Agir conscientemente

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Creio por prática que incidir nos mundos virtuais é um ato profundamente mágico, do qual nossa consciência ordinária só capta uma pequena fração.

Conexões desconhecidas são estabelecidas entre os organismos da Terra quando as pessoas passam a trocar informações virtualmente.

Estamos vivendo num momento mítico, num transpor de Eras que cria oscilações fantásticas no tecido da Realidade.

É por isto que nunca tivemos um mundo tão em crise, tão deprimente, desestimulador e amedrontador se ficarmos presos a visão que o Sistema Dominante impõe, basta assistir o "Jornal" que tem a pretensão de ser o "retrato da verdade".

A visão que temos da realidade é uma resultante de nosso estado de consciência.

Este fator determina toda uma outra abordagem da realidade por parte de certas linhas praticante do que se convencionou chamar Xamanismo, que eu pessoalmente chamo de ARTE.

A ARTE veio sendo desenvolvida e reinterpretada pelos (as) seus (as) praticantes através dos Tempos.

Mas cada tempo sem seu modo próprio de fluir.

Cada momentun do tempo-espaço surge como resultante da maneira pela qual interagimos com as emanações a nossa volta, com as "supercordas" como as chama uma das teorias físicas hoje elocubradas.

Obviamente com seu pragmatismo característico os (as) adeptos (as) da ARTE se puseram a interagir de forma criativa com estas constatações.

Constatação: Existem várias realidades interpenetradas, se vivemos em uma cebola, mas nesta quadridimensional cebola as camadas são dinâmicas, em arranjos combinatórios inconcebíveis a nossa tacanha habilidade geométrica em conceber arranjos da realidade.

Bem se existem outras realidades como podemos nelas atuar?

Este primeiro caminho de observação leva bem longe quando os Xamãs descobrem que o Sonho é uma condição alterada de consciência que algumas vezes leva a consciência a incidir nestas outras realidades, chegando mesmo a estabelecer contato com entes conscientes destes mundos outros que não esse.

Obviamente a questão passou a ser: Como ir de forma controlada e sistemática à estas outras realidades?

O Sonhar era muitas vezes errático e possuía compensações naturais que dificultavam ainda mais o "estar consciente em sonho". Técnicas bizarras foram desenvolvidas para promover estes "sonhos conscientes".

Foi bem mais tarde que os (as) xamãs perceberam que havia uma força por detrás disso, que as formas ritualísticas e complicadas que usavam para evocar e provocar estes estados "xamanísticos" de consciência serviam apenas como alavanca.

O que estava em jogo era outra abordagem da realidade.

Percebendo que a realidade era composta de duas retas paralelas.

Numa está esse mundo, tal e qual o conhecemos.

Indo nele, lidando com ele se vai por uma "trilha" de energia.

Tudo que vamos perceber como realidade está condicionado aos "acordos" feitos entre as (os) percebedores.

Nós entramos nesse acordo perceptivo, mas não percebemos que o fizemos e, ainda pior, não sabemos que podemos romper com estes acordos perceptivos e entrar em outros acordos perceptivos mais amplos e efetivamente ligados a autonomia e plenitude existencial.

O primeiro acordo perceptivo que os (as) xamãs rompem é a superstição que os sonhos são apenas cenas produzidas por neuroquímica mental, evocações de associações realizadas pelas funções psíquicas humanas durante o descanso do cérebro.

Isso existe também, mas não é apenas isso o sonho.

No estado de soltura do sonhar a essência perceptiva ao invés de ficar regurgitando suas próprias prisões existenciais, pode se lançar a um nível mais amplo de percepção e se tornar ciente de si.

Assim como o estar no aqui e agora é um trabalhar sobre o despertar de nós mesmos, nesta condição usual da realidade, o despertar no nível do sonho encontra barreiras diversas.

Quem tem a experiência de procurar se observar e se sentir presente no Aqui e Agora percebe bem como nos perdemos, como “esquecemos" dessa proposta, como vivemos hipnotizados no dia a dia.

O mitote do mundo nos prendeu.

Nos faz sonâmbulos e nos desvia da plena consciência de nós mesmos.

O mesmo ocorre no plano dos sonhos.

Mas ali, como aqui, podemos "acordar".

Quando nos tornamos conscientes de nós mesmos na freqüência do sonhar algo mais acontece.

Uma condição excepcional de energia chamado: "corpo de sonho", o "sósia", o "outro", "corpo astral", "corpo de energia", "corpo radiante" e outros tantos nomes, aparece.

Quando acordamos a cada manhã temos uma noção de continuidade. Essa noção foi construída pelas vivências e para os (as) xamãs estas memórias estão acumuladas pelas células do corpo inteiro.

Assim é o corpo físico que garante nossa continuidade, aquilo que chamamos de “memórias acumuladas", os vetores que juntos geram o vetor resultante que chamamos de "eu", aglomerado, não singular como pretende ser, mas multiciplicidade disfarçada de "um".

Pois bem, sem o corpo de energia não há como ter continuidade nos sonhos, assim quando nos "lembramos de nós" dentro de um sonho geramos uma curvatura nas fibras da Eternidade e tal curvatura começa a gerar algo novo, algo que se convencionou chamar de "Corpo de Energia".

As confusões que tal caminho gerou são enormes e o que vou relatar a seguir é a forma da linhagem com a qual aprendi avaliar os fatos citados, respeitando as outras versões sobre os mesmos temas.

Para o xamanismo que estudo raros seres já possuem "ligado e maturado" o corpo de energia.

Nas viagens que fazem pelos outros mundos os seres se projetam enquanto entidade perceptiva, mas pouco ou nenhum controle tem sobre o que está a sua volta, são folhas ao sabor do vento.

Mas existe uma possibilidade de mudar essa condição de ausentes de nós mesmos.

Neste mundo cotidiano no qual estamos o trabalho com a ARTE do agir no mundo é um caminho xamanístico de transformar nossos atos nesse mundo em magia e realização.

O equivalente a esta ARTE de estar focado no aqui e agora, transformando cada momento da vida numa manifestação da ARTE, se manifesta nesse nível que precariamente chamamos de " Sonhar Consciente".

Sonhando consciente as (os) xamãs estão desenvolvendo o corpo de energia, o "sósia", a contraparte de energia do corpo físico.

