Cimática: o som afeta a matéria

sábado, 25 de agosto de 2012

Para o bem e para o mal os homens desenvolveram tecnologias que operando através de vibração, frequência e som são capazes de nos afetar de diferentes modos. Aqui temos uma apresentação do uso positivo de tal tecnologia.



SOM – A CHAVE PARA ACABAR COM A GUERRA E A POLUIÇÃO?


Por Christan Hummel
CHBABA@aol.com


Ele está sempre em torno de nós, não importa o que façamos, nem para onde vamos. Som. As vibrações das moléculas que geram efeitos em nossos ouvidos, a que chamamos de som. Mas, e se o som for mais fundo do que isso? E o aspecto do som que vai além do que conseguimos ouvir? Conforme o antigo koan budista pergunta: "Se uma árvore cai na floresta e ninguém está lá para ouvir, ela produz um som?" E aquele aspecto do som que existe à parte de nossa capacidade de ouvir? O som é a substância primordial, da qual é feita toda nossa realidade, e da qual nosso universo se originou. Quer se consulte os Vedas sânscritos ou a Bíblia, é sempre o som que é considerado o coração de toda existência. "No início foi o Verbo", e só depois foi proclamado "Faça-se a Luz" O som precedeu a tudo o que vemos. Tão poderoso e que em tudo penetra, e no entanto prestamos muito pouca atenção a ele, e muitas vezes o confundimos com barulho.


Existe uma conexão íntima entre som e luz, tal como chamas gêmeas uma da outra, onde existe uma, a outra existe também. O som é o tecido subjacente da vibração e é o que cria os padrões de luz que vemos em torno de nós. Na pesquisa Cymatics do Dr. Hans Jenny, ele apresenta em um vídeo os diferentes padrões formados quando freqüências de luz variadas são introduzidas em um prato com cristais de areia. Stan Tenen, da Fundação Meru, demonstra outra correlação entre som e forma, observando as letras do alfabeto hebreu, cujas formas correspondem à forma de sua onda sonora quando os sons das mesmas letras são analisados. Em outro experimento, monges tibetanos foram gravados cantando o OM. Isso foi depois tocado através de um prato ressonante, com cristais em cima. Em poucos segundos, a areia começou a vibrar, e formou um padrão chamado de Sri Yantra, que é considerado na crença hindu, como o padrão da Criação do universo.

Isso significa que para cada som existe uma forma ou padrão correspondente, que pode ser visto.

Penetrar nas vibrações do som sob esses padrões é uma chave para dar forma ao nosso mundo exterior. Uma vez feito isso, poderemos formar de novo o mundo, a partir de dentro. Um poderoso exemplo disso é a ressonância, a força que faz com que pontes caiam quando os exércitos caminham em conjunto por elas, ou que faz com que uma taça se quebre quando um cantor atinge determinada nota, ou que faz com que os pêndulos de todos os relógios de uma sala balancem em conjunto. Quando as vibrações de som vibram em ressonância, somos capazes de transformar o mundo em torno de nós.

Isso é exatamente o que tanto os cientistas quanto os metafísicos estão pesquisando atualmente. Descobrindo o poder oculto do som, e principalmente da ressonância, para transformar o mundo em torno de nós. Em um estudo recente, a Força Aérea aplicou um padrão de som específico a um de dois tubos de teste contendo dióxido de nitrogênio, um poluente encontrado na atmosfera. Nada foi feito ao outro tubo. Quando o som foi aplicado ao primeiro tubo, ele instantaneamente mudou sua composição química, enquanto o segundo tubo permaneceu exatamente igual. (1)



As aplicações desse princípio estão sendo usadas em esforços para a diminuição da poluição no mundo inteiro, com enormes resultados. Usando uma unidade de transmissão, de metal, chamada harmonizador (um objeto geométrico feito de cobre torcido, que atua como uma antena), uma freqüência de som é aplicada e transmitida pelo ambiente circundante, fazendo com que as moléculas dancem em uma batida diferente, por assim dizer, e se realinhem em elementos não poluidores. (2) Esses experimentos foram conduzidos em operações em pequena escala no mundo inteiro, patrocinadas por pequenos grupos de indivíduos, com resultados surpreendentes, como a queda de 40% nos níveis de poluição dentro de um mês desde o início do programa. (3)

Em minha pesquisa sobre o assunto, descobri que usar o som dessa maneira estava muito longe de ser uma descoberta. Na Índia antiga, os sacerdotes brâmanes costumavam realizar um ritual chamado Agni-hotra, uma cerimônia com fogo, que envolvia o uso de um pote geométrico de cobre, em forma de pirâmide, de dimensões muito precisas, o fogo sagrado, e o canto de certos mantras, exatamente ao nascer e ao pôr do sol. Foi cientificamente documentado que esse processo diminui os vírus e as bactérias patogênicas, e os níveis de poluição, em uma área de duas milhas a partir do local onde a cerimônia está sendo realizada. (4)

Os efeitos do som podem ser vistos nos domínios esotéricos também. Os golfinhos usam o som para curar, e nós também. Em seu livro Healing Sounds, Jonathan Goldman discute como a entonação [toning] (uma técnica que utiliza um som esculpido), pode mudar a energia parada de nossa aura, permitindo que nossa própria energia natural flua mais livremente. (5) em um caso, uma mulher com mal de Parkinson, ficou completamente sem sintomas um dia depois de ouvir certos padrões de som, que eram uma combinação da ressonância da Câmara dos Reis, no Egito, e da molécula do hidrogênio. (6) em outro caso, um homem saiu de um coma depois de algumas horas ouvindo uma gravação de sinais de áudio que tentavam reproduzir o padrão de criação do universo. (7) As histórias são numerosas, e cada uma mais surpreendente do que a outra.

