Meditação: ecologia do espírito

terça-feira, 31 de maio de 2016

Saúde é o silêncio dos órgãos.

Iluminação é o silêncio da mente.

A saúde do espírito é a iluminação, o êxtase.

Meditação é um estado da mente.

Ou da não-mente.

Concentração é a técnica para alcançá-lo.

Postura é a forma física para atingi-lo.

Concentração e postura são as duas faces, mental e física, da moeda meditativa.

Meditação é clareza, iluminação, êxtase, silêncio.

Definir meditação não é meditação.

Paz sem limites, êxtase incomensurável, terror místico do eu.

Palavras.

Meditar vai além das palavras. A voz do silêncio. A flor de Kashyapa.

O escrito não pode ser meditação, é no máximo uma definição sobre, uma tentativa intelectual de ampliar limites conceituais, aproximando-se sem nunca chegar ao real. O dedo apontando para a Lua.

A postura firme do lótus, a clareza tranqüila do lago são metáforas naturais da meditação.

Sentar em lótus, contemplar o lago quase nunca tranqüilo da mente, observar os pensamentos ondulantes, estar ciente do fluxo da respiração: eis uma técnica para o kensho.

Orar não é meditar. Entoar mantrans não é meditar. Visualizar mandalas não é meditar. Resolver koans também não.

Essas são técnicas, ferramentas de concentração.

Meditar é um estado onde se processa o fim do diálogo interno.

Como eu posso conversar incessantemente comigo mesmo?

Ao conversar comigo mesmo não sou um, sou muitos.

Ao conversar comigo mesmo em voz alta dirão: - Louco!

Ao conversar comigo mesmo mentalmente encubro a loucura.

A loucura é uma doença da mente.

A maioria de nós padece dessa doença e por isso não a percebemos como tal. Tornou-se lugar comum. Normal. Assim o doente considera-se são. Os valores se invertem. Não nos tocamos dessa inversão, eventualmente? São acessos de cura, lampejos de saúde, insights da alma que ainda resiste.

Estamos a tanto tempo doentes que nos esquecemos de nossa condição de natural saúde.

O eu, eu e mais eu é a doença da mente.

Meditação é a cura.

Curar-se é nos tornarmos aquilo que somos: Budas. Humanos. Condutos do Espírito.

Quem em mim conversa, discute, pensa comigo?

Se assim é como posso estar em paz?

Meditar é transcender esse pensar de eu, eu e mais eu.

Então me torno um:

Concentração.

Então me torno nenhum:

Meditação.

Nesse vazio há plenitude.

Nisso consiste o caminho.

Quem conhecendo a meta buscará algo fora dela?

Nossa natureza, nossa essência é essa mesma iluminação.

Estamos distantes de nós mesmos. Sem paz, desconhecendo a nós mesmos.

Se não temos paz em nossa mente como vamos ter paz em nosso mundo?

O exterior reflete o interior.

E apesar de todas as nossas palavras, de toda a nossa cultura, ainda não sabemos a resposta:

Quem sou eu?

Meditação é a resposta não discursiva a essa questão, é a revelação de nossa natureza.

Nossa natureza não é diversa da Natureza. Somos parte daquilo que acreditamos ilusoriamente ser externo a nós mesmos. Vencer essa ilusão dual é um passo no caminho da meditação.

O caminho da meditação, então, pode ser definido como uma ecologia do espírito, pois restabelecemos o equilíbrio natural com nós mesmos.

Assim, ao descobrirmos quem somos nós entenderemos, de fato, o seguinte koan, variante zen do axioma gnóstico.

Um discípulo perguntou ao seu mestre Zen:

"Como posso fazer com que as montanhas, os rios e a grande Terra me beneficiem?"

Respondeu o mestre:

"Vós deveis beneficiar as montanhas, os rios e a grande Terra."

Koan: A mente Zen é a nutrição da Terra. A mente da Terra é a nossa nutrição.