Por necessidades da Eternidade o "mundo" gera e cria o corpo físico.

O corpo físico em seu processo de gestação e desenvolvimento passa por fases que podem ser repetidas na criação de um outro corpo, agora de energia, agora com habilidade de incidir em muitos outros mundos que não apenas esta condição que chamamos de realidade.

Estar aqui e agora implica em estar focado no momento presente.

Isso curva o espaço tempo a nossa volta, pois teremos mais energia presente, mais energia concentrada numa porção da Eternidade causa oscilações significativas.


Assim ao criarmos um corpo de energia, pela atitude de lembrarmos-nos de nós mesmos nos sonhos, causamos perturbações no tecido da Realidade mais ampla que são percebidas por seres mais maduros nesse processo de explorar conscientemente outros mundos.

Entrar pois nestas outras realidades exige preparo de quem o faz, pois ao encontrar com outros entes conscientes da Eternidade poderá estabelecer relações questionáveis onde perderá sua autonomia existencial e sua liberdade.

Para os que trilham caminhos servis creio que isto é sem problema, mas para quem tem a LIBERDADE como meta fica questionável tal proceder.

Houve um tempo que os antigos lidavam com os poderes diretos, com as expressões singulares dos poderes da natureza e da Eternidade.

Mas então veio outro tempo onde entes de grande poder se apresentaram para ensinar e auxiliar muitos(as) xamãs e outro estilo de ação começou em alguns lugares.

Servir a entes, tidos por deuses e deusas.

Como se uma vela frente à imensidão de uma estrela escolhesse negar sua condição de vela, para ser uma serva da estrela.

Existe uma infinidade de ritos destinados a evocar e criar "pactos" entre seres humanos e estes entes, que se apresentam das mais diversas formas de acordo com a maturidade psíquica de quem os evoca.

Uma das confusões que alguns estudiosos apontam para o corpo energético está no contato com estes entes.

Alguns iniciados em lugares diferentes do mundo sabiam como "mudar" para o outro, entrar em consciência de corpo energético.

Nesse estado tinham seu poder incrivelmente transformado.

O "outro" trabalhava para os de sua tribo.

Para os que vinham o mistério do "outro" não era compreensível.

Passou a ser algo fora. Algo diferente.

Mais tarde o outro e esses ritos foram repetidos, mas ao invés de ser o "'sósia" do (a) xamã que "trabalhava", já eram (quando eram) entes que haviam estabelecido estranhas relações de energia com alguns seres humanos, grande parte das vezes parasitária.

O conceito de "anjo da guarda" passa por leituras equivocadas do papel do "outro".

Energia é um guardião da totalidade.

Ele "intui".

O corpo de Tudo que chamamos de "poderes” como clarividência, "intuições”, vem da ação do corpo de energia.

Corpo de energia quando está desperto abre os canais da percepção interior.

A meta dos (as) xamãs que conheço e de várias outras linhagens é fundir ambos os corpos, criar uma unidade estrutural composta do corpo de energia e do corpo que chamamos físico.

Mas tal fundir deve acontecer no momento adequado, por isso antes, se trabalha os dois corpos separadamente.

A ARTE do Comportamento, junto com o preparo do corpo físico através de trabalhos físicos específicos, no Taoísmo e em outras escolas, como os Toltecas, tem movimentos muito específicos para trabalhar aspectos específicos da energia.

Tai Chi Chuan e Kung Fu são nomes genéricos, com variados estilos de execução de movimentos que visam desobstruir o fluxo de Tsing pelo organismo e também entre o organismo e seu meio circundante.

Esta relação com a energia circundante que temos é deixada de lado por muitos e isto é bem equivocado.

A energia precisa fluir não só em nós, como de nós para o meio, do meio para nós, entre nós e as pessoas que convivemos.

Isso ocorre, sempre, o que os(as) xamãs buscam é tomar consciência disso e estar de tal forma no mundo que nunca deixem sua energia nos lugares e pessoas nem levem as das pessoas e lugares consigo.

Há exercícios específicos no Taoísmo, no Budhismo e no Xamanismo que visam declaradamente trazer de volta as energias nossas deixadas nos lugares e pessoas e desgrudar de nós as energias deixadas pelos lugares e pessoas.

Tais práticas permitem uma maior força no estar aqui e agora, primeiro porque estaremos com nossa "integralidade" assegurada, segundo porque não teremos energias não nossas nos pretendo a situações e pessoas.

Este aspecto tem que ser muito bem trabalhado para evitar leituras tendenciosas, separatistas e egóticas do tema.

Quando entramos em outros mundos alinhamos condições de energia das mais diversas.

Cada mundo tem sua própria característica e estaremos recebendo estas energias com sua própria freqüência e decodificando de acordo com nosso sistema base de interpretação.

Assim os mundos vistos, quando avaliados com os referenciais deste contexto de realidade parecerão incrivelmente parecidos com estes, mas bastará despertar a percepção do corpo de energia, que percebe as coisas como energia, que tal "moldura" se desfará e a percepção enquanto energia se sobreporá a visão anterior.

É óbvio que é mais seguro ver os outros mundos em forma de energia que decodificá-los com nossos limitados referenciais.

Assim sonhar é todo um campo complexo dentro dessa trilha de despertar no sonho, lembrar de si mesmo no sonho, perceber que está no sonho, isto é num nível diferente não só de realidade mas de poder de realização.

Tão importante quanto perceber a condição diferente de "mundo" onde se está é perceber sua habilidade de realização nestes mundos.

Estaremos nos expondo como um habitante de uma toca que se aventurasse a explorar a floresta a sua volta.

A realidade predadora da Eternidade é um fato para o Xamanismo, ao menos para alguns de seus ramos.

Portanto, antes de se aventurar em outros mundos os (as) xamãs aprenderam a usar esse como seu campo de aprendizado.

Partindo da premissa que aqui a Eternidade já nos deu um corpo, uma condição de existir singular, a primeira coisa que nos ocupamos é em "sentir" esse corpo e aprender a "agir". Elaborar o sentir, perceber, elaborar o resultado dos atos é o pensar, que é bem mais que o mero raciocinar, que lida com combinar informações prontas e pré concebidas.

Realmente pensando, sentindo e agindo os (as) xamãs se consideram então prontos para se aventurar em outras realidades, desafiantes como essa.