Durante uma experiência há um ano atrás, percebi pessoalmente a capacidade do som para curar quando fui visitado por um grupo de golfinhos que vieram para mim nos planos interiores e começaram a mostrar-me como entonar no corpo de alguém para ajudar a aliviar a dor. Quando me orientaram a fazer certos sons no corpo dessa pessoa, ela pôde sentir a dor sendo aliviada enquanto o som penetrava nela. Outro grupo interdimensional de seres, chamados os Hathors, ao qual eram dedicados templos em Dendara, no Egito, também empregava o som como meio de cura e de comunicação. Eles estiveram trabalhando também com a Terra, para ajudá-la em sua transição para outro nível dimensional de consciência, primariamente através do uso do som. (8)

Temos sido orientados, durante o ano passado, trabalhando com a cooperação dos Hathors, a usar o som para modificar padrões distorcidos de energia que existem na Terra e que são conhecidos como zonas de estresse geopático. (9) Esses padrões de energia são resultado de emoções não resolvidas da humanidade, guerras, conflitos, ou desrespeito para com espaços sagrados. Temos descoberto que, trabalhando com Espíritos da Natureza, ou devas, da área, e proporcionando-lhes vibrações de sons, eles são capazes de usar essas freqüências para curar as distorções da Terra naquelas áreas. É interessante observar também quantos grupos indígenas utilizaram alguma forma de som com propósitos sagrados e cerimoniais. Os povos aborígines tocam o digereedo (instrumento musical) ao longo das linhas de Canção da Terra. Numerosas tribos de nativos americanos usam cantos cerimoniais, tambores e música, para criar vibrações medicinais oferecidas para mudar os padrões distorcidos mantidos dentro da Terra.

Testemunhamos pessoalmente numerosos acontecimentos que vão do simplesmente surpreendentes até aos milagrosos, quando esses padrões distorcidos são mudados. Em um caso, em Cape Town, na África do Sul, vimos a poluição de uma área chamada Cape Flats desaparecer em questão de 30 minutos depois de uma cerimônia usando pouco mais do que vibrações de som, transmitidas por um instrumento chamado harmonizador. Uma estação de rádio em Cape Town começou a usar esse harmonizador e uma gravação de áudio com a forma da onda da molécula da água. Eles tocaram isso em níveis inaudíveis, em sua estação de rádio, transmitindo de sua torre, e dentro de uma semana registraram um aumento sem precedentes de 47% em sua audiência.

O interessante é que, durante o mês em que um grupo de nove indivíduos começou a tocar esse padrão de som através desses harmonizadores em Cape Town, numerosas baleias começaram a aparecer em toda a área, um mês antes do que normalmente elas começavam a surgir.




Em São Paulo, apenas um dia depois de usar as vibrações de som em cooperação com as forças dévicas para normalizar os padrões geopáticos, a poluição diminuiu tanto que foi notícia de primeira página nos jornais. Mesmo o trânsito, que é um grande problema, em uma cidade de 20 milhões de habitantes, havia melhorado tanto que as pessoas comentavam sobre isso, uma semana depois. Além disso, a economia brasileira deu uma virada inesperada e apresentou uma importante recuperação, alguns dias depois da sessão de remoção (limpeza) geopática. Por "coincidência" a área da qual o estresse geopático foi removido, era o centro financeiro da cidade.

Em Vancouver, Los Angeles, Auckland e Denver, quando esses padrões de som foram aplicados aos padrões vibracionais distorcidos da área usando os harmonizadores, a taxa de criminalidade dessas cidades caiu de 30% a 50% , depois de alguns meses. (10) Em uma escala global, o menestrel cantor James Twyman viaja pelo mundo promovendo concertos de paz em áreas conflagradas. Utilizando o poder da própria voz para produzir padrões vibracionais harmônicos, e combinando-os com orações pela paz feitas pelos auditórios, ele tem visto a paz restaurada como que por milagre, nas regiões nas quais os concertos têm sido realizados. (11)

Seria isso tão simples? Parece que sim. Esse poder do som, oculto e sub-utilizado, está mudando o curso dos acontecimentos em nosso planeta.

Om Namah Shivaya

Notas de rodapé

(1) A gravação usada chama-se Swept Clear e é uma forma de onda de áudio de uma nuvem de chuva.

(2) Ver o site http://www.earthtransitions.com

(3) Houve de 30 a 40 por cento de redução de monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e ozônio, em Denver, Caracas, Cidade do México, Los Angeles, San Diego e Phoenix.

(4) Para mais informações sobre o Agni-hotra/, ver: http.//www.summit.net/home/Agnihotra/

(5) Tom Kenyons, de Acoustic Brain Research demonstra como o som afeta os padrões de ondas cerebrais e o sistema imunológico.

