia um cerne abstrato nelas. Tudo o que fiz lhe parece, portanto, como uma atividade prática freqüentemente extravagante: ensinar feitiçaria a um aprendiz relutante e, na maior parte do tempo, estúpido. Enquanto os vê nesses termos, os cernes abstratos irão escapar-lhe.

— Deve perdoar-me, Don Juan, mas suas afirmações são muito confusas. O que está dizendo?

— Estou tentando introduzir as histórias de feitiçaria como tema — replicou. — Nunca falei a você de modo específico sobre esse tópico porque tradicionalmente é deixado oculto. É o último artifício do espírito. Disse que quando o aprendiz compreende os cernes abstratos é como colocar a pedra que encima e sela uma pirâmide.

O Poder do Silêncio, de Carlos Castaneda

Confiança

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Quando não se tem nada a perder, fica-se corajoso. Só somos tímidos quando há ainda alguma coisa a que nos apegamos.

A autoconfiança do guerreiro não é a autoconfiança do homem comum. O homem comum procura certeza nos olhos do observador e chama a isso autoconfiança. O guerreiro procura impecabilidade aos próprios olhos e chama a isso humildade. O homem comum está preso aos seus semelhantes, enquanto o guerreiro só está preso ao infinito.

Há muitas coisas que um guerreiro pode fazer, em determinado momento, que não poderia ter feito anos antes. Essas coisas não mudaram; o que mudou foi a idéia do guerreiro sobre si mesmo.

Um guerreiro reconhece sua dor mas não se entrega a ela. O ânimo do guerreiro que entra no desconhecido não é de tristeza; ao contrário, ele é alegre, pois sente-se dominado por sua grande sorte, confiante porque seu espírito é impecável e, acima de tudo, totalmente consciente de sua eficiência. A alegria do guerreiro vem da aceitação de seu destino, e por ter avaliado corretamente o que está à sua frente.

Um guerreiro já se considera morto, de maneira que ele não tem nada a perder. O pior já lhe aconteceu, portanto ele está lúcido e calmo; a julgar por seus atos ou por suas palavras, não se suspeitaria que ele tenha presenciado tudo.

Roda do Tempo, de Carlos Castaneda

Explicação para nosso sistema econômico-social e sua crise

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Certa manhã, quando dirigia-se ao mercado, Nasrudin viu alguns cegos e, fazendo tilintar as moedas em sua bolsa, disse em voz alta:

- Amigos, amigos, peguem estas moedas. Tu, toma esta, tu, esta, e vocês repartam o resto - e enquanto fazia isso, fazia tilintar as moedas em sua bolsa.

É evidente e seria até demais esclarecer, que não repartiu um só tostão.

Produzida a cena, afastou-se para observar a seguinte situação: Os cegos começaram a precipitar-se uns sobre os outros, exclamando e gritando: " deu tudo para ti". Ou então:" Vocês ficaram com tudo ao invés de repartir". Ou: " Eu nada recebi", " mentes", " dá-me a minha parte", etc. etc.

Isso transformou-se em empurrões, socos, chutes, insultos, xingamentos, terminando em uma grande batalha indescritível, dada a cegueira total reinante.

Nasrudin, que seguia de perto as peripécias da batalha, murmurou:

- Isto é o que poderia chamar-se de uma "uma luta de cegos por motivo inexistente".

Contos de Ensinamento do Mestre Sufi Nasrudin - Edições Dervish


A Ordem Criminosa do Mundo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Excelente programa da TVE Espanhola sobre o "Capetalismo" e a "Nova Velha Ordem Mundial", apresentado através da visão humanista de Eduardo Galeano e outros que resistem a sucumbir aos valores degenerados de um sistema sem sentido, porque não é humano, é desalmado. Merece ser visto, especialmente, para atiçarmos em nossa alma jovem, rebelde e sedenta de justiça o fogo da transformação, o fogo de uma compaixão implacável.








Materialização de feitiços: o caso Dona Edelarzil Cardoso

Depois dizem que essa coisa de feitiço não existe ou é meramente psicológico, a prova está aí para quem quiser ver. Nem vou escrever mais nada porque o vídeo e a reportagem que se seguem falam por si mesmas. Vivemos num mundo muito misterioso a despeito de toda a nossa racionalidade cética.