Assim como o corpo físico pode ficar aqui nesta realidade, iludido com tolices e se crer em estados que não está, como livre por exemplo, o corpo de energia pode igualmente se prender.

Frente a tacanha vida desta realidade, para alguns é demais quando descobrem as possibilidades do corpo de energia.

Se para alguns os outros mundos acessíveis pelo corpo de energia, se tornam um campo de trabalho e testes, um campo de treinamento onde aprendemos a usar, onde maturamos nosso corpo energético, tanto quando maturamos nosso corpo físico neste mundo, para outros os mundos viram uma nova fonte de entrega, de inconsciência, de diluição e identificação.

A leitura das outras realidades como planos "espirituais" mais "evoluídos" e menos "evoluídos" e todo o neodarwinismo social que vem por aí é apenas uma pálida amostra de como este conhecimento foi deturpado.

Pior ainda quando colocam este mundo no qual vivemos como o "fundo do poço" , o "vale de lágrimas" de onde devemos "sair" para a "pureza" dos planos "superiores".

Reconhecendo este mundo como apenas mais um entre tantos e os tantos como apenas outros distintos desse, os (as) xamãs usam ambos, cada qual de forma específica e pragmática, no trabalho de expandir ao máximo sua consciência perceptiva.

E a realidade e amplitude de seu trabalho no aqui e agora é o mesmo que a realidade e amplitude de seu trabalho no corpo de energia.

Nuvem que passa

Consciência-Tempo-Morte-Vida

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

(Recomendação: coloquem o vídeo que está no fim do texto para carregar enquanto lêem, assim poderão sentir melhor a carga emocional do mesmo.)

Saudações!

O saber Tolteca, ao contrário do que o senso comum e opinião corrente crê, não foi transmitido ao mundo apenas pelo Nagual de 3 pontas. Outros naguais, de outros clãs também se juntaram a mesma força que ainda se manifesta de tempos em tempos, quando uma tradição que se julga extinta subitamente floresce e dá uma bela e inspiradora flor.

Como se agitam e se incomodam os que pensaram ter derrubado todas as árvores floridas de nossas terras e deixado apenas aquelas espécies que parasitam, cultivadas em regime de plantation.

O povo nativo dessas terras, isto é, aqueles que em alma e/ou corpo nasceram nestas terras sempre foi explorado em função de Impérios externos. Esta forma de viver existe há tanto tempo...Esse sonho foi imposto ao mundo num lento processo que se torna evidente com Júlio César queimando uma parte da biblioteca de Alexandria e importando para Roma o estilo faraônico de governar e dominar pela religião.

Religião e exército, a força ideológica e das armas se unem sob a égide dos ideais de uma sociedade escravocrata, estamental e já em decadência. O resto é história. Depois de criarem um cristianismo para seus interesses, despindo a doutrina de tudo que pudesse levar a auto consciência, perseguiram todos os grupos que mantinham interpretações mais ligadas "ao espírito".

Cátaros, Albigineses, Templários, Cristãos Celtas estes e muitos outros grupos que se recusaram a conversão, foram trucidados. Durou séculos esta histeria e magicamente, necromanticamente, impuseram um "trauma" a alma do mundo. A consciência coletiva do mundo foi "imprimida" , "traumatizada" com os ritos necromantes dos Inquisidores, que atuaram no "novo mundo " tanto quando no velho.

Depois de destruir a cultura e a tradição ancestral se organizaram em feudos poderosos, alianças instáveis foram feitas e se lançaram a conquista de outros lugares, para manter o modelo de colônias produtoras de matéria prima a baixo custo, possessões fornecedoras de escravos. A descoberta deste continente e sua invasão, genocidio de sua população nativa e saque de suas riquezas ainda continua, mas há os que querem comemorar os "500 anos", data da qual pateticamente quiseram fazer uma data "histórica" revelando a natureza das elites dominadoras, capatazes dos verdadeiros lordes feudais, que ainda estão sobre o muro que separa mundos, viventes de sobreviventes.

Vieram, destruíram os povos e os apagaram da história. Foi tal a sentença de morte traçada aos povos nativos que falamos dos índios como se nào mais existissem. Vejam as abordagens tidas por histórias: "os ''indios foram..." quase sempre citados no passado e como algo já destruído, ocultando o fato que as populações nativas ainda tem muitos núcleos sobreviventes, agora, neste momento, lutando tenazmente pela vida e continuidade, contra multinacionais, garimpeiros, madeireiros e fazendeiros que querem apenas um pouco mais de dinheiro para seus luxos e sacrificam culturas inteiras. Vidas, preciosas vidas perdidas para sempre.

Dos gelados pólos às florestas equatoriais esse continente já era habitado. Povos dos mais diversos aqui viviam. Civilizações de uma complexidade tal que a mais simples delas tornaria muito pálida a chamada ofuscante civilização helênica ou qualquer outra que seja usada ainda como base da cultura hora dominante. Na Península de Yucatã, nos contrafortes andinos, nos desertos, nas planícies de onde hoje está os EUA, nos norte gelado, no extremo sul em muitos lugares floresceram civilizações que apenas seus monumentos de pedras, seus inquietantes sinais grafados ao solo, só passíveis de serem lidos de grande altitude, são resquícios silenciosos da outrora exuberante e sofisticada cultura que aqui vivia.

Civilizações que eram herdeiras de outro tempo, do qual é muito difícil falar. Nossa percepção de mundo é fruto de uma "leitura" que fazemos da realidade. Usamos como referenciais para esta leitura informações da memória. A memória compõe nosso repertório em cima do qual fazemos associações com as experiências que já temos para garantir nossa "compreensão". Falar destes outros tempos entra numa esfera de vivências que não existe na memória fornecida por essa civilização. Essa era tem forte a imagem cinematográfica. E criam outras épocas com vestes e cenários, maquiagem e expressões, mas esquecem que a percepção do mundo em outras 'épocas é diferente. Os toltecas chamam isso de Tonal dos Tempos. O tonal coletivo de uma era. Nestes outros tempos uma civilização planetária havia existido, como essa, na qual eu, do interior de Minas escrevo para vocês em pontos diferentes do planeta. Mas esta outra civilização planetária tinha conhecimentos ao que parecem mais arrojados e a maior prova disso é a falta de vestígios dessa ancestral civilização.