(6) O CD usado chama-se Living Light/Living Waters, de Rodrigo Navarro

(7) A gravação usada chama-se Creation Wave

(8) Para saber mais sobre as conexões entre os Hathors e o Egito, ver: www.floweroflife.com

(9) Ver http://www.earthtransitions.com para maiores informações sobre as zonas de estresse geopático e seus efeitos.

(10) A taxa de criminalidade de Vancouver caiu 30% em dois meses, a de Denver, 51%, a de Los Angeles, 40% em três meses, e a de Auckland, 50%.

(11) Ver Emissary of Light, de James Twyman.

Christan Hummel tem viajado internacionalmente para ajudar as pessoas a estabelecer grupos de trabalho para a diminuição das taxas de poluição em suas comunidades locais, e dá oficinas em todo o mundo ensinando as pessoas a se comunicar e a trabalhar em harmonia para curar (melhorar) a Terra.

Para maiores informações pode-se comunicar com (760) 722-5555 ou então pelo website http://www.earthtransitions.com

Como as corporações americanas financiaram Hitler, Lênin e Stalin

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Uma verdadeira aula de história moderna dada por um homem inteligente, íntegro e corajoso: Antony Sutton.

"Através de sua pesquisa científica histórica ele viu o contexto maior de como os grupos secretos dos EUA (em grande parte operando através da sociedade Skull & Bones) usa a dialética hegeliana (criar tese e antítese criar para controlar a síntese) para criar, gerenciar e perpetuar o conflito.



Uma entrevista clássica pelo Professor Anthony Sutton, que lecionou Economia na Califórnia State University e foi um pesquisador na Hoover Institution da Universidade de Stanford.

Nessa entrevista, o Prof. Sutton entra em sua pesquisa impecável de como um grupo coeso de financistas e magnatas da industria ocidentais (centrada em torno de Morgan e Rockefeller nos EUA, e em torno de Milner e financistas da "City of London", no Reino Unido) criaram e mantiveram seu três supostos inimigos desde o início: Rússia Soviética, a Alemanha nazista, e o Socialismo Fabiano de F.D. Roosevelt.
Particularmente, ele explica como os financistas de Wall Street/City of London usaram suas instituições bancárias e empresas industriais para:

1- Ajudar a financiar e sustentar a Revolução Bolchevique na Russia.
Estruturar a indústria soviética durante os planos quinquenais de Lênin, através de financiamento, tecnologia / transferências industriais e assistência técnica. Continuar a construir os soviéticos durante toda a Guerra Fria, através dos mesmos tipos de negócios. Isto incluiu as eras da Coréia e do Vietnã, durante o qual as tropas americanas estavam sendo mortas por ... armamentos soviéticos feitos com tecnologia ocidental.

2- Construir a Alemanha Nazista, tanto financeira como industrialmente;

3- Colocar Franklin D. Rosevelt (FDR) no poder nos EUA como o seu homem, e até mesmo elaborar as políticas do New Deal de Roosevelt, especialmente o National Recovery Act (Ato de Recuperação Nacional) - desenvolvido por Gerard Swopes da Gen. Electric e profundamente bem recebido pelo poder de Wall Street; Morgan, Warburg e Rockefeller.

Sutton não era um especulador selvagem. Ele era um pesquisador acadêmico distinto que documentou suas conclusões impecavelmente em suas diversas obras. Incapaz de contrariar suas pesquisas, o poder vigente (incluindo universidades) simplesmente tenta ignorar seu trabalho, fazer de conta que não existe.

O objetivo dessas políticas de Wall Street era muito simples: criar e globalizar o que Sutton chama de Socialismo Corporativo.
Um sistema em que tudo na sociedade é regido pelo Estado, e o Estado, por sua vez, é controlado por financistas que, portanto, acabam governando e administrando a sociedade, a seu gosto.
Em outras palavras, fazer a sociedade trabalhar para os financistas, utilizando-se um Estado socialista como seu intermediário. Isto é o que hoje conhecemos como o modelo de globalização econômica.
Como resultado de todos os conflitos do século 20, sobretudo da 2a. Guerra Mundial e da Guerra Fria, travada entre poderes (USA e URSS) manipulados e controlados por esses grupos de mega banqueiros, o mundo foi "globalizado".

Isso significa que o mundo foi totalmente tomado por esses financistas, e está cada vez mais perto de ser completamente governado por eles, através não só das Nações e seus Bancos Centrais, mas principalmente através de agências supranacionais e instituições.

Pesquise os livros Prof: Sutton, como a série do Instituto Hoover sobre as transferências tecnológicas do ocidente aos soviéticos e a trilogia 'Wall Street'.

Se vc tiver dificuldade em comprar os livros originais, a maioria deles está disponível online, em formato pdf.

(Traduzido por AMhiro da descrição em inglês: http://www.youtube.com/watch?v=j3vZNSAi-QM )"

Deus no banco dos réus

quarta-feira, 15 de agosto de 2012



"No campo de concentração nazista de Auschwitz, um grupo de judeus coloca Deus no banco dos réus, sob a acusação de romper sua aliança com o povo judeu. Excerto do filme "God on Trial", da BBC escocesa".

A natureza de deus revelando a natureza do homem e a natureza do homem revelando a si mesma num filme que questiona a mais arraigada crença da cultura judaico-cristã: deus.

