sexta-feira, 8 de março de 2024

Sagrado Feminino: Kali.




Justamente hoje (08/03//2024) é interessante lembrar de um arquétipo do feminino que é fundamental, não só pela sincronicidade que está rolando, mas pela necessidade de destruir tudo aquilo que não é condizente com o princípio fundamental do Universo: o sagrado feminino.

Hoje, na Índia, celebra-se o festival mais importante para a divindade da destruição, Shiva, e aqui celebramos o dia da mulher. A junção simbólica dessa data nos remete ao mito poderoso da Deusa Kali, que é a resultante da união da shakti de todos os devas.

Esotericamente, ou seja, no sentido profundo e iniciático, Kali é o aspecto destruidor da Mãe Divina, mas essa destruição é voltada para a eliminação de nossos defeitos psicológicos, para o trabalho alquímico de calcinação de nossos padrões de comportamento drenantes de nosso poder pessoal, por isso Kali é o princípio feminino responsável pela operação da obra à negro, a primeira fase do trabalho da Alquimia ou da transmutação do ser.

Kali representa a própria expressão da Kundalini Shakti em nós que realiza no altar de nosso corpo um holocausto do ego (representado no mito de Kali como o asura Raktabija), um sacrífico pelo fogo, verdadeiro significado da palavra grega holocausto, o fogo como expressão do poder de Shakti, de Kali, Ela é a chama consumidora daquilo que não presta em nós e que não serve mais ao nosso Ser (Shiva).

A questão que Kali nos coloca é: o que precisa morrer em nós para que renasçamos mais fortes, íntegros e plenos?

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