Notem que há uma tendência de só conhecer um povo do passado, usando os métodos modernos, pelos vestígios que deixaram. Assim, um povo ecológico, harmônico com o meio, que desenvolveu uma tecnologia limpa e não poluente, que reintegrava tudo que gastava na natureza mantendo um equilibrio ideal com o meio, não deixa vestígios. E os métodos oficiais de pesquisa não terão "provas palpáveis" de sua existência. Mas existem outras qualidades de "vestígios".

As lendas e tradições de todos povos deixam sobreviver os que nem rastro nem poeira na estrada da história deixaram. O caminho interior de cada povo nativo é uma certeza de vida e continuidade. Frente a efemeridade, a inconstância, a mutabilidade constante de tudo que foi criado , de tudo que "existe" os povos naturais criaram linhas de transmissão de seu saber. Saber para um povo natural é conseguir expressar em atos concretos o que diz conhecer.

Não tem sentido teoria separada da prática na abordagem da realidade dos povos naturais, onde cada dia é um desafio, onde não se compra comida e água em supermercado, mas depende-se completamente da habilidade e do poder pessoal para as mais básicas necessidades. Ir no mato aliviar os intestinos pode ser um risco de vida se você não sabe andar no mato ou não está em harmonia com ele. Povos dessa mentalidade criaram o que chamamos "caminhos naturais."

Naturais porque aprenderam com a própria natureza. E a natureza, a fonte de tudo, a sagrada natureza que os(as) xamãs de todas as épocas tem por fonte de seu poder e sua sustentação era também um limite. Essa foi o primeiro paradoxo que encontraram. Sabiam que a natureza só desenvolveu o ser humano até um certo ponto, até o ponto que lhe interessa. O ser humano é como uma enzima no organismo do ser Terra. Temos uma função, captar energias cósmicas e transmutá-las para a absorção do ser Terra que como todo organismo só pode absorver energia dentro de um espectro.

Como a celulose pode ser digerida pelos ruminantes e não por nós, há substâncias que vem da Eternidade e são fundamentais a vida do ser Terra, como a glicose ou certos aminoácidos ao nosso organismo, mas que não podem ser absorvidos em sua forma original. Assim como as proteínas tem que ser decompostas em seus aminoácidos fundamentais para serem absorvidas nutricionalmente pelo organismo, nós, através de nossa respiração , do alimento que ingerimos captamos e transformamos elementos.

O que os (as) xamãs sabem é que também todas as nossas vivências, tudo que nosso corpo experimenta, estão transmutando energias vindas da Eternidade. O que vemos, o que sentimos tatilmente, o que cheiramos, o que ouvimos, o que degustamos tudo isso nos "alimenta" também.

A qualidade de nossa energia interior é a somatória de tudo isso.

E estamos a todo instante com nossos atos, emoções e pensamentos processando substâncias de naturezas diversas e transformando-as em novas classes de substâncias que serão absorvidas pelo Ser Terra. Os(as) xamãs Toltecas perceberam que os ritos eram formas sofisticadas que os antigos usavam para criar certos alinhamentos de energia que potencializavam a entrada em estados alterados de consciência. Eles usavam os ritos como mapas. Pelo rito sabiam a "trilha energética" que tinham seguido para chegar no mundo ao qual se projetavam, pelo rito podiam assegurar a volta. Por sorte muitos dos ritos que os imitadores praticam hoje estão incompletos, ou seus praticantes se veriam jogados subitamente em mundos estranhos sem terem o suficiente treinamento para lidar com isto. Pois outro fato que os (as) xamãs toltecas perceberam foi a natureza predadora da Realidade. Quem já passou um tempo em florestas sabe disso, cai por terra a bobeira patética dessa crença civilizada em mundos de seres bonzinhos a nos consolar e ajudar.

É engraçado o civilizado julgar os índios "ingênuos" e "crianças". É interessante observar como o civilizado vive apenas numa camada da cebola, trancafiado em suas celas conceituais e ignorando o incontável número de realidades alternativas que o bordejam a cada instante. E este civilizado tem uma alta perfomance de dominio desta realidade. O civilizado é ultra especializado em sua cultura, mas como a cultura dominante é alienada da realidade natural, como a cultura dominante é escravizadora e limitante perceptualmente, uma cegueira produzida pelo excesso de luz que existe ao tentar se super especializar , ser um expert desta cultura não nos prepara para a verdadeira viagem à ETernidade que nos cerca, a outras ilhas de realidade tonal na vastidão do Nagual.

Foi aí que os povos nativos tiveram parte de sua derrota. Os povos nativos tinha sua magia em FM. Os conquistadores, desde os primeiros aos facínoras e assassinos cruéis vindos de além mar, eles funcionavam em AM, apenas. Quando os xamãs vieram usar sua magia para defender seus povos dos invasores não viram os jaguares mágicos, não viram as criaturas mágicas evocadas, não perceberam os ataques energéticos dos xamãs. O poder dos invasores era sua visão limitada de mundo. Assim, desde o começo do contato o civilizado tira o nativo de sua multivisão e o restringe. Exemplo claro: " Esqueçam seus Deuses e Deusas. Só existe um "O nosso", só uma verdade: "A nossa".

E é pela imposição de sua cultura com a aculturação quase total do nativo que os conquistadores tem conseguido criar um só estado de consciência padrão em todo o mundo. Com uma banda ampla de variação, mas o mundo está preso. Na antiga Bagdá tapetes voadores não voam mais. As bruxas ainda temem voar a luz da lua. Aos românticos sonhadores que me responderam que ainda voam pergunto quantas viu, concretamente, nesta sua vida?

O mundo está dominado por um estado de consciência implantado. Junto com suas armas , suas doenças os conquistadores trouxeram seus credos de culpa, medo, insegurança e ausência de si mesmo. Doutrinaram nossos antepassados e implantaram um condicionamento que tem algo de atávico , por isso complexo de se livrar. Assim compreender o caminho do Xamanismo Tolteca, especialmente dos clãs guerreiros, exige uma mudança de paradigmas. E esta mudança não é apenas conceitual. A mudança que os guerreiros e guerreiras Toltecas buscam é a mudança mais radical, mais profunda possível. Buscam mudar todo seu SER no mundo.