Este é um filme excelente! No estilo de 12 homens e uma sentença! O que muda é a natureza do réu. Judeus prestes a serem assassinados num campo de concentração alemão, em plena 2ª guerra mundial, colocam o seu deus em questão, por descumprimento do contrato com aquele que é tido como o povo escolhido. Colocar deus em questão é colocar a justiça divina em xeque e o filme é brilhante neste sentido, com diálogos primorosos, argumentações bem embasadas e um desfecho inesperado.

Não é um filme para quem tem crenças arraigadas ou profundo apego religioso. É um filme profundamente humano, onde na verdade quem está em questão não é deus, mas o homem e suas crenças, sua ideologia, sua visão de mundo diante dos fatos. Imperdível este filme!

Uma observação importante. A palavra deus como usada no contexto da cultura religiosa judaico-cristã é apenas um conceito, uma crença, devidamente estruturada através de um processo histórico que começa dentro de um culto tribal. A palavra portanto não pode expressar Aquilo que é por sua própria natureza indescritível. É como dissem os taoístas:

O Tao que pode ser pronunciado não é o verdadeiro Tao.

Quem está no controle?




O conhecimento da existência de seres que se alimentam dos seres humanos é uma informação há muito conhecida dos xamãs, em particular a linhagem guerreira, eles são conhecidos como predadores (ou sombrios, variando o nome conforme a linha xamânica).

Esta informação é profundamente incômoda, uma verdade inconveniente, pois revela que o ser humano não é em absoluto o topo da cadeia alimentar, não é a última maravilha da criação e diante destes seres que o escravizam a responsabilidade pela libertação e salvação não cabe a nenhum outro ser que não o próprio humano.

Estes seres pastoreiam os seres humanos da mesma forma que os humanos pastoreiam e cultivam outras espécies para a sua nutrição.

Esta é uma verdade inconveniente pois coloca em cheque todas as igrejas, religiões e seitas místicas que por um motivo ou outro não revelam esta verdade, afinal poucos poderiam suportá-la. Por isto é dito que a ignorância é uma benção.

Diante desta informação a própria mente alienígena põe-se em guarda negando o óbvio.

O ser humano nunca considera um simples fato: se ele não controla a mente quem controla?

Tente permanecer com a mente em silêncio por 5 minutos

O parasita

O predador é o obsessor por excelência, incutido na própria mente, como um parasita, ele controla-nos a partir dos pensamentos até sugar toda a nossa atenção, energia e consciência.

Observem uma erva daninha, como a erva de passarinho, ela aos poucos toma conta da copa da árvore, prende seus tentáculos aos galhos e a árvore acaba por morrer, inteiramente sugada. É um processo natural.

Preso a nossa mente, sugando a nossa energia, o predador faz exatamente o mesmo. Este é um processo natural, da Natureza, revelando o aspecto predador deste Universo.

Por isto surgiu o caminho do guerreiro: o conjunto de disciplinas necessárias para livrar-nos da mente do predador.

Poucos terão a energia para compreender isto devido ao processo de sabotagem e engano que a falsa mente promove dentro de nós.

Notem na imagem abaixo como a erva de passarinho já dominou a copa da árvore e parece ser a própria copa. Da mesma forma a mente do predador parece ser a nossa mente, mas não é, é apenas um parasita, uma falsa mente, que nos faz contraditórios, mesquinhos e fracos.


O Mistério da Deidade

sábado, 11 de agosto de 2012

Deus A, Deus B, Deus C.
Orixá A, Orixá B, Orixá C.
Hierarquias A, Hierarquias B, Hierarquias C.
Santos, Arcanjos, Mestres.

São apenas denominações, palavras para Aquilo que está além do alfabeto e da linguagem.

A Divindade é Impronunciável, Indefinível, Infinita, não se limita à linguagem, ao conceito, a nenhuma sintaxe ou ideologia.

A Divindade não é monopólio de nenhuma religião, de nenhuma seita, de nenhuma igreja.

Nenhum dogma, pensamento, conceito, teologia, filosofia pode conceber a Divindade.

A linguagem é paupérrima para expressar a Divindade. Acaba por criar divisão Naquilo onde há apenas União, Unidade, Êxtase, Amor. A linguagem acaba por amputar na mente Aquilo que é Indivisível. A linguagem cria a divisão, a guerra, a babel, a religião, a seita, a igreja.

Só quando o ser humano vai para além da linguagem, da sintaxe, da ideologia, do pensamento é que ele pode perceber a Divindade.

Por mais que o ser humano peça, implore, reze, ore, cante, suplique não poderá conceber a Divindade, pois a linguagem o separa, o ilude, o engana a respeito da Divindade.

A única coisa que a linguagem pode fazer é compreender seus próprios limites e assim silenciar. E neste silêncio conceber em cada um de nós a Divindade.

Foi dito que o Reino de Deus está dentro de nós. E isto deveria bastar.

Eis o Mistério da Deidade:




A medusa interior

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um "eu" é uma entidade definida em nós, com uma parte intelectual, uma parte emocional e uma parte motora. Os Eus vivem em nossa casa interior e nos controlam incessantemente.

Os "eus" moram em diferentes subdivisões dos centros. Temos várias personalidades diferentes e cada uma delas está composta por um grupo de eus.