F.

05/02/08

Os Mestres da Humanidade - Documentário de Noam Chomsky: Requiem para o Sonho Americano

domingo, 29 de maio de 2016

Uma aula para entender o mundo atual.

O Documentário mostra através de embasamento científico de Noam Chomsky, considerado como o maior intelectual vivo do planeta, como se mantém a estrutura de poder e corrupção pelo mundo. Como uma minúscula oligarquia mundial, através de seu poderio, consegue sabotar qualquer sonho de democracia e bem-estar.

O filme relaciona OS DEZ PRINCÍPIOS DA CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZA E PODER:
1. Reduzir a Democracia
2. Moldar a ideologia
3. Redesenhar a economia
4. Deslocar o fardo de sustentar a sociedade para os pobres e classe média
5. Atacar a solidariedade
6. Controlar os reguladores
7. Controlar as eleições
8. Manter a ralé na linha
9. Fabricar consensos e criar consumidores
10. Marginalizar a população (Doc Verdade)"

Impressões enquanto assisto o documentário novo de um dos maiores intelectuais de nosso tempo: Noam Chomsky.

A democracia é uma ilusão e uma outra forma disfarçada de controle social onde os ricos persuadem os pobres através de um artifício político que encobre a tremenda desigualdade sócio-econômica existente?

Os mestres da humanidade, e não estou aqui falando de mestres espirituais, mas dos mestres deste mundo onde vivemos, trabalhamos e morremos, usam a máxima vil:

Tudo para nós e nada para os outros.

Os mestres da humanidade é uma expressão usada em 1776 por Adam Smith, em seu Riqueza das Nações. O economista foi um pensador pioneiro, um ideólogo do capitalismo e seu livro é referência em qualquer Faculdade de Economia.

Ano estranho este de 1776, ano em que foi fundada a ordem dos Illuminati da Baviera, para uns uma ordem secreta já desaparecida e para outros a força oculta por trás de diversos eventos mundiais.

Sejam reais ou não os illuminatis expressam a idéia de que os mestres da humanidade, expressão de Adam Smith, sempre existiram, existem e continuaram a existir.

"A ambição extravagante de reis e ministros, durante o século
atual e o passado, não tem sido mais fatal para a tranqüilidade da Europa do que a inveja impertinente dos comerciantes e dos manufatores. A violência e a injustiça dos mestres da humanidade constitui um mal antigo para o qual receio que a natureza dos negócios humanos dificilmente encontre um remédio" - Adam Smith, em A Riqueza das Nações.

1996 - o ano do golpe invisível na democracia brasileira

quarta-feira, 25 de maio de 2016



Faz 20 anos que falamos desse tema: urnas eletrônicas, o maior escândalo político da frágil democracia tupiniquim.
Hoje fala-se muito em golpe, mas o golpe atual não é nada frente a este golpe invisível que ocorre desde 1996, graças à Justiça do Brasil.
O projeto para tal golpe começou em 1980, durante a ditadura militar. Por que um projeto idealizado em 1980 pelo antigo SNI - Serviço Nacional de Informações criado pelos golpistas de 64 - iria favorecer a democracia no Brasil?
Desde 2002, quando descobri o fato, que junto com outros denuncio este golpe invisível.
Antes algumas questões para fazê-lo pensar.
O que garante, de fato, para você como eleitor que o seu voto vai para quem você escolheu?
Nada. Não há garantias.
O que garante, de fato, para você como candidato que o seu voto vai, pelo menos, para você?
Nada. Há casos de candidatos com zero votos. E você não tem como reclamar.
Isso significa que a cidadania está ameaçada. A cidadania é um dos princípios fundamentais de nossa Constituição. Se ela está ameaçada, se ela é violada, o próprio Estado de Direito está sendo violado, golpeado.
O que é cidadania?
"O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto) - Wikipédia.
Se você não tem garantias que o seu direito político será exercido corretamente há uma flagrante ameaça à cidadania, se há ameaça à cidadania existe ameaça à Democracia e à Liberdade e assim também a Constituição é violada.
A seguir provas e denúncias sobre a fragilidade de nosso sistema de votação eletrônica. Para maiores informações visite:





http://votoseguro.org/ Assine o manifesto dos professores.