Se voltarmos a nossa analogia de enzimas, todos seres humanos fazem parte de um organismo. Vivemos nossas vidas, nos emocionamos, aprendemos, enfim acreditamos que temos um "EU" que criamos nossa vida e estamos sempre fazendo algo. Os(as) espreitadores(as) Toltecas mirando os seres humanos em seu dia a dia concluíram exatamente o oposto. Para os (as) espreitadores (as) os seres humanos agem como agem dentro de um esquema pré montado. Não há agir, há reagir. Tudo mecânico e cheio de hábitos. Tudo dentro de um esquema. Um esquema vasto é verdade, que permite muitas combinações e permutas entre seus elementos, criando uma ilusão de criatividade e inovação, mas um sistema fechado.

Isto chocou os(as) miradores(as) espreitadores(as). Levou-os(as) a profundas considerações. E perceberam que a consciência é dada ao ser humano para ser enriquecida pelo processo de existir, mas depois é tomada.

Como um rio que desagua no mar. Como uma nuvem que atinge seu nível limite de densidade e se desfaz em chuva. Pode voltar diretamente para o mar, ou atravessar terras, plantas, seres e ventos, mas voltará ao mar. Como tantos seres sobrevivem após o fim do Tonal, porém espectros, não mais totalidades e ainda assim no final, entregam a consciência ao mar escuro de onde ela veio. Os(as) videntes perceberam que existia outro aspecto no ser humano. A energia vital. Esta energia vital era a que animava a célula ovo. Esta energia vital surgia como resultante de "n" vetores. A energia dos genes no óvulo e esperma, a energia da relação sexual que geraria aquele novo ser, as conjunções astrológicas daquele momento, a energia telúrica presente no local e tantas outras forças que agiriam sobre aquele ser nascente.

A energia vital pode ser enriquecida e desenvolvida. E então os (as) Videntes fizeram a descoberta que é considerada por nós que os estudamos e trabalhamos com seu saber, a mais importante descoberta, se é que podemos colocar gradações quando falamos do incomensurável. A energia vital pode aprender a ser consciente. A consciência que temos usando da consciência que a Eternidade nos empresta é sempre fragmentária, é composta de multiplicidade. Mas a consciência de nós mesmos pode surgir una. Sim, ela pode brotar única focada. Essa condição de singularidade não é a separatividade dos muitos egos que nos compõe. Estes sim tem uma postura seccionada da realidade na qual se acham inseridos. Desenvolver essa consciência de si mesmo" é o trabalho desenvolvido pelos Toltecas sobre várias formas. O importante é enfatizar isso. Quando conseguimos nos tornarmos conscientes de nós mesmos, independente da situação vivida, quando não estamos diluídos na experiência ou no ambiente, quando estamos focados estamos funcionando a partir de uma auto consciência que raramente, muito raramente se desenvolve naturalmente. Este desenvolvimento não é natural, no sentido de que a natureza nunca vai produzi-lo.

A esfera onde a natureza atua só precisa nos desenvolver até o ponto que lhe serve. E somos enzimas, outros aspectos não fazem parte do papel original. Entretanto no passado remoto homens e mulheres esbarraram em outras possibilidades existenciais. E as explorando corajosamente criaram esta TRADIÇÃO que resistindo a tanta destruição ainda floresce, no desértico mundo deixado pelos conquistadores. Quando criamos um corpo de energia, algo que os xamãs toltecas insistem em dizer que deve ser desenvolvido, construído mesmo, esta essência perceptiva que somos pode se apoiar não apenas na consciência que nos foi dada e será tirada, mas também nesta energia vital que aprendeu a ser consciente.

Os(as) videntes Toltecas insistem que um conjunto de comportamentos estratégicos forjam uma qualidade essencial de alto valor. Implacabilidade, Astúcia, Paciência e Gentileza são conceitos que os(as) videntes Toltecas redimensionaram para abranger o estilo de comportamento estratégico que eles apontavam como ideal para levar-nos a um estilo de agir, pensar e sentir que continuariam sendo válidos mesmo quando penetrássemos nos mundos mais distantes e bizarros. Mesmo onde nossas referencias nenhum valor tem , esse conjunto de comportamentos, tendo sido trabalhdo nos mínimos atos cotidianos, em cada instante, criam uma linha de agir sóbria que predomina em qualquer âmbito da vastidão da ETernidade.

Além do que, agir com foco e consciência no aqui e agora ao invés de dissipar a energia, como os atos "comuns" fazem, pelo contrário ampliam a energia. E energia acumulada é poder pessoal. Cada ato de um (a) xamã é ritualístico. Cada palavra é um canto de poder. Não em sentidos rebuscados ou pomposo, não cerimoniosos. Um (a) xamã, se lida com o Mito gerado pelos Toltecas, sabe que a morte é sua conselheira, que seu encontro com a mesma é inevitável, que um dia terá que morrer e abandonar a consciência que lhe foi emprestada para elaborar em tramas mais complexas suas fibras constituintes. Buscamos mudar o matiz desse quadro, mas o desafio permanece. Assim não temos o dia seguinte, nem mesmo o instante seguinte. Temos apenas a plenitude do aqui e agora , onde procuramos ser tudo que somos, sem esperar nenhum "momento especial" ou "sinal prodigioso" que nos convença que o momento chegou e devemos agir com a plenitude de nosso ser e todos nossos recursos.

Num mundo onde a Morte é a caçadora tempo para perder é algo que não temos. E precisamos morrer, só quando morrermos para o que nos condicionaram a ser poderemos renascer neste outro plano. A porta de entrada do Caminho Tolteca é a Morte. A morte e o sacrifício. Sacrificar toda a infelicidade e todo o desequilíbrio que o mundo civilizado lhe deu. Morrer para tudo que impede o encontro consigo. Acordar desse sonho. Leiam esta mensagem do xamã tolteca D. Miguel Ruiz:

Antes de nascermos, o que existiriam anteriormente a nós criaram um grande sonho externo que denominamos sonho da sociedade ou sonho do planeta. Este sonho é um sonho de bilhões de sonhos pessoais menores, que juntos formam o sonho da família, da comunidade e toda humanidade. O sonho inclui todas as regras da sociedade, suas crenças, suas leis, suas religiões, suas culturas e formas de ser. Quando somos crianças até os três anos, não vivemos esses sonhos. Somos livres deles, mas logo somos aprisionados por eles quando começam o processo de socialização e cobrança sobre nós. É aí que começa as regras que irão governar o nosso sonho, que é o sonho de todos. Quando crianças não temos a oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos. Assim, somos capturados pelos sonhos exteriores, concordamos, com tudo que dizem os adultos, e isso é chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente. Era melhor esse processo ser chamado de domesticação do que socialização, pois é isso que ele é. E é através dessa domesticação que aprendemos como viver e sonhar. O sonho da sociedade passa então a gerar todas nossas ações, e passamos a viver por um processo de recompensa, pois quando fazemos algo que é certo para o sonho geralmente recebemos algum elogio ou presente como recompensa, se fazemos o contrário somos crucificados e chamados de rebeldes.