O "eu", digamos, Fantasia cria a Falsa Personalidade, fazendo-nos crer que temos um só Eu real. A falsa personalidade é puro fingimento. Uma das piores forma de mentir é o fingimento. Todo homen 1,2 e 3 finge ser o que não é. Essas mentiras vem da fantasia sobre o si mesmo, do eu digamos Fantasia. As mentiras obscurecem a Essência, porque a Essência, só pode crescer mediante a Verdade. Um homem deve deixar de enganar-se a si mesmo antes que possa começar a compreender a verdade. O homem deve se livrar da mentira.

Temos milhares de pequenos "eus" em nós, mas devido aos obstáculos a consciência, não os vemos e seguimos acreditando que há um só Eu, que sempre atua e sente da mesma maneira. Este é o "eu", digamos, Fantasia, este "eu" nos impede de mudar.

Cada pequeno "eu" tem uma parte pensante, uma parte emocional e uma parte motora. Seu centro de gravidade pode estar na esfera dos pensamentos, das emoções ou dos movimentos. Observar o centro de gravidade de um pequeno "eu" já é um grande progresso.

Cada pequeno "eu" é uma entidade que se passa por nós e fala pelo intermédio dos centros, chamando-se a si mesmo de Eu. Todos os nossos pensamentos, nossos estados de ânimo, nossos sentimentos, nossas ações, nossas palavras, nossos gestos, nossos movimentos, nossos humores provêm de diferentes tipos de "eus" em nós. Não temos uma individualidade real, ou melhor, não temos um CENTRO DE GRAVIDADE PERMANENTE.

Inicialmente, é mais fácil observar aos "eus" que atuam emprestando-nos certos pensamentos. Observe que está pensando, de certa maneira, a respeito de uma pessoa. Este é um "eu" que está pensando, mas você crê que é você mesmo. Ou digamos que está pensando sobre sua vida; é outro "eu" e você acha que é você mesmo. Quando uma pessoa não vê esse ardil constantemente repetido, toma todos esses pensamentos como ela mesma, neste ponto passou a ser mecânica.


Não vê que algo está pensando por ela, mas ouve os pensamentos desses "eus" como se fosse ela que os estivesse pensando.

Quando começamos a observar verdadeiramente nossos pensamentos, costumamos notar certos pensamentos que são indesejáveis, com relação a outras pessoas ou com relação a nós mesmos. Pois bem, se pensamos que esses pensamentos são nossos, se nos identificamos com eles, se concordamos com eles, concedemos poder a eles, fazemos com que eles tenham poder sobre nós e assim fortalecemos os "eus" que estão por trás deles. Observar é também dissolver os "eus" mecânicos.

A Tradição nos ensina a praticar a separação interior, que para observarmos um eu temos que nos separar dele. Mas se tomamos tudo que passa em nossos pensamentos como nós mesmos, não poderemos separar-nos. Como pode "eu" separar-se de "eu"?

No que concerne à esfera das emoções, existem muitos eus que produzem alterações em nossos estados emocionais, do mesmo modo que certos "eus" transmitem pensamentos à nossa mente, outros "eus" transmitem sentimentos à nossa esfera das emoções.

Alguns desses Eus costumam esgotar-nos, fazer-nos perder a confiança em nós mesmos, deprimir-nos, desalentar-nos, etc. Se ao menos pudéssemos auto-recordar-nos sempre, esses eus não teriam poder sobre nós uma vez que lembraríamos de suas atuações passadas. Mas como concedemos tanto poder a eles, nem nos ocorre observá-los; entram e saem de nossa parte emocional como se essa lhes pertencesse.

Ainda que seja difícil observar diretamente esses "eus", podemos descobrir sua presença ao notar que se abaixa o nível ou há uma súbita perda de força (energia). Se não estamos bastante alertas, esses eus podem nos possuir OS CENTROS e então levaremos dias no sono que eles nos causam.

É preciso aprender a andar muito cuidadosamente dentro de nós mesmos. É inútil discutir com os "eus" desagradáveis. Por isso, a prática da separação interior é tão importante. Basta perder a guarda por um instante, em uma situação difícil, para permitir a entrada em cena deste tipo de "eus" que nada mais são que MÁSCARAS, que usamos para suportar a realidade. É preciso aprender a separar-nos desses "eus" negativos, primeiro na esfera dos pensamentos e logo na esfera das emoções e motora através da técnica de não identificação interior.

O Trabalho se inicia pela auto-observação e é um sistema que provém do Círculo Consciente da Humanidade, isto é, daqueles que lutaram a batalha contra os "eus" e alcançaram a sublime meta de conhecer a SI mesmo.

Quando alguém começa a auto-observar-se seriamente, desde o ponto de vista de que não é Um, mas sim Muitos, inicia de verdade o trabalho sobre si. E como resultado disso teremos que dividir-nos em observador e observado.

O lado observador relaciona-se com a fração de Essência ou Consciência liberada sob as influências do Trabalho interior . O lado observado vem a ser todo esse desfile de pensamentos, sentimentos, desejos, preocupações, estados emocionais, paixões, etc., provenientes de toda essa multiplicidade que levamos dentro de nós por força da simples lei do ACASO.

Indubitavelmente, quando essa divisão não acontece, continuamos identificados com todos os processos dos muitos "eus". Quem toma todos os seus processos psicológicos como funcionalismo de um "eu" único, individual e permanente, encontra-se tão identificado com todos os seus erros, os tem tão unidos a si mesmo que perde, por tal motivo, a capacidade de separá-los de sua psique. Então qualquer mudança será quase impossível.