Rede de Intrigas - filme sobre manipulação midiática

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Dica de cinema sobre manipulação midiática - nº 1

Network (1976) LEGENDA PT from network on Vimeo.


"Ainda mais empolgante hoje que na época do lançamento, Rede de Intrigas é uma denúncia sarcástica e certeira do jornalismo televisivo. Premiado com quatro estatuetas do Oscar, ainda pulsa com "uma combinação sempre rara de vitalidade e verve provocadora" (Los Angeles Times). Faye Dunaway, William Holden, Peter Finch e Robert Durvall são os astros deste retrato impiedoso da exploração da mídia televisiva. Quando o veterano âncora de jornalismo Howard Beale (Peter Finch) é demitido, ele sofre um violento colapso nervoso diante das câmeras. Mas, depois que os seus enfraquecidos números de audiência sobem por causa das suas críticas ferozes, ele é readmitido e reinventado como o "profeta louco das ondas da TV". Evidentemente, quando o tal "profeta" perde a capacidade de seduzir o público, alguma providência tem que ser tomada contra ele. De preferência, diante das câmeras e com uma plateia dentro do estúdio..."

Liderança e Traição

Um cuidado que qualquer líder precisa tomar é o de não sucumbir ao nível do grupo que lidera.

O paradoxo da liderança é que se fizer isto trairá a si mesmo e se não o fizer será traído.

Um exemplo do primeiro caso temos nos governos de esquerda, com muitos exemplos históricos, pois os governos de direita encarnam a traição como práxis usual, trata-se até de uma política deliberada (false flag).

Um exemplo do segundo caso é Jesus, abandonado por todos os seus discípulos na hora mais crucial, afinal a expectativa de Israel era por um messias guerreiro e libertador do Império.

F.

Abraço da Serpente - dica de filme

domingo, 22 de maio de 2016

Abraço da Serpente é um belo filme, com um ritmo tranquilo e forte, que mostra o conflito dialético entre duas culturas da qual eu mesmo sou filho: a indígena e a alemã. Mostra também como os invasores sob as mais diversas formas depredaram a cultura nativa. Karamakate é o último índio de uma tribo extinta, é um pajé que preserva o segredo da kapruna, uma flor de poderosos efeitos curativos da qual depende a vida de um pesquisador alemão.

As referências ao Caapi, cipó da Ayahuasca, são uma constante. A seguir uma cena do filme que envolve o uso de rapé através de um tipi duplo ou forquilhado e que também contem uma lição sobre um das diferenças cruciais entre a cultura nativa e a cultura cumulativa branca.

F. A.

Abraço da Serpente

IDIOMA
Alemão, Catalão, Espanhol, Latim, Português

LEGENDA
NACIONALIDADE
Colombia

CATEGORIA
Aventura, Drama

DURAÇÃO
125 min.

ANO
2015

CLASSIFICAÇÃO
12 anos

DIREÇÃO
Ciro Guerra

ELENCO
Jan Bijvoet, Brionne Davis, Nilbio Torres

PROJEÇÃO
DCP




Download via torrent:

http://www.filmesviatorrents.org/2016/05/o-abraco-da-serpente-el-abrazo-de-la-serpiente-torrent-web-dl-720p-legendado-2015.html

Sobre a revolução

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sobre a revolução em Encontros com o Nagual, de Armando Torres.