Já quando estudamos o caminho Tolteca para a liberdade, descobrimos que eles possuem um verdadeiro mapa para libertar-se da domesticação. Eles comparam o Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças a um parasita que invade a nossa mente humana. Do ponto de vista Tolteca, todos os seres humanos domesticados são doentes. São doentes porque existe um parasita que controla a mente e o cérebro. A comida para os parasitas, são as emoções negativas produzidas pelo medo. Se repararmos na definição parasita, descobrimos que um parasita é um ser vivo que vive de outros seres vivos que vive de outros seres vivos, sugando sua energia sem nenhuma contribuição útil em troca e machucando o hospedeiro pouco a pouco. O Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças se encaixam bem nessa descrição. Uma das funções do cérebro é transformar energia material em energia emocional. Nosso cérebro é uma fábrica de emoções. E temos dito que a função da mente é sonhar. Os toltecas acreditam que os parasitas controlam nossa mente e nosso sonho pessoal. Os parasitas sonham pela nossa mente e vivem sua vida por intermédio de seu corpo. Sobrevivem nas emoções que vêm do medo, e se alegram com o drama e o sofrimento. A liberdade que procuramos é usar nossa própria mente e corpo para viver nossa vida, em vez da vida do Sistema de Crenças.

Quando descobrimos que a mente é controlada pelo Juiz, a Vítima, e o "nós" verdadeiro fica num canto, temos duas escolhas. Uma escolha é continuar vivendo da forma que somos, e continuar vivendo o sonho do planeta. A segunda escolha é fazer como quando éramos crianças e os pais nos tentavam domesticar. Podemos nos rebelar e dizer "Não!". Podemos declarar uma guerra contra os parasitas, uma guerra pela nossa independência, uma guerra pelo direito de usar nossa própria mente e nosso cérebro.

Por isso nas tradições xamânicas em todas as América, as pessoas chamam a si de Guerreiros, pois estão em guerra contra os parasitas em suas mentes.

Esse é o real significado de um Guerreiro. O Guerreiro é o que se rebela contra a invasão dos parasitas. Mas sermos Guerreiros, não significa que sempre iremos ganhar a guerra; podemos ganhar ou perder, mas sempre damos o melhor de nós e temos uma chance de ser livres outra vez. Escolher esse caminho nos dá, no mínimo, a dignidade da rebelião e nos assegura que não seremos vítimas inocentes de nossas emoções frívolas ou do veneno emocional de outros.

Na melhor das hipóteses, ser Guerreiros nos fornece uma oportunidade de transcender o sonho do planeta e alterar o sonho pessoal para um sonho que chamamos céu. Assim como o inferno, o céu é um local que só existe no interior de nossa mente. É um lugar de alegria, onde podemos ficar felizes, onde somos livres para amar e ser quem realmente somos. Podemos alcançar o céu enquanto somos vivos; não precisamos esperar até a morrer. O Criador está presente e os reinos dos céus se encontra em toda parte, mas primeiro precisamos ter olhos e ouvidos para enxergar e escutar de verdade.

Precisamos estar livres dos parasitas. O parasita pode ser encarado com um monstro de mil cabeças. Cada cabeça do parasita é um dos medos que temos. Se queremos ser livres, temos de destruir o parasita. Uma das soluções é atacar o parasita de frente, o que significa enfrentarmos cada um dos nossos medos um por um. Esse é um processo lento, mas funciona. Uma segunda abordagem é para de alimentar o parasita. Senão dermos comida a ele, podemos mata-lo de fome. Para fazer isso temos que controlar nossas emoções, precisamos nos abster de alimentar as emoções que derivam do medo. Isso é muito fácil de falar, mas difícil de realizar. É difícil porque o Juiz e a Vítima ontrolam nossa mente. Uma terceira solução é chamada de Iniciação dos Mortos. Essa iniciação é encontrada em muitas escolas esotéricas e tradições xamânicas ao redor do mundo, como no Egito, Índia, na Grécia e nas Américas. Trata-se de uma morte simbólica, que mata o parasita sem magoar nosso corpo físico. Quando morremos simbolicamente, o parasita tem de morrer. É uma solução mais rápida do que as duas primeiras, porém muito mais difícil de executar. Precisamos de muita coragem para enfrentar a morte. Precisamos ser fortes. E sinceramente, espero que todos Nós consigamos enfrenta-la de frente."

Sempre me sinto tocado pela urgência quando leio estas palavras. Notem que me refiro a uma urgência não ansiosa, falo de um estado de foco onde não resta nenhuma dúvida que tudo o que está contido aí , nestas palavras , são realidades que busco trabalhar a cada instante para que sejam realidades efetivas em minha vida.

O tempo é agora, o lugar é onde você está. Não racionalize, sinta, pense de verdade. Entre em sintonia, flua. O momento trás em si o infinito. Basta começar a sair do sonho do mundo. Basta começar a sonhar outro sonho. Na realidade de sua vida. Comece a deixar sua condição de escravidão e subjugação. Há outros sonhadores que já fizeram isso. Sinta a trilha e venha. Há um mundo novo aqui, acontecendo, fora da "Matrix" onde você é pilha e engrenagem. Ele já começou. Não é um "estado abstrato e fugidio". É uma realidade vivenciada e manifesta. A ponte do Arco Íris já está plena. Ela conduz a este novo estado de consciência. Os que sabem atravessá-la já estão vivendo neste novo mundo. O novo sol está desabrochando. Sacrifique o arcaico e ultrapassado, o condicionado e limitado, o medo e a culpa, os limites e a tristeza em seu interior. A vaidade e a importância pessoal são seus maiores inimigos, não perca tempo criando falsos fantasmas e se assombrando com eles. Não jogue seu Tempo fora. Você não tem a ETERnidade, não tem vidas ou algo assim. Somos efêmeros seres, os Toltecas sabem que vão morrer e criam nesse saber uma das fontes de sua força ao invés de fugir desta constatação com teorias consoladoras. Tempo. Um mistério.