Através desse trabalho psicológico, temos que chegar a ser cada vez mais conscientes de nós mesmos, de todas as nossas contradições e conflitos íntimos.

É sabido que quando alguém está a ponto de morrer, como por exemplo, quando alguém está se afogando, vê toda sua vida com todas suas contradições passar diante de si. No aspecto psicológico ocorre algo semelhante. Temos que ver tudo que há em volta de nós mesmos nesta vida, antes de morrer psicologicamente. É muito importante compreender o significado psicológico de muitas coisas.

É preciso reconhecer e aceitar os vários aspectos existentes em nós mesmos. Através da auto-observação, da divisão em observador e observado, sob a influência do trabalho psicológico, vamos nos liberando de tantas idéias fantasiosas sobre nós mesmos, de tantas virtudes e méritos que não possuímos em absoluto. Então é que nos convertemos de verdade em crianças e compreendemos o que significam as palavras iniciais do Sermão da Montanha. Deixamos então de sentir-nos grandes e teremos uma compreensão inteiramente nova de nós mesmos, um sentimento inteiramente novo e pensamentos inteiramente novos.

Deixamos de ser a pessoa que havíamos imaginado ser, durante toda nossa vida. Qual o maior perigo que corremos à medida que envelhecemos? É o de cristalizar na idéia que temos de nós mesmos, de acreditar cada vez mais na fantasia que temos sobre nós mesmos. Se valorizamos corretamente o trabalho psicológico, a divisão em observador e observado logo esse perigo não será tão grande. Somos criaturas tão minúsculas e desagradáveis que é preciso um prolongado trabalho de auto-observação para ver como somos ridículos em nossa vaidade e em nosso orgulho.

Depois de passar um bom tempo neste trabalho, as pessoas se tornam mais simples a respeito de si mesmas e em relação aos outros. Porque começam a se observar em lugar de imaginar que são o que acreditam ser. Vêem que o abismo que existe entre o que imaginam ter sido e o que são é muito profundo. Quando isto sucede, por meio da constante auto-observação, toda sua relação consigo mesmas começa a mudar. Tudo aquilo sobre o qual fundamentava seus valores, suas diversas formas de sentir-se superior aos outros, sua falsa caridade almejando o céu, suas caretas, suas ambições de poder , seu preconceito, sua mentira interior, suas crenças, etc, as bases psicológicas sobre as quais descansava, tudo isso desaparece. Terá uma bela experiência, pois não terá mais que manter e conservar aquela máscara de pessoa inventada da qual é escravo. Se tornará simples como crianças de novo, porem conscientes.

Quando um homem ou uma mulher começa a observar-se seriamente, dentro da atmosfera do Trabalho , sentindo que o trabalho o conduzirá a um novo nível de Ser além do nível do saber, experimentará pouco a pouco uma mudança real e significativa em sua vida.

Mas se tenta fazê-lo sem estar respaldado pela influência B e C, toda sua observação será inútil e o levará simplesmente às querelas, argumentos e emoções negativas. Tentamos todos estudar algo que é muito grande e devemos compreender que somos muito pequenos. E neste entendimento devemos nos dedicar a aprender despojados de nossos "eus" e suas velhas cantigas.

Flávio

A consciência da morte

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Durante anos, a necessidade de entender o mundo tinha me levado a armazenar grande quantidade de explicações científicas ou religiosas sobre quase tudo, cujo denominador comum era uma grande confiança na continuidade do homem. Ao me ajudar a focalizar o universo com os olhos de bruxo, Carlos destruiu em mim essa sensação. Ele me fez ver que a morte é uma realidade inapelável e que ignorá-la com crenças de segunda mão é vergonhoso.

Em um certo momento, alguém lhe perguntou:

"Carlos, que expectativas você tem para o futuro?".

Saltou:

"Não há expectativas! Os bruxos não têm amanhã!".

Nessa noite havíamos reunido, no auditório de uma residência privada, pela região de San Jerônimo, um grupo bastante grande de interessados. Quando eu cheguei, Carlos já tinha feito seu ato de presença e se dedicava, muito sorridente, a responder algumas perguntas.

O tópico inicial foi o que definiu como "não fazer", uma atividade especialmente projetada para banir de nossas vidas todo o vestígio de cotidianidade. Afirmou que o não fazer é o exercício favorito dos aprendizes, porque os introduzem em um ambiente de maravilha e desconcerto muito refrescante para a energia, cujo efeito sobre a consciência eles chamam de "parar o mundo".

Respondendo a algumas questões, explicou que o não fazer não pode ser racionalizado.

Qualquer esforço para tentar entendê-lo, é na realidade uma interpretação do ensino e cai automaticamente no campo de fazer.

"A premissa dos bruxos para tratar com este tipo de prática é o silêncio mental. E a qualidade de silêncio requerido para algo tão descomunal quanto parar o mundo, só pode vir de um contato direto com a grande verdade de nossa existência: que todos nós vamos morrer".

Ele nos aconselhou:

"Se vocês querem conhecer a si mesmos, sejam conscientes de sua morte pessoal. Ela não é negociável e é a única coisa que vocês realmente têm. Todo o resto poderá falhar, mas a morte não, a ela podem dar por certo. Aprendam a usá-la para produzir efeitos verdadeiros em suas vidas.