"A tragédia do homem atual não é sua condição social, senão a falta de vontade de mudar a si mesmo. É muito fácil planejar revoluções coletivas, mas, mudar genuinamente, acabar com a autocompaixão, eliminar o ego, abandonar nossos hábitos e caprichos... ah, isso sim é outra coisa! Os bruxos dizem que a verdadeira rebeldia e a única saída do ser humano como espécie, é fazer uma revolução contra sua própria estupidez. Como, compreenderão, trata-se de um trabalho solitário”.

"O objetivo dos bruxos é a revolução dos bruxos, o desdobramento irrestrito de nossas possibilidades perceptuais. Eu não conheci um revolucionário maior que DJ. Ele não propunha trocar as "tortillas" pelo pão, não! Ele foi fundo no assunto. Propôs o salto mortal do pensamento ao desconhecido, a liberação de todas as amarras. E demonstrou que é possível!”

Fogo, paixão e mudança

domingo, 8 de maio de 2016


A diferença entre as pessoas não está no que elas são, mas no que elas fazem com o que são.

E esta diferença está no fogo, na paixão e na motivação que há dentro delas para realizar.

É preciso cultivar o fogo, alimentar a paixão, sustentar a motivação dia após dia.

Uma pessoa sem fogo é incapaz de transformar-se, por isto a fênix é um símbolo tão poderoso.

Renascer de si mesmo, das próprias cinzas, este é o poder do fogo que é o poder da transformação. Assim o poder do fogo é o poder da morte, morte como símbolo de mudança.

Tudo flui, tudo muda, panta rei diz Heráclito, o filósofo da chama, e o faz pelo poder do fogo. O fogo é a essência da vida e o poder dos próprios deuses entregue a nós pelo titã Prometeu, segundo o mito grego.

Jesus é como Prometeu, um titã e um rebelde, pois o que ele veio fazer foi nos entregar o fogo, por isto foi escrito no Evangelho Apócrifo de Tomé, o Dídimo:

Eu lancei fogo sobre a terra – e eis que o vigio até que arda.

Prometeu foi atado à rocha e Jesus foi crucificado, ambos foram castigados e depois redimidos. E assim lograram vitória.

Em termos esotéricos a palavra INRI inscrita na cruz significa:

Igne Natura Renovatur Integra

O fogo renova incessantemente a Natureza.

Por isto no mito cristão Jesus ressuscita Lázaro, este é o poder da Fênix, do Fogo, mas é preciso compreender o que é o Fogo aqui, o que é o poder renovador que perpetua a vida através da morte.

Jesus é a Fênix refeita através do mito.

O próprio mito é como a Fênix e renova a si mesmo, se reatualiza.

A sequência de arcanos de Paus ou do Fogo no Tarot indica que a Fênix fez o seu ninho entre nós, renovando nossas vidas pelo seu poder ígneo.

Podes sentir isto? Podes sentir o fogo? Podes sentir a dança da transformação de Shiva?

O poder do fogo é o poder da mudança. Podes mudar a ti mesmo? Então és como a Fênix, como Jesus e como Prometeu, caminhas com os vivos e terás real vitória sobre este mundo.

Este é o poder do fogo: a vitória sobre si que deriva da capacidade de mudança.

Queres te sentir vivo e vitorioso? Muda, arde no fogo da mudança, refaz a ti mesmo pelo poder da ação.

F. A.

Obviedades pouco óbvias

segunda-feira, 2 de maio de 2016


O segredo de um xamã e de um mago não é ter poder para atingir certos objetivos concretos.


O segredo consiste simplesmente em acumular, manter e recanalizar este poder.

Há em cada um de nós poder suficiente para produzirmos estados xamanísticos de consciência. Basta redistribuir tal poder.

Tal poder é nosso brilho da consciência. É a nossa semente. Nosso sêmen. Nossa essência.

Pode-se traduzir poder por estado interior. Poder é a capacidade de acessar certos estados interiores que nos levam a acumular mais poder, poder sobre nós mesmos.

É o poder que permite a manifestação externa, seja de um aliado ou de uma situação.