Tempo

Time

(Aqui o autor colocou a letra da música de Pink Floyd e nós tomamos a liberdade de colocá-la em vídeo)



Vale meditarmos um pouco no sentido e intensidade que damos ao Tempo mágico de nossa estadia sobre este mundo mágico e maravilhoso.

ps - O texto em destaque no meio da mensagem é de D. Miguel Ruiz, xamã Tolteca e um dos reveladores deste ciclo.

A música "Time", Pink Floyd.

por Nuvem que Passa ou Júlio César Guerrero

A maior farsa do século 21

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A maior mentira do século 21 chama-se aquecimento global. Por trás desta mentira há uma agenda política e econômica que visa criar um organismo internacional que possa interferir nos países agindo para além da soberania nacional e da constituição federal, ou seja, há a tentativa de instituir uma ditadura global sob uma farsa ambiental que é construída através da mídia e de figuras públicas de destaque, inclusive o Papa.

***

Richard Jakubaszko

Esta é uma das denúncias que faço no vídeo abaixo, resumindo um dos temas abordados no livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?".

A Agência Internacional Ambiental (AIA), se vier a se concretizar, e tudo indica que sim, trará dissabores enormes a todos os segmentos da sociedade humana, e às atividades produtivas, que têm sido atacadas e acusadas pelos ambientalistas, especialmente o agronegócio.

É fácil projetar situações dentro de perspectivas concretas, pois os ambientalistas do IPCC estabelecerão as regras do que se poderá e do que não se poderá fazer, e uma agência da ONU, como a AIA, é que criará essas regras próprias, com poderes supranacionais, de determinar punições e sanções aos países que não cumprirem os parâmetros estabelecidos por eles.
Vai haver um estupro da humanidade.
Com a bênção do Papa e do Vaticano.
Com o silêncio da mídia.
Com a omissão dos pseudo líderes políticos e empresariais
Uma coisa é certa: os ambientalistas não irão até Paris para comer churrasco.

Assistam o vídeo e me digam se estou enganado.

O cientista - documentário

sábado, 7 de novembro de 2015

"O Cientista" é um documentário que traça a história do candidato ao prêmio Nobel Dr. Mechoulam desde o começo de sua carreira... como uma criança do Holocausto na Bulgária, através de sua imigração á Israel, e sua carreira como o principal pesquisador na química e biologia da planta mais incompreendida do mundo. Dr. Mechoulam descobriu que o THC interage com o maior sistema de receptores do corpo humano, o sistema endocannabinoide (ECS).

Maria Sabina, a sábia dos cogumelos

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Download do livro aqui.

Nasceu em Oaxaca, no Mexico em 1896 e viveu até 1985. Esta mazateca é conhecida mundialmente pelo seu trabalho com Teonanácatl (Psilocybe Mexicana), o cogumelo milenar dos índios mexicanos, conhecido como " Carne de Deus". Ela utilizava os cogumelos sagrados na cerimônia chamada " Velada".

Diz-se que Teonanácatl, tem o poder de curar todas as doenças e também proporciona força mística que dá ao xamã, o poder da linguagem, ou seja, o cogumelo fala pela boca do sábio. O xamã é apenas um veículo para a voz do cogumelo. Maria Sabina relata uma velada de um xamã : Juan Manuel, que veio para curar o seu tio, quando ela tinha apenas 7 anos .

" O sábio acendia velas enquanto falava com os Donos dos Montes e com os Donos dos Mananciais. Ví como ele partia os cogumelos, contando-os aos pares, e os entregava a cada um na escuridão, falava, falava, e falava. Sua linguagem era muito bonita. As vezes o sábio cantava, cantava e cantava. Não compreendia suas palavras, mas me agradavam. Era uma linguagem diferente e me atraía, falava de estrelas, animais, de outras coisas desconhecidas para mim. Ví que dançava e via animais, objetos, personagens. Ele falava sem parar, queimava incenso e esfregava " São Pedro " nos antebraços do doente. "

São Pedro é o nome dado para o tabaco : nicotiana rústica moído, misturado com cal, e as vezes com alho, para afastar más influências, feitiçarias.

Os cogumelos são vizualizados como pequenos seres (macho e fêmea) do tamanho dos cogumelos (duendes??) Na velada de Maria Sabina, uma sessão dura a noite toda. Os cantos acompanham a parte principal da cerimônia, os participantes ingerem os cogumelos, cantam, batem palmas, dançam. O canto de Maria Sabina são curadores e também permitiam interpretar o Poder Divino através dos cogumelos.

Depois de receber seis pares de cogumelos na cerimônia o participante os ingere. Experimenta a sensação de que sua alma, libertada do corpo, voa no espaço. Vê figuras geométricas (mandalas) de cores ricas, formam estruturas arquitetônicas, como se fosse descrita por visionários da Bíblia.

Maria Sabina tinha uma ligação também com a Igreja, era batizada, membro da Associação do Apostolado da Oração e ia à missa toda a primeira sexta feira de cada mês. Ela juntamente com um amigo, dedicaram-se à organização da Irmandade do Sagrado Coração de Jesus.

Maria Sabina chamava os cogumelos de " meninos santos " . Falando da cura:

- Na verdade nascí com meu destino. Ser sábia. Ser filha dos meninos santos.

- É que os cogumelos são santos, dão sabedoria. A sabedoria é a linguagem.

- A linguagem faz com que moribundos voltem à vida. Os doentes recuperam a saúde quando escutam as palavras dos meninos santos. Não há mortal que possa ensinar essa linguagem.