"Também, parem de acreditar em contos da carochinha, ninguém os quer lá fora. Nenhum de nós é tão importante para que hajam inventado algo tão fantástico como a imortalidade. Um bruxo que tem humildade sabe que o destino dele é o de qualquer outro ser vivo desta terra.

Assim, em vez de se iludir com falsas esperanças, ele trabalha concreta e duramente para sair de sua condição humana e tomar a única saída que nós temos: a quebra de nossa barreira perceptual”.

"Ao mesmo tempo em que escutam o conselho da morte, façam-se responsáveis por suas vidas, da totalidade das suas ações. Explorem-se, reconheçam-se e vivam intensamente, como vivem os bruxos. A intensidade é a única coisa que pode nos salvar do aborrecimento”.

"Uma vez alinhados com a morte, estarão em condições de dar o seguinte passo: reduzir ao mínimo a bagagem. Este é um mundo prisão e é necessário sair como fugitivos, sem levar nada”.

“Os seres humanos são viajantes por natureza. Voar e conhecer outros horizontes é nosso destino.

Por acaso você sai de viagem com sua cama ou com a mesa em que come? Sintetiza sua vida!".

Comentou que a humanidade de nosso tempo adquiriu um hábito estranho que é sintomático do estado mental em que vive. Quando viajamos, compramos todo o tipo de artefatos inúteis em outros países, coisas que, certamente, não adquiriríamos em nossa própria terra. Uma vez que voltamos para casa, os amontoamos em um canto e terminamos esquecendo da sua existência até que um dia os descobrimos, por casualidade, e os atiramos ao lixo.

"Assim acontece com nossa viagem pela vida. Nós somos como asnos carregando um fardo de porcarias. Não há nada valioso ali. Tudo o que fizemos só serve para que, no fim, quando a velhice nos assalta, repitamos alguma frase, como um disco riscado”.

"Um bruxo se pergunta: que sentido tem tudo isso? Porque investir meus recursos no que não me ajuda em nada? O compromisso de um bruxo é com o desconhecido, não pode comprometer sua energia em nulidades. Em sua passagem pela terra, tire algo verdadeiramente valioso, caso contrário, não valeu a pena”.

"O poder que nos rege nos deu escolhas. Ou nós passamos a vida dando voltas ao redor de nossos hábitos, ou nos animamos a conhecer outros mundos. Só a consciência da morte pode nos dar a sacudidela necessária”.

"A pessoa comum passa a existência inteira sem parar para meditar, porque ela pensa que a morte está ao término da vida; afinal de contas, nós sempre teremos tempo para ela! Mas um guerreiro sabe que isso não é certo. A morte vive a seu lado, a um braço de distância, permanentemente alerta, olhando-nos disposta a saltar à menor provocação. O guerreiro transforma seu medo animal à extinção em uma oportunidade de prazer, porque ele sabe que tudo aquilo que ele tem é este momento. Pensem como guerreiros, todos vamos morrer!"

Um dos presentes lhe perguntou:

"Carlos, em uma conferência passada você nos falou que possuir o ânimo de um guerreiro consiste em ver a morte como um privilégio. O que significa isso?"

Respondeu:

"Significa sair de nossos hábitos mentais”.

"Estamos tão acostumados à coexistência que, até mesmo diante da morte nós continuamos pensando em termos de grupo. As religiões não falam do indivíduo em contato com o absoluto, mas de rebanhos de ovelhas e de cabras que vão para o céu ou para o inferno, de acordo com seu merecimento. Até mesmo se nós somos ateus e não acreditamos que aconteça nada depois da morte, esse 'nada' é genérico, é o mesmo para todos. Nós não podemos conceber que o poder de uma vida impecável possa mudar as coisas”.

"Com tal ignorância, é normal que o homem comum tenha pânico de seu fim e tente conjurá-lo com orações e medicamentos ou se atordoando com o ruído do mundo”.

"Os humanos têm uma visão egocêntrica e extremamente simplista do universo. Jamais paramos para considerar nosso destino como seres transitórios. Porém, a obsessão pelo futuro nos delata”.

"Não importa a sinceridade ou o cinismo de nossas convicções, no fundo, todos sabemos o que acontecerá. Por isso, todos deixamos sinais. Nós construímos pirâmides, arranha-céus, fazemos filhos, escrevemos livros ou, no mínimo, desenhamos nossas iniciais no tronco de uma árvore. Atrás desse impulso subconsciente está o medo ancestral, a convicção calada da morte”.

"Mas existe um grupo humano que pôde enfrentar esse medo. Ao contrário do homem comum, os bruxos estão ávidos de qualquer situação que os leve além da interpretação social.

Que melhor oportunidade que a própria extinção? Graças às suas freqüentes incursões pelo desconhecido, eles sabem que a morte não é natural, é mágica. As coisas naturais estão sujeitas a leis, a morte não. Morrer é sempre um evento pessoal, e por essa única causa, é um ato de poder”.

"A morte é o pórtico do infinito. Uma porta feita sob medida a cada um de nós que a cruzaremos um dia para voltarmos à nossa origem. Nossa falta de compreensão nos impele a vêla como o redutor comum. Mas não, não há nada de comum nela; tudo ao seu alcance se torna extraordinário. Sua presença dá poder à vida, concentra os sentidos”.

"Nossas existências estão repletas de hábitos. Ao nascermos, já estamos programados como espécie e nossos pais se encarregam de estreitar ainda mais esse programa ao nos conduzir àquilo que a sociedade espera de nós. Mas ninguém pode morrer como rotina, porque a morte é mágica. Ela faz você saber que é sua inseparável conselheira e lhe diz: 'seja impecável; a única opção é ser impecável'".

Uma mocinha que participava da reunião, visivelmente emocionada pelas palavras dele, comentou que a presença obsessiva da morte em suas lições era um detalhe que contribuía para obscurecê-las. Ela teria gostado de uma posição mais otimista, mais focalizada na vida e suas realizações.

Carlos sorriu e replicou:

“Ah coração de melão!, em suas palavras se nota uma profunda falta de experiência com a vida. Os bruxos não são negativos, eles não procuram o fim. Mas eles sabem que o que lhes dá valor à vida é ter um objetivo pelo qual morrer”.

"O futuro é imprevisível e inevitável. Algum dia você já não estará aqui, assim já se foi. Você sabe que a árvore de seu caixão provavelmente já foi cortada?”.

"Tanto para o guerreiro como para o homem comum a urgência de viver é a mesma, porque nenhum dos dois sabe quando seus passos terminarão. Por isso é necessário estar atento ante à morte; pode nos surpreender de qualquer canto. Eu soube de um tipo que subiu numa ponte e urinou sobre um trem elétrico que ia passando. A urina tocou os cabos de alta tensão, lhe deu uma descarga e o queimou ali mesmo.

"A morte não é brincadeira não, é de verdade! Se não fosse por ela não haveria força alguma no que os bruxos fazem. Ela o envolve pessoalmente, queira ou não. Você pode ser tão cínico a ponto de descartar outros tópicos dos ensinamentos, mas você não pode debochar de seu fim, porque está além de sua decisão e é implacável”.

"A carroça do destino nos levará a todos igualmente. Mas há dois tipos de viajantes: os guerreiros que podem partir com sua totalidade, porque eles afinaram cada detalhe de suas vidas; e as pessoas comuns, com existências enfadonhas, sem criatividade, cuja única espera é a repetição de seus estereótipos de agora até o final; pessoas cujo fim não encontrará diferença alguma, aconteça hoje ou em trinta anos. Todos estamos ali, esperando na plataforma da eternidade, mas nem todos sabem disso. A consciência da morte é uma arte maior”.

"Quando um guerreiro põe em cheque suas rotinas, quando já não lhe importa estar acompanhado ou estar só, porque tem escutado o sussurro silencioso do espírito, então a pessoa pode dizer que, verdadeiramente, está morto. A partir dali, as coisas mais simples da vida se tornam para ele extraordinárias”.

"Por isso um bruxo aprende uma nova maneira de viver. Saboreia cada momento como se fosse o último. Não se consome em desgostos nem joga fora sua energia. Não espera ficar velho para meditar sobre os mistérios do mundo. Se adianta, explora, conhece e se maravilha”.

"Se vocês querem dar espaço ao desconhecido, dêem entrada à sua extinção pessoal.

Aceitem seu destino como o fato inevitável que é. Purifiquem esse sentimento, fazendo-se responsáveis pelo incrível evento de estarem vivos. Não implorem à morte; ela não é condescendente com os que hesitam. Invoquem-na conscientes de que vieram à este mundo para conhecê-la. Desafiem-na, ainda sabendo que, façamos o que façamos, não temos a menor possibilidade de vencê-la. Ela é tão gentil com o guerreiro como é impiedosa com o homem comum".

Depois desta conferência, Carlos nos deu um exercício.

"É inventariar seus entes queridos e todo mundo que lhes interesse. Uma vez que os classifiquem, de acordo com o grau de sentimentos que vocês têm por eles, vão pegar um por um e passá-los pela morte".

Eu pude notar um murmúrio de consternação que sacudiu seus ouvintes.

Fazendo um gesto tranqüilizador, Carlos acrescentou:

“Não se assustem! A morte não tem nada de macabro. O macabro é que não possamos enfrentá-la com deliberação”.

"Vocês devem levar a cabo o exercício à meia noite, quando a fixação de nosso ponto de aglutinação se move e estamos dispostos a acreditar em fantasmas. É muito fácil, vocês evocarão os seus entes queridos através de seu fim inevitável. Não pensem em como ou quando eles morrerão. Simplesmente, tomem consciência de que algum dia eles já não estarão aqui. Um por um eles partirão, só Deus sabe em que ordem, e não importará o que você possa fazer para evitálo”.

"Ao evocá-los assim, vocês não os prejudicarão, pelo contrário!, estarão os colocando na perspectiva apropriada. O ponto de enfoque da morte é prodigioso, restabelece os verdadeiros valores da vida".

Encontros com o Nagual, de Armando Torres

Impecabilidade

domingo, 5 de agosto de 2012

Quem trilha e se aprofunda num caminho espiritual compreenderá aos poucos e duramente que ser impecável em atos, palavras, pensamentos e sentimentos não é absolutamente uma questão moral e sim técnica, uma questão mesmo de sobrevivência material, física.