Isto parece tão óbvio que chega a ser uma tautologia, mas é como algo que está tão próximo de nossa visão que não percebemos.

Um xamã, um mago visa a conquista de si mesmo, do estado interior correto para a manifestação adequada.

A primeira das posições a ser conquistada em si é a implacabilidade, saber que um é igual a tudo.

Tal conquista reflete-se no brilho do olhar, os olhos do intento, reflexo do brilho da consciência no corpo do xamã.

Ao invocar ou evocar certas forças buscamos o estado interior adequado para a manifestação pretendida, ou seja, a posição do ponto de aglutinação para a manifestação concreta adequada.

A magia do xamã é tornar-se um poder em sintonia com outros poderes. Podemos chamar isso de ALINHAMENTO. Ou de ressonância.

A falha do aprendiz ou do iniciante é não ter a PACIÊNCIA (inclusive consigo mesmo) e a persistência para fixar o estado interior adequado. Ao ver que a manifestação não ocorre de pronto o aprendiz entra, as vezes, num estado de frustração que sabota sua intenção.

A conquista de si mesmo, o domínio de certos estados interiores, a fixação deliberada do ponto de aglutinação, é um processo que pede disciplina, controle, paciência e senso de oportunidade.

Sejam pacientes consigo mesmos, tenham bom-humor, a vitória é certa para quem não desiste: intento inflexível.

Lembremos que para um xamã-guerreiro a vitória ou a derrota é menos importante que dar o melhor de si mesmo.

A energia equilibrada produz uma efervescência tranqüila, alegre, como uma vibração em nosso corpo, ao longo de seu centro, que dá inteligência para resolver problemas e em si mesma um prazer que por sua natureza é desconhecido da maioria. Nessa energia prazerosa e tranqüila ouvimos a voz de ver, nosso mestre interior, o próprio sussurro do espírito em nós mesmos.

Observação:

A importância das palavras e do silêncio é algo que precisamos compreender dentro do ensinamento do xamanismo guerreiro.

Seu uso adequado segue a dualidade entre tensão e integridade, relaxamento e tensão, que existe na Tensegridade. O silêncio e a palavra são as forças duais da arte da espreita, a arte do relacionamento, que permite que possamos extrair energia e poder em nossas interações cotidianas pelo conhecimento de nós mesmos.

Formular o nosso intento a partir do silêncio interior torna o nosso comando o comando que emana da própria Águia ou Espírito.

Sabemos que as palavras são o instrumento de poder do espreitador, o nagual expressa isso em O Poder do Silêncio, conforme:

"Primeiro o nagual Elias explicou a Don Juan que o som e o significado das palavras eram de suprema importância para os espreitadores. As palavras eram usadas por eles como cha­ves para abrir tudo que estivesse fechado. Os espreitadores, por­tanto, tinham de afirmar seu objetivo antes de tentar alcançar. Mas não podiam revelar seu alvo verdadeiro no início, de modo que deviam verbalizar as palavras com cuidado para esconder a intenção principal".

Até aqui as palavras do nagual Carlos Castaneda. É bom dizer que quando cito o nagual o faço dentro do espírito de respeito e admiração pelo mesmo e não por algum tipo de vaidade intelectual ou ostentação teórica.

As palavras daquele texto me foram vertidas dentro de um determinado estado interior, um alinhamento do meu poder com outro poder. Por mim mesmo ou em meu estado usual de consciência não as teria conseguido formular. E, contudo, aquele poder não era diferente daquilo mesmo que SOU. Refiro-me aqui a totalidade do ser, aspectos da consciência que qualquer um de nós pode acessar. Por exemplo, alguém que fosse adepto do espiritismo acreditaria estar mediunizando uma entidade, psicografando um texto. Não se trata disso. Como pessoas e poderes individuais estamos conectados a poderes muito mais vastos que nós mesmos, mas não temos consciência disso e não acreditamos que isso seja possível. Mas é.

F.A.