- Eu curo com a Linguagem, a Linguagem dos meninos santos. - Eu peço favores a Jesus Cristo, a São Pedro, a Madalena e a Guadalupe.- - Em mim não há bruxaria, não há raiva, não há mentira. Porque não tenho sujeira, não tenho pó. A doença sai se os doentes vomitam. Vomitam a doença. Vomitam porque os cogumelos querem que o façam. Se os doentes não vomitam, eu vomito. Vomito por eles, e desta maneira o mal é expulso. Os cogumelos tem poder, porque são a Carne de Deus. E os que crêem saram. Para os doentes há um tipo de linguagem, para os que procuram Deus, há outro. - Dizem que sou a mulher dos oceanos, que trago a sabedoria em minhas mãos. Que sou a mulher de São Pedro e São Paulo. Que sou mulher menina, mas posso falar com os heróis. às vezes choro, mas quando assobio ninguém me assusta.

Maria sabina usava o termo "sorte" para o Espírito da pessoa, capaz de abandonar o corpo físico para transformar-se num animal. Sabina evocava muitos santos:

Durante minhas veladas falo com os santos: São Tiago, São José e Maria. Digo o nome de cada um conforme vai aparecendo. Sei que deus é formado por todos os santos. Assim como nós, juntos, formamos a humanidade, Deus é formado por todos os santos. Por isso não tenho a preferência por nenhum santo.

Em minhas veladas entro em um outro mundo, diferente do que conhecemos à luz do dia. É um mundo bonito mas inatingível. É como ver um filme. Desse modo vejo os santos. Vejo animais, como serpentes gigantescas, mas não os temo. Não os temo, porque também são criaturas de Deus. Aparecem também animais estranhos, nunca vistos no mundo cotidiano. Nada daquilo que os cogumelinhos ensinam deve ser temido.

" Eu nunca ví os demônios, embora passe pelos domínios da morte para chegar onde devo. Afundo e caminho por baixo. Posso procurar pelas sombras e pelo silêncio. Assim chego onde as doenças estão escondidas. Lá no fundo. Abaixo das raízes e da água, do barro e das pedras. As vezes subo, bem alto, acima das montanhas e das nuvens. Ao chegar onde devo, olho para Deus e para Benito Juarez. Lá vejo as pessoas boas. Lá se sabe tudo. De tudo e de todos, porque lá está tudo claro. Ouço vozes. Falam comigo. É a voz do pequeno que brota. O Deus que vive neles entra em meu corpo. Cedo meu corpo e minha voz aos meninos santos. São eles que falam, durantes as veladas, trabalham em meu corpo, e eu digo:

Porque me deste teu relógio
Porque me deste teu pensamento
Porque sou mulher limpa
Porque sou mulher estrela cruz
Porque sou mulher que voa
Sou a mulher Águia Sagrada, diz
Sou a mulher Águia Suprema, diz
Sou a senhora que nada, diz
Porque posso nadar no grandioso
Porque posso nadar em todas as formas
Porque sou a mulher lancha
Porque sou a Gambá Sagrada
Porque sou a Gambá Suprema
Posso ser águia, gambá ou mulher relógio.
Se os vejo, pronuncio seus nomes.
Os meninos santos se convertem em Seres Principais.

" Eu também estou velha. Por isso peço a Deus que me abençoe. Sempre peço benevolência todos os dias.... Peço benevolência para com o mundo e para comigo. Morrerei no momento que Deus quiser. Enquanto isso, que a vida siga seu curso, que continuemos vivendo nosso tempo nesse mundo que é de Cristo. Este mundo de cristãos onde também há maldade e discórdia, nesse mundo onde as pessoas brigam por qualquer coisa. "

Teoria da Conspiração

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Digamos, assim de brincadeirinha, que isto seja um filme de ficção científica onde uma guerra está sendo travada contra os humanos. Pode até ser enredo de um filme ou série. A guerra consistiria nas seguintes ações.

Ataque pelo ar: chemtrails (rastros químicos) e poluição eletromagnética

Ataque pela água: flúor e cloro

Ataque pelo alimento: pesticidas e transgênicos

Ataque mental e midiático: matérias jornalísticas para legitimar o interesse corporativo de grandes empresas como se fossem algo de interesse público, proliferação dos reality shows e de programas policialescos.

Ataque espiritual: ascendência do fanatismo religioso e criação de massas de manobra pela fé

Ataque cultural: mediocrização da cultura popular e nacional

Ataque psíquico: valorização do egocentrismo e do narcisismo através de mídias virtuais do tipo facebook.

Ataque político: degradação das elites políticas por ações corporativas visando criar "lobbys" que defenderiam o belicismo, o fanatismo, o separatismo e a privatização das riquezas de uma nação.

Ataque financeiro: dependência financeira do orçamento da União onde praticamente a metade dos impostos arrecadados serviria apenas para pagar juros para os banqueiros.

Mas claro que isto tudo é apenas um enredo ficcional, não está acontecendo de fato, não passa de teoria da conspiração, né?

Afinal de contas, quem iria querer eliminar humanos em profusão para com isso auferir lucros, vantagens e amplo domínio sobre a Terra? Isto nunca aconteceu na História humana, né?

Hitler, Stalin, Mao, o genocídio dos nativos americanos, a colonização das Américas, as cruzadas, a bomba atômica, as grandes guerras, os campos de concentração não são indicativos disso, são?

A natureza do guerreiro

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Salve!

A natureza do guerreiro é tal que ele é feliz na guerra. Mas não falamos aqui da guerra contra outrem e sim de auto-superação, portanto, qualquer um que forneça ao guerreiro tal chance é por ele abençoado e não se trata em absoluto de uma questão pessoal, vencer-se é a alegria suprema do guerreiro, seu maior gozo, seu êxtase sem fim.

Você não quer acreditar

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar

Composição: Fernando Brant / Lô Borges

É fascinante perceber como uma música traduz intensamente a nossa vida no aqui e no agora em vários sentidos. Sinto-me assim, contemplando a "paisagem da janela", ainda mais quando o destino me levou desde janeiro de 2011, quando presenciei, "in loco", como louco que ouve vozes em plena madrugada enquanto olhava o vasto espaço gramado a minha frente completamente ionizado, em Teresópolis o que a geoengenharia do clima e do crime pode fazer através de uma guerra mascarada sob a capa da maior fraude do século: o aquecimento global. Pincei do documentário "o que estão vaporizando sobre no mundo", como se baratas fôssemos, a